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Posts Tagged ‘Paraguai’

Jorge Moreira

Jorge Moreira é um lateral ofensivo

Perante o abandono de Maxi Pereira, e mesmo que existam jogadores como Sílvio ou André Almeida no plantel, existe a forte probabilidade do Benfica acabar por ir ao mercado para a recruta de um lateral-direito, sendo que um dos alvos que tem vindo a ser apontado é o internacional paraguaio Jorge Moreira.

Trata-se de um futebolista nascido a 1 de Fevereiro de 1990 em Villarrica, Paraguai, e que começou a sua carreira no modesto 2 de Mayo, ainda que cedo tenha rumado ao mais emblemático Libertad, clube que representa até hoje.

Nesse histórico clube de Assunção, Jorge Moreira tem sido uma referência desde 2010, somando um total de 173 jogos e cinco golos, e contribuindo directamente para a conquista do Torneio de Encerramento do Campeonato Paraguaio de 2010, 2012 e 2014, assim como o Torneio de Abertura de 2014.

Lateral de perfil ofensivo

Jorge Moreira é um daqueles laterais que muitas vezes se confundem com um extremo (também faz a posição de ala sem quaisquer problemas), oferecendo constante profundidade pelo flanco direito, isto apoiado na sua velocidade e qualidade técnica.

Nesse capítulo, aliás, lembra muito Maxi Pereira, em semelhanças que também se alargam ao seu próprio perfil emocional, uma vez que Jorge Moreira também é bastante raçudo e impetuoso, ainda que não tão agressivo como o internacional uruguaio.

A defender, por outro lado, e mesmo que seja razoavelmente competente na transição defensiva e em aspectos como a contenção e o desarme, não deixa de ser igualmente notório que está aqui o calcanhar de Aquiles do paraguaio, sendo obrigatório que Rui Vitória, no caso de uma eventual contratação, seja capaz de limar algumas arestas com Jorge Moreira, nomeadamente no espaço excessivo que muitas vezes este deixa nas suas costas.

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Fernando Fernández é um

Fernando Fernández é um “matador”

No Club Guaraní actua um bastante promissor ponta de lança paraguaio de apenas 23 anos que vai somando golos atrás de golos no campeonato do seu país e na Taça dos Libertadores da América, mostrando claramente valor para dar o salto para a Europa.

Falamos de Fernando Fabián Fernández Acosta, nascido a 8 de Janeiro de 1992 em Capiatá, Paraguai, e que é precisamente um produto das escolas do Club Guaraní, clube que representa profissionalmente desde 2013.

Ora, desde que teve uma oportunidade no futebol sénior, o ponta de lança paraguaio tem respondido essencialmente com golos, sendo relevante sublinhar que, em 74 jogos pelo Club Guaraní, são já 51 os tentos apontados por Fernando Fernández.

Um verdadeiro matador

Costuma-se dizer que ninguém marca muitos golos por acaso e Fernando Fernández e o facto do jovem paraguaio os marcar à catadupa deve-se ao facto de ser um jogador com um excelente sentido posicional e com uma grande eficácia no seu disparo de pé direito.

Não sendo “tosco”, Fernando Fernández também não é propriamente um grande prodígio técnico, algo que compensa, afinal, por ser um jogador de processos simples que nunca tenta adornar excessivamente um lance, o que faz dele bastante fiável.

Igualmente rápido e móvel, trata-se então de um jogador habilitado a actuar sozinho no eixo do ataque, ainda que esteja mais habituado a ter companhia de um outro elemento, tal como sucede muitas vezes no Club Guaraní, quando é colocado ao lado de Federico Santander.

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Obdulio Varela confunde-se com a história do futebol uruguaio

Chamavam-lhe o “Chefe Negro” por ser um incontestável líder autoritário e para sempre será “El Gran Capitan”, jogador possuidor de enormes capacidades psicológicas e capaz de impor um espírito de vitória em toda a sua equipa que, por vezes, era cumprir metade do caminho até ao triunfo final. Médio-centro raçudo, era importantíssimo em todas as movimentações no miolo, fosse a defender ou a atacar, sendo o pêndulo de todo o jogo do Peñarol ou da selecção uruguaia. Campeão Mundial em 1950, vencedor da Copa América em 1942 e com inúmeros títulos domésticos no bolso, há quem diga que é impossível entender a génese do futebol uruguaio sem se conhecer a história e características de Obdulio Varela.

Começou no Deportivo Juventud mas os anos de ouro passou-os no Peñarol

Obdulio Jacinto Muiños Varela nasceu a 20 de Setembro de 1917 em Paysandú, Uruguai, no seio de uma família modesta e iniciou a sua carreira em 1936 no Deportivo Juventud. Dois anos depois, o médio-centro haveria de se transferir para o Montevideu Wanderers, clube por onde se manteve durante cinco anos e onde efectuou exibições que lhe valeram a chegada à selecção uruguaia em 1939 e a transferência para o Peñarol em 1943.

No histórico clube aurinegro, Obdulio Varela haveria de permanecer até ao final da sua carreira, ou seja, até 1955, tendo marcado uma época no seio do Peñarol, clube pelo qual conquistou seis campeonatos uruguaios, para além de inúmeros outros títulos domésticos de menor interesse desportivo.

Campeão mundial e sul-americano pelo Uruguai

Varela estreou-se pela selecção uruguaia em 1939, num duelo da Copa América diante do Chile e que o Uruguai venceu por 3-2, tendo disputado um total de 45 jogos e marcado nove golos pela “La Celeste.”

Participando em cinco copas América, foi finalista em 1939 e 1941, tendo conquistado a competição para selecções da América do Sul em 1942, numa prova disputada no Uruguai e em que a selecção celeste venceu todos os seis jogos do Torneio, superando Chile (6-1), Equador (7-0), Brasil (1-0), Paraguai (3-1), Peru (3-0) e Argentina (1-0).

Em termos de campeonatos do Mundo, Varela teve o azar de não poder ter participado em nenhum Mundial nos anos 40, pois, com o advento da Segunda Guerra Mundial, nenhuma competição se disputou nessa década. Contudo, no único campeonato do Mundo que disputou, em 1950, o médio-centro teria a suprema felicidade de se sagrar campeão mundial, depois de superar o Brasil no duelo decisivo (2-1). Esse jogo, conhecido internacionalmente por “Maracanazo” é tido, ainda hoje, como uma das maiores surpresas de sempre do futebol.

Um psicólogo e motivador nato

O internacional uruguaio conservou sempre a mesma postura imponente que incutia respeito a colegas e adversários, ficando célebre pelos seus encorajadores discursos. Na véspera do jogo decisivo com o Brasil para o Mundial 50, Varela ouviu um dirigente uruguaio dizer que uma derrota por 4-0 seria um resultado positivo, mas o médio-centro, consciente que era dos mais veteranos de uma equipa de jovens, disse aos colegas para não olharem para as bancadas (repletas com 200 mil brasileiros), pois o jogo disputava-se ali mesmo na relva.

Mais tarde, já com as equipas perfiladas no relvado, Varela notou que os fotógrafos uruguaios pareciam mais interessados em tirar fotografias aos jogadores canarinhos que aos próprios compatriotas e atirou, de raiva: “Deixem esses macacos. Os campeões do Mundo vamos ser nós! E foram. Era assim Obdulio Varela, “El Gran Capitan.”

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Quintana foi um flop no FC Porto

Cerca de seis meses a treinar e sessenta e sete miseráveis minutos numa confrangedora derrota do FC Porto no País de Gales diante do modestíssimo Barry Town (1-3) foi tudo o que se pode ver dum trinco paraguaio que chegou aos dragões como uma grande promessa sul-americana, mas acabou por abandonar o clube de maneira rápida e sem deixar saudades aos adeptos azuis e brancos. De facto, foi muito infeliz e curta a primeira e única experiência europeia de Victor Quintana, um jogador que haveria de perceber rapidamente que o seu percurso futebolístico iria ser desenhado quase em exclusivo no seu país natal…

Destacou-se no Olímpia

Nascido a 17 de Abril de 1976, em Misiones, Paraguai, Victor Quintana iniciou a carreira no San Miguel da sua cidade natal, estreando-se profissionalmente por esse clube em 1996. Em 1998, transferiu-se para o Olímpia, conquistando o campeonato paraguaio por três épocas consecutivas (1998, 1999 e 2000) e garantindo, no Verão de 2001/02, a transferência para o FC Porto.

Quase um fantasma na passagem pelo FC Porto

Nos dragões, todavia, o seu percurso foi marcado pelo insucesso, pois o jogador limitou-se a pouco mais do que treinar, fazendo apenas 67 minutos diante do Barry Town num jogo da segunda pré-eliminatória da Liga dos Campeões, em que os azuis-e-brancos foram derrotados (1-3) após terem goleado (8-0) no Estádio das Antas.

Assim sendo, foi sem surpresa que regressou ao Olímpia em 2002, ainda a tempo de ser uma peça fulcral na conquista da Taça dos Libertadores por parte do clube paraguaio nessa época.

Novo insucesso na segunda e terceira experiência fora do Paraguai

Essas boas exibições valeram-lhe a transferência para o Brasil e para o Flamengo, todavia, o internacional paraguaio voltou a não se impor.

Pelo meio, ainda esteve breves meses no Moreirense na temporada 2003/04, no entanto, a fraca qualidade que apresentou, levou os responsáveis do clube nortenho a abdicarem dele ainda no mês de Agosto.

A partir daqui e até se retirar em 2008, Vítor Quintana apenas jogou no Paraguai, actuando com maior ou menor destaque em clubes como o Olímpia, Nacional e Sportivo Luqueño e nunca confirmando as credenciais que trazia no momento em que assinou pelo FC Porto.

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Peres Bandeira era o seleccionador

Agora que estamos à beira de nova participação no Mundial de sub-20, desta feita, a disputar na Colômbia, achei interessante recordar aquela que foi a primeira presença portuguesa no certame. Há trinta e dois anos, no Japão, Portugal participou na segunda edição do Mundial de sub-20, levando uma equipa de jogadores cheios de sonhos a terras nipónicas e efectuando uma participação digna, mas sem grande brilho, pois a equipa lusitana não haveria de passar dos quartos de final. Ainda assim, a equipa das quinas conseguiu revelar jogadores que haveriam de ser bastante importantes no futebol nacional como Zé Beto, Quim, Bastos Lopes ou Diamantino e tornou-se percursora de uma nova mentalidade futebolística que, dez anos mais tarde, iria garantir o título mundial em Riade…

Surpreendente derrota com o Canadá não evitou apuramento

Portugal estreou-se da pior forma no Mundial de sub-20, perdendo de forma inesperada com o Canadá (1-3) no primeiro jogo do Grupo C. Após um golo de Branko Segota (7′), Grilo (46′) ainda empatou para a equipa nacional, todavia, Segota (66′) novamente e Nagy (79′) garantiram o triunfo da equipa canadiana. Com este resultado, Portugal via-se obrigado a não perder com o Paraguai para continuar a sonhar com o apuramento para os quartos de final.

Curiosamente, num jogo que se previa bem mais complicado que o disputado com a equipa da América do Norte, os lusos haveriam de surpreender vencendo os sul-americanos por 1-0 (golo de Ferreira aos 23 minutos). Graças a este magro triunfo e caso o Canadá-Paraguai não terminasse empatado, bastaria a Portugal um empate diante da Coreia do Sul para assegurar a passagem aos oitavos de final.

Antes de começar o jogo com os sul-coreanos, soube-se que o Paraguai havia vencido o Canadá por 3-0 e, assim, bastaria mesmo um empate à equipa das quinas para seguir em frente na prova. Diante de uma Coreia que precisava de vencer, o jogo foi duro e intenso, contudo, Portugal defendeu-se bastante bem e segurou um precioso nulo que colocava a equipa nacional nos quartos de final do Mundial de sub-20.

Uruguai foi carrasco no prolongamento

Nos quartos de final, Portugal defrontou o Uruguai, equipa que era super-favorita, pois havia vencido União Soviética (1-0), Hungria (2-0) e Rep. Guiné (5-0), vencendo facilmente o Grupo D.

Contudo, Portugal, treinado por Peres Bandeira, foi fazendo de tudo para evitar o golo uruguaio, utilizando todas as manhas habituais do futebol luso para impedir o tento dos favoritos sul-americanos.

A estratégia resultou na perfeição até ao minuto 94, quando Ruben Paz, já no prolongamento, fez o golo que garantiu à equipa uruguaia a vitória (1-0) e o apuramento para as semi-finais. Portugal terminava assim, nos quartos de final, a primeira presença num Mundial de sub-20.

Maradona com a taça do Mundial sub-20

Argentina campeã com o goleador Ramon Diaz e… Diego Maradona

O grande vencedor deste Mundial de Sub-20 foi a Argentina que conquistou o certame, vencendo todos os jogos da prova, marcando 20 golos e sofrendo apenas dois.

Na fase de grupos, os sul-americanos despacharam Indonésia (5-0), Jugoslávia (1-0) e Polónia (4-1), superando depois a Argélia (5-0) nos quartos de final, Uruguai (2-0) nas semi-finais e União Soviética (3-1) na final.

As estrelas dos argentinos foram o avançado Ramon Diaz, que marcou oito golos e foi o melhor marcador da prova e, também, Diego Maradona, que com apenas dezoito anos, mostrou todo o seu talento e assumiu-se como a principal estrela do Mundial de sub-20.

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Diego Rubio é um menino cheio de talento

Uma grande promessa do futebol chileno e sul-americano é este avançado que pode chegar ao Sporting Clube de Portugal, o avançado Diego Rubio.

Nascido a 17 de Maio de 1993 em Santiago do Chile, Diego Iván Rubio Köstner começou nas camadas jovens do Universidad Católica, todavia, mudou-se para o Colo Colo em 2007, mantendo-se nesse clube chileno até este momento.

Em Janeiro último, apesar de ter apenas 17 anos, Diego Rubio foi incluído na principal equipa do Colo Colo, assumindo-se rapidamente como um dos jogadores preferidos dos adeptos e somando, até à data, impressionantes oito golos em onze jogos oficiais.

Avançado com extraordinária velocidade e poder de desmarcação

Aos 18 anos, Diego Rubio revela uma frieza inesperada para um jogador da sua idade, sendo normalmente letal na hora H, ou seja, no momento de atirar à baliza.

Rápido, bom tecnicamente e muito móvel, o internacional chileno (estreou-se recentemente diante do Paraguai) destaca-se pelo seu fantástico poder de desmarcação, sabendo movimentar-se de forma perfeita no limite do fora de jogo.

Também usado a “dez”, é, todavia, como avançado-centro que consegue trazer cá para fora o máximo do seu talento e qualidade, prevendo-se que possa evoluir até um patamar de excelência no contexto do futebol mundial.

Neste momento, com apenas 18 anos e com um passe estranhamente avaliado em apenas um milhão de euros, trata-se de um excelente investimento para o Sporting 2011/12.

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Rojas com a camisola do Paraguai

Nascido na Argentina, era, ainda assim, um internacional paraguaio que dispunha de algum cartel quando assinou pelo Benfica no defeso da época 1999/00. Capaz de jogar em qualquer dos flancos da defesa, era como lateral-esquerdo que o argentino de nascimento se sentia melhor, tendo, inclusivamente, disputado duas grandes competições internacionais pela selecção paraguaia: Copa América de 1997 e Mundial 1998. Assim sendo, quando chegou ao Benfica, os adeptos pensaram que poderiam ter ali um lateral de qualidade, todavia, o jogador que haveria de ficar conhecido por “vaselina” devido a um golo que marcou ao Boca Juniors pelo River Plate ficou bastante longe de conquistar o exigente terceiro anel…

Criado nas escolas do Cerro Corá, destacou-se no Estudiantes

Ricardo Ismael Rojas Mendonza nasceu a 26 de Janeiro de 1971 em Posadas, na Argentina, tendo se estreado nas lides futebolísticas ao serviço de um clube paraguaio, o Cerro Corá.

Entre 1991 e 1992, efectuou 15 jogos pelo clube paraguaio e as suas boas exibições levaram a que o jovem fosse contratado pelo Libertad, outro clube paraguaio, onde, nas três épocas seguintes, Rojas se impôs na primeira equipa e conseguiu, assim, uma transferência para um clube emblemático do futebol argentino, o Estudiantes de La Plata.

Entre 1995 e 1999, Ricardo Rojas viveu alguns dos seus momentos mais altos como futebolista, assumindo-se como titular indiscutível do Estudiantes (123 jogos efectuados nesse período) e participando em duas grandes competições internacionais pela selecção do Paraguai, a Copa América (1997) e o Mundial 98.

Época e meia no Benfica

Essa boa fase na carreira acabou por garantir ao internacional paraguaio uma transferência para o Benfica, tendo Ricardo Rojas chegado aos encarnados no defeso da temporada 1999/00, ou seja, aos 28 anos.

Durante essa época e a primeira metade da seguinte, o lateral foi utilizado com relativa regularidade nas águias e, mesmo sem mostrar ser um fora de série, assumiu-se sempre como um jogador razoável, ainda que sem a qualidade suficiente para envergar a camisola encarnada.

Assim sendo, numa fase em que o Benfica estava longe do momento actual (foi terceiro em 1999/00 e sexto (!!) em 2000/01), Rojas acabou por conseguir efectuar 32 jogos pelos encarnados antes de voltar ao futebol argentino, desta feita para o River Plate.

Cinco anos no River Plate

Regressado ao futebol argentino após época e meia no Benfica, Rojas foi utilizado com regularidade nas três primeiras épocas ao serviço do River Plate (63 jogos), tendo ficado inclusivamente conhecido por “vaselina” após marcar o seu único golo oficial pelos argentinos numa vitória 3-0 diante do arqui-inimigo Boca Juniors.

No entanto, nas duas últimas temporadas ao serviço do River (2004/05 e 2005/06), o internacional paraguaio quase não jogou, acabando por, aos 35 anos, se transferir para o Belgrano, onde fez a sua última época profissional, sem grande brilho, em 2006/07.

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