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A família benfiquista considera-se traída por JJ

A família benfiquista considera-se traída por JJ

O futebol português está completamente virado do avesso, isto em virtude de uma tempestade que está a assolar a segunda circular e que já resultou no despedimento por justa causa de Marco Silva e que, ao que tudo indica, irá terminar com a chegada de Jorge Jesus para o seu lugar.

No entanto, nesta fase em que ainda se questiona se será Rui Vitória o sucessor de Jorge Jesus no Benfica (os adeptos estão a tentar forçar Luís Filipe Vieira a optar precisamente por Marco Silva) e em que se aguarda pela confirmação oficial da mudança do ex-técnico encarnado para Alvalade, parece que o que está na ordem do dia é questionar a atitude de Jorge Jesus em abandonar a Luz rumo ao eterno rival Sporting.

Entre as hostes encarnadas, aliás, a maioria dos adeptos (ilustres ou menos ilustres) classifica a atitude do experiente técnico como uma traição, optando mesmo por transformar o outrora Jesus “Salvador” num autêntico “Judas”. Quanto ao próprio Luís Filipe Vieira, foi igualmente duro na hora da confirmação da saída do técnico, isto mesmo sem nunca o mencionar, sublinhando que a “gratidão define o carácter das pessoas” e confessando-se “desiludido mas não surpreendido”.

Ora, compreendendo a frustração de quem vê partir um treinador que ganhou três campeonatos nos últimos seis anos, isto sem contar com muitos outros títulos, há que perceber as razões que terão levado Jorge Jesus a tomar esta decisão, até porque entendo que este não se importaria de continuar na Luz, onde já tinha a máquina montada há imenso tempo, ao invés de ter de começar um projecto desde a sua génese no arqui-rival.

Acredito, piamente, que Luís Filipe Vieira quereria continuar a contar com Jorge Jesus, mas também não tenho dúvidas de que o presidente do Benfica entendia que este deveria baixar o seu salário e, de certa forma, passar a obedecer a um outro tipo de projecto, mais virado para o aproveitamento de jovens valores e menos virado para investimentos em valores internacionais.

Ora, nesse primeiro ponto, terá surgido o principal problema, uma vez que o experiente técnico de 60 anos, no rescaldo da conquista de 6 dos 8 títulos nacionais disputados nos últimos dois anos, terá entendido como desrespeitoso que sequer colocassem em causa a possibilidade de baixar o seu vencimento.

Luís Filipe Vieira, perante esta postura, e consciente de que Jorge Jesus não será sequer o treinador ideal para abraçar um projecto mais virado para o Caixa Futebol Campus, começa a pensar numa transição no comando técnico do Benfica, ponderando num potencial sucessor (Rui Vitória?) e preparando uma saída de Jorge Jesus para um destino que não causasse mossa ao emblema da Luz.

Ora, acredito que, nesse desiderato, o presidente do Benfica contaria com a ajuda de Jorge Mendes, agente que se prepararia para apresentar soluções mais ou menos interessantes no plano financeiro a Jorge Jesus. Ao mesmo tempo, Jorge Jesus terá percebido as movimentações que se estavam a desenhar e, já com contactos do Sporting (que terá tido informações do que estava a passar e decidiu entrar em cena), opta por ouvir os leões.

Os verde-e-brancos, pelo que se tem lido, optam por lhe oferecer um ordenado chorudo e, talvez ainda mais importante do que isso, plenos poderes, num cenário jamais visto no passado recente, nomeadamente desde que Bruno de Carvalho chegou à presidência do clube de Alvalade.

Depois, há ainda outro factor que não pode ser colocado de parte: Jorge Jesus é sportinguista, tal como o seu pai, que certamente gostaria de ver o filho a treinar o seu clube do coração. E mesmo que todo este processo obedeça a directrizes essencialmente racionais, é inegável que a emoção poderá sempre pesar um pouco.

É, então, por tudo isto que me custa compreender o termo “Judas” aplicado ao treinador do Benfica. O contrato terminou, a proposta de renovação não agradou a Jorge Jesus e este acabou por optar por uma solução que entendeu como mais aliciante para o seu futuro.

Quanto ao Benfica, deve focar-se essencialmente na escolha do sucessor de Jorge Jesus e se me pedirem uma opinião sobre qual seriam as melhores opções, vêm-me rapidamente à mente duas possibilidades: Vítor Pereira e Marco Silva. Ambos bem acima das outras alternativas vinculadas pela comunicação social, como Paulo Bento ou Rui Vitória.

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Jesus mantém o Benfica no topo

Luís Filipe Vieira voltou a vencer confortavelmente as eleições para a presidência do Benfica, sendo que, neste momento, muitas das críticas dos adeptos encarnados se dirigem ao seu treinador, Jorge Jesus, deixando um pouco de lado Luís Filipe Vieira, Presidente que, valha a verdade, pouco fez para que o Benfica tivesse um 2012/13 de sucesso.

Neste momento, o plantel do Benfica é desequilibrado e, por mais que custe admitir a muitos benfiquistas, bastante inferior ao do FC Porto. É verdade que os encarnados têm individualidades de enorme qualidade e um ataque de luxo (a contratação de Lima foi uma excelente decisão de…Jesus), todavia, as saídas de Witsel e Javi García deixaram o meio-campo defensivo entregue a Matic e o castigo de Luisão, deixou o esforçado, mas pouco qualificado Jardel como titular ao lado de Garay.

Para além disso, o Benfica denota muitas fragilidades no lado esquerdo da defesa, onde conta com Melgarejo e Luisinho, dois jogadores que, por mais que se tente provar o contrário, não têm valor para vestir a camisola encarnada e, do lado direito, apenas conta com Maxi Pereira, sendo que o pânico varre os adeptos do Benfica sempre que o internacional uruguaio se lesiona ou é castigado.

Perante todas estas condicionantes e tendo em conta o plantel azul-e-branco, pensou-se que dificilmente o Benfica teria capacidade para ombrear com o FC Porto, principalmente até Janeiro, altura em que duas ou três aquisições podiam reequilibrar o plantel das águias. No entanto, Jorge Jesus tem conseguido não descolar dos dragões, mesmo contando com muito menos soluções que o seu adversário nortenho.

De facto, o Benfica continua na frente do campeonato (ex-aequo com os dragões), somando seis vitórias e dois empates, mantém-se sólido na Taça de Portugal e apenas tem vacilado na Liga dos Campeões, ainda que a lógica convide a pensar que duas vitórias caseiras diante de Celtic e Spartak Moscovo até podem garantir a qualificação para os oitavos de final.

Aqui, o mérito é de Jorge Jesus, que tem conseguido manter um excelente desempenho colectivo da sua equipa com todas as condicionantes que lhe ofereceram e, acima de tudo, sem nunca ter usado qualquer tipo de desculpa, mesmo quando não lhe deram o lateral-esquerdo que queria (Eliseu) ou quando o privaram de dois titularíssimos da equipa em cima do fecho das transferências (Witsel e Javi).

Neste momento, ainda assim, os adeptos pedem muito mais a sua cabeça que a de Luís Filipe Vieira que continua a ser (quase) idolatrado pela grande maioria dos benfiquistas, todavia, é Jesus que continua a manter o Benfica no topo e não a gestão do seu Presidente, cabendo aos adeptos encarnados perceberem isso, limitando-se, para isso, a lembrarem-se do que se passou com o Sporting e Paulo Bento…

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Miguel Lopes foi uma surpresa

Uma das grandes surpresas da convocatória de Paulo Bento para este campeonato da Europa é, claramente, Miguel Lopes, lateral-direito do Sporting de Braga que poucos esperavam que estivesse nos 23 elementos que vão representar Portugal no Euro 2012. Produto das escolas de clubes como o Oriental, Olivais e Moscavide ou Alverca, Miguel Lopes iniciou a sua carreira profissional no Benfica, todavia, teve de dar alguns passos atrás na carreira até conseguir, este ano, o momento mais alto da sua carreira desportiva, sendo titular no Sp. Braga e conseguindo a viagem para a Polónia e Ucrânia.

Percurso Desportivo

Hugo Miguel Almeida Costa Lopes nasceu a 19 de Dezembro de 1986 em Lisboa, Portugal, tendo iniciado a sua carreira no Oriental e passado pelo Olivais e Moscavide e Alverca, antes de se transferir para o Benfica. Nos encarnados, representou a equipa B em 2005/06, tendo realizado 24 jogos e marcado 4 golos. Ainda assim, não convenceu os responsáveis encarnados, tendo se transferido depois para o Operário na época seguinte.

Nos açorianos, em plena II Divisão B, Miguel Lopes jogou com regularidade (23 jogos, 7 golos), garantindo, sem surpresa, uma transferência para o Rio Ave, clube que representou entre 2007 e 2009 e onde  foi peça importante no regresso dos vilacondenses ao primeiro escalão.

Esse bom desempenho no Rio Ave permitiu novo salto ao jovem lateral, sendo que Miguel Lopes se mudou para o FC Porto no início de 2009/10. Todavia, nessa época, o lateral português não se impôs totalmente, acabando emprestado ao Betis em 2010/11.

Depois de uma época de bom nível na equipa andaluza (22 jogos), Miguel Lopes preparava-se para ser novamente emprestado a outro clube espanhol (Saragoça) em 2011/12, contudo, vários problemas inerentes a essa cedência acabaram por fazer com que o internacional português ficasse parado durante os primeiros seis meses da última temporada.

Como tal, Miguel Lopes apenas voltou à acção na segunda metade de 2011/12, desta feita, num empréstimo ao Sp. Braga, clube onde terminou a época em excelente nível, tendo garantido a titularidade e, também, um lugar no Euro 2012.

Como joga?

Miguel Lopes é preferencialmente um lateral-direito que defende com critério e sabe subir com coerência pelo seu flanco, criando desequilíbrios no ataque.

Raçudo e inteligente em termos posicionais, não é um portento de técnica, contudo, tem assinalável qualidade de passe e cruza com qualidade quando ganha a linha.

Apesar de tudo, e havendo João Pereira e, até, Ricardo Costa como opção para a lateral-direita, será difícil que Miguel Lopes tenha grandes ocasiões para jogar no Euro 2012.

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João Pereira será o lateral-direito titular

Aos 28 anos, João Pereira estreia-se numa grande competição internacional e logo como provável titular, dado ao afastamento da selecção portuguesa daquele que seria o seu mais sério concorrente na posição de lateral-direito: José Bosingwa. Inicialmente um extremo-direito, mas que, com o tempo, foi recuando no terreno, João Pereira é um jogador de sangue na guelra e que nunca dá nenhum lance por perdido, acabando muitas vezes traído pelo seu feitio algo conflituoso que o levam a somar acções disciplinares e, também, algumas desconcentrações fatais.

Percurso desportivo

João Pedro da Silva Pereira nasceu em Lisboa a 25 de Fevereiro de 1984 e é um produto das escolas do Benfica, clube para onde se transferiu, ainda no escalão de escolas, oriundo do Domingos Sávio.

Nos encarnados, fez toda a formação e estreou-se na equipa principal em 2003/04, como extremo-direito, tendo jogado com interessante regularidade com José António Camacho (35 jogos, 5 golos). No ano seguinte, com Trapattoni, os índices de utilização mantiveram-se altos (34 jogos, 1 golo)

Os problemas, no Benfica, começaram em 2005/06, quando após um incidente com Koeman acabou inclusivamente na equipa B das águias, tendo se transferido para o Gil Vicente a meio da época, clube onde acabou a temporada como titular.

No clube de Barcelos, João Pereira manteve-se na temporada seguinte, uma campanha de 2006/07 que acabou por ser na Liga de Honra devido à descida do Gil Vicente, situação motivada pelo caso Mateus. Nesse ano, o internacional português fez 25 jogos e garantiu a transferência para o Sp. Braga, regressando, dessa forma, ao primeiro escalão do futebol português.

Nos arsenalistas, esteve duas épocas e meia, onde se destacou pela regularidade (93 jogos, 2 golos) e qualidade exibicional, acabando por ser natural o salto para o Sporting.

Ora, nos verde-e-brancos, e mesmo numa fase complicada destes em termos desportivos, João Pereira tem sido um dos intocáveis, somando impressionantes 105 jogos nas últimas duas temporadas e meia.

Qualidades e Lacunas

Inicialmente um extremo-direito, João Pereira mantém algumas características dessa posição, pois continua a ser um jogador muito ofensivo, que encara os adversários sem medo e que procura tanto o cruzamento como as diagonais para o centro do terreno.

Todavia, esse perfil demasiado ofensivo expõe em demasia as suas costas, sendo que, no Sporting, esses problemas se tornavam mais visíveis quando, ao invés de Izmailov ou Pereirinha, actuava à sua frente um jogador com menos consciência defensiva como Carrillo.

Para além disso, João Pereira é um jogador demasiado agressivo, sendo isso muitas vezes positivo na forma como intimida e desarma os adversários, mas também existindo a outra face da moeda, que passa por inúmeras admoestações que o condicionam no seu desempenho.

Em suma, trata-se de um jogador que poderá oferecer profundidade ofensiva ao futebol da equipa das quinas, mas que terá de se mostrar especialmente concentrado, para que esse incremento de qualidade atacante não signifique igualmente o ruir do castelo defensivo que está a ser preparado por Paulo Bento.

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Beto volta a uma grande competição

Depois da surpreendente chamada ao Mundial 2010, Beto volta a fazer parte dos convocados para uma grande competição internacional de selecções, juntando-se a Rui Patrício e Eduardo como opção para a baliza portuguesa. Desta feita, porém, a sua chamada é menos polémica que a do mundial sul-africano, pois Beto actuou com regularidade nos romenos do Cluj, tendo, inclusivamente, mais legitimidade de estar no lote que Eduardo, guarda-redes que pouco jogou na Luz. Ainda assim, mais que o bom balneário, poucas poderá fazer Beto, pois as perspectivas de utilização da terceira escolha de Paulo Bento para a baliza são extremamente reduzidas.

Percurso desportivo

António Alberto Bastos Pimparel “Beto” nasceu a 1 de Maio de 1982 em Lisboa e é um produto das escolas do Sporting, ainda que, como sénior, só tenha jogado pela equipa B em 2000/01, 2001/02 e 2003/04, contando-se, também, um empréstimo ao Casa Pia, pelo meio, em 2002/03.

Em 2004/05, transferiu-se definitivamente para o Chaves, clube onde não jogou, tendo mudado de ares novamente na época seguinte, onde, ao serviço do Marco, foi mais feliz, pois efectuou 27 partidas oficiais.

Em 2006/07, transferiu-se para o Leixões, iniciando um percurso de três temporadas que lhe garantiu a subida ao primeiro escalão na primeira e boas temporadas nas duas seguintes na Primeira Liga. Nesses três anos em que esteve em Matosinhos, Beto efectuou 94 jogos, tendo apenas falhado seis jogos oficiais do Leixões.

Essas boas exibições no clube de Matosinhos valeram-lhe a transferência para o FC Porto, clube onde, em duas épocas, mostrou competência mas nunca conseguiu ganhar o lugar ao titularíssimo Helton. Assim sendo, nesta temporada que agora termina, Beto acabou emprestado ao Cluj, clube onde foi utilizado com regularidade e onde se sagrou campeão romeno.

Qualidades e Lacunas

Com apenas 1,80 metros, o jogo aéreo não é claramente o forte de Beto, jogador que falha com preocupante frequência nos cruzamentos para a área.

Ainda assim, o guarda-redes formado no Sporting tem inúmeras qualidades, que passam pela elasticidade, boa capacidade de resposta, excelentes reflexos e um posicionamento bastante interessante entre os postes.

Como tal, no seu global, Beto é um guarda-redes frio e eficaz, que, tirando a lacuna supra-citada do jogo aéreo, é bastante competente no desempenho das suas funções.

Para além disso, é um elemento que costuma fazer bom balneário e, isso, num jogador que muito dificilmente actuará no Euro 2012, é fundamental.

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Eduardo será o nº2 para a baliza

Provável segunda escolha para a baliza de Portugal no campeonato da Europa, é um dos casos mais curiosos nesta convocatória, pois trata-se de um guarda-redes que mal jogou ao longo da época 2011/12, devido a estar tapado no Benfica pelo brasileiro Artur Moraes. Ainda assim, mereceu a confiança de Paulo Bento para estar no Euro 2012, talvez por este ainda se recordar das brilhantes actuações de Eduardo ao longo do Mundial 2010, competição onde o ainda guarda-redes encarnado fez a totalidade dos 360 minutos que Portugal somou na África do Sul e apenas sofreu um golo, fatídico, diga-se, de David Villa.

Percurso desportivo

Eduardo dos Reis Carvalho nasceu a 19 de Setembro de 1982 em Mirandela, Portugal, e é um produto das escolas de formação do Sporting Clube de Braga. Entre 2000/01 e 2005/06, o guarda-redes português foi conquistado o seu espaço no Braga B, clube secundário dos arsenalistas onde Eduardo efectuou 110 jogos, tendo, nessa fase, se sentado no banco da equipa principal dos bracarenses várias vezes.

Em 2006/07, os responsáveis do Sp. Braga, perceberam que Eduardo já não poderia continuar a competir convenientemente numa pouco exigente II Divisão nacional e, como tal, emprestaram-no ao Beira-Mar, clube onde o guarda-redes somou 20 jogos oficiais. Na temporada seguinte, Eduardo voltaria a ser cedido, desta feita ao Vitória de Setúbal, onde, sob o comando de Carlos Carvalhal, fez a sua primeira grande época, somando 41 jogos e sendo peça fundamental na conquista da Taça da Liga, após defender três grandes penalidades na final diante do Sporting.

Essa excelente época, valeu-lhe o regresso ao Sp. Braga, clube onde durante duas temporadas foi titular indiscutível, destacando-se a segunda, onde apenas sofreu 20 golos no campeonato, contribuindo para o excelente segundo lugar dos bracarenses nessa edição da Liga Zon Sagres.

No defeso de 2010/11, transferiu-se para o Génova, onde jogou com regularidade durante a época transacta (37 jogos), mas onde nunca convenceu verdadeiramente responsáveis e adeptos do clube da Ligúria. Essa falta de confiança nas suas qualidades foram decisivas para o empréstimo de Eduardo ao Benfica, todavia, aí, o guarda-redes português não foi feliz, tendo somado apenas um jogo no campeonato e oito nas taças domésticas.

Qualidades e Lacunas

Curiosamente Eduardo é um guarda-redes parecido com Rui Patrício, nomeadamente na principal lacuna, pois, tal como o guarda-redes leonino, Eduardo sempre teve problemas com os cruzamentos. A principal diferença é que, ao contrário do habitual titular verde-e-branco, Eduardo nunca conseguiu corrigir tão bem esta deficiência.

Pouco espectacular mas eficaz entre os postes, Eduardo é um guarda-redes que responde com rapidez e eficiência aos problemas que lhe são postos, pois, não sendo especialmente elástico, sabe ocupar com mestria a sua zona de acção, acabando por ser efectivo na defesa da baliza.

Para além disso, trata-se de um líder que sabe comandar muito bem o sector recuado e partilha com Rui Patrício uma especialidade: a defesa de grandes penalidades, sendo, por tudo isto, uma alternativa válida para a baliza caso Rui Patrício se magoe ou seja castigado ao longo do campeonato da Europa.

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Djaló prepara-se para nova etapa

A contratação de Yannick Djaló por parte do Sport Lisboa e Benfica poderá ser muito positiva para os encarnados tanto a nível desportivo como financeiro, pois tratou-se de um investimento muito baixo por um jogador que poderá trazer inúmeros proveitos, quanto mais não seja pelo impacto mediático da chegada de um jogador que estava bastante conotado com um clube rival das águias, ou seja, o Sporting Clube de Portugal.

Chegado a custo zero aos encarnados, Yannick Djaló surge na Luz em estado de graça. Além de se ter assumido como benfiquista ferrenho, o internacional português beneficia do facto dos próprios adeptos do Sporting, na fase final da sua estadia em Alvalade, lhe terem feito a vida negra, assobiando cada lance em que o luso-guineense falhava, situação que precipitou a saída do avançado. Esse desdém dos sportinguistas, aproxima o internacional português dos adeptos do Benfica que, agora, estarão sedentos de que o jogador possa brilhar com a camisola encarnada, apoiando-o ao máximo para que este possa vingar no Benfica e seja mais uma razão para ferroadas ao rival do outro lado da Segunda Circular.

Para além disso, Yannick Djaló encontra no Benfica um panorama muito mais “fácil” do que o que deixou em Alvalade. O Benfica lidera o campeonato e mantém o mesmo treinador de há dois anos e meio para cá, um treinador que sabe potenciar o talento mais escondido dos jogadores e que terá todo o interesse de transformar o luso-guineense num elemento útil ao plantel, seja como extremo ou, até, como segundo avançado.

Depois, esta contratação vem também amenizar a ideia de que o Benfica só comprava estrangeiros, surgindo agora um jogador nacional e que, mais importante do que isso, se trata de um internacional português, um jogador de que Paulo Bento sempre gostou e que até tem grandes condições de estar no Euro 2012, o que seria uma valorização financeira muito apreciável para o jogador e para o detentor do seu passe, o Benfica.

Por fim, no Mundo do futebol actual, não podemos negar que o facto de Yannick ser casado com Luciana Abreu também pode ser um factor do qual o Benfica poderá colher dividendos, pois a associação de Lucy ao internacional português e, por conseguinte, ao clube encarnado, pode ser fonte de notoriedade para a marca “Benfica.”

Por todas estas razões e pelo baixo investimento que a transferência trouxe aos encarnados, podemos dizer que a chegada de Djaló ao Benfica trás inerente um risco muito reduzido ao Benfica, podendo, inclusivamente, deixar mais assustados os adeptos do Sporting, que irão abanar a cabeça a cada tento que o antigo “Djálol” marcar com a camisola das águias, principalmente se esse golo surgir, imagine-se, na baliza verde-e-branca.

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