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Posts Tagged ‘Paulo Sérgio’


Makriev é um goleador

Perdido numa equipa modesta do campeonato israelita está um ponta de lança alto (1,91 metros), forte e com uma capacidade finalizadora muito interessante: Dimitar Makriev.

Nascido a 7 de Janeiro de 1984, Dimitar Ivanov Makriev foi criado nas escolas do Levski Sófia, pelo qual fez 254 golos no campeonato búlgaro de Juniores.

Surpreendentemente, em 2002, acabou por transferir-se para o arqui-rival do Levski, o CSKA Sófia, onde apenas esteve dois meses, pois o Inter de Milão, impressionado pelas suas exibições nos escalões de formação do Levski, não hesitou em adquiri-lo.

Ainda assim, nos “nerazzurri”, a carreira de Makriev não foi muito feliz, pois o internacional búlgaro não fez qualquer jogo, sendo sucessivamente emprestado a clubes como os suíços do Bellinzona (14 jogos, 4 golos), os polacos do Gornik Zabrze (22 jogos, 2 golos) e os suíços do FC Chiasso (18 jogos, 5 golos).

Após esses empréstimos pouco produtivos, o búlgaro desvinculou-se do Internazionale e assinou pelos franceses do Dijon, onde também não foi feliz, fazendo apenas três golos (13 jogos) na temporada 2005/06.

No rescaldo da experiência gaulesa, Makriev transferiu-se para os eslovenos do Maribor, permanecendo durante a temporada 2006/07 e a primeira metade da temporada 2007/08 e onde, finalmente, voltou a assumir-se como o grande talento dos tempos do Levski, marcando 23 golos em 48 jogos.

No início de 2008, trocou o Maribor pelo FC Ashdod, onde permanece até hoje. Nesse modesto clube israelita, já leva 52 golos em 112 jogos, assumindo-se como um ponta de lança muito oportuno e que, apesar da elevada estatura, é capaz de tratar a bola com bastante qualidade.

Adaptando-se bem a ser o único ponta de lança em 4-3-3, mas também a jogar ao lado de um avançado mais móvel em 4-4-2, é capaz de finalizar com o pé esquerdo, direito ou com a cabeça, sendo, muito provavelmente, o “pinheiro” que o Sporting procura, sem sucesso, há meia temporada.

Essas grandes exibições pelo FC Ashdod já permitiram que Makriev chegasse à selecção búlgara (4 jogos, 1 golo) e prevê-se que o ponta de lança de 26 anos se transfira, rapidamente, para um clube de maior nomeada. Sinceramente, penso que encaixaria que nem uma luva no plantel de Paulo Sérgio.

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Sougou é arma estudante para o jogo com os leões

A última derrota do Sporting, em casa, diante do V. Guimarães (2-3), deixou marcas profundas, pois, além de ter impedido que os leões chegassem ao segundo lugar, surgiu nos últimos quinze minutos e depois dos verde e brancos terem conquistado uma confortável vantagem de dois golos. Agora, em Coimbra, diante da Académica, os leões são obrigados a triunfar, pois, caso contrário, a situação de Paulo Sérgio em Alvalade começará a ser pouco menos que insustentável. Nos outros jogos da ronda, destaque o grande clássico do Minho, entre V. Guimarães e Braga, um jogo que, normalmente, é sempre emocionante e explosivo.

FC Porto-Portimonense

Já apurado para os dezasseis-avos de final da Liga Europa e a fazer um campeonato quase perfeito, o FC Porto tem, esta jornada, um teste aparentemente fácil, em casa, diante dos algarvios do Portimonense. Depois de ter vencido o Benfica, no Dragão, por 5-0, não é esperado que os portistas sejam surpreendidos por uma equipa algarvia que, em cinco jogos fora, apenas conquistou um miserável ponto. Assim sendo, tudo o que não seja uma vitória tranquila dos portistas neste jogo será uma tremenda surpresa.

V. Guimarães-Sp. Braga

Após vencer o Sporting em pleno Alvalade XXI, o V. Guimarães volta a ter um teste de fogo, desta vez diante do seu grande rival: Sp. Braga. Perante uma equipa que tem gerido mal estar, simultaneamente, na Liga dos Campeões e na Liga Sagres, os vimaranenses procurarão um triunfo que lhes permitirá manter o segundo lugar.

Por outro lado, os bracarenses não podem perder, pois além de começarem a afastar-se da luta pelo segundo lugar, também colocarão tanto a qualificação para a Liga Europa como, inclusivamente, o lugar de Domingos Paciência em risco.

Benfica-Naval

Longe de serem o rolo compressor da temporada passada, os encarnados vêm de uma traumatizante e pesada derrota no Dragão por cinco bolas a zero. Neste momento, com a revalidação do título a começar a ser uma miragem, as águias precisam de, em primeira instância, reconquistarem o respeito e a confiança dos adeptos e, depois, tentarem alcançar o máximo de pontos possível, sempre espreitando por uma pouco esperada, mas possível queda abrupta dos azuis e brancos. Assim sendo, este duelo contra o frágil Naval é um excelente jogo para a retoma pós-Dragão.

Académica-Sporting

Depois de uma fase em que os leões pareciam estar em retoma e em clara subida de forma, apareceram duas derrotas (1-3 em Gent e 2-3, em casa, diante do V. Guimarães) que voltaram a colocar tudo em xeque e deixaram novamente os verde e brancos sobre brasas. Agora, no sempre difícil campo da Académica, os leões são obrigados a conquistar os três pontos, pois qualquer outro resultado irá acentuar o crescente divórcio entre adeptos e equipa, numa situação que, num futuro próximo, poderá ser insustentável para Paulo Sérgio.

Nos outros jogos da jornada 11, o grande destaque vai para o derbi do Funchal entre Nacional e Marítimo, num jogo que move sempre grandes paixões e imprevisibilidade, o favoritismo tem de ir para o Nacional (4º), bem melhor classificado no campeonato. A ronda onze conclui-se com o U. Leiria-V. Setúbal, Olhanense-Beira Mar e Rio Ave-P. Ferreira.

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O FC Porto-Benfica é sempre um duelo intenso

FC Porto e Benfica defrontam-se no Dragão num jogo em que as águias estão completamente proibidas de perder, pois, caso acabem derrotadas, ficarão a dez pontos de uns dragões que, assim, terão passadeira vermelha rumo ao título. Assim sendo, quando estamos com apenas um terço do campeonato, corremos o risco de, em caso de vitória azul e branca no clássico, o termos praticamente decidido. Também nesta jornada, o Sporting, que ainda corre por fora, recebe o V. Guimarães, num jogo em que os leões apostam muito e onde a sua margem de erro também é zero.

FC Porto-Benfica

Os dragões recebem o Benfica numa posição extremamente invejável, pois, em apenas nove jornadas, conseguiram uma interessante vantagem de sete pontos. Para além disso, apesar de não terem ido além de um empate com o Besiktas na última jornada da Liga Europa, também já conseguiram o apuramento para a fase seguinte da prova europeia e, neste período, poderão se concentrar totalmente na Liga Zon Sagres. Assim sendo, será um jogo muito difícil para os encarnados, que continuam muito irregulares e longe das exibições da época passada, ainda que as águias tenham a perfeita noção que não podem falhar no Dragão, pois, caso não triunfem, o título passará a ser uma miragem.

Sporting-V. Guimarães

À partida, poderão dizer que se limita a ser um tira-teimas para decidir quem se isola no terceiro lugar, todavia, é muito mais do que isso. Os leões, que têm estado em crescendo de forma, têm a perfeita consciência que uma vitória diante dos vimaranenses, aliada à perda de pontos dos azuis e brancos diante do Benfica, relança-os no campeonato. Assim sendo, será um jogo extremamente interessante e onde se perceberá se as poupanças que Paulo Sérgio fez em Gent (e que deram mau resultado) serviram, ao menos, para que o Sporting continuasse a vencer em termos domésticos.

Sp. Braga-Beira Mar

Os bracarenses foram vencer a Belgrado (1-0) e, assim, garantiram pelo menos o terceiro lugar no seu grupo da “Champions”, o que lhes permite chegar à Liga Europa. Assim sendo, é com enorme confiança que encaram este duelo com os aveirenses, um jogo de vitória obrigatória para que os arsenalistas não percam, no mínimo, o comboio do segundo lugar e consequente apuramento para a Liga dos Campeões. Duelo muito interessante em perspectiva.

Nos outros jogos da jornada, destaque para a deslocação da Académica a Portimão, num jogo em que existe enorme curiosidade para se saber se os estudantes, após a derrota caseira com o FC Porto, voltam ao trilho dos triunfos.

Esta ronda, que já teve o V. Setúbal 3 Rio Ave 3, completa-se com o Paços Ferreira-Nacional, Naval-Olhanense e Marítimo-U. Leiria.

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paulo sérgio

Todas as equipas perdem, todas as equipas têm jogos mal conseguidos, todas as equipas têm azar. Mas, há umas a quem isto acontece mais vezes do que a outras. Há equipas que seguem uma inércia de complicar o que é fácil. Este é o caso do Sporting Clube de Portugal.

Ontem o Sporting jogou frente ao Gent. Um jogo que, à partida, parecia secundário e, aparentemente, menos importante. No entanto, uma equipa como o Sporting, que, nos últimos tempos, tem tido dificuldade em convencer os seus adeptos, não pode desperdiçar uma oportunidade de proporcionar uma exibição convincente, que traga alegria e moral ao mundo leonino.

Menosprezando o adversário, e a importância do próprio jogo, Paulo Sérgio, treinador dos leões, decidiu mexer, drasticamente, na equipa. Aquilo que na gíria é frequentemente referido por “inventar”. Foi isso que Paulo Sérgio fez, mudou a equipa quase toda e inventou uma derrota e um atestado de incompetência, que o universo verde-e-branco lhe atribuiu.

Haverá sempre quem defenda que a rotação do plantel é importante, numa época longa, e que este poderia ser o jogo ideal para o fazer. Esquecem-se que a rotação do plantel é para equipas cimentadas, que estão sólidas ao nível das exibições e dos resultados, a quem um deslize não terá tanto impacto, como a uma equipa que procura, ainda, convencer os seus adeptos.

O que Paulo Sérgio se esqueceu foi que mais uma vitória e uma boa exibição, trazem moral à equipa, que fica mais confiante. Por outro lado, uma derrota torna a equipa mais frágil a nível anímico, tendo resultados directos na sua performance futura e nos comportamentos dos adeptos – que ficam, cada vez mais, com menos expectativas em relação à equipa. Além disto, a memória do treinador dos leões parece ser curta, não se lembrando da história recente, onde o Sporting, o ano passado, com o apuramento da fase de grupos da Liga Europa quase garantido, acabou por complicar a vida, tendo de suar para passar à fase seguinte.

Além destas situações a curto prazo e de resultados imediatos, custa-me ver o Sporting não conseguir pensar, desportivamente, a longo prazo. Uma vitória frente ao Gent, seriam mais pontos preciosos para o ranking europeu de clubes, e o Sporting precisa desses pontos para crescer a nível europeu, não só ao nível do prestígio, mas, também, para evitar confrontos, em fases iniciais de prova, com grande clubes, tendo isto consequências directas a nível económico e desportivo.

Enquanto o Sporting, e responsáveis pela gestão da actividade do clube, não forem capazes de tomar as decisões acertadas, dentro de uma estratégia definida inicialmente, o Sporting continuará a “brindar” os seus adeptos, não com “magia” e ilusão, mas com decepção e falta de crença. Por mais que me esforce, não consigo perceber os critérios das escolhas que são feitas pelo meu clube, levando-me a questionar-me se haverá, mesmo, algum critério.

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João Pinto fez grande jogo na Alemanha

A 1 de Março de 1994, o Benfica, na primeira mão dos quartos de final da Taça das Taças, empatou a uma bola com o poderoso Bayer Leverkusen, uma equipa alemã, que, na altura, tinha jogadores do gabarito de Schuster, Paulo Sérgio e Ulf Kirsten. Essa igualdade, ocorrida no Estádio da Luz, tornava a vida do Benfica muito complicada para o jogo da segunda mão, a realizar no Ulrich-Haberland. Na Alemanha, o Leverkusen chegou a estar a ganhar 2-0, mas os encarnados, numa exibição plena de querer, acabaram por empatar a quatro bolas e conseguiram escrever uma das páginas mais bonitas da história do futebol português.

O Benfica já havia sofrido na primeira mão, pois depois de Happe, aos 66 minutos, ter colocado a equipa alemã em vantagem, apenas um golo de Isaías, em cima do minuto 90, evitou a derrota encarnada, mas o sofrimento, em plena Alemanha, foi bem mais acentuado.

Naquela altura, as águias não eram uma equipa muito forte em termos de jogo aéreo e, nesse seguimento, Kirsten aproveitou um erro defensivo encarnado para, aos 12 minutos, colocar a equipa alemã em vantagem. Ao mesmo minuto, mas da segunda parte, foi a vez de Schuster fazer o 2-0, após se isolar na cara de Neno.

A perder por 2-0 e já na segunda parte, os adeptos encarnados entraram em descrença, mas esse sentimento durou pouco tempo, pois no minuto seguinte ao golo do “anjo louro”, Abel Xavier, num pontapé excepcional, fez o 2-1.

Esse tento galvanizou o Benfica que, por João Pinto (59′) e Kulkov (77′), colocou-se em vantagem no jogo (3-2) e na eliminatória (4-3), obrigando a equipa alemã a marcar pelo menos dois para seguir em frente na eliminatória.

Nesse momento, tudo parecia decidido e os adeptos encarnados no Ulrich-Haberland começaram a fazer a festa. No entanto, a equipa germânica ainda tinha cartas na manga e, no espaço de um minuto e com dois golos de cabeça, Kirsten (80′) e Happe (81′) voltaram a dar a volta ao marcador e a colocarem-se com um pé nas meias-finais.

Felizmente foi só um pé, pois, aos 85 minutos, Kulkov, servido por João Pinto, entrou na área e, à saída do guarda-redes local, fez o 4-4 que haveria de ser o resultado final e que colocaria os encarnados na meia-final da Taça das Taças 1993/94.

Um momento mágico da história do Benfica e do futebol português para reverem no vídeo abaixo.

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P. Mendes não tem substituto à altura

O novo treinador do Sporting chegou aos leões sob bons auspícios devido ao bom trabalho que desempenhou no Paços de Ferreira e do V. Guimarães, ainda que, ao serviço dos vimarenenses, tenha falhado o acesso à Liga Europa na última jornada, após perder, em casa, diante do Marítimo.

No entanto, os adeptos do Sporting ansiavam por um treinador mais conceituado, tendo ainda dificuldade em compreender a contratação de um treinador promissor para substituir outro treinador (Carlos Carvalhal) que, na verdade, preenchia exactamente os mesmos recursos de Paulo Sérgio, mas tinha uma experiência ligeiramente superior.

Ainda assim, foi dada a Paulo Sérgio alguma margem de manobra e o benefício da dúvida, percebendo-se que o novo treinador dos leões iria apostar num esquema: 4-4-2 clássico, algo que, valha a verdade, já não era utilizado pelo Sporting ou, inclusivamente, por um treinador de um grande português há uma boa quantidade de anos.

Durante a pré-época, o Sporting ainda se destacou, nomeadamente diante de equipas inglesas que, por estarem com os índices físicos bastante baixos (O Manchester City, então, jogava a passo) e por, tradicionalmente, darem bastantes espaços aos adversários, permitiram boas exibições aos verde e brancos.

Contudo, com o início da temporada e, principalmente, com a lesão do pêndulo do meio-campo (Pedro Mendes), percebeu-se que o Sporting iria ter muitas dificuldades na imposição do seu esquema de jogo e isso ficou notório pela dificuldade com que o Sporting superou o FC Nordsjaelland e o Brondby nas eliminatórias da Liga Europa e pela forma como perdeu em Paços de Ferreira.

Neste momento, após a derrota e, acima de tudo, a forma como os leões perderam no Estádio da Luz, confirmei uma série de ideias que devem preocupar os Sportinguistas:

  1. O Sporting não tem um substituto para Pedro Mendes, o único jogador que é capaz de funcionar como verdadeiro trinco, recuperando bolas e, ao mesmo tempo, ser fundamental na transição defesa-ataque.
  2. A dupla Maniche-André Santos é curta num 4-4-2 clássico, aparentando ser macia no processo defensivo e, ao mesmo tempo, faltando-lhe capacidade de se estender no relvado de forma a evitar uma grande distância entre os sectores. Em 4-2-3-1, essa situação é ligeiramente disfarçada, mas, ainda assim, sente-se sempre alguma falta de fibra no centro do meio campo do Sporting.
  3. O Sporting não tem um verdadeiro goleador neste momento, pois Liedson está num momento de forma deplorável e, aos 32 anos, já não é elemento para actuar sempre os 90 minutos, tendo de ser poupado em algumas partidas, onde poderia funcionar como arma secreta e entrar numa fase do jogo em que o adversário já está desgastado e mais propício a falhas.
  4. Os mecanismos de jogo do Sporting, ou ausência deles, são assustadores, sendo mesmo aflitivo ver o Sporting ter uma grande quantidade de posse de bola e, depois, ser incapaz de fazer uma jogada com conta peso e medida, limitando-se a trocar o esférico da esquerda para a direita, num vai e vem que alguns adeptos leoninos apelidam de “táctica do barco”, pois a bola vai variando de um flanco para o outro até os adeptos ficarem enjoados.
  5. Depois, a equipa leonina é de tracção defensiva, raramente arriscando, o que lhe poderá garantir bons resultados quando se coloca em posição de vencedora, pois defende razoavelmente bem em bloco baixo, mas raramente lhe garantirá triunfos quando sofre o primeiro golo da partida. Na verdade, o Sporting já esteve a perder por três vezes esta temporada e, em todos os jogos (Brondby (em casa), P. Ferreira (fora) e Benfica (fora)), acabou derrotado, sendo incapaz, inclusivamente, de marcar um único golo nesses encontros.
  6. Por fim, o critério da escolha do onze é sempre bastante dúbio, pois, por vezes, alguns jogadores fazem boas exibições e, no jogo seguinte, ou vão para o banco ou nem sequer são convocados. Um bom exemplo disso, foi a interessante exibição diante do Lille de Zapater, Postiga, Vukcevic e Salomão e o que é que aconteceu? Todos foram premiados com a ausência do onze no encontro diante do Benfica.

Por isto e muito mais, percebe-se que Paulo Sérgio tem de dar uma volta ao futebol do Sporting e, a partir dos jogadores que tem, tentar dotar o futebol leonino de maior intensidade competitiva e maior fluidez no processo ofensivo. Nesse seguimento, era importante que fizesse algumas alterações no onze base, que, pelo que conheço do plantel leonino deveriam ser as seguintes:

  1. Jogar, normalmente em 4-2-3-1 e usar o 4-4-2 losango como esquema alternativo.
  2. Optando pelo 4-2-3-1, usar o duplo-pivot: Zapater-Pedro Mendes, Maniche-Pedro Mendes ou, inclusivamente, André Santos-Pedro Mendes, mas o ex-Rangers tinha de jogar sempre que estivesse em condições para isso. Na ausência dele, a preferência teria de ser sempre para Zapater, que, não sendo a escolha ideal, é muito mais dotado para recuperador de bolas do que qualquer dos outros elementos.
  3. No esquema 4-2-3-1, pelo menos um dos extremos tem de flectir para o centro de forma a impedir que o ponta de lança fique sozinho na frente. Na minha opinião, o jogador ideal para o fazer é Vukcevic, que, aproveitando o pendor ofensivo que João Pereira imprime ao flanco direito, poderia ser letal nas diagonais para o centro.
  4. Continuando neste esquema, Matias Fernandez deveria ser o elemento a jogar nas costas do atacante, sendo que Postiga, pela sua inteligência táctica e boa ocupação de espaços, também seria uma boa opção.
  5. Em 4-4-2 losango, as alas deviam ser entregues a Maniche à direita (a sua experiência no posicionamento poderia permitir liberdade às subidas de João Pereira) e, na esquerda, a opção deveria tender em Valdés ou Salomão, os jogadores mais parecidos com extremos no plantel do Sporting.
  6. Neste mesmo esquema, os dois avançados deveriam variar nestas três duplas: Liedson-Vukcevic (a ideal, pois ambos são muito móveis e jogam bem no espaço.), Liedson-Postiga ou, inclusivamente, Vukcevic-Postiga.
  7. Por fim, principalmente em jogos em casa, a equipa tem de arriscar quando está a perder, sendo que, em 4-2-3-1, a opção terá de ser sempre a saída do parceiro de Pedro Mendes ou, na ausência do ex-Rangers, de Zapater para entrar outro atacante. Normalmente, estas alterações fazem-se quando o adversário abdicou do ataque e, assim, trata-se de um risco calculado e que não coloca em causa o equilíbrio táctico da equipa.

Na minha sincera opinião, este é o caminho para que o Sporting possa, até ao mercado de Janeiro, manter-se na luta pelas competições em que está envolvido sem que fique, invariavelmente, afastado das mesmas devido a maus jogos e, acima de tudo, pobres exibições. Veremos se Paulo Sérgio tem a capacidade de perceber o que está mal e de emendar os erros, enquanto ainda tem tempo.

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Yannick marcou o golo do apuramento leonino

O Sporting e o Sp. Braga foram os principais motivos de alegria nesta ronda europeia, isto sem qualquer desprimor pelo FC Porto, mas simplesmente porque o apuramento dos dragões nunca esteve em causa. Na Dinamarca, apesar da confiança de Paulo Sérgio, poucos acreditavam que os leões pudessem dar a volta a uma desvantagem de dois golos. Todavia, um Sporting pouco espectacular, mas muito digno e com uma pitada de sorte do seu lado, foi capaz de vencer por três bolas a zero e conseguir o tal milagre que poucos pensavam ser possível. Por outro lado, em Sevilha, não era o resultado que estava em causa, pois os arsenalistas até tinham ganho por 1-0 em casa, mas era a muito maior experiência dos andaluzes que tornava a missão bracarense bem difícil. No entanto, o Sp. Braga arrancou uma espectacular exibição, venceu por 4-3 e, ao apurar-se para a fase de grupos da Liga dos Campeões, escreveu uma das páginas mais bonitas da sua história.

Braga fez história no Sanchez Pizjuan

Sevilha 3-4 Braga

A equipa andaluza, em desvantagem na eliminatória, entrou forte no jogo com vontade de chegar rapidamente ao golo. No entanto, a equipa do Sevilha foi sempre esbarrando numa muito bem organizada equipa do Braga que beneficiava da excelente exibição da sua dupla de centrais (Moisés-Rodriguez). Durante a primeira meia hora, o Sevilha, apesar do domínio das operações, não conseguiu criar muitas situações de golo e, assim, os bracarenses cumpriam a sua principal missão.

Depois, esta equipa arsenalista mostrou que, além de paciente e adulta, também é fria e calculista, sabendo quando dar o golpe nas aspirações do adversário. Assim sendo, aos 31 minutos, na sequência de um rápido contra-ataque conduzido e finalizado por Paulo César, Matheus, na recarga, fazia o um a zero e colocava o Sp. Braga muito perto do apuramento para a fase de grupos.

Até ao final da primeira parte, os espanhóis não voltaram o discernimento para colocarem a baliza de Felipe em causa e, assim, o jogo avançou até ao intervalo sem problemas para a equipa portuguesa.

Após o descanso, o Braga voltou a entrar bastante organizado, sabendo perfeitamente o que fazer dentro de campo. O tempo passava e jogava a seu favor, todavia, a situação da equipa portuguesa tornou-se ainda mais positiva quando aos 58 minutos, a cruzamento de Matheus, Lima, recém-entrado, fez o 0-2 para os arsenalistas.

Pensou-se que esse golo terminasse com o desafio, mas foi puro engano. Pouco depois, um remate inofensivo de Luís Fabiano foi mal abordado por Felipe e entrou na baliza do Sp. Braga, fazendo o 1-2. Esse golo animou o Sevilha que, pouco depois, esteve muito perto de empatar, mas o remate de Jesus Navas embateu na trave da baliza do guarda-redes bracarense.

Esta foi a melhor fase dos andaluzes que continuaram a dominar o jogo e a criar algumas situações para marcar. No entanto, a boa exibição da dupla de centrais do Braga e, acima de tudo, a redenção de Filipe que compensou o frango do golo de Luís Fabiano com algumas boas defesas, impediram os espanhóis de chegarem ao 2-2 rapidamente.

Na verdade, quando esse golo surgiu, já estávamos no minuto 84 (bom golo de Navas) e faltava pouco tempo para o Sevilha marcar os dois que ainda necessitava. Para piorar o panorama espanhol, Lima, no minuto seguinte, aproveitou um erro defensivo dos andaluzes e fez o 2-3 que terminou, definitivamente, com a eliminatória.

Até final da partida, Lima (bisou aos 90′) e Kanouté (reduziu para 3-4 já nos descontos), ainda deram outro colorido ao marcador, mas a dúvida em relação ao vencedor da eliminatória já tinha terminado muito antes.

Vitória justíssima do Braga (4-3) que mostrou muita confiança e qualidade para a sua difícil viagem pela fase de grupos da Liga dos Campeões. Agora, que venha o Partizan, o Arsenal e o Shakhtar Donetsk.

Golo de Evaldo surgiu no momento certo

Brondby 0-3 Sporting

O Sporting que se via obrigado a vencer por, pelo menos, dois a zero para forçar o prolongamento, entrou muito mal no jogo e permitiu que fosse a equipa dinamarquesa a ter o controlo do mesmo nos primeiros minutos.

Com o passar do tempo, o Sporting foi serenando e começando a ter o controlo do desafio, ainda assim, a sua falta de criatividade e mobilidade no ataque, impedia-lhe de criar grande perigo para a baliza do Brondby.

Ainda assim, tal como na primeira mão, o Sporting voltou a ser prejudicado pela arbitragem que, aos 28 minutos, anulou um golo limpo a Liedson. Na primeira jogada dos leões com cabeça, tronco e membros, o Sporting via-se, injustamente privado de um tento importante.

O tempo passava e já todos se resignavam ao 0-0 ao intervalo, quando no último suspiro da primeira parte, na sequência de um cruzamento de André Santos, Evaldo, no coração da área, saltou para o um a zero. Um golo que surgia no melhor momento para os leões.

Após o descanso, esperava-se um Sporting dominador e com vontade de empatar a eliminatória, todavia, foi o Brondby que cresceu e, a partir dos 60 minutos, começou mesmo a criar grande perigo para a baliza leonina. Nessa fase, valeu aos leões a fraca pontaria dos dinamarqueses e duas excelentes intervenções de Rui Patrício a remates de Jallow e Bischoff.

O jogo não estava nada fácil e os verde e brancos viam o tempo jogar contra si. No entanto, se o tempo jogava contra os leões, a sorte jogava a seu favor, pois, após o desperdício “viking”, Nuno André Coelho viu, aos 75 minutos, um remate totalmente inofensivo do meio da rua acabar por entrar na baliza dum infeliz Andersen.

Com a eliminatória empatada, o Brondby caiu muito de produção e, aqui, percebeu-se que a experiência europeia dos leões podia ser determinante. Aos 77 minutos, Matias teve uma excelente ocasião para o 0-3, mas, num lance de quatro para um, não soube lateralizar o esférico e, assim, perdeu uma excelente oportunidade para matar a eliminatória.

O jogo caminhava para o final e todos já pensavam no prolongamento, quando após jogada rápida de contra-ataque, Liedson serviu Yannick Djaló e este, na cara do guarda-redes dinamarquês, fez-lhe um chapéu que fez o 0-3 e colocou o Sporting na fase de grupos da Liga Europa.

Vitória justa da melhor equipa no cômputo global da eliminatória, mas conseguida num encontro que demonstrou que o Sporting ainda está longe do que é desejável.

Hulk fez grande exibição e um hat-trick

FC Porto 4-2 Genk

Dragões e belgas sabiam que a eliminatória estava decidida e, assim, deram-se ao luxo de fazerem algumas alterações, mais tácticas nos portistas, que jogaram em 4-4-2 e mais em termos de jogadores no caso do Genk.

Talvez demasiado relaxados pelo 3-0 da primeira mão, os portistas permitiram algumas veleidades ao conjunto belga que, após alguns avisos, fez, aos 22 minutos, o surpreendente 0-1, por Vossen.

No minuto seguinte, houve a oportunidade para o FC Porto se redimir, mas Hulk, na conversão de um penalti cometido sobre si próprio, permitiu a defesa de Koteles.

No entanto, os dragões não tiveram de esperar muito tempo pela igualdade, que surgiu aos 36 minutos, na sequência de um espectacular livre de Hulk, que dedicou o tento à sobrinha que faleceu recentemente. Assim, o encontro chegou ao intervalo com os azuis e brancos e o conjunto belga empatados a um golo.

Após o descanso, o FC Porto optou por trocar o 4-4-2 por um 4-2-3-1 que tornou a equipa azul e branca mais homogénea e móvel. Essa alteração não tardou em dar frutos, pois Fernando, aos 53 minutos, encheu o pé e, de muito longe, fez um bonito golo, colocando o FC Porto a vencer por duas bolas a uma.

Ainda assim, o Genk, apesar de ser claramente mais frágil que os dragões, nunca desistiu e, três minutos depois, Vossen, de cabeça, voltou a igualar a partida, desta feita a duas bolas.

Apesar de nova igualdade, percebia-se que os portistas estavam bem mais fortes nesta segunda metade e, assim, ninguém estranhou que o FC Porto voltasse, pouco depois, à vantagem, quando Hulk, no segundo penalti da noite, foi mais feliz que no primeiro e fez o 3-2.

A partir daqui, o FC Porto marcou mais um tento (Hulk, aos 63 minutos, novamente de livre, a fazer o hat-trick) e dominou o jogo até final, terminando a partida com uma vitória justíssima por 4-2, diante de um Genk que teve o mérito de ter sido um conjunto digno do início ao fim.

Madeirenses lutaram mas pouco jogaram

Marítimo 1-2 BATE

Poucos acreditavam que o Marítimo pudesse dar a volta à eliminatória, mas também poucos pensariam que os madeirenses pudessem fazer uma exibição tão pobre diante do conjunto bielorrusso.

Na primeira parte, a equipa portuguesa teve o controlo do jogo, mas foi muito pouco perigosa, permitindo que o BATE passasse os primeiros 45 minutos com poucos sobressaltos. Neste período, há, todavia, que destacar um lance muito polémico na área bielorrussa, quando Danilo Dias rematou à baliza e Shitov colocou a mão no esférico. Estavam decorridos apenas dois minutos da partida e esse lance poderia ter sido decisivo.

Após o descanso, o Marítimo continuou a dominar o jogo, mas o seu futebol era pouco incisivo. Do outro lado, o BATE era uma equipa fria e calculista e mais reforçou essa ideia quando Pavlov, na sequência de um remate de Bressan, aproveitou o ressalto para fazer o 0-1. Estavam decorridos 51 minutos de jogo e foi a primeira oportunidade digna desse nome dos bielorrussos.

A partir daqui a eliminatória ficou definitivamente decidida e restava ao Marítimo tentar evitar o desaire europeu. A equipa madeirense lutou pela igualdade, que haveria de chegar sobre o minuto 90, graças a um golo de Kanu.

Pensou-se que o jogo terminaria, assim, empatado, todavia, um desconcentrado Marítimo, ainda foi capaz de sofrer um golo nos descontos (Skavysh foi quem marcou) e perder tudo o que estava em jogo: eliminatória e os pontos europeus para o ranking da UEFA. Uma derrota (1-2) e uma exibição que dão a ideia que este Marítimo é bem mais fraco que o da temporada transacta.

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