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Jonathan é um matador

Jonathan é um matador

Depois de ter chegado a ser anunciado como reforço do Sporting de Braga no último Verão, mas acabado por não ficar pelo Minho em virtude de lhe ter sido detectado um problema físico, Jonathan Rodríguez está novamente perto do futebol português, ainda que, desta vez, para representar o Benfica, clube com o qual o seu empresário já confirmou conversações.

Nascido a 6 de Julho de 1993 em Florida, Uruguai, Jonathan Javier Rodríguez Portillo estreou-se na equipa principal do Peñarol na temporada 2013/14, sendo que, desde aí, já soma um total de 47 jogos e 19 golos pelo histórico emblema uruguaio, isto sem esquecer quatro internacionalizações (um golo) pela principal selecção “celeste”.

Um matador

Analisando a frio as características de Jonathan Rodríguez como futebolista, é justo sublinhar-se que se trata de um verdadeiro “matador”, ainda que não se trate de um ponta de lança de perfil mais fixo ou “target man”, mas, ao invés, de um atacante que sabe movimentar-se por todo o ataque, procurando explorar as debilidades que o sector recuado adversário acabar por desvendar.

Sublime a jogar na linha do fora de jogo, o internacional uruguaio de 21 anos destaca-se pela velocidade e técnica apurada, ainda que seja principalmente pelo faro de golo que mais merece realce, uma vez que aparece sempre no sítio certo para facturar, mostrando-se letal com os seus fortíssimos remates de pé direito, seja de curta ou longa distância.

Tratando-se de um jogador que está talhado para actuar no esquema de dois avançados que Jorge Jesus tanto gosta, Jonathan Rodríguez será, afinal, um futebolista que poderia assumir-se como um excelente reforço para o Benfica, principalmente numa fase em que Lima parece estar a entrar na fase descendente da sua carreira.

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Obdulio Varela confunde-se com a história do futebol uruguaio

Chamavam-lhe o “Chefe Negro” por ser um incontestável líder autoritário e para sempre será “El Gran Capitan”, jogador possuidor de enormes capacidades psicológicas e capaz de impor um espírito de vitória em toda a sua equipa que, por vezes, era cumprir metade do caminho até ao triunfo final. Médio-centro raçudo, era importantíssimo em todas as movimentações no miolo, fosse a defender ou a atacar, sendo o pêndulo de todo o jogo do Peñarol ou da selecção uruguaia. Campeão Mundial em 1950, vencedor da Copa América em 1942 e com inúmeros títulos domésticos no bolso, há quem diga que é impossível entender a génese do futebol uruguaio sem se conhecer a história e características de Obdulio Varela.

Começou no Deportivo Juventud mas os anos de ouro passou-os no Peñarol

Obdulio Jacinto Muiños Varela nasceu a 20 de Setembro de 1917 em Paysandú, Uruguai, no seio de uma família modesta e iniciou a sua carreira em 1936 no Deportivo Juventud. Dois anos depois, o médio-centro haveria de se transferir para o Montevideu Wanderers, clube por onde se manteve durante cinco anos e onde efectuou exibições que lhe valeram a chegada à selecção uruguaia em 1939 e a transferência para o Peñarol em 1943.

No histórico clube aurinegro, Obdulio Varela haveria de permanecer até ao final da sua carreira, ou seja, até 1955, tendo marcado uma época no seio do Peñarol, clube pelo qual conquistou seis campeonatos uruguaios, para além de inúmeros outros títulos domésticos de menor interesse desportivo.

Campeão mundial e sul-americano pelo Uruguai

Varela estreou-se pela selecção uruguaia em 1939, num duelo da Copa América diante do Chile e que o Uruguai venceu por 3-2, tendo disputado um total de 45 jogos e marcado nove golos pela “La Celeste.”

Participando em cinco copas América, foi finalista em 1939 e 1941, tendo conquistado a competição para selecções da América do Sul em 1942, numa prova disputada no Uruguai e em que a selecção celeste venceu todos os seis jogos do Torneio, superando Chile (6-1), Equador (7-0), Brasil (1-0), Paraguai (3-1), Peru (3-0) e Argentina (1-0).

Em termos de campeonatos do Mundo, Varela teve o azar de não poder ter participado em nenhum Mundial nos anos 40, pois, com o advento da Segunda Guerra Mundial, nenhuma competição se disputou nessa década. Contudo, no único campeonato do Mundo que disputou, em 1950, o médio-centro teria a suprema felicidade de se sagrar campeão mundial, depois de superar o Brasil no duelo decisivo (2-1). Esse jogo, conhecido internacionalmente por “Maracanazo” é tido, ainda hoje, como uma das maiores surpresas de sempre do futebol.

Um psicólogo e motivador nato

O internacional uruguaio conservou sempre a mesma postura imponente que incutia respeito a colegas e adversários, ficando célebre pelos seus encorajadores discursos. Na véspera do jogo decisivo com o Brasil para o Mundial 50, Varela ouviu um dirigente uruguaio dizer que uma derrota por 4-0 seria um resultado positivo, mas o médio-centro, consciente que era dos mais veteranos de uma equipa de jovens, disse aos colegas para não olharem para as bancadas (repletas com 200 mil brasileiros), pois o jogo disputava-se ali mesmo na relva.

Mais tarde, já com as equipas perfiladas no relvado, Varela notou que os fotógrafos uruguaios pareciam mais interessados em tirar fotografias aos jogadores canarinhos que aos próprios compatriotas e atirou, de raiva: “Deixem esses macacos. Os campeões do Mundo vamos ser nós! E foram. Era assim Obdulio Varela, “El Gran Capitan.”

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Carlos Bueno não vingou em Alvalade

Foi uma passagem fugaz, de apenas uma época desportiva, e acabou por estar longe de cumprir com as elevadas expectativas que rodearam o avançado uruguaio à chegada a Portugal. Avançado de renome e que tinha se assumido como grande goleador no Peñarol, Carlos Bueno apostava forte neste empréstimo ao Sporting após o fracasso na primeira incursão no futebol europeu ao serviço do Paris Saint-Germain. No entanto, a temporada ao serviço do clube de Alvalade foi marcada por muitos golos desperdiçados e apenas uma noite de glória, diante do Nacional, quando marcou quatro golos e ficou conhecido, momentaneamente, por “Kinder Bueno!”

Produto das escolas do Peñarol

Carlos Heber Bueno Suárez nasceu a 10 de Maio de 1980 em Artigas, Uruguai, e iniciou a sua carreira desportiva no Peñarol, clube que representou até 2005.

No gigante de Montevideu, Carlos Bueno actuou na equipa principal durante seis anos, tendo apontado 73 golos em 135 jogos e assumindo-se como uma das grandes figuras do Peñarol. Essas boas exibições, valeram a transferência para o futebol europeu e para o PSG, clube que o anunciou como reforço para a época 2005/06.

Fracasso na Europa em PSG e Sporting

A experiência do internacional uruguaio em Paris foi um fracasso absoluto, pois Carlos Bueno apenas fez 12 jogos e não conseguiu marcar qualquer golo pelo clube gaulês. Assim sendo, entendeu-se por bem emprestar o avançado uruguaio e, assim, Carlos Bueno foi emprestado ao Sporting, que precisava de um goleador e não tinha dinheiro para se aventurar de forma mais efectiva no mercado de transferências.

Em Alvalade, todavia, o (in)sucesso foi o mesmo, com o jogador a destacar-se mais pelos golos que falhou que pelos que marcou, ainda que ao contrário da passagem pelos franceses, Bueno ainda tenha feito golos no Sporting.

No entanto, o “poker” ao Nacional, os dois golos ao Pinhalnovense para a Taça de Portugal e um golo diante do Spartak Moscovo, em jogo da “Champions”, foi manifestamente pouco para as expectativas que se criaram à volta do internacional uruguaio que, assim, abandonou a equipa portuguesa sem grande glória no final da temporada 2006/07.

Só o Peñarol fez renascer Carlos Bueno

Depois de uma má experiência no Boca Juniors, o internacional uruguaio regressou ao Peñarol, onde voltou a reencontrar o caminho do golo e do sucesso.

Entre Janeiro de 2008 e o Verão de 2009, Carlos Bueno marcou 17 golos em 35 jogos pelo gigante uruguaio, transferindo-se em 2009/10 para a Real Sociedad, então no segundo escalão do futebol espanhol.

No clube basco, Bueno foi importantíssimo na campanha que levou a Real Sociedad de volta ao primeiro escalão, marcando 12 golos em 33 jogos e tornando-se um dos preferidos dos adeptos donostiarras.

Depois do País Basco, o atacante actualmente com 31 anos ainda esteve seis meses no Universidad do Chile e, desde Dezembro de 2010, representa os mexicanos do Querétaro, onde já soma 12 golos em 22 jogos, mantendo a elevada veia atacante que o tem caracterizado nos últimos tempos.

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Danilo é um talento brasileiro

Um dos reforços dos dragões para 2010/11, seja para vir já neste Verão ou apenas em Janeiro do ano que vem, é uma das grandes promessas do futebol brasileiro: Danilo.

Nascido a 15 de Julho de 1991 em Bicas, Brasil, Danilo Luiz da Silva iniciou a sua carreira no América Mineiro, clube pelo qual se estreou profissionalmente em 2009, participando em duas partidas do hexagonal final do campeonato estadual de Minas Gerais.

No ano seguinte, Disputou nove jogos no Campeonato Brasileiro da Série C (terceira divisão), nas quais colaborou como titular para o acesso do clube para a segunda divisão canarinha. Nesse mesmo ano, foi a grande revelação do campeonato estadual mineiro, tendo garantido uma transferência para o Santos.

Confirmou todas as suas qualidades no clube de Pelé

Chegado ao Santos, Danilo rapidamente se assumiu como um jogador importantíssimo do clube paulista, fosse a actuar no miolo do terreno ou a lateral-direito e foi peça fundamental da equipa que conquistou o campeonato paulista de 2011, para além da Taça dos Libertadores no mesmo ano.

Desde que chegou ao antigo clube de Pelé, Danilo efectuou 60 jogos e marcou nove golos, sendo o mais importante o alcançado na final da Taça dos Libertadores diante do Peñarol. Essas excelentes exibições, valeram-lhe o interesse de clubes como a Juventus, Milan e Benfica, mas o internacional sub-20 acabou por escolher o FC Porto para continuar a sua carreira.

Médio-centro ou lateral-direito ofensivo

Danilo é um jogador que costuma jogar em duas posições preferenciais: Médio-centro ou lateral-direito, sendo que tem qualidade e talento suficiente para ambas.

Ainda assim, o facto de ser um jogador extremamente vertical e ofensivo, obrigam cautelas na sua utilização imediata como lateral, pois o jogador terá de se habituar a um futebol mais rápido como o português e poderá ter mais dificuldades nas transições ataque-defesa em contraste com o mais pausado futebol brasileiro.

Como futebolista, Danilo apresenta imensas qualidades que vão desde a grande velocidade, excelente pulmão, boa capacidade técnica e física, evoluída visão de jogo e bom capacidade no remate de meia-distância, características que assentam-lhe bem tanto na posição “oito” como a lateral-direito, ainda que nesta última terá de se ter em conta a pequena nuance que referi no parágrafo anterior.

Em suma, trata-se de um excelente reforço para o plantel azul-e-branco e que, por certo, irá acrescentar muita qualidade à equipa portista.

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