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Posts Tagged ‘Pepe’

Danny é um produto do Marítimo B

Esta temporada de 2012/13 marcará o regresso em força de um projecto que foi iniciado há mais de dez anos, mas que acabou por redundar num fracasso (quase) total: as equipas B. De facto, no passado, Benfica, FC Porto, Sporting, Sp. Braga e Marítimo, entre outros casos menos emblemáticos, surgiram na II Divisão B com equipas secundárias que, invariavelmente, foram se extinguido por força de maus resultados que as relegavam para a III Divisão, ou por simples desinteresse na continuidade de projectos que não estavam a trazer mais-valias futuras para a equipa principal. Ainda assim, no meio do insucesso quase total, existe um caso de sucesso. Um clube que nunca abdicou da sua equipa B e que, neste momento, colhe os frutos dessa aposta, o Club Sport Marítimo.

Pepe começou no Marítimo B

Danny e Pepe foram os primeiros casos de sucesso absoluto

Quando a equipa B do Marítimo foi criada em 1999/00, o objectivo era formar jogadores com capacidade para serem elementos de qualidade para a equipa principal e pode-se dizer que os mais emblemáticos surgiram logo nas primeiras temporadas.

De facto, Danny e Pepe foram dos primeiros elementos a conseguirem criar um impacto que os levou a abandonar rapidamente o Marítimo B e a saltarem para a equipa principal verde-rubra, sendo que, posteriormente, o salto do Marítimo para um clube de maiores dimensões não tardou, com Danny a mudar-se para Alvalade e Pepe para o Dragão.

Ainda assim, nessa fase embrionária da equipa B madeirense, estes não foram os únicos exemplos de sucesso, sendo que futebolistas como Luís Olim ou Briguel também começaram por despontar no Marítimo B e, neste momento, ainda se encontram no plantel principal dos verde-rubros.

Fidélis marcou o primeiro golo do Marítimo em 2012/13

Sucesso recente é ainda mais acentuado

Depois de uma fase em que o sucesso foi mais limitado, mas em que ainda se verificavam casos de elementos que, na chegada ao Marítimo, alternavam entre a equipa principal e a B para uma evolução mais sustentada das suas capacidades como são os casos de Evaldo ou Olberdam, o Marítimo voltou a colher frutos da sua equipa secundária nos tempos mais recentes.

Djalma e Marcelo Boeck, agora a representarem FC Porto e Sporting, respectivamente, são outros exemplos de sucesso, mas que dizer da equipa madeirense que defrontou recentemente o Asteras Tripolis em jogo da Liga Europa? Nesse onze, actuaram Briguel, João Guilherme, Ruben Ferreira, João Luiz, Heldon, Sami e Fidélis, ou seja, sete jogadores com passagens fortes pela equipa B, sendo que Danilo Dias, ainda que por pouco tempo, também passou por essa equipa secundária madeirense.

Obviamente, que a crise financeira que grassa entre os clubes portugueses e que também afecta o Marítimo, ajuda a esta aposta na equipa secundária, todavia, não explica todo o sucesso apresentado pelos madeirenses, que, lembre-se, têm feito excelentes campeonatos nos últimos anos, garantindo apuramentos europeus com regularidade.

Assim sendo, estes resultados positivos só podem funcionar como motivação e um caminho a seguir por Benfica, FC Porto, Sporting, Braga e V. Guimarães, que, lembre-se reactivaram ou criaram as suas equipas B e, inclusivamente, têm a sorte de (re)começar o projecto nos campeonatos profissionais.

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Pepe é o esteio da defesa nacional

A principal figura do centro da defesa de Portugal é um jogador de origem brasileira que é um dos melhores jogadores do Mundo na sua posição: Pepe. Em Portugal desde muito cedo, o luso-brasileiro tornou-se num esteio do FC Porto antes de se impor, por mérito próprio, no centro da defesa do Real Madrid, onde costuma fazer dupla com Ricardo Carvalho ou Sérgio Ramos. Excelente jogador, apenas peca pela excessiva agressividade que, por vezes, impõe nos lances e que já garantiu inúmeras expulsões e problemas com adversários, adeptos e imprensa desportiva.

Percurso Desportivo

Képler Laveran Lima Ferreira “Pepe” nasceu a 26 de Fevereiro de 1983 em Maceió, Brasil, mas transferiu-se cedo para Portugal e para o Marítimo, clube onde se estreou profissionalmente em 2001/02.

No defeso seguinte, o luso-brasileiro chegou a treinar com o Sporting, todavia, acabou por não ficar nos verde-e-brancos, regressando ao Marítimo, clube onde se assumiu como titular nas duas temporadas seguintes, efectuando 62 jogos e 3 golos.

Em 2004/05, o defesa-central transferiu-se para o FC Porto e se na primeira temporada não conseguiu se assumir como titular, tudo mudou nas duas épocas seguintes, pois, aí, Pepe foi titularíssimo e peça fundamental de um conjunto portista que haveria de ganhar dois campeonatos nacionais, uma Taça de Portugal e uma Supertaça Cândido de Oliveira.

Essas boas exibições ao serviço dos dragões tornaram-no um alvo apetecível para os grandes clubes europeus, sendo que o internacional português haveria de se transferir para o Real Madrid em 2007/08. Nesse clube espanhol, Pepe mantém-se até hoje, tendo efectuado 157 jogos (3 golos) e conquistado dois campeonatos, uma Taça do Rei e uma Supertaça espanhola.

Como joga?

Pepe é preferencialmente um defesa-central, destacando-se por ser veloz, eficaz no desarme, excelente no jogo aéreo e muito bom na marcação homem a homem. Em termos técnicos, também se trata de um jogador bastante efectivo, subindo várias vezes com a bola controlada e fazendo-o de forma positiva.

Pelas suas características, também é muitas vezes utilizado a médio-defensivo, funcionando, nessa posição, como um verdadeiro tampão da defesa, sendo que foi na selecção portuguesa que mais vezes surgiu nessa função.

O principal defeito do luso-brasileiro é, claramente, a excessiva agressividade que coloca em muitos dos lances, situação que já lhe valeu inúmeras críticas de imprensa e adversários e que já lhe valeu alguns cartões vermelhos e uma má reputação internacional.

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Mourinho deposita quase todas as esperanças de vencer o Barça em Ronaldo

Mais um duelo entre o Real Madrid e o Barcelona e, como já tem sido (quase sempre) hábito, um domínio total e incontestável dos catalães diante de uns madrilenos mais preocupados em (tentarem) não deixar o Barcelona jogar que em aproveitar os excelentes valores que têm ao dispor no seu plantel para discutirem o jogo com armas semelhantes, ou pelo menos de forma mais digna e consentânea com os históricos pergaminhos de um enorme clube como é o Real Madrid.

Ontem, em pleno Santiago Bernabéu, chegou a ser constrangedor ver a facilidade como o Barcelona trocava de forma segura a bola a todo o campo, perante uma equipa do Real Madrid que não esboçava qualquer reacção para além de recuar em bloco e tentar acertar no jogador do Barcelona que estivesse mais perto para que pudesse parar, constantemente, o ritmo de jogo da equipa de Guardiola.

Na verdade, o 1-2 chega mesmo a ser um resultado simpático, tal foi o domínio do Barça, perante um Real Madrid que apenas existiu nos primeiros quinze minutos, uma altura em que até conseguiu chegar ao golo por mérito desse grande jogador que é Cristiano Ronaldo, mas também por demérito de Piqué, que lhe abriu uma auto-estrada, e Pinto, que abordou de forma muito deficiente o remate do internacional português.

Mas a culpa desta enorme discrepância exibicional entre merengues e catalães também é de José Mourinho que, ontem, fez-me lembrar Jesualdo Ferreira e a sua eterna vontade de inventar em jogos de teor de dificuldade mais elevado, com os (maus) resultados que daí quase sempre advinham.

Perante o plantel que o Real Madrid tinha ao seu dispor para o clássico, seria previsível um onze com Casillas na baliza; um sector defensivo com Sérgio Ramos e Fábio Coentrão nas laterais e Pepe e Ricardo Carvalho no centro; um duplo-pivot no meio-campo com Lass e Xabi Alonso, Özil a “dez”, Ronaldo numa ala, Kaká na outra (ou mesmo Higuaín se quisessem outro tipo de poder de fogo) e Benzema na frente de ataque. Mesmo que quisesse ser mais conservador, havia sempre a hipótese de subir Coentrão para a ala e lançar Marcelo, passando Ronaldo para o flanco direito.

Contudo, Mourinho aproveitou para utilizar um meio-campo com três jogadores quase exclusivamente defensivos (Xabi Alonso, Lass e Pepe), surpreender tudo e todos com a utilização de Altintop na lateral direita (muito esforçado, mas sofreu pesadelos com a acção de Iniesta no seu flanco) e deixar o ataque quase exclusivamente à acção do trio Higuaín-Benzema-Ronaldo.

Durante algum tempo, a estratégia ainda foi resultando, até porque o Barça não estaria à espera de um sistema tão conservador como o utilizado pelo treinador português e, também, pela velocidade e repentismo de Cristiano Ronaldo que, como se sabe, mesmo sozinho e desapoiado, é capaz de ser extremamente perigoso se lhe derem muito espaço como foi o caso do golo que apontou.

No entanto, com o passar dos minutos, os catalães foram se habituando ao sistema e o Real Madrid deixou pura e simplesmente de existir ou, vamos lá, existia mas só do meio-campo para trás, recuado, amedrontado com as movimentações de Messi e companhia, e apenas preocupado em que o jogo terminasse o mais cedo possível.

Ainda pensei, o Real Madrid está a ganhar e isto é uma estratégia para cansar o Barça e procurar fazer o segundo golo em contra-ataque. Mas não, a equipa não esticava com o 1-0, não esticou depois de Puyol empatar a contenda e mal esboçou uma reacção após Abidal ter dado a volta ao resultado. No relvado, restava Pepe a criar conflitos em todos os lances em que intervia, simulando agressões, efectuando entradas duras e, até, pisando de forma intempestiva Messi, num lance que ainda pode custar muito caro ao internacional português.

Uma vez mais, o Real Madrid perdia um jogo com o Barcelona e, mais que isso, perdia de forma clara e sem margem para discussão, mostrando um medo do adversário que deveria envergonhar um clube que sempre foi conhecido pelo futebol atractivo praticado e por enorme cultura de futebol de ataque.

Ontem, ouvi Luís Freitas Lobo dizer que uma coisa é o Real Madrid ser campeão e outra é o Real Madrid ganhar ao Barcelona e estou completamente de acordo. O Real Madrid até poderá ser campeão perdendo todos os jogos com o Barcelona e Mourinho no final recordar que um campeonato se faz em 38 jogos e não em dois contra o Barça, mas devo dizer ao treinador português que já muitos treinadores foram despedidos no Real Madrid sendo campeões e apenas porque o futebol não era o mais apaixonante para o adepto merengue. Além disso, imagine-se que os madrilenos perdem o campeonato (pelo segundo ano consecutivo), a Taça (só um milagre salvará o Real Madrid em Camp Nou) e a Supertaça (que perderam no início da época) para o Barcelona de Guardiola? Restará a “Champions”, mas, aí, também existe Barcelona…

Mourinho tem de repensar o seu futebol e a forma como aborda estes jogos. Ninguém lhe exige nem pode exigir que jogue aberto e sem cautelas porque isso é suicídio perante a equipa catalã, mas o treinador português tem de perceber que mais do que se preocupar em anular o Barcelona, tem de se consciencializar que é necessário criar alguma coisa para vencer. Colocar essa missão exclusivamente nos ombros de Cristiano Ronaldo não é justo nem realista. O português é um fenómeno, mas é humano…

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Paulo Bento levou Portugal ao Euro 2012

Após uma campanha sinuosa que começou pelo escândalo do empate caseiro com Chipre (4-4) e uma derrota pela margem mínima na Noruega (0-1), Portugal conseguiu finalmente o apuramento para o Euro 2012, após golear a Bósnia (6-2) no Estádio da Luz, no decisivo duelo do playoff. Tratou-se de uma vitória inequívoca, perante uma selecção que está em franca evolução, mas que, valha a verdade, ainda não está no nível da equipa portuguesa, que apesar de não ter um conjunto ao mesmo nível do passado recente, conta com alguns jogadores de classe mundial como Pepe, Fábio Coentrão e Nani, e um verdadeiro fora de série como é Cristiano Ronaldo. Ainda assim, após a ligeira euforia do quinto apuramento consecutivo para o campeonato da Europa, importa analisar os possíveis adversários portugueses no certame.

Subida ao Pote 3 poderá não ter trazido vantagens

Com a vitória diante da Bósnia, Portugal subiu do Pote 4 ao pote 3, o que, curiosamente, pode não ter trazido quaisquer vantagens à equipa das quinas. No Pote 3, Portugal fica automaticamente impedido de defrontar as  selecções da Suécia, Grécia e Croácia, mas passa a poder defrontar as equipas do Pote 4, onde existem três selecções equivalentes às anteriores: Dinamarca, República da Irlanda e República Checa e uma quarta, que, valha a verdade, os lusos quererão por todos os meios evitar: França.

Honestamente, deste último pote, Portugal deverá preferir os irlandeses ou os checos, pois são claramente as equipas mais frágeis, enquanto a Dinamarca, apesar da recente vitória em Copenhaga, também não poderá assustar a equipa das quinas. Por outro lado, a França, apesar da má forma recente, é uma equipa que tradicionalmente não vacila diante de Portugal e a sua colocação no mesmo grupo que o lusitano, criaria, quase de certeza, um grupo da morte no Euro 2012.

Parecem cabeças de série mas é apenas o Pote 2

O segundo pote poderia ser, claramente, um pote de cabeças de série. De facto, neste Pote 2 estão as selecções da Alemanha, Itália e Inglaterra, que perfazem oito títulos mundiais e uma Rússia, que, não sendo uma equipa frágil, será claramente a que todas as outras doze selecções vão desejar defrontar deste pote.

Tradicionalmente, Portugal dá-se melhor com a Inglaterra do que com Itália e Alemanha e, sendo assim, a equipa portuguesa deverá desejar os ingleses logo a seguir aos russos (de longe o fruto apetecido). Entre italianos e alemães, apesar do nome fortíssimo de ambos, temos que realçar que actualmente os germânicos estão bem mais fortes que os transalpinos e, a ter de escolher, seria mais “benéfico” a Portugal que lhe saísse a “squadra azzurra” que a “mannschaft”…

Pote 1: o pote dos desequilíbrios 

Apesar de tudo, o pote mais desequilibrado deste campeonato da Europa é claramente  o Pote 1, que tem as duas equipas mais fortes presentes na competição: Espanha e Holanda e, também, duas das mais frágeis: Ucrânia e Polónia.

Ainda assim, tirando a óbvia divisão “dois-dois”, há que realçar que entre espanhóis e holandeses, a preferência tem de ir para a selecção laranja, com quem nos damos tradicionalmente bem, enquanto entre ucranianos e polacos, a preferência acaba por ser indiferente, pois são ambos países organizadores e têm uma selecção de qualidade equivalente.

Haverá algum grupo de sonho ou de pesadelo?

Numa fase final de um campeonato da Europa nunca se pode falar em grupos de sonho, todavia, existem agrupamentos bem mais fáceis que outros e o melhor grupo para Portugal seria claramente algo parecido com isto:

Ucrânia/Polónia
Rússia
Portugal
República da Irlanda/República Checa/Dinamarca

Por outro lado, o oposto também existe, e existem combinações que poderão criar imensas dificuldades a que Portugal supere esta primeira fase do Euro 2012. Num caso de extrema falta de sorte, Portugal poderá encontrar algo semelhante a isto:

Espanha/Holanda
Alemanha/Itália/Inglaterra
Portugal
França

Taça Latina dentro do campeonato da Europa?

Curiosa a possibilidade da existência de uma mini Taça Latina na fase de grupos do campeonato da Europa, com Espanha, Itália, Portugal e França no mesmo agrupamento. Uma ideia interessante, mas que dificultaria e bastante a primeira missão portuguesa para este certame: apuramento para os quartos de final.

Apesar de tudo o que foi dito, só poderemos avançar com uma melhor análise aquela que vai ser a participação portuguesa após os resultados do sorteio da fase de grupos e, para isso, teremos de aguardar pelo dia 2 de Dezembro, onde tudo será decidido. Esperemos que, nesse dia, os deuses da fortuna estejam connosco e nos afastem dos maiores tubarões do futebol europeu.

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A equipa do Euro 2000 deixou saudades

Amanhã, Portugal joga uma cartada decisiva na possibilidade de estar presente no Euro 2012. De facto, basta (quando ouço este basta fico sempre a tremer…) empatarmos na Dinamarca para conquistarmos o quinto apuramento consecutivo para uma fase final de um campeonato da Europa. Um feito de registo, mas que mesmo que seja alcançado, não nos pode afastar de problemáticas que muito nos devem preocupar.

Sei que poderei ser polémico no que vou dizer a seguir, mas, no actual momento, a selecção das Quinas não passa de uma boa equipa. Ideia que por vezes é mascarada pelo facto de contarmos com um dos dois grandes futebolistas do actual contexto futebolístico: Cristiano Ronaldo.

Na realidade, tirando esse fora de série e alguns jogadores acima da média como Fábio Coentrão, Pepe e Nani, Portugal é uma mistura entre bons jogadores e atletas que roçam mesmo a mediania, estando bastante longe das grandes equipas das duas décadas anteriores. Compare-se, por exemplo, os médios Paulo Sousa, Rui Costa e Figo com Raúl Meireles, João Moutinho e Carlos Martins? Aliás, mesmo eternos suplentes de outras gerações como Pedro Barbosa, entrariam de caras no actual meio-campo das quinas.

Neste momento, apenas na lateral-esquerda me parece que Portugal evoluiu verdadeiramente, tendo mantido a qualidade nos flanqueadores ofensivos e, talvez, no centro da defesa, isto, claro, se ainda houvesse Ricardo Carvalho…

O mais incompreensível, na minha opinião, é mesmo a queda acentuada num sector onde sempre fomos fora de série, que é o meio-campo. Há poucos dias, estava a olhar para a selecção da Bélgica (equipa que não vai a uma fase final de uma grande competição desde 2002) e a pensar: Será a tripla Witsel-Fellaini-Defour inferior a Meireles-Moutinho-Martins? E se sair do meio-campo… Lukaku não será melhor que Postiga ou Hugo Almeida? e Kompany e van Buyten não estarão ao nível de Pepe e Bruno Alves?

O futuro não é risonho e o crescente número de jogadores estrangeiros nos três grandes (já nem o Sporting escapa) não irá melhorar o panorama nos próximos tempos. Podemos ter ficado muito orgulhosos com o vice-campeonato mundial de sub-20, mas aquela equipa era uma equipa operária e de pouco talento individual, e, para além disso, não se vislumbra muito espaço para que estes jogadores evoluam convenientemente no campeonato indígena.

Se tudo correr bem, estaremos no Euro 2012 e, pelo grupo de qualificação e por ainda haver Nani e Cristiano Ronaldo na plenitude das suas capacidades, provavelmente estaremos no Mundial 2014 e no Euro 2016 (o alargamento para 24 equipas praticamente o garante), mas, depois de 2016, temos de começar a preparar-nos para algo a que já não estávamos habituados: a ausência dos grandes palcos futebolísticos.

Pode ser que tudo mude e que apareçam vedetas como cogumelos nos próximos tempos, mas, pelo andar da carruagem, é pouco provável que assim seja, restando-nos pensar muito bem neste “futuro” e começar-nos a preparar para tempos em que uma simples qualificação para uma grande competição internacional era festejada como se de uma conquista de um campeonato do Mundo se tratasse…

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Milan Stepanov no FC Porto

No Verão de 2007 chegava ao FC Porto um promissor defesa-central sérvio de quem se esperava muito, Milan Stepanov. Oriundo do Trabzonspor, onde era considerado uma das principais figuras, vinha referenciado como um central rápido, muito forte no jogo aéreo e bastante competente nos duelos individuais junto à relva, contudo, depois de ter começado por garantir a titularidade no clube azul-e-branco, acabou por ficar definitivamente marcado por um péssimo jogo em Liverpool, onde os dragões perderam por quatro bolas a uma e Stepanov foi um dos pincipais culpados. De facto, após essa fraquíssima exibição, o internacional sérvio nunca mais foi visto com bons olhos no FC Porto, acabando por sair dos dragões, sem honra nem glória, no final da temporada 2008/09.

Produto das escolas do Vojvodina

Milan Stepanov nasceu a 2 de Abril de 1983 em Novi Sad, Sérvia, tendo iniciado a sua carreira futebolística no Vojvodina da sua cidade natal. Nesse clube sérvio, também haveria de se estrear pela equipa principal em 2000, permanecendo no conjunto mais emblemático de Novi Sad até meio da temporada 2005/06, somando 105 jogos (6 golos).

Depois, no defeso de Inverno dessa época, transferiu-se para o futebol turco e para o Trabzonspor, onde se assumiu como uma figura extremamente importante. No clube de Trabzon, haveria de somar 40 jogos (1 golo) e grandes exibições em época e meia, desperando o interesse de vários clubes europeus.

Estadia no Dragão foi marcada pela má exibição de Liverpool

Apesar do interesse de vários clubes europeus, Stepanov haveria de se transferir para o FC Porto que esperava que o internacional sérvio se tornasse numa das grandes referências de uma defesa recém-órfã de Pepe.

De facto, após passar por um período de adaptação, tudo parecia correr de feição para Stepanov, que começava a garantir a titularidade na equipa azul e branca naquela época de 2007/08.

Contudo, a 28 de Novembro de 2007, num duelo da Liga dos Campeões diante do Liverpool, o internacional sérvio fez uma exibição deplorável, tendo contribuído para um pesado desaire portista por quatro bolas a uma e marcado definitivamente e de forma negativa a sua passagem pelo FC Porto.

Na verdade, a partir daí, o ex-jogador do Trabzonspor pouco mais jogou, sendo que terminou a temporada 2007/08 com 17 jogos realizados e a seguinte com apenas dez, sendo nove deles a contar para a Taça de Portugal ou Taça da Liga.

Empréstimo ao Málaga antes do regresso à Turquia

Em 2009/10, ainda ligado contratualmente ao FC Porto, o defesa-central esteve emprestado ao Málaga, mas apenas fez 13 jogos, tendo, no início da actual temporada, se transferido definitivamente para o Bursaspor.

No regresso ao campeonato turco, Stepanov não tem tido vida fácil para se assumir como titular no actual campeão turco, somando apenas dez partidas desde que se iniciou a época de 2010/11.

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Bruno Alves vai deixar saudades no FC Porto

Antes da verdadeira razão deste artigo, gostava de dar crédito a Pinto da Costa por mais um excelente negócio. A venda do central Bruno Alves por 22 milhões de euros é uma excelente manobra de gestão desportiva e que ganha maior impacto quando verificamos que o central portista caminha para os 29 anos e que, Miguel Veloso, uma promessa de apenas 24 anos, foi vendido pelo Sporting por menos de 10 milhões de euros. No entanto, se para o FC Porto este foi um grande negócio, custa-me a entender que o seja para o Bruno Alves. O central portista é um jogador maduro e, na verdade, estava na última oportunidade para dar o salto, mas será que ir para o Zenit pode ser considerado uma boa gestão pessoal da carreira?

Bruno Alves foi um jogador que soube esperar e que, acima de tudo, nunca deixou de trabalhar para alcançar uma posição de destaque no futebol português e internacional. Apesar de ter chegado à equipa principal do FC Porto em 2001, precisou de três empréstimos sucessivos a equipas como o Farense, V. Guimarães e AEK Atenas e, ainda, de uma época quase sem jogar nos dragões (2005/06) quando com Co Adriaanse ao leme, apenas fez sete jogos.

Contudo, na época seguinte, a chegada de Jesualdo Ferreira foi fundamental para Bruno Alves que passou a fazer dupla com Pepe e a destacar-se no centro da defesa portista. Apesar de muitas vezes apelidado de jogador demasiado duro, o central foi conquistando o respeito de colegas, adeptos e da própria imprensa em geral.

Com o passar dos anos, Bruno Alves foi refreando as suas emoções, tornando-se um defesa menos duro, sem, ainda assim, perder a sua eficácia. A sua fama foi galgando fronteiras e, após o excelente campeonato do mundo que fez na África do Sul, o interesse de grandes tubarões da Europa no seu concurso foi sendo publicitada.

Percebia-se, claramente, que o FC Porto não o conseguiria segurar e todos esperavam a transferência do internacional português para uma das principais ligas europeias, todavia, quem acabou por assegurar a contratação do defesa-central acabou por ser o Zenit do campeonato russo.

Sem colocar em causa o valor do clube de São Petersburgo que já ganhou uma prova europeia e vem de um campeonato em claro crescimento, penso que é uma mudança arriscada para o atleta português. Lembrem-se que, no passado, vários jogadores portugueses foram para o campeonato russo (Costinha, Maniche, Jorge Ribeiro, Custódio, etc…), sendo que o resultado foi quase sempre o insucesso e a inadaptação com a justa excepção de Danny, curiosamente futuro companheiro de Bruno Alves no Zenit.

Depois, mesmo que a adaptação seja um sucesso, a Liga russa é um campeonato distante e que tem pouca visibilidade para os grandes clubes europeus. Assim sendo, quando sabemos que o Bruno Alves está quase com 29 anos, a possibilidade de, um dia, cumprir o sonho de jogar num grande clube europeu, num Barça, Manchester United, Inter ou Real Madrid passa a ser quase uma utopia.

Acredito que, financeiramente, este contracto possa ser tão bom para o Bruno Alves como foi para o FC Porto, mas pergunto-me se, para a carreira desportiva do ex-jogador dos dragões, esta transferência possa ser tida como uma boa mudança ou se, ao invés, o defesa-central acabará por chorar o facto de, um dia, ter cedido à força dos rublos…

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