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Posts Tagged ‘Portugal’

Palhinha estará a impressionar JJ

Palhinha estará a impressionar JJ

Para além de colocar Gelson Martins e Wallyson Mallmann na rota da equipa principal do Sporting, a imprensa desportiva lusa é igualmente unânime em afirmar que existe outro jogador da equipa B verde-e-branca a impressionar o novo técnico Jorge Jesus, mais concretamente o médio-defensivo João Maria Lobo Alves Palhinha Gonçalves.

Trata-se de um futebolista nascido a 9 de Julho de 1995 em Lisboa, Portugal, e que iniciou a sua carreira desportiva no Alta de Lisboa, tendo passado posteriormente pelo Sacavenense, isto antes de chegar ao Sporting em 2012/13, então para a equipa de juniores.

Pela equipa B, o médio-defensivo estreou-se em 2013/14 (dois jogos), sendo que a sua esperada explosão definitiva, que estaria marcada para a temporada seguinte, acabou travada por uma Mononucleose, enfermidade que acabou por limitar a sua utilização em 2014/15, onde ainda assim conseguiu somar 17 jogos (um golo) e merecer a atenção de Jorge Jesus, que parece conquistado pelas suas qualidades.

Um novo Javi?

João Palhinha é um “seis” diferente de William Carvalho e não estamos aqui só a falar da natural maior experiência e traquejo do internacional A português, mas também das próprias características futebolísticas de ambos os atletas.

Afinal, enquanto William Carvalho consegue aliar eficácia no equilíbrio defensivo a uma capacidade inata para iniciar o processo de construção, fruto da sua superior técnica e qualidade de passe, João Palhinha é um futebolista mais à imagem de Javi García (salvem-se as actuais distâncias), apresentando maior dimensão física e intensidade de jogo do que o luso-angolano, mas apresentando-se como um trinco mais posicional, preocupando-se principalmente nas tarefas defensivas, o que acaba por libertar os companheiros de miolo para outras funções.

Esta postura no relvado, ainda assim, também é resultado da própria maturidade do jovem de 19 anos, que, consciente de que não é propriamente um prodígio técnico, tem a inteligência de dedicar-se quase em exclusivo a funções que realcem aquelas que são as maiores qualidades, que, além das supra-citadas, passam pela sua inteligência táctica e qualidade na marcação e contenção.

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William mostra-se cansado

William mostra-se cansado

No rescaldo do Inglaterra-Portugal (0-1), a contar para a primeira jornada do Campeonato da Europa de sub-21, choveram elogios nas redes sociais à exibição de William Carvalho, sendo que a maior parte das mesmas foram oriundas precisamente das Ilhas Britânicas.

Frases como: “Porque é que ainda ninguém pagou todo o dinheiro pelo William Carvalho”; “William Carvalho esteve acima de qualquer outro médio no relvado”; “William é uma besta”; “William é um monstro” ou “Espero que alguém do Manchester United tenha visto o jogo com um cheque na mão e preparado para pagar o que for preciso para comprar William Carvalho” foram elucidativas da forma entusiástica como foi recebida a exibição do jogador do Sporting, mas o curioso é que este esteve longe daquele que é o seu melhor nível.

Aliás, em Portugal, onde muito melhor se conhecerá as qualidades de William Carvalho, até se assistiu ao fenómeno inverso, com os principais jornais desportivos a classificarem a exibição do “seis” com notas bastante fracas, na minha opinião também de forma exagerada, uma vez que o desempenho do internacional português não mereceu a histeria inglesa, mas também dispensava o desdém luso.

É notório que William Carvalho, depois de uma época em que fez 42 jogos pelo Sporting e mais uns quantos pelas selecções portuguesas se encontra fatigado e isso, num jogador que já não é propriamente rápido ou intenso, acaba por notar-se ainda mais, prejudicando o aparecimento daquilo que são as principais valências do médio-defensivo.

Afinal, sendo inegável que “Sir William” poderia e deveria ganhar intensidade de jogo, é igualmente um facto que o jovem de 23 anos apresenta valências fantásticas para a sua posição, nomeadamente ao nível do superior posicionamento, excelente visão de jogo, boa técnica individual e inteligência na antecipação e no desarme.

Continuando a progressão e mantendo uma consistência exibicional ao nível de 2013/14 (ele caiu um pouco na transição de Leonardo Jardim para Marco Silva), penso que não há quaisquer dúvidas que William Carvalho será um jogador que justificará a tal proposta milionária desejada por Bruno de Carvalho e que será certamente superior a 35 milhões de euros.

Agora, há que dizê-lo com frontalidade: Este William, o do Europeu de sub-21, está longe de ser o melhor William. E se alguns clubes ingleses estão mesmo dispostos a aproximarem-se dos 45 milhões de euros da cláusula de rescisão pelo seu desempenho nessa prova, nem quero imaginar o que estariam dispostos a oferecer caso vissem o internacional português no auge das suas capacidades.

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Rafael Ramos (à esq.) abraçado a Estrela

Rafael Ramos (à esq.) abraçado a Estrela

Uma das surpreendentes ausências na convocatória de Portugal para o último Campeonato do Mundo de sub-20 foi a de Rafael António Figueiredo Ramos, lateral-direito que vai actuando ao lado de Kaká no Orlando City, da Major League Soccer (MLS) norte-americana.

Trata-se de um futebolista nascido a nascido a 9 de Janeiro de 1995 em Seia e que cedo chegou às camadas jovens do Sporting, clube que representou entre 2006 e 2012, isto antes de rumar ao Real Massamá, que representou na época de 2012/13.

Benfica como trampolim para os EUA

Na temporada seguinte, contudo, o internacional sub-20 português haveria de voltar a um grande lisboeta, mas desta feita o Benfica, clube onde foi uma das figuras da equipa de juniores, tendo brilhado no campeonato nacional e na UEFA Youth League.

Apesar disso, e com alguma surpresa, acabou por rumar aos Estados Unidos da América no Verão de 2014, acompanhando o médio-defensivo Estrela numa transferência para o Orlando City, então na terceira divisão norte-americana

Rafael Ramos, porém, já sabia que o clube da Flórida iria passar a jogar na MLS a partir de 2015, sendo precisamente no principal escalão do futebol norte-americano, e ao lado da grande estrela Kaká, que o lateral-direito vai agora evoluindo, somando neste momento um total de 13 jogos oficiais.

Lateral muito promissor

Rafael Ramos é um lateral-direito que se destaca pela sua velocidade e pulmão, sendo capaz de passar um jogo inteiro num constante vai e vem entre a defesa e o ataque, sempre com competência e critério.

Em termos estritamente defensivos, é de realçar seu espírito de luta (que compensa a sua baixa estatura – 173 cm), capacidade de desarme e inteligência na forma como faz a contenção no seu flanco.

Já no ataque, por outro lado, a explosividade e velocidade que apresenta permitem-lhe oferecer grande profundidade ao flanco direito, sendo o internacional sub-20 luso ainda muito efectivo no capítulo do passe e do cruzamento.

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O Fafe em 1988/89

Um onze do Fafe na histórica época de 1988/89

Histórico emblema com quase 57 anos de existência, o Fafe teve como momento mais alto na sua história a presença na Primeira Divisão em 1988/89, numa participação fugaz, é certo, mas ainda com algumas boas memórias, como o emblemático empate averbado nas Antas (0-0). Campeão nacional da Terceira Divisão em 1995/96, o Fafe será ainda lembrado para sempre como o clube em que Rui Costa deu os primeiros passos numa brilhante e gloriosa carreira.

Subida na secretaria

A Associação Desportiva de Fafe foi fundada a 14 de Junho de 1958, tendo demorado precisamente 30 anos para atingir o principal escalão, obtido após o clube nortenho ter ficado em terceiro lugar na Segunda Divisão Zona Norte de 1987/88, mas beneficiado da desclassificação do campeão Famalicão.

Afinal, apenas primeiro e segundo classificado subiriam à Primeira Divisão, mas um protesto do Fafe referente à utilização irregular de um jogador do Famalicão num duelo com o Macedo de Cavaleiros, aliado a uma posterior declaração do presidente do Macedo de Cavaleiros a revelar um suposto suborno dos famalicenses nesse mesmo duelo acabou por redundar na desclassificação administrativa do Famalicão e na estreia do Fafe no escalão mais importante do futebol português.

Passagem fugaz pela Primeira Divisão

Essa passagem pela Primeira Divisão, ainda assim, acabou por ser passageira, uma vez que o Fafe terminou essa época de 1988/89 na décima sexta posição, tendo sido precisamente o primeiro dos cinco clubes que acabaram despromovidos.

Nessa campanha, ainda assim, existiram alguns momentos de destaque, nomeadamente um surpreendente empate averbado nas Antas, diante do FC Porto (0-0).

Rui Costa começou aqui

Formado no Benfica, Rui Costa foi emprestado ao Fafe na sua primeira época no futebol sénior, em 1990/91, precisamente duas épocas depois da única presença deste clube nortenho na Primeira Divisão.

Aí, o médio-ofensivo acabou por tornar-se numa das grandes figuras de uma equipa que roçou a subida à recentemente criada Segunda Divisão de Honra, tendo feito 36 jogos (seis golos) numa campanha que redundou no segundo lugar do Fafe na Zona Norte da Segunda Divisão, isto a apenas a dois pontos do promovido Rio Ave.

Aliás, desde 1989/90, o Fafe jamais voltou a disputar o segundo escalão do futebol luso, encontrando-se neste momento a disputar o terceiro escalão (Campeonato Nacional de Seniores), onde foi terceiro classificado na fase de subida da Zona Norte, e sendo de salientar ainda a conquista do antigo campeonato nacional da Terceira Divisão (quarto escalão) em 1995/96.

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André Moreira é uma promessa lusa

André Moreira é uma promessa lusa

Portugal foi esta madrugada eliminado do Mundial de sub-20, isto depois de ter sido derrotado pelo Brasil (0-0 e 1-3 g.p.) nos quartos de final da prova, mas é inegável que inúmeros jogadores da “Equipa das Quinas” deixaram uma excelente imagem na Nova Zelândia, sendo André Moreira um desses exemplos.

Afinal, totalista nos cinco jogos da selecção nacional de sub-20 na competição, o jovem “keeper” provou com exibições de grande nível o porquê de já pertencer aos quadros do Atlético de Madrid.

Formado no Ribeirão

André Campos Moreira nasceu a 2 de Dezembro de 1995 em Ribeirão, tendo sido formado precisamente no clube com o mesmo nome, que representou entre 2005 e 2014.

A 29 de Dezembro de 2013, acabado de fazer 18 anos, estreou-se no futebol sénior, tendo mesmo efectuado 16 jogos pelo Ribeirão no Campeonato Nacional de Seniores 2013/14 e merecido, no final da época, a contratação por parte do Atlético de Madrid.

Ainda não jogou pelo “Atleti”

Apesar dessa surpreendente contratação, a verdade é que André Moreira ainda não se estreou oficialmente pelos “colchoneros”, tendo acabado cedido ao Moreirense na temporada transacta.

Nesse clube primodivisionário, contudo, o jovem “keeper” de 19 anos acabou por não conseguir encontrar igualmente o seu espaço, limitando-se a somar dois jogos na Taça da Liga.

Sóbrio e seguro

André Moreira é um guarda-redes que privilegia a eficácia à espectacularidade, não sendo propício a defesas muito vistosas, algo que, valha a verdade, apenas prejudicará o trabalho dos fotógrafos.

Apresentando um excelente posicionamento entre os postes, André Moreira destaca-se pela elasticidade e por ser um excelente shot stopper, sendo ainda de destacar o seu apreciável jogo de pés e eficácia na saída aos cruzamentos.

Depois, com apenas 19 anos, é de realçar igualmente a elevada maturidade que já apresenta, não havendo dúvidas que estamos perante um guarda-redes de gigantesco potencial.

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O eterno Zé da Europa

O eterno Zé da Europa

Quando se recordam os melhores jogadores da história do futebol português, fala-se naturalmente dos célebres “cinco violinos” do Sporting, ainda que mais do goleador Fernando Peyroteo, deixando José Travassos numa posição menos cintilante. Certo, de qualquer maneira, é que este interior-direito lisboeta brilhou tanto quanto o angolano, tendo inclusivamente sido o primeiro jogador luso a ser convocado para uma selecção europeia, algo que lhe valeria uma alcunha para a eternidade: “Zé da Europa”.

Começou na CUF

José António Barreto Travassos nasceu a 22 de Fevereiro de 1926 em Lisboa e começou a sua carreira na CUF, ainda que rapidamente se tenha mudado para o Sporting, clube que representou entre 1946 e 1959.

Durante esse longo percurso, somou 457 jogos oficiais pelos verde-e-brancos, tendo apontado 172 golos, sendo de destacar os inúmeros títulos conquistados, nomeadamente oito campeonatos nacionais e duas taças de Portugal.

O “Zé da Europa”

Interior-direito de grandes recursos técnicos e excelente capacidade criadora e finalizadora, José Travassos mereceu, na sua época, o reconhecimento nacional e internacional, sendo que um jornalista inglês foi mesmo peremptório em afirmar que “Portugal não figura entre os seis primeiros países da Europa do futebol, mas possui um interior-direito que vale 50 mil libras”. Uma fortuna na época.

Perante esse reconhecimento internacional, o futebolista do Sporting foi mesmo o primeiro português a figurar numa selecção europeia, tendo participado num amigável em Belfast, a 13 de Agosto de 1955, onde a tal selecção do Velho Continente superou a Inglaterra por 4-1. Por isso, será para sempre o “Zé da Europa”.

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Mazzolla e Francisco Ferreira no Benfica-Torino de 1949

Mazzolla e Francisco Ferreira no Benfica-Torino

Começou a sua carreira no FC Porto, mas foi no Benfica que haveria de garantir a sua imortalização, fruto de 15 temporadas consecutivas de águia ao peito e de inúmeros títulos conquistados, dos quais se destacam quatro campeonatos nacionais e seis taças de Portugal. Perante esse glorioso percurso, até o então grande Torino se ofereceu para uma festa de tributo, em 1949, que terminou com a vitória do Benfica por 4-3. Infelizmente mais relevante do que esse resultado, foi a morte de toda a comitiva italiana, isto na viagem de avião que os trazia de regresso a Turim.

Pedido de aumento afastou-o do FC Porto

Francisco Ferreira nasceu a 23 de Agosto de 1919 em Guimarães e começou a sua carreira no FC Porto, emblema que representou entre 1936/37 e 1937/38, tendo contribuído para a conquista de um Campeonato de Portugal.

Recebendo muito pouco dinheiro nos dragões, isto em contraste com algumas estrelas como Pinga, Francisco Ferreira pediu um aumento ao FC Porto, mas esse pedido acabou por ser muito mal recebido pelos responsáveis do clube nortenho, que abdicaram dos seus préstimos.

Glória no Benfica

Na jogada, entrou imediatamente o Benfica, que assegurou a contratação de um jogador que haveria de representar as águias entre 1938 e 1952, somando 265 jogos e 13 golos, isto só ao nível do campeonato nacional.

Tendo ganho quatro campeonatos e seis taças de Portugal pelo Benfica, ficará como grande mágoa na carreira de Francisco Ferreira o facto de não ter participado na campanha encarnada que redundou na conquista da Taça Latina em 1949/50, isto em virtude de uma doença.

Representava a mística da águia

Sem ser um prodígio de técnica, Francisco Ferreira era um médio que primava pela inteligência táctica, grande pulmão e raça, transportando, em campo, a mística do Benfica.

Por esse motivo, até o Torino, então grande dominador do futebol italiano, ofereceu-se para participar numa festa de tributo a Francisco Ferreira, em 1949, isto num jogo em que os encarnados haveriam de superar o “Toro” por 4-3.

Ligado ao desaste de Superga

Entusiasmado com a exibição de Francisco Ferreira, o presidente do Torino ainda tentou que este viajasse com a comitiva do “Toro” para Itália, isto para discutirem um possível transferência.

Para sua sorte, Francisco Ferreira acabou por não abandonar Portugal, escapando então à morte certa, uma vez que toda a comitiva do Torino haveria de falecer quando o avião que os transportava para Turim embateu na catedral de Superga.

Poucas horas depois, o internacional português (25 jogos) haveria de receber a cruel notícia da morte de quem tinha acabado de o homenagear, tendo optado por enviar imediatamente os 50 contos que o Torino lhe oferecera para as famílias dos futebolistas mortos.

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