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Liedson bisou diante do Gent

 

A carreira das equipas portuguesas nas provas da UEFA tem tido duas velocidades distintas. Na Liga dos Campeões, águias e arsenalistas têm tido dificuldade perante os seus adversários, encontrando-se, neste momento, com uma vitória e duas derrotas e, nesse seguimento, com grandes dificuldades para atingir a segunda fase da prova. Por outro lado, na Liga Europa, leões e dragões continuam a não dar tréguas aos adversários, somando por vitórias todos os jogos realizados e estando a um pequeno passo da próxima fase, passo esse que, inclusive, pode ser atingido na próxima jornada. Ainda assim, tratou-se de uma ronda globalmente positiva para Portugal, pois, tirando o desaire dos encarnados em Lyon (0-2), o Braga venceu o Partizan (2-0), em casa, o Sporting goleou o Gent (5-1) em Alvalade e, por fim, o FC Porto foi a Istambul vencer o Besiktas por três bolas a uma.

Ol. Lyon 2-0 Benfica

Pergunto-me onde anda o Benfica da época passada. Na quarta-feira, em Lyon, as águias nunca se encontraram, parecendo uma equipa encolhida e amedrontada, mesmo estando perante um adversário que, no máximo, ser-lhe à da mesma valia.

Na primeira parte, os encarnados entraram a falhar demasiados passes, sendo que, na sequência de um deles, perdido por Carlos Martins, surgiu o primeiro golo dos franceses, apontado por Briand (22′). Mesmo a perder, a génese do jogo não se alterou, pois o Benfica manteve-se amorfo e sem capacidade de penetração no último terço, sendo que, para piorar a sua situação, Gaitán acabou expulso em cima do intervalo e deixou as águias reduzidas a dez elementos.

Após o descanso, o Benfica, a perder por 1-0 e com dez elementos, tinha uma missão muito complicada, mas essa tornou-se quase impossível quando Lisandro (53′) fez o 2-0 para os gauleses.

A partir desse momento, o pouco Benfica que existia desapareceu por completo e o Lyon controlou e dominou até final, valendo Roberto para que o desaire dos encarnados não fosse mais pesado.

Esta derrota obriga o Benfica a vencer, na próxima jornada, o Lyon em casa, para poder continuar a sonhar com os oitavos de final da “Champions”.

Sp. Braga 2-0 Partizan

Se, no jogo com o Shakhtar, o Braga tinha sido uma equipa pouco eficaz e, inclusivamente, demasiado romântica, desta feita foi pragmática o suficiente para levar de vencida uma organizada mas pouco incisiva equipa sérvia.

Numa primeira parte equilibrada, os arsenalistas tiveram a felicidade de marcar no primeiro remate que fizeram à baliza. Um portentoso livre directo de Lima (34′) que Stojkovic não foi capaz de parar. Com este golo, os bracarenses foram para o intervalo com uma magra mas saborosa vantagem.

Depois do intervalo, a equipa arsenalista foi controlando a partida e até podia ter ampliado a vantagem aos 77 minutos, quando Matheus, isolado perante Stojkovic, não foi capaz de bater o guarda-redes sérvio.

Essa falha intranquilizou o Braga que, nos dez minutos finais, sentiu alguns sobressaltos, que só terminaram quando ao minuto 89, após excelente jogada de contra-ataque, Matheus fez o 2-0 final.

Com este resultado, o Braga abre, pelo menos, as portas do terceiro lugar e, com isso, a possibilidade de chegar aos dezasseis avos da Liga Europa.

Besiktas 1-3 FC Porto

O FC Porto demonstrou uma enorme capacidade de sofrimento e maturidade na deslocação ao sempre difícil Inonu em Istambul.

Depois de ter suportado um início forte do Besiktas, os dragões assentaram o seu jogo, começaram a criar oportunidades e, assim, foi com naturalidade que fizeram o 1-0, aos 26 minutos, na sequência de um cabeceamento de Falcao.

Até ao intervalo, tudo corria pelo melhor aos portistas que dominavam e ainda viram o árbitro anular um golo de forma errada a Falcao, todavia, em cima do descanso, Maicon travou Nihat quando este se isolava e viu o cartão encarnado, deixando o FC Porto com menos uma unidade.

Previa-se uma segunda parte terrível para os azuis e brancos, contudo, o FC Porto não só suportou a pressão turca, com foi capaz de marcar mais dois golos, sempre em lances de contra-ataque e sempre concluídos pelo génio de Hulk (59′ e 77′).

A vencer por 3-0, o FC Porto foi gerindo a partida com mais ou menos sobressaltos, sendo que ainda sofreu um golo (Bobô 90+2′), num momento em que até já jogava com nove unidades por expulsão de Fernando.

Com este triunfo (3-1), os dragões somam nove pontos em três jogos e encontram-se a uma vitória dos dezasseis avos de final da Liga Europa.

Sporting 5-1 Gent

A cara dos leões nas competições europeias tem sido uma cara feliz, eficaz e ganhadora e, ontem, em Alvalade, não foi excepção.

Na primeira parte, assistiu-se a um domínio absoluto dos leões que, além de terem sido donos e senhores do jogo, também foram extremamente eficazes, fazendo quatro golos em cinco oportunidades, com Diogo Salomão (7′), Liedson (13′ e 27′) e Maniche (37′) a concretizarem os tentos.

Na verdade, esses primeiros quarenta e cinco minutos só não foram perfeitos porque aos dezasseis minutos Hildebrand não agarrou uma bola fácil e deixou Wils (16′) marcar um golo para o Gent.

Ainda assim, o intervalo chegou com uma vantagem justa e gorda de quatro bolas a uma para os leões que, assim, tinham a perfeita consciência de que o jogo estava resolvido.

Na realidade, essa consciência estava mais do que correcta, porque, na segunda parte, foi mesmo o Sporting a marcar outro golo (Postiga 60′) e a estar sempre mais perto de marcar mais, perante uma equipa belga muito frágil para disputar esta fase da prova.

Quando o árbitro apitou para o final, os leões festejaram o cinco a um e, também, festejaram o facto de estarem a três pontos da fase seguinte, que é como quem diz, basta vencer em Gent, na próxima jornada, para que o Sporting alcance os dezasseis avos de final da Liga Europa.

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P. Mendes não tem substituto à altura

O novo treinador do Sporting chegou aos leões sob bons auspícios devido ao bom trabalho que desempenhou no Paços de Ferreira e do V. Guimarães, ainda que, ao serviço dos vimarenenses, tenha falhado o acesso à Liga Europa na última jornada, após perder, em casa, diante do Marítimo.

No entanto, os adeptos do Sporting ansiavam por um treinador mais conceituado, tendo ainda dificuldade em compreender a contratação de um treinador promissor para substituir outro treinador (Carlos Carvalhal) que, na verdade, preenchia exactamente os mesmos recursos de Paulo Sérgio, mas tinha uma experiência ligeiramente superior.

Ainda assim, foi dada a Paulo Sérgio alguma margem de manobra e o benefício da dúvida, percebendo-se que o novo treinador dos leões iria apostar num esquema: 4-4-2 clássico, algo que, valha a verdade, já não era utilizado pelo Sporting ou, inclusivamente, por um treinador de um grande português há uma boa quantidade de anos.

Durante a pré-época, o Sporting ainda se destacou, nomeadamente diante de equipas inglesas que, por estarem com os índices físicos bastante baixos (O Manchester City, então, jogava a passo) e por, tradicionalmente, darem bastantes espaços aos adversários, permitiram boas exibições aos verde e brancos.

Contudo, com o início da temporada e, principalmente, com a lesão do pêndulo do meio-campo (Pedro Mendes), percebeu-se que o Sporting iria ter muitas dificuldades na imposição do seu esquema de jogo e isso ficou notório pela dificuldade com que o Sporting superou o FC Nordsjaelland e o Brondby nas eliminatórias da Liga Europa e pela forma como perdeu em Paços de Ferreira.

Neste momento, após a derrota e, acima de tudo, a forma como os leões perderam no Estádio da Luz, confirmei uma série de ideias que devem preocupar os Sportinguistas:

  1. O Sporting não tem um substituto para Pedro Mendes, o único jogador que é capaz de funcionar como verdadeiro trinco, recuperando bolas e, ao mesmo tempo, ser fundamental na transição defesa-ataque.
  2. A dupla Maniche-André Santos é curta num 4-4-2 clássico, aparentando ser macia no processo defensivo e, ao mesmo tempo, faltando-lhe capacidade de se estender no relvado de forma a evitar uma grande distância entre os sectores. Em 4-2-3-1, essa situação é ligeiramente disfarçada, mas, ainda assim, sente-se sempre alguma falta de fibra no centro do meio campo do Sporting.
  3. O Sporting não tem um verdadeiro goleador neste momento, pois Liedson está num momento de forma deplorável e, aos 32 anos, já não é elemento para actuar sempre os 90 minutos, tendo de ser poupado em algumas partidas, onde poderia funcionar como arma secreta e entrar numa fase do jogo em que o adversário já está desgastado e mais propício a falhas.
  4. Os mecanismos de jogo do Sporting, ou ausência deles, são assustadores, sendo mesmo aflitivo ver o Sporting ter uma grande quantidade de posse de bola e, depois, ser incapaz de fazer uma jogada com conta peso e medida, limitando-se a trocar o esférico da esquerda para a direita, num vai e vem que alguns adeptos leoninos apelidam de “táctica do barco”, pois a bola vai variando de um flanco para o outro até os adeptos ficarem enjoados.
  5. Depois, a equipa leonina é de tracção defensiva, raramente arriscando, o que lhe poderá garantir bons resultados quando se coloca em posição de vencedora, pois defende razoavelmente bem em bloco baixo, mas raramente lhe garantirá triunfos quando sofre o primeiro golo da partida. Na verdade, o Sporting já esteve a perder por três vezes esta temporada e, em todos os jogos (Brondby (em casa), P. Ferreira (fora) e Benfica (fora)), acabou derrotado, sendo incapaz, inclusivamente, de marcar um único golo nesses encontros.
  6. Por fim, o critério da escolha do onze é sempre bastante dúbio, pois, por vezes, alguns jogadores fazem boas exibições e, no jogo seguinte, ou vão para o banco ou nem sequer são convocados. Um bom exemplo disso, foi a interessante exibição diante do Lille de Zapater, Postiga, Vukcevic e Salomão e o que é que aconteceu? Todos foram premiados com a ausência do onze no encontro diante do Benfica.

Por isto e muito mais, percebe-se que Paulo Sérgio tem de dar uma volta ao futebol do Sporting e, a partir dos jogadores que tem, tentar dotar o futebol leonino de maior intensidade competitiva e maior fluidez no processo ofensivo. Nesse seguimento, era importante que fizesse algumas alterações no onze base, que, pelo que conheço do plantel leonino deveriam ser as seguintes:

  1. Jogar, normalmente em 4-2-3-1 e usar o 4-4-2 losango como esquema alternativo.
  2. Optando pelo 4-2-3-1, usar o duplo-pivot: Zapater-Pedro Mendes, Maniche-Pedro Mendes ou, inclusivamente, André Santos-Pedro Mendes, mas o ex-Rangers tinha de jogar sempre que estivesse em condições para isso. Na ausência dele, a preferência teria de ser sempre para Zapater, que, não sendo a escolha ideal, é muito mais dotado para recuperador de bolas do que qualquer dos outros elementos.
  3. No esquema 4-2-3-1, pelo menos um dos extremos tem de flectir para o centro de forma a impedir que o ponta de lança fique sozinho na frente. Na minha opinião, o jogador ideal para o fazer é Vukcevic, que, aproveitando o pendor ofensivo que João Pereira imprime ao flanco direito, poderia ser letal nas diagonais para o centro.
  4. Continuando neste esquema, Matias Fernandez deveria ser o elemento a jogar nas costas do atacante, sendo que Postiga, pela sua inteligência táctica e boa ocupação de espaços, também seria uma boa opção.
  5. Em 4-4-2 losango, as alas deviam ser entregues a Maniche à direita (a sua experiência no posicionamento poderia permitir liberdade às subidas de João Pereira) e, na esquerda, a opção deveria tender em Valdés ou Salomão, os jogadores mais parecidos com extremos no plantel do Sporting.
  6. Neste mesmo esquema, os dois avançados deveriam variar nestas três duplas: Liedson-Vukcevic (a ideal, pois ambos são muito móveis e jogam bem no espaço.), Liedson-Postiga ou, inclusivamente, Vukcevic-Postiga.
  7. Por fim, principalmente em jogos em casa, a equipa tem de arriscar quando está a perder, sendo que, em 4-2-3-1, a opção terá de ser sempre a saída do parceiro de Pedro Mendes ou, na ausência do ex-Rangers, de Zapater para entrar outro atacante. Normalmente, estas alterações fazem-se quando o adversário abdicou do ataque e, assim, trata-se de um risco calculado e que não coloca em causa o equilíbrio táctico da equipa.

Na minha sincera opinião, este é o caminho para que o Sporting possa, até ao mercado de Janeiro, manter-se na luta pelas competições em que está envolvido sem que fique, invariavelmente, afastado das mesmas devido a maus jogos e, acima de tudo, pobres exibições. Veremos se Paulo Sérgio tem a capacidade de perceber o que está mal e de emendar os erros, enquanto ainda tem tempo.

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Moisés e Braga por terra após mais um golo sofrido

O percurso dos clubes portugueses nas provas da UEFA continua bastante bom e a prova disso é que, neste momento, Portugal lidera o ranking UEFA desta temporada com 5.200 pontos. Essa situação faz com que no combinado dos cinco últimos anos estejamos num sexto lugar que, a ser mantido até ao final da época, colocará Portugal com três equipas na Liga dos Campeões 2012/13. Nesta última ronda europeia, tirando o desastre bracarense (goleados no terreno do Arsenal por seis a zero), tudo correu pelo melhor, com o Benfica a vencer o Hapoel Telavive (2-0) na Luz, o FC Porto a vencer o Rapid Viena (3-0) no Dragão e o Sporting, mesmo com uma equipa de segunda linha, a vencer no sempre complicado terreno do Lille (2-1).

Benfica 2-0 Hapoel Telavive

Como se esperava, não foi fácil a estreia encarnada na Liga dos Campeões desta temporada. No Estádio da Luz, diante de uma aguerrida equipa israelita, o Benfica começou mesmo por beneficiar da não marcação de um penalti sobre Schechter, com o resultado a zero. Ainda assim, a equipa encarnada nunca se desuniu e soube ser paciente, acabando por embalar numa exibição segura e que resultou numa vitória justíssima por 2-0, graças aos golos de Luisão (21′) e Cardozo (67′).

Arsenal 6-0 Sp. Braga

O desastre dos bracarenses na sua estreia oficial na fase de grupos da “Champions” foi algo que, para quem está habituado a ver o Braga jogar, carece de explicação simples. Os arsenalistas entraram muito nervosos no jogo e pareceram nunca se adaptar às rápidas trocas de bola da equipa inglesa, uma das melhores da Europa nesse aspecto. Assim sendo, o avolumar do resultado acabou por ser uma consequência lógica desse factor, terminando o duelo com uma vitória do Arsenal por seis bolas a zero, graças aos golos de Fábregas (9′ e 53′), Arshavin (30′), Chamakh (33′) e Carlos Vela (69′ e 84′). Um resultado pesado, mas que acabou por ser justo, tal a superioridade da equipa londrina.

Lille 1-2 Sporting

Com a deslocação à Luz no horizonte, os leões preferiram usar uma equipa de segunda linha em França, talvez por entenderem que, neste acessível grupo da Liga Europa, uma derrota em Lille seria facilmente recuperável. Curiosamente, numa equipa com vários estreantes como Torsoglieri e Diogo Salomão e com alguns jogadores com poucos minutos como Zapater, o Sporting soube fazer uma exibição segura em que, na primeira parte, o contra-ataque foi letal, resultando nos golos de Vukcevic (11′) e Postiga (34′) e que, na segunda metade, foi de grande segurança defensiva, apenas resultando num golo sofrido (Frau, aos 57 minutos), num lance em que Tiago teve algumas culpas. Assim sendo, mesmo com uma espécie de equipa B, os leões entraram da melhor forma na Liga Europa e abriram excelentes prespectivas, tando de alcançarem o apuramento como de vencerem este agrupamento.

FC Porto 3-0 Rapid Viena

A equipa portista não teve qualquer dificuldade de vencer o frágil Rapid Viena na sua estreia na fase de grupos da Liga Europa. Diante de uma equipa que havia surpreendido o Aston Villa no playoff de acesso a esta competição, o FC Porto não deu quaisquer veleidades e acabou por alcançar uma vitória gorda, mas que até peca por escassa, tal a superioridade evidenciada pelos dragões durante todo o encontro. Rolando (26′), Falcão (65′) e Rúben Micael (77′) fizeram os golos de uma justíssima e seguríssima vitória azul e branca.

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Académica festeja golo da vitória

Benfica e Sporting entraram da pior maneira no campeonato nacional, após perderem com Académica (1-2) e Paços de Ferreira (0-1), respectivamente, na primeira jornada da Liga Zon Sagres. A derrota do campeão nacional torna-se ainda mais surpreendente, pois as águias jogaram na sua própria casa e, durante cerca de 40 minutos, estiveram com uma unidade a mais no terreno de jogo. Assim sendo, os grandes vencedores da ronda acabaram por ser o FC Porto (venceu na Figueira da Foz por 1-0) e Sp. Braga (venceu o Portimonense, em casa, por 3-1), que, assim, iniciam o campeonato com três pontos de avanço sobre os mais directos perseguidores.


Jara estreou-se a marcar em jogos oficiais

Benfica 1-2 Académica

Apesar da derrota na Supertaça, poucos acreditavam que o Benfica pudesse baquear, na sua própria casa, diante dos estudantes. No entanto, o Benfica, que nem entrou mal no desafio, viu a Académica adiantar-se no marcador, aos 26 minutos, na sequência de um livre apontado por Diogo Valente e finalizado com toda a tranquilidade por Miguel Fidalgo. Esse golo intranquilizou os encarnados e estes, até final da primeira parte, foram incapazes de reagir com clarividência, falhando muitos passes e não conseguindo qualquer jogada com princípio, meio e fim.

Após o descanso, esperava-se que o Benfica entrasse forte e com vontade de dar a volta ao marcador. Por volta dos 50 minutos, Addy foi expulso e pensou-se que esse seria o catalisador perfeito para a reviravolta no resultado, pois ninguém acreditava que a Académica pudesse suportar durante quarenta minutos a pressão de uns encarnados a jogarem em superioridade numérica.

A partir daqui, o Benfica, naturalmente, assumiu as despesas do jogo e, pela primeira vez, conseguiu encostar a Académica às cordas, começando-se a advinhar o golo da igualdade, que surgiu, sem surpresa, aos 62 minutos, quando Jara, a cruzamento de Fábio Coentrão, não perdoou.

Pensou-se que o segundo golo seria uma questão de tempo, todavia, o tempo foi passando e, apesar do Benfica jogar no meio campo da equipa de Coimbra, o golo não surgia. Curiosamente, nos descontos, quando já todos se resignavam ao empate, foi a Académica que, numa jogada de rápido contra-ataque, viu Laionel, de muito longe, desferir forte pontapé que passou por cima de um adiantado Roberto, tocou no poste, e entrou na baliza do Benfica.

Uma vitória que premiou o bom futebol da Académica, enquanto jogaram onze contra onze e a entreajuda dos estudantes quando passaram a ficaram em inferioridade numérica.

Rondon foge a Daniel Carriço

Paços de Ferreira 1-0 Sporting

O Sporting entrou mal no campeonato, muito por culpa da sua finalização que, em Paços de Ferreira, voltou a ser o calcanhar de Aquiles da equipa leonina. Principalmente na primeira parte, os verde e brancos falharam tentos que lhes permitiriam ganhar facilmente o jogo, com destaque para um remate à trave de Postiga e remates perigosos do mesmo Postiga, Carriço, Polga e Liedson.

Na segunda metade, os leões baixaram um pouco de produção e o P. Ferreira aproveitou a falta de rotinas da dupla de centrais (Polga-Nuno André Coelho), para, na sequência de um cruzamento bem medido de Manuel José, Mário Rondon fazer o 1-0 para a equipa da Capital do Móvel.

A partir do golo sofrido, os leões, apesar de terem terminado o jogo com quatro avançados, foram incapazes de terem o discernimento necessário para procurarem, com critério, a igualdade, acabando, naturalmente, por averbarem uma derrota que, por certo, terá consequências na moral da equipa verde e branca.

Hulk em luta com um navalista

Naval 0-1 FC Porto

O FC Porto entrou no campeonato a vencer, ainda que tenha feito uma exibição pouco inspirada na Figueira da Foz.

Depois de uma primeira metade muito fraca dos dragões, em que a Naval foi mesmo a equipa mais perigosa, os azuis e brancos subiram ligeiramente de produção após o descanso, começando a jogar mais no meio campo da Naval e criando algumas situações de perigo para a baliza de Salin.

Ainda assim, foi a equipa navalista que teve uma grande oportunidade para se colocar em frente no marcador, quando Previtali, a passe de Camora, ficou em excelente posição para fazer o golo, contudo, demorou tanto tempo para rematar, que permitiu a Álvaro Pereira o corte na hora H.

O jogo caminhava para o seu final e já todos se resignavam à igualdade, quando Jonathas colocou a mão na bola em plena área da Naval. Na sequência do castigo máximo, Hulk não perdoou e deu uma importante vitória aos dragões no arranque do campeonato nacional.

A festa do Sporting de Braga

Braga 3-1 Portimonense

Num bom jogo de futebol entre duas equipas de tracção ofensiva, o Braga aproveitou a sua maior experiência para levar de vencida a equipa algarvia por três bolas uma.

Os arsenalistas colocaram-se em vantagem no primeiro lance de grande perigo que dispuseram, quando Matheus, de cabeça, fez o 1-0.

Pensou-se que o golo libertaria os bracarenses para uma vitória fácil, no entanto, o Portimonense reagiu muito bem e o segundo tento do Sp. Braga, apontado por Paulo César em cima do intervalo, foi completamente contra a corrente do jogo.

Após o intervalo, o Portimonense continuou a procurar um golo que fizesse abalar a confiança do Braga e esse golo surgiu mesmo, aos 52 minutos, por Elias. No entanto, o tento não abalou uma equipa arsenalista que está com grande confiança e, assim, foram mesmo os bracarenses a fazerem o 3-1 final, com um golo de Salino.

Com esta vitória e exibição segura e personalizada, o Braga garantiu que vai, por certo, lutar pelo título nacional.

Nos outros jogos, destaque para as vitórias fora de Nacional (1-0 ao Rio Ave) e V. Setúbal (1-0 ao Marítimo) e para os nulos no Olhanense-V. Guimarães e Beira Mar-U. Leiria.

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Vukcevic prepara-se para fazer o golo do Sporting

Leões e maritimistas venceram os seus compromissos referentes à terceira pré-eliminatória da Liga Europa, diante de FC Nordsjaelland e Bangor City, respectivamente. A equipa verde e branca foi à Dinamarca vencer por uma bola a zero, num jogo em que o resultado pode dar a ideia de um jogo equilibrado, mas que, na verdade, apenas reflecte a enorme ineficácia do Sporting no encontro. Por outro lado, os verde-rubros venceram, na Choupana, uma frágil equipa galesa por oito bolas a duas, num encontro em que ficou bem patente a diferença de valores entre as duas formações, sendo que a existência de equipas como o Bangor City nesta fase da competição devia levar a UEFA a repensar os moldes da mesma.

FC Nordsjaelland 0-1 Sporting

Os dinamarqueses até entraram muito bem no jogo e, logo na primeira jogada, Nicki Nielsen apareceu na cara do guarda-redes leonino, mas este, com o pé, impediu o golo inaugural do FC Nordsjaelland

Pensou-se que esta equipa dinamarquesa pudesse ser mais forte do que o esperado, mas foi puro engano. Com o passar do tempo, o Sporting foi pegando no jogo e passou a dominá-lo completamente, chegando com relativa facilidade à baliza do guarda-redes Hansen.

O domínio leonino foi se intensificando e foi sem qualquer surpresa que, aos 24 minutos, Vukcevic aproveitou um excelente passe de Maniche para contornar o guarda-redes dinamarquês e colocar o Sporting na frente do jogo e da eliminatória.

Até ao descanso, o Sporting continuou a ter o controlo absoluto do encontro, mas, apesar de ter chegado algumas vezes com perigo à baliza contrária, foi incapaz de ampliar o marcador.

Após o intervalo, a premissa do desafio não se alterou e os leões continuaram a procurar ampliar a vantagem para garantirem maior tranquilidade para o jogo da segunda mão.

No entanto, a equipa verde e branca não foi feliz e, apesar de ter tido bastantes oportunidades para, pelo menos, fazer o segundo golo, esse tento nunca apareceu. Nesse capítulo, o jogador mais infeliz foi Hélder Postiga, pois rematou com perigo aos 57 minutos, mas um dinamarquês salvou sobre a linha de golo e depois, aos 75 minutos, foi o poste que negou o golo ao avançado.

Ainda assim, apesar da magra vantagem, o Sporting, pela sua enorme superioridade sobre esta equipa dinamarquesa, não deve ter dificuldades para, em Alvalade, confirmar o apuramento para o playoff de acesso à fase de grupos da Liga Europa.

Marítimo 8-2 Bangor City

O Marítimo, por certo, esperava uma equipa com um valor aproximado ao do Sporting Fingal, todavia, saiu-lhe um grupo de rapazes bem inferior aos irlandeses.

Durante a primeira parte, os madeirenses, mesmo sem fazerem um grande jogo e sem sequer acelerarem, garantiram uma vantagem de dois golos (Tchô, 33′ e Danilo 38′) e ainda viram o defesa galês Brewerton ver o segundo amarelo aos 45 minutos, deixando a equipa maritimista em superioridade numérica no relvado.

Essa expulsão aliada à fraca qualidade do conjunto britânico fazia prever uma goleada e o golo de Baba, logo aos seis minutos da segunda metade, dava força a essa previsão. No entanto, esse terceiro golo não teve continuidade imediata e o Marítimo ia desperdiçando golos perante uma equipa galesa que, naquela altura, reduzida a dez unidades e encostada às cordas, apenas pretendia sair da Choupana com o mínimo de golos sofridos possível.

Ainda assim, aos 74 minutos, aconteceu o inimaginável, quando Ward, de muito longe, disparou um míssil que embateu na trave e acabou por entrar na baliza madeirense. Estava feito o 3-1, um resultado que não sendo preocupante, era escasso para tamanha superioridade verde-rubra.

Todavia, esse golo galês teve o condão de acordar a equipa portuguesa que, a partir desse momento, aumentou a velocidade e a intensidade de jogo, passando a estilhaçar, totalmente, o reduto defensivo do Bangor City.

No seguimento dessa alteração de atitude, as oportunidades de golo sucederam-se e, com elas, os golos. Entre os 76 e os 80 minutos, a equipa madeirense fez quatro golos, apontados por Danilo (76′), Baba (77′), Tchô (79′) e Kanu (80′) e deixou o marcador num 7-1 que deixava a eliminatória resolvida.

A partir daqui, a intensidade baixou, mas o Marítimo ainda teve tempo para fazer o oitavo golo (Fidelis 90′) e para provar que a sua defensiva ainda precisa de ajustes, pois a frágil equipa galesa, reduzida a dez e apenas a pretender que o jogo terminasse o quanto antes, ainda conseguiu reduzir sobre o apito final, graças a um golo de Jebb.

Com este resultado, a passagem ao playoff da Liga Europa está garantida e a viagem da próxima semana ao País de Gales será um mero passeio.

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Ontem, o Sporting estreou-se na Taça da Liga e da melhor maneira, pois venceu o líder do campeonato, Sporting de Braga, por 2-1. Ainda assim, e mais importante que a vitória, foi a notória subida de forma dos jogadores leoninos, que mostraram uma atitude que já muitos duvidavam que pudesse aparecer esta época.
Escalonado num 4-4-2 aparentemente clássico, o meio campo evidenciou algumas nuances curiosas. Miguel Veloso foi colocado na esquerda , mas, naturalmente, tendia a surgir muitas vezes no meio, pois é essa é a sua posição natural. Adrien e Moutinho jogavam no miolo, lado a lado, cabendo ao capitão do Sporting ser o jogador mais ofensivo do duo, ainda que, principalmente na primeira parte, Moutinho tenha tido muitas dificuldades diante da marcação de Madrid e Vandinho. Na direita, e mais uma vez mostrando ser um jogador muito acima da média, Izmailov, funcionou como um verdadeiro ala e foi um grande desequilibrador dos leões durante todo o jogo.
Curiosa foi também a dupla de ataque (Postiga-Saleiro) que perpetuou o apagamento do ex-portista (alguém o viu na segunda-parte?) e mostrou a subida de forma de Saleiro que, longe de ser um grande ponta de lança, poderá ser um jogador útil.
Quanto à defesa, esteve surpreendentemente segura, ainda que Rui Patrício continue a ser um guarda-redes muito inseguro nos cruzamentos, o que é estranho para um “keeper” tão alto.
Foi, todavia, uma equipa muito adulta, que soube ser paciente para se colocar em vantagem numa excelente abertura de Grimi para fantástica conclusão de Saleiro e soube reagir a um golo de Alan, no ínicio da segunda-parte, com enorme força de vontade e um colossal tento de Miguel Veloso. Uma equipa que suportou, até final e quase sem problemas, a pressão do Braga na procura do empate.
Será a ressureição do Sporting? Esperemos pelos próximos jogos?

PS: Matias e Vukcevic são dos melhores jogadores do Sporting, mas Carvalhal insistiu, pela segunda vez em colocá-los no banco. Será que o treinador dos leões continua a contar verdadeiramente com o chileno e o montenegrino? Será que Postiga é mais fiável que qualquer dos mesmos? Será que Miguel Veloso fora de posição é mais fiável do Vukcevic? Tudo isto é muito estranho…

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