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Adam Maher

Adam Maher apontará a Alvalade?

Numa fase em que vão crescendo os rumores de possíveis saídas de peso no meio-campo do Sporting, é com alguma naturalidade que os verde-e-brancos vão sondando o mercado na busca de alternativas, sendo que Adam Maher, do PSV, parece ser um dos alvos referenciados.

Box-to-box de perfil ofensivo, o internacional holandês vem de duas temporadas de menor fulgor, situação que pode fazer deste o melhor timing para que os leões assegurem um grande talento por um preço bastante em conta.

Afinal, até há não muito tempo, Adam Maher era um jogador colocado na órbita de grandes colossos do futebol mundial, num bom cartão de visita das qualidades de um jogador que, aos 23 anos, está muito a tempo de reerguer a sua carreira para os patamares de excelência que eram expectáveis.

Produto das escolas do AZ

Adam Maher nasceu a 20 de Julho de 1993 em Ait Izzou, Marrocos, ainda que cedo tenha rumado à Holanda, país que, aliás, representa desde as camadas jovens, já somando um total de cinco jogos pela selecção A da “laranja”.

Ao nível clubístico, o médio-ofensivo começou a sua carreira nos modestos SV Diemen e AVV Zeeburgia, ainda que tenha chegado muito cedo ao AZ Alkmaar, emblema onde terminou o seu percurso juvenil e se estreou ao nível sénior com 17 anos, isto num duelo da Liga Europa diante do BATE (3-0) e onde até marcou um golo.

Com uma ascensão meteórica, rapidamente se tornou numa referência do AZ Alkmaar, tendo somado, entre as temporadas de 2011/12 e 2012/13, um total de 91 jogos, 22 golos e 17 assistências.

Foi perdendo gás no PSV

Perante o gigantesco impacto que ia conhecendo no meio-campo do AZ, foi com naturalidade que começou a ser apontado a inúmeros gigantes do futebol europeu, ainda que se tenha transferido para bem perto, uma vez que haveria de rumar ao PSV, em 2013, por cerca de oito milhões de euros.

No emblema de Eindhoven, haveria de ser muito importante nas duas primeiras temporadas, nas quais somou um total de 83 jogos e 13 golos. Em 2015/16, contudo, perdeu bastante espaço no seio do PSV, terminando essa campanha com “apenas” 20 jogos (três golos), tendo inclusivamente feito seis jogos pela equipa de sub-21.

Ora, essa quebra de importância terá feito com que Adam Maher não tenha dito que não a uma mudança de ares, tendo sido nos turcos do Osmanlispor que foi evoluindo esta época. Aí, por empréstimo do PSV, soma 37 jogos (dois golos, três assistência) em números que reflectem alguma recuperação, mas ainda estão muito distantes da glória do passado recente.

Mais ofensivo que Adrien

Adam Maher é preferencialmente um médio-ofensivo (o vulgo “dez”), destacando-se pela elegância, inteligência posicional, evoluída qualidade técnica, boa capacidade de passe (curta e longa distância) e finalização, e uma extraordinária visão de jogo.

Fisicamente não é muito forte (1,74 metros, 75 quilos), mas compensa esse factor com uma excelente ocupação de espaços. Raçudo, é um bom recuperador de bolas e muito importante na primeira zona de pressão, isto mesmo quando joga a “dez”.

Essas características, aliás, também o colocam perfeitamente habilitado a fazer a posição de box-to-box, sendo certamente aí que Jorge Jesus o utilizará caso o internacional holandês rume mesmo a Alvalade.

Nessa posição, e em comparação com actual titular Adrien Silva, é inegável que Adam Maher iria oferecer muito mais em termos ofensivos, uma vez que as rotinas de médio-ofensivo o aproximam muito mais dos avançados do que o que acontece com o internacional português. Ao nível defensivo, todavia, o jovem de 23 anos certamente ganharia muito mais a jogar na companhia de um “seis” de perfil mais conservador (Danilo seria feito à medida, por exemplo) do que ao lado de William Carvalho.

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Veloso falha o penalti decisivo em Estugarda

Há 24 anos, em Estugarda, o Benfica disputou a sexta final da Taça dos Campeões da sua história, defrontando na final uma equipa que os analistas defendiam estar ao seu alcance, os holandeses do PSV Eindhoven. Apesar desse optimismo, nunca se verificou essa superioridade ao longo da final, pois o Benfica nunca conseguiu impor qualquer domínio ao longo dos noventa minutos ou do prolongamento, acabando, depois, por sucumbir nas grandes penalidades. No entanto, o que mais chamou à atenção nesse duelo decisivo foram vários acontecimentos bizarros que fizeram muitas pessoas recordarem a maldição de Béla Guttmann.

Partizani acessível, Aarhus surpreendentemente complicado

O Benfica começou a sua caminhada até à final da Taça dos Campeões com um adversário bastante acessível, o Partizani de Tirana. Curiosamente, os encarnados até só tiveram de disputar a primeira mão (venceram por 4-0), pois o comportamento negativo do Partizani no jogo da Luz, em que os albaneses acabaram com apenas sete jogadores, fez com que a UEFA cancelasse o segundo encontro e apurasse directamente o Benfica para a segunda eliminatória.

Na segunda ronda, o Benfica defrontou a equipa dinamarquesa do Aarhus, numa eliminatória que também era tida como fácil para a equipa portuguesa. Contudo, contra tudo o que se esperava, a equipa dinamarquesa revelou-se bastante complicada, tendo conseguido empatar a zero na primeira mão em Aarhus e, depois, no encontro decisivo na Luz, apenas caiu pela margem mínima, graças a um golo solitário de Nunes ainda na primeira parte.

Anderlecht e Steaua não contrariaram poderio da águia

Chegados a esta fase da prova, os encarnados sabiam que os adversários seriam de respeito e, na verdade, assim foi. Nos quartos de final, o Benfica defrontou o carrasco da final da Taça UEFA de 1982/83, o Anderlecht, superando a equipa belga por duas bolas a zero na primeira mão (golos de Magnusson e Chiquinho Carlos) e aguentando a pressão do Anderlecht em Bruxelas no encontro decisivo (perdeu por apenas 1-0).

Ultrapassado o conjunto belga, o adversário seguinte não era mais fácil, pois tratava-se do poderoso Steaua Bucareste, quase uma cópia da selecção romena da época. No entanto, apesar das dificuldades lógicas, o Benfica voltou a mostrar o seu poderio na Europa, aguentando o 0-0 em Bucareste e resolvendo a eliminatória na Luz, vencendo por 2-0, graças a bis de Rui Águas. Com este triunfo, o Benfica voltava a uma final da Taça dos Campeões vinte anos depois.

Terá sido a maldição de Guttmann o décimo segundo jogador do PSV?

A grande maioria dos analistas viam o PSV como uma equipa forte mas claramente ao alcance do Benfica, formação muito mais rodada na alta roda do futebol internacional, todavia, muitos acontecimentos bizarros ocorreram antes e depois da final e levaram as pessoas a recordarem a maldição de Guttmann…

1- A escassos três minutos do fim dum V. Guimarães – Benfica, Diamantino, pedra basilar dos encarnados, contraiu uma lesão grave e foi baixa de vulto para a final europeia.

2- Aos 55 minutos da final de Estugarda, Rui Águas lesionou-se e deixou o Benfica quase sem opções de ataque, tendo Toni sido obrigado a recorrer a jogadores como Vando ou Hajry para essas funções.

3- Aconteceu durante a final europeia algo de inédito e que intrigou espectadores e jornalistas: a facilidade com que as botas saiam projectadas dos pés dos jogadores benfiquistas. A justificação chegou mais tarde e supostamente estava nas meias que, confeccionadas em propileno, escorregavam dos pés quando se usam pela primeira vez…

Veloso falhou o penalti decisivo num duelo de Espingardas Mauser contra Raios Laser

No meio de tantos condicionalismos, o Benfica encarou o jogo à portuguesa, ou seja, com dignidade e o habitual conceito de: “quem não tem cão caça com gato.”

Perante tantos problemas, os encarnados foram montando armadilhas e foram passando incólumes durante 120 minutos num duelo em que Toni reconhecia ser de “Espingardas Mauser contra Raios Laser.”

Assim sendo, depois de 120 minutos de muita luta e nenhum golo, tudo seria decidido na marca de grandes penalidades. Durante a primeira série de cinco, ninguém falhou, mas, no sexto penalti, Veloso não imitou Jansen e permitiu a defesa de Van Breukelen, fazendo com que a maldição de Guttmann (segundo o húngaro, o Benfica nunca voltaria a ganhar uma Taça dos Campeões) continuasse a assombrar o coração dos benfiquistas.

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Labyad com a camisola do PSV

Diz-se que  o Sporting já terá acordado a contratação de um jogador para a temporada 2012/13, trata-se do talentoso extremo marroquino de origem holandesa: Zakaria Labyad.

Nascido a 9 de Março de 1993 em Utrecht, Holanda, Zakaria Labyad é um produto das escolas do PSV Eindhoven, tendo se estreado profissionalmente naquele clube dos Países Baixos no dia 25 de Fevereiro de 2010. num jogo diante do Hamburgo a contar para a Liga Europa.

No cômputo das temporadas de 2009/10 e 2010/11, um muito jovem Labyad apenas fez 16 jogos e marcou três golos pelo clube da Phillips, todavia, na actual temporada, o jogador que escolheu representar o país de origem dos seus pais já leva os mesmos 19 jogos e 7 golos, assumindo-se como a grande promessa do PSV. Essas boas exibições chamaram a atenção de vários clubes europeus no seu concurso e, supostamente, o Sporting já terá chegado a acordo com o marroquino para a temporada 2012/13.

Extremo veloz e talentoso que também pode jogar a “dez”

Zakaria Labyad é preferencialmente um extremo-direito, ainda que também possa jogar no flanco oposto ou, inclusivamente, como médio-ofensivo. Ainda assim, é encostado à direita que o marroquino faz mais mossa nas defesas contrárias, usando preferencialmente a sua enorme velocidade e boa técnica individual.

Com boa capacidade finalizadora e exímio na marcação de livres directos, Labyad entusiasma as bancadas e surpreende os adeptos por aos 18 anos já ser um jogador sem medo de enfrentar o jogo e o adversário.

Apesar de tudo, trata-se de um diamante que ainda tem de ser lapidado, podendo, contudo, chegar muito alto no Mundo do futebol caso continue a evoluir como tem feito até este momento.

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van Breukelen é uma lenda holandesa

Hans van Breukelen foi um guarda-redes holandês de grande qualidade e que criará sempre um travo amargo na boca dos portugueses, nomeadamente dos benfiquistas, pois foi ele que defendeu o penalti de Veloso, que havia de entregar a Taça dos Campeões, em 1988, ao PSV Eindhoven. Contudo, falar do internacional holandês e apenas nos lembrarmos desse momento fatídico para os encarnados é extremamente redutor e injusto. 73 vezes internacional pela Holanda, selecção pela qual venceu o campeonato da Europa em 1988, vencedor do campeonato holandês por seis vezes e da Taça da Holanda por três ocasiões, van Breukelen marcou uma era do futebol holandês, sendo, claramente, um dos melhores guarda-redes holandeses de todos os tempos.

Destacou-se no FC Utrecht

Johannes Franciscus “Hans” van Breukelen nasceu a 4 de Outubro de 1956 em Utrecht e iniciou a sua carreira profissional vinte anos depois no clube mais representativo da sua cidade natal, o FC Utrecht.

Entre 1976 e 1982, o lendário guarda-redes holandês efectuou 142 jogos pelo FC Utrecht, tendo sido titular absoluto entre 1978/79 e 1981/82. Ainda assim, durante esse período, van Breukelen não conquistou qualquer título, tendo como momento mais alto a final da Taça da Holanda em 1981/82, competição que o FC Utrecht acabou por perder para o AZ.

Substituiu Peter Shilton na terra de Robin Hood

Já com a época de 1982/83 em andamento, o internacional holandês acabou por trocar a liga holandesa pela inglesa, transferindo-se para o Nottingham Forest, onde teria a difícil missão de fazer esquecer Peter Shilton.

No clube da cidade popularizada por Robin Hood, van Breukelen haveria de fazer duas temporadas de bom nível em termos individuais, mas voltaria a não conquistar qualquer título colectivo, ainda que em 1983/84 a época tenha sido de muito boa qualidade, pois o Nottingham Forest foi terceiro no campeonato e alcançou as meias-finais da Taça UEFA.

Eternizou-se no PSV

Em 1984, van Breukelen regressou ao campeonato holandês e, desta feita, para actuar por um dos clubes mais representativos dos Países Baixos, o PSV.

No gigante de Eindhoven, o internacional holandês haveria de permanecer por dez temporadas, ou seja, até ao final da sua carreira desportiva, tendo sido sempre titular e tendo conseguido, finalmente, alcançar os tão ambicionados títulos colectivos.

De facto, no PSV, van Breukelen fez 308 jogos e conquistou seis campeonatos holandeses, três taças da Holanda e, acima de tudo, a Taça dos Campeões em 1987/88, quando o clube de Eindhoven superou o Benfica na final (0-0, 6-5 g.p.) após o guarda-redes holandês ter defendido o penalti decisivo do lateral Veloso.

Para além disso, o internacional holandês conquistou o título de melhor guarda-redes da Holanda por quatro ocasiões (1987, 88, 91 e 92).

Esteve numa fase dourada da Laranja Mecânica

van Breukelen actuou na selecção holandesa entre 1980 e 1992, tendo alcançado 73 internacionalizações e participado nos campeonatos da Europa de 1980, 88 e 92 e no Mundial de 1990.

O momento mais alto da sua carreira na Laranja Mecânica, foi, claramente, a conquista do Campeonato da Europa em 1988, em casa, quando a Holanda entrou mal (derrota com a União Soviética por 1-0), mas depois superou Inglaterra (3-1), Rep. Irlanda (1-0), Alemanha Ocidental (2-1) e União Soviética (2-0) para conquistar o ambicionado título continental.

Guarda-redes frio e muito seguro

van Breukelen era um guarda-redes que parecia ocupar toda a baliza, tal era a qualidade do seu posicionamento e a inteligência de movimentos entre os postes.

Líder dentro de campo, não se cansava de dar indicações aos companheiros de equipa, parecendo comandar todo o sector defensivo com um rigor inacreditável.

Apesar de toda a segurança e sobriedade, van Breukelen era muito elástico e conseguia, de quando em vez, efectuar defesas espectaculares, no entanto, foi na segurança e na eficácia de processos que o internacional holandês mais se destacou e, assim, garantiu um lugar na história do futebol.

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Romário Baldé brilha no Benfica

Na equipa de Iniciados do Sport Lisboa e Benfica, actua um avançado de grande poderio físico, velocidade e criatividade que, por certo, tem um futuro risonho à sua frente: Romário Baldé.

Nascido a 25 de Dezembro de 1996 na Guiné-Bissau, o atacante está no Benfica desde 2008 e a todos tem surpreendido pela sua enorme qualidade individual, sendo, neste momento, peça importantíssima da equipa de Iniciados que lidera a Série E do campeonato nacional.

Jogador rápido, criativo e desequilibrador

O nome logo nos remete para Romário de Souza Faria, antigo jogador de clubes como o PSV, Barcelona e Flamengo e, de certa forma, existem características no luso-guineense que nos lembram o antigo internacional brasileiro. Rápido e criativo, Romário Baldé é muito forte no um contra um e na capacidade finalizadora, ainda que ganhe para o avançado brasileiro, na capacidade que tem para partir de trás com a bola controlada e ser desequilibrador em rápidas transições defesa-ataque.

Na equipa do Benfica, já jogou em todas as posições do ataque e, inclusivamente, a “dez”, mas, apesar de acreditar que faz bem qualquer das posições, prefiro vê-lo numa posição central, principalmente a segundo avançado, pois a sua criatividade e capacidade de embalar em velocidade, pedem que tenha espaço e liberdade para criar desequilíbrios.

Assim sendo, seja como avançado de suporte num 4-4-2, ou como avançado vagabundo ao estilo de Lionel Messi num 4-3-3, tenho a certeza que o internacional sub-16 português terá grande sucesso no Mundo do futebol.

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O adversário do Marítimo nas competições europeias é bem conhecido dos adeptos portugueses em geral, pois, na época passada, defrontou o Benfica na fase de grupos da Liga Europa. Campeão da Bielorússia por seis ocasiões, o BATE é, neste momento, o clube mais representativo de um país que tem crescido no panorama clubístico europeu e será, por certo, um adversário bastante complicado para a equipa madeirense. Ainda assim, tendo em conta que os maritimistas podiam apanhar equipas como o PSV, o Estugarda ou o Aston Villa, temos de considerar que esta equipa bielorrussa acabou por ser um mal menor e abre algumas perspectivas de apuramento para o Marítimo.

Quem é o BATE Borisov

O BATE Borisov foi fundado em 1973 como Berezina Borisov, quando a Bielorússia ainda fazia parte da União Soviética e, até ao colapso desta, participou no campeonato da República Social Soviética da Bielorússia, um campeonato menor dentro da esfera futebolística da URSS. Durante o período em que disputou essa mesma competição, o BATE venceu-a por três ocasiões (1974, 76 e 79).

Após a independência da Bielorússia, o BATE mudou a sua designação para Fomalgaut Borisov, adoptando a sua actual designação em 1996. Os primeiros anos foram complicados para a equipa bielorrussa que viveu longe dos principais palcos, estreando-se no principal escalão apenas em 1998, ainda que tenha obtido logo um magnífico segundo lugar.

A partir desse momento, o BATE revelou-se no maior clube da Bielorússia, conquistando seis campeonatos e duas taças e sendo participante assíduo das competições europeias, com destaque para a presença nas fases de grupos da Liga dos Campeões (2008/09) e Liga Europa (2009/10).

Na época transacta, o BATE foi campeão nacional e, já nesta temporada, disputou a fase de acesso à Liga dos Campeões, eliminando o FH da Islândia (5-1 e 1-0), mas acabando afastado pelo FC Copenhaga dinamarquês (0-0 e 2-3).

Como joga

Normalmente o BATE actua em 4-4-2 losango e com uma estratégia de jogo tipicamente ex-soviética, ou seja, um abordagem fria ao jogo, tentando explorar o erro do adversário e, ao mesmo tempo, aproveitando as oportunidades que apareçam.

A defesa é o sector mais forte da equipa, pois esta tem dois bons laterais (Yurevich e Shitov), que dão enorme solidez ao sector recuado, ainda que apenas um consiga criar alguns desequilíbrios no ataque (Yurevich, o defesa-esquerdo) e uma excelente dupla de centrais (Bordachov-Sosnovsky), com destaque para Bordachov, que é um fantástico defesa, que também pode jogar como lateral-esquerdo e, inclusivamente, chegou a estar nas coagitações do Benfica.

Do meio campo para a frente, a equipa é menos forte, mas, ainda assim, há que destacar a qualidade do médio ofensivo brasileiro Bressan, um jogador muito criativo e por onde passa quase todo o jogo ofensivo do BATE e o ponta de lança Rodionov, um atacante que faz muitos golos e que chegou a jogar no Freiburgo.

Diante do Marítimo, a equipa bielorrussa deverá apresentar quase o mesmo onze que defrontou o FC Copenhaga, saindo apenas Radkov e entrando Shitov e, assim, é provável que actue da seguinte forma.

Rodionov disputa bola com David Luiz

Quem é que o Marítimo deve ter debaixo de olho – Rodionov

Aos 26 anos, Vitali Rodionov é um goleador bielorrusso que, provavelmente, merecia estar a jogar num clube de outra dimensão, pois tem valor para isso.

Produto das escolas do Lokomotiv Vitebsk, o internacional bielorrusso estreou-se pela principal equipa desse mesmo clube em 2001, quando tinha apenas 17 anos e fez, em duas temporadas, seis golos em 49 jogos.

Em 2003, trocou a equipa de Vitebsk pelo Torpedo Zhodino, também do campeonato bielorrusso. Nesse clube, a jogar na segunda divisão, Rodionov começou a assumir-se como um goleador, apontando 21 golos em 57 jogos e chamando a atenção do BATE que o contratou em 2005.

Desde que está no BATE Borisov, Rodionov assumiu-se como o goleador da equipa, apontando 45 golos em 96 jogos. Durante estes cinco anos, o internacional bielorrusso jogou sempre pelo adversário dos maritimistas, com excepção feita a um empréstimo de seis meses (Janeiro a Junho de 2009) ao Freiburgo da Alemanha, onde apontou quatro golos em doze partidas.

Avançado rápido e de boa técnica, Rodionov é um jogador que tem excelente faro de golo, sendo também letal no jogo aéreo. Mitchell Van der Gaag terá de ter a máxima atenção a este internacional bielorrusso, pois um mínimo de espaço dado a Vitali Rodionov pode ser fatal.

As hipóteses maritimistas

O passado recente do BATE e a sua maior experiência europeia levam-nos a dar ligeiro favoritismo à equipa bielorrussa neste compromisso europeu diante do Marítimo.

Ainda assim, adversários como o PSV, Aston Villa e Estugarda seriam adversários bem mais complicados para os madeirenses que, diante desta equipa bielorrussa, se estiverem concentrados e souberem ser pacientes, poderão conseguir eliminá-la e seguir para a tão desejada fase de grupos da Liga Europa.

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Vice-campeã do Mundo em 1974 e 1978, a Holanda costuma ter selecções de alto nível nos mundiais mas, por vezes, acaba por desiludir nas fases finais. Um exemplo foi o Itália 90, em que depois de ser campeã da Europa e tendo jogadores como Gullit, Rijkaard e Van Basten não venceu um único jogo. Ainda assim, os adeptos da Laranja Mecânica acreditam que desta vez, na África do Sul, será a vez da Holanda. Com uma equipa com jogadores como Robben, Sneijder, Van der Vaart e Van Persie, a turma holandesa tem condições de fazer um excelente mundial e, quiçá, alcançar uma posição entre as quatro melhores equipas do mundo. No entanto, para que não se repitam as desilusões do passado, há que pensar jogo a jogo e, como tal, primeiro há que eliminar Dinamarca, Japão e Camarões.

A Qualificação

O grupo não era particularmente difícil, mas a campanha holandesa no grupo 9 da zona europeia de qualificação foi impressionante. A Laranja Mecânica, que defrontou Noruega, Escócia, Macedónia e Islândia, venceu todos os jogos, marcou 17 golos e sofreu apenas dois.

Apesar da relativa facilidade do agrupamento, vencer na Noruega (1-0) ou na Escócia (1-0) nunca é fácil e só prova o enorme poderio da equipa holandesa, que terminou o Grupo 9 com uma vantagem de catorze pontos sobre a Noruega (2º).

Assim sendo, foi sem dar hipóteses aos seus adversários que a Holanda se qualificou para o Mundial 2010.

Grupo 9 – Classificação

  1. Holanda 24 pts
  2. Noruega 10 pts
  3. Escócia 10 pts
  4. Macedónia 7 pts
  5. Islândia 5 pts

O que vale a selecção holandesa?

A equipa holandesa é, do meio campo para frente, provavelmente das melhores selecções presentes no campeonato do mundo, mas, por outro lado, a defesa, sem ser má, é apenas mediana, com alguns veteranos já em fase descendente da carreira (Van Bronckhorst e Ooijer) e outros com pouca experiência internacional (Van der Wiel).

O seleccionador Van Marwijk deverá jogar com o guarda-redes: Stekelenburg, que não sendo espectacular, também não compromete e um quarteto defensivo com Van Bronckhorst à esquerda, Van der Wiel à direita e a dupla de centrais: Ooijer-Mathijsen. O lateral direito é muito ofensivo e, assim, a presença do experiente Van Bronckhort, na esquerda, é muito importante para equilibrar o esquema da selecção holandesa. Depois, a dupla de centrais, composta por dois trintões, ganha em experiência e em posicionamento táctico, mas, principalmente no caso de Ooijer, poderá ter alguns problemas com avançados velozes e fortes no um contra um.

Por outro lado, o meio campo é um sonho para qualquer amante de futebol. O experiente Van Bommel deverá ser o trinco e a seu lado jogará Van der Vaart como médio centro, ou seja, com maior liberdade ofensiva e com capacidade para fazer a ligação com o nº10, o fantástico jogador do Inter, Wesley Sneijder. Depois, nas alas, deverão aparecer Robben (à esquerda) e Van Persie (à direita). Dois alas que tanto procuram a linha como fazem diagonais para o centro para procurarem uma tabelinha ou um remate de longe.

Por fim, no ataque, deverá jogar sozinho o atacante do Liverpool: Kuyt. Curiosamente, este jogador costuma jogar como ala no clube inglês e, assim, mais que um ponta de lança fixo, vai ser um elemento muito móvel que trocará várias vezes de posição tanto com os alas como com o próprio Sneijder, confundindo as marcações e permitindo à Holanda fazer o seu tão famoso futebol total.

Em suma, e apesar da defesa holandesa não estar ao nível do meio campo e do ataque, é bem provável que, num grupo com a Dinamarca, Japão e Camarões, a Holanda termine facilmente no primeiro lugar.

O Onze Base

A Holanda deverá apresentar um esquema: 4-2-3-1 com Stekelenburg (Ajax) na baliza; Um quarteto defensivo com Van Bronckhorst (Feyenoord), Ooijer (PSV), Mathijsen (Hamburgo) e Van der Wiel (Ajax); Um meio campo com o duplo pivot: Van Bommel (Bayern)/Van der Vaart (Real Madrid), os alas: Robben (Bayern)/Van Persie (Arsenal) e o médio ofensivo: Sneijder (Inter); E, no ataque, jogará o muito móvel Dirk Kuyt (Liverpool).

Classificação – Previsão “A Outra Visão”

Tendo em conta que tem um conjunto superior a qualquer dos seus adversários, é provável que a Holanda vença sem dificuldade o Grupo E do Mundial 2010. Ainda assim, a Laranja Mecânica deve encarar os seus oponentes com respeito e dar tudo de si, pois, grandes selecções holandesas fracassaram no passado com equipas tão boas ou melhores que esta.

Calendário – Grupo E (Mundial 2010)

  • 14 de Junho: Holanda vs Dinamarca
  • 19 de Junho: Holanda vs Japão
  • 24 de Junho: Holanda vs Camarões

 

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