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Kikin a festejar o golo ao Belenenses

No defeso de 2006/07, chegava ao Benfica um atacante mexicano que se pensava que pudesse ser uma enorme mais valia para o plantel encarnado: Kikin Fonseca. Com bastante crédito na América Central e tendo marcado um golo a Portugal no Mundial 2006, o internacional mexicano parecia ter tudo para vingar no Estádio da Luz, entusiasmando os adeptos das águias, que já sonhavam com muitos golos e grandes exibições. No entanto, apesar de ter deixado excelente impressão pela capacidade de luta e pela entrega no terreno de jogo, o trajecto do avançado mexicano no Benfica acabou por ser demasiado curto, pois Kikin limitou-se a marcar 3 golos em 13 jogos, regressando ao México, menos de seis meses depois.

Apareceu no La Piedad e explodiu no Pumas

Nascido a 2 de Outubro de 1979, José Francisco “Kikin” Fonseca Guzmán iniciou a sua carreira no La Piedad em 2001, onde fez 28 partidas, sendo que a maior parte delas tenham sido como suplente. No ano seguinte, trocou o La Piedad pelo Pumas, brilhando até ao final de 2004, com 24 golos em 80 jogos e excelentes exibições individuais.

Posteriormente, no início de 2005, Kikin transferiu-se para o Cruz Azul, numa das mais caras transferências de sempre do futebol mexicano. Durante época e meia, o avançado raçudo provou que o histórico clube mexicano tinha acertado na sua contratação, marcando 25 golos em 48 jogos.

Passagem fugaz pelo Benfica

O sucesso ao serviço do Cruz Azul, aliado a um bom campeonato do Mundo de 2006 ao serviço do México, levaram os responsáveis encarnados a avançarem para a sua contratação no defeso de 2006/07. Chegado ao Benfica, esperava-se muito de Kikin Fonseca, mas o certo é que o atacante mexicano apesar de demonstrar ser um atacante com qualidades, como a enorme entrega, a raça e a mobilidade, nunca foi capaz de se revelar aquilo que os benfiquistas mais esperavam dele, um goleador.

De facto, em época e meia, Kikin Fonseca marcou 3 golos em 13 jogos, sendo dois deles num desafio para a Taça de Portugal diante do Oliveira do Bairro. Curiosamente, os três golos que marcou (o outro foi diante do Belenenses para o campeonato) surgiram nos dois últimos jogos que fez pelo Benfica, dando a ideia que talvez se tenha ido embora quando se começava a adaptar ao futebol português.

Regresso ao México

Após a curta experiência encarnada, o internacional mexicano regressou ao seu país natal, tendo se transferido para o Tigres. Nesse clube, haveria de permanecer até 2011, sendo um habitual titular, mas não revelando uma média de golos por aí além, pois apenas marcou 15 em 109 jogos.

Este ano, trocou o Tigres pelo Atlante, onde soma 5 golos em 8 jogos e mantém-se como um dos bons avançados do futebol mexicano.

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O Paraguai já esteve presente em sete campeonatos do mundo, todavia, nunca conseguiu passar dos oitavos de final. Apesar de se tratar de uma das boas equipas sul-americanas, continua a viver na sombra dos gigantes de sempre (Argentina e Brasil) e, também, de uma equipa que não passa uma das melhores fases, mas que terá sempre dois títulos mundiais para se orgulhar (Uruguai). Ainda assim, a última fase de qualificação pode ser um sinal de que o Paraguai está a dar o salto para o patamar superior, pois a equipa guarani qualificou-se sem problemas de maior para a fase final, ficando mesmo à frente de equipas como a Argentina e o Uruguai. Assim sendo, veremos se, na África do Sul, o Paraguai reforça a ideia de que está, realmente, a evoluir.

A Qualificação

O Paraguai não teve quaisquer problemas em apurar-se para o campeonato do mundo, terminando a zona sul-americana de qualificação na terceira posição com uma vantagem de nove pontos sobre a primeira equipa que não se apurava directamente (Uruguai).

Durante o seu percurso, os guaranis obtiveram resultados vistosos como a vitória no Chile (3-0) e na Colômbia (1-0) e o facto de não terem perdido um único jogo diante dos argentinos (1-1 e 1-0).

Assim sendo, tratou-se de uma qualificação justíssima e, até, surpreendentemente fácil para a selecção paraguaia.

Zona sul-americana – Classificação

  1. Brasil 34 pts
  2. Chile 33 pts
  3. Paraguai 33 pts
  4. Argentina 28 pts
  5. Uruguai 24 pts
  6. Equador 23 pts
  7. Colômbia 23 pts
  8. Venezuela 22 pts
  9. Bolívia 15 pts
  10. Peru 13 pts

O que vale a selecção paraguaia?

Apesar de terem perdido um dos maiores obreiros da qualificação, Cabañas, um atleta que foi baleado na cabeça e que, apesar de sobreviver, teve de terminar a sua carreira futebolística, os paraguaios têm uma equipa de qualidade e com talento suficiente para discutir o apuramento para os oitavos de final.

Mais do que uma equipa cheia de estrelas, o Paraguai tem no colectivo a sua principal arma, pois é um conjunto muito unido e homógeneo, em que todos os elementos sabem muito bem o que têm de fazer dentro de campo.

No último reduto, o Paraguai conta com um guarda-redes seguro e experiente: Villar. Depois, apresenta um quarteto defensivo com uma dupla de centrais muito competente e quase insuperável nos lances de um contra um (Paulo da Silva-Júlio Cáceres) e dois defesas laterais com missões preferencialmente defensivas, que garantem o equilíbrio táctico do Paraguai, Cañiza, à esquerda, e Darío Verón, à direita.

No meio campo, a equipa guarani costuma actuar com um duplo-pivot composto por Ortigoza e Santana. Tratam-se de dois box to box, que atacam e defendem com a mesma competência, tendo, ambos, uma curiosidade, nasceram na Argentina. Depois, nas alas, o Paraguai deverá utilizar Riveros, na esquerda, e Barreto na direita. Apesar de não serem alas puros, adaptam-se muito bem a essa posição, tendo ainda a capacidade de fazerem muito bem as diagonais para o centro de forma a criarem situações de desequilíbrio nas defesas contrárias.

Por fim, as principais estrelas da equipa estão no ataque e são, claramente, a dupla Óscar Cardozo-Valdez. Estes dois atletas são o complemento um do outro, pois Valdez é um atacante móvel, rápido e desequilibrador, enquanto o Tacuara é um elemento mais fixo e que serve de referência atacante no esquema guarani. No entanto, a equipa paraguaia não fica por aqui em termos de poder ofensivo, pois, no banco, conta ainda com o atacante do Dortmund: Barrios e o experiente avançado do Manchester City: Roque Santa Cruz.

O Onze Base

Partindo do princípio que o Paraguai deverá apresentar um 4-4-2 conservador com laterais defensivos e falsos alas, o onze deverá ser o seguinte: Villar (Valladolid) na baliza; Cañiza (Léon), Paulo da Silva (Sunderland), Júlio Cáceres (Atl. Mineiro) e Darío Véron (Pumas) na defesa; Riveros (Cruz Azul), Santana (Wolfsburgo), Ortigoza (Argentinos Juniors) e Barreto (Atalanta) no meio campo; Cardozo (Benfica) e Valdez (Dortmund) no ataque.

Classificação – Previsão “A Outra Visão”

Inferior à selecção azzurra e bastante superior à Nova Zelândia, o Paraguai deverá discutir o segundo posto e consequente apuramento para os oitavos de final com a Eslováquia. Tratam-se de duas equipas de qualidade muito similar e será, por certo, um duelo muito intenso.

Calendário – Grupo F (Mundial 2010)

  • 14 de Junho: Paraguai vs Itália
  • 20 de Junho: Paraguai vs Eslováquia
  • 24 de Junho: Paraguai vs Nova Zelândia

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