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P. Mendes não tem substituto à altura

O novo treinador do Sporting chegou aos leões sob bons auspícios devido ao bom trabalho que desempenhou no Paços de Ferreira e do V. Guimarães, ainda que, ao serviço dos vimarenenses, tenha falhado o acesso à Liga Europa na última jornada, após perder, em casa, diante do Marítimo.

No entanto, os adeptos do Sporting ansiavam por um treinador mais conceituado, tendo ainda dificuldade em compreender a contratação de um treinador promissor para substituir outro treinador (Carlos Carvalhal) que, na verdade, preenchia exactamente os mesmos recursos de Paulo Sérgio, mas tinha uma experiência ligeiramente superior.

Ainda assim, foi dada a Paulo Sérgio alguma margem de manobra e o benefício da dúvida, percebendo-se que o novo treinador dos leões iria apostar num esquema: 4-4-2 clássico, algo que, valha a verdade, já não era utilizado pelo Sporting ou, inclusivamente, por um treinador de um grande português há uma boa quantidade de anos.

Durante a pré-época, o Sporting ainda se destacou, nomeadamente diante de equipas inglesas que, por estarem com os índices físicos bastante baixos (O Manchester City, então, jogava a passo) e por, tradicionalmente, darem bastantes espaços aos adversários, permitiram boas exibições aos verde e brancos.

Contudo, com o início da temporada e, principalmente, com a lesão do pêndulo do meio-campo (Pedro Mendes), percebeu-se que o Sporting iria ter muitas dificuldades na imposição do seu esquema de jogo e isso ficou notório pela dificuldade com que o Sporting superou o FC Nordsjaelland e o Brondby nas eliminatórias da Liga Europa e pela forma como perdeu em Paços de Ferreira.

Neste momento, após a derrota e, acima de tudo, a forma como os leões perderam no Estádio da Luz, confirmei uma série de ideias que devem preocupar os Sportinguistas:

  1. O Sporting não tem um substituto para Pedro Mendes, o único jogador que é capaz de funcionar como verdadeiro trinco, recuperando bolas e, ao mesmo tempo, ser fundamental na transição defesa-ataque.
  2. A dupla Maniche-André Santos é curta num 4-4-2 clássico, aparentando ser macia no processo defensivo e, ao mesmo tempo, faltando-lhe capacidade de se estender no relvado de forma a evitar uma grande distância entre os sectores. Em 4-2-3-1, essa situação é ligeiramente disfarçada, mas, ainda assim, sente-se sempre alguma falta de fibra no centro do meio campo do Sporting.
  3. O Sporting não tem um verdadeiro goleador neste momento, pois Liedson está num momento de forma deplorável e, aos 32 anos, já não é elemento para actuar sempre os 90 minutos, tendo de ser poupado em algumas partidas, onde poderia funcionar como arma secreta e entrar numa fase do jogo em que o adversário já está desgastado e mais propício a falhas.
  4. Os mecanismos de jogo do Sporting, ou ausência deles, são assustadores, sendo mesmo aflitivo ver o Sporting ter uma grande quantidade de posse de bola e, depois, ser incapaz de fazer uma jogada com conta peso e medida, limitando-se a trocar o esférico da esquerda para a direita, num vai e vem que alguns adeptos leoninos apelidam de “táctica do barco”, pois a bola vai variando de um flanco para o outro até os adeptos ficarem enjoados.
  5. Depois, a equipa leonina é de tracção defensiva, raramente arriscando, o que lhe poderá garantir bons resultados quando se coloca em posição de vencedora, pois defende razoavelmente bem em bloco baixo, mas raramente lhe garantirá triunfos quando sofre o primeiro golo da partida. Na verdade, o Sporting já esteve a perder por três vezes esta temporada e, em todos os jogos (Brondby (em casa), P. Ferreira (fora) e Benfica (fora)), acabou derrotado, sendo incapaz, inclusivamente, de marcar um único golo nesses encontros.
  6. Por fim, o critério da escolha do onze é sempre bastante dúbio, pois, por vezes, alguns jogadores fazem boas exibições e, no jogo seguinte, ou vão para o banco ou nem sequer são convocados. Um bom exemplo disso, foi a interessante exibição diante do Lille de Zapater, Postiga, Vukcevic e Salomão e o que é que aconteceu? Todos foram premiados com a ausência do onze no encontro diante do Benfica.

Por isto e muito mais, percebe-se que Paulo Sérgio tem de dar uma volta ao futebol do Sporting e, a partir dos jogadores que tem, tentar dotar o futebol leonino de maior intensidade competitiva e maior fluidez no processo ofensivo. Nesse seguimento, era importante que fizesse algumas alterações no onze base, que, pelo que conheço do plantel leonino deveriam ser as seguintes:

  1. Jogar, normalmente em 4-2-3-1 e usar o 4-4-2 losango como esquema alternativo.
  2. Optando pelo 4-2-3-1, usar o duplo-pivot: Zapater-Pedro Mendes, Maniche-Pedro Mendes ou, inclusivamente, André Santos-Pedro Mendes, mas o ex-Rangers tinha de jogar sempre que estivesse em condições para isso. Na ausência dele, a preferência teria de ser sempre para Zapater, que, não sendo a escolha ideal, é muito mais dotado para recuperador de bolas do que qualquer dos outros elementos.
  3. No esquema 4-2-3-1, pelo menos um dos extremos tem de flectir para o centro de forma a impedir que o ponta de lança fique sozinho na frente. Na minha opinião, o jogador ideal para o fazer é Vukcevic, que, aproveitando o pendor ofensivo que João Pereira imprime ao flanco direito, poderia ser letal nas diagonais para o centro.
  4. Continuando neste esquema, Matias Fernandez deveria ser o elemento a jogar nas costas do atacante, sendo que Postiga, pela sua inteligência táctica e boa ocupação de espaços, também seria uma boa opção.
  5. Em 4-4-2 losango, as alas deviam ser entregues a Maniche à direita (a sua experiência no posicionamento poderia permitir liberdade às subidas de João Pereira) e, na esquerda, a opção deveria tender em Valdés ou Salomão, os jogadores mais parecidos com extremos no plantel do Sporting.
  6. Neste mesmo esquema, os dois avançados deveriam variar nestas três duplas: Liedson-Vukcevic (a ideal, pois ambos são muito móveis e jogam bem no espaço.), Liedson-Postiga ou, inclusivamente, Vukcevic-Postiga.
  7. Por fim, principalmente em jogos em casa, a equipa tem de arriscar quando está a perder, sendo que, em 4-2-3-1, a opção terá de ser sempre a saída do parceiro de Pedro Mendes ou, na ausência do ex-Rangers, de Zapater para entrar outro atacante. Normalmente, estas alterações fazem-se quando o adversário abdicou do ataque e, assim, trata-se de um risco calculado e que não coloca em causa o equilíbrio táctico da equipa.

Na minha sincera opinião, este é o caminho para que o Sporting possa, até ao mercado de Janeiro, manter-se na luta pelas competições em que está envolvido sem que fique, invariavelmente, afastado das mesmas devido a maus jogos e, acima de tudo, pobres exibições. Veremos se Paulo Sérgio tem a capacidade de perceber o que está mal e de emendar os erros, enquanto ainda tem tempo.

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Em 1982, a Argélia escandalizava o Mundo após vencer a República Federal da Alemanha por duas bolas a uma. Jogadores como Madjer ou Assad tornavam-se conhecidos do grande público e percebeu-se que, pela primeira vez, uma equipa magrebina podia passar à segunda fase do Mundial. Contudo, após perderem com a Áustria, acabaram eliminados após uma estranha vitória germânica diante dos austríacos por uma bola a zero. Nesse jogo, ambas as equipas não forçaram, pois sabiam que aquele resultado apurava as duas para a 2ª fase. Assim, a Argélia despediu-se do campeonato do mundo, mas o perfume daquele futebol perdurou até hoje, à espera que, um dia, volte a renascer. Veremos se esse dia chegará, este ano, na África do Sul…

A Qualificação

A Argélia teve uma caminhada muito difícil para a África do Sul. Na 2º Fase, integrada no Grupo 6, a Argélia sofreu bastante para se impor a Gâmbia e Senegal, superando esses dois rivais por apenas um ponto.

Depois, na 3ª Fase, num grupo com Egipto, Zâmbia e Ruanda, os argelinos chegaram ao último jogo (no campo do Egipto) a precisarem de perder por menos de dois golos para se apurarem para o campeonato do mundo. No entanto, nesse desafio, acabaram por sofrer o 2-0 no minuto 95, ficando as duas selecções norte-africanas empatadas em diferença de golos e confronto directo.

Assim sendo, argelinos e egípcios tiveram de fazer um desempate, no Sudão, para decidir quem iria ao Mundial. Aí, os argelinos foram mais felizes, vencendo por 1-0 (golo de Yahia) e apurando-se para o Mundial sul-africano.

2ª Fase: Grupo 6 – Classificação

  1. Argélia 10 pts
  2. Gâmbia 9 pts
  3. Senegal 9 pts
  4. Libéria 3 pts

3ª Fase: Grupo C – Classificação

  1. Argélia 13 pts
  2. Egipto 13 pts
  3. Zâmbia 5 pts
  4. Ruanda 2 pts

Playoff

Argélia 1-0 Egipto

O que vale a selecção argelina?

A equipa esteve bem na última Taça de África, onde alcançou as meias finais e tem alguns elementos de qualidade como o médio-ala Matmour e o trinco Yebda. Ainda assim, integrada num grupo com Inglaterra, Estados Unidos e Eslovénia, a Argélia parece ser a selecção mais frágil do agrupamento.

A equipa magrebina costuma jogar num esquema de 3-4-3, com três centrais competentes (Bougherra-Halliche-Yahia), mas que podem ter dificuldades diante de selecções com avançados rápidos e fortes no um contra um. Apesar de terem sofrido poucos golos na fase de qualificação (8 em 12 jogos), irão, no Mundial, encontrar um nível de exigência muito maior e, como não são centrais muito rápidos, poderão criar um grave problema à selecção argelina.

Por outro lado, o meio campo é, provavelmente, o ponto mais forte da equipa magrebina. Costumam jogar com um duplo pivot (Yebda-Mansouri) que sabe defender e atacar com a mesma qualidade e, também, com dois alas muito rápidos: Belhadj (à esquerda) e Matmour (à direita). Os dois alas são muito criativos, criando bastantes situações de desequilíbrios e, principalmente no caso de Belhadj, também defendem muito bem, dando alguma segurança defensiva à Argélia.

Por fim, no ataque, as raposas do deserto apresentam dois jogadores plenos de mobilidade: Djebbour (avançado esquerdo) e Ziani (avançado direito)  e, também, um ponta de lança finalizador: Ghezzal. Apesar de tanto Djebbour como Ziani jogarem nas alas, veremos provavelmente o avançado esquerdo mais no apoio a Ghezzal e Ziani a funcionar, muitas vezes, como quinto elemento do meio campo, transformando o esquema argelino em 3-5-2.

Globalmente os argelinos têm uma equipa de alguma qualidade, todavia, o seu esquema bastante ofensivo, a fragilidade dos centrais no jogo pelo chão e alguma indisciplina táctica deverão condenar os magrebinos ao último lugar do Grupo C.

O Onze Base

A equipa argelina deve, tal como foi dito anteriormente, apresentar um esquema em 3-4-3 com Gaouaoui (ASO Chief) na baliza; Bougherra (Rangers), Halliche (Nacional) e Yahia (Bochum) na defesa; Yebda (Portsmouth) e Mansouri (Lorient) como duplo pivot, Belhadj (Portsmouth) como ala esquerdo, Matmour (Borussia M’Gladbach) como ala direito; e três avançados: Djebbour (AEK), Ghezzal (Siena) e Ziani (Wolfsburgo).

Classificação – Previsão “A Outra Visão”

Aparentemente, os argelinos deverão ser favoritos a ocuparem o último lugar do Grupo C. No entanto, se o seleccionador Rabah Saadane conseguir limar algumas arestas e tornar as raposas do deserto um pouco mais matreiras, poderão surpreender eslovenos e, quiçá, até os norte-americanos. Ainda assim, a possibilidade disso acontecer é muito reduzida

 Calendário – Grupo C (Mundial 2010)

  •  13 de Junho – Argélia vs Eslovénia 
  •  18 de Junho – Argélia vs Inglaterra 
  •  23 de Junho – Argélia vs EUA

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Ninguém levava muito a sério esta equipa norte-americana, pois justificava-se o terceiro lugar de 1930 pelo amadorismo que, na época, imperava e a presença nos oitavos de final em casa (1994), pelo facto do país organizador ter sempre uma “mãozinha” da FIFA. Curiosamente, seriam os portugueses os primeiros a perceber que os americanos eram uma selecção de respeito, quando no primeiro jogo do Mundial 2002, perderam com os EUA (2-3). Esse jogo foi, na verdade, o ponto de viragem do futebol americano, que chegaria aos quartos de final desse campeonato do mundo. A partir daí, os “yankees” passaram a ser vistos como uma das boas selecções do panorama mundial e, até, conseguiram resultados muito interessantes como terem sido finalistas da Taça das Confederações 2009 (perderam a final com o Brasil 2-3) após eliminarem a actual campeã europeia: Espanha…

A Qualificação

Tal como o México, os EUA não costumam ter dificuldades em apurar-se na fácil zona de qualificação da CONCACAF. Ainda assim, há que registar os bons resultados conseguidos pelos americanos nas diversas fases de apuramento.

Na 2ª Fase, diante da fraquinha selecção dos Barbados, apuraram-se com um agregado de 9-0 e, na terceira fase, defrontando Cuba, T. Tobago e Guatemala, apuraram-se com cinco vitórias e apenas uma derrota, sendo que esta, diante de T. Tobago (1-2), surgiu quando já tinham o apuramento garantido.

Por fim, na 4ª e última fase, defrontaram México, Honduras, Costa-Rica, El Salvador e T. Tobago e cometeram a proeza de vencerem o grupo, provando que já discutem o título de melhor equipa da CONCACAF com os mexicanos. Nesta fase, ganharam seis jogos, empataram dois e apenas perderam no México (1-2) e na Costa-Rica (1-3).

2ª Fase – Eliminatória

Estados Unidos 8-0 Barbados / Barbados 0-1 Estados Unidos

3ª Fase – Grupo 1

  1. Estados Unidos 15 pts
  2. T. Tobago 11 pts
  3. Guatemala 5 pts
  4. Cuba 3 pts

4ª Fase – Grupo Final

  1. Estados Unidos 20 pts
  2. México 19 pts
  3. Honduras 16 pts
  4. Costa-Rica 16 pts
  5. El Salvador 8 pts
  6. T. Tobago 6 pts

O que vale a selecção norte-americana?

Não sendo gigantes do futebol mundial e, provavelmente, sem condições de colocar em causa a superioridade inglesa no Grupo C, os Estados Unidos têm, seguramente, melhor equipa que eslovenos e argelinos.

O guarda-redes (Tim Howard) é competente e uma voz de comando para um quarteto defensivo seguro e regular, onde se destacam o lateral esquerdo do West Ham: Spector e o central do Milan: Onyewu.

No meio campo, que deve jogar em losango, destaque para a enorme qualidade dos alas: Beasley e Dempsey, que, apesar de jogarem como interiores, são extremos por natureza e, por isso, irão procurar sempre os desequilíbrios pelos flancos. Clark (o trinco) e Bradley (o médio ofensivo) são competentes, mas não têm a qualidade dos seus parceiros do miolo.

Por fim, na frente, actua uma magnífica dupla de avançados e que combina muito bem: Landon Donovan e Altidore. O companheiro de Beckham nos LA Galaxy (Donovan) é um avançado rápido, tecnicista e que é muito bom na movimentação táctica, enquanto o atacante do Hull City (Altidore) é forte, possante, finaliza bem e, acima de tudo, desgasta muito os defesas contrários.

Globalmente, podemos concluir que os americanos têm uma equipa de qualidade e que poderá, muito bem, surpreender como aliás já fez na Taça das Confederações.

O Onze Base

É quase certo que os norte-americanos irão utilizar o esquema de 4-4-2 em losango e com o seguinte onze: Howard (Everton) na baliza; Um quarteto defensivo com Spector (West Ham), na esquerda, Bornstein (Chivas USA), na direita, e Onyewu (Milan) e Bocanegra (Rennes) como dupla de centrais; Ricardo Clark (Frankfurt) como trinco, Beasley (Rangers) como ala esquerdo, Dempsey (Fulham) como ala direito e Bradley (Borussia M’Gladbach) como 10; Donovan (LA Galaxy) como avançado centro e, a ponta de lança, Altidore (Hull City).

Classificação – Previsão “A Outra Visão”

Num grupo em que o favoritismo vai, na totalidade, para os ingleses, é bastante previsível que os norte-americanos se superiorizem às outras selecções do grupo (Eslovénia e Argélia). Sendo superiores tanto no capitulo técnico como táctico e físico, a europeus e magrebinos, os “yankees” deverão alcançar o segundo lugar e consequente apuramento para os oitavos de final.

Calendário – Grupo C (Mundial 2010)

  • 12 de Junho: EUA vs Inglaterra
  • 18 de Junho: EUA vs Eslovénia
  • 23 de Junho: EUA vs Argélia

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