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Krankl era um verdadeiro goleador

Krankl era um verdadeiro goleador

O mais fantástico futebolista austríaco das décadas de 70 e 80 foi Hans Krankl, ponta de lança que semeou o pânico pelas defesas europeias essencialmente com a camisola do “seu” Rapid de Viena, mas também do Barcelona e da selecção austríaca. Muito forte fisicamente, era um verdadeiro “panzer”, que desgastava os defesas e tinha como principal imagem de marca um fulminante pontapé que lhe garantiu quase 500 golos ao longo da sua carreira.

Um símbolo do Rapid de Viena

Nascido a 14 de Fevereiro de 1953 em Viena, Áustria, Johann “Hans” Krankl iniciou a sua carreira em 1970 no Rapid de Viena, tendo representado o gigante da capital austríaca até 1978, isto com uma curta passagem pelo Wiener AC (1971/72) por empréstimo.

Nesse percurso pelo Rapid de Viena, são impressionantes os números do goleador austríaco, com este a somar 21 golos em 1972/73; 42 em 1973/74; 18 em 1974/75; 27 em 1975/76; 35 em 1976/77; e 42 em 1977/78.

Nessa última temporada, 41 desses mesmos tentos foram apontados apenas e só no campeonato austríaco, algo que permitiu ao ponta de lança ganhar a Bota de Ouro e dar o salto para o colosso Barcelona.

Uma grande época na Catalunha

A sua passagem pelo Barcelona ficou marcada essencialmente pela primeira temporada, a de 1978/79, quando Hans Krankl somou 36 golos em 40 jogos, sendo que 29 dos mesmos foram na Liga Espanhola, algo que permitiu-lhe consagrar-se como o melhor marcador da prova.

Infelizmente para Krankl, um grave acidente de carro acabou por prejudicar-lhe a restante carreira no futebol espanhol, sendo que o internacional austríaco apenas somaria mais 20 jogos e nove golos nas duas temporadas seguintes, isto com um empréstimo ao First Vienna, pelo meio.

A meio de 1980/81, o ponta de lança percebeu que o melhor seria um regresso às origens e voltou ao Rapid de Viena, onde haveria de actuar até 1985/86, sendo que o golo voltou a ser uma constante para Krankl, que apontou 16 golos no retorno, seguido de 23 golos em 1981/82; 36 em 1982/83; 26 em 1983/84; 30 em 1984/85; e 20 em 1985/86.

Muitos títulos na carreira

Depois do Rapid Viena, Hans Krankl ainda representaria o Wiener Sportclub (1986 a 88), Kremser (1988/89) e Salzburgo (1989/90), mas é inegável que os seus tempos de maior glória haviam ficado pelo Rapid Viena e pela sua primeira época de sonho no Barcelona.

Afinal, o ponta de lança, pelo Rapid Viena, conquistou dois campeonatos austríacos e quatro taças da Áustria, sendo ainda de lembrar a final da Taça das Taças perdida em 1984/85 para o Everton (1-3). Já no Barcelona, o atacante conquistou a Taça das Taças em 1979, numa vitória sobre o Fortuna Dusseldorf (4-3) em que Krankl até marcou um dos golos, isto sem esquecer a Taça do Rei em 1981.

Pelo meio, 34 golos em 69 internacionalizações pela Áustria e vários títulos individuais, como a já mencionada Bota de Ouro, mas também os quatro títulos de melhor marcador da Bundesliga austríaca, um título de melhor marcador da Liga Espanhola e cinco distinções de melhor jogador austríaco do ano. Uma verdadeira lenda.

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Beric é um goleador esloveno

Beric é um goleador esloveno

Um dos mais promissores pontas de lança do actual espectro dos menos mediáticos campeonatos europeus é o internacional esloveno Robert Beric, jovem de 23 anos que vai evoluindo nos austríacos do Rapid Viena.

Trata-se de um futebolista nascido a 17 de Junho de 1991 em Krsko, Eslovénia, e que passou por emblemas modestos como o Krsko e Interblock, do seu país natal, isto antes de rumar ao bem mais conhecido Maribor, em 2010.

Sucesso no clube de Zahovic

No emblema que tem Zlatko Zahovic como director desportivo e que foi adversário do Sporting na edição 2014/15 da Liga dos Campeões, Robert Beric assumiu-se como um ponta de lança promissor, tendo tido a sua verdadeira época de explosão em 2012/13, quando somou 20 golos em 51 jogos

Esse excelente desempenho, aliás, valeu-lhe o salto para a Liga Austríaca e para o Sturm Graz, tendo somado 42 jogos e 12 golos pelo emblema da Estíria, isto antes de nova mudança de ares, desta feita para o bem mais emblemático Rapid Viena.

Nesse clube da capital austríaca, e em apenas meia temporada, Robert Beric já leva 13 golos em 17 jogos do campeonato local, em números que lhe permitem ser actualmente o melhor marcador da prova.

Um verdadeiro “nove”

Robert Beric é um ponta de lança possante de 188 cm e 80 quilos, sendo essa fisionomia permite-lhe ser um verdadeiro martírio para os defesas contrários, isto no capítulo do desgaste, mas não o impede, ao mesmo tempo, de ser um jogador relativamente móvel e rápido.

Onde se destaca preferencialmente, ainda assim, é na sua função de “matador”, aparecendo quase sempre no sítio certo para finalizar, sendo especialmente letal de pé direito, que prefere a eficácia a adornos excessivos.

Com uma técnica apreciável e sabendo gerir na perfeição a linha de fora de jogo, o internacional esloveno está talhado para actuar na posição “nove” como principal referência ofensiva, ainda que seja indiferente para o seu desempenho se actua ao lado de um avançado mais móvel num esquema com dois atacantes ou sozinho num 4x3x3 ou 4x2x3x1.

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Bimbo Binder era sinónimo de golos

O maior goleador e mito do futebol austríaco é um histórico avançado do Rapid de Viena que ficou eternamente conhecido por “Bimbo” Binder. Internacional por 20 vezes, foi peça fundamental do mítico “Wunderteam”, grande equipa austríaca que acabou por ter existência mais curta do que o esperado devido ao “Anschluss” (anexação da Áustria pela Alemanha Nazi). Avançado-centro à moda antiga, tratava-se de um ponta de lança que passeava pelas zonas ofensivas com uma quase exagerada tranquilidade, mas cujo futebol se resumia a uma mera e simples formalidade: marcar golos, muitos golos…

Uma carreira inteira no Rapid Viena

Nascido a 1 de Dezembro de 1911, Franz “Bimbo” Binder iniciou a sua carreira futebolística em 1930, tendo actuado sempre no mesmo clube (Rapid Viena) até ao final da sua carreira em 1949.

Durante esse período, o ponta de lança austríaco marcou 1006 golos em 756 jogos, um registo impressionante que lhe dá uma média de 1,33 golos por jogo. Para além disso, Bimbo Binder é dos poucos jogadores a marcarem mais de 1000 golos no Mundo do futebol, estando ao lado de lendas como Gerd Müller ou Pelé.

Vencedor de quatro campeonatos austríacos e, curiosamente, de um campeonato alemão e uma Taça da Alemanha (o Rapid Viena disputava competições germânicas na altura em que a Áustria foi anexada pela Alemanha), Bimbo Binder foi ainda o melhor marcador do campeonato austríaco em 1933, 1937 e 1938 e do campeonato alemão em 1939, 1940 e 1941.

Internacional austríaco e… alemão

Bimbo Binder foi internacional austríaco por 19 vezes (16 golos) e alemão por nove ocasiões (10 golos), tendo, dessa forma, se assumido como goleador com as duas camisolas.

Apesar de tudo, o magnífico ponta de lança nunca disputou nenhuma grande competição internacional, fosse pela Áustria ou pela Alemanha, sendo essa uma das poucas lacunas que tem na sua carreira futebolística.

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Deni Alar é uma grande promessa austríaca

Acabou de assinar pelo Rapid Viena, um talentoso avançado-centro que pode vir a ser um dos grandes avançados do futebol austríaco: Deni Alar.

Nascido a 18 de Janeiro de 1990 em Zeltweg, Áustria, é filho de um antigo futebolista croata (Goran Alar) e iniciou a sua carreira nas camadas jovens do FC Zeltweg com apenas seis anos

Nesse modesto clube da quinta divisão austríaca, estreou-se profissionalmente com apenas 15 anos, tendo marcado, entre 2004 e 2007, 28 golos em 39 jogos.

Ascensão meteórica no espectro do futebol austríaco

Em 2007, com dezassete anos de idade, trocou o FC Zeltweg pelo mais representativo Leoben, clube onde começou a actuar pela formação secundária, mas rapidamente chegou à primeira equipa, ainda que apenas tenha feito quatro golos em 49 jogos, nos cerca de dois anos em que representou o Leoben

Posteriormente, em 2009, trocou o Leoben pelo Kapfemberger, clube onde explodiu verdadeiramente na actual temporada, marcando 16 golos em 36 jogos e auxiliando o clube austríaco a manter-se na Bundesliga.

As boas exibições do ponta de lança ao serviço do Kapfemberger, valeram-lhe uma transferência para o Rapid Viena, clube que irá representar a partir da temporada 2011/12.

Avançado muito oportuno e frio a finalizar de pé esquerdo

Deni Alar é um avançado-centro possante e veloz, que se desmarca muito bem, sendo muito perigoso em lances de contra-ataque. Com 1, 85 metros, é um ponta de lança que marca bastante presença na área, sendo difícil de marcar pela forma como protege o esférico e roda rapidamente para finalizar.

Frio e eficaz, é muito forte no capítulo da concretização, tendo um pé esquerdo de boa qualidade e que é capaz de fazer golos de rara beleza.

Habituado a jogar numa equipa modesta e talhada para o contra-ataque, Deni Alar adaptar-se à facilmente a um 4x4x2 ou 4x3x3, pois tanto pode jogar sozinho como ponta de lança mais fixo, ou mais solto num esquema de dois avançados.

Neste momento, com apenas 21 anos, é um jogador para seguirem com atenção num dos próximos desafios do Rapid de Viena ou da selecção austríaca de sub-21.

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Polga foi decisivo na vitória 100 dos leões na Europa

Se os leões, em casa, diante do Lille, mostraram as garras, vencendo por 1-0 e conquistando o primeiro lugar no Grupo C da Liga Europa, os dragões, numa Viena coberta de neve, não se ficaram atrás, aquecendo os corações dos portistas com mais uma vitória (3-1) e consequente primeiro lugar no grupo L. Graças a este posicionamento, Sporting e FC Porto serão cabeças de série no sorteio dos 16/final, situação que, em teoria, será benéfico para as equipas portuguesas. Para além deste factor, estes excelentes resultados de leões e dragões, aliado às prestações de Benfica e Sp. Braga na Liga dos Campeões, já garantiram 9,400 pontos a Portugal, o que nos coloca em terceiro lugar no ranking UEFA referente a esta temporada e mantém-nos no sexto lugar do ranking UEFA referente às últimas cinco épocas. Se mantivermos este posicionamento até ao final desta temporada, conseguiremos colocar três equipas na Liga dos Campeões 2012/13.

Sporting 1-0 Lille

Em Alvalade, o Sporting não fez uma exibição de encher o olho, mas venceu, justamente, um Lille que também não mostrou muito em Lisboa.

Durante a primeira parte, os leões foram quase sempre a melhor equipa, ainda que tenham jogado de forma algo lenta e sem qualquer criatividade. Nesses primeiros quarenta e cinco minutos, o Sporting acabou por fazer um golo, por Anderson Polga (28′), ver um cabeceamento do mesmo Polga embater no poste e ser-lhe negado um claro penálti sobre Hélder Postiga. O Lille, que se pode queixar da ilegalidade do golo de Polga (Postiga tocou com a mão na bola antes desta chegar aos pés do central brasileiro), pouco fez durante o primeiro período, com excepção para alguns cabeceamentos perigosos de Túlio de Melo.

Na segunda parte, o Sporting, sabendo que o empate lhe garantia o apuramento, recuou linhas e convidou a equipa francesa a assumir o controlo do jogo. Durante esses segundos quarenta e cinco minutos, com maior ou menor dificuldade, os leões conseguiram suster os ímpetos do Lille e, assim, conquistar a vitória 100 em jogos das competições europeias.

Rapid Viena 1-3 FC Porto

Em Viena, a enfrentar um forte nevão e um campo a roçar o impraticável, o FC Porto voltou a mostrar o seu poderio e venceu o Rapid por 3-1, num jogo em que, injustamente, teve de esperar pelos últimos minutos para garantir o triunfo.

Entrando forte e parecendo imune às más condições atmosféricas, o FC Porto foi esbanjando oportunidades até que, aos 39 minutos, contra a corrente do jogo, Trimmel fez o 1-0 para os austríacos.

O FC Porto, porém, reagiu de pronto e, depois de Varela ter desperdiçado um golo feito, o inevitável Falcao (42′) não falhou uma oportunidade sozinho perante o guarda-redes local e repôs a igualdade no desafio.

Na segunda metade, parecendo satisfeitos com a igualdade, os azuis-e-brancos recuaram ligeiramente e o jogo tornou-se menos interessante do que nos primeiros quarenta e cinco minutos. Ainda assim, após a entrada de Belluschi, o FC Porto voltou a assumir as rédeas do jogo e, após um aviso de Guarín (79′), Falcao (86′) colocou o FC Porto em vantagem no marcador.

Até final, ainda houve tempo para o 3-1, novamente da autoria do avançado colombiano que, assim, completou o hat-trick. Com esta vitória, o FC Porto garantiu, tal como o Sporting, a liderança no seu agrupamento.

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Moisés e Braga por terra após mais um golo sofrido

O percurso dos clubes portugueses nas provas da UEFA continua bastante bom e a prova disso é que, neste momento, Portugal lidera o ranking UEFA desta temporada com 5.200 pontos. Essa situação faz com que no combinado dos cinco últimos anos estejamos num sexto lugar que, a ser mantido até ao final da época, colocará Portugal com três equipas na Liga dos Campeões 2012/13. Nesta última ronda europeia, tirando o desastre bracarense (goleados no terreno do Arsenal por seis a zero), tudo correu pelo melhor, com o Benfica a vencer o Hapoel Telavive (2-0) na Luz, o FC Porto a vencer o Rapid Viena (3-0) no Dragão e o Sporting, mesmo com uma equipa de segunda linha, a vencer no sempre complicado terreno do Lille (2-1).

Benfica 2-0 Hapoel Telavive

Como se esperava, não foi fácil a estreia encarnada na Liga dos Campeões desta temporada. No Estádio da Luz, diante de uma aguerrida equipa israelita, o Benfica começou mesmo por beneficiar da não marcação de um penalti sobre Schechter, com o resultado a zero. Ainda assim, a equipa encarnada nunca se desuniu e soube ser paciente, acabando por embalar numa exibição segura e que resultou numa vitória justíssima por 2-0, graças aos golos de Luisão (21′) e Cardozo (67′).

Arsenal 6-0 Sp. Braga

O desastre dos bracarenses na sua estreia oficial na fase de grupos da “Champions” foi algo que, para quem está habituado a ver o Braga jogar, carece de explicação simples. Os arsenalistas entraram muito nervosos no jogo e pareceram nunca se adaptar às rápidas trocas de bola da equipa inglesa, uma das melhores da Europa nesse aspecto. Assim sendo, o avolumar do resultado acabou por ser uma consequência lógica desse factor, terminando o duelo com uma vitória do Arsenal por seis bolas a zero, graças aos golos de Fábregas (9′ e 53′), Arshavin (30′), Chamakh (33′) e Carlos Vela (69′ e 84′). Um resultado pesado, mas que acabou por ser justo, tal a superioridade da equipa londrina.

Lille 1-2 Sporting

Com a deslocação à Luz no horizonte, os leões preferiram usar uma equipa de segunda linha em França, talvez por entenderem que, neste acessível grupo da Liga Europa, uma derrota em Lille seria facilmente recuperável. Curiosamente, numa equipa com vários estreantes como Torsoglieri e Diogo Salomão e com alguns jogadores com poucos minutos como Zapater, o Sporting soube fazer uma exibição segura em que, na primeira parte, o contra-ataque foi letal, resultando nos golos de Vukcevic (11′) e Postiga (34′) e que, na segunda metade, foi de grande segurança defensiva, apenas resultando num golo sofrido (Frau, aos 57 minutos), num lance em que Tiago teve algumas culpas. Assim sendo, mesmo com uma espécie de equipa B, os leões entraram da melhor forma na Liga Europa e abriram excelentes prespectivas, tando de alcançarem o apuramento como de vencerem este agrupamento.

FC Porto 3-0 Rapid Viena

A equipa portista não teve qualquer dificuldade de vencer o frágil Rapid Viena na sua estreia na fase de grupos da Liga Europa. Diante de uma equipa que havia surpreendido o Aston Villa no playoff de acesso a esta competição, o FC Porto não deu quaisquer veleidades e acabou por alcançar uma vitória gorda, mas que até peca por escassa, tal a superioridade evidenciada pelos dragões durante todo o encontro. Rolando (26′), Falcão (65′) e Rúben Micael (77′) fizeram os golos de uma justíssima e seguríssima vitória azul e branca.

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Wetl no Sturm Graz

A 18 de Setembro de 1996, o FC Porto deslocou-se à Luz para a segunda mão da Supertaça Cândido de Oliveira, trazendo, das Antas, uma magra vantagem de um golo (havia vencido 1-0). A vantagem parecia curta e previa-se um jogo difícil na Luz, todavia, numa exibição espectacular, os dragões acabaram por conseguir uma histórica vitória por cinco bolas a zero, num jogo em que tudo correu bem aos azuis e brancos e até permitiu a um desconhecido austríaco marcar um golo de antologia, daqueles que se conseguem uma vez na vida. O seu nome? Arnold Wetl.

Nascido a 2 de Fevereiro de 1970, Wetl iniciou a sua carreira no Sturm Graz com apenas 18 anos, permanecendo no clube da Estíria por oito temporadas, ou seja, até 1996. No Sturm Graz, onde conquistou uma Taça da Áustria, o austríaco havia conseguido grande destaque individual, chegando à selecção nacional e marcando 41 golos em 160 jogos pelo clube da Áustria. Podendo jogar na posição oito ou, inclusivamente, na posição 10, Arnold Wetl era considerado um dos mais talentosos jogadores do futebol austríaco e, assim, parecia uma aposta segura do FC Porto para a época 1996/97.

A sua chegada aos dragões foi discreta e os primeiros tempos ao serviço do FC Porto também, até que apareceu aquele jogo no Estádio da Luz em que Wetl, já com o resultado em 3-0, fez, com um remate de fora da área, um golo de antologia que só parou no fundo da baliza de Michel Preud’Homme.

Esse golo animou os adeptos portistas que pensaram que, afinal, aquele discreto austríaco podia ser um jogador muito importante para o clube azul e branco, todavia, se a temporada correu bem ao FC Porto (foi campeão nacional), o mesmo não se pode dizer em relação a Arnold Wetl, pois este acabou a época com apenas 11 jogos feitos e um golo, esse mesmo que marcou no Estádio da Luz.

Assim sendo, foi sem surpresa que acabou dispensado no defeso, regressando à Áustria para, desta feita, vestir a camisola do Rapid. Em Viena fez quatro temporadas de bom registo individual (96 jogos e 9 golos), mas com um registo fraco em termos colectivos, pois Wetl não conseguiu qualquer tipo de título nos vienenses.

Acabada a experiência no Rapid Viena, Wetl ainda esteve três épocas no Sturm Graz e duas no FC Gratkorn, onde jogou sempre com regularidade, mas onde andou constantemente afastado dos títulos colectivos. Curiosamente, ao longo da sua longa carreira, o internacional austríaco (esteve presente no Mundial 1998) só conquistou um título de campeão, o tal de 1996/97 ao serviço do FC Porto.

Neste momento, retirado do futebol profissional há quatro temporadas, Wetl ainda deve mostrar aos amigos o vídeo do golo que marcou na Luz, talvez o momento de maior fama da longa carreira do discreto austríaco.

Reveja esse tento no vídeo abaixo

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