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Um dos adversários do FC Porto na fase de grupos da Liga dos Campeões é um clube ucraniano que tem construído um nome forte no futebol europeu nos últimos anos, tendo, inclusivamente, conquistado a Taça UEFA em 2008/09, o Shakhtar Donetsk. Contudo, apesar da fama internacional ser recente, trata-se de um clube que conquistou o seu espaço mesmo no tempo da União Soviética, vencendo quatro Taças da URSS e sagrando-se vice-campeão soviético por duas ocasiões. Equipa que já defrontou o Boavista, Benfica, Sporting e Sporting de Braga nas competições europeias, irá, agora, defrontar o FC Porto pela segunda ocasião numa prova da UEFA, depois de ter sido eliminado pelos dragões na Taça das Taças de 1983/84 (2-3 e 1-1).

O Shakhtar actua no bonito Donbass Arena

Quem é o Shakhtar Donetsk?

O clube ucraniano foi fundado a 24 de Maio de 1936 e o seu primeiro grande momento no futebol soviético foi em 1951, quando o Shakhtar conquistou o terceiro lugar no campeonato nacional da URSS. Após esse feito, a equipa só voltaria a ter algum impacto nos anos 60, quando conquistou a Taça da URSS por duas ocasiões (1961 e 1962) e perdeu a final em 1963. Nessa altura, as boas campanhas na taça fizeram com que o clube de Donetsk ficasse conhecido como “equipa de taça.”

No entanto, após esse sucesso do início dos anos 60, a equipa ucraniana apenas voltou a ter impacto no seio do futebol soviético no final dos anos 70, quando foi terceira classificada do campeonato da URSS em 1978 e segunda classificada em 1979. Esse sucesso manter-se ia nos anos 80, com o Shakhtar a conquistar duas taças da URSS (1980 e 1983) e a perder outras duas finais da prova (1985 e 1986).

Após a queda da União Soviética, o Shakhtar Donetsk, juntamente com o Dínamo de Kiev, assumiu-se como um dominador do futebol ucraniano, somando seis campeonatos da Ucrânia, sete taças ucranianas e três supertaças, para além de ter conquistado a Taça UEFA em 2009 (2-1 ao Werder Bremen na final).

Na época passada (2010/11), o Shakhtar Donetsk conquistou a dobradinha do futebol ucraniano, juntando o campeonato à taça da Ucrânia.

o romeno Mircea Lucescu é o treinador do Shakhtar

Como joga?

É difícil falar do Shakhtar Donetsk como uma equipa ucraniana, pois o clube mineiro conta com uma grande influência brasileira no seu conjunto, nomeadamente do meio-campo para a frente onde conta com cinco jogadores canarinhos (Fernandinho, Dentinho, Jádson, Luiz Adriano e Eduardo, este, apesar de tudo, internacional croata) de grande talento.

De facto, o conjunto de Donetsk apresenta um futebol de grande qualidade técnica e de transições rápidas defesa/ataque, contando ainda com uma defesa de boa qualidade e onde imperam jogadores frios e eficientes como os internacionais ucranianos: Chygrinskiy (defesa-central) e o guarda-redes Pyatov, assim como os laterais Srna (internacional croata) e Rat (internacional romeno).

Esta noite, o onze provável da equipa ucraniana, esquematizado em 4x4x2, não deve andar muito longe do seguinte: Pyatov; Srna, Chygrinskiy, Kryvtsov e Rat; Mkhitaryan, Fernandinho, Jádson e Dentinho; Eduardo e Luiz Adriano.

Jádson é internacional brasileiro

Quem é que o FC Porto deve ter debaixo de olho? Jádson

O mais vistoso futebolista do meio-campo do Shakhtar Donetsk é o internacional brasileiro Jádson, um elemento de grande técnica e imaginação que os dragões devem saber controlar.

Nascido a 5 de Outubro de 1983 em Londrina, Brasil, Jádson Rashid Rodrigues da Silva Radzif iniciou a sua carreira no Atlético Paranaense em 2003, tendo permanecido no clube canarinho entre 2003 e 2005 e efectuado 65 jogos (21 golos) nesse período de tempo.

Em 2005, o então promissor centro-campista brasileiro mudou-se para a Ucrânia, onde, desde essa data, representa o Shakhtar Donetsk. Na equipa ucraniana, já efectuou 163 jogos (39 golos) e conquistou inúmeros títulos, sendo cinco campeonatos da Ucrânia, duas taças ucranianas e uma Taça UEFA os principais triunfos.

Médio-ofensivo de grande talento individual, é um jogador com um baixo centro de gravidade, o que lhe permite driblar os adversários com facilidade e mestria. Rápido e com boa visão de jogo, trata-se de um dos principais cérebros do futebol ofensivo dos mineiros, sendo imperioso para o FC Porto tê-lo constantemente debaixo de olho.

Golo de Derlei eliminou os ucranianos em 2008/09

Confrontos com equipas portuguesas em provas da UEFA

Taça das Taças 1983/84: FC Porto vs Shakhtar Donetsk 3-2 e 1-1 (apurado FC Porto)

Taça das Taças 1997/98: Boavista vs Shakhtar Donetsk 2-3 e 1-1 (apurado S. Donetsk)

Liga dos Campeões 2007/08: Benfica vs Shakhtar Donetsk 0-1 e 2-1 (Benfica seguiu para a Taça UEFA, S. Donetsk eliminado)

Liga dos Campeões 2008/09: Shakhtar Donetsk vs Sporting 0-1 e 0-1 (Sporting apurado, S. Donetsk seguiu para a Taça UEFA)

Liga dos Campeões 2010/11: Sporting de Braga vs Shakhtar Donetsk 0-3 e 0-2 (Sp. Braga seguiu para a Taça UEFA, Shakhtar apurado)

As possibilidades do FC Porto

Na minha opinião, o Shakhtar Donetsk é o principal adversário do FC Porto neste Grupo G, sendo claramente a equipa mais dura que os azuis-e-brancos vão defrontar nesta fase da prova.

Em termos de qualidade de plantel, ambas as equipas equivalem-se, ainda que os azuis-e-brancos tenham a vantagem de terem maior experiência internacional que o conjunto ucraniano, ainda que essa diferença se tenha vindo a esbater nos últimos tempos.

Assim sendo, favoritismo reduzido para os portistas que terão de ter imenso cuidado e serem extremamente profissionais para superarem este difícil obstáculo.

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Lacazette salvou o Benfica

Um golo de Alexandre Lacazette, perto do final do Lyon-Hapoel Telavive e que garantiu o empate (2-2) à equipa gaulesa, foi decisivo para que o Benfica se mantivesse nas competições europeias, pois os encarnados, em casa, num jogo muito pobre, perderam por duas bolas a uma com o Schalke 04. No outro jogo que aos clubes portugueses disse respeito, o Sp. Braga lutou muito em Donetsk, mas foi incapaz de alcançar um bom resultado, acabando vergado a uma derrota por duas bolas a zero. De qualquer maneira, mesmo que vencesse, só se apuraria para os oitavos de final caso o fizesse por quatro golos, pois o Arsenal, em casa, cumpriu a missão e despachou o Partizan por três bolas a uma.

Benfica 1-2 Schalke 04

Na Luz, os encarnados fizeram, claramente, um dos piores jogos da época. Sem alma, sem ideias e sem concentração, o Benfica foi quase sempre inferior ao Schalke na primeira metade, sendo que a desvantagem mínima (0-1), graças a um golo de Jurado (20′) até era um resultado lisonjeiro perante a pobreza da exibição das águias.

Na segunda metade, o Benfica subiu ligeiramente de produção, contudo, continuou a ser muito pouco para importunar seriamente o clube alemão. Ainda assim, Aimar ainda teve uma excelente oportunidade para empatar, mas, isolado perante Neuer, atirou ao lado da baliza.

Aos 81 minutos, Höwedes fez o 0-2 e deu o golpe fatal na águia que, sabendo que o Lyon perdia, em casa (1-2), começava a estar dependente de um golo dos franceses para continuar em prova.

Assim sendo, e apesar da redução de Luisão (87′), o golo mais festejado na Luz foi mesmo o de Lacazette, pouco depois, que garantiu o empate ao Lyon e, mais do que isso, o apuramento dos encarnados para a Liga Europa. Um apuramento triste, depois de uma campanha para esquecer do Benfica na “Champions”

Shakhtar Donetsk 2-0 Sp. Braga

Terminou a campanha bracarense na Liga dos Campeões e é justo dizer-se que terminou de forma honrosa, porque os arsenalistas, na sua estreia na prova, terminaram o Grupo com nove pontos, o que é de louvar.

Na Ucrânia, a equipa bracarense nunca se lançou de forma maluca para o ataque, preferindo jogar um jogo conservador, na esperança que os ucranianos cometessem um erro e rezando para que o Arsenal, no Emirates, não vencesse o Partizan.

O sonho tornou-se mais claro ao minuto 52, quando Cléo empatou a partida no Emirates (1-1), nesse momento bastava um golo, fosse do Braga ou do Partizan para que os bracarenses seguissem em frente na prova.

No entanto, entre o minuto 73 e 77, o Arsenal marcou por duas vezes e colocou-se a vencer por (3-1) e os arsenalistas, talvez conscientes desse facto, perderam um pouco da concentração nos minutos finais e acabaram vergados a dois golos dos ucranianos, apontados por Rat (79′) e Luiz Adriano (83′).

Apesar da derrota, o Sp. Braga tem razões para festejar, pois além do muito dinheiro que ganhou na competição, assegurou a posição de cabeça de série no próximo sorteio da Liga Europa.

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