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Posts Tagged ‘Raúl Meireles’

o duelo Ronaldo vs Messi começa a ser nefasto para o futebol português.

Final do Barcelona-Real Madrid. Portugueses saltam para as redes sociais e ruas para festejar (ou reclamar) do resultado do jogo mais importante do futebol espanhol. “Tudo tem a ver com Portugal”, pensei. Afinal, de um lado estavam os fãs de Cristiano Ronaldo, José Mourinho e da legião portuguesa dos merengues, enquanto do outro estão os que não gostam do perfil algo arrogante do treinador português e do melhor jogador português da actualidade. Apesar de achar que a mente lusitana deveria estar mais preocupada com o final do campeonato português e com os jogos dos nossos clubes, dei o desconto… Até ontem.

Ontem era dia de Barcelona-Chelsea, jogo importantíssimo, imperdível. De um lado, um barça que jogava muito da sua época após ficar praticamente arredado da possibilidade de conquistar a liga espanhola, enquanto do outro, o Chelsea, tinha a hipótese de chegar à segunda final da “Champions” da sua história, numa temporada em que, valha a verdade, as coisas não tem lhe saído como era desejável.

Apurou-se o Chelsea com muito sofrimento à mistura, mas o que mais confusão me fez foi o final da partida. Mesmo com Raúl Meireles e Bosingwa na equipa londrina, a felicidade de alguns pelo Chelsea ter superado os catalães não era por estarem a torcer pelos portugueses da equipa londrina, mas, ao invés, por poderem se congratular com um desaire dos “culés.” “Adeptos do Real Madrid”, pensei imediatamente. Do outro lado da barricada, as virgens ofendidas, que empunhavam a espada do “tiki-taka” e de como a vitória “blue” podia significar algo de muito perigoso para o futebol moderno… “Adeptos do Barcelona”, pensei, preocupado…

E estou verdadeiramente preocupado. Preocupado por aquilo que pode ser um futuro muito sombrio para um crescente futebol português que, lembre-se, está no quinto lugar do ranking UEFA de clubes, não falha uma competição internacional de selecções desde 1998 e tem dos melhores jogadores e treinadores do Mundo.

Transtornado porque os portugueses começam a preocupar-se mais com o Real Madrid e o Barcelona do que com o Benfica, FC Porto e Sporting. Porque alguns já preferem ver os duelos internacionais que a nossa liga e, pior, porque já ficam mais felizes ou tristes quando os catalães ou merengues vencem ou perdem do que se fosse com o clube deles…

Este paradigma poderá fazer com que as crianças de hoje cresçam a preocupar-se mais com a “La Liga” ou outro campeonato internacional, que cheguem a adolescência a ver o Barcelona e o Real Madrid e que quando lhes perguntem o seu clube, não saia um natural clube nacional, mas, ao invés, um “Hala Madrid” ou um “Visca el Barça.”

Este fenómeno, natural em países nórdicos, pois estes, com um historicamente fraco campeonato nacional, sempre olharam com atenção redobrada para o campeonato inglês, começa a enraizar-se perigosamente em Portugal, bastando para isso que se olhe para os “facebooks” deste país que insiste na auto-flagelação, mesmo em aspectos em que somos bons, como é claramente o futebol. Se esta ideia prevalecer, o futuro, são estádios cada vez mais vazios, clubes com cada vez menos dinheiro e uma espiral de auto-destruição que pode voltar a devolver o futebol português aos primórdios da sua história, que é como quem diz os 9-1 da Áustria e os 9-0 da Espanha.

No meio disto tudo, o Sporting, amanhã, joga um dos jogos mais importantes da sua vida, podendo alcançar a terceira final europeia da sua história. Contudo, por mais triste que este pensamento seja, temo que os portugueses continuem demasiado preocupados em discutir a eliminação do Barcelona e o resultado do Real Madrid-Bayern de hoje…

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A equipa do Euro 2000 deixou saudades

Amanhã, Portugal joga uma cartada decisiva na possibilidade de estar presente no Euro 2012. De facto, basta (quando ouço este basta fico sempre a tremer…) empatarmos na Dinamarca para conquistarmos o quinto apuramento consecutivo para uma fase final de um campeonato da Europa. Um feito de registo, mas que mesmo que seja alcançado, não nos pode afastar de problemáticas que muito nos devem preocupar.

Sei que poderei ser polémico no que vou dizer a seguir, mas, no actual momento, a selecção das Quinas não passa de uma boa equipa. Ideia que por vezes é mascarada pelo facto de contarmos com um dos dois grandes futebolistas do actual contexto futebolístico: Cristiano Ronaldo.

Na realidade, tirando esse fora de série e alguns jogadores acima da média como Fábio Coentrão, Pepe e Nani, Portugal é uma mistura entre bons jogadores e atletas que roçam mesmo a mediania, estando bastante longe das grandes equipas das duas décadas anteriores. Compare-se, por exemplo, os médios Paulo Sousa, Rui Costa e Figo com Raúl Meireles, João Moutinho e Carlos Martins? Aliás, mesmo eternos suplentes de outras gerações como Pedro Barbosa, entrariam de caras no actual meio-campo das quinas.

Neste momento, apenas na lateral-esquerda me parece que Portugal evoluiu verdadeiramente, tendo mantido a qualidade nos flanqueadores ofensivos e, talvez, no centro da defesa, isto, claro, se ainda houvesse Ricardo Carvalho…

O mais incompreensível, na minha opinião, é mesmo a queda acentuada num sector onde sempre fomos fora de série, que é o meio-campo. Há poucos dias, estava a olhar para a selecção da Bélgica (equipa que não vai a uma fase final de uma grande competição desde 2002) e a pensar: Será a tripla Witsel-Fellaini-Defour inferior a Meireles-Moutinho-Martins? E se sair do meio-campo… Lukaku não será melhor que Postiga ou Hugo Almeida? e Kompany e van Buyten não estarão ao nível de Pepe e Bruno Alves?

O futuro não é risonho e o crescente número de jogadores estrangeiros nos três grandes (já nem o Sporting escapa) não irá melhorar o panorama nos próximos tempos. Podemos ter ficado muito orgulhosos com o vice-campeonato mundial de sub-20, mas aquela equipa era uma equipa operária e de pouco talento individual, e, para além disso, não se vislumbra muito espaço para que estes jogadores evoluam convenientemente no campeonato indígena.

Se tudo correr bem, estaremos no Euro 2012 e, pelo grupo de qualificação e por ainda haver Nani e Cristiano Ronaldo na plenitude das suas capacidades, provavelmente estaremos no Mundial 2014 e no Euro 2016 (o alargamento para 24 equipas praticamente o garante), mas, depois de 2016, temos de começar a preparar-nos para algo a que já não estávamos habituados: a ausência dos grandes palcos futebolísticos.

Pode ser que tudo mude e que apareçam vedetas como cogumelos nos próximos tempos, mas, pelo andar da carruagem, é pouco provável que assim seja, restando-nos pensar muito bem neste “futuro” e começar-nos a preparar para tempos em que uma simples qualificação para uma grande competição internacional era festejada como se de uma conquista de um campeonato do Mundo se tratasse…

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Berbatov foi o herói da jornada

Desde que se formou a nova Premier League, que apenas três jogadores tinham marcado cinco golos na mesma partida e, no passado fim-de-semana, foi a vez de Dimitar Berbatov se juntar a esta restrita elite. O Manchester United recebeu, venceu e humilhou o Blackburn por expressivos 7-1, com 5 golos do avançado búlgaro. A juntar a isto, o facto de que esta vitória valeu o primeiro lugar isolado. Esta situação, pode também ser um incentivo extra para o futuro próximo, pois avizinham-se jogos complicados para os homens de Alex Ferguson, nomeadamente os confrontos com Arsenal e Chelsea. Quanto ao jogo, não há muito a dizer, como se pode adivinhar pelos números foi um domínio absoluto do Manchester.

Em Villa Park, os locais parecem um pouco longe da forma que apresentaram na época passada, encontrando-se num modesto e um tanto desconfortável décimo quinto lugar. Defrontaram o Arsenal e acabaram por dar aos visitantes 45 minutos de avanço que estes aproveitaram para marcar 2 golos. Já na segunda parte, apareceram com outra disposição e quase faziam ao Arsenal o mesmo que o Tottenham. O resultado final de 2-4 não espelha as dificuldades que os Gunners passaram, valeram-lhes os primeiros 45 minutos e alguma eficácia nos segundos. Depois de uma semana amarga, com a derrota frente aos Spurs seguida de outra frente ao Braga, voltaram aos resultados positivos e estão colados ao Chelsea em segundo lugar.

No Manchester City mais do mesmo, com mais um empate e uma exibição pouco convincente. Em casa do Stoke, tiveram muitas dificuldades na etapa inicial e podem mesmo dar-se por satisfeitos pelo nulo ao intervalo. A segunda parte foi mais equilibrada com oportunidades para os dois lados. O City acabaria mesmo por marcar, aos 81 minutos, por Micah Richards e parecia ter sentenciado o jogo. No entanto, os homens da casa não baixaram os braços e, nos nove minutos que lhes restaram, marcaram o golo do empate. Teria sido muito injusto se o City tivesse levado os 3 pontos. Mancini que se cuide, pois esta equipa está muito longe do potencial que tem.

White Hart Lane, 90 minutos, Tottenham e Liverpool empatados a 1 golo após Martin Skrtel, defesa do Liverpool ter marcado os dois golos e Jermain Defoe ter falhado um penalti. Tudo parecia indicar um empate num jogo emotivo e de futebol espetáculo. Errado, Lennon já em tempo de descontos, trás injustiça ao jogo e marca o segundo para o Tottenham. A haver um vencedor seria o Liverpool que esteve muito perdulário. Mais uma boa exibição de Raúl Meireles que visou várias vezes a baliza adversária, parecendo estar a crescer a importância do português no Liverpool. Esta vitória deixa os Spurs ainda na luta pelo título.

Finalmente, o Chelsea, de visita a Newcastle onde a equipa local recém promovida tem dado bem conta de si. A provar o anterior, ficou a exibição e o resultado frente aos actuais campeões: 1-1. Na verdade, foi mais um empate decepcionante e comprometedor para Ancelotti que vê o primeiro lugar a fugir-lhe para os rivais de Manchester. Muito pouco fez esta equipa perante um Newcastle bem arrumado e combativo, valendo Kalou para evitar males maiores. Para quem parecia fugir isolado no inicio de época, tudo parece ter mudado em pouco tempo, não só o Chelsea perdeu a liderança mas parece ter perdido também a motivação. A ver vamos como seguirá a corrida para o título.

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Defoe foi decisivo na reviravolta dos spurs

Com apenas seis pontos a separar as 6 primeiras equipas, o campeonato está ao rubro. No entanto isto deve-se mais ao demérito dos habituais candidatos que à competitividade da liga. Todas os favoritos esta época têm perdido, pode-se mesmo dizer com uma certa frequência, com equipas notoriamente inferiores. As casas de apostas é que beneficiam.

Comecemos pelo Arsenal, que perdeu com o Tottenham. Ora o Tottenham não se insere no grupo das equipas “notóriamente inferiores“, mas depois de estar a ganhar por 2-0 em casa e deixar que o adversário dê a volta, quando a vitória significaria o primeiro lugar, não é normal. Uma entrada de rompante por parte dos gunners valeu-lhes 2 golos em 30 minutos e os spurs, meios surpreendidos e totalmente subjugados. Na segunda parte, com a entrada do recuperado Jermaine Dafoe, tudo se inverteu. A produção ofensiva do Tottenham aumentou e a sorte também e com 3 golos sem resposta venceram em casa do Arsenal pela primeira vez em 17 anos.

Ancelotti parece estar a colecionar recordes negativos esta época da mesma forma que colecionou positivos na época passada. Há mais de 4 anos que o Chelsea não perdia dois jogos seguidos, todavia, com a derrota em Birmingham no passado fim-de-semana e a derrota caseira no anterior frente ao Sunderland, isso voltou a acontecer. Para piorar a situação, perdeu com equipas “notóriamente inferiores“. Pela positiva, esta última derrota foi injusta e só um Ben Folster inspirado e a defender tudo, em conjunto com muito azar causaram tal derrota. Já se começa a falar de o lugar de Ancelotti estar em perigo, afinal isto do futebol viver exclusivamente de resultados pode ser bastante ingrato.  No final, a derrota do Chelsea por 1-0 fez com que o Manchester o apanhasse. Os dois clubes partilham agora o primeiro lugar com os mesmos pontos.

Manchester United, Manchester City e Liverpool obteram três vitórias naturais e fáceis. Manchester United em casa contra o Wigan venceu e bem por 2-0. Dois destaques neste jogo: primeiro, para o regresso de Rooney. Depois da saga que começou com um amuo, passou por uma ameaça e acabou com uma renovação de contracto fazendo dele o jogador mais bem pago do mundo. Será que ele merece? Segundo destaque e este de grande importância, o United alcançou o Chelsea no primeiro posto passando tambem o Arsenal. De certeza que será um bom tónico para os tempos que se seguem.

Com Mancini e a sua equipa em altos e baixos de forma, esta vitória frente à equipa do antecessor do italiano era, por si só, embora ninguém o admitisse, um duelo particular. A jogar fora contra uma equipa tradicionalmente dificil, a vitória acabou por chegar naturalmente. Começaram cedo os citizens com um golo por Tevez logo aos 6 minutos e so terminaram aos 56 com o quarto. Depois relaxaram e permitiram ao Fulham o seu tento de honra. 1-4 foi o resultado final.

Do Liverpool o que dizer? Depois do pior começo de época em varias dezenas de anos, lá vão devagar mas com segurança, recuperando na tabela. O West Ham, que se encontra em último lugar, era a equipa ideal para testar este Liverpool sem Steven Gerrard. O capitão dos reds vai estar afastado dos relvados por um mês. Sabem quem preencheu o lugar? E razoalvelmente bem? Nem mais nem menos que Raúl Meireles, jogou finalmente na posição que mais gosta, ao centro. Uma primeira parte demolidora elevou o resultado a 3-0 com a uma segunda parte demasiado relaxada que deixou tudo igual à primeira. Quando já se faziam apostas em que o Liverpool ia descer de divisão esta época, eis que já se encontram a apenas 9 pontos dos primeiros. Não está nada mau, embora ainda aquém das ambições de um clube da sua grandeza.

Por último o destaque para a equipa sensação este ano, o Bolton. Recebeu e venceu facilmente o Newcastle, que tem vindo a fazer uma boa época tendo em conta que na temporada passada militava no escalão inferior. 5-1 é um resultado que fala por si. O Bolton está, para já, muito seguro nos lugares da Europa, em quinto lugar, e apenas a 6 pontos dos dois primeiros.

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Sunderland fez a festa em Londres

A grande surpresa da última jornada em Inglaterra foi a derrota caseira do Chelsea frente ao Sunderland, maior ainda por ter sido por 0-3. O facto do Chelsea já não perder em casa desde Março e o Sunderland, em confrontos com os londrinos de Stamford Bridge, não pontuar há nove anos, tudo derrotas, deixava os visitantes com as probabilidades de vitória  nas apostas em 1/14.

Mas há mais a dizer, os homens de Ancelotti apenas esboçaram uma tentativa de domínio no inicio da partida e depois foram incapazes de contrariar os forasteiros. O Sunderland controlou o jogo e materializou esse controlo com três golos sem resposta. O todo poderoso Chelsea volta assim a ter uma exibição aquém do esperado e relança a corrida para o título. Perde terreno e sente já a pressão dos perseguidores.

O Liverpool que vinha a encetar uma recuperação muito boa, acabou por ser travado mais uma vez. Em casa do Stoke City, Raúl Meireles e companhia pareciam não estar preparados para a partida. Os da casa jogaram mais e melhor e nunca pareceram estar em risco de perder, ou sequer empatar. Apesar de já estarem em melhor posição e de obviamente ser muito difícil, nesta liga, ganhar sempre, esperava-se um pouco mais do Liverpool. Dois golos sem resposta, um no inicio e outro no fim da segunda parte, e as duas equipas seguem agora com os mesmos pontos no meio da tabela.

No Villa Park a 20 minutos do fim o jogo estava empatado a zero. Uma partida dividida, entre Aston Villa e Manchester United, onde os visitantes entraram a dominar e durante meia hora ameaçaram marcar por diversas vezes. Os da casa, com 9 jogadores indisponíveis, equilibraram e passaram também eles a criar perigo. E assim foi até aos 70 minutos, oportunidades de parte a parte, embora nesta fase um maior domínio do Aston Villa. Consequência? Em 3 minutos marcaram 2 golos. Primeiro de grande penalidade aos 72 minutos e outro aos 75 minutos. Um quarto de hora para jogar e a tarefa dos homens de Alex Ferguson parecia gigantesca, mas a inspiração dos red devils, levou-os a encostar o adversário na defesa e a reduzirem aos 80′ e empatarem aos 84′. Grande partida de futebol e muita emoção, no entanto, o Manchester acaba o fim-de-semana ultrapassado pelo Arsenal e está agora em terceiro a 3 pontos do primeiro.

Em Liverpool mas em casa do Everton, os blues, sem perder há sete jogos, recebiam o Arsenal que lutava para se aproximar do Chelsea e passar o Manchester United. O jogo foi, tal como esperado, muito renhido. Grandes oportunidades de parte a parte e sem nenhuma das equipas a evidenciar um dominio sobre a outra. Sagna com um potente remate de ângulo apertado abriu o marcador, ainda na primeira parte, e Fabregas pouco depois do reatamento aumentou a vantagem. O Everton viu-se obrigado a reagir e a atacar. David Moyes passou a jogar com 3 atacantes resultando numa série de oportunidades. No entanto, o melhor que conseguiu foi, ao cair do pano, reduzir para 1-2.

No Manchester City a pressão aumentou. Mancini viu a sua equipa empatar em casa contra o Birmingham e paira novamente no ar a incerteza da sua continuidade. Contra uma equipa da metade inferior da tabela, os da casa foram incapazes de quebrar a barreira defensiva. Com um futebol pouco atraente, os visitantes também não ajudaram, pois vieram para defender, sem soluções o empate acaba por se ajustar. Os citizens estão agora em quarto, mas com exibições muito decepcionantes. Espera-se muito mais desta equipa de estrelas.

O campeonato está neste momento muito emotivo, a tabela classificativa está muito compacta e com constantes alterações. O ponto comum este ano tem sido a de nenhuma equipa se estar a destacar. No início, o Chelsea parecia querer deixar todos para trás mas as 3 derrotas que sofreu voltam a coloca-los a escassos pontos dos perseguidores. O Arsenal parece estar a acertar mais mas, ainda assim, sem convencer muito. Os dois de Manchester estão a apostar na tentativa de pontapé na crise, mas sem grandes resultados. Tudo em aberto com muito campeonato pela frente.

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Torres foi decisivo na vitória "red"

Torres foi decisivo na vitória "red"

Premier League é um campeonato de emoções, normalmente fortes, e esta época não é excepção. No passado fim-de-semana, com algumas surpresas, eis que na frente está novamente tudo mais equilibrado, podendo-se mesmo dizer que neste momento existem 4 legítimos candidatos ao título. Mas vamos por partes.

Na terra dos Beatles, o Liverpool jogava em casa e recebia o todo poderoso Chelsea. No preâmbulo para esta partida, tendo em conta o arranque e o momento das duas equipas, tudo apontava para uma vitória mais ou menos fácil dos homens de Ancelotti. Mas estes jogos são sempre diferentes e com Torres em forma tudo se tornou mais complicado para os visitantes. Com Drogba no banco as iniciativas atacantes pertenceram em exclusivo aos Scousers, com um fulgor que pareciam ter perdido no inicio da época. Numa equipa arrumada e muito combativa, não demorou muito para o atacante espanhol abrir o marcador, 11 minutos de jogo 1-0.

Os da casa não abrandaram o ritmo, tinham fome de bola e vontade de apagar a má imagem que até há pouco tempo mostravam. Com a posse de bola dividida quase por igual a diferença estava na eficácia, os de vermelho pareciam mais esclarecidos e acutilantes. Quase a fechar a primeira parte, com Raúl Meireles na jogada, Torres fechou o resultado com um golo de belo efeito. Na segunda parte, inevitavelmente, entrou Drogba, o Chelsea cresceu e o Liverpool apostou na defesa do resultado. As chances para os de azul surgiram mas não na quantidade desejada e muito menos com a eficácia pretendida. Reina, com um par de boas defesas, ajudado por toda a equipa manteve o 2-0. O Liverpool arrecadou os preciosos 3 pontos e relançou o campeonato.

Tim Krul parece nome de herói de ficção, mas no Emirates Stadium foi o nome do herói do Newcastle. Com o Arsenal a tentar pressionar o Chelsea na frente da tabela, com as previsões de 1/11 para a vitória dos visitantes e após a vitória dos Gunners em St. James Park, duas semanas antes para a Carling Cup, por 0-4, ninguém previa o que se iria passar. Ou melhor, tal como esperado o Arsenal dominou, muito, criou inúmeras oportunidades e, por falta de sorte e por obra de Krul, não marcou. Os Magpies, que regressaram esta época à liga principal, estão a causar sensação e o actual quinto lugar demonstra isso mesmo. Com um golo solitário e muito esforço protagonizaram a grande surpresa da jornada.

Em Old Trafford, entre lesões e crises pessoais, o Manchester United ainda não encontrou a sua melhor forma. Num jogo renhido, com uma equipa de meio de tabela (Wolverampton), a sorte acabou por sorrir a Ji-Sung Park por duas vezes e o Manchester cumpriu com o seu objectivo, ganhar. Bebé começa a ganhar algum espaço na equipa de Sir Alex Ferguson, precisamente pelas indefinições e lesões, e tem dado boa conta de si. Ainda não é uma estrela e poderá, eu diria até que de certeza, voltar a perder protagonismo pois ainda tem muito que aprender e evoluir, mas é sempre digno de nota. Quanto ao jogo, os da casa tiveram um ligeiro domínio mas só mesmo nos últimos segundos se confirmou o triunfo com o segundo golo que desfez o empate. Resultado final 2-1. O Manchester United continua assim na corrida e apenas a 2 pontos do Chelsea.

No Manchester City a pressão sobre o treinador, Roberto Mancini, começa a fazer-se sentir. Com uma série de maus resultados e a ver os lugares cimeiros a fugir, os Citizens viam-se obrigados a vencer. Numa equipa de estrelas, Balotelli, também ele uma jovem estrela, foi a figura do jogo, pelo melhor e pelo pior. Começou por dar a vantagem de dois golos que fixou o resultado final. Jogou bem embora ainda a demonstrar que é novo na equipa e sem rotina de jogo após lesão, mas ainda assim um belíssimo jogador. Depois, demonstrou mais uma vez que continua controverso e imaturo ao agredir um adversário e ser expulso. A vantagem estava contudo ganha e os da casa, West Bromwich, foram incapazes de dar a volta ao resultado.

Último destaque para o Tottenham, a equipa que na semana passada vulgarizou e venceu brilhantemente os campeões europeus em título, foi incapaz de vencer em Bolton. O resultado, 4-2, espelha um jogo competitivo e com espectáculo. Os da casa estão em boa forma esta época e chegaram mesmo aos 3-0, isto a 15 minutos do final da partida. Um melhor acerto dos Spurs neste último período, valeu-lhes 2 golos, mas mesmo a terminar seria novamente o Bolton a aumentar a vantagem e fixar o resultado. O marcador não espelha o que se passou, verdade que o Bolton dominou mas o Tottenham também esteve muito bem, apenas a falta de sorte e de inspiração os deixou sem marcar durante 79 minutos. Estas duas equipas ocupam a metade superior da tabela com os mesmos pontos.

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Nani fez golo polémico ao Tottenham

Em Old Traford disputava-se o jogo grande da jornada. O Tottenham que começou a época de uma forma mais lenta, começa agora a mostrar porque terminou em quarto na temporada passada. Os da casa dominaram como lhes competia, entraram fortes e determinados a resolver cedo. Sir Alex Ferguson quer deixar a crise para trás e parece estar a obter resultados, finalmente. Nani em excelente forma foi a figura do jogo, muito produtivo esteve presente no primeiro golo e marcou o polémico segundo.

O domínio do Manchester United não atemorizou os Spurs e estes espreitaram sempre o golo. Se o tento inicial de Vidic aos 30 minutos estimulou os visitantes, o golpe final de Nani aos 84 matou o jogo. Não só porque já não havia muito tempo para jogar, mas mais porque os homens de Redknapp se sentiram profundamente injustiçados e perderam toda a concentração. Uma excelente partida de futebol a confirmar as previsões.

Os campeões em título deslocaram-se a Blackburn e foram invulgarmente dominados. Os Rovers assumiram as despesas do jogo e lutaram para a conquista dos 3 pontos. Materializaram esse mesmo domínio com um golo aos 21 minutos. Mas os campeões mostram-se nestes momentos e mesmo sem jogar bem o Chelsea acabou por dar a volta ao resultado. Seguem isolados em primeiro lugar e são os favoritos para a conquista do campeonato.

O Arsenal, que segue na perseguição ao primeiro lugar, a jogar em casa sentiu muitas dificuldades em vencer o lanterna vermelha West Ham. Apesar do dominio natural dos Gunners, os golos não surgiam e os Hammers, a espaços, também tentavam a sua sorte. Robert Green, guarda-redes visitante, foi quase intransponível e foram precisos 88 minutos para que sofresse o único golo da partida. No final, dever cumprido, mas de forma sofrida, pelo Arsenal.

Outro jogo entre equipas em lugares opostos na tabela trouxe a surpresa da jornada. Em casa do Wolverhampton Wanderers, o Manchester City entrou a confirmar o que se esperava, uma vitória fácil. Todas a jogadas de ataque da equipa de Mancini levavam muito perigo e parecia estar a adivinhar-se uma vitória fácil. O golo de Adebayor, de grande penalidade, era o materializar do que parecia inevitável.

Após a vantagem inicial, o City pareceu descontrair-se, talvez porque o adversário ocupava um dos últimos lugares na tabela e talvez porque o seu domínio era de tal forma evidente que a vitória seria certa. Puro engano, os Wolves equilibraram e, sete minutos depois, empataram a partida. O tónico do empate resultou, os Wolves continuaram a dominar e, já na segunda parte, por intermédio de Edwards que já não marcava há 14 meses, deram a volta ao resultado. Mancini atordoado alterou a equipa e só a 15 minutos do fim voltou a dominar, tarde demais. O italiano continua a produzir resultados muito irregulares e está com o lugar mais uma vez em risco, sendo que muitos apostam na sua saída antes do final da época.

Por outro lado, o Liverpool voltou a ganhar. No Reebok Stadium, frente ao Bolton, a equipa de Raúl Meireles conquistou mais uma vitória e já se encontra mais confortável no meio da tabela. A partida pautou pelo equilíbrio, sorrindo já na recta final aos Reds. O Bolton, que tem este ano o seu melhor arranque dos últimos cinco, causou muitos problemas. Com oportunidades de parte a parte, o jogo foi emotivo e bem disputado.

Último destaque para a vitória com goleada do Newcastle, em casa, frente ao Sunderland. Outrora um dos poderosos clubes de Inglaterra, os Geordies querem voltar a ser um dos grandes. Recém promovidos após uma época no escalão inferior, têm alternado na qualidade das suas exibições. No entanto no passado fim-de-semana, com um expressivo 5-1, reviveram a glória de outros tempos e já se encontram confortavelmente em sétimo.

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