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Tomas Skuhravy com a camisola do Génova

No inverno de 1995, chegava ao Sporting um goleador checo de 30 anos, que havia brilhado com as camisolas de clubes como o Sparta Praga e Génova e, também, com a camisola das selecções da Checoslováquia e da República Checa. Rapidamente se pensou que pudesse ser a resolução para os problemas ofensivos dos verde-e-brancos, mas, na verdade, Tomáš Skuhravý limitou-se a arrastar-se no Sporting durante meia época, deixando os leões no final da época 1995/96 e o próprio futebol pouco depois disso. Se para alguns jogadores, os 30 anos podem ser o auge de uma carreira, para Skuhravý foram o princípio de um abrupto fim.

Tomáš Skuhravý nasceu a 7 de Setembro de 1965 em Přerov nad Labem na província da Boémia, actual integrante da República Checa, que na altura, fazia parte da Checoslováquia.

O avançado começou a jogar futebol aos seis anos num pequeno clube da sua cidade natal: Sokol Přerov nad Labem, permanecendo lá até 1980, quando acabou contratado pelo Sparta Praga.

No gigante da capital checa, estreou-se na equipa principal na temporada 1982/83, permanecendo lá por duas temporadas. Muito jovem, apenas fez quatro golos em duas temporadas, acabando por, naturalmente, ser emprestado a outro clube, neste caso o RH Cheb, para poder crescer como futebolista e poder reaparecer mais forte no Sparta Praga.

Na verdade, assim foi, pois Skuhravý fez duas temporadas de grande qualidade no Cheb, fazendo 17 golos em 58 jogos, percebendo-se que o avançado estava preparado para regressar ao gigante de Praga.

Entre 1986 e 1990, Skuhravy foi sempre campeão pelo Sparta Praga, conquistando, assim, quatro campeonatos seguidos, além de duas taças da Checoslováquia (1988 e 1989). Durante esse período, o avançado mostrou ser um goleador temível, apontando 55 golos em 113 jogos, numa média de quase um golo a cada dois jogos.

Esses números chamaram à atenção do Génova e, assim, em 1990, o ponta de lança checo viajou até aquele que era o melhor campeonato europeu da altura: a Série A.

No clube genovês, o sucesso colectivo não foi grande, pois o ponta de lança não conquistou qualquer título pelo Génova, contudo, individualmente, Skuhravý voltou a brilhar, marcando 59 golos em 164 jogos e sagrando-se o melhor marcador de sempre do clube italiano em jogos da Série A.

No entanto, já era um jogador claramente fora de forma e longe dos melhores tempos, aquele Skuhravý que, no inverno de 1995, se transferiu para o Sporting após um mau início de temporada no Génova.

Assim sendo, o percurso do avançado em Alvalade esteve longe de deslumbrar, com o jogador a fazer apenas quatro jogos e sem conseguir marcar nenhum golo pelos leões. Na altura, tinha apenas 30 anos, todavia, foi a prova viva que a idade ideal para o final de carreira de um jogador varia muito de atleta para atleta, pois aquele Skuhravý estava, claramente, acabado para o desporto rei. Lento, inoperante e sem qualquer pulmão, foi um dos maiores flops do Sporting.

Em Lisboa, o momento que mais pessoas recordam, foi quando, num jogo diante do Desportivo de Chaves, faltou a Luz no Municipal de Chaves numa altura em que o atacante tinha tudo para facturar.

Na temporada seguinte, ainda tentou continuar a carreira no Viktoria Žižkov, mas rapidamente percebeu que o melhor era retirar-se definitivamente do futebol.

Neste momento, o antigo ponta de lança vive em Génova, onde tem várias casas nocturnas e é comentador desportivo para uma televisão local.

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