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Posts Tagged ‘ricardo carvalho’

Pepe é o esteio da defesa nacional

A principal figura do centro da defesa de Portugal é um jogador de origem brasileira que é um dos melhores jogadores do Mundo na sua posição: Pepe. Em Portugal desde muito cedo, o luso-brasileiro tornou-se num esteio do FC Porto antes de se impor, por mérito próprio, no centro da defesa do Real Madrid, onde costuma fazer dupla com Ricardo Carvalho ou Sérgio Ramos. Excelente jogador, apenas peca pela excessiva agressividade que, por vezes, impõe nos lances e que já garantiu inúmeras expulsões e problemas com adversários, adeptos e imprensa desportiva.

Percurso Desportivo

Képler Laveran Lima Ferreira “Pepe” nasceu a 26 de Fevereiro de 1983 em Maceió, Brasil, mas transferiu-se cedo para Portugal e para o Marítimo, clube onde se estreou profissionalmente em 2001/02.

No defeso seguinte, o luso-brasileiro chegou a treinar com o Sporting, todavia, acabou por não ficar nos verde-e-brancos, regressando ao Marítimo, clube onde se assumiu como titular nas duas temporadas seguintes, efectuando 62 jogos e 3 golos.

Em 2004/05, o defesa-central transferiu-se para o FC Porto e se na primeira temporada não conseguiu se assumir como titular, tudo mudou nas duas épocas seguintes, pois, aí, Pepe foi titularíssimo e peça fundamental de um conjunto portista que haveria de ganhar dois campeonatos nacionais, uma Taça de Portugal e uma Supertaça Cândido de Oliveira.

Essas boas exibições ao serviço dos dragões tornaram-no um alvo apetecível para os grandes clubes europeus, sendo que o internacional português haveria de se transferir para o Real Madrid em 2007/08. Nesse clube espanhol, Pepe mantém-se até hoje, tendo efectuado 157 jogos (3 golos) e conquistado dois campeonatos, uma Taça do Rei e uma Supertaça espanhola.

Como joga?

Pepe é preferencialmente um defesa-central, destacando-se por ser veloz, eficaz no desarme, excelente no jogo aéreo e muito bom na marcação homem a homem. Em termos técnicos, também se trata de um jogador bastante efectivo, subindo várias vezes com a bola controlada e fazendo-o de forma positiva.

Pelas suas características, também é muitas vezes utilizado a médio-defensivo, funcionando, nessa posição, como um verdadeiro tampão da defesa, sendo que foi na selecção portuguesa que mais vezes surgiu nessa função.

O principal defeito do luso-brasileiro é, claramente, a excessiva agressividade que coloca em muitos dos lances, situação que já lhe valeu inúmeras críticas de imprensa e adversários e que já lhe valeu alguns cartões vermelhos e uma má reputação internacional.

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Mourinho deposita quase todas as esperanças de vencer o Barça em Ronaldo

Mais um duelo entre o Real Madrid e o Barcelona e, como já tem sido (quase sempre) hábito, um domínio total e incontestável dos catalães diante de uns madrilenos mais preocupados em (tentarem) não deixar o Barcelona jogar que em aproveitar os excelentes valores que têm ao dispor no seu plantel para discutirem o jogo com armas semelhantes, ou pelo menos de forma mais digna e consentânea com os históricos pergaminhos de um enorme clube como é o Real Madrid.

Ontem, em pleno Santiago Bernabéu, chegou a ser constrangedor ver a facilidade como o Barcelona trocava de forma segura a bola a todo o campo, perante uma equipa do Real Madrid que não esboçava qualquer reacção para além de recuar em bloco e tentar acertar no jogador do Barcelona que estivesse mais perto para que pudesse parar, constantemente, o ritmo de jogo da equipa de Guardiola.

Na verdade, o 1-2 chega mesmo a ser um resultado simpático, tal foi o domínio do Barça, perante um Real Madrid que apenas existiu nos primeiros quinze minutos, uma altura em que até conseguiu chegar ao golo por mérito desse grande jogador que é Cristiano Ronaldo, mas também por demérito de Piqué, que lhe abriu uma auto-estrada, e Pinto, que abordou de forma muito deficiente o remate do internacional português.

Mas a culpa desta enorme discrepância exibicional entre merengues e catalães também é de José Mourinho que, ontem, fez-me lembrar Jesualdo Ferreira e a sua eterna vontade de inventar em jogos de teor de dificuldade mais elevado, com os (maus) resultados que daí quase sempre advinham.

Perante o plantel que o Real Madrid tinha ao seu dispor para o clássico, seria previsível um onze com Casillas na baliza; um sector defensivo com Sérgio Ramos e Fábio Coentrão nas laterais e Pepe e Ricardo Carvalho no centro; um duplo-pivot no meio-campo com Lass e Xabi Alonso, Özil a “dez”, Ronaldo numa ala, Kaká na outra (ou mesmo Higuaín se quisessem outro tipo de poder de fogo) e Benzema na frente de ataque. Mesmo que quisesse ser mais conservador, havia sempre a hipótese de subir Coentrão para a ala e lançar Marcelo, passando Ronaldo para o flanco direito.

Contudo, Mourinho aproveitou para utilizar um meio-campo com três jogadores quase exclusivamente defensivos (Xabi Alonso, Lass e Pepe), surpreender tudo e todos com a utilização de Altintop na lateral direita (muito esforçado, mas sofreu pesadelos com a acção de Iniesta no seu flanco) e deixar o ataque quase exclusivamente à acção do trio Higuaín-Benzema-Ronaldo.

Durante algum tempo, a estratégia ainda foi resultando, até porque o Barça não estaria à espera de um sistema tão conservador como o utilizado pelo treinador português e, também, pela velocidade e repentismo de Cristiano Ronaldo que, como se sabe, mesmo sozinho e desapoiado, é capaz de ser extremamente perigoso se lhe derem muito espaço como foi o caso do golo que apontou.

No entanto, com o passar dos minutos, os catalães foram se habituando ao sistema e o Real Madrid deixou pura e simplesmente de existir ou, vamos lá, existia mas só do meio-campo para trás, recuado, amedrontado com as movimentações de Messi e companhia, e apenas preocupado em que o jogo terminasse o mais cedo possível.

Ainda pensei, o Real Madrid está a ganhar e isto é uma estratégia para cansar o Barça e procurar fazer o segundo golo em contra-ataque. Mas não, a equipa não esticava com o 1-0, não esticou depois de Puyol empatar a contenda e mal esboçou uma reacção após Abidal ter dado a volta ao resultado. No relvado, restava Pepe a criar conflitos em todos os lances em que intervia, simulando agressões, efectuando entradas duras e, até, pisando de forma intempestiva Messi, num lance que ainda pode custar muito caro ao internacional português.

Uma vez mais, o Real Madrid perdia um jogo com o Barcelona e, mais que isso, perdia de forma clara e sem margem para discussão, mostrando um medo do adversário que deveria envergonhar um clube que sempre foi conhecido pelo futebol atractivo praticado e por enorme cultura de futebol de ataque.

Ontem, ouvi Luís Freitas Lobo dizer que uma coisa é o Real Madrid ser campeão e outra é o Real Madrid ganhar ao Barcelona e estou completamente de acordo. O Real Madrid até poderá ser campeão perdendo todos os jogos com o Barcelona e Mourinho no final recordar que um campeonato se faz em 38 jogos e não em dois contra o Barça, mas devo dizer ao treinador português que já muitos treinadores foram despedidos no Real Madrid sendo campeões e apenas porque o futebol não era o mais apaixonante para o adepto merengue. Além disso, imagine-se que os madrilenos perdem o campeonato (pelo segundo ano consecutivo), a Taça (só um milagre salvará o Real Madrid em Camp Nou) e a Supertaça (que perderam no início da época) para o Barcelona de Guardiola? Restará a “Champions”, mas, aí, também existe Barcelona…

Mourinho tem de repensar o seu futebol e a forma como aborda estes jogos. Ninguém lhe exige nem pode exigir que jogue aberto e sem cautelas porque isso é suicídio perante a equipa catalã, mas o treinador português tem de perceber que mais do que se preocupar em anular o Barcelona, tem de se consciencializar que é necessário criar alguma coisa para vencer. Colocar essa missão exclusivamente nos ombros de Cristiano Ronaldo não é justo nem realista. O português é um fenómeno, mas é humano…

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Portugal acabou por fazer um campeonato do mundo mediano, limitando-se a cumprir com aquilo que poderíamos considerar, à partida, os serviços mínimos: alcançar os oitavos de final. Individualmente, muitos jogadores estiveram abaixo das suas capacidades, alguns acabaram por serem iguais a si próprios e outros, uma minoria, superaram todas as expectativas, acabando por fazer um excelente Mundial. Neste artigo, irei definir aqueles que, para mim, foram a surpresa, a revelação, a confirmação, a desilusão e o ausente da selecção das quinas no campeonato do mundo da África do Sul.

A surpresa – Eduardo (Guarda-Redes)

Depois da excelente prestação no campeonato do mundo, termos descoberto que o antigo guarda-redes do Sp. Braga assinou pelo modesto Génova, quando se chegou a falar da hipótese Bayern Munique, acabou por ser uma desilusão. Eduardo foi, no Mundial 2010, provavelmente o jogador mais importante da selecção nacional. Voz de comando de todo o sector defensivo, mostrou uma extraordinária elasticidade e enorme segurança entre os postes, tanto pelo chão como pelo ar. Apesar das poucas internacionalizações, Eduardo esteve sempre ao seu melhor nível, nunca se atemorizando na presença de jogadores tão credenciados como Drogba, Luís Fabiano ou David Villa, terminando o campeonato do mundo com apenas um golo sofrido. Na verdade, o ex-jogador do Sporting de Braga esteve ao nível dos melhores anos de Vítor Baía e esse é, provavelmente, o melhor elogio que lhe podemos fazer.

A revelação – Fábio Coentrão (Lateral-Esquerdo)

Chamar ao jogador do Benfica de lateral esquerdo acaba por ser uma minimização daquilo que Fábio Coentrão foi no campeonato do mundo da África do Sul. Bem trabalhado por Jorge Jesus ao longo de toda a época 2009/10, a jovem promessa apareceu no Mundial numa forma excelente e, surpreendentemente, sempre sem mostrar sob pressão, encarando os adversários de frente e, muitas vezes, servindo de exemplo de raça e querer para todos os seus companheiros. Ao longo dos desafios, Coentrão foi sempre competente a defender e, mais importante que isso, foi, quase sempre, o maior desiquilibrador que a equipa teve no flanco esquerdo. Foi uma enorme surpresa ver um jogador tão jovem fazer todo um corredor com aquela qualidade, confiança e competência, raramente tendo um deslize ou uma má opção. Depois de muitos anos a penar, os portugueses podem ficar descansados, descobriu-se um (grande) lateral esquerdo para a selecção.

A confirmação – Bruno Alves (Defesa-Central)

A qualidade do central do FC Porto esteve sempre acima de qualquer dúvida, mas temia-se pela sua agressividade excessiva que, por vezes, prejudica-lhe a ele e à sua equipa. No entanto, ao longo do campeonato do mundo, Bruno Alves foi sempre um exemplo de correcção, rigor, inteligência e segurança no sector defensivo português. Jogador habituado ao choque, foi quase sempre intransponível, provando ser o par ideal para o experiente Ricardo Carvalho, nunca perdendo a calma, nunca mostrando ser afectado pela pressão e dando sempre a ideia que, se Portugal qubrasse, nunca seria por culpa dele. Imperial tanto nas alturas como com a bola junto à relva e com uma técnica bastante boa para um defesa central de choque, Bruno Alves, aos 28 anos, merece, depois deste Mundial, um contracto com um grande clube da Europa.

A desilusão – Cristiano Ronaldo (Avançado)

Não podemos dizer que a prestação do jogador do Real Madrid foi horrivel, mas, para um jogador do seu calibre, esteve, por certo, bem abaixo daquilo que o madeirense sabe e pode fazer. Ao longo dos jogos de Portugal, Ronaldo foi utilizado tanto na ala como a ponta de lança e se nos flancos ainda deu um ar da sua graça, provou que, sozinho na frente de ataque, é peixe fora de água e pouco pode fazer para ajudar a selecção das quinas. Um golo, uma assistência, dois remates aos postes e algumas boas iniciativas acabam por ser um reflexo pálido daquilo que se esperava de Cristiano Ronaldo e acabam por provar que ainda está para chegar alguém à selecção que saiba tirar partido da plenitude do seu talento e enorme qualidade.

O ausente – Deco (Médio-Ofensivo)

Na despedida da selecção das quinas, esperava-se que o “Mágico” aparecesse ao seu melhor nível e fosse o farol das iniciativas atacantes da equipa portuguesa. Apesar de estar no ocaso da carreira, o luso-brasileiro continuava a ser um jogador com boa capacidade técnica e excelente timing de passe, o que aliado a uma frente de ataque com jogadores rápidos como Ronaldo ou Simão, podia fazer estragos nas defesas contrárias. Infelizmente, Deco apenas fez o jogo inaugural diante da Costa do Marfim, onde esteve bem abaixo do que costuma fazer, mostrando-se lento e sem ideias, um pouco como, aliás, esteve quase toda a equipa portuguesa. Após esse jogo, Deco teceu duras críticas a Queirós, queixando-se da posição em que foi colocado a jogar. Pouco depois, lesionou-se e desapareceu, sem deixar rasto, até ao final da participação portuguesa no campeonato do mundo.

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Portugal participou em quatro campeonatos do mundo e podemos dividir essas participações em dois tipos de presença: o oito e oitenta. Em 1966 e 2006, a equipa das quinas teve excelentes campanhas e apenas foi eliminado nas meias finais, terminando essas competições em terceiro e quarto lugar respectivamente. Por outro lado, em 1986 e 2002, Portugal viveu participações conturbadas com más fases de preparação e problemas graves como o Caso Saltillo (México 86) e o famigerado estágio de Macau (Japão/Coreia 2002), sendo eliminado logo na primeira fase. Agora, em 2010, a selecção lusitana irá desempatar e com atletas da qualidade de Pepe, Ronaldo, Ricardo Carvalho ou Deco, esperemos que o desempate seja para o lado das participações positivas.

A Qualificação

Esperava-se que Portugal, pela qualidade dos seus jogadores, tivesse vivido uma fase de apuramento bem mais simples do que viveu.

Integrada no Grupo 1 com Dinamarca, Suécia, Hungria, Albânia e Malta, a equipa portuguesa foi incapaz de vencer a Dinamarca (2-3 e 1-1) e a Suécia (0-0 e 0-0), tendo tido mesmo um resultado patético que passou pelo empate caseiro diante da Albânia (0-0), num jogo em que os albaneses jogaram 60 minutos com apenas dez unidades.

Ainda assim, as vitórias diante da Hungria (3-0 e 1-0), Malta (4-0 e 4-0) e na Albânia (2-1), aliadas a uma mediana campanha dos suecos, permitiu aos lusos assegurarem o segundo lugar no agrupamento e o consequente apuramento para o playoff.

Defrontando a Bósnia nesse duelo decisivo, Portugal acabou por garantir o acesso ao Mundial 2010 graças a dois triunfos pela margem mínima (1-0), mas com exibições bem díspares. No primeiro jogo, em casa, Portugal foi feliz na vitória, pois os bósnios viram os postes devolverem-lhes três remates. Por outro lado, no segundo encontro, em Zenica, a equipa das quinas fez um excelente jogo e o 1-0 até acabou por ser um resultado lisonjeiro para os bósnios, tal o número de oportunidades falhadas pela selecção portuguesa.

Em suma, foi com uma campanha irregular e sinuosa que os portugueses se apuraram para o campeonato do mundo.

Grupo 1 – Classificação

  1. Dinamarca 21 pts
  2. Portugal 19 pts
  3. Suécia 18 pts
  4. Hungria 16 pts
  5. Albânia 7 pts
  6. Malta 1 pt

Playoff

Portugal 1-0 Bósnia / Bósnia 0-1 Portugal

O que vale a selecção portuguesa?

Em termos individuais e mesmo com as ausências por lesão de Bosingwa e Nani, Portugal tem uma equipa de grande qualidade, recheada de elementos habituados à alta roda do futebol europeu. No entanto, a principal preocupação para a equipa técnica portuguesa passa por criar um colectivo forte e tirar melhor partido de alguns elementos que, quando jogam na selecção, não costumam render ao nível do que fazem nos seus clubes como Ronaldo ou Liedson.

A equipa das quinas deve apresentar Eduardo na baliza, um guarda-redes globalmente seguro, mas algo instável nos cruzamentos e um quarteto defensivo composto por uma excelente dupla de centrais: Bruno Alves e Ricardo Carvalho. Neste esquema, o jogador do FC Porto será o central de marcação e o atleta do Chelsea, muito inteligente tacticamente, ficará mais livre no centro da defesa. Depois, nas laterais, Queirós deve actuar com Fábio Coentrão (à esquerda), um jogador muito competente a defender, mas cujo ponto forte é a sua capacidade de subir no flanco e criar desequilíbrios no ataque, sendo que, no flanco oposto, deverá actuar Paulo Ferreira, um jogador mais defensivo e com inteligência táctica, ideal para o equilíbrio defensivo de Portugal. Ainda assim, com a chegada de Rúben Amorim ao lote dos 23, não será de excluir a possibilidade de o jogador do Benfica substituir o atleta do Chelsea no flanco direito da selecção nacional.

Depois, no meio campo, Portugal deve jogar com três elementos: um trinco, um box to box e um número 10. No vértice mais defensivo do meio campo, Pepe será a escolha natural do seleccionador português, todavia, se não tiver em condições, avançará Pedro Mendes, que, não tendo a altura do atleta do Real Madrid para a ajuda aos centrais, tem mais mobilidade e, defendendo bem, cria mais soluções ofensivas para a equipa nacional. À frente do trinco, surge outra dúvida: Raúl Meireles ou Tiago? No entanto, neste caso, a maior inteligência táctica e, acima de tudo, a bravura do médio do FC Porto deverá garantir-lhe a titularidade. A médio ofensivo jogará, naturalmente, Deco, que, mesmo com 32 anos, mantém uma criatividade e imaginação sem rival na selecção nacional.

Por fim, no ataque, Queirós, após a lesão de Nani, deverá apresentar Simão e Ronaldo nas alas e Liedson a ponta de lança. Neste esquema, pede-se, apesar das posições definidas em campo, bastante mobilidade do trio, situação facilitada pelas características dos três atacantes. Assim sendo, Ronaldo, partindo da direita, irá muitas vezes colar a Liedson no centro do ataque; Simão irá fazer muitas diagonais da esquerda para o centro como tanto gosta e, também, irá trocar várias vezes de flanco com Ronaldo; Já Liedson irá, como sempre, deambular por todo o reduto ofensivo de forma a criar espaços tanto para ele como, inclusivamente para os outros dois avançados.

Em suma, se Portugal revelar consciência colectiva e souber aliá-la ao seu natural talento individual, terá todas as condições para fazer um bom campeonato do mundo.

O Onze Base

Partindo do princípio que Pepe estará em condições de ser titular, Portugal deverá apresentar o seguinte onze: Eduardo (Sp. Braga) na baliza; Fábio Coentrão (Benfica), Bruno Alves (FC Porto), Ricardo Carvalho (Chelsea) e Paulo Ferreira (Chelsea) na defesa; Pepe (Real Madrid), Raúl Meireles (FC Porto) e Deco (Chelsea) no meio campo; Ronaldo (Real Madrid), Simão (Atl. Madrid) e Liedson (Sporting) no ataque.

Classificação – Previsão “A Outra Visão”

Habituado ao oito e ao oitenta, Portugal nunca é um país fácil para se prever uma classificação num campeonato do mundo. Ainda assim, num grupo com Brasil, Costa do Marfim e Coreia do Norte, é credível que Portugal dispute o primeiro lugar com os brasileiros, sendo que a equipa canarinha, pela sua enorme experiência em campeonatos do mundo, deverá ter, à partida, ligeira superioridade sobre a equipa das quinas.

Calendário – Grupo G (Mundial 2010)

  • 15 de Junho: Portugal vs Costa do Marfim
  • 21 de Junho: Portugal vs Coreia do Norte
  • 25 de Junho: Portugal vs Brasil

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Força e altura
Força e altura

Dispensa grandes apresentações e a sua qualidade é unanimemente conhecida. Apesar da concorrência ter muito valor, as suas características podem-lhe valer um lugar no onze principal.

Bruno Alves, de 28 anos, defesa central, foi formado nas escolas do Varzim SC, mas chegou ao FC Porto ainda nas camadas jovens. Apesar de lhe serem reconhecidas qualidades, passou pela equipa de reservas do seu clube e posteriormente esteve emprestado por três temporadas – onde jogou no Farense, Vitória de Guimarães e AEK de Atenas. Este período, permitiu-lhe ganhar experiência e crescer como jogador, voltando ao FC Porto em 2005/06, mais maduro e preparado para se afirmar em definitivo. Após a chegada de Jesualdo Ferreira ao comando da equipa, tem sido um pilar importante na equipa da invicta, sendo frequentemente apontado como reforço de clubes de campeonatos mais conceituados.

Existem dois tipos de defesas centrais de topo: “defesas cerebrais” (que normalmente primam pelo posicionamento e antecipação) e os “defesas duros” (que fazem um jogo mais físico ). Bruno Alves inclui-se no segundo lote e faz uso do seu poderio físico (1,89m e 83kg) para se afirmar como um guerreiro em campo – por vezes leva este conceito demasiado à letra e vê-se envolvido em lances que pecam pelo excesso de dureza. Além da sua altura, também tem um poder de impulsão acima da média, que faz dele quase intransponível pelo ar e muito útil em lances de bola parada – inclusivamente ofensivos, onde já provou, com golos, que pode ser útil à selecção.

Não se pode dizer que seja tosco ou lento, mas não é um prodígio técnico, nem especialmente rápido. O seu físico e presença na área são as suas maiores armas e sabe-as usar muito bem. Perante as características da selecção portuguesa, pode ser muito importante para dar altura e força a uma equipa que não prima nem pelo poder de choque, nem pela consistência do jogo aéreo. Se é verdade que individualmente Pepe e Ricardo Carvalho são defesas mais completos que Bruno Alves, não será tão linear se poderão formar uma melhor dupla de centrais, do que jogando um destes ao lado do central do FC Porto. Este último tem as características certas para criar um equilíbrio defensivo importante para quando jogarmos contra equipas que primam pelo jogo físico e aéreo – os calcanhares de Aquiles da equipa portuguesa.

Perante o que temos visto da selecção portuguesa, e atendendo à consistência que acrescenta ao jogo da equipa, Bruno Alves deverá ser titular na África do Sul – especialmente se Pepe não estiver na melhor forma. Fica em aberto se poderá ser preterido em jogos que o jogo físico não seja tão fundamental – por exemplo, contra a Coreia do Norte. Este é mais um caso de um jogador que tem nesta competição uma hipótese de se mostrar em definitivo aos clubes dos grandes campeonatos do futebol europeu.

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Experiência e classe

Experiência e classe

Peça fundamental no centro da defensiva portuguesa, Ricardo Alberto Silveira de Carvalho, de 32 anos, é um defesa central de grande qualidade. E, para muitos, ainda um dos melhores do mundo.

O actual jogador do Chelsea começou no Amarante Futebol Clube, de onde se transferiu para os juniores do Futebol Clube do Porto em 1996. A sua carreira como sénior começou com empréstimos ao Leça, Vitória de Setúbal e Alverca, mas estava destinado para outros voos. Regressa ao Porto em 2001 e afirma-se como um dos melhores centrais do Mundo, onde ganha dois campeonatos, uma taça de Portugal, e conhece a glória europeia com uma taça UEFA, uma Liga dos Campeões e a nomeação como o melhor defesa da Liga dos Campeões. Em 2004, transfere-se para o Chelsea pela verba de 30 milhões de euros e também em Londres conhece o sucesso: incluindo três campeonatos da Premier League e a presença numa final da Liga dos Campeões.

Na selecção Ricardo Carvalho tem sido uma peça fundamental desde o Euro 2004, onde Portugal atingiu a final. Joga sempre que está disponível, transmitindo classe e experiência à selecção portuguesa. Em Março sofreu uma lesão no tornozelo, que o afastou dos restantes jogos do Chelsea e colocou em risco a sua presença no Mundial da África do Sul. Felizmente, recuperou a tempo e pode dar o seu contributo à nossa equipa.

Ricardo Carvalho é um defesa central rápido, bom no jogo aéreo e com excelente técnica, sendo várias vezes comparado ao legendário Baresi, da selecção italiana. Continua rápido para um central, mas apesar de não ter a velocidade de outrora, faz da sua experiência uma mais valia. Não é um central forte, nem é muito alto, mas joga bem na antecipação e faz uso do seu posicionamento e tempo de salto para ganhar muitos lances de cabeça. A sua técnica permite-lhe sair a jogar com a bola, facilitando a construção e as transições ofensivas da equipa.

O seu lugar na equipa está, à partida, garantido. É um jogador experiente e de grande qualidade, que esteve nos grandes momentos da selecção e conta com uma carreira de sucesso. Para muitos, deveria ser o capitão de equipa, mas será apenas o patrão de defesa. Numa equipa de futebol, mais importante que ter dois bons centrais, é ter uma boa dupla de centrais, e as características de Ricardo Carvalho permitem que tanto faça uma excelente dupla com um central duro e forte fisicamente. No FC Porto jogava ao lado de Jorge Costa e no Chelsea joga ao lado de Terry, e provavelmente fará dupla com Bruno Alves na defesa portuguesa.

A selecção irá precisar da sua experiência e qualidade. Espera-se que se apresente em  forma após a sua lesão.

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