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Posts Tagged ‘Ricardo Chaves’

Adeptos do Rio Ave esperam uma época feliz

Prevê-se uma época difícil para o Rio Ave, sendo que a manutenção no escalão principal do futebol português não será uma tarefa fácil de alcançar pelos vilacondenses. Ainda assim, penso que, globalmente, o Rio Ave tem um plantel que lhe permite jogar num 4-2-3-1 sólido na defesa, que saberá como deter os ataques contrários e, posteriormente, ser letal no contra-ataque, principalmente se utilizar uma linha de atacantes rápidos e móveis como, de seguida, irei propor. Assim sendo, irei explanar aquele que, na minha opinião, é o onze que oferece maiores garantias para ser a base do Rio Ave para a época 2010/11.



Na baliza vilacondense apostava em Mário Felgueiras, um guarda-redes seguro e que, já esta temporada, provou a sua qualidade a actuar pelo Sp. Braga nos duelos europeus diante do Celtic. Trata-se de um guarda-redes que oferece todas as garantias e, certamente, valerá alguns pontos no final da temporada.

Depois, no quarteto recuado, utilizaria dois laterais muito competentes a defender e cuja função passaria por darem total liberdade ofensiva a Fábio Felício e Bruno Gama. Experientes e muito inteligentes tacticamente, Milhazes e Zé Gomes fariam, por certo, essa tarefa na perfeição. Por outro lado, no centro da defesa, Gaspar, jogador experiente e que nunca vira a cara à luta, seria o central de marcação, enquanto Ricardo Chaves, com rotinas de médio-defensivo, seria um jogador ideal para as dobras e, sempre que possível, para sair a jogar com a bola controlada.

No centro do meio campo, utilizaria um duplo-pivot que teria dupla função, pois o pulmão de ambos os atletas assim o permite. Neste esquema, Vítor Gomes e Bruno China iriam funcionar como trinco e box to box, mas, num conceito moderno, iriam trocar de posição, ao longo do jogo. Essa situação, além de baralhar marcações, permitia que ambos os atletas gerissem bem o esforço, podendo encher o meio campo vilacondense durante mais tempo e de forma mais eficaz.

A criatividade do conjunto verde e branco estaria, no entanto, assente nos dois desequilibradores das alas. Fábio Felício (à esquerda) e Bruno Gama (à direita), beneficiariam da tracção defensiva dos laterais e da inteligência táctica dos médios centro, para terem liberdade total no processo ofensivo, sendo, assim um constante perigo para as defesas contrárias e, ao mesmo tempo, impedindo que os laterais adversários pudessem subir e criar desequilíbrios para a defensiva vilacondense.

Por fim, no ataque, jogaria com dois elementos, sendo que Saulo, funcionaria como um falso número 10, pois, na verdade, ele seria um avançado-centro que partiria de trás, para, em velocidade, ter mais espaço para criar dificuldades nas defensivas contrárias e servir o ponta de lança ou, inclusivamente, arranjar espaço para ele próprio finalizar. Na frente dele, como ponta de lança fixo, jogaria com Cícero, um jogador muito forte físicamente e alto, mas igualmente móvel e com capacidade técnica para não ser simplesmente um “target man”. No banco, teríamos ainda João Tomás, um jogador que poderia substituir ou Cícero, numa prespectiva de simples refresco do sector ofensivo ou, num prisma mais dedicado ao futebol directo, tirando Saulo e colocando o ex-benfiquista ao lado de Cícero, numa dupla que, em jogo aéreo, seria, por certo, letal.

Na minha opinião, com este onze base, o Rio Ave iria ser uma equipa muito matreira e, por certo, iria garantir a manutenção na Liga Zon Sagres.

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O Benfica recebe a Taça de campeão nacional

O Sport Lisboa e Benfica conquistou o trigésimo segundo campeonato da sua história, após vencer o Rio Ave, no Estádio da Luz, por duas bolas a uma. Numa noite feliz para os encarnados, Cardozo fez os dois golos dos encarnados e ultrapassou Falcao, sagrando-se o melhor marcador da Liga Sagres com 26 golos. Tratou-se de um título que assenta bem à equipa mais regular durante a época e bastante valorizado pela excelente campanha do segundo classificado: Sp. Braga; Assim sendo, sem golpe de teatro na questão do título, a surpresa veio do Estádio Afonso Henriques, onde o Vitória foi batido pelo Marítimo (1-2), perdendo o acesso à Liga Europa para os maritimistas… 

 

Benfica 2-1 Rio Ave 

Podia-se esperar que o Benfica entrasse com algum nervoso miudinho neste desafio, mas tudo se facilitou nos primeiros dez minutos. Nesse período, Cardozo aproveitou uma fífia de Gaspar para fazer o 1-0 e Wires acabou expulso por entrada dura sobre Ramires. A partir desse momento, pensou-se que o Benfica iria ganhar com facilidade e que a única questão que se manteria era se Cardozo conseguia ser o melhor marcador. 

Contudo, o Benfica mostrou que, em termos físicos, está muitos furos abaixo de outras alturas da época e não foi capaz de criar grande volume ofensivo perante um bem organizado Rio Ave. Ainda assim, os benfiquistas, que apenas precisavam de um empate, mantiveram-se tranquilos até aos 72 minutos, quando Ricardo Chaves, na sequência de um livre directo, fez o 1-1 e colocou os encarnados à beira de um balde de água fria. 

Com o Nacional-Braga empatado, os benfiquistas temeram a possibilidade de um final trágico que passaria pelo segundo golo de bracarenses e vilacondenses, todavia, nada disso aconteceu, pois apenas seis minutos depois do golo do Rio Ave, Cardozo aproveitou um ressalto e fez o 2-1. Um tento que além de garantir o título das águias, garantia o título de melhor marcador ao atacante paraguaio. 

Já com as bancadas em festa, o jogo terminou pouco depois, permitindo aos adeptos do Sport Lisboa e Benfica festejarem um título que lhes fugia desde 2005. Um título, que foi o fruto do trabalho de um excelente plantel e de alguém que potenciou como ninguém a equipa encarnada: Jorge Jesus. 

Nacional 1-1 Braga 

No Estádio da Madeira, a tarefa do Sp. Braga era hercúlea. A equipa bracarense tinha de vencer o Nacional e esperar por um desaire encarnado, na Luz, diante do Rio Ave. Além disso, pareceu que o Sp. Braga sentiu bastante a pressão do momento e notou-se uma anormal intranquilidade no seio arsenalista, situação que explica as várias oportunidades que desperdiçou no primeiro tempo. 

Se a situação já parecia, por si só, difícil, tornou-se ainda pior com o golo de Edgar Silva, aos 50 minutos. Ainda assim, o Braga não baixou os braços e, sete minutos depois, Rentería aproveitou um passe de Hugo Viana para empatar a partida e dar alguma esperança aos bracarenses. 

Contudo, após o segundo golo do Benfica, os arsenalistas perceberam que o título seria tarefa impossível, baixaram ligeiramente os braços e, assim, o resultado não sofreu mais alterações. Este 1-1  por ser azedo também para o Nacional, que, se tivesse vencido, teria-se qualificado para a Liga Europa 2010/11. 

U. Leiria 1-4 FC Porto 

Este jogo conteve duas histórias distintas. A primeira durou uma hora em que o Leiria marcou um golo por Cássio (23′) e controlou totalmente o desafio; A segunda durou trinta minutos, em que os dragões puxaram dos galões e dominaram totalmente o encontro, acabando por vencer por 4-1, graças a dois golos de Falcao, um de Guarín e um de Rodríguez. Este resultado permitiu aos portistas despedirem-se de forma algo feliz de uma época triste e os dois golos de Falcao permitiram-lhe ter esperança em ser o melhor marcador do campeonato. Infelizmente para o colombiano, no dia seguinte, Cardozo destruiu-lhe esse sonho. 

Leixões 1-2 Sporting 

Em Matosinhos defrontaram-se duas equipas que tiveram uma época para esquecer e o jogo foi a imagem da época de ambas. Num duelo desinteressante e mal jogado, acabou por vencer a equipa leonina, que beneficiou dos golos de Miguel Veloso (16′) e Pedro Silva (55′), diante de um Leixões que apenas fez um golo por João Paulo (82′). Um desafio que apenas serviu para leixonenses e leões colocarem um ponto final numa época para esquecer. 

V. Guimarães 1-2 Marítimo 

O Vitória entrou para este jogo a saber que lhe bastava empatar para se qualificar para a Liga Europa da próxima temporada e tudo pareceu ainda mais fácil quando Valdomiro, na sequência de um livre de Teles, fez, aos 15 minutos, o 1-0 para o Guimarães. No entanto, os vimarenenses falharam o golo da tranquilidade e, em cima do intervalo, Kléber fez o 1-1 que abalou a confiança da equipa local. 

Apercebendo-se desse factor, os pupilos de Van der Gaag foram jogando com o nervosismo vimarenense e, aos 80 minutos, num lance rápido, Kléber bisou e colocou os maritimistas em vantagem. 

Com o empate no Nacional-Sp. Braga, bastava aos madeirenses segurarem a vantagem, situação que foi alcançada, mesmo terminando com Paulo Jorge na baliza devido à expulsão de Peçanha. Uma vitória que colocou o Marítimo no quinto lugar e lhes garantiu a qualificação para a Liga Europa 2010/11. 

 

Os restantes três jogos apenas serviram para definir algumas posições na tabela e tinham pouco interesse. Em Setúbal, o Belenenses venceu a equipa local (2-1) e subiu ao penúltimo lugar; Na Figueira da Foz, a Académica venceu a Naval (1-0) e garantiu o 11º posto; Por fim, Paços de Ferreira e Olhanense despediram-se da Liga Sagres com um empate a duas bolas num bom jogo de futebol. 

  

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