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Posts Tagged ‘River Plate’

“Teo” é uma referência da forte Colômbia

Confiando no que vem adiantando a imprensa desportiva portuguesa, o Sporting estará prestes a assegurar o concurso de Teófilo Gutiérrez, ponta de lança que vem sendo titular na principal selecção colombiana, superando a forte concorrência de craques como Carlos Bacca ou Jackson Martínez.

Trata-se de um futebolista nascido a 17 de Maio de 1985 em Barranquilla, Colômbia, e que começou a sua carreira em clubes como o Barranquilla e o Junior FC, tendo explodido precisamente neste último, em 2009, quando somou 30 golos em 44 jogos oficiais.

Sem sucesso na Turquia

Esse excelente desempenho, aliás, valeu-lhe inclusivamente o salto para o futebol europeu, pela porta do Trabzonspor, ainda que o ponta de lança não se tenha adaptado bem à Turquia e ao futebol turco, por onde permaneceu apenas entre Janeiro de 2010 e Fevereiro de 2011, somando oito golos em 20 jogos.

De regresso a América do Sul, passou pelos argentinos do Racing Club (41 jogos e 22 golos) e Lanús (dois jogos, um golo), assim como pelo seu antigo clube, o Junior FC, onde somaria mais cinco golos em 18 jogos.

Cruz Azul e River Plate

Em 2012/13, contudo, rumou ao futebol mexicano e ao Cruz Azul, emblema onde mesmo não sendo um titular indiscutível conseguiu deixar a sua marca, somando nove golos em 29 jogos e contribuindo para a conquista do Torneio Clausura.

As más relações com o clube mexicano, ainda assim, obrigaram o internacional colombiano a mudar novamente de ares no Verão de 2013, agora com destino ao River Plate, emblema pelo qual vai somando 28 golos em 70 jogos e pelo qual conquistou um Torneio Final do Campeonato Argentino, uma Taça Sul-Americana e uma Recopa Sul-Americana.

“Nove” ou “9,5”

Teófilo Gutiérrez é um futebolista que actua preferencialmente no eixo do ataque, podendo desempenhar as funções de ponta de lança ou avançado de suporte, sendo que faz perfeitamente a primeira função tanto num sistema 4x4x2 como num 4x2x3x1 ou 4x3x3.

Tecnicamente evoluído, o internacional colombiano trata-se de um goleador de créditos firmados, destacando-se pela inteligência como se movimenta na linha do fora de jogo e pelo seu critério nas decisões. Na finalização, valha a verdade, é letal, tanto com os pés (remata bem com ambos) como com a cabeça.

Rápido q.b. e bastante móvel, complica constantemente as marcações adversárias, prometendo, em Alvalade, fazer uma fantástica dupla com Fredy Montero, Islam Slimani ou, inclusivamente, o também provável reforço Bryan Ruiz.

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Amadeo Carrizo foi um revolucionário

Se há um jogador que marca um ponto de viragem na história dos guarda-redes do futebol mundial, esse alguém é o argentino Amadeo Carrizo. O internacional argentino foi o primeiro da posição a usar luvas, além de quebrar com a ideia que um guarda-redes apenas estava na baliza para defender os remates dos adversários. Exímio a jogar fora dos postes, actuando várias vezes fora da área de rigor e usando, como ninguém, o forte pontapé para lançar os contra-ataques da sua equipa, o argentino era um guarda-redes do futebol moderno, que, simplesmente, nasceu cedo demais.

23 anos no River Plate

Amadeo Carrizo nasceu a 12 de Junho de 1926 em Rufino, Argentina, e, entre 1945 e 1968 vestiu a camisola do River Plate. Durante esse período, o internacional argentino tornou-se num dos grandes ídolos da “affición” do River Plate, efectuando 513 jogos pelos “Millionários” e conquistando cinco campeonatos argentinos. Nesse período, o revolucionário guarda-redes jogou ao lado de grandes fenómenos da época como José Manuel Moreno, Adolfo Pedernera, Ángel Labruna e, claro, Alberto Di Stéfano.

Após o sucesso no gigante argentino, Amadeo Carrizo, apesar de já ter 42 anos, ainda foi jogar dois anos para a Colômbia, mais concretamente para o Millionários de Bogotá. Nesse clube colombiano, o internacional argentino ainda fez 58 jogos, ajudando-o a vencer a Copa Mustang, ou seja, o campeonato colombiano de futebol.

Presente no Mundial 1958

Internacional argentino por vinte ocasiões, Amadeo Carrizo participou no Mundial 1958 disputado na Suécia, mas, apesar de ter sido totalista na prova, não foi feliz, pois a Argentina não passou da primeira fase, após derrotas com a Alemanha Ocidental (1-3) e Checoslováquia (1-6) e apenas um triunfo diante da Irlanda do Norte (3-1).

Um guarda-redes que procurava a perfeição

Frio e personalizado, Amadeo Carrizo era um guarda-redes muito forte entre os postes, graças à sua elasticidade. Pelas características ofensivas do seu jogo, muitos especialistas gostavam de dizer que o internacional argentino jogou mais do que defendeu.

Para além disso, Carrizo nunca deixou de procurar a perfeição, sendo que uma vez, virou-se para César Luis Menotti e perguntou-lhe: “Lembras-te daquele golo que me fizeste um dia em Rosário e que vocês ganharam. Aquele que remataste tão forte que quase furou as redes?” “Sim, Sim” – afirmou Menotti. “Sabes porque o fizeste? Porque me cheguei demasiado perto de ti. Aos tipos que rematam tão forte como tu não há que aproximar demais, pois assim fica-se sem tempo para levar as mãos à bola. Devia ter ficado atrás para poder agarrar ou desviar…”

Esse golo havia acontecido há mais de vinte anos, mas Carrizo continuava a pensar como o evitar. Era uma dívida que tinha consigo mesmo, pois os grandes, mesmo quando caiem, caiem de pé…

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Federico Andrada festeja mais um golo pela Argentina

Nas categorias de base dos argentinos do River Plate, actua um atacante bastante promissor e que já é o segundo melhor marcador das camadas jovens do gigante de Buenos Aires após José Sand, refiro-me a Federico Andrada.

Nascido a 13 de Março de 1994, Federico Andrada é um produto das escolas do River Plate, onde já marcou 125 golos, estando a apenas 13 do mítico José Sand, atacante que, neste momento, representa a equipa galega do Deportivo da Corunha.

Além do sucesso ao serviço dos “Millionarios”, Andrada também já começa a marcar uma era nas selecções jovens da Argentina, brilhando, por exemplo, no último sul-americano de sub-17, onde marcou quatro golos e ajudou a Argentina a atingir o terceiro lugar e consequente apuramento para o campeonato do Mundo da categoria.

Avançado móvel e com excelente sentido de baliza

Federico Andrada é um puro homem de área, mas que se sabe mover na mesma, não se limitando a fixar fixo à espera que lhe chegue o esférico. Com 1,79 metros e 71 kg, é um jogador possante e que dá muito trabalho a quem é designado para fazer-lhe a marcação durante os jogos.

Rápido e letal, seja com a cabeça, pé direito (preferencial) ou pé esquerdo, trata-se de um jogador que encaixa tanto num esquema de um como dois avançados, sendo, nesse sentido, um jogador que garante imensas alternativas aos seus treinadores.

Neste momento, com apenas 17 anos de idade, é uma enorme promessa do futebol argentino e que, certamente, não tardará a chegar ao futebol europeu.

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Rojas com a camisola do Paraguai

Nascido na Argentina, era, ainda assim, um internacional paraguaio que dispunha de algum cartel quando assinou pelo Benfica no defeso da época 1999/00. Capaz de jogar em qualquer dos flancos da defesa, era como lateral-esquerdo que o argentino de nascimento se sentia melhor, tendo, inclusivamente, disputado duas grandes competições internacionais pela selecção paraguaia: Copa América de 1997 e Mundial 1998. Assim sendo, quando chegou ao Benfica, os adeptos pensaram que poderiam ter ali um lateral de qualidade, todavia, o jogador que haveria de ficar conhecido por “vaselina” devido a um golo que marcou ao Boca Juniors pelo River Plate ficou bastante longe de conquistar o exigente terceiro anel…

Criado nas escolas do Cerro Corá, destacou-se no Estudiantes

Ricardo Ismael Rojas Mendonza nasceu a 26 de Janeiro de 1971 em Posadas, na Argentina, tendo se estreado nas lides futebolísticas ao serviço de um clube paraguaio, o Cerro Corá.

Entre 1991 e 1992, efectuou 15 jogos pelo clube paraguaio e as suas boas exibições levaram a que o jovem fosse contratado pelo Libertad, outro clube paraguaio, onde, nas três épocas seguintes, Rojas se impôs na primeira equipa e conseguiu, assim, uma transferência para um clube emblemático do futebol argentino, o Estudiantes de La Plata.

Entre 1995 e 1999, Ricardo Rojas viveu alguns dos seus momentos mais altos como futebolista, assumindo-se como titular indiscutível do Estudiantes (123 jogos efectuados nesse período) e participando em duas grandes competições internacionais pela selecção do Paraguai, a Copa América (1997) e o Mundial 98.

Época e meia no Benfica

Essa boa fase na carreira acabou por garantir ao internacional paraguaio uma transferência para o Benfica, tendo Ricardo Rojas chegado aos encarnados no defeso da temporada 1999/00, ou seja, aos 28 anos.

Durante essa época e a primeira metade da seguinte, o lateral foi utilizado com relativa regularidade nas águias e, mesmo sem mostrar ser um fora de série, assumiu-se sempre como um jogador razoável, ainda que sem a qualidade suficiente para envergar a camisola encarnada.

Assim sendo, numa fase em que o Benfica estava longe do momento actual (foi terceiro em 1999/00 e sexto (!!) em 2000/01), Rojas acabou por conseguir efectuar 32 jogos pelos encarnados antes de voltar ao futebol argentino, desta feita para o River Plate.

Cinco anos no River Plate

Regressado ao futebol argentino após época e meia no Benfica, Rojas foi utilizado com regularidade nas três primeiras épocas ao serviço do River Plate (63 jogos), tendo ficado inclusivamente conhecido por “vaselina” após marcar o seu único golo oficial pelos argentinos numa vitória 3-0 diante do arqui-inimigo Boca Juniors.

No entanto, nas duas últimas temporadas ao serviço do River (2004/05 e 2005/06), o internacional paraguaio quase não jogou, acabando por, aos 35 anos, se transferir para o Belgrano, onde fez a sua última época profissional, sem grande brilho, em 2006/07.

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Marlon de Jesus a jogar pelo Equador

No campeonato equatoriano actua um ponta de lança que é um autêntico rato de área e que tem um brilhante futuro à sua frente: Marlon de Jesús.

Nascido a 9 de Abril de 1991 em Ibarra Imbabura, iniciou a sua carreira nas camadas jovens do El Nacional e estreou-se, a nível sénior, por esse mesmo clube, em 2007, ainda que nesse ano e no seguinte, pouco tenha jogado.

Ainda assim, no início de 2009, o seu enorme talento chamou à atenção do River Plate, sendo que ele foi prestar provas a esse clube argentino e, posteriormente, aos brasileiros do Grémio, sem que tenha assinado por nenhuma dessas equipas. Naturalmente, regressou ao El Nacional em Junho de 2009, mantendo-se nesse clube equatoriano até este momento.

Habitual opção do El Nacional desde esta época (já fez 10 golos em 16 jogos), prova, partida após partida, que é um avançado rápido, bom no capítulo do domínio do esférico, segura muito bem a bola e, acima de tudo, tem o faro de golo dos melhores pontas de lança.

Com apenas 19 anos, já é internacional pelo Equador e dificilmente se manterá muito mais tempo no El Nacional. Descubra-o num jogo do El Nacional ou, quiçá, numa partida da selecção equatoriana e confirme a minha tese.

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Luis Páez no Sporting

Nos últimos anos, o Sporting tentou, por inúmeras ocasiões, adquirir um avançado que pudesse se impor na equipa e suprimir a excessiva dependência dos leões em relação a Liedson. Nesse longo percurso, o Sporting exprimentou a aquisição, em definitivo ou por empréstimo, de atletas como Pinilla, Koke, Alecsandro, Carlos Bueno, Felipe Caicedo ou, mais recentemente, o próprio Florent Sinama-Pongolle. No entanto, para além desses mais mediatizados, o Sporting também contratou outros, bem mais obscuros e que, provavelmente, poucos se vão lembrar como o sul-americano Luis Paéz.

O avançado paraguaio Luis Paez, nascido a 19 de Dezembro de 1989, chegou ao Sporting no final da época 2006/07, ainda a tempo de, nessa temporada, fazer alguns jogos pelos Juniores verde e brancos. Nessa altura, esperava-se muito do internacional sub-17, pois este havia estado na lista de contratações de clubes como o Liverpool e o River Plate, considerando o Sporting que se tratava de uma pequena pérola com tudo para vingar no futebol profissional.

Já com alguns meses de adaptação à realidade do futebol português, Páez iniciou a época seguinte (2007/08) nos Juniores, mas acabou por ser várias vezes chamado à equipa principal dos leões, participando, inclusivamente, em dois jogos do campeonato nacional e num da Liga dos Campeões (vitória diante do Dinamo Kiev (3-0), em casa).

Os bons desempenhos, nomeadamente ao serviço da equipa de Juniores, levaram os leões a emprestarem-no ao Fátima para a época 2008/09. Durante essa temporada, o paraguaio fez 24 jogos e 6 golos, ajudando o Fátima a subir à Liga de Honra.

Apesar da regularidade no então clube da II divisão, os responsáveis leoninos entenderam que Luis Páez não havia evoluído o que era esperado e, assim, dispensaram-no no verão de 2009.

Regressado ao Paraguai e ao Tacuary, Páez voltou a não ser capaz de se impor e acabou emprestado à equipa secundária italiana do Gallipoli, onde também não se destacou.

Neste momento, aos 20 anos, regressou ao Tacuary, onde procura ressuscitar o, outrora, promissor jogador que chamou à atenção dos responsáveis leoninos. Veremos se consegue e se, um dia, ainda voltaremos a ouvir falar de Luis Páez.

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Escalona no Benfica

Fez parte daquela que foi, provavelmente, a pior equipa do Benfica de sempre e que conseguiu terminar a época de 2000/01 num aberrante sexto lugar: Alejandro Escalona.

O defesa esquerdo vinha das escolas do conceituado Colo Colo e até tinha estado no Torino. Assim sendo, chegou à Luz como uma grande promessa do futebol chileno. No entanto, apenas efectuou 11 jogos e mostrou ser simplesmente medíocre, sendo que o Benfica rapidamente dispensou-o no final da época.

Escalona iria depois para o River Plate, mas a sua falta de qualidade fez com que, em 2005, fosse jogar para o Everton do Chile. Esteve ainda no Grémio e no Náutico, mas em ambos os clubes teve exactamente o mesmo sucesso que teve no Benfica, ou seja nenhum.

Neste momento, actua no modesto San Luis Quillota, um clube que luta pela manutenção na primeira divisão chilena.

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