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Marco Tábuas sofreu sete em Roma

Treinado por Carlos Cardoso, o Vitória de Setúbal havia feito um excepcional campeonato nacional de 1998/99, garantindo o quinto lugar na classificação, apoiado por jogadores da qualidade de Chiquinho Conde, Pedro Henriques, Toñito, Hélio ou Frechaut. Essa excelente campanha, garantiu à equipa sadina uma presença na Taça UEFA da temporada seguinte, um regresso às competições europeias após vinte e cinco anos de ausência e que enchia de orgulho toda a nação sadina. Infelizmente, o sorteio não foi simpático e o primeiro adversário foi logo a poderosa Roma,  equipa que esmagou os sadinos logo na primeira mão e decidiu imediatamente o destino da eliminatória…

Goleada da primeira mão ofuscou triunfo em Setúbal

Sabia-se da dificuldade da deslocação do Vitória ao Olímpico de Roma, mas ninguém esperava um desastre daquele nível. Na capital italiana, os sadinos nunca se encontraram e a AS Roma parecia actuar sozinha em campo, tais foram as facilidades oferecidas pela equipa portuguesa.

De facto, a Roma venceu por sete bolas a zero, cabendo os tentos ao bem conhecido Alenichev (3) e a Aldair, Montella, Delvecchio e Assunção. Este resultado tirava quaisquer hipóteses ao Vitória de Setúbal para a segunda mão, além de que lhe manchava bastante a imagem de clube poderoso na Europa dos anos 70.

Ainda assim, na segunda mão, quando apenas a dignidade estava em jogo, o conjunto português, consciente que não tinha como dar a volta a eliminatória, ainda deu um ar da sua graça, vencendo a poderosa equipa italiana por uma bola a zero, graças a um tento solitário do nigeriano Maki. Um triunfo saboroso, mas que esteve longe de ofuscar a pesada derrota averbada em terras italianas.

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Giannini era um "dez" de classe

Antes de Totti, as últimas grandes referências da Roma foram o internacional brasileiro Falcão, o mago italiano Bruno Conti e “O Príncipe”, um “dez” à antiga que revelava uma técnica e visão de jogo muito acima da média: Giuseppe Giannini. Autêntico poeta com a bola nos pés, o internacional italiano fazia o jogo mudar num ápice logo que o esférico surgia na sua posse, tornando a superioridade moral da Roma uma verdade absoluta e indiscutível. Apesar de ter jogado ao lado de craques como Hassler, Caniggia, Aldaír, Völler ou Thern, Giuseppe Giannini apenas conquistou um campeonato e três taças de Itália no seu longo percurso de quinze anos ao serviço da equipa principal romana, mas garantiu algo muito mais importante que uma mão cheia de títulos, assegurou a eternidade nos corações dos adeptos “Giallorossi.”

Dezoito anos ao serviço da Roma

Giuseppe Giannini nasceu a 20 de Agosto de 1964 em Roma e iniciou a sua carreira em 1978 no modesto Almas Roma, antes de se transferir em 1980 para “La Maggica.”

O antigo internacional italiano estreou-se na equipa principal da Roma em 1981/82, mas só assegurou a titularidade na equipa da capital de Itália em 1984/85, tendo efectuado 436 jogos e marcado 75 golos ao longo de um extenso percurso de quinze anos nos “giallorossi.”

Nesse período (1981-1996), o “dez” conquistou um campeonato italiano e três taças de Itália, tendo ainda disputado uma final da Taça UEFA (1990/91), perdida diante do Inter (0-2 e 1-0).

Giannini festeja o golo aos EUA

Presente no Mundial 90 ao serviço de Itália

Giuseppe Giannini apenas representou a “Squadra Azzurra” durante quatro anos (1987-1991), mas foi o suficiente para conquistar 47 internacionalizações e para estar presente nas fases finais do Euro 88 e Mundial 90.

No campeonato da Europa disputado na antiga Alemanha Ocidental, o então jogador da Roma foi titular nos quatro jogos da Itália na competição, tendo auxiliado a equipa transalpina a atingir as meias-finais da prova, onde foi derrotada pela União Soviética (0-2).

Dois anos depois, num campeonato do Mundo disputado no seu país natal, Giannini foi titular nos sete jogos da Itália na prova, tendo inclusivamente marcado o golo da vitória diante dos Estados Unidos (1-0) na fase de grupos. Nesse certame, a “Squadra Azzurra” classificou-se na terceira posição, apesar de não ter perdido qualquer jogo (foi eliminada nas meias-finais pela Argentina no desempate por grandes penalidades).

Giannini com a camisola do Lecce

Terminou a carreira no Lecce

Após abandonar a Roma, o internacional italiano transferiu-se para o Sturm Graz, mas nunca se adaptou à Áustria, tendo regressado a Itália em 1997/98 para representar o Nápoles.

Não se conseguindo impor nos napolitanos, Giannini transferiu-se em Janeiro de 1998 para o Lecce, onde ao longo de época e meia e mesmo no ocaso da carreira, ainda conseguiu efectuar cinquenta jogos oficiais (quatro golos).

Depois, no Verão de 1999, e após ter ajudado o Lecce a regressar à Série A, o médio-ofensivo retirou-se dos relvados, com quase 35 anos e dezoito épocas de futebol profissional.

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Ednilson no Benfica

Já foi uma das grandes promessas do futebol português, tendo chegado a pertencer às fileiras da Roma, que, quando o atleta ainda era júnior, o foi buscar ao Boavista. Médio-defensivo de boa qualidade técnica, pensou-se que iria marcar uma era no Sport Lisboa e Benfica, que o recrutou ao clube italiano em Janeiro de 2001, quando o actual internacional guineense tinha apenas dezoito anos de idade. Ainda assim, apesar do início promissor, rapidamente Ednilson foi caíndo no esquecimento, perdendo-se primeiro em alguns empréstimos de pouco sucesso e, depois, num percurso pouco relevante em clubes secundários do futebol europeu.

Produto das escolas do Boavista, transferiu-se cedo para a Roma

Ednilson Pedro Rocha Andrade Mendes nasceu a 25 de Setembro de 1982 em Bissau, mas cedo emigrou para Portugal, para representar o Boavista. Ainda nas camadas jovens do clube axadrezado, chamou a atenção de vários clubes italianos, sendo que a Roma acabou por ganhar a corrida e assegurar os préstimos do talentoso médio.

Chegado à capital italiana com apenas 16 anos, Ednilson permaneceu na equipa romana durante cerca de ano e meio, tendo, nesse período, efectuado apenas um jogo pela equipa principal da Roma.

Benfica apostou na jovem promessa

Em Janeiro de 2001, o Benfica decidiu resgatar a jovem promessa ao clube romano, e Ednilson, na segunda metade da época 2000/01, ainda efectuou 13 jogos, criando nos adeptos encarnados grande entusiasmo e a crença de que poderiam estar perante um jogador de grande futuro.

Na temporada seguinte, Ednilson manteve-se como uma peça importante da equipa encarnada, efectuando 22 jogos no campeonato, todavia, em 2002/03, perdeu imenso gás e terminou a época com apenas oito jogos realizados.

Empréstimos não garantiram evolução

Com o jogador a parecer ter estagnado na sua evolução, o Benfica decidiu emprestá-lo a V. Guimarães (2003/04) e Gil Vicente (2004/05), contudo, as cedências não foram muito positivas para Ednilson, que, nos vimaranenses pouco jogou e, nos galos, apesar de ter actuado com maior regularidade, também não se destacou.

Assim sendo, foi sem surpresa que, no Verão de 2005, Benfica e Ednilson terminaram a sua ligação contratual e o médio-centro ficou livre para seguir o seu destino.

Após sair de Portugal, Ednilson continuou sem se destacar

Entre 2005 e os tempos de hoje, o internacional guineense esteve em clubes como o OFI Creta (Grécia), Partizan (Sérvia), AEK Larnaca (Chipre) e, actualmente, o Dinamo Tblissi (Geórgia), que representa desde 2009/10.

Apesar do longo percurso, apenas no clube georgiano garantiu alguma regularidade, somando 37 jogos pelo clube da Geórgia e tornando-se, desde o ano transacto, membro da selecção da Guiné Bissau.

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Mexès parece criticar Totti pelo seu mau início de época

Como tiffosi fervoroso da Roma, já devia estar habituado a um comportamento estranho e muitas vezes incompreensível por parte da equipa romana, uma reviravolta cliché que não deixa de ser saborosa e comemorada efusivamente, mas deixa-me a questionar ” Porque é que isto está sempre a acontecer?”.

A Roma, nos últimos anos, começa o campeonato mal, mas, depois, num súbito despertar, as vitórias surgem e por consequente, acaba a Serie A quase sempre nos lugares de topo, ameaçando até à ultima o poderio do Inter de Milão.

Este ano, não tem sido excepção, derrotas atrás de derrotas marcaram o início da Roma, deixando-a nos últimos lugares da tabela, mas, no tal “súbito despertar” as vitórias começaram só agora a surgir e nos últimos 6 jogos, só por uma vez, a giallorossa sentiu o sabor da derrota.

Nesta temporada, é com muita tristeza que afirmo sem qualquer complexo, que a culpa da atitude derrotista é somente dos jogadores romanos! Ora vejamos, Francesco Totti, já no fim da carreira,  comporta-se de maneira inadmissível dentro de campo, ganhar ou perder um lance para ele é irrelevante, pois, não se vê garra, nem ambição num jogador que é aclamado como sendo um dos maiores símbolos do clube. Para não falar, das birras quando é substituído, na demonstração do mau carácter  contra o adversário, prejudicando claramente a equipa e os seus colegas de profissão.

Hoje, contra a Lazio e sem Totti em campo, vi uma Roma unida, forte e sem birras, no final, o resultado esteve à vista, dois golos, um de Mirko Vucinic, outro de Marco Borriello deram mais uma vitória num derby italiano sempre especial.

Outro jogador, que eu aponto como culpado, é Adriano, claramente foi uma má aposta por parte dos dirigentes romanos, o brasileiro está longe de outros tempos, pois, a droga, o álcool e as mulheres continuam a ser os companheiros predilectos de um Imperador sem honra, nem glória. Por um lado, ainda bem que aconteceu a continuação do declínio de Adriano, visto que a bela surpresa da época tem sido Marco Borriello, um avançado de garra, humilde, que não dá nenhum lance como perdido e que tem relevado um faro apurado para o golo, sendo até agora o goleador máximo da equipa.

” Lazio VS Roma “

Claramente, a Lazio era considerada como a favorita para o derby da cidade eterna, mas, a Roma provou que nos derbies quem manda é a Loba e quem marca é Mirko Vucinic, pois, nos últimos anos, o avançado montenegrino tem conseguido bater as redes de Muslera.

A Roma dominou na primeira parte, e teve algumas boas oportunidades para inaugurar o marcador, numa defesa da Lazio que revelou uma estranha amabilidade em deixar que os avançados romanos pudessem trocar a bola e rematar com perigo.

A Lazio, líder da Serie A, acusou a pressão e no início da segunda parte, viu-se em desvantagem num penalty bem assinalado cobrado por Marco Borriello, a castigar uma mão do defesa da lazio. Após, o golo da Roma, a Lázio reagiu e poderia ter chegado ao empate por diversas ocasiões e digamos que teria sido justo, visto que a equipa romana acabou por defender o resultado e abdicou de atacar, numa atitude que é normal observar em Itália.

No final do encontro, Júlio Baptista foi derrubado na área de Muslera, ao qual prontamente, o árbitro assinalou o segundo penalty do jogo, que Mirko Vucinic converteu e dedicou ao seu filho Alex.

A Roma, sobretudo pelo que fez na primeira parte mereceu ganhar e sem dúvida, que será a alavanca que os jogadores e Ranieri precisavam para continuarem na senda das vitórias.

De referir, que Lichtsteiner, lateral direito da Lázio revelou ser um jogador interessante, com bons pormenores e conseguiu sempre superiorizar-se ao norueguês Riise.

Do lado romano, Greco, poderá ser o candidato a substituto de Totti, visto que o jovem de 24 anos, assumiu-se como o criativo e revelou uma maturidade que me deixou bastante impressionado. Continuarei, atentamente a seguir a evolução deste pequeno romano.

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Tote desesperado com mais um falhanço

Recordo-me como se fosse hoje. Num jornal desportivo surgia a notícia de Totti no Benfica e lembro-me como fiquei estupefacto. Na altura, apesar de ainda só ter 23 anos, o atacante transalpino já era internacional por Itália e um dos mais importantes jogadores da equipa da AS Roma. Por certo, todos os adeptos encarnados que viram essa notícia exultaram, mas essa sensação de júbilo durou pouco, porque, no dia seguinte, os jornais já referiam outro atleta, que não era o italiano, mas sim o espanhol Tote, um, na altura, promissor atacante do Real Madrid, que seria emprestado por uma temporada aos encarnados. Talvez também seja bom pensaram, mas cedo perceberam que seria bem pior do que sonhavam…

Jorge López Marco “Tote” nasceu a 23 de Novembro de 1978 em Madrid e passou as camadas jovens entre o Atlético de Madrid (1992/93) e o Real Madrid, onde cedo se tornou numa das promessas da equipa merengue.

Depois de ter passado pelas equipas C e B do Real Madrid, os responsáveis da equipa madrilena entenderam que seria boa ideia emprestá-lo a um clube primo-divisionário para que o avançado espanhol pudesse continuar a sua evolução. Surpreendentemente, foi o Benfica a chegar-se à frente e a assegurar o empréstimo de Tote.

Estávamos em plena época de 1999/00 e o Benfica vinha de uma temporada fraca, onde não tinha passado da terceira posição e acreditava, agora, que Tote podia ser uma excelente opção de ataque para fazer dupla com Nuno Gomes.

Contudo, com o desenrolar da temporada, percebeu-se que Tote não era jogador para fazer a diferença (pelo menos para melhor) e rapidamente foi caindo nas opções do treinador. Muito trapalhão e com um faro de golo que fazia Hélder Postiga ser um clone do Gerd Müller, o avançado espanhol foi um desastre durante toda a época, ficando na retina um Benfica-Dínamo Bucareste (0-1), na Luz, em que Tote, sozinho, falhou dois ou três golos feitos, impedindo a vitória dos encarnados.

Assim sendo, foi sem surpresa que, no final da temporada 1999/00, devolveram Tote a proveniência e, assim, o pobre atacante espanhol esteve uma época a passear por entre as bancadas do Bernabéu, até que, em 2001/02, voltou a ser emprestado, desta vez ao Valladolid, onde fez uma época interessante (36 jogos, 7 golos)

Devido à boa temporada no Valladolid, voltou a integrar a equipa principal do Real Madrid, mas, mais uma vez, o sucesso do atacante espanhol foi o mesmo (nulo). No entanto, desta feita, o Real Madrid já não alinhou em empréstimos e vendeu-o ao Betis que, surpreendentemente, o acolheu de braços abertos.

Em Sevilha esteve entre 2003 e 2005, fazendo 17 jogos e apenas dois golos, levando os responsáveis béticos a perceberem que, realmente, não tinha sido boa ideia a sua contratação e a emprestá-lo, em Janeiro de 2005, ao Málaga, onde Tote, mais uma vez, demonstrou todo o seu faro de golo (zero tentos em nove jogos).

De insucesso em insucesso, o atacante castelhano não desistia e, em 2005/06 transferiu-se para o Valladolid, que voltou a aguentá-lo como titular a época inteira, mas sem receber grande produtividade de Tote (3 golos em 30 jogos).

Cansado de andar de um lado para o outro, Tote decidiu que, desta vez, iria encontrar um clube que o acolhesse para a vida e, assim, surgiu o Hércules, onde permanece até hoje. No clube de Alicante, tem sido sempre titular e já contabiliza 140 jogos. Os golos, esses, é que continuam a ser poucos, pois apenas concretizou 27 golos desde que chegou ao Hércules.

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Bruno Conti a jogar pela AS Roma

Mágico, criativo, tecnicista, inteligente, rápido e incisivo. Na verdade, todos estas características são verdadeiras, mas, ao mesmo tempo, redutoras para caracterizar o enorme talento do antigo extremo da AS Roma. Campeão de Itália por uma ocasião (82/83) e vencedor da Taça de Itália por quatro vezes, Bruno Conti esteve presente na final da Taça dos Campeões de 1984, que opôs a equipa romana ao histórico Liverpool. Tratou-se de um jogo intenso, que chegou ao final do prolongamento empatado a uma bola e que só se decidiu nos penaltis, onde o extremo italiano, infeliz, falhou um dos castigos, contribuindo para a derrota nesse desempate (2-4). Esse penalti falhado foi, por certo, um castigo muito cruel do destino a um dos melhores jogadores italianos de sempre.

Bruno Conti  nasceu a 13 de Março de 1955 em Nettuno e chegou à principal equipa da Roma em 1973, com 18 anos. Nos primeiros anos da sua carreira, o jovem extremo não teve impacto imediato e, assim, aproveitou dois empréstimos ao Génova (75/76 e 78/79), para crescer como futebolista e preparar-se para atacar a titularidade absoluta no conjunto “giallorosso”.

De facto, foi nos anos 80 que se deu a grande explosão de Bruno Conti que participou em uma das melhores equipas da Roma (a da década de 80), onde, ao lado de jogadores como Tancredi, Falcão e Pruzzo, conquistou um campeonato de Itália, venceu quatro Taças de Itália e esteve presente nessa infeliz final da Taça dos Campeões, perdida diante do Liverpool.

Na AS Roma, Conti foi sempre um extremo explosivo, conhecido por ser mais brasileiro do que os brasileiros e que encarava os adversários sem medo, usando e abusando da sua criatividade, rapidez supersónica e magnífica capacidade de passe. Durante o seu percurso na Roma (1973 a 1990, salvo empréstimos ao Génova), o internacional italiano fez 37 golos em 304 jogos e garantiu, facilmente, o estatuto de lenda do clube romano.

Além do sucesso obtido no clube “giallorosso”, Bruno Conti também fez carreira de grande nível na “squadra azzurra”, sagrando-se campeão do mundo no Espanha 82 e participando no Mundial do México, em 1986, onde a Itália caiu nos oitavos de final. Ao longo de seis anos na selecção transalpina, Conti conseguiu 47 internacionalizações e cinco golos.

Para finalizar, deixo-vos um vídeo do antigo internacional italiano para que possam conhecer ou rever um pouco do seu enorme talento.

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Estávamos a 24 de Abril de 1991, no minuto 89, da meia-final da Taça UEFA entre Roma e Brondby, num encontro disputado no Olímpico de Roma e o resultado saldava-se num 1-1, que, após o 0-0 da Dinamarca, colocava o Brondby na final da Taça UEFA (se passasse ia defrontar o Inter na final). Tudo corria bem e os escandinavos já faziam a festa quando o inevitável Rudi Völler fez o 2-1 e colocou a equipa romana na final prova europeia. Foi a ocasião em que os dinamarqueses estiveram mais perto de uma competição europeia em toda a sua história e, curiosamente, sabem quem é que o Internazionale eliminou na outra meia-final? Sim, foi o Sporting Clube de Portugal…

Quem é o Brondby

O Brondby foi fundado em 1964, começando na sexta divisão do futebol dinamarquês e demorou algum tempo a subir na escala futebolística daquele país escandinavo, pois apenas chegou à segunda divisão em 1977 e à primeira divisão no final da temporada de 1981.

No entanto, a partir de meados dos anos 80, a equipa escandinava, onde actuaram, nessa década, jogadores como Michael Laudrup e Peter Schmeichel, começou a conquistar bastantes títulos e a afirmar-se como a grande potência do futebol dinamarquês. Para terem uma ideia, o Brondby, nas décadas de 80 e 90, conquistou oito campeonatos da Dinamarca, três Taças da Dinamarca, 3 Supertaças e esteve presente nos quartos de final da Taça dos Campeões (1986/87) e nas meias-finais da Taça UEFA (1990/91).

Depois deste período de algum domínio no futebol dinamarquês, o Brondby, a partir da década de 2000, começou a contar com o crescimento do FC Copenhaga que passou a ser o grande dominador daquele campeonato escandinavo. Assim sendo, foi sem surpresa que o Brondby, desde 2000, apenas conquistou três campeonatos (o último foi em 2004/05), três Taças da Dinamarca e 2 Supertaças.

Na temporada transacta, o Brondby terminou o campeonato na terceira posição, atrás do campeão: FC Copenhaga e do vice-campeão: OB Odense.

Como joga

Ao contrário do anterior adversário do Sporting (FC Nordsjaelland) que tinha um sistema e uma atitude perante o jogo pouco “escandinava”, o Brondby é uma equipa de perfil tipicamente viking, ainda que, como costuma ser normal nas equipas da Dinamarca, não seja uma equipa totalmente “tosca”.

O Brondby actua num 4-4-1-1, tendo, como única nuance a um 4-4-2 clássico, a colocação do seu jogador de maior renome: o internacional sueco Alexander Farnerud, nas costas do ponta de lança, que deve ser o perigoso gambiano Jallow.

De resto, trata-se de uma equipa muito organizada, que raramente tem erros posicionais, mas que não prima muito pelo talento individual. Tem dois centrais muito competentes (Bischoff-Von Schlebrugge), um lateral direito muito ofensivo e que poderá provocar problemas a Evaldo (Wass) e um extremo esquerdo com grande qualidade e que até já jogou no Ajax (Khron-Dehli).

Em princípio, hoje, no Alvalade XXI, o Brondby deve apresentar o seguinte onze:

Jallow é um atacante perigoso

Quem é que os leões devem ter debaixo de olho – Jallow

O internacional gambiano é, por certo, um dos jogadores mais interessantes deste Brondby e, pelas suas características (1,85 metros e forte fisicamente), pode ser especialmente perigoso para a defesa leonina.

Jallow, de apenas 21 anos, iniciou a sua carreira aos 15 anos, no Wallidan do seu país natal. No entanto, o seu talento precoce era tão notório que, cerca de um ano depois, o gambiano assinou pelo Al-Ain dos Emirados Árabes Unidos.

Apesar de muito jovem, Ousman Jallow soube crescer no clube árabe, tendo, ainda, passado uma temporada (2006/07) no Raja Casablanca por empréstimo, numa etapa muito importante do seu crescimento como futebolista.

Depois desse empréstimo ao clube marroquino, o gambiano assumiu-se, definitivamente, como titular do Al-Ain e, provavelmente, no mais importante dos jogadores daquele clube dos Emirados Árabes Unidos. Assim sendo, foi sem surpresa que clubes como o Chelsea e o Arsenal se interessaram pelo seu concurso, ainda que, por problemas com o visto de trabalho, tornou-se impossível a sua saída para Inglaterra.

Aproveitou o Brondby que o contratou e não se arrependeu, pois desde 2008, o internacional gambiano assumiu-se como um excelente ponta de lança, muito rápido, forte e oportuno, que sabe finalizar, mas, ao mesmo tempo, servir os colegas. Ainda muito jovem, Jallow já fez 49 jogos (14 golos) pelo clube viking e é um jogador cada vez mais adulto e inteligente.

Um jogador muito interessante e que Paulo Sérgio deve saber como parar nesta eliminatória europeia.

As hipóteses leoninas

Como Paulo Sérgio disse, o Sporting é favorito para esta partida. Pela sua história, experiência europeia e soluções do plantel, os leões são superiores ao Brondby e disso não existe qualquer dúvida.

No entanto, o Sporting tem sentido muitas dificuldades neste início de época como se viu diante do FC Nordsjaelland e do P. Ferreira e este Brondby, sendo superior a qualquer um destes dois adversários, será, por certo, uma equipa bem complicada para uns verde e brancos em crescimento.

Assim sendo, terá de surgir um Sporting muito concentrado e sem lacunas na finalização para que o Brondby seja ultrapassado e a fase de grupos da Liga Europa seja uma certeza.

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