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Coman

Coman é uma grande promessa romena

O campeonato romeno conheceu esta temporada um surpreendente campeão, mais concretamente o Viitorul Constanta, emblema cujo dono e treinador é o mítico ex-internacional romeno Gheorghe Hagi

Apenas fundado em 2009, o emblema que vem vivendo uma ascensão verdadeiramente meteórica começa não só a amealhar troféus como também a revelar grandes talentos, sendo talvez o avançado Florinel Coman talvez o mais cintilante de todos.

Em declarações ao jornal “A Bola”, que colocou hoje Coman no caminho do Benfica, Hagi comparou o jovem de 19 anos ao francês Mbappé, sublinhando que a única diferença entre o romeno e o futebolista do Mónaco é que ao seu atleta “ninguém no estrangeiro o conhece”.

Lapidado na Academia de Hagi

Florinel Teodor Coman nasceu a 10 de Abril de 1998 em Brăila, Roménia, tendo actuado nas camadas jovens do modesto Luceafărul Brăila, passando em 2011 para a Academia Gheorghe Hagi, emblema que serve como viveiro de talentos do Viitorul Constanta.

Pela equipa sénior do Viitorul, aliás, haveria de estrear-se no campeonato romeno logo em 2014/15, num duelo diante do Astra Giurgiu, e isto apenas oito dias após completar 17 anos de idade.

A explosão, contudo, surgiria na actual temporada, campanha onde Florinel Coman foi um dos destaques do surpreendente campeão romeno, ou não tivesse somado seis golos e sete assistências em 28 jogos, números que, aos 19 anos, terão chamado à atenção do Benfica, clube que se terá antecipado a forte concorrência para assegurar o talentoso atleta.

Um diamante por lapidar

A qualidade e, acima de tudo, enorme potencial de Florinel Coman é algo indiscutível, e mesmo que a colagem que Hagi fez entre o romeno e Mbappé possa ser um pouco exagerada nesta fase, até porque não se pode comparar a Liga Romena à Ligue 1, a verdade é que podemos estar perante um excelente investimento do Benfica.

O internacional sub-19 romeno é preferencialmente um extremo-esquerdo, que joga com o pé direito, situação que lhe permite ser fortíssimo nas diagonais para a zona central, movimentação em que é especialmente perigoso, fruto da sua velocidade, apuradíssima técnica individual, capacidade física e bom remate de longa distância.

Certo é que apesar de estar especialmente talhado para essa função de falso extremo-esquerdo, a verdade é que Coman pode oferecer polivalência a Rui Vitória, uma vez que também pode actuar nesse mesmo flanco como um ala/extremo de perfil mais puro, assim como actuar do lado direito ou inclusivamente a segundo avançado.

Inegável, contudo, é que o jovem de 19 anos dificilmente será um futebolista para ter um impacto imediato na equipa sénior do Benfica, até porque as exigências que vai encontrar em Portugal serão muito maiores do que as que encontrava na Roménia. De qualquer maneira, se for bem trabalhado pelos encarnados, e se cumprir com todo o seu potencial, poderemos estar perante uma excelente mais-valia para o médio-prazo.

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Iancu é um talento do Steaua

Iancu é um talento do Steaua

Um dos mais promissores futebolistas da Europa de Leste é o internacional sub-21 romeno Gabriel Iancu, jovem avançado que vai evoluindo no emblemático Steaua de Bucareste, actual bicampeão romeno.

Trata-se de um jogador nascido a 15 de Abril de 1994 em Bucareste, Roménia, e que passou pelas camadas jovens do Steaua de Bucareste, Concordia ChiajnaGheorghe Hagi Academy, isto antes de se estrear profissionalmente em 2011, ao serviço do Viitorul Constanta.

Sempre a crescer

Nesse clube das margens do Mar Negro, que ajudou inclusivamente a subir à primeira divisão romena, Gabriel Iancu somou 30 jogos e 10 golos, isto antes de garantir uma transferência para o Steaua a meio da temporada 2012/13.

Com apenas 18 anos no momento em que se transferiu para o clube da capital romena, a verdade é que Gabriel Iancu não sentiu o salto, já somando um total de 69 jogos e 14 golos, sendo que 29 desses jogos e oito desses golos são referentes à actual campanha de 2014/15.

Um verdadeiro talento

Gabriel Iancu pode actuar em várias posições no ataque, nomeadamente: ponta de lança, segundo avançado ou extremo, mas a verdade é que é como atacante de suporte, no apoio a um ponta de lança mais fixo, que o internacional sub-21 romeno atinge a plenitude das suas capacidades.

Afinal, trata-se de um jogador veloz, móvel, tecnicista e com uma excelente capacidade de passe, podendo funcionar como uma perfeita ligação entre o sector intermediário e a referência ofensiva, uma vez que consegue aliar as necessárias valências de um “dez” com a capacidade goleadora de um jogador que actua em zonas de finalização.

Por fim, de destacar, igualmente, a inteligência táctica de Gabriel Iancu, que se apresenta como um futebolista muito forte a jogar sem bola, numa característica que poderá vir a ser decisiva para que possa vingar entre a elite do futebol europeu.

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Mihai Roman é um

Mihai Roman é um “pinheiro” talentoso

Um “pinheiro” é algo que dá sempre jeito a equipas que privilegiam um futebol mais lateralizado e de frequentes cruzamentos para a área, sendo que, quando se encontra um ponta de lança que serve para esse tipo de jogo, mas, ao mesmo tempo, oferece outras soluções ofensivas, é natural que valha a pena observá-lo com a máxima atenção.

Um desses exemplos, aliás, é Mihai Roman, atacante que nasceu a 31 de Maio de 1992 em Craiova, Roménia, e que vai evoluindo actualmente no Pandurii, actual décimo classificado do campeonato daquele país da Europa de Leste.

Demorou a destacar-se

Mihai Roman começou a sua carreira profissional no Universitatea Craiova, em 2010/11, e onde somou apenas seis jogos, tendo passado na temporada seguinte para o Petrolul, clube onde também não vingou, fazendo 15 jogos, mas apenas um como titular.

Aliás, nas épocas seguintes, o jovem ponta de lança foi somando empréstimos a clubes como o Universitatea Cluj (2012/13), Turnu Severin (2012/13) e Sageata Navodari (2013/14), nunca se destacando verdadeiramente em nenhum desses emblemas.

Explodiu no Pandurii

Na actual temporada, contudo, e ao transferir-se para o Pandurii, Mihai Roman assumiu-se finalmente como um dos principais goleadores do futebol romeno, somando neste momento 35 jogos e 14 golos. Aliás, para terem uma ideia, o atacante de 22 anos soma, esta época, mais do dobro dos sete golos que havia marcado até chegar ao clube de Targu Jiu.

Esse bom desempenho permitiu-lhe inclusivamente chegar à principal selecção romena, pela qual se estreou a 7 de Fevereiro de 2015, num amigável diante da Bulgária (0-0).

Faz lembrar Cardozo

Encontrando-se naturalmente num patamar mais baixo, a verdade é que Mihai Roman lembra bastante Óscar Cardozo no seu estilo de jogo, uma vez que assume-se claramente como um target man, mas consegue ser muito mais do que uma mera referência ofensiva para cruzamentos, sendo igualmente capaz de combinar com os colegas e participar muito mais no jogo do que a maioria dos elementos com as suas características.

Com 1,90 metros e 80 quilos, o internacional romeno é um jogador que desgasta imenso as defesas e é, sem surpresa, muito perigoso no jogo áereo, sendo igualmente muito inteligente na forma como se posiciona na área, parecendo prever quase sempre onde deve surgir para facturar.

Perante as suas características físicas, também não surpreende que Mihai Roman seja um jogador lento, ainda que compense esse facto com o tal posicionamento inteligente, sendo ainda de realçar a boa qualidade técnica do romeno, que é bem notória na forma como trata o esférico e na hora de atirar à baliza. Também aqui, aliás, a lembrar o “Tacuara”.

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A criação da UEFA em 1954 foi o grande impulsionador para que se fizesse uma grande competição europeia de selecções, sendo que o sonho tornou-se realidade a 5 de Abril de 1958, altura em que República da Irlanda e Checoslováquia deram o pontapé de saída na fase preliminar da prova. Apesar de tudo, esta prova ainda começou de forma algo “coxa”, pois apenas dezassete selecções participaram no certame, contando-se as ausências de países como a Alemanha Ocidental, Bélgica, Itália e Inglaterra. Na fase final, disputada em França, destacou-se a União Soviética, equipa que contou com o genial Yashin e o cerebral Netto como grandes artífices do título europeu.

Matateu ajudou a eliminar a RDA

Portugal mostrou-se superior aos alemães de leste

O campeonato da Europa arrancou com uma fase preliminar onde apenas entraram checoslovacos e irlandeses, sendo que a Checoslováquia respondeu ao desaire da primeira mão (0-2), com um triunfo categórico (4-0) no duelo decisivo.

Finda essa ronda, chegou-se aos oitavos de final, onde a Roménia venceu a Turquia (3-0 e 0-2), a Espanha superou a Polónia (4-2 e 3-0), a URSS eliminou a Hungria (3-1 e 1-0), a França esmagou a Grécia (7-1 e 1-1), a Jugoslávia superiorizou-se à Bulgária (2-0 e 1-1), a Áustria triunfou diante da Noruega (1-0 e 5-2) e a Checoslováquia passeou diante da Dinamarca (3-2 e 5-1).

Portugal, que tinha como principais estrelas Coluna e Matateu, teve como adversário a República Democrática da Alemanha, tendo vencido as duas partidas diante dos germânicos e, dessa forma, conseguido o apuramento para os quartos de final. Em Berlim Oriental, a equipa das quinas venceu por 2-0, com golos de Matateu e Coluna, enquanto, no Porto, o triunfo foi por 3-2, com dois tentos de Coluna e outro de Cavém a superiorizarem-se aos golos de Vogt e Kohle.

Qualidade de Coluna não foi suficiente para superar a Jugoslávia

Lusos incapazes de contrariar poder jugoslavo

Os quartos de final haviam de ficar marcados pela recusa da Espanha de defrontar a União Soviética. A imposição do General Franco devia-se ao facto deste não concordar com o regime comunista praticado em Moscovo. Como tal, os soviéticos apuraram-se para a fase final sem jogar.

Portugal, por sua vez, teve como adversário a Jugoslávia e até teve um início auspicioso, marcado por um triunfo (2-1) no Estádio Nacional com golos de Santana e Matateu. Contudo, na segunda mão, Kostic comandou uma equipa jugoslava a uma vitória categórica por 5-1, num jogo em que o tento de Cavém teve pouca importância para o desenlace final.

Nos outros duelos desta ronda, a Checoslováquia superou a Roménia (2-0 e 3-0) e a França não deu hipóteses à Áustria (5-2 e 4-2).

Just Fontaine foi baixa de peso para a França

França desiludiu na fase final

A fase final do Euro 1960 foi disputada em França e contou com a presença da equipa gaulesa, URSS, Checoslováquia e o carrasco português: Jugoslávia.

O sorteio das meias-finais da prova colocou franceses em confronto com os jugoslavos e os soviéticos em confronto com os checoslovacos, sendo que os gauleses, orfãos das estrelas do Mundial 58 Kopa e Fontaine, até estiveram a vencer por 4-2, mas acabaram vergados a uma derrota por 5-4 com os jugoslavos, enquanto os soviéticos superaram tranquilamente os checoslovacos por três bolas a zero.

Desiludida por ter sido afastada de uma final que se iria disputar na sua capital, a França foi bastante desmoralizada para o encontro dos terceiros e quartos lugares, sendo que o desaire (0-2) nessa partida diante da Checoslováquia acabou por não surpreender.

Yashin era a estrela da URSS

Final * URSS 2-1 Jugoslávia

Na final, defrontavam-se duas selecções da Europa de Leste, mas que tinham abordagens distintas ao jogo. A Jugoslávia era uma equipa criativa e espectacular, com uma forma de jogar quase “brasileira”, enquanto os soviéticos eram um conjunto frio e eficaz que parecia obra de um qualquer laboratório de Moscovo.

A partida começou por se inclinar na direcção do conjunto mais espectacular, pois, ao minuto 41, Galic conseguia superar, finalmente, o mítico Yashin, guarda-redes que, entre as fases preliminares e final, apenas havia sofrido um golo até aquele momento.

Contudo, o terreno empapado beneficiava o maior poderio físico dos soviéticos que, ao quarto minuto do segundo tempo, chegaram ao empate por Metreveli.

Com o resultado empatado (1-1) a partida foi se desenrolando com alguma superioridade jugoslava, mas golos, esses, não apareceram até ao final dos noventa minutos, tendo o desafio que seguir para prolongamento. Aí, a superioridade física da URSS tornou-se evidente e, ao minuto 114, Ponedelnik correspondeu da melhor forma a um cruzamento de Meskhi, para garantir a vitória soviética (2-1) e a conquista do primeiro campeonato da Europa.

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Duckadam com a Taça dos Campeões

Existem jogadores que por maior que seja a sua carreira, ficam eternamente ligados a um momento único, um dia (ou noite) que lhes oferece a imortalidade pelo êxito que conseguiram naquele momento inédito de classe e inspiração. Para Duckadam, guarda-redes romeno de origem germânica, esse momento foi em Sevilha, na final da Taça dos Campeões de 1985/86 diante do super-favorito Barcelona. Num jogo desequilibrado e de domínio catalão, o Steaua soube sofrer e aguentar o 0-0 durante 120 minutos, esperando, depois, ser feliz no desempate por pontapés da marca da grande penalidade. Aí, os romenos tiveram a sorte que ansiaram, personificada na inspiração divina de Duckadam, jogador que cometeu a proeza de defender as quatro grandes penalidades apontadas pelos jogadores do Barça…

Chegou ao Steaua em 1982

Nascido a 1 de Abril de 1959, Helmuth Robert Duckadam actuou no Constructorul Arad e no UTA Arad, antes de se transferir para o Steaua Bucareste em 1982.

No clube da capital romena, o guarda-redes haveria de actuar até ao verão de 1986, tendo efectuado 80 jogos pelo Steaua Bucareste e conquistado dois campeonatos romenos, uma Taça da Roménia e, mais importante que isso, uma Taça dos Campeões.

Essa prova, conquistada em 1986 em Sevilha, foi vencida no desempate de grandes penalidades após um 0-0 durante os 120 minutos, num jogo em que o Barcelona foi sempre superior ao Steaua, mas esbarrou na capacidade de Duckadam que tudo defendeu durante o jogo e, principalmente, no desempate por grandes penalidades.

Apenas duas vezes internacional

Apesar dessa noite de glória em Sevilha, a carreira do romeno de origem germânica nunca pode ter esse grande momento como exemplo. De facto, o guarda-redes apenas foi internacional romeno por duas ocasiões e, após a vitória na final da Taça dos Campeões, foi desaparecendo da vista, primeiro por uma suposta lesão nas mãos e, depois, por um suposto problema no sangue.

Ainda tentou regressar ao futebol em 89, mas sem grande sucesso, dizendo-se que o seu súbito ocaso se deveu à inveja do filho do ditador Ceausescu, homem que, diz-se, lhe trucidou a carreira quando soube que o guarda-redes ousou criticar o regime do seu pai.

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Claudiu Bumba é um talento precoce

No modesto Targu Mures romeno, actua um médio-ofensivo/ala-esquerdo de 18 anos que tem surpreendido pela qualidade precoce, tendo já conseguido chegar a internacional A: Claudiu Bumba.

Nascido a 5 de Janeiro de 1994 em Baia Mare, Roménia, Claudiu Vasile Bumba iniciou a sua carreira nas camadas jovens do Atletic Club Satu Mare, tendo se transferido posteriormente para o FC Baia Mare em 2009.

Com apenas 15 anos, o médio-ofensivo estreou-se pelo FC Baia Mare, tendo efectuado 27 jogos e 7 golos por um modesto clube que haveria de se dissolver e transformar no FC Maramureş Universitar Baia Mare.

Chegou precocemente à primeira divisão romena e à selecção

No Verão de 2011, o jovem talento transferiu-se para o Targu Mares da primeira divisão romena, tendo-se estrado no principal escalão aos 17 anos, num desafio diante do Dínamo Bucareste e tendo marcado o primeiro golo em Outubro transacto num empate diante do Sportul Studentesc.

Em Janeiro deste ano, o romeno de 18 anos haveria de se tornar internacional A, estreando-se pela Roménia numa vitória diante do Turcomenistão (4-0).

Médio-ofensivo ou ala-esquerdo de grande talento

Aos 18 anos, Claudiu Bumba é uma das grandes promessas de futuro do futebol romeno, demonstrando grande maturidade para a tenra idade e assumindo-se como um jogador rápido, tecnicista e com sentido de baliza.

Preferencialmente, penso que funciona melhor como “dez”, local onde consegue desenvolver melhor o seu futebol criativo e de grande visão de jogo, para além de estar numa posição onde mais facilmente pode dar azo ao seu excelente remate de meia-distância.

Ainda assim, a ala-esquerdo, o jogador também é bastante acutilante, podendo, dessa forma, actuar sem problemas nessa posição sempre que o treinador necessitar.

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Marius Lăcătuş com a camisola do Steaua

O grande símbolo futebolístico do Steaua de Bucareste  foi um avançado alto e esguio que serpenteava por entre os adversários e que dava pelo nome de Marius Lăcătuş. Um dos jogadores romenos mais credenciados das décadas de 80 e 90, somou 357 jogos e marcou 98 golos no campeonato da Roménia com a camisola do Steaua, o clube da sua vida, e no qual apenas não actuou durante cinco anos da sua carreira desportiva. Jogador de técnica refinada e de drible em corrida, fez com que o perfume do seu futebol se tornasse na imagem fiel do estilo de jogo romeno, sendo que os adeptos, ainda hoje, ecoam muitas vezes o seu nome no Arena Nationala.

Produto das escolas do FC Brasov, ajudou o Steaua a conquistar uma Taça dos Campeões

Marius Mihai Lăcătuş nasceu a 5 de Abril de 1964 em Brasov, Roménia, tendo iniciado a sua carreira nas camadas jovens do clube local, o FC Brasov.

No clube da Transilvânia, haveria de se estrear profissionalmente em 1981, tendo efectuado 45 jogos (5 golos) até se transferir para o Steaua de Bucareste em 1983. No gigante da capital romena, haveria de permanecer até 1990, fazendo 200 jogos (59 golos) e ajudando o Steaua a conquistar cinco campeonatos romenos, três taças da Roménia e, acima de tudo, uma Taça dos Campeões em 1985/86, vencida nas grandes penalidades diante do super-favorito Barcelona.

Sem grande impacto em Itália e Espanha

Em 1990/91, no rescaldo do Mundial 90, o avançado mudou-se de armas e bagagens para Itália, onde foi representar a Fiorentina. Todavia, após uma temporada apenas mediana ao serviço do clube de Florença, Marius Lăcătuş, transferiu-se para o Oviedo, onde haveria de permanecer durante duas épocas.

No clube asturiano, o internacional romeno foi utilizado em 51 jogos do campeonato espanhol, tendo marcado sete golos, mas nunca justificou o estatuto de estrela com que chegou ao país vizinho.

Regressou a Roménia para voltar a brilhar com intensidade

Em 1993/94, com 29 anos, Marius Lăcătuş regressou ao futebol romeno e ao seu Steaua Bucareste, na esperança de recuperar o brilho da sua carreira, algo perdido nos três anos em que andou pelo estrangeiro.

No clube da capital romena, o avançado voltou a não defraudar as expectativas dos adeptos do Steaua, tendo somado mais 157 jogos (39 golos) até 2000, altura em que deixou o histórico emblema. Nesse período, o internacional romeno conquistou mais cinco campeonatos da Roménia, três taças da Roménia e três supertaças locais.

Em 2000, ainda se transferiu para o National Bucareste, mas tratou-se duma curta experiência, pois o atacante retirou-se passado apenas 12 jogos pelo modesto emblema da capital romena.

Presente em dois campeonatos do Mundo e um campeonato da Europa

Marius Lăcătuş esteve presente nos Mundiais de 1990 e 1998, provas onde a equipa romena atingiu os oitavos de final da prova, estando ainda presente no Euro 96, competição onde a Roménia foi menos feliz, pois não passou sequer da primeira fase.

Internacional por 84 ocasiões (13 golos), o atacante actuou na selecção romena entre 1984 e 1998, sendo que nas grandes competições que a Roménia disputou nesse período, a lenda do Steaua apenas falhou o Euro 84 e o Mundial 94, assumindo-se, assim, como um dos melhores jogadores da sua geração.

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