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Posts Tagged ‘Rúben Amorim’

Roberto tem estado na mira dos benfiquistas

É com algum desânimo que começo a escrever a minha primeira crónica sobre o Sport Lisboa e Benfica na época 2010/2011. Após uma época em que a única desilusão foi a derrota com o Liverpool em Anfield Road por 4-1 e em que o Sport Lisboa e Benfica perdeu apenas dois jogos no campeonato, a época oficial 2010/2011 começou com uma derrota na Supertaça Cândido de Oliveira e duas derrotas no Campeonato Nacional, isto em apenas duas jornadas.

A equipa não será a mesma? Jorge Jesus não é o mestre da táctica? Será tudo culpa do menino 8,5 milhões?

Enumero aqui alguns problemas:

1. Começo pelo Guarda-Redes. Sofrer 6 golos em 3 jogos? Não percebo como Roberto custa 8,5 milhões e o Eduardo apenas 4 milhões e nós vamos comprar o mais caro. Não percebo como Roberto pode ser tão mau. Aliás, não acredito que Roberto seja assim tão mau. Mas também não acredito no Júlio César e no Moreira. Solução? Não sei.

2. Que defesa é aquela? Não se sabem posicionar numa bola parada? Andam desconcentrados? Acordem para a vida.

3. Que meio campo é aquele? Onde está o Javi? Aimar não aguenta mais de 30 minutos. Gaitan não é ala. Amorim que seria o substituto ideal de Ramires está em má forma. Carlos Martins que foi o melhor na pré-época não joga. Não percebo.

4. Ataque? Aquilo é um ataque? Apenas 2 golos marcados em 3 jogos? Cardozo ainda se mexe menos do que era normal. Saviola anda perdido. O jogador mais perigoso no ataque do Benfica é o seu defesa-esquerdo: Fábio Coentrão.

5. Forma Física: Parecem um bando de reformados. Quem os treina?

6. Dinâmica: Equipa não tem dinâmica, não se percebe como uma equipa que era muito móvel e imprevisível agora parece que não tem ideias. Jesus, desaprendeste?

7. Disciplina: Nem comento. Na Supertaça devíamos ter acabado o jogo com 8. Andam descontrolados?

8. A cara de Jesus. Onde está a arrogância que tanto me agradava? Agora olhamos para a cara de Jesus e parece que tem medo e não sabe o que fazer para mudar as coisas.

Eu continuo a acreditar em Jorge Jesus, Rui Costa, LFV e nos jogadores, mas algo tem de ser feito. Isto não é normal. E não é com contratações “à pressa” que vamos resolver os nossos problemas.

Continuo a acreditar que o Sport Lisboa e Benfica será campeão e que fará uma boa Champions League. Se eu acreditava que era possível recuperar uma eliminatória depois de perder em Vigo por 7-0, porque não vou acreditar que isto é apenas uma fase que será ultrapassada?

Força Benfica!

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Ao contrário da temporada passada e apesar de o Benfica nem ter feito uma pré-época de má qualidade, os índices de confiança da equipa e dos adeptos não são os melhores para a nova temporada. Essa situação agravou-se com a perda da Supertaça para o FC Porto e com a saída do plantel de Di Maria e Ramires que eram, na época passada, uma espécie de asas de todo o jogo ofensivo da águia. Ainda assim, o Benfica adquiriu bons valores como Jara e Gaitán, que apenas precisam de tempo para despontarem e demonstrarem todo o seu potencial, sendo que, em primeira instância e olhando para o plantel actual, a passagem para o 4-3-3 talvez seja a melhor opção.

Pensando nesse esquema táctico, irei explanar aquele que, na minha opinião, seria o esquema mais adequado para as águias.


Na baliza optaria por Roberto, um guarda-redes que, apesar de bastante criticado, fez uma excelente época no Saragoça e apenas precisa de tempo para se adaptar a um clube com outras ambições como o Benfica. Com a ajuda do mítico “terceiro anel”, o espanhol deverá superar esse estigma de forma rápida.

Quanto à defesa, seria a base da época passada. As laterais com Fábio Coentrão, à esquerda, a funcionar como o lateral mais ofensivo e que dá mais profundidade ao futebol encarnado e Maxi Pereira, à direita, com mais obrigações defensivas, ainda que sem nunca descurar a hipótese de, sempre que possível, subir no terreno. Por outro lado, no centro, David Luiz e Luisão iriam reeditar uma dupla que tanta segurança deu a época passada.

No miolo, optaria por três elementos: Javi García-Rúben Amorim-Aimar. Neste esquema, o espanhol seria um médio defensivo puro, com grandes preocupações de recuperação de bolas e, também, de encostar aos centrais sempre que necessário; Rúben Amorim, por outro lado, seria um elemento que iria fechar as subidas de Maxi Pereira à direita e, ao mesmo tempo, funcionaria como ligação entre o trinco e o número 10; Por fim, Pablo Aimar seria o jogador com obrigação de dar imaginação e criatividade ao futebol encarnado, poupando-se a desgaste em tarefas defensivas e ficando, exclusivamente, com a obrigação de pautar todo o jogo ofensivo das águias.

Sabendo que Aimar não tem frescura para uma época inteira, Carlos Martins poderia, facilmente, ir alternando com o argentino ao longo da temporada.

O trio de ataque fechava o 4-3-3 e seria composto por Saviola, Jara e Cardozo. Nesta táctica, os argentinos iriam jogar nas costas do paraguaio, tentando cair nas alas (nomeadamente no flanco direito), trocando muitas vezes de posição, fazendo diagonais para o centro e tentando criar o máximo de desequilíbrios para as defensivas contrárias. Por outro lado, Óscar Cardozo seria a referência ofensiva do Benfica, jogando fixo na área e funcionando como referência tanto para tabelas e/ou serviços de Aimar, Saviola e Jara, como para cruzamentos dos laterais/avançados.

Na minha opinião, este onze disfarçaria as saídas de Di Maria e Ramires do plantel e, mesmo que o Benfica não jogasse ao nível da época anterior, seria possível fazer uma excelente temporada.

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Ruben amorim

Chegou à última da hora e pode ser uma mais valia

Apesar de muitos defenderem a sua presença nos convocados de Queirós, apenas foi chamado à última da hora para substituir Nani. Aos 25 anos, Ruben Filipe Marques Amorim é um jogador completo e num bom momento de forma, que poderá ser muito útil à selecção nacional.

Começou como médio e ez a sua formação no Belenenses, onde estreou-se no campeonato português em 2003, na vitória frente ao Alverca (2-0 no restelo). Mas foi na época 2005/06 que se estabeleceu como peça fundamental da equipa treinada, fazendo três épocas em bom plano – duas das quais onde foi orientado pelo seu actual treinador, Jorge Jesus. Em 2007, apesar do interesse de vários clubes (incluindo o Benfica, Sporting de Braga, FC Porto, Shalke 04 ou Tottenham), Ruben rejeita uma possível transferência. Na temporada seguinte (2008/09), muda-se para o Benfica, após o seu vínculo ao Belenenses expirar, e foi titular indiscutível, efectuando exibições de grande regularidade e consistência. Esta época, com a chegada de Javi Garcia e Ramires, perde espaço no meio campo, mas acaba por ser adaptado a defesa direito, onde faz um grande final de época.

Ruben Amorim é um jogador inteligente, dedicado e bom tacticamente. Não sendo um prodígio técnico, tem um domínio da bola interessante para as posições onde joga. A sua capacidade de preencher os espaços e “ler o jogo”, permitem-lhe que actue no centro do terreno e no lado direito da defesa sem perder a consistência da sua performance. Como lateral, não é especialmente rápido, mas a sua inteligência em campo permite-lhe uma gestão impecável das suas movimentações pelo corredor. O seu ponto fraco é o jogo aéreo, não sendo alto (1,80m), nem tendo uma impulsão acima da média, acaba por ser um alvo fácil neste aspecto.

Ruben esteve presente das camadas jovens da selecção portuguesa, participando no campeonato europeu de sub-21 (2007) e nos Jogos Olímpicos desse mesmo ano. A sua chamada ao mundial aconteceu com a lesão de Nani e jogou logo o primeiro jogo da competição.

Perante a sua boa forma e qualidade como jogador, poderá ser uma alternativa viável para o lado direito da defesa ou como interior (num 4-4-2 losango). Mas, se quiser agarrar um lugar no onze, terá de mostrar nos treinos o que os seus colegas mostraram durante dois anos às ordens de Queirós.

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miguel portugal

Miguel na selecção de portugal

Jogador importante no passado recente da selecção portuguesa, Miguel, de 30 anos, tem perdido espaço na equipa das quinas. Perante as alternativas existentes para o lugar de defesa direito, será Miguel, ainda, uma mais valia?

Começou a sua carreira, como extremo direito, no Estrela da Amadora, onde jogou até se transferir para o Benfica em 2000. No clube da luz, jogou durante cinco temporadas, conquistou um campeonato e uma taça de Portugal, e fez a sua transição para a posição que o viria a consagrar como jogador: defesa direito. As boas exibições de águia ao peito e com a camisola da selecção nacional fizeram despertar o interesse de clubes de campeonatos mais competitivos, e em 2005, Miguel assina um contracto com o Valencia FC, numa transferência de 7,5 milhões de euros. Em Espanha, afirma-se na primeira equipa e ganha o lugar de defesa direito, tendo, em cinco anos, completado 132 jogos na primeira liga espanhola.

Na selecção, Miguel estreou-se em 2003, frente à Itália, mas foi no Euro2004 que brilhou, fazendo um grande campeonato e afirmando-se como um dos melhores laterais do futebol europeu. Nos últimos tempos, tem perdido espaço na selecção, em especial pela ascensão de Bosingwa. Mas, a lesão do lateral do Chelsea facilitou a sua presença entre os 23 convocados para o mundial da África do Sul.

Miguel caracterizou-se por ser um lateral aguerrido, rápido e bom no apoio ao ataque. No entanto, tem vindo a perder o seu fulgor e velocidade, já não sendo tão temível no apoio ao ataque, nem capaz de recuperar tão bem a posição quando sobe pelo corredor direito. O seu sentido posicional não é muito forte, e se, noutros tempos, colmatava esse facto com velocidade na recuperação dos espaços, hoje em dia, essa debilidade encontra-se mais exposta. É indiscutível que continua a ser um bom jogador, mas poderá já não ser a mais valia que a selecção necessita, em especial por ter vindo a perder a capacidade de desequilibrar naquelas que eram as suas mais valias.

Paulo Ferreira é a primeira escolha de Carlos Queirós para o lado direito da defesa e Miguel, provavelmente, não terá a oportunidade de jogar neste mundial. Especialmente, pela chegada de última hora de Rúben Amorim, que se demonstrar nos treinos a boa forma com que acabou a época, poderá mesmo discutir um lugar no onze inicial.

Tendo em conta o seu historial e qualidade, não podemos afirmar que Miguel é um jogador a mais na selecção. Mas, em função das alternativas existentes, Miguel será apenas mais um jogador que Carlos Queirós decidiu incluir na sua convocatória para o campeonato do mundo.

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Portugal participou em quatro campeonatos do mundo e podemos dividir essas participações em dois tipos de presença: o oito e oitenta. Em 1966 e 2006, a equipa das quinas teve excelentes campanhas e apenas foi eliminado nas meias finais, terminando essas competições em terceiro e quarto lugar respectivamente. Por outro lado, em 1986 e 2002, Portugal viveu participações conturbadas com más fases de preparação e problemas graves como o Caso Saltillo (México 86) e o famigerado estágio de Macau (Japão/Coreia 2002), sendo eliminado logo na primeira fase. Agora, em 2010, a selecção lusitana irá desempatar e com atletas da qualidade de Pepe, Ronaldo, Ricardo Carvalho ou Deco, esperemos que o desempate seja para o lado das participações positivas.

A Qualificação

Esperava-se que Portugal, pela qualidade dos seus jogadores, tivesse vivido uma fase de apuramento bem mais simples do que viveu.

Integrada no Grupo 1 com Dinamarca, Suécia, Hungria, Albânia e Malta, a equipa portuguesa foi incapaz de vencer a Dinamarca (2-3 e 1-1) e a Suécia (0-0 e 0-0), tendo tido mesmo um resultado patético que passou pelo empate caseiro diante da Albânia (0-0), num jogo em que os albaneses jogaram 60 minutos com apenas dez unidades.

Ainda assim, as vitórias diante da Hungria (3-0 e 1-0), Malta (4-0 e 4-0) e na Albânia (2-1), aliadas a uma mediana campanha dos suecos, permitiu aos lusos assegurarem o segundo lugar no agrupamento e o consequente apuramento para o playoff.

Defrontando a Bósnia nesse duelo decisivo, Portugal acabou por garantir o acesso ao Mundial 2010 graças a dois triunfos pela margem mínima (1-0), mas com exibições bem díspares. No primeiro jogo, em casa, Portugal foi feliz na vitória, pois os bósnios viram os postes devolverem-lhes três remates. Por outro lado, no segundo encontro, em Zenica, a equipa das quinas fez um excelente jogo e o 1-0 até acabou por ser um resultado lisonjeiro para os bósnios, tal o número de oportunidades falhadas pela selecção portuguesa.

Em suma, foi com uma campanha irregular e sinuosa que os portugueses se apuraram para o campeonato do mundo.

Grupo 1 – Classificação

  1. Dinamarca 21 pts
  2. Portugal 19 pts
  3. Suécia 18 pts
  4. Hungria 16 pts
  5. Albânia 7 pts
  6. Malta 1 pt

Playoff

Portugal 1-0 Bósnia / Bósnia 0-1 Portugal

O que vale a selecção portuguesa?

Em termos individuais e mesmo com as ausências por lesão de Bosingwa e Nani, Portugal tem uma equipa de grande qualidade, recheada de elementos habituados à alta roda do futebol europeu. No entanto, a principal preocupação para a equipa técnica portuguesa passa por criar um colectivo forte e tirar melhor partido de alguns elementos que, quando jogam na selecção, não costumam render ao nível do que fazem nos seus clubes como Ronaldo ou Liedson.

A equipa das quinas deve apresentar Eduardo na baliza, um guarda-redes globalmente seguro, mas algo instável nos cruzamentos e um quarteto defensivo composto por uma excelente dupla de centrais: Bruno Alves e Ricardo Carvalho. Neste esquema, o jogador do FC Porto será o central de marcação e o atleta do Chelsea, muito inteligente tacticamente, ficará mais livre no centro da defesa. Depois, nas laterais, Queirós deve actuar com Fábio Coentrão (à esquerda), um jogador muito competente a defender, mas cujo ponto forte é a sua capacidade de subir no flanco e criar desequilíbrios no ataque, sendo que, no flanco oposto, deverá actuar Paulo Ferreira, um jogador mais defensivo e com inteligência táctica, ideal para o equilíbrio defensivo de Portugal. Ainda assim, com a chegada de Rúben Amorim ao lote dos 23, não será de excluir a possibilidade de o jogador do Benfica substituir o atleta do Chelsea no flanco direito da selecção nacional.

Depois, no meio campo, Portugal deve jogar com três elementos: um trinco, um box to box e um número 10. No vértice mais defensivo do meio campo, Pepe será a escolha natural do seleccionador português, todavia, se não tiver em condições, avançará Pedro Mendes, que, não tendo a altura do atleta do Real Madrid para a ajuda aos centrais, tem mais mobilidade e, defendendo bem, cria mais soluções ofensivas para a equipa nacional. À frente do trinco, surge outra dúvida: Raúl Meireles ou Tiago? No entanto, neste caso, a maior inteligência táctica e, acima de tudo, a bravura do médio do FC Porto deverá garantir-lhe a titularidade. A médio ofensivo jogará, naturalmente, Deco, que, mesmo com 32 anos, mantém uma criatividade e imaginação sem rival na selecção nacional.

Por fim, no ataque, Queirós, após a lesão de Nani, deverá apresentar Simão e Ronaldo nas alas e Liedson a ponta de lança. Neste esquema, pede-se, apesar das posições definidas em campo, bastante mobilidade do trio, situação facilitada pelas características dos três atacantes. Assim sendo, Ronaldo, partindo da direita, irá muitas vezes colar a Liedson no centro do ataque; Simão irá fazer muitas diagonais da esquerda para o centro como tanto gosta e, também, irá trocar várias vezes de flanco com Ronaldo; Já Liedson irá, como sempre, deambular por todo o reduto ofensivo de forma a criar espaços tanto para ele como, inclusivamente para os outros dois avançados.

Em suma, se Portugal revelar consciência colectiva e souber aliá-la ao seu natural talento individual, terá todas as condições para fazer um bom campeonato do mundo.

O Onze Base

Partindo do princípio que Pepe estará em condições de ser titular, Portugal deverá apresentar o seguinte onze: Eduardo (Sp. Braga) na baliza; Fábio Coentrão (Benfica), Bruno Alves (FC Porto), Ricardo Carvalho (Chelsea) e Paulo Ferreira (Chelsea) na defesa; Pepe (Real Madrid), Raúl Meireles (FC Porto) e Deco (Chelsea) no meio campo; Ronaldo (Real Madrid), Simão (Atl. Madrid) e Liedson (Sporting) no ataque.

Classificação – Previsão “A Outra Visão”

Habituado ao oito e ao oitenta, Portugal nunca é um país fácil para se prever uma classificação num campeonato do mundo. Ainda assim, num grupo com Brasil, Costa do Marfim e Coreia do Norte, é credível que Portugal dispute o primeiro lugar com os brasileiros, sendo que a equipa canarinha, pela sua enorme experiência em campeonatos do mundo, deverá ter, à partida, ligeira superioridade sobre a equipa das quinas.

Calendário – Grupo G (Mundial 2010)

  • 15 de Junho: Portugal vs Costa do Marfim
  • 21 de Junho: Portugal vs Coreia do Norte
  • 25 de Junho: Portugal vs Brasil

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Uma peça de equilíbrio táctico

Uma peça de equilíbrio táctico

Com a impossibilidade de Bosingwa estar presente na fase final do campeonato do mundo, a discussão pelo lugar de lateral direito ficou em aberto.

Vários nomes surgiram em agenda para além dos que acabaram por ser convocados: Ruben Amorim, João Pereira ou mesmo Miguel Lopes. Jogadores dos três grandes nacionais e que integraram a pré-convocatória do seleccionador. No entanto, Queirós optou por jogadores com experiência na selecção (Miguel e Paulo Ferreira), com quem já tinha trabalhado e que sabia com o que podia contar – um critério válido e coerente quando existe pouco tempo de trabalho para integrar jogadores novos numa área que necessita de aprendizagem de rotinas, o sector defensivo.

Analisemos então Paulo Ferreira. Nascido em Janeiro de 1979, o jogador de 31 anos é um lateral polivalente que tanto pode jogar na ala direita, como na ala esquerda da defesa.

Iniciou a sua carreira no Estoril, onde jogou até 1999/00, tendo-se transferido posteriormente para o Vitória de Setúbal. Em Setúbal jogou duas épocas com grande regularidade, chegando a despertar o interesse do Sporting. Mas, seria o Porto a assegurar a sua contratação, pela mão de José Mourinho. No Porto, Paulo Ferreira jogou duas temporadas foi sempre titular, fez exibições de grande regularidade, dando equilíbrio e segurança à equipa e ganhou quase tudo o que podia ganhar: dois campeonatos, uma taça de Portugal, uma Supertaça Portuguesa, um Taça UEFA e uma Liga dos Campeões. Mais uma vez pela mão de Mourinho, transfere-se para o Chelsea, em 2004, onde joga actualmente. Apesar de começar a sua aventura em Londres como titular, Paulo Ferreira foi perdendo lugar na equipa do Chelsea a partir da sua segunda temporada.

Apesar de perder o fulgor no seu clube, na selecção foi sempre uma opção válida para Scolari e para Queirós, jogando à direita e à esquerda sempre que necessário e marcou presença em todas as competições internacionais desde 2004.

Paulo Ferreira é um lateral que agrada mais aos técnicos com quem trabalha do que aos adeptos que o vêm jogar. Não é um lateral rápido e desiquilibrador que entusiasma a plateia com rasgos individuais ou desequilíbrios na parte ofensiva do jogo – apesar de ser ser bom nos cruzamentos para a área. O seu grande talento é a regularidade e capacidade táctica, cumprido à risca com as ordens que vêm do banco e dando consistência defensiva à equipa. Não sendo um gigante, é um jogador alto para a posição de lateral (1,82m), o que pode ser útil para compensar o défice de altura que a nossa selecção, por regra, tem em relação a alguns adversários.

Numa equipa que deverá jogar com três jogadores de tarefas claramente ofensivas e um lateral esquerdo de características atacantes (tanto Duda como Fábio Coentrão são laterais ofensivos), Paulo Ferreira pode desempenhar um papel muito importante no equilíbrio da equipa, libertando o génio dos alas Cristiano Ronaldo, Simão ou Nani.

Pela sua regularidade, experiência e “encaixe no sistema táctico” deverá ser o titular da selecção – pelo menos em jogos mais equilibrados e que requerem maiores cuidados defensivos. No entanto, parece-nos uma opção limitada do ponto de vista ofensivo, pelo que em jogos ou situações em que for necessário um forcing atacante mais acentuado faz todo o sentido que seja uma peça a sacrificar.

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Finalizada a época, a principal conclusão que podemos tirar é que o S.L. Benfica voltou a jogar “à Benfica” sendo que o mérito pertence em grande parte a Jorge Jesus. Mas, apesar do nome bíblico, não considero que aquilo que se passou este ano tenha sido fruto de um milagre. Foi, sim, fruto das capacidades e da inteligência de um grande treinador.

O primeiro mérito de Jesus está relacionado com a filosofia de jogo. O Benfica começou a jogar ao ataque, mostrando ser superior e não deixando o adversário respirar. Passou a pressionar no campo todo e a jogar 90 minutos com intensidade máxima. Os jogadores passaram a acreditar nas suas capacidades e que eram melhores de que o adversário. Ou seja, que a vitória chegaria mais cedo ou mais tarde. Resumindo, com Jesus o Benfica começou a jogar “à Benfica”.

Realce-se ainda a forma como Jesus “armou” a equipa e na forma como geriu o plantel.

Defesa

Jesus, tal como os antigos técnicos, apostou no guarda-redes mais experiente: Quim, que apesar de ser limitado deu segurança à defesa.

No quarteto defensivo, Luisão foi o líder e manteve a defesa calma e organizada. Jesus deu muito maior liberdade a David Luiz, que devido às suas capacidades físicas, conseguia subir e desequilibrar no ataque. Na defesa devido à sua rapidez conseguia dobrar e controlar os adversários mais rápidos.

Nas alas defensivas o Benfica sempre teve limitações, no entanto Jesus conseguiu que Maxi resolvesse, enquanto tinha força física, e que Amorim o substituísse, sempre que necessário (trocava raça e força física, por inteligência e qualidade de passe). Na esquerda descobriu Coentrão que, mais do que um defesa esquerdo, era um médio, o que tornou a ala esquerda do Benfica bastante ofensiva.

Meio – Campo

No meio campo temos de destacar o trabalho de Javi Garcia. Para mim foi o esteio de todo o futebol do Benfica. Só foi possível o adiantamento de Coentrão, Maxi e David Luiz devido às coberturas que eram feitas por Javi. Um jogador taticamente perfeito que lia o jogo de forma a que fosse possível o Benfica atacar com muitos sem perder o equilíbrio. 

E para além de defender, Javi também saia a jogar através de passe curto. Fazia o seu trabalho e depois deixava os restantes médios trabalharem um pouco. É caso para retribuir o gesto de amor ao Benfica pois os Benfiquistas também te amam.

Nos restantes médios incluímos Carlos Martins, Ruben Amorim, Pablo Aimar, Ramires, e claro Di Maria. Este merece um destaque pois sempre foi um jogar muito inconsequente e com Jesus não perdeu as suas características, a sua identidade, e começou a trabalhar para a equipa. Foi um dos jogadores mais importantes e desequilibradores da equipa. Junto com Coentrão constituiu uma ala esquerda temível.

Ataque

No ataque Jesus percebeu que o Benfica, devido ao futebol ofensivo praticado, precisava de uma referência mais física na área. Este posto foi muito bem ocupado por “Tacuara” Cardozo que se tornou melhor marcador do Campeonato e o melhor da Liga Europa (empatado com Pizarro). 

Mas este desempenho muito se deveu ao entendimento fantástico com Saviola. Saviola foi importantíssimo para fazer a ponte entre o meio campo e o ataque, ajudando a criar linhas de passe e espaço para os seus colegas entrarem na zona de finalização e marcarem.

Uma nota ainda para Weldon que quando foi chamado resolveu e ajudou o Benfica a alcançar pontos bastante importantes.

Adeptos

Jesus também soube gerir muito bem os Adeptos. Percebeu que estes poderiam empurrar a equipa e empenhou-se em acordar o vulcão adormecido. Esta gestão teve vantagens para a equipa de futebol ao nível da motivação, mas também para a saúde financeira do clube.

Conclusão: Goste-se ou não, o Sport Lisboa e Benfica é grande!

Nota: Peço desculpa aos jogadores, elementos da equipa técnica e dirigentes não referidos ao longo do texto, mas todos vocês também são campeões. Obrigado!

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