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Posts Tagged ‘Rubin Kazan’

Mandzukic podia ter sido o "pinheiro" do Sporting

Quando me lembrei de criar a rubrica “Olho Clínico”, pensei que pudesse ter dupla função no panorama desportivo português. Em primeiro lugar, pensei no normal adepto de futebol, que gosta de conhecer mais e melhor e que, certamente, teria todo o interesse em descobrir novos valores das paragens mais distantes do planeta futebol, mas, por outro lado, também acreditei que pudesse ser uma boa plataforma para que os clubes portugueses, muitas vezes presos a clichés de mercado, pudessem alargar horizontes e abandonar, de vez, o mesmo mercado saturado que já não lhes permite trazer “peixe graúdo”.

Desde dia 30 de Dezembro de 2009, apresentei, neste blog, 53 jogadores, sendo que nenhum deles actuava nas principais ligas europeias e, mesmo de campeonatos de média dimensão, como o francês, o grego, o belga ou o escocês, foram muitos poucos os jogadores que referenciei, limitando-me a mostrar talentos de primeiro plano como o Eden Hazard, o Sotiris Ninis, o Lukaku ou o Aiden McGeady.

Nesta rubrica, o meu interesse foi sempre viajar para países sul-americanos, do leste europeu e até países em grande expansão futebolística como o Japão ou, numa escala inferior, Chipre e Israel. Na verdade, fiz isso porque sei que aí os atletas ainda são acessíveis aos clubes portugueses, tendo, inclusivamente, o cuidado de mostrar jogadores para a bolsa dos três grandes, mas sem descurar outros que pudessem estar ao alcance de clubes médios do nosso futebol.

Infelizmente, verifiquei que dos 53 jogadores que apresentei, apenas um se transferiu para Portugal, curiosamente um dos mais badalados pela imprensa nos últimos tempos, ainda que tenha sido apresentado no “A Outra Visão” bem antes do início do Mundial 2010 (Otamendi). Assim sendo, fui fazer um pequeno estudo à rubrica e verificar quais os jogadores que permaneciam nos clubes desde que o “A Outra Visão” havia falado deles e, dos que se tinham transferido, quais o haviam feito para um clube superior ao clube onde jogavam.

Assim sendo, dos 53 jogadores referenciados, 19 trocaram de clube, sendo que destes, dezoito se transferiram para um clube e/ou campeonato superior. A única excepção foi o arménio: Edgar Manucharyan, que, perseguido por lesões, regressou à Arménia para jogar no Pyunik Erevan.

As dezanove transferências pós “Olho Clínico”

Jackson Martinez (COL): do Independiente Medellín (COL) para o Jaguares (MEX)

Eliran Atar (ISR): do Bnei Yehuda (ISR) para o Maccabi Telavive (ISR)

Emad Moteab (EGI): do Al-Ahly (EGI) para o Standard Liège (BEL)

Emilio Izaguirre (HON): do Motagua (HON) para o Celtic (ESC)

Aiden McGeady (IRL): do Celtic (ESC) para o Spartak Moscovo (RUS)

Mario Mandzukic (CRO): do Dinamo Zagreb (CRO) para o Wolfsburgo (ALE)

Robert Lewandowski (POL): do Lech Poznan (POL) para o Borussia Dortmund (ALE)

Nicolás Otamendi (ARG): do Velez Sarsfield (ARG) para o FC Porto (POR)

Georgios Tzavelas (GRE): do Panionios (GRE) para o E. Frankfurt (ALE)

Atsuto Uchida (JAP): do Kashima Antlers (JAP) para o Schalke 04 (ALE)

Seydou Doumbia (CMA): do Young Boys (SUI) para o CSKA Moscovo (RUS)*

Aleksandr Bukharov (RUS): do Rubin Kazan (RUS) para o Zenit (RUS)

Giovanni Moreno (COL): do Atlético Nacional (COL) para o Racing Club (ARG)

Domagoj Vida (CRO): do Osijek (CRO) para o Bayer Leverkusen (ALE)

Andreas Avraam (CHI): do Apollon Limassol (CHI) para o Omónia Nicósia (CHI)

Jong Tae-Se (COR): do Kashima Antlers (JAP) para o Bochum (ALE)

Artur Sobiech (POL): do Ruch Chorzow (POL) para o Polónia Varsóvia (POL)

Pablo Armero (COL): do Palmeiras (BRA) para a Udinese (ITA)

Edgar Manucharyan (ARM): do Ajax (HOL) para o Pyunik Erevan (ARM)

*Quando fizemos o “Olho Clínico” dedicado ao Seydou Doumbia, este já tinha acordado uma transferência futura para o CSKA Moscovo.

Estas transferências mostram que, mais do que mostrar bons valores aos adeptos do futebol e fazer com que estes possam alargar, cada vez mais, os seus horizontes futebolísticos, o “Olho Clínico” pode funcionar como plataforma de descoberta de valores para os nossos clubes e para que estes possam, igualmente, alargar horizontes e desprenderem-se dos clichés que, muitas vezes, apenas lhes dão prejuízo financeiro e desportivo.

Da minha parte, irei continuar a fazer o meu melhor para vos mostrar as melhores promessas que caminham pelo mundo do futebol, mesmo que tenha de vasculhar pelos cantos mais recônditos do planeta, esperando que, um dia, a maior parte desses talentos apareça, aqui, no nosso campeonato, ao invés de tantos estrangeiros sem qualidade que, época após época, inundam as nossas ligas profissionais.

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Campeã de África em 1996, numa célebre competição disputada no seu próprio país e que serviu para unir brancos e negros, a África do Sul não atravessa um grande momento em termos futebolísticos. Presente no Mundial 1998 e 2002, ainda que, em ambos os casos, tenha sido eliminada na primeira fase, os Bafana Bafana nem sequer se apuraram para o Mundial 2006 e, mais grave do que isso, falharam, inclusivamente, o apuramento para a Taça de África 2010, disputada em Angola. Assim sendo, este Mundial, disputado no seu próprio solo, será uma oportunidade para fazer renascer a qualidade do futebol sul-africano ou, ao invés, demonstrar que os Bafana Bafana estão longe da elite do futebol mundial…

A Qualificação

Curiosamente, apesar de estar automaticamente qualificada como país organizador, a África do Sul disputou a fase de qualificação para o Mundial 2010. Confusos? A explicação é simples e passa pelo facto da qualificação para a Taça de África e para o Mundial serem as mesmas e, assim, mesmo apurados para o Campeonato do Mundo, os Bafana Bafana acabaram por disputar a fase de classificação.

Colocados no Grupo 4 com Nigéria, Serra Leoa e Guiné Equatorial, os sul-africanos fizeram uma péssima qualificação, vencendo apenas os dois jogos diante da Guiné Equatorial (4-1 e 1-0) e empatando um desafio, em casa, diante da Serra Leoa (0-0). Assim sendo, os Bafana Bafana terminaram na segunda posição, atrás da Nigéria, e falharam o apuramento para a Taça de África.

Grupo 4 – Classificação:

  1. Nigéria 18 pts
  2. África do Sul 7 pts
  3. Serra Leoa 7 pts
  4. Guiné Equatorial 3 pts

O que vale a selecção sul-africana?

Nunca nenhuma equipa organizadora foi eliminada na primeira fase de um campeonato do mundo, porém, existem grandes probabilidades de ser a primeira vez que isso vai acontecer.

Integrada no Grupo A, juntamente com França, México e Uruguai, a África do Sul terá de demonstrar uma enorme evolução para conseguir o apuramento para os oitavos de final. Uma equipa que termina a onze pontos da Nigéria e que é incapaz de vencer a Serra Leoa, dificilmente conseguirá ultrapassar franceses, mexicanos ou uruguaios.

Ainda assim, jogando em casa e tendo alguns valores como o avançado, ex-FC Porto, Benny McCarthy, o médio do Everton, Pienaar e o defesa Mokoena, os sul-africanos tentarão surpreender, se bem que, tudo o que não seja terminar na última posição do grupo, terá de ser considerado como uma vitória para os sul-africanos.

O Onze Base

A equipa sul-africana deverá jogar com Fernandez (Arminia Bielefeld) na baliza; uma defesa de quatro elementos composta pelo defesa-esquerdo Masilela (Maccabi Haifa), pelo defesa direito Gaxa (Sundowns) e pela dupla de centrais: Sangweni (G. Arrows) e Mokoena (Portsmouth); um meio campo composto pelo trinco Dikgacoi (Fulham), o box to box Sibaya (Rubin Kazan) e os alas Pienaar (Everton) e Modise (Orlando Pirates); e um ataque composto pela dupla de avançados: McCarthy (West Ham) e Mphela (Sundowns).

Classificação – Previsão “A Outra Visão”

Terá de trabalhar muito para escapar ao último lugar, ainda assim, poderá ser crucial no desenrolar do grupo A, dependendo dos pontos que conseguir roubar aos seus adversários.

Calendário – Grupo A (Mundial 2010)

  • 11 de Junho: África do Sul vs México
  • 16 de Junho: África do Sul vs Uruguai
  • 22 de Junho: África do Sul vs França 

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Bukharov no Rubin Kazan

No Rubin Kazan está um dos melhores avançados da actualidade, o ponta de lança russo Aleksandr Bukharov.

Chegou ao actual campeão russo em 2004 e, na equipa B do Rubin Kazan, fez dez golos na época de estreia. No ano seguinte foi promovido à equipa principal, mas teve dificuldades de se impor, só se tornando num jogador essencial ao clube russo na época de 2008. Desde que chegou ao Rubin Kazan, Bukharov já fez 32 golos em 66 jogos o que lhe dá uma excelente média de quase um golo a cada dois jogos.

Ponta de lança extremamente alto (1,91 metros) é muito forte no jogo áereo, marcando imensos golos de cabeça, sendo extremamente difícil de marcar. Ainda assim, Bukharov não é nada tosco, fazendo, também, muitos golos com ambos os pés. Depois, o russo é rápido e desmarca-se muito bem, sendo o ponta de lança ideal para jogar tanto num esquema de 4-3-3 como de 4-4-2 com um avançado mais móvel a seu lado.

Na minha opinião, o internacional russo de 25 anos encaixaria em qualquer clube português e, tendo em conta não haver muitos jogadores altos no nosso futebol, poderia ser um atleta ainda mais letal que no campeonato russo. Deixo um vídeo para perceberem as suas qualidades.

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