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Banco iraquiano no jogo com o Paraguai (México 86)

Presente no Mundial 1986, o Iraque apostava muito forte na presença no campeonato do mundo de 1998 em França. A Federação iraquiana tentou dotar os atletas de todos os meios para que, doze anos depois, a selecção árabe voltasse a um Mundial de futebol. No entanto, as coisas nem sempre ocorrem como se deseja e a selecção do Iraque não passou do primeiro grupo de qualificação que tinha as, teoricamente acessíveis, selecções do Cazaquistão e Paquistão. Ainda assim, para os jogadores, pior do que a desilusão de não estarem num campeonato do mundo, foi o que veio depois…

A equipa do golfo pérsico havia estado presente no campeonato do mundo em 1986, no México e, apesar de sido eliminada logo na fase de grupos, tinha feito exibições bastante agradáveis, perdendo todos os jogos pela margem mínima: Paraguai (0-1), Bélgica (1-2) e México (0-1).

Na verdade, nos anos 80, o Iraque revelou-se, em termos futebolísticos, uma potência regional, pois além de ter estado no México 86, também esteve presente nos Jogos Olímpicos de 1984 e 1988 e venceu os Jogos Asiáticos de 1982. No entanto, a Guerra do Golfo criou imensos problemas ao país e impediu que o futebol mantivesse a sua ascensão.

Ainda assim, a Federação do Iraque apostava tudo no renascimento do seu futebol e, para tal, apostava fortíssimo na presença no Mundial 1998 que iria ter lugar em França.

Integrados, numa primeira fase, num grupo de qualificação com Cazaquistão e Paquistão, os iraquianos acreditavam que seria fácil passar à fase decisiva, ou seja, aquela que os podia apurar para o Mundial 2010.

Realmente, o Paquistão não causou qualquer embaraço aos iraquianos, que brindaram o seu adversário com duas goleadas (6-1 e 6-2), todavia, o Cazaquistão revelou-se bem mais forte do que se esperava e venceu a selecção do golfo pérsico, tanto em casa (3-1) como fora (2-1) e eliminou-os da fase decisiva.

Essas derrotas e a consequente eliminação do Iraque deixaram Qusay Hussein, Presidente da Federação Iraquiana de Futebol, desesperado e, este, em cólera, ordenou que todos os jogadores passassem por um quartel do seu Pai (Saddam Hussein).

Nesse local, os jogadores foram presos e torturados, sendo que no final desse momento de terror, os atletas iraquianos ainda foram brindados com uma fria frase do filho do ditador: “Joguem melhor da próxima vez”.

Curiosamente, em 2003, Qusay Hussein foi morto na invasão americana. No entanto, as profundas marcas que deixou nos jogadores daquela selecção iraquiana irão ficar, para sempre, marcadas nas suas piores memórias.

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