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Posts Tagged ‘salgueiros’

Bilhete do SalgueirosxCannes

O Salgueiros, neste momento, encontra-se perdido na divisão de honra da AF Porto, mas em tempos não muito longínquos era um dos crónicos participantes no principal escalão do futebol nacional, tendo efectuado algumas excelentes campanhas, como a de 1990/91, quando terminou a primeira divisão num histórico quinto lugar que garantiu à equipa portuense uma inédita participação nas competições europeias, mais concretamente na agora extinta Taça UEFA. No sorteio, saiu o Cannes, um clube francês onde dava os primeiros passos Zinedine Zidane…

1ª Eliminatória: Salgueiros 1-0 Cannes / Cannes 1-0 (4-2 g.p.) Salgueiros

A estreia europeia dos salgueiristas foi no Estádio Eng. Vidal Pinheiro diante dos franceses do Cannes. O jogo foi intenso e disputado, com as equipas a demonstrarem terem níveis bastante semelhantes, o que previa uma eliminatória bastante equilibrada e decidida nos detalhes.

Nesse primeiro duelo, a diferença entre as duas equipas resumiu-se a um golo de Jorge Plácido aos cinco minutos da segunda parte, na sequência de uma assistência de Vinha. Graças a esse resultado, o Salgueiros viajava até França com uma magra vantagem de um golo, prevendo-se bastantes dificuldades na partida a disputar em Cannes.

No entanto, o Salgueiros até se portou muito bem na partida em França, suportando a pressão do Cannes durante quase toda a partida. De facto, a equipa apenas sofreu o golo dos gauleses a cinco minutos do final da partida, quando Oman Biyik marcou o tento que empatou a eliminatória.

Após esse golo, o jogo foi para prolongamento, onde nada se decidiu, tendo tudo que ficar resolvido nas grandes penalidades. Aí, foi mais feliz o Cannes que superou a equipa portuguesa por 4-2 e garantiu a passagem à fase seguinte. Foi a primeira e única participação do Salgueiros nas competições europeias.

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Ouattara na selecção marfinense

O Sporting estava no defeso da época 1995/96 e havia perdido jogadores como Balakov, Figo ou Juskowiak, precisando de reforçar vários sectores para ter uma equipa competitiva. A equipa leonina fez uma prospecção longa e entendeu que, no FC Sion, estavam os substitutos de Balakov (Assis) e de Juskowiak (Ouattara). Ambos vinham com as melhores referências e, logo na primeira jornada do campeonato, Ouattara brilhou, fazendo um grande golo após uma grande cavalgada pelo meio campo portista. Os adeptos empolgaram-se, pensando estar ali uma grande pérola negra, um novo Weah, no entanto, rapidamente se desiludiram, pois o tempo ia passando e os golos, esses, eram tão raros como água no deserto. 

Ahmed Ouattara iniciou a carreira no Africa Sports, aos 19 anos, e esteve nesse clube marfinense durante seis temporadas, mostrando ser um avançado possante e com boa relação com o golo. As boas exibições e os muitos tentos apontados pelo jovem jogador chamaram a atenção do FC Sion que o contratou para a época 1994/95. 

Na Suíça, Ouattara esteve apenas uma temporada, mas, juntamente com Assis, brilhou bastante, marcando diversos golos e sendo muito importante da boa época que a equipa helvética fez (conquistou a Taça da Suíça e terminou o campeonato na sexta posição). 

Essas exibições chamaram a atenção do Sporting que viu em Ouattara um substituto de qualidade para o polaco Juskowiak. Os primeiros jogos foram promissores com Ouattara a marcar um excelente golo ao FC Porto, na primeira jornada do campeonato, num lance em que a sua força foi fundamental para passar Jorge Costa e Vítor Baía. 

Os adeptos empolgaram-se mas Ouattara nunca conseguiu cumprir com as expectativas. A sua passagem pelo Sporting de cerca de temporada e meia apenas rendeu seis golos em 27 partidas, ficando a ideia de um avançado lutador, simpático, mas, acima de tudo, desengonçado e trapalhão. 

Após a passagem pelos leões, Ouattara voltou ao FC Sion, passando depois por Basileia e Extremadura, sempre perseguido pelas lesões e sem ser capaz de mostrar as qualidades que, um dia, o fizeram jogar no Sporting. 

Em 2000, o marfinense regressou a Portugal para uma época no Salgueiros. Pensou-se que, numa equipa mais pequena, Ouattara pudesse brilhar mas foi puro engano. O internacional pela Costa do Marfim passou a maior parte da época no banco e apenas fez um golo, curiosamente na última jornada da temporada 2000/01. 

Terminada essa época, Ouattara regressou ao África Sports, terminando a carreira em 2002. Uma carreira longa, mas recheada de lesões e promessas que, infelizmente para o marfinense, nunca se vieram a cumprir. 

Ainda assim, hoje, enquanto trabalha para a federação marfinense, Ouattara deve-se lembrar de quando pisava o relvado do antigo Estádio de Alvalade e os adeptos leoninos cantavam, a plenos pulmões, o célebre: “Uh-Ah-Ouattara! 

Reveja o célebre golo de Ouattara, nas Antas, no primeiro jogo da época 1995/96. 

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O mágico mostra-se na África do Sul

Já não tem o fulgor de outros tempos, mas continua a ser um jogador de classe, capaz de desequilibrar uma partida. Anderson Luís de Souza, mais conhecido por Deco, tem 32 anos, e joga no centro do terreno, especialmente como número 10.

Começou a jogar no Nacional Atlético Clube, de São Paulo, onde deu nas vistas até se transferir para o Corinthians. A sua chegada a Portugal ocorreu em 1997, aos 18 anos, para jogar no Benfica. Mas, apesar das boas indicações dadas nos treinos, o clube decidiu emprestar Deco ao Alverca, para jogar na segunda liga. No seu regresso, foi dispensado do Benfica pelo treinador Graeme Souness, que não acreditava no seu potêncial, e acabou por rumar ao Salgueiros (1998/99), onde jogou 12 encontrou e despertou o interesse do FC Porto, para onde se tranferiu durante o mercado de inverno.

No FC Porto, afirmou-se sobre o comando de José Mourinho e foi figura importante na equipa durante as conquistas de 2003 e 2004 – dois campeonatos, uma taça de Portugal, uma Taça UEFA e uma Liga dos Campeões. Transfere-se para o Barcelona em 2004 e volta a conhecer o sucesso, vencendo o campeonato espanhol por duas vezes e a liga dos campeões por uma. Após três épocas no onze inicial, perdeu espaço na equipa na época 2007/08 e desagradado com a situação, transfere-se na época seguinte (2008/09) para o Chelsea, onde joga à duas épocas e conquistou um campeonato de Inglaterra.

Apesar de ter nascido no Brasil, no momento em que adquiriu a nacionalidade portuguesa, Deco passou a ser uma opção válida para a selecção de Portugal. Após meses de debate público sobre a sua eventual chamada, Scolari convoca-o para um particular frente ao Brasil e Deco estreia-se na selecção com o golo da vitória de Portugal (2-1). Desde então, tem estado presente nas convocatórias da selecção portuguesa, tendo sido uma peça fundamental nas campanhas no Euro2004, Mundial 2006 e Euro2008.

Deco é um jogador de técnica apurada, visão de jogo e precisão no passe. Já não tem o pulmão, nem a velocidade de outros tempos, mas continua a ser uma mais valia difícil de substituir. Tem no seu drible curto e remate de meia distância, duas armas capazes de desequilibrar um jogo, mas a sua capacidade táctica e disponibilidade defensiva são também importantes para travar as iniciativas adversária, quando é necessário defender. O seu maior pecado dentro de campo é o nível de risco em coloca nos lances que protagoniza, muitas vezes perdendo a posse de bola por tentar efectuar passes de dificuldade elevada.

Será um titular indiscutível e pede-se que Deco dê a criatividade que o meio campo da selecção precisa. Devido à sua idade, esta competição poderá ser a sua última fase final, o que lhe poderá dar alguma motivação extra para uma despedida em grande – Portugal agradeceria.

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