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Posts Tagged ‘São Marino’

O futebol joga-se em todo o Mundo e é muito mais que os grandes clubes dos principais campeonatos que estamos habituados a ver, dia após dia, num qualquer canal televisivo de desporto. Para além da Premier League, da Serie A, da Bundesliga ou da Liga Espanhola e, mesmo de campeonatos médios como a Ligue 1, Eredivisie ou mesmo a nossa Superliga, existe uma panóplia de clubes e campeonatos que existem e merecem ser referenciados. De facto, o futebol não se esgota no topo e, valha a verdade, os gigantes do desporto rei apenas existem porque existe todo um futebol de base que os suporta. Assim sendo, hoje faleremos da base das bases do futebol, ou seja, de uma equipa de um país que se encontra no último lugar do Ranking UEFA: Tre Fiori de São Marino.

Clube com mais campeonatos de São Marino

O Società Polisportiva Tre Fiori foi fundado em 1985 e é o clube que mais vezes conquistou o principal e único escalão do futebol são-marinense, tendo vencido o Campionato Sammarinese di Calcio por sete ocasiões. Este campeonato é disputado de forma curiosa, pois as quinze equipas que existem em São Marino são colocados em dois grupos (girones em italiano), sendo que os primeiros três de cada grupo passam a uma fase final, disputada em eliminatórias até se chegar à grande final que designará o campeão são-marinense de futebol.

Para além dos sete campeonatos nacionais conquistados, o Tre Fiori também conseguiu conquistar seis Copa Titano, ou seja, a Taça de São Marino e três troféus da Federação (uma competição que junta os finalistas do playoff do campeonato nacional e da Taça de São Marino).

Nunca passou uma ronda europeia, mas detém o recorde de golos numa eliminatória da UEFA

O Tre Fiori participou por duas ocasiões nas competições europeias, curiosamente, nas duas últimas edições da Liga dos Campeões. Em 2009/10, numa 1ª pré-eliminatória diante da também frágil equipa andorrana do Sant Júlia, acabou eliminado no desempate por grandes penalidades após dois empates a uma bola.

Na temporada que agora findou, disputou a mesma ronda, mas o adversário era bem mais forte, pois tratava-se da equipa montenegrina do Rudar Pljevlja. Nessa eliminatória, o Tre Fiori não teve qualquer hipóteses, perdendo ambas as partidas (0-3 e 1-4).

Ainda assim, apesar dos fracos resultados, o Tre Fiori é a equipa de São Marino que mais golos marcou numa prova europeia, ou seja, três tentos.

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O Marítimo estreia-se hoje para as competições europeias, disputando a primeira mão da segunda pré-eliminatória da Liga Europa diante de uma jovem equipa irlandesa, o Sporting Fingal. A equipa madeirense tem de ser considerada favorita, pois além de ser uma equipa com uma muito maior experiência europeia (O Sp. Fingal nunca participou em provas da UEFA), trata-se de uma equipa proviniente de um campeonato bastante superior ao irlandês. No entanto, todos os cuidados são poucos, pois a formação irlandesa tem tido uma ascenção meteórica desde que foi fundada em 2007 e está a meio do seu campeonato, o que lhe poderá dar alguma vantagem em termos de ritmo competitivo.

Quem é o Sporting Fingal

A equipa irlandesa foi fundada em 2007, mas apenas iniciou a prática de futebol competitivo em 2008, substituindo o Kilkenny City na Primeira Divisão (Liga de Honra da Irlanda). Apesar de ter sido apenas o ano de estreia, os irlandeses surpreenderam tudo e todos e terminaram o campeonato num bastante honroso quarto lugar.

No ano seguinte, a equipa aumentou o seu orçamento para o futebol e, após ter terminado no terceiro lugar da Primeira Divisão, eliminou Shelbourne e Bray Wanderers no playoff e assegurou, assim, a subida à Primeira Liga, o principal escalão do futebol da República da Irlanda.  Além desse feito, o Sporting Fingal ainda conseguiu outro ainda mais impressionante: conquista da Taça da Irlanda, após vencer o Sligo Rovers (2-1) na final. Foi esse título que garantiu a presença na Liga Europa ao clube irlandês.

Este ano, a meio da época, o Sporting Fingal encontra-se na terceira posição da Primeira Liga da Irlanda com 33 pontos em 20 jogos.

Como joga

A equipa irlandesa irá actuar num típicamente britânico: 4-4-2, mas poderão ficar algo surpreendidos com a capacidade técnica de alguns dos elementos do Sporting Fingal. Apesar de não fugir a uma génese de futebol directo, que procura colocar, com rapidez, a bola na frente de ataque, os irlandeses têm alguns jogadores de razoável recorte técnico. Se na defesa, o Sporting Fingal não é muito forte, temos de destacar a boa qualidade dos alas (Kirby e Byrne) e, principalmente, do atacante Glen Crowe, a quem não pode ser dado um centímetro de espaço.

O onze a apresentar pelos irlandeses durante o jogo de hoje não deve andar longe do seguinte:

Frio e letal

Quem é que o Marítimo deve ter debaixo de olho – Glen Crowe

O internacional irlandês de 32 anos é, sem dúvida, a estrela do Sporting Fingal. Trata-se de um atacante relativamente baixo (1,75 metros), mas que compensa a baixa estatura com uma enorme mobilidade e letal capacidade finalizadora. Ao longo da sua carreira, Crowe foi sempre um goleador, marcando mais de 150 golos ao serviço de clubes como o Bohemians, Shelbourne e Sporting Fingal.

Esperamos que Mitchell Van der Gaag tenha muita atenção a este elemento, pois qualquer desatenção na sua marcação poderá ser fatal ao Marítimo.

As hipóteses maritimistas

Apesar do Sporting Fingal não ser uma equipa de São Marino ou de Andorra, daquelas que apenas jogam para não ser goleadas, também está longe de ter o nível da equipa portuguesa. Se o Marítimo jogar concentrado e explorar as capacidades técnicas de alguns dos seus jogadores, poderá, facilmente, criar situações de desiquilibrio no último reduto irlandês e, assim, criar oportunidades de golo suficientes para uma viagem tranquila à República da Irlanda. No cômputo global da eliminatória, o Marítimo é claramente favorito a seguir em frente.

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A Eslováquia estreia-se num campeonato do mundo, ainda que possa sempre fazer referência às oito presenças mundialistas da Checoslováquia. Com uma equipa jovem e com muito talento, os eslovacos surpreenderam na fase de apuramento ao deixarem para trás selecções do gabarito da República Checa e Polónia, vencendo o grupo e conseguindo o apuramento directo para a África do Sul. Veremos, agora, se atletas como Hamsik, Stoch ou Sestak continuam a brilhar e ajudam a Eslováquia a ultrapassar Itália, Paraguai e Nova Zelândia, apurando-a para os oitavos de final do campeonato do mundo de futebol.

A Qualificação

Integrada no Grupo 3 da zona europeia de qualificação com Eslovénia, Rep. Checa, Irlanda do Norte, Polónia e São Marino, não se previa uma tarefa nada fácil para os eslovacos.

Contudo, a equipa eslovaca surpreendeu tudo e todos e venceu o agrupamento com sete vitórias, um empate (Rep. Checa, casa, 2-2) e duas derrotas (Eslovénia 0-2 e 1-2).

Apesar das duas derrotas com a Eslovénia, a Eslováquia fez um excelente apuramento e bons exemplos são as vitórias na Rep. Checa (2-1), Irl. Norte (2-0) e, principalmente, na Polónia (1-0), que foi o último jogo e o que significou o apuramento directo do eslovacos para a África do Sul.

Grupo 3 – Classificação

  1. Eslováquia 22 pts
  2. Eslovénia 20 pts
  3. Rep. Checa 16 pts
  4. Irlanda do Norte 15 pts
  5. Polónia 11 pts
  6. São Marino 0 pts

O que vale a selecção eslovaca?

A equipa da Eslováquia tem um colectivo forte, mas também tem talentos individuais que se destacam como os extremos Weiss e Stoch e, ainda, o médio ofensivo: Hamsik.

O sector mais frágil do conjunto europeu é claramente a defesa e a prova disso foram os dez golos sofridos na fase de qualificação. Apesar disso, trata-se de um reduto com jogadores de qualidade e que, com um bom trabalho do seleccionador Vladimir Weiss, pode evoluir e catapultar a Eslováquia para um plano superior.

A baliza será, quase de certeza, entregue a Mucha, um guarda-redes seguro e talentoso, que, na próxima época, jogará no Everton. Depois, a Eslováquia apresentará a dupla de centrais: Skrtel-Durica. São dois atletas muito fortes pelo ar e com boa leitura posicional, mas que pecam um pouco nos confrontos um contra um, pois não são propriamente rápidos e são duros de rins. Por fim, nas laterais, a Eslováquia deverá apresentar Zabavnik (à esquerda) e Pekarik (à direita). São dois atletas que apresentarão, principalmente, preocupações defensivas, pois como os alas são muito ofensivos, só assim conseguirão equilibrar o sistema táctico.

No meio campo, a Eslováquia deverá apresentar um esquema em losango. Nesse sistema, Strba será o trinco, pois trata-se de um atleta muito alto, que é um experiente destruidor de jogo e que encosta aos centrais sempre que é necessário. Depois, nas alas deverão actuar Weiss e Stoch, dois atletas muito rápidos, tecnicistas e desequilibradores. Por fim, a nº 10, jogará a estrela da equipa, o fabuloso médio ofensivo do Nápoles: Hamsik. Trata-se de um jovem de 22 anos, que rapidamente se distinguiu no exigente futebol italiano pela sua criatividade e maturidade competitiva.

Concluímos a análise à Eslováquia nos dois elementos que jogam no ataque: Sestak e Vittek. São dois atletas que se completam, pois apesar de serem dois finalizadores e que não perdoam no momento chave, são bastante diferentes na forma como se posicionam no campo. Sestak é um elemento mais móvel, que gosta de flectir nas alas e que tenta confundir as marcações, enquanto Vittek é um ponta de lança puro, um elemento fixo que funciona como elemento de referência tanto para os cruzamentos dos alas, como das aberturas de Hamsik e, inclusivamente, do próprio Sestak.

Integrada no Grupo F com Itália, Paraguai e Nova Zelândia, a Eslováquia, pela qualidade do seu conjunto, deverá disputar o segundo lugar com os sul-americanos.

O Onze Base

A Eslováquia deverá apresentar, tal como foi referido anteriormente, um esquema 4-4-2 losango com Mucha (Légia Varsóvia) na baliza; Uma defesa com Zabavnik (Mainz), Skrtel (Liverpool), Durica (Hannover) e Pekarik (Wolfsburgo); Depois, no meio campo, Strba (Xanthi) será o vértice defensivo, Stoch (Twente) o ala esquerdo, Weiss (Bolton) o ala direito e Hamsik (Nápoles) o número 10; Por fim, no ataque, deverá jogar a dupla: Sestak (Bochum) e Vittek (Ankaraguçu).

Classificação – Previsão “A Outra Visão”

A inexperiência normal de uma equipa que nunca participou num campeonato do mundo deverá impedir a Eslováquia de colocar em causa o primeiro lugar dos italianos no Grupo F. Ainda assim, a boa disciplina táctica do colectivo, aliada à boa qualidade individual de grande parte dos jogadores eslovacos deverá ser mais do que suficiente para a Eslováquia lutar, de igual para igual, com a selecção paraguaia na luta pelo acesso aos oitavos de final.

Calendário – Grupo F (Mundial 2010)

  • 15 de Junho: Eslováquia vs Nova Zelândia
  • 20 de Junho: Eslováquia vs Paraguai
  • 24 de Junho: Eslováquia vs Itália

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A primeira e única presença dos eslovenos num campeonato do mundo não deixou boas memórias ao pequeno país da ex-Jugoslávia. No Mundial 2002, integrado num grupo com Espanha, África do Sul e Paraguai, a Eslovénia perdeu todas as partidas e regressou a casa sem honra nem glória. Oito anos depois, os eslovenos regressam a um campeonato do mundo após terem surpreendido a poderosa Rússia no playoff de apuramento. As expectativas não são muito grandes, pois a Eslovénia não tem uma equipa muito forte, mas, ainda assim, têm uma grande motivação. Afinal, fazer melhor do que fez no Mundial 2002 não parece ser tarefa difícil…

A Qualificação

Integrados no Grupo 3 da zona europeia de qualificação com República Checa, Eslováquia, Irlanda do Norte, Polónia e São Marino, previam-se dificuldades para os eslovenos.

Contudo, beneficiando da enorme quebra das selecções da Polónia e da Rep. Checa, os eslovenos acabaram por conseguir discutir o primeiro lugar com a outra grande surpresa do grupo, a Eslováquia. Chegados à última jornada a dois pontos dos eslovacos, mas com vantagem no confronto directo, bastava-lhes vencer São Marino e esperar que a Polónia não perdesse, em casa, com a Eslováquia.

Contudo, os eslovacos venceram por uma bola a zero e empurraram a Eslovénia para o segundo lugar e um difícil playoff de apuramento com a fortíssima selecção russa.

Nesse duelo decisivo, os russos eram favoritos e, no primeiro jogo, a Rússia chegou ao 2-0 com um bis de Bilyaletdinov. A jogar em casa, a equipa russa continuou a carregar na busca do terceiro golo e da morte precoce da eliminatória. Todavia, aos 88 minutos, contra a corrente do jogo, Pecnik, médio do Nacional, fez o 2-1, que deu esperanças aos eslovenos para o jogo da segunda mão.

Na partida decisiva, em Maribor, a Eslovénia acabou por ser mais feliz e, graças a um golo de Dedic em cima do intervalo, venceu 1-0 a Rússia e apurou-se para o campeonato do mundo.

Grupo 3 – Classificação

  1. Eslováquia 22 pts
  2. Eslovénia 20 pts
  3. Rep. Checa 16 pts
  4. Irlanda do Norte 15 pts
  5. Polónia 11 pts
  6. São Marino 0 pts

Playoff

Rússia 2-1 Eslovénia / Eslovénia 1-0 Rússia

O que vale a selecção eslovena?

A equipa eslovena não tem grandes individualidades e vale essencialmente pelo colectivo. Trata-se de uma equipa mediana que dificilmente se apurará no Grupo C do Mundial 2010.

A defesa é provavelmente o sector mais forte da equipa da ex-Jugoslávia. A Eslovénia apenas sofreu seis golos na fase de qualificação e isso é a prova da sua boa qualidade defensiva. Neste sector, temos de destacar os laterais Jokic e Brecko que defendem muito bem, mas também são competentes a atacar e, também, uma dupla de centrais que revela segurança e entendimento quase perfeito: Suler/Cesar.

No meio-campo, os eslovenos têm, talvez, o sector mais frágil da equipa. Normalmente jogam com o trinco do Larissa: Radosavljevic e o médio box to box: Koren. Depois, na ala esquerda aparece o jogador do Auxerre: Birsa e, na direita, o médio do Wisla: Kirm. Aqui o único destaque vai para o jogador do Auxerre, um atleta criativo e que cria desequilíbrios com facilidade.

Por fim, na frente, os eslovenos costumam jogar com a dupla: Dedic e Novakovic. São dois avançados que se completam, sendo Novakovic um puro homem de área e Dedic um jogador que actua como avançado de suporte. Esta dupla não é brilhante, mas é bastante competente, não sendo aconselhável dar um milímetro de espaço a Novakovic, pois este, quando aparece uma boa oportunidade, raramente perdoa. No banco, os eslovenos contam ainda com um jogador imaginativo que pode substituir Dedic, quando o treinador optar por um 4-2-3-1, o médio ofensivo do Nacional: Pecnik.

Apesar da competência e do espírito de equipa, a equipa eslovena não aparenta ter condições para surpreender a Inglaterra e, até, os Estados Unidos, restando-lhe tentar vencer a Argélia.

O Onze Base

A equipa da Eslovénia costuma actuar num 4-4-2 clássico com Samir Handanovic (Udinese) na baliza; Um quarteto defensivo com Jokic (Chievo), à esquerda, Brecko (Colónia), à direita, ficando Suler (Gent) e Cesar (Grenoble) no centro; Depois, Radosavljevic (Larissa) é o trinco, Koren (WBA) é o box to box, surgindo Birsa (Auxerre) como ala esquerdo e Kirm (Wisla Cracóvia) como ala direito; Por fim, o ataque é composto pelo avançado de suporte: Dedic (Bochum) e o finalizador: Novakovic (Colónia).

Classificação – Previsão “A Outra Visão”

Teoricamente, os eslovenos devem terminar o Grupo C na terceira posição, pois são (muito) inferiores aos ingleses, ligeiramente inferiores aos norte-americanos e superiores aos argelinos. Todavia, se conseguirem demonstrar uma grande disciplina táctica e tiverem um pouco de sorte, poderão, inclusivamente surpreender os americanos e apurarem-se para os oitavos de final.

Calendário – Grupo B (Mundial 2010)

  • 13 de Junho: Eslovénia vs Argélia
  • 18 de Junho: Eslovénia vs EUA
  • 23 de Junho: Eslovénia vs Inglaterra

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