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Zambrano tem qualidade para atingir o topo

Zambrano tem qualidade para atingir o topo

Quem tem acompanhado as exibições do Peru nesta Copa América tem ficado certamente encantado com a qualidade da sua dupla de centrais composta por Carlos Zambrano e Carlos Ascues, e se o segundo, que até passou pelo Benfica, já tem muita qualidade, a verdade é que é o seu colega, do Eintracht Frankfurt, o mais fascinante.

Trata-se de um futebolista nascido a 10 de Julho de 1989 em Callao, Peru, e que começou a sua carreira no modesto Cantolao, ainda que cedo tenha emigrado para Alemanha, e para representar o poderoso Schalke 04. Nesse emblema de Gelsenkirchen iria concluir o seu percurso nas camadas jovens e iria estrear-se na Bundesliga em 2009/10, tendo somado 16 jogos.

Um esteio no Eintracht Frankfurt

Em 2010/11, contudo, mudou-se para o St. Pauli, clube que representaria por duas temporadas, tendo somado 21 partidas na primeira, com o clube de Hamburgo ainda na Bundesliga, e apenas 10 na segunda, já na 2. Bundesliga, essencialmente devido a uma grave lesão no tendão de Aquiles

Ainda assim, consciente da qualidade do internacional peruano, o Eintracht Frankfurt não hesitou em avançar para a sua contratação no Verão de 2012, sendo que Carlos Zambrano já soma 91 jogos oficiais pelas “águias”, num registo que poderia ser ainda superior se o defesa-central não tivesse sido vítima de uma rotura de ligamentos do joelho na última temporada.

Merece outro patamar

Talvez tenha sido as graves lesões que tenham impedido Carlos Zambrano de já ter atingido um patamar superior ao Eintracht Frankfurt, uma vez que a qualidade intrínseca do internacional peruano merecia claramente que este estivesse num dos clubes de topo do futebol europeu.

Afinal, o jovem de 25 anos destaca-se pela sua capacidade de liderança e posicionamento inteligente, sendo ainda rápido, raçudo, forte no jogo aéreo e muito eficaz no capítulo do desarme e da antecipação.

Movimentando-se em campo com grande classe, é ainda de destacar a excelente técnica de Carlos Zambrano, jogador que é o ideal para iniciar o processo de construção, até porque é igualmente forte e criterioso no capítulo do passe curto e longo.

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O último obstáculo verde-e-branco no sonho de chegar à final da Liga Europa é uma forte e dinâmica equipa basca que já teve o condão de ultrapassar equipas como o Manchester United ou o Schalke 04: Athletic Bilbau. Bandeira da comunidade basca (apenas podem actuar jogadores bascos, de origem basca ou formados desde cedo no escalões de formação do Athletic), “Los Leones” são um dos clubes com mais títulos em Espanha, sendo o quarto clube com mais ligas espanholas (oito) e o segundo com mais taças do rei (vinte e quatro). A nível europeu, todavia, o melhor que conseguiram foi uma final da Taça UEFA em 1976/77, feito que, espera-se, não voltem a repetir na actual temporada.

O San Mamés é um inferno

Quem é o Athletic Bilbau?

Fundado em 1898, o Athletic Bilbau é um clube com 114 anos de história e de títulos, tendo desde cedo se assumido como um dos grandes clubes de Espanha.

Desde que foi criado, o clube baseia a sua política na utilização exclusiva de jogadores bascos, sejam eles do País Basco, Navarra ou País Basco Francês, ainda que nos últimos tempos essa política tenha sido aligeirada e jogadores de origem basca mas de outros locais, assim como atletas não bascos mas formados desde muito cedo nas camadas jovens do Athletic também possam ser chamados à equipa principal.

Apesar dessa política restrita, o Athletic assumiu-se sempre como uma equipa que ombreava de igual para igual com os maiores de Espanha, tendo conquistado oito campeonatos domésticos e vinte e quatro taças do rei. Ainda assim, desde 1983/84, “Los Leones” nunca mais conseguiram conquistar um título, situação que também foi agravada com o advento da Lei Bosman e a proliferação de estrangeiros no seio da Liga Espanhola.

Tendo uma história rica em termos domésticos, o Athletic Bilbau, todavia, nunca conseguiu grandes feitos a nível europeu, sendo que a sua melhor campanha surgiu em 1976/77, quando alcançou a final da Taça UEFA, mas perdeu no duelo decisivo com a Juventus (2-1 e 0-1).

Bielsa é dos melhores treinadores do Mundo

Como joga?

Treinado pelo mago argentino Marcelo Bielsa, o Athletic Bilbau é uma equipa de grande qualidade individual e colectiva que, pelo seu estilo de jogo, é muitas vezes considerada uma espécie de pequeno barça.

Actuando num 4x3x3 pleno de mobilidade e criatividade, “Los Leones” são extremamente fortes do meio-campo para a frente, onde jogadores como o médio-ofensivo De Marcos, os extremos Susaeta e Muniain e o ponta de lança Llorente formam um quarteto de enorme qualidade atacante.

Mais atrás, a equipa basca tem menos qualidade individual, todavia, jogadores como o lateral-direito ofensivo Iraola e o trinco Javi Martinez (não pode jogar em Alvalade) também garantem talento ao conjunto de Bielsa.

Equipa sem medo de ter a bola e de assumir o jogo, é fortíssima nas transições, sendo assim um conjunto híbrido que tanto se sente à vontade numa estratégia de ataque continuado, como sabe ser letal em lances de contra-ataque.

Nesse seguimento estratégico e com essa ideologia de futebol de qualidade, o Athletic deverá aparecer em Alvalade com o seguinte onze: Gorka Iraizoz; Iraola, Ekiza, Amorebieta e Aurtenetxe; Iturraspe, Ander Herrera e De Marcos; Susaeta, Llorente e Muniain.

Fernando Llorente é um matador

Quem é que o Sporting deve ter debaixo de olho? Llorente

Aquele que talvez seja o jogador mais decisivo da equipa de Bilbau é um ponta de lança alto e possante que funciona como referência ofensiva do conjunto basco: Fernando Llorente.

Aos 27 anos, o avançado basco já soma 20 internacionalizações (7 golos) pela selecção espanhola e leva (quase) todo o seu percurso desportivo ao serviço do Athletic Bilbau, clube onde concretizou por 81 vezes em 232 jogos da liga espanhola.

Jogador com 1,95 metros, trata-se, naturalmente, de um jogador com forte presença na área, sendo muito difícil de marcar e que em cada duas ocasiões que lhe chegam aos pés ou à cabeça, factura pelo menos uma.

Ainda assim, caso o seu marcador directo esteja atento na marcação e não deixe que o esférico chegue em condições ao poderoso avançado basco, este não reúne características que lhe permitam contornar essa situação, acabando por desaparecer um pouco do jogo. Para bem do Sporting, esperemos que assim aconteça.

Como chegou às semi-finais?

Playoff: Athletic Bilbau vs Trabzonspor (TUR) 0-0, não se realizando a segunda mão, pois o Trabzonspor foi repescado para a “Champions”

Fase de grupos:

  • Athletic Bilbau vs PSG (FRA) 2-0 e 2-4
  • Athletic Bilbau vs Red Bull Salzburgo (AUT) 2-2 e 1-0
  • Athletic Bilbau vs Slovan Bratislava (ESL) 2-1 e 2-1

Classificação:

  1. Athletic Bilbau 13 pontos
  2. Red Bull Salzburgo (AUT) 10 pts
  3. PSG (FRA) 10 pts
  4. Slovan Bratislava (ESL) 1 pt

16/Final: Athletic Bilbau (ESP) vs Lokomotiv Moscovo (RUS) 1-0 e 1-2

8/Final: Athletic Bilbau vs Manchester United (ING) 2-1 e 3-2

4/Final: Athletic Bilbau vs Schalke 04 (ALE) 2-2 e 4-2

As possibilidades do Sporting Clube de Portugal

O último obstáculo para o Sporting chegar à final da Liga Europa é um osso duro de roer, mas o grande Sporting que eliminou o Manchester City e Metalist terá condições mais que suficientes para superar uma equipa que, apesar da excelente campanha europeia, se encontra apenas na sétima posição da Liga Espanhola e a quarenta!! pontos do líder Real Madrid.

Será, no entanto, necessário manietar a linha de construção ofensiva do Athletic composta por jogadores como Muniain e De Marcos, mas, também, anular o forte ponta de lança internacional espanhol Llorente. Depois, se os leões aliarem esse factor à exploração da mais frágil linha defensiva, nomeadamente o lateral-esquerdo Aurtenetxe, tudo poderá estar alinhado para vermos os verde-e-brancos na final de Bucareste.

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Karoglan nunca foi esquecido pelos bracarenses

Há catorze anos, o Sporting de Braga conseguiu uma das suas mais importantes vitórias europeias ao vencer, no Estádio 1º Maio, os holandeses do Vitesse e, assim, qualificar-se para a segunda eliminatória da Taça UEFA. Depois de uma derrota em Arnhem por duas bolas a uma, os arsenalistas encheram-se de brio e vontade, sabendo chegar à vantagem por 2-0 e, depois, sabendo sofrer a enorme pressão que a equipa holandesa fez nos minutos finais, para segurarem a vantagem e consequente apuramento para a eliminatória seguinte. Um jogo histórico e que, segundo muitos, foi o primeiro passo na construção do actual “Grande Braga”.

1ª Eliminatória: Vitesse 2-1 Sp. Braga / Sp. Braga 2-0 Vitesse

O primeiro adversário europeu nesta Taça UEFA foi o Vitesse, uma equipa que não sendo um gigante do velho continente, era uma equipa claramente favorita para a eliminatória com os arsenalistas.

No primeiro encontro, disputado em Arnhem, o Braga esteve mesmo a perder por duas bolas a zero, mas, perto do final, na sequência de um penalti por mão na bola de um defesa holandês, Karoglan não perdoou e colocou o resultado num magro 2-1, que, por certo, abria boas perspectivas para a segunda mão em Braga.

Na verdade, esse segundo jogo acabou por correr de acordo com os desejos dos bracarenses, mas necessitou de grande sofrimento por parte da equipa portuguesa. Depois do Sp. Braga ter chegado ao 2-0 graças a duas grandes penalidades de Artur Jorge, a equipa lusitana teve de sofrer imenso, vendo mesmo uma bola embater no poste da baliza de Woszniak nos minutos finais. Ainda assim, o 2-0 foi mantido até final e os arsenalistas alcançaram a segunda eliminatória da Taça UEFA.

2ª Eliminatória: Sp. Braga 4-0 Dínamo Tbilissi / Dínamo Tbilissi 0-1 Sp. Braga

Curiosamente a segunda ronda da Taça UEFA acabou por ser bem mais fácil do que a primeira, com o Sp. Braga a não dar hipóteses à equipa georgiana do Dínamo Tbilissi, vencendo em casa por 4-0 e na Geórgia por 1-0.

Rodrigão, Toni, Karoglan e Bruno marcaram no 1º Maio, num jogo em que o Sp. Braga demonstrou ser infinitamente superior a uma frágil equipa georgiana que só havia atingido este patamar, pois havia disputado a primeira ronda com outra formação muito frágil, os bielorrussos do Slavia Mozyr. Este 4-0, fazia do segundo encontro, a disputar em Tbilissi, um passeio para os arsenalistas.

De facto, assim foi, pois de forma tranquila e sem forçar, o Braga voltou a fazer valer a sua superioridade e até garantiu nova vitória na Geórgia, graças a um golo de Toni aos três minutos da segunda parte. Assim sendo, o Braga atingia os oitavos de final da Taça UEFA.

3ª Eliminatória: Sp. Braga 0-0 Schalke 04 /Schalke 04 2-0 Sp. Braga

Na terceira ronda, o Sp. Braga defrontou o Schalke 04, uma fortíssima equipa germânica que havia vencido a Taça UEFA na edição anterior.

No primeiro jogo, disputado em Braga, a formação arsenalista tentou alcançar uma vantagem que lhe permitisse outras aspirações en Genselkirchen, contudo, esbarrou na muito bem organizada defensiva alemã, que soube controlar o jogo e garantir um zero a zero que lhe abria fantásticas perspectivas para a segunda mão.

Contudo, os bracarenses não eram um adversário fácil para ninguém e venderam bem cara a derrota na Alemanha, sendo que o desaire apenas se precipitou após a expulsão de Zé Nuno a quatro minutos do intervalo. A jogar contra dez unidades, os alemães fizeram valer todo o seu poderio e acabaram por superar o Sp. Braga por 2-0, terminando de forma extremamente digna o excelente percurso da equipa portuguesa naquela edição da Taça UEFA.

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Lacazette salvou o Benfica

Um golo de Alexandre Lacazette, perto do final do Lyon-Hapoel Telavive e que garantiu o empate (2-2) à equipa gaulesa, foi decisivo para que o Benfica se mantivesse nas competições europeias, pois os encarnados, em casa, num jogo muito pobre, perderam por duas bolas a uma com o Schalke 04. No outro jogo que aos clubes portugueses disse respeito, o Sp. Braga lutou muito em Donetsk, mas foi incapaz de alcançar um bom resultado, acabando vergado a uma derrota por duas bolas a zero. De qualquer maneira, mesmo que vencesse, só se apuraria para os oitavos de final caso o fizesse por quatro golos, pois o Arsenal, em casa, cumpriu a missão e despachou o Partizan por três bolas a uma.

Benfica 1-2 Schalke 04

Na Luz, os encarnados fizeram, claramente, um dos piores jogos da época. Sem alma, sem ideias e sem concentração, o Benfica foi quase sempre inferior ao Schalke na primeira metade, sendo que a desvantagem mínima (0-1), graças a um golo de Jurado (20′) até era um resultado lisonjeiro perante a pobreza da exibição das águias.

Na segunda metade, o Benfica subiu ligeiramente de produção, contudo, continuou a ser muito pouco para importunar seriamente o clube alemão. Ainda assim, Aimar ainda teve uma excelente oportunidade para empatar, mas, isolado perante Neuer, atirou ao lado da baliza.

Aos 81 minutos, Höwedes fez o 0-2 e deu o golpe fatal na águia que, sabendo que o Lyon perdia, em casa (1-2), começava a estar dependente de um golo dos franceses para continuar em prova.

Assim sendo, e apesar da redução de Luisão (87′), o golo mais festejado na Luz foi mesmo o de Lacazette, pouco depois, que garantiu o empate ao Lyon e, mais do que isso, o apuramento dos encarnados para a Liga Europa. Um apuramento triste, depois de uma campanha para esquecer do Benfica na “Champions”

Shakhtar Donetsk 2-0 Sp. Braga

Terminou a campanha bracarense na Liga dos Campeões e é justo dizer-se que terminou de forma honrosa, porque os arsenalistas, na sua estreia na prova, terminaram o Grupo com nove pontos, o que é de louvar.

Na Ucrânia, a equipa bracarense nunca se lançou de forma maluca para o ataque, preferindo jogar um jogo conservador, na esperança que os ucranianos cometessem um erro e rezando para que o Arsenal, no Emirates, não vencesse o Partizan.

O sonho tornou-se mais claro ao minuto 52, quando Cléo empatou a partida no Emirates (1-1), nesse momento bastava um golo, fosse do Braga ou do Partizan para que os bracarenses seguissem em frente na prova.

No entanto, entre o minuto 73 e 77, o Arsenal marcou por duas vezes e colocou-se a vencer por (3-1) e os arsenalistas, talvez conscientes desse facto, perderam um pouco da concentração nos minutos finais e acabaram vergados a dois golos dos ucranianos, apontados por Rat (79′) e Luiz Adriano (83′).

Apesar da derrota, o Sp. Braga tem razões para festejar, pois além do muito dinheiro que ganhou na competição, assegurou a posição de cabeça de série no próximo sorteio da Liga Europa.

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Matheus foi decisivo na vitória bracarense

Em Telavive, o Benfica fez um dos piores jogos da temporada e acabou vergado a uma pesada derrota (0-3) diante de um Hapoel que estava, perfeitamente, ao seu alcance. Falhando bastantes oportunidades e assistindo a uma eficácia a toda a prova da equipa israelita, o Benfica ficou, assim, afastado da Liga dos Campeões, podendo, inclusivamente, ficar fora da Liga Europa, caso não vença o Schalke 04 na última jornada e o Hapoel Telavive triunfe em Lyon. Combinação pouco provável, mas possível. Por outro lado, o Braga conseguiu um grande resultado, vencendo o Arsenal, em casa, por 2-0. Ainda assim, apesar de ainda não estar fora da 2ª fase da Liga dos Campeões, terá, para se apurar, de vencer o Shakhtar por mais de três golos de diferença ou, em caso de o Arsenal não vencer, em casa, o Partizan, simplesmente vencer fora os ucranianos.

Sp. Braga 2-0 Arsenal

Durante grande parte do desafio e ao contrário do que o resultado possa fazer crer, a equipa bracarense não fez um grande jogo. Precipitada e nervosa, a equipa arsenalista não conseguia criar situações de perigo para a baliza londrina, beneficiando, inclusivamente, de boas intervenções de Felipe para manter o nulo.

De forma conservadora e beneficiando, também, da falta de alma do Arsenal, a equipa bracarense foi deixando o tempo passar e o nulo eternizar-se, esperando, provavelmente, um erro dos londrinos para procurarem a sua sorte.

Na verdade, foi exactamente isso que aconteceu, com a equipa bracarense a ver Elton a fazer um passe magistral para Matheus, que galgou muitos metros e acabou por bater Fabianski com um remate de belo efeito. Estávamos no minuto 83 e o sonho bracarense ficava bem mais perto.

A partir daqui, o Arsenal ainda procurou o empate, mais com o coração do que com a cabeça, mas o que conseguiu foi sofrer novo golo, novamente por Matheus, já nos descontos, que carimbou o resultado final em 2-0 para os bracarenses.

Ainda assim, apesar do triunfo histórico, só um milagre colocará os minhotos na segunda fase da “Champions”. Ainda assim, enquanto for possível, os bracarenses têm o direito a sonhar.

Hapoel Telavive 3-0 Benfica

Podia começar por dizer que o resultado é extremamente exagerado e até injusto para o que fizeram Benfica e Hapoel, ainda assim, importa dizer uma série de coisas. Este Benfica é, neste momento, uma equipa descrente, muitas vezes amorfa e que se coloca, dessa forma, a jeito para sofrer dissabores.

Em Israel, o Benfica até não começou mal, empurrando a equipa israelita para o seu último terço, ganhando bastantes cantos e tendo algumas oportunidades para abrir o activo.

No entanto, aos 24 minutos, contra a corrente do jogo, Era Zahavi fez o 1-0 na sequência de um livre e os encarnados acusaram imenso o golo sofrido.

A partir daí, a equipa encarnada, apesar de ter dominado territorialmente a partida e de ter conquistado inúmeros cantos, foi incapaz de reagir convenientemente à desvantagem. Ainda assim, mesmo aos repelões, ainda teve algumas oportunidades para marcar, mas principalmente Alan Kardec esteve desastrado.

Assim sendo, o Hapoel foi mantendo a vantagem e, com grande eficácia, foi mesmo capaz de a ampliar com tentos de Douglas da Silva (75′) e novamente Era Zahavi (90′) para uma vitória muito folgada da equipa de Telavive.

Com este desaire, o Benfica passou de poder chegar à segunda fase da “Champions” para correr o risco de nem sequer chegar à Liga Europa.

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A festa leonina após mais um golo diante do Levski

Tratou-se de uma semana europeia a duas velocidades e, pode-se dizer, a duas felicidades. Na Liga dos Campeões, o Braga continua a cair com estrondo e, desta feita, acabou esmagado, na sua própria casa, pela matreira equipa ucraniana do Shakhtar Donetsk (0-3), no entanto, os maus resultados da “Champions”, desta feita, também contagiaram o Benfica, que, na deslocação a Genselkirchen, foi batido pelo Schalke 04 por duas bolas a zero. Porém, se a semana na principal competição europeia foi negra para as nossas cores, já a segunda ronda da Liga Europa não podia correr melhor, pois o Sporting esmagou, em Alvalade, o Levski Sófia (5-0) e o FC Porto, na deslocação à Bulgária, conquistou três preciosos pontos, após vencer o CSKA Sófia, por uma bola a zero.

Sp. Braga 0-3 Shakhtar Donetsk

Os arsenalistas, que vinham de uma pesada derrota no Emirates Stadium (0-6), nem entraram mal no jogo, beneficiando do bom posicionamento de Salino que, em boa hora, rendeu Hugo Viana e garantiu equilíbrio na estratégia bracarense. Durante a primeira metade, o Braga, apesar de ceder maior iniciativa de jogo aos ucranianos, até teve as melhores oportunidades, mas Moisés e o citado Leandro Salino não foram capazes de marcar.

Depois, na segunda metade, a saída de Salino acabou por retirar coesão ao Braga e isso, aliado à saída de Rodríguez por lesão, ainda na primeira parte, foi fatal para a equipa portuguesa, que se tornou presa fácil para uma equipa ucraniana muito forte no contra-ataque. Assim sendo, foi sem surpresa que Luiz Adriano (57′ e 72′) e Douglas Costa (90+1′) fizeram os golos do Shakhtar e colocaram o Braga com tarefa quase impossível para chegar à segunda fase da liga milionária.

Schalke 04 2-0 Benfica

O Benfica entrou muito bem no jogo e até se pensou que pudesse ser o dia em que, finalmente, ganharia na Alemanha, todavia, a forte entrada acabou por ser sol de pouca dura. Com o passar dos minutos, a equipa germânica foi equilibrando a contenda e a melhor oportunidade da primeira parte até pertenceu ao Schalke 04 que viu o poste negar o golo a Raúl e Roberto negar o golo a Rakitic, tudo na mesma jogada.

Na segunda parte, o jogo teve menos intensidade, mas percebia-se que a equipa alemã estava mais segura dentro de campo, ainda que se conseguisse aproximar com perigo da baliza do espanhol Roberto. Assim sendo, foram precisos dois erros graves do Benfica para que o Schalke conquistasse o primeiro triunfo, em casa, em jogos da Bundesliga: primeiro, foi César Peixoto que foi incapaz de interceptar um cruzamento e, aos 72 minutos, deixou Farfán marcar; depois, foi David Luiz a escorregar junto à linha de meio-campo e a permitir que, na sequência do lance de contra-ataque, Huntelaar fizesse, aos 84 minutos, o 2-0. Este resultado não coloca em causa as possibilidades do Benfica seguir em frente, mas é um duro golpe na confiança encarnada.

CSKA Sófia 0-1 FC Porto

O FC Porto fez uma primeira parte de grande nível e se chegou ao intervalo a vencer por apenas um a zero, isso deveu-se a alguma infelicidade na finalização e a uma excelente exibição do guarda-redes do CSKA: M’Bolhi. Durante esse período, entre grandes defesas do guarda-redes local e outros lances desperdiçados, restou o golo de Falcao (16′) para dar vantagem ao dragão.

Na segunda metade, o FC Porto, que tantas oportunidades havia desperdiçado na primeira parte, esteve menos bem e acabou por permitir a reacção do CSKA Sófia. Ainda assim, os búlgaros foram incapazes de concretizar as boas oportunidades que dispuseram, com Sheridan, principalmente ele, em plano (negativo) de destaque. Com este resultado, os azuis e brancos dão um passo de gigante rumo à segunda fase.

Sporting 5-0 Levski Sófia

Apesar dos números gordos do triunfo leonino, a primeira parte esteve longe de encantar, com a equipa verde e branca a ser mais do mesmo, ou seja, muita posse de bola e pouca objectividade no último terço. Ainda para mais, a primeira oportunidade de golo até pertenceu a Dembelé, mas o avançado visitante, na cara de Rui Patrício, atirou fraco.

Porém, na primeira parte, o Sporting soube ser eficaz (uma raridade esta temporada) e, em duas das poucas oportunidades de golo, Carriço (31′) e Maniche (43′) colocaram os leões em vantagem.

Na etapa complementar, o golo de Salomão, logo ao minuto 53, acabou definitivamente com o jogo, sendo que, a partir desse momento, a única dúvida era saber por quantos golos de diferença iria vencer o Sporting. Acabaram por ser cinco, graças a um fenomenal golo de Postiga (61′) e a um tento de Matias Fernandez (79′). Com este resultado, os leões colocam-se em excelente posição para se apurarem para a 2ª fase e, inclusivamente, vencerem o Grupo C da Liga Europa.

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Mandzukic podia ter sido o "pinheiro" do Sporting

Quando me lembrei de criar a rubrica “Olho Clínico”, pensei que pudesse ter dupla função no panorama desportivo português. Em primeiro lugar, pensei no normal adepto de futebol, que gosta de conhecer mais e melhor e que, certamente, teria todo o interesse em descobrir novos valores das paragens mais distantes do planeta futebol, mas, por outro lado, também acreditei que pudesse ser uma boa plataforma para que os clubes portugueses, muitas vezes presos a clichés de mercado, pudessem alargar horizontes e abandonar, de vez, o mesmo mercado saturado que já não lhes permite trazer “peixe graúdo”.

Desde dia 30 de Dezembro de 2009, apresentei, neste blog, 53 jogadores, sendo que nenhum deles actuava nas principais ligas europeias e, mesmo de campeonatos de média dimensão, como o francês, o grego, o belga ou o escocês, foram muitos poucos os jogadores que referenciei, limitando-me a mostrar talentos de primeiro plano como o Eden Hazard, o Sotiris Ninis, o Lukaku ou o Aiden McGeady.

Nesta rubrica, o meu interesse foi sempre viajar para países sul-americanos, do leste europeu e até países em grande expansão futebolística como o Japão ou, numa escala inferior, Chipre e Israel. Na verdade, fiz isso porque sei que aí os atletas ainda são acessíveis aos clubes portugueses, tendo, inclusivamente, o cuidado de mostrar jogadores para a bolsa dos três grandes, mas sem descurar outros que pudessem estar ao alcance de clubes médios do nosso futebol.

Infelizmente, verifiquei que dos 53 jogadores que apresentei, apenas um se transferiu para Portugal, curiosamente um dos mais badalados pela imprensa nos últimos tempos, ainda que tenha sido apresentado no “A Outra Visão” bem antes do início do Mundial 2010 (Otamendi). Assim sendo, fui fazer um pequeno estudo à rubrica e verificar quais os jogadores que permaneciam nos clubes desde que o “A Outra Visão” havia falado deles e, dos que se tinham transferido, quais o haviam feito para um clube superior ao clube onde jogavam.

Assim sendo, dos 53 jogadores referenciados, 19 trocaram de clube, sendo que destes, dezoito se transferiram para um clube e/ou campeonato superior. A única excepção foi o arménio: Edgar Manucharyan, que, perseguido por lesões, regressou à Arménia para jogar no Pyunik Erevan.

As dezanove transferências pós “Olho Clínico”

Jackson Martinez (COL): do Independiente Medellín (COL) para o Jaguares (MEX)

Eliran Atar (ISR): do Bnei Yehuda (ISR) para o Maccabi Telavive (ISR)

Emad Moteab (EGI): do Al-Ahly (EGI) para o Standard Liège (BEL)

Emilio Izaguirre (HON): do Motagua (HON) para o Celtic (ESC)

Aiden McGeady (IRL): do Celtic (ESC) para o Spartak Moscovo (RUS)

Mario Mandzukic (CRO): do Dinamo Zagreb (CRO) para o Wolfsburgo (ALE)

Robert Lewandowski (POL): do Lech Poznan (POL) para o Borussia Dortmund (ALE)

Nicolás Otamendi (ARG): do Velez Sarsfield (ARG) para o FC Porto (POR)

Georgios Tzavelas (GRE): do Panionios (GRE) para o E. Frankfurt (ALE)

Atsuto Uchida (JAP): do Kashima Antlers (JAP) para o Schalke 04 (ALE)

Seydou Doumbia (CMA): do Young Boys (SUI) para o CSKA Moscovo (RUS)*

Aleksandr Bukharov (RUS): do Rubin Kazan (RUS) para o Zenit (RUS)

Giovanni Moreno (COL): do Atlético Nacional (COL) para o Racing Club (ARG)

Domagoj Vida (CRO): do Osijek (CRO) para o Bayer Leverkusen (ALE)

Andreas Avraam (CHI): do Apollon Limassol (CHI) para o Omónia Nicósia (CHI)

Jong Tae-Se (COR): do Kashima Antlers (JAP) para o Bochum (ALE)

Artur Sobiech (POL): do Ruch Chorzow (POL) para o Polónia Varsóvia (POL)

Pablo Armero (COL): do Palmeiras (BRA) para a Udinese (ITA)

Edgar Manucharyan (ARM): do Ajax (HOL) para o Pyunik Erevan (ARM)

*Quando fizemos o “Olho Clínico” dedicado ao Seydou Doumbia, este já tinha acordado uma transferência futura para o CSKA Moscovo.

Estas transferências mostram que, mais do que mostrar bons valores aos adeptos do futebol e fazer com que estes possam alargar, cada vez mais, os seus horizontes futebolísticos, o “Olho Clínico” pode funcionar como plataforma de descoberta de valores para os nossos clubes e para que estes possam, igualmente, alargar horizontes e desprenderem-se dos clichés que, muitas vezes, apenas lhes dão prejuízo financeiro e desportivo.

Da minha parte, irei continuar a fazer o meu melhor para vos mostrar as melhores promessas que caminham pelo mundo do futebol, mesmo que tenha de vasculhar pelos cantos mais recônditos do planeta, esperando que, um dia, a maior parte desses talentos apareça, aqui, no nosso campeonato, ao invés de tantos estrangeiros sem qualidade que, época após época, inundam as nossas ligas profissionais.

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