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O mal-amado Peixoto é alternativa para a esquerda

Enquanto o FC Porto (até ver com a base do plantel 2010/11 sólida) e o Sporting (mesmo com muitas contratações, com o plantel quase definido neste início de Julho), o Benfica vive um enorme mar de indefinições em que o lado esquerdo da defesa é o ponto mais preocupante.

De facto, após a saída de Fábio Coentrão, o Benfica até tem três hipóteses para a posição de lateral-esquerdo, todavia, Carole, Shaffer e César Peixoto estão muito longe de agradar aos adeptos e, inclusivamente, a Jorge Jesus, que, no passado, apenas acreditou em Peixoto e mais para o colocar a ala-esquerdo do que, propriamente, no lado canhoto da defesa.

Esta situação preocupa consideravelmente os adeptos encarnados que vivem o paradoxo de terem quase uma dezena de alternativas atacantes e, depois, sentem que a defesa está a ser negligenciada. De facto, mesmo o centro da defesa poderá gerar preocupações neste início de temporada, pois Luisão e Garay encontram-se na Copa América e o Benfica corre o risco de perder Roderick para o Mundial sub-20, ficando apenas com Jardel e Miguel Vítor para o importante compromisso da terceira pré-eliminatória da “Champions League”, levando todos a pensar se o empréstimo de Sidnei não poderia ter esperado mais algumas semanas…

Para além de tudo isto, o Benfica ainda vive outro problema que passa pelo excesso de estrangeiros. Mesmo com um elevado número de jogadores a poderem ser inscritos (17 na UEFA e 19 na Liga de Clubes), os  encarnados vivem um problema enorme para encaixarem os vários estrangeiros que ainda estão no plantel, sendo muito por esta razão que Melgarejo (recém-contratado) deverá ser emprestado ao Paços de Ferreira e que Júlio César, caso Roberto não saia, também seja cedido, vindo um guarda-redes português para o seu lugar.

No meio disto tudo, não podemos escamotear que Jorge Jesus é o treinador com maior responsabilidades dos três grandes, pois já terminou a temporada passada numa situação complicada com os adeptos encarnados, que não lhe perdoam uma época bastante abaixo das (elevadíssimas) expectativas criadas no início da temporada. Ora, pelo exemplo da época passada, todos percebemos que um início de época titubeante pode ser fatal para as aspirações do Sport Lisboa e Benfica.

Apesar de tudo, a pré-época ainda está no seu início e os encarnados saberão como agir, até porque será suposto que tenham aprendido com os erros cometidos em 2010/11. Para o bem do Benfica, dos adeptos encarnados e do futebol português em geral, todos esperamos que as águias superem as dificuldades e sejam uma equipa forte no contexto nacional e internacional em 2011/12.

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Jorge Jesus vive dias difíceis na Luz

Ao intervalo do jogo de Domingo eu já pouco acreditava na reviravolta, já ficava satisfeito de perder “apenas” por três. Esta é a pior crítica que posso fazer ao Benfica 2010/2011.

Já se sabia que o Benfica estava mal, que este Porto era favorito, estava muito forte e que Belluschi, Falcao, Varela e Hulk (que fenómeno) estavam em grande forma. E para ajudar à festa Jorge Jesus decidiu inventar e jogar da mesma forma que jogámos contra o Liverpool, onde perdemos por 4-1. Os 3 primeiros golos nasceram do espaço entre David Luís e Sidnei. Porque será? Mas mesmo assim, nada justifica este resultado.

Depois de uma época em que o Benfica dominou, praticou bom futebol e ganhou, vemos o Benfica actual e pensamos: O que se passa?

Podem dizer que saiu Di Maria e Ramires e que o Benfica se ressente dessas ausências, o que é verdade mas não justifica este descalabro. O ano passado também jogámos muitos jogos sem esses jogadores e a dinâmica da equipa era totalmente diferente.

O que se passa é que temos uma equipa que vive do passado. Uma Direcção que continua a vender a ideia que o Benfica é o maior porque é o campeão em título. Jogadores que pensam que não precisam de correr. Um treinador que foi campeão a jogar de uma forma, mas não percebe que com jogadores diferentes não pode jogar exactamente da mesma forma. Na minha opinião a grande diferença está mesmo no treinador.

O Benfica deixou de ter um treinador motivador, muito exigente e emocional, e tem agora um treinador passivo e muito apático. Deixámos de ver um treinador a gritar  “$”#$%&”, a ralhar com os jogadores, a festejar cada golo como se de uma final se tratasse, a picar os adversários e vemos actualmente um treinador que não sabe o que fazer, que está completamente à deriva.

Continuo a confiar no Benfica e no seu treinador, mas é com tristeza que digo que apesar de ser possível ganhar o campeonato, os objectivos do Benfica este ano devem passar por ganhar a Taça de Portugal, conseguir o 2º lugar na Liga e passar aos Oitavos de final da Champions League.

É triste ver este Benfica, mas este é o Benfica a que nos habituámos nas últimas duas décadas.

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Costuma-se dizer que sempre que os treinadores portugueses inventam numa deslocação ao estrangeiro dão-se mal. Ontem, Jesus quis fazer alterações ao esquema defensivo das águias e a sorte voltou a não sorrir a uma equipa lusa.

Jesus optou por um esquema defensivo com David Luiz sobre a esquerda, Amorim sobre a direita, deixando o centro a Luisão e Sidnei. Júlio César foi a habitual escolha (em jogos europeus) para a baliza.

Curiosamente, tendo em conta o resultado final, o Benfica até entrou muito bem. Trocando a bola no meio campo inglês e, até, parecendo que o Liverpool estava totalmente manietado pelos encarnados. Puro engano.

Aos 27 minutos, num lance em que Júlio César demonstrou inexperiência extrema, Kuyt, na sequência de um canto, fez, de cabeça, o primeiro golo para os “reds”.

A partir daqui o Liverpool ficou em vantagem na eliminatória e passou, também, a controlar o jogo. Assim sendo, sete minutos depois, num lance rápido de contra-ataque, Lucas apareceu isolado perante o guarda-redes encarnado, contornou-o e fez, sem dificuldades, o 2-0.

O intervalo chegou e pensou-se que podia fazer bem ao Benfica, todavia, o início da segunda metade não trouxe grandes melhorias. As águias continuavam pouco objectivas e percebia-se que o Liverpool tinha o jogo totalmente controlado. Depois, aos 59 minutos, para piorar o panorama do jogo, Torres concluiu uma bonita jogada de contra-ataque e fez o 3-0, um resultado que deixava o jogo muito complicado para o Benfica.

Ainda assim, os encarnados reagiram e, dez minutos depois, Cardozo, num livre directo reduziu para 3-1, deixando a qualificação dos encarnados dependente de um segundo golo. Esse tento até podia ter surgido, novamente por Cardozo e novamente na transformação de um livre directo, todavia, a bola passou ligeiramente ao lado da baliza de Reina.

Foi, porém, o canto do cisne dos encarnados. Torres fez, aos 82 minutos, o quarto golo dos “reds” e acabou com o jogo, que se arrastou (de forma penosa para os benfiquistas) até final.

No cômputo geral, tratou-se de uma vitória justa do Liverpool, que foi extremamente eficaz, diante de um Benfica que esteve vários furos abaixo do que sabe fazer. Boa arbitragem.

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