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Pablo Osvaldo é internacional italiano

Pablo Osvaldo é internacional italiano

O substituto de Jackson Martínez no FC Porto será, ao que tudo indica, o internacional italiano Pablo Osvaldo, ponta de lança que actualmente se encontra livre, isto após ter representado o Boca Juniors por empréstimo do clube que era até agora o detentor do seu passe, o Southampton.

Apesar de ser internacional pela Itália, Pablo Daniel Osvaldo trata-se de um futebolista nascido a 12 de Janeiro de 1986 em Lanús, Argentina, e que começou a sua carreira sénior no Huracán, clube pelo qual somou 11 golos em 33 jogos em 2005.

Cedo, todavia, rumou ao futebol italiano, começando por disputar a Série B (segundo escalão) com a camisola da Atalanta (três jogos em 2005/06), isto antes de começar a ganhar destaque no Lecce, da mesma divisão, onde somou oito golos em 31 jogos em 2006/07.

Sem grande impacto nos primeiros passos na Série A

Na temporada seguinte, Pablo Osvaldo teve a oportunidade de actuar finalmente no principal escalão do “calcio”, a Série A, ainda que tenha tido dificuldades em impor-se, somando, em época e meia ao serviço da Fiorentina, seis golos em 38 jogos.

Em Janeiro de 2009, mudou novamente de ares, desta feita para o Bolonha, mas em um ano nesse outro clube italiano voltou a não assegurar o impacto desejado, ficando-se pelos três golos em 26 jogos e acabando por rumar ao Espanyol de Barcelona em Janeiro de 2010.

Na Catalunha, valha a verdade, e já com 24 anos, podemos admitir que assistimos finalmente à explosão na carreira de Pablo Osvaldo, com este a somar, em temporada e meia, 21 golos em 46 jogos, e garantindo inclusivamente o regresso à Série A e logo pela emblemática porta da Roma.

Viveu os melhores anos na capital italiana

Ora, foi precisamente em Roma que o ponta de lança viveu os seus dois anos mais gloriosos, chegando à selecção italiana e somando um total de 28 golos em 57 jogos entre 2011 e 2013, algo que motivou um investimento de 15 milhões de euros do Southampton na sua contratação.

A verdade, contudo, é que a mudança para a Premier League acabou por não ser uma boa decisão na carreira do internacional italiano, com este a somar apenas três golos em 13 jogos pelos “saints” e a iniciar um périplo de empréstimos.

Afinal, na última temporada e meia, Pablo Osvaldo foi cedido a Juventus (18 jogos, três golos em 2013/14); Inter de Milão (18 jogos, sete golos em 2014/15) e Boca Juniors (15 jogos, sete golos em 2015), numa caminhada que, ao que tudo indica, terminará agora com o ingresso no FC Porto.

Mais móvel do que Jackson

Futebolista problemático, visto como um autêntico “enfant terrible” do futebol mundial, a verdade é que Pablo Osvaldo, se colocar esse feitio de parte, tem tudo para ser um reforço de luxo para o FC Porto, isto ainda que não se possa ver o internacional italiano como um verdadeiro sucessor de Jackson Martínez.

Afinal, sendo um “nove” tal como o internacional colombiano, Pablo Osvaldo é um ponta de lança de maior mobilidade, caindo com maior facilidade nas alas e conseguindo adaptar-se com maior facilidade a um sistema 4x4x2 do que “Cha Cha Cha”.

Tecnicamente apurado e inteligente na forma como se movimenta em zonas ofensivas e combina com os colegas, o futebolista de 29 anos é ainda um futebolista possante e forte nos duelos individuais, sendo ainda fundamental valorizar a sua capacidade finalizadora, seja ela com os pés ou com a cabeça. Em suma, uma excelente opção para um 4x3x3 móvel ou mesmo para dar oportunidade a Lopetegui de apostar igualmente num 4x4x2 com o italo-argentino e Aboubakar no eixo.


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Lallana é o maior talento dos "Saints"

No histórico Southampton, neste momento a penar na League One (terceiro escalão) do futebol inglês, actua um dos médios ofensivos mais promissores do Reino Unido: Adam Lallana.

Nascido a 10 de Maio de 1988, em St. Albans, Inglaterra, Adam David Lallana é um produto das escolas do Southampton, clube que representa desde 2000, actuando no futebol sénior desde a época 2006/07.

Pouco utilizado em 2006/07 e 2007/08 (nesta época ainda fez cinco jogos pelo Bournemouth por empréstimo), Lallana assumiu-se como peça influente do Southampton em 2008/09 (43 jogos, 2 golos), explodindo na época seguinte em que marcou 20 golos em 51 jogos.

Na actual temporada, Lallana já leva 10 golos em 32 jogos e continua a demonstrar ser a principal pérola de um clube longe dos tempos de glória.

Rápido, criativo e com excelente capacidade finalizadora

Provavelmente o maior talento do futebol inglês fora da Premier League, Adam Lallana é um médio-ofensivo muito evoluído tecnicamente e com grande mobilidade, que gosta de embalar em velocidade para criar inúmeros desequilíbrios no último terço dos adversários.

Com excelente capacidade de passe e fantástica capacidade finalizadora, o internacional sub-21 inglês tanto pode jogar como “dez”, como, inclusivamente, como segundo avançado, num esquema 4-4-2 de perfil mais continental.

Com apenas 22 anos, e um enorme talento, muitos acreditam que pode ser o verdadeiro herdeiro de outro histórico jogador dos “Saints”: Matthew Le Tissier.

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Le Tissier amava o Southampton

Neste momento o Southampton definha na League One, que é como quem diz na terceira divisão inglesa, mas, até há poucos anos atrás, o clube do sul de Inglaterra estava estável na Premier League, muito graças às capacidades de um médio ofensivo que, jogo após jogo, fazia a diferença: Matthew Le Tissier. Conhecido entre os adeptos do Southampton como “Le God”, o internacional inglês não conheceu outra equipa ao longo da sua longa carreira, recusando todas as propostas de clubes com outros pergaminhos por amor ao Southampton. Jogador com uma qualidade técnica fantástica, um carácter acima de qualquer suspeita e com um amor à camisola pouco habitual para a época em que jogou, “Le God” merecerá sempre um grande destaque na história do futebol.

Matthew Le Tissier nasceu a 14 de Outubro de 1968 em Guernsey, iniciando-se, no futebol, nas camadas jovens de um dos clubes dessa ilha do Canal da Mancha, o Vale Recreation.

Depois de falhar um teste no Oxford United, Le Tissier acabou por assinar, em 1986, pelo Southampton, estreando-se no principal escalão do futebol inglês com uma derrota diante do Norwich City (3-4). Até final da temporada 1986/87, o inglês, com apenas 18 anos, efectuou 24 jogos e 6 golos, assumindo-se como um importante jogador dos “Saints”.

No Southampton, Le Tissier haveria de permanecer toda a sua carreira, ou seja, até ao final da época 2001/02, contabilizando os impressionantes números  de 162 golos em 443 jogos do principal escalão inglês e impedindo sempre que os “Saints” fossem relegados. Parecendo sempre com peso a mais, “Le God” era dotado de uma técnica impressionante, parecendo que tudo o que fazia com a bola era simples. Com uma capacidade finalizadora impressionante e uma força que o faziam resistente a quase todas as entradas dos adversários, Le Tissier era um médio ofensivo quase imparável.

A sua qualidade era tão elevada que, mesmo sem ter jogado por um grande clube inglês, Le Tissier serviu de inspiração para diversos jogadores do actual contexto do futebol mundial. Um bom exemplo é Xavi que, um dia, disse que o internacional inglês tinha uma qualidade que estava para além do expectável, pois era capaz de fintar seis e sete jogadores sem correr, recorrendo, simplesmente, à elevada técnica que possuía.

Le Tissier apenas falhou na selecção, não por falta de qualidade, mas por ter sido quase sempre ignorado pelos seleccionadores da equipa dos três leões. Contabilizando apenas oito internacionalizações, Le Tissier, na véspera do Mundial 98, fez um hat-trick num jogo da selecção B de Inglaterra, mas, ainda assim, Glenn Hoddle recusou-se a levá-lo à fase final do campeonato do mundo numa decisão que destroçou “Le God”

Ainda assim, selecção à parte, Le Tissier teve uma carreira recheada de sucesso e de bons momentos e será, para sempre, lembrado por todos os que gostam de futebol como um dos jogadores com mais qualidade técnica que passou pelos relvados do futebol mundial.


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Tahar (na relva) derruba Dyer - Uma imagem usual

Havia 62 minutos de jogo nos Balaídos. O Benfica perdia com o Celta de Vigo por sete bolas a zero e os galegos continuavam a carregar sobre os encarnados. As águias temiam um desastre de proporções inimagináveis quando, nesse momento, Tahar dirige-se ao banco, para Jupp Heynckes lhe segredar qualquer coisa. O marroquino acena com a cabeça e regressa ao relvado, procurando acalmar os companheiros. Logo de seguida, a bola sobra para Mostovoi e Tahar aproxima-se, imponente, fazendo uma entrada que quase virou o russo ao contrário. O árbitro inglês, talvez temendo o marroquino, nem lhe mostrou amarelo. O Celta, por outro lado, limitou-se a trocar a bola, sem forçar muito, até ao final do desafio. Afinal, a eliminatória estava decidida e tinham aprendido que, com Tahar por perto, nunca convinha arriscar… 

Tahar iniciou a sua carreira em Marrocos, ao serviço do Kawkab de Marraquexe, onde foi ficando até ser contratado pela União de Leiria em 1994. Nessa altura, aos 26 anos, o atleta africano chegava a Portugal com alguns créditos, pois havia estado no Mundial dos Estados Unidos.

 Curiosamente, por muito difícil que seja acreditar nisso, Tahar iniciou a sua carreira na União de Leiria como médio ofensivo, ainda que, no início da época 94/95, provavelmente pouco adaptado a  que as faltas duras sejam sancionadas com cartões, tenha passado mais tempo a ser expulso, que, propriamente a jogar futebol. 

Ainda assim, em duas temporadas na cidade do Liz, conseguiu fazer 43 jogos e uns interessantes 8 golos. Esses números e esse futebol dificilmente seria suficiente para chegar a um grande, mas em 1996, os tempos eram outros e o Benfica, que já tinha atletas da qualidade de Pringle, El Hadrioui ou Mauro Airez, pensou: “Por que não Tahar?” 

Nesta altura, Tahar El Khalej, aos 28 anos, tinha encontrado a sua vocação como trinco. O marroquino tentava ser intransponível, pois, com ele, ou passava o jogador, ou passava a bola, nunca podiam passar os dois em simultaneo. Esta imagem pode dar a ideia de um excelente médio defensivo, contudo, Tahar raramente o fazia sem falta e, pior, eram quase sempre entradas merecedoras de cartão. Assim sendo, o atleta jogo sim, jogo não, acabava, invariavelmente, expulso. 

Sem surpresa, em Março de 2000, o atleta despediu-se do Benfica (68 jogos, 10 golos) e assinou pelo Southampton, provavelmente pensando que o mais físico futebol inglês era ideal para si. De facto, o número de expulsões diminuiu, mas a sua agressividade manteve-se, ao ponto de, em 2002, ter feito uma entrada a Dyer que danificou os ligamentos do joelho do inglês e quase o tirou do Mundial 2002. 

Por fim, em 2003, depois de uma passagem mal sucedida pelo Charlton, terminou a sua carreira para descanso dos avançados contrários. 

Ainda hoje, quando os avançados defrontam jogadores como Gattuso ou Bruno Alves, respiram fundo e pensam: “Menos mal, podia ser o Tahar…” 

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