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Posts Tagged ‘Sp. Braga’

A Liga ZON Sagres foi considerada a 4ª melhor do Mundo

Numa altura em que a proibição da publicidade da Bwin pode levantar sérios problemas nas finanças dos clubes portugueses e, inclusivamente, pode por em causa a existência de provas como a Taça da Liga, importa lembrar que o futebol cá do burgo é das poucas indústrias de sucesso e exportáveis que nós temos.

Segundo o ranking da Federação Internacional da História e Estatística do Futebol (IFFHS) apenas três campeonatos superaram a liga portuguesa no ano passado: Espanha, Inglaterra e Brasil, sendo que a nossa liga encontra-se à frente de provas como a Bundesliga, Série A ou Ligue 1.

Obviamente, que estatísticas valem o que valem e que apenas o mais optimista analista poderá ver a Liga Zon Sagres como uma competição superior à principal prova da Alemanha ou de Itália, todavia, é de louvar o que é feito cá no burgo, principalmente tendo em conta a diferença de meios existentes entre os maiores clubes portugueses e, inclusivamente, clubes médios de Itália, Espanha e Inglaterra.

Desde há quase duas décadas para cá, muitas vezes fizeram o “funeral” à competitividade do futebol português, tendo os “profetas da desgraça” começado por dizer que não resistiríamos à Lei Bosman e depois ao incremento de dinheiro existente em campeonatos outrora menos abastados como o russo, ucraniano ou turco.

Apesar de tudo, a liga portuguesa foi resistindo, continuando a fazer excelentes resultados lá fora, sendo que desde o ano 2000, já conquistamos uma Liga dos Campeões, duas taças UEFA/Liga Europa e assistimos à presença de três diferentes equipas portuguesas em finais e cinco em meias-finais de provas reguladas pela UEFA.

Conseguimos isso tudo com meios muito inferiores aos principais campeonatos europeus, sendo curiosa a reacção do treinador do Valência quando Jorge Jesus lhe confidenciou qual era o orçamento do Benfica, incomparavelmente inferior ao clube “ché”, mas atingindo resultados muito superiores ao do clube da Comunidade Valenciana. Também acredito, sinceramente, que os treinadores de Celtic, Sevilha, Liverpool e até Dínamo Kiev corariam de vergonha quando soubessem quais eram os meios financeiros da equipa portuguesa que os eliminou na Liga dos Campeões/Liga Europa da temporada transacta.

Este sucesso desportivo, faz com que o nosso principal campeonato atraia bons valores internacionais, contando-se inúmeros talentos de bom renome a jogarem na nossa liga, situação que, todavia, devia ser melhor aproveitada, como fonte de exportação da nossa Liga para outros países. De facto, a quantidade de sul-americanos de grande qualidade que existe em Portugal, exigia que a Liga fosse mais incisiva na promoção do nosso campeonato na América do Sul, apoiando-se no sucesso dos nossos clubes portugueses na UEFA, mas, também, na atractividade que será para um sul-americano ver jogadores consagrados como Aimar, Garay, Elias, Hulk, Luisão ou Matías, assim como as estrelas de amanhã como James, Carrillo ou Danilo.

Por outro lado, a nossa liga continua com laços afectivos bem profundos com as nossas antigas colónias em África, que continuam a seguir apaixonadamente o nosso futebol como se o deles se tratasse. Ali é outro ponto em que devemos apostar, nomeadamente na ascendente Angola, mas sem esquecer todos os outros países lusófonos que seguem o Benfica, FC Porto, Sporting e outros clubes nacionais com uma paixão indescritível.

Devíamos apresentar a nossa liga como um campeonato do presente, mas também uma competição que poderá mostrar o que podem ser os futuros craques. Devíamos relembrar que foi daqui que saíram grandes talentos internacionais como Cristiano Ronaldo, Nani, Di María ou Pepe.

Contudo, continuamos demasiado embrulhados em pequenas guerrinhas e “fait-divers” como as mensagens presentes no corredor dos balneários de Alvalade, para nos debruçarmos numa realidade que nos escapa a cada dia e que passa pelo facto do nosso campeonato e do nosso futebol ainda ser das poucas coisas que devíamos potenciar no exterior como um produto de enorme qualidade e de orgulho português. Infelizmente, como em quase tudo na vida, temo que só nos vamos aperceber verdadeiramente deste facto demasiado tarde…

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Fary era o goleador dos aveirenses

Em 1998/99, apesar de ter terminado o campeonato na décima-sexta posição e descido ao segundo escalão do futebol português, o Beira-Mar fez uma grande campanha na Taça de Portugal, culminada com a conquista da prova rainha do panorama futebolístico nacional, graças a um triunfo na final diante do Campomaiorense (1-0) com um golo de Ricardo Sousa. Esse título, garantiu que a equipa de Aveiro, mesmo na Liga de Honra, iria participar na Taça UEFA, naquela que seria a primeira participação da equipa aurinegra numa prova europeia. 

Bilhete do Beira Mar vs Vitesse

Vitesse foi o carrasco na estreia europeia

O Beira-Mar vivia a sua estreia europeia e não teve grande sorte no sorteio, pois foi emparelhado com uma equipa com pergaminhos no futebol europeu, o Vitesse.

Apesar de tudo, a equipa de Arnhem já havia sido eliminada por duas equipas portuguesas (Sporting e Sp. Braga) em edições anteriores desta mesma prova e isso dava alguma esperança aos aurinegros.

No primeiro jogo, disputado em Aveiro, o Beira-Mar entrou melhor e, aos 41 minutos, Fary deu mesmo a vantagem à equipa aurinegra. No entanto, aproveitando a sua maior experiência internacional, o Vitesse soube acalmar os ímpetos aveirenses e deu a volta ao resultado com golos do bem conhecido van Hooijdonk (51′) e Grozdic (82′).

Com uma derrota (1-2) no duelo disputado em casa, poucos acreditavam que o Beira-Mar pudesse disputar o jogo na Holanda, mas a verdade é que o Vitesse ainda tremeu perante a vontade de vencer da equipa portuguesa.

De facto, o Beira-Mar foi sempre superior no Gelredome e viu mesmo um golo limpo de Fary ser anulado por Roland Beck, o árbitro do Liechtenstein designado para o compromisso europeu.

No entanto, apesar da excelente exibição dos aveirenses, o resultado terminou como havia começado (0-0) e, dessa forma, terminou logo na primeira ronda o périplo do Beira-Mar pela Taça UEFA (1999/00).

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Everton é o matador de Almelo

No modesto Heracles Almelo da primeira divisão holandesa, actua um avançado-centro brasileiro de 28 anos que seria uma excelente adição para uma equipa média-alta do futebol nacional como o Sp. Braga, Vitória de Guimarães ou Nacional. Refiro-me a Everton Ramos da Silva.

Nascido a 8 de Junho de 1983 em São Paulo, o ponta de lança passou pelas camadas jovens do Goianesa, Osasco e Barueri, antes de se estrear profissionalmente ao serviço deste último clube em 2003.

Entre 2003 e 2006, Everton Ramos da Silva marcou 53 golos em 70 jogos, chamando a atenção de vários clubes europeus e transferindos-e para o Heracles Almelo em 2006.

Um goleador no clube de Almelo

Everton está no Heracles desde 2006 e depois de três épocas em que o clube holandês andou pelos últimos lugares da classificação e o avançado canarinho marcou nove, oito e cinco golos respectivamente, a fortuna do ponta de lança e do próprio clube de Almelo mudou radicalmente nas últimas duas temporadas.

Em 2009/10, Everton marcou 14 golos em 34 jogos, ajudando o Heracles a atingir a sexta posição, enquanto na temporada transacta o brasileiro marcou tantos golos (15) como o novo reforço do Sporting, Ricky van Wolkswinkel, auxiliando o clube holandês a terminar a Eredivisie na oitava posição.

Um matador que também pode jogar a extremo

Everton Ramos da Silva é um avançado-centro de 1,77 metros que se sabe movimentar muito bem nas imediações da área adversária de forma a encontrar as melhores zonas de finalização.

Tecnicamente evoluído e com um extraordinário faro de golo, é um jogador que se adapta tanto a jogar sozinho na frente, como ao lado de outro avançado, dando sempre tudo em prol da equipa.

As suas características, também lhe permitem jogar mais encostado à linha, todavia, nessa posição, deve jogar como falso extremo, ou seja, com total liberdade para fazer diagonais na direcção da baliza adversária.

Neste momento, aos 28 anos, e com o passe avaliado em cerca de um milhão de euros, seria um investimento bastante fiável para quem necessita de um goleador.

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A supertaça 2007/08 foi o último título dos leões

Terminou mais uma temporada infeliz do Sporting Clube de Portugal, sendo que este mediano terceiro lugar não pode esconder uma época deplorável que viu o Sporting perder todas as competições que disputou, sendo que as eliminações da Taça de Portugal e da Liga Europa, diante de duas equipas (V. Setúbal e Glasgow Rangers) claramente inferiores aos leões são reveladoras do mau momento que se vive para os lados de Alvalade.

O Sporting acabou o campeonato a, imagine-se, 36 pontos do FC Porto, sendo que os dragões terminaram a competição com mais do dobro das vitórias (27) obtidas pelos verde-e-brancos (13). Mesmo o Benfica, que terminou o campeonato em desaceleração e perdendo pontos surpreendentes, conseguiu terminar a prova com mais quinze pontos que os leões.

Assim sendo, parece lógico que o Sporting precisa de preparar muito bem 2011/12 e, nesse seguimento, é necessário uma análise cuidada ao actual plantel, dividindo os elementos desse mesmo grupo de trabalho em indispensáveis, transferíveis, emprestáveis e dispensáveis.

Na minha opinião, e começando pelos dispensáveis, optava pelos seguintes elementos:

  • Hildebrand
  • Tiago
  • Abel
  • Grimi
  • Anderson Polga
  • Nuno André Coelho
  • Maniche
  • Tales
  • Cristiano
  • Carlos Saleiro

 Obviamente que as razões da dispensa destes elementos depende de factores diferentes. Anderson Polga, Tiago e Abel foram excelentes profissionais, mas estão no fim da linha do seu percurso nos verde-e-brancos, já não acrescentam grande coisa ao plantel em termos de qualidade, sendo que Abel (João Gonçalves) ou Tiago (Vítor Golas) têm soluções internas bem menos onerosas e sem défice em termos de qualidade individual. Quanto a Anderson Polga, até podia falar de Nuno Reis, contudo, o defesa-central emprestado ao Cercle Brugge ainda precisa de rodar pelo menos mais um ano para se poder começar a pensar num regresso a Alvalade.

Quanto a Hilderbrand e Maniche, tratam-se de dois jogadores demasiado caros para o rendimento que apresentaram ao serviço do Sporting, não se justificando a sua continuidade, sendo que tanto o internacional alemão como o internacional português devem ser substituídos por elementos de qualidade, mas necessariamente mais baratos a nível de ordenados. Vicent Enyeama (guarda-redes do Hapoel Telavive) e Rafael Robayo (Médio-centro do Millionarios) são bons exemplos.

Por fim, Nuno André Coelho, Grimi, Tales, Cristiano e Carlos Saleiro não parecem ter qualidade suficiente para se manterem no plantel leonino e devem ser dispensados, sendo que a situação mais simples a de Tales e Cristiano, pois terminam contracto com os verde-e-brancos. Já no caso de Nuno André Coelho, Grimi e Carlos Saleiro, deve ser encontrada uma solução que satisfaça clube e atletas, que poderá passar por um empréstimo ou, até, por um acordo de rescisão, pois dificilmente estes atletas terão mercado, à excepção, talvez, do lateral-esquerdo argentino.

Passando aos emprestáveis, optava por estes dois elementos:

  • Cedric Soares
  • Diogo Salomão
Tanto o lateral/ala-direito como o extremo-esquerdo são elementos que parecem ter condições para serem mais valias no Sporting Clube de Portugal, todavia, acredito que Cedric Soares e Diogo Salomão irão ter muito poucas oportunidades para jogar na próxima temporada e, na minha opinião, ambos os atletas precisam de minutos de jogo para que possam continuar a sua evolução futebolística. Assim sendo, aconselho um empréstimo dos dois a um clube médio/médio-baixo do principal escalão do futebol português.
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Dos emprestáveis, sigo para os transferíveis, ou seja, jogadores com valor para se manterem no plantel do Sporting, mas que, na presença de uma boa proposta, deve ser ponderada a sua saída:
  • Daniel Carriço
  • Yannick Djaló
  • Zapater
  • Simon Vukcevic
Estes três elementos estão nesta lista por situações diferentes. Daniel Carriço é um defesa de qualidade e com mercado, mas, na minha opinião, a sua baixa estatura e fraca impulsão que lhe garantem dificuldades no jogo aéreo, irão impedi-lo sempre de ser o tal patrão da defesa leonina. Assim sendo, uma proposta que supere os 10/12 milhões de euros deve ser imediatamente considerada.
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Yannick Djaló, por sua vez, é um jogador com talento, mas parece-me pouco constante e nunca explodiu da maneira que se esperava, sendo que uma boa  proposta, na ordem dos 8/9 milhões de euros, deve ser suficiente para se negociar a sua saída.
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Depois, apesar de não achar que é o péssimo jogador que muitos vêem em Zapater, entendo que facilmente se encontraria uma jogador de nível superior, sem ser necessário gastar muito dinheiro. Assim sendo, e sabendo que o espanhol tem mercado, aconselhava a venda do aragonês, desde que o valor da transferência não fosse inferior a dois milhões de euros.
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Por fim, Simon Vukcevic é um caso diferente e representa um jogador muito talentoso e com condições para ser dos melhores da Europa, mas que é demasiado problemático e inconstante, sendo que poderá, inclusivamente, ser um destabilizador de balneário. Assim sendo, e apesar de toda a sua qualidade incontestável, penso que o Sporting o deveria vender pelo seu preço de custo e, assim, prescindir de um atleta que pode continuar a revelar-se um problema bicudo.
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Para finalizar, os elementos imprescindíveis, ou seja, os elementos que devem continuar no plantel do Sporting e assumirem-se como a base 2011/12, porque mesmo numa grande revolução de plantel, há que garantir um nível mínimo de continuidade.
  • Rui Patrício
  • Evaldo
  • Torsiglieri
  • João Pereira
  • André Santos
  • Pedro Mendes
  • Izmailov
  • Jaime Valdés
  • Matías Fernandez
  • Hélder Postiga
Assim sendo, chegamos a uma lista de dez jogadores (14, caso não se consiga vender os tais quatro elementos que entendo como transferíveis) +1, que, neste caso, não é um chinês, mas o peruano Carrillo, já contratado pelo Sporting.
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Partindo do princípio que Daniel Carriço, Yannick Djaló, Vukcevic e Zapater ficam no plantel e que Vítor Golas e João Gonçalves regressam de empréstimo, o Sporting fica com 17 jogadores, faltando nove para a tal lista de 23+3 promessas de que falou Godinho Lopes.
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Nesse caso, seriam necessários nove jogadores e, como tal, pensando que os leões avançarão para um 4-3-3/4-2-3-1, acho que o Sporting devia tentar as seguintes contratações:
  • Um guarda-redes de valor para ser o concorrente de Rui Patrício. O referido Enyeama seria uma excelente opção.
  • Um lateral-esquerdo (Wendt é uma possibilidade, Sílvio, pela polivalência, seria o ideal)
  • Dois defesas-centrais de altíssima qualidade (Rodríguez do Sp. Braga e outro, que fosse experiente, uma clara mais-valia e necessariamente mais alto)
  • Um médio-centro de grande pulmão e qualidade que pudesse jogar tanto a “seis” como a “oito”. Rafael Robayo, já referido, seria uma boa aquisição.
  • Um extremo puro, ou seja, um verdadeiro flanqueador, que desse a largura de jogo ao Sporting que a equipa tanto precisa e que fosse uma clara mais valia para o plantel.
  • Dois avançados, sendo um mais posicional e referência atacante (ao que tudo indica, o ex-Besiktas Bobô) e outro mais polivalente e que pudesse jogar sozinho na frente, mas também como avançado de suporte num alternativo 4x4x2 e, se possível, descaído numa das alas na táctica 4x3x3.
  • Por fim, um jogador jovem, tal como Carrillo e que se juntasse a João Gonçalves e ao peruano (não incluo Vítor Golas por se tratar de um guarda-redes e, como tal, uma situação diferente) como uma das três promessas que o novo presidente do Sporting quer ter no plantel.
Na minha opinião, este será o caminho que o Sporting tem de fazer para que possa ser mais competitivo em 2011/12. Dificilmente dará para ser campeão já na próxima temporada, mas pode ser fulcral para que os leões comecem a construir uma equipa que, num futuro próximo, ombreie com dragões e águias pelo lugar mais alto do pódio do futebol nacional.

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Karoglan nunca foi esquecido pelos bracarenses

Há catorze anos, o Sporting de Braga conseguiu uma das suas mais importantes vitórias europeias ao vencer, no Estádio 1º Maio, os holandeses do Vitesse e, assim, qualificar-se para a segunda eliminatória da Taça UEFA. Depois de uma derrota em Arnhem por duas bolas a uma, os arsenalistas encheram-se de brio e vontade, sabendo chegar à vantagem por 2-0 e, depois, sabendo sofrer a enorme pressão que a equipa holandesa fez nos minutos finais, para segurarem a vantagem e consequente apuramento para a eliminatória seguinte. Um jogo histórico e que, segundo muitos, foi o primeiro passo na construção do actual “Grande Braga”.

1ª Eliminatória: Vitesse 2-1 Sp. Braga / Sp. Braga 2-0 Vitesse

O primeiro adversário europeu nesta Taça UEFA foi o Vitesse, uma equipa que não sendo um gigante do velho continente, era uma equipa claramente favorita para a eliminatória com os arsenalistas.

No primeiro encontro, disputado em Arnhem, o Braga esteve mesmo a perder por duas bolas a zero, mas, perto do final, na sequência de um penalti por mão na bola de um defesa holandês, Karoglan não perdoou e colocou o resultado num magro 2-1, que, por certo, abria boas perspectivas para a segunda mão em Braga.

Na verdade, esse segundo jogo acabou por correr de acordo com os desejos dos bracarenses, mas necessitou de grande sofrimento por parte da equipa portuguesa. Depois do Sp. Braga ter chegado ao 2-0 graças a duas grandes penalidades de Artur Jorge, a equipa lusitana teve de sofrer imenso, vendo mesmo uma bola embater no poste da baliza de Woszniak nos minutos finais. Ainda assim, o 2-0 foi mantido até final e os arsenalistas alcançaram a segunda eliminatória da Taça UEFA.

2ª Eliminatória: Sp. Braga 4-0 Dínamo Tbilissi / Dínamo Tbilissi 0-1 Sp. Braga

Curiosamente a segunda ronda da Taça UEFA acabou por ser bem mais fácil do que a primeira, com o Sp. Braga a não dar hipóteses à equipa georgiana do Dínamo Tbilissi, vencendo em casa por 4-0 e na Geórgia por 1-0.

Rodrigão, Toni, Karoglan e Bruno marcaram no 1º Maio, num jogo em que o Sp. Braga demonstrou ser infinitamente superior a uma frágil equipa georgiana que só havia atingido este patamar, pois havia disputado a primeira ronda com outra formação muito frágil, os bielorrussos do Slavia Mozyr. Este 4-0, fazia do segundo encontro, a disputar em Tbilissi, um passeio para os arsenalistas.

De facto, assim foi, pois de forma tranquila e sem forçar, o Braga voltou a fazer valer a sua superioridade e até garantiu nova vitória na Geórgia, graças a um golo de Toni aos três minutos da segunda parte. Assim sendo, o Braga atingia os oitavos de final da Taça UEFA.

3ª Eliminatória: Sp. Braga 0-0 Schalke 04 /Schalke 04 2-0 Sp. Braga

Na terceira ronda, o Sp. Braga defrontou o Schalke 04, uma fortíssima equipa germânica que havia vencido a Taça UEFA na edição anterior.

No primeiro jogo, disputado em Braga, a formação arsenalista tentou alcançar uma vantagem que lhe permitisse outras aspirações en Genselkirchen, contudo, esbarrou na muito bem organizada defensiva alemã, que soube controlar o jogo e garantir um zero a zero que lhe abria fantásticas perspectivas para a segunda mão.

Contudo, os bracarenses não eram um adversário fácil para ninguém e venderam bem cara a derrota na Alemanha, sendo que o desaire apenas se precipitou após a expulsão de Zé Nuno a quatro minutos do intervalo. A jogar contra dez unidades, os alemães fizeram valer todo o seu poderio e acabaram por superar o Sp. Braga por 2-0, terminando de forma extremamente digna o excelente percurso da equipa portuguesa naquela edição da Taça UEFA.

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Díaz no FC Porto

Dez minutos em três épocas… Parece mentira mas este defesa-central uruguaio de 1,97 metros conseguiu ficar três temporadas no FC Porto e apenas actuou durante uma dezena de minutos numa deslocação a Braga, em que os dragões sairam derrotados por 2-1 na longínqua época de 1996/97.  Tudo o resto foi um longo percurso entre a bancada e, inclusivamente, o treinar à parte, Uma caminhada bem longe da ribalta que tinha atingido no Liverpool de Montevideu e o que lhe havia garantindo uma transferência para o FC Porto no defeso de 1996.

Despontou no Liverpool uruguaio

Alejandro Díaz nasceu a 14 de Dezembro de 1973 e começou a sua carreira profissional no Liverpool de Montevideu, onde entre 1992/93 e 1995/96 se assumiu como uma peça importante, garantindo, inclusivamente, chamadas à selecção do Uruguai. Assim sendo, acabou por ser sem surpresa que se transferiu para a Europa no defeso de 1996/97 e, neste caso, para o FC Porto que via nele um defesa-central jovem e muito promissor.

Contudo, nos dragões, apenas actuou dez minutos na primeira temporada, tendo ficado aparte do plantel portista nas duas temporadas seguintes, devido a problemas com a estrutura directiva azul-e-branca.

Após esses três anos de (quase) paragem, o defesa-central uruguaio já não tinha o crédito que, no passado, tinha feito que clubes como o Barcelona ou o Real Madrid se interessassem pelo seu concurso, sendo que o jogador regressou ao Uruguai, onde representou clubes como o Defensor Sporting, Bella Vista,  Rentistas e Central Español, antes de terminar a carreira em 2006 ao serviço dos Minnesota Thunder.

Desde que se retirou, foi director desportivo do Platges de Calvia e fundou uma ONG chamada “Atletas Unidos” onde defendem os jogadores contra as ameaças da corrupção no futebol.

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Em Anfield a festa foi bracarense

Pela primeira vez na sua longa história de competições europeias, Portugal conseguiu a assinalável marca de colocar três equipas nos quartos finais da mesma prova europeia, neste caso, a Liga Europa. Em 1993/94, o nosso país havia colocado três equipas nos quartos de final das provas europeias, mas, nesse caso, em competições diferentes. Assim sendo, há que destacar o enorme feito de Benfica, FC Porto e Sporting de Braga, que, além do sucesso desportivo e do prestígio que granjearam por ultrapassarem mais um degrau, também garantiram, praticamente, o sexto lugar no ranking UEFA, que nos garantirá três equipas na “Champions” de 2012/13.

Paris SG 1-1 Benfica (Os encarnados apuraram-se com 3-2 no agregado)

O Benfica sabia de antemão que o 2-1 que trazia de Lisboa era curto e que teria de sofrer na cidade luz. Ainda assim, o Benfica entrou personalizado e até foi a primeira equipa a marcar, por intermédio de Nico Gaitán (27′) a concluir bonita jogada de contra-ataque.

No entanto, os gauleses não baixaram os braços e, até final da primeira metade, foram capazes de igualar o jogo, graças a um grande golo de Bodmer (35′) e, inclusivamente, tiveram algumas oportunidades para empatarem a eliminatória, valendo, aí, a falta de pontaria dos atacantes parisienses e a boa exibição do guarda-redes Roberto.

Após o intervalo, os encarnados apareceram novamente em melhor plano e até tiveram boas oportunidades para fazerem um segundo tento que sentenciasse a eliminatória, contudo, foram infelizes na finalização, acabando por ser obrigados a sofrer até ao final do encontro.

De facto, o Paris Saint-Germain teve algumas ocasiões para empatar a eliminatória, todavia, uma defesa milagrosa de Roberto a remate de Hoarou (79′) e uma escorregadela de Maurice (90+5′), quando tinha tudo para marcar, acabou por impedir que o marcador sofresse alterações e permitiu que a equipa portuguesa alcançasse o apuramento para os quartos de final.

FC Porto 2-1 CSKA Moscovo (os azuis-e-brancos apuraram-se com 3-1 no agregado)

Os dragões traziam uma magra vantagem da capital russa (1-0), mas não se encostaram à sombra dela, tendo chegado ao um a zero logo no primeiro minuto, na sequência de um livre de Hulk em que Akinfeev ficou muito mal na fotografia.

Na resposta, Wagner Love ainda tirou à barra, mas seria o FC Porto a aproveitar mais um disparate do guarda-redes do CSKA, para, aos 24 minutos, ampliar para 2-0, graças a um golo de Freddy Guarín.

A perderem por 2-0 neste encontro e 3-0 no cômputo da eliminatória, a equipa moscovita ainda reagiu de pronto, tendo reduzido aos 29 minutos com um golo de Tosic. Contudo, quando se esperava que esse golo tornasse a eliminatória mais emocionante, isso não se veio a verificar.

De facto, até final do jogo, o FC Porto teve sempre o controlo do mesmo, contando, inclusivamente, com um golo anulado a Rolando, num lance em que o internacional português ajeitou a bola com a mão antes de atirar para a baliza. Em suma, uma vitória inteiramente justa da equipa portuguesa que provou, nos dois jogos, que era superior ao CSKA Moscovo.

Liverpool 0-0 Sp. Braga (os arsenalistas apuraram-se com 1-0 no agregado)

O 1-0 que os bracarenses traziam da Pedreira era curto, mas dava direito de sonhar com a passagem à fase seguinte, até porque os arsenalistas já tinham ido vencer a Sevilha (4-3), depois de terem vencido os andaluzes, em casa, pelo mesmo um a zero.

Ainda assim, esperava-se uma grande pressão do Liverpool desde o primeiro minuto, uma pressão que deveria vir tanto de dentro de campo como de fora dele, todavia, para bem da equipa portuguesa, nada disso se verificou.

O Liverpool foi sempre uma equipa amorfa, sem criatividade e sem ideias, permitindo que o Sporting de Braga fosse sustendo os frágeis intentos dos ingleses sem grandes problemas.

De facto, durante todo o jogo, o principal momento de pânico para a defesa arsenalista, surgiu num lance em que o árbitro deixou que Skrtel, em claro fora de jogo, tivesse uma oportunidade para se isolar perante Artur Moraes. Aí, o guarda-redes brasileiro foi enorme e negou o golo ao defesa-central eslovaco.

Assim sendo, o Sporting de Braga garantiu o zero a zero final e alcançou um feito histórico, eliminando um Liverpool que, mesmo longe dos melhores tempos, será sempre o Liverpool

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