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Posts Tagged ‘Sparta Praga’

Marek Čech foi tricampeão no FC Porto

Não era um defesa-esquerdo brilhante, mas cumpriu sempre ao longo de três temporadas ao serviço do FC Porto. Jogador sóbrio, seguro e disciplinado, deu sempre tudo o que tinha e ajudou os dragões a conquistar três títulos de campeão nacional, fazendo, só para a Liga Portuguesa, cinquenta e dois jogos pelos portistas. Internacional eslovaco por quarenta e duas ocasiões, continua a mostrar o seu futebol discreto mas eficaz, nos palcos daquela que muitos consideram a melhor liga de futebol do Mundo, a Premier League.

Produto das escolas do Inter Bratislava

Marek Čech nasceu a 18 de Janeiro de 1983 em Trebišov na Eslováquia, tendo iniciado a sua carreira futebolística no Inter Bratislava, clube onde fez todo o seu percurso juvenil e onde se estreou como profissional na temporada de 2000/01. Nos aurinegros da capital eslovaca, esteve quatro temporadas como sénior, conquistando um campeonato eslovaco e uma Taça da Eslováquia (ambos os títulos em 2000/01) e somando 10 golos em 71 jogos.

Posteriormente, no início de 2004/05, transferiu-se para o Sparta Praga da vizinha República Checa, onde  não fez uma época particularmente brilhante em termos individuais (21 jogos), mas onde foi bastante feliz em termos colectivos, pois conquistou o campeonato checo.

Tricampeão português no FC Porto

Apesar dos números da sua passagem pelo Sparta Praga terem sido discretos, o FC Porto não duvidou das qualidades do defesa/ala-esquerdo e não hesitou em contratá-lo para a sua equipa em 2005/06. Durante três épocas, Čech nunca foi titular indiscutível, mas foi sempre uma opção regular, somando 78 jogos (3 golos) em todas as competições e ajudando os portistas a conquistar três campeonatos nacionais e uma Taça de Portugal.

No West Bromwich Albion desde 2008

No Verão de 2008, trocou os portistas pelos ingleses do WBA, onde se encontra até hoje. Depois de uma primeira época em que pouco jogou, o internacional eslovaco assumiu-se, a partir da temporada passada, como uma opção regular da equipa britânica, somando, neste momento, sessenta e quatro jogos (2 golos) pelo West Brom.

Tanto como lateral numa defesa a quatro, ou a ala num 5-3-2 ou 3-5-2, Marek Čech continua a desenvolver um futebol sóbrio e de poucos rasgos, mas com muita utilidade para o clube que representa. Na verdade, numa equipa de futebol, nem todos têm de ser brilhantes tecnicamente. Há que ter jogadores que trabalhem, que sejam rigorosos tacticamente e que equilibrem a equipa. Para isso, está lá o internacional eslovaco.

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Paulinho Cascavel era um goleador

Na temporada de 1986/87, o Vitória de Guimarães escreveu uma das páginas mais bonitas da sua história ao efectuar a sua melhor participação de sempre na Taça UEFA. O grande Vitória da altura, treinado por Marinho Peres e com jogadores como Jesus, N’ Dinga, Ademir e Paulinho Cascavel eliminou Sparta Praga, Atlético de Madrid e FC Groningen, num percurso genial que apenas foi parado nos quartos de final pelos frios germânicos do Borussia Mönchengladbach. Apesar de não terem chegado à final, curiosamente ganha pelo IFK Gotemburgo da Suécia, os vimaranenses vão recordar, para sempre, esta magnífica campanha europeia.

1ª Eliminatória: Sparta Praga 1-1 V. Guimarães/V. Guimarães 2-1 Sparta Praga

O Vitória de Guimarães não teve propriamente sorte no sorteio da primeira eliminatória da Taça UEFA, saindo-lhe em sorte o sempre complicado Sparta Praga, da extinta Checoslováquia.  Depois de uma igualdade na primeira eliminatória, em Praga (1-1), a equipa de Guimarães, na segunda mão, viu-se mesmo a perder (0-1), até aparecer o génio de Paulinho Cascavel que, com dois golos, deu a volta ao marcador, garantindo o triunfo (2-1) e consequente apuramento para a segunda eliminatória da Taça UEFA.

2ª Eliminatória: V. Guimarães 2-0 Atl. Madrid/Atl. Madrid 1-0 V. Guimarães

Na segunda ronda da competição, a sorte foi ainda mais madrasta para os vimaranenses que, nessa ocasião, tiveram de discutir o apuramento com o poderoso Atlético de Madrid. Na primeira mão, a jogar em casa, o Guimarães não fez um grande jogo, mas beneficiou de golos de Paulinho Cascavel e Roldão para vencer por 2-0. Depois,  no Vicente Calderón, o Vitória sofreu bastante, tendo, inclusivamente, visto Jesus defender um penalti da equipa espanhola. Todavia, a equipa portuguesa soube resistir e acabou por perder apenas pela margem mínima (0-1), garantindo, assim, a passagem à terceira eliminatória.

3ª Eliminatória: FC Groningen 1-0 V. Guimarães/V. Guimarães 3-0 FC Groningen

O terceiro obstáculo para a equipa minhota foi a equipa holandesa do FC Groningen, um conjunto que, apesar de ter bastante qualidade, parecia estar ao alcance do Guimarães. Na primeira mão, na Holanda, o Vitória perdeu (1-0) num encontro em que se confirmou a ideia de que o FC Groningen era perfeitamente ultrapassável. De facto, na segunda mão, o Vitória não só se apurou para os quartos de final como o fez com imenso estilo, derrotando a equipa holandesa por 3-0, graças a golos de Nascimento, N’ Dinga e do inevitável Paulinho Cascavel.

Quartos de final: B. M’gladbach 3-0 V. Guimarães/V. Guimarães 2-2 B. M’gladbach

Previam-se grandes dificuldades para o Vitória para este duelo com os alemães do Borussia Mönchengladbach e, na verdade, assim foi, pois a equipa germânica acabou por resultar no fim do percurso minhoto na competição. A primeira mão, na Alemanha, que o Vitória perdeu, copiosamente, por 3-0, acabou por ser decisiva, pois tirou praticamente todas as hipóteses da equipa portuguesa recuperar no segundo duelo. De facto, nessa segunda mão, o V. Guimarães não foi além de um empate a duas bolas, acabando eliminado da prova europeia e terminando, assim, uma prestação que entrou para a história da equipa minhota.

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Tomas Skuhravy com a camisola do Génova

No inverno de 1995, chegava ao Sporting um goleador checo de 30 anos, que havia brilhado com as camisolas de clubes como o Sparta Praga e Génova e, também, com a camisola das selecções da Checoslováquia e da República Checa. Rapidamente se pensou que pudesse ser a resolução para os problemas ofensivos dos verde-e-brancos, mas, na verdade, Tomáš Skuhravý limitou-se a arrastar-se no Sporting durante meia época, deixando os leões no final da época 1995/96 e o próprio futebol pouco depois disso. Se para alguns jogadores, os 30 anos podem ser o auge de uma carreira, para Skuhravý foram o princípio de um abrupto fim.

Tomáš Skuhravý nasceu a 7 de Setembro de 1965 em Přerov nad Labem na província da Boémia, actual integrante da República Checa, que na altura, fazia parte da Checoslováquia.

O avançado começou a jogar futebol aos seis anos num pequeno clube da sua cidade natal: Sokol Přerov nad Labem, permanecendo lá até 1980, quando acabou contratado pelo Sparta Praga.

No gigante da capital checa, estreou-se na equipa principal na temporada 1982/83, permanecendo lá por duas temporadas. Muito jovem, apenas fez quatro golos em duas temporadas, acabando por, naturalmente, ser emprestado a outro clube, neste caso o RH Cheb, para poder crescer como futebolista e poder reaparecer mais forte no Sparta Praga.

Na verdade, assim foi, pois Skuhravý fez duas temporadas de grande qualidade no Cheb, fazendo 17 golos em 58 jogos, percebendo-se que o avançado estava preparado para regressar ao gigante de Praga.

Entre 1986 e 1990, Skuhravy foi sempre campeão pelo Sparta Praga, conquistando, assim, quatro campeonatos seguidos, além de duas taças da Checoslováquia (1988 e 1989). Durante esse período, o avançado mostrou ser um goleador temível, apontando 55 golos em 113 jogos, numa média de quase um golo a cada dois jogos.

Esses números chamaram à atenção do Génova e, assim, em 1990, o ponta de lança checo viajou até aquele que era o melhor campeonato europeu da altura: a Série A.

No clube genovês, o sucesso colectivo não foi grande, pois o ponta de lança não conquistou qualquer título pelo Génova, contudo, individualmente, Skuhravý voltou a brilhar, marcando 59 golos em 164 jogos e sagrando-se o melhor marcador de sempre do clube italiano em jogos da Série A.

No entanto, já era um jogador claramente fora de forma e longe dos melhores tempos, aquele Skuhravý que, no inverno de 1995, se transferiu para o Sporting após um mau início de temporada no Génova.

Assim sendo, o percurso do avançado em Alvalade esteve longe de deslumbrar, com o jogador a fazer apenas quatro jogos e sem conseguir marcar nenhum golo pelos leões. Na altura, tinha apenas 30 anos, todavia, foi a prova viva que a idade ideal para o final de carreira de um jogador varia muito de atleta para atleta, pois aquele Skuhravý estava, claramente, acabado para o desporto rei. Lento, inoperante e sem qualquer pulmão, foi um dos maiores flops do Sporting.

Em Lisboa, o momento que mais pessoas recordam, foi quando, num jogo diante do Desportivo de Chaves, faltou a Luz no Municipal de Chaves numa altura em que o atacante tinha tudo para facturar.

Na temporada seguinte, ainda tentou continuar a carreira no Viktoria Žižkov, mas rapidamente percebeu que o melhor era retirar-se definitivamente do futebol.

Neste momento, o antigo ponta de lança vive em Génova, onde tem várias casas nocturnas e é comentador desportivo para uma televisão local.

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Václav Kadlec é uma promessa checa

No Sparta de Praga da Gambrinus Liga actua aquele é considerado o maior talento do futebol checo após Tomas Rosicky: Václav Kadlec.

Nascido a 20 de Maio de 1992, foi criado nas escolas do Bohemians de Praga, tendo se transferido, em 2008, para a equipa do Sparta Praga, estreando-se na equipa principal desse colosso checo nesse mesmo ano.

Tendo conseguido o primeiro golo na Liga Checa com apenas 16 anos, Kadlec rapidamente garantiu um lugar na principal equipa do Sparta Praga, mostrando ser um atacante móvel, rápido e com boa capacidade de entendimento com os companheiros. Para além dessas qualidades, há, ainda, que valorizar a sua capacidade de finalização, pois Kadlec já fez 10 golos pela principal equipa do Sparta Praga.

Internacional checo por uma ocasião (defrontou o Liechtenstein e até marcou um golo, trata-se de um talento de 18 anos a procurarem num jogo do Sparta Praga ou, ao invés, num jogo da selecção checa.

 

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Had com a camisola eslovaca

No início da época 2007/08, o Sporting encontrava-se motivado em descobrir, finalmente, um defesa-esquerdo que fizesse esquecer Rui Jorge e, acima de tudo, o chileno Tello, que havia recusado a renovação com os leões para assinar pelo Besiktas da Turquia. Depois de muito procurarem, os verde e brancos optaram por um defesa-esquerdo eslovaco para lutar pela titularidade com o brasileiro Ronny: Marian Had. Dizia-se que era um jogador alto, ideal para ajudar os centrais, que defendia bem e era competente a atacar, mas, na verdade, apenas mostrou ser um jogador lento, duro de rins e, acima de tudo, sem qualquer qualidade para vestir a camisola do Sporting Clube de Portugal.

Marian Had iniciou a sua carreira aos 19 anos, na época 2001/02 ao serviço do Ruzomberok, onde permaneceu por três temporadas e onde teve o interessante registo de 56 jogos e um golo apontado.

As boas exibições ao serviço do clube eslovaco valeram-lhe, ao início da época 2004/05, uma transferência para o FC Brno da República Checa, onde permaneceu por duas temporadas. Nesse clube checo, teve dificuldade em assegurar a titularidade e, durante esses dois anos, apenas fez 24 partidas, ainda que, no final da segunda época, o Lokomotiv de Moscovo tenha ficado convencido da qualidade de Marian Had e, de forma surpreendente, contratou-o para a sua equipa.

Na Rússia, nunca se conseguiu impor, tendo sido emprestado ao Sporting em 2007/08 e ao Sparta de Praga na temporada seguinte. Tanto nos leões como na equipa checa, Had mostrou ter muito pouca qualidade futebolística, passando rapidamente da titularidade para o banco, do banco para a bancada e da bancada para o esquecimento total.

No final de 2009, o Lokomotiv, provavelmente já sem ninguém interessado em ter o pobre eslovaco por empréstimo, libertou-o definitivamente, com Marian Had a assinar pelo Slovan Bratislava.

No entanto, mesmo nesse clube eslovaco, Had, aos 27 anos, continua a não se conseguir impor, tendo feito apenas cinco jogos desde o início de 2010, estando, assim, muito longe dos seus tempos de glória que o levaram a ser internacional eslovaco por doze ocasiões.

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Kucka a jogar pela Eslováquia

Actua no Sparta de Praga da Liga Checa, um dos médios polivalentes mais promissores do futebol europeu, o eslovaco Juraj Kucka.

Kucka iniciou a sua carreira profissional, em 2006/07, aos 19 anos, no modesto Podbrezová. Rapidamente deu nas vistas e, na época seguinte, assinou por um dos principais clubes eslovacos, o Ruzomberok, onde, em temporada e meia, fez 49 jogos e oito golos, cotando-se como uma das estrelas da equipa, devido ao seu enorme talento.

O eslovaco é um médio centro polivalente, que pode jogar em qualquer das posições centrais do meio campo. Alto e forte, excelente recuperador de bolas e tácticamente evoluído, é, por isso, usado mais vezes a trinco. Contudo, a sua fantástica visão de jogo e bom remate de meia distância, permite-lhe jogar em posições mais adiantadas do miolo.

Com 23 anos, internacional pela Eslováquia desde 2008 e a jogar no Sparta de Praga desde 2009 (27 jogos, seis golos), Kucka está em condições de dar o salto para um futebol mais competitivo.

Um talento a descobrir num jogo do Sparta ou da selecção eslovaca. Até lá, deixo um vídeo de Kucka na Liga Checa, para terem uma ideia do seu valor e, quiçá, imaginarem-no numa equipa portuguesa.

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