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Posts Tagged ‘Sporting Fingal’

Vukcevic prepara-se para fazer o golo do Sporting

Leões e maritimistas venceram os seus compromissos referentes à terceira pré-eliminatória da Liga Europa, diante de FC Nordsjaelland e Bangor City, respectivamente. A equipa verde e branca foi à Dinamarca vencer por uma bola a zero, num jogo em que o resultado pode dar a ideia de um jogo equilibrado, mas que, na verdade, apenas reflecte a enorme ineficácia do Sporting no encontro. Por outro lado, os verde-rubros venceram, na Choupana, uma frágil equipa galesa por oito bolas a duas, num encontro em que ficou bem patente a diferença de valores entre as duas formações, sendo que a existência de equipas como o Bangor City nesta fase da competição devia levar a UEFA a repensar os moldes da mesma.

FC Nordsjaelland 0-1 Sporting

Os dinamarqueses até entraram muito bem no jogo e, logo na primeira jogada, Nicki Nielsen apareceu na cara do guarda-redes leonino, mas este, com o pé, impediu o golo inaugural do FC Nordsjaelland

Pensou-se que esta equipa dinamarquesa pudesse ser mais forte do que o esperado, mas foi puro engano. Com o passar do tempo, o Sporting foi pegando no jogo e passou a dominá-lo completamente, chegando com relativa facilidade à baliza do guarda-redes Hansen.

O domínio leonino foi se intensificando e foi sem qualquer surpresa que, aos 24 minutos, Vukcevic aproveitou um excelente passe de Maniche para contornar o guarda-redes dinamarquês e colocar o Sporting na frente do jogo e da eliminatória.

Até ao descanso, o Sporting continuou a ter o controlo absoluto do encontro, mas, apesar de ter chegado algumas vezes com perigo à baliza contrária, foi incapaz de ampliar o marcador.

Após o intervalo, a premissa do desafio não se alterou e os leões continuaram a procurar ampliar a vantagem para garantirem maior tranquilidade para o jogo da segunda mão.

No entanto, a equipa verde e branca não foi feliz e, apesar de ter tido bastantes oportunidades para, pelo menos, fazer o segundo golo, esse tento nunca apareceu. Nesse capítulo, o jogador mais infeliz foi Hélder Postiga, pois rematou com perigo aos 57 minutos, mas um dinamarquês salvou sobre a linha de golo e depois, aos 75 minutos, foi o poste que negou o golo ao avançado.

Ainda assim, apesar da magra vantagem, o Sporting, pela sua enorme superioridade sobre esta equipa dinamarquesa, não deve ter dificuldades para, em Alvalade, confirmar o apuramento para o playoff de acesso à fase de grupos da Liga Europa.

Marítimo 8-2 Bangor City

O Marítimo, por certo, esperava uma equipa com um valor aproximado ao do Sporting Fingal, todavia, saiu-lhe um grupo de rapazes bem inferior aos irlandeses.

Durante a primeira parte, os madeirenses, mesmo sem fazerem um grande jogo e sem sequer acelerarem, garantiram uma vantagem de dois golos (Tchô, 33′ e Danilo 38′) e ainda viram o defesa galês Brewerton ver o segundo amarelo aos 45 minutos, deixando a equipa maritimista em superioridade numérica no relvado.

Essa expulsão aliada à fraca qualidade do conjunto britânico fazia prever uma goleada e o golo de Baba, logo aos seis minutos da segunda metade, dava força a essa previsão. No entanto, esse terceiro golo não teve continuidade imediata e o Marítimo ia desperdiçando golos perante uma equipa galesa que, naquela altura, reduzida a dez unidades e encostada às cordas, apenas pretendia sair da Choupana com o mínimo de golos sofridos possível.

Ainda assim, aos 74 minutos, aconteceu o inimaginável, quando Ward, de muito longe, disparou um míssil que embateu na trave e acabou por entrar na baliza madeirense. Estava feito o 3-1, um resultado que não sendo preocupante, era escasso para tamanha superioridade verde-rubra.

Todavia, esse golo galês teve o condão de acordar a equipa portuguesa que, a partir desse momento, aumentou a velocidade e a intensidade de jogo, passando a estilhaçar, totalmente, o reduto defensivo do Bangor City.

No seguimento dessa alteração de atitude, as oportunidades de golo sucederam-se e, com elas, os golos. Entre os 76 e os 80 minutos, a equipa madeirense fez quatro golos, apontados por Danilo (76′), Baba (77′), Tchô (79′) e Kanu (80′) e deixou o marcador num 7-1 que deixava a eliminatória resolvida.

A partir daqui, a intensidade baixou, mas o Marítimo ainda teve tempo para fazer o oitavo golo (Fidelis 90′) e para provar que a sua defensiva ainda precisa de ajustes, pois a frágil equipa galesa, reduzida a dez e apenas a pretender que o jogo terminasse o quanto antes, ainda conseguiu reduzir sobre o apito final, graças a um golo de Jebb.

Com este resultado, a passagem ao playoff da Liga Europa está garantida e a viagem da próxima semana ao País de Gales será um mero passeio.

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O Marítimo, acabado de eliminar o Sporting Fingal, ficou também a saber que o seu adversário voltará a surgir das Ilhas Britânicas, ainda que, desta vez, do País de Gales. O Bangor City é um clube histórico de um campeonato com pouca história nas provas da UEFA, mas que proporcionou um dos maiores escândalos do futebol português, quando, em 1984/85, o Wrexham eliminou o FC Porto na extinta Taça das Taças. Ainda assim, trata-se de uma equipa acessível que não é superior ao Sporting Fingal e, como tal, deve ser superada sem problemas de maior pela turma madeirense. 

Quem é o Bangor City 

Fundado em 1876 como Bangor FC, a equipa galesa, por não haver um campeonato nacional do País de Gales, passou mais de 100 anos da sua história a jogar nas ligas inferiores do futebol inglês. 

Ao longo desses anos, além de títulos menores em competições amadoras, o clube galês acabou por vencer três vezes a Taça do País de Gales (1889, 1896 e 1962). Graças a esse último título, o Bangor City pode participar na Taça das Taças (1962/63), onde foi sorteado para defrontar o poderoso Nápoles. No primeiro jogo, a equipa galesa venceu, em casa, por 2-0, perdendo depois o segundo jogo, em Itália (1-3). Na actualidade, a equipa galesa garantiria a qualificação no desempate por golos fora, mas, naqueles tempos, em situações similares, jogava-se um jogo de desempate e, aí, o Bangor City perdeu (1-2), acabando eliminado. 

A partir de 1992/93, o País de Gales passou a ter um campeonato próprio e o Bangor City foi um dos membros fundadores, terminando essa época na quarta posição. Ainda assim, nas duas temporadas seguintes, o clube galês venceu o campeonato, tornando-se num dos clubes mais respeitados do panorama futebolístico daquela nação. 

Apesar de, depois do bicampeonato, jamais ter voltado a vencer a Liga Galesa, o Bangor City continuou a exibir-se em bom nível, vencendo a Taça de Gales em 1998, 2000, 2008, 2009 e 2010. Graças a esses títulos e a algumas boas prestações no campeonato, a equipa galesa participou diversas vezes nas competições europeias, ainda que nunca tenha passado uma única eliminatória. 

Na época passada, o Bangor City, além da conquista da Taça de Gales, terminou o campeonato na quinta posição e, este ano, nas competições europeias, eliminou o Honka da Finlândia (1-1 e 2-1). Foi apenas a segunda eliminação que o Bangor City infligiu nas provas da UEFA (a primeira foi na Taça das Taças (1984/85) quando eliminou o Fredrikstad da Noruega, sendo depois eliminado na ronda seguinte pelo Atl. Madrid). 

Como joga 

Apesar de ser uma típica equipa britânica e que, como tal, costuma jogar num 4-4-2 clássico, vimos, diante do Honka, a aplicação de um 3-5-2 que acabou por trazer bons frutos, que é como quem diz, o apuramento para a 3º pré-eliminatória da Liga Europa. 

Com poucas soluções técnicas, o Bangor City faz uso do enorme coração dos atletas e de alguma rigidez táctica para dificultar ao máximo a vida dos seus adversários. Com um plantel globalmente frágil, há que ter atenção aos dois alas (Chris Roberts e Peter Hoy) que conseguem fazer todo o corredor, defendendo bem e atacando com competência e ao central David Morley, um jogador com muita experiência de futebol inglês e que comanda, quase como um líbero, o sector recuado da turma galesa. 

Partindo do princípio que Neville Powell volta a utilizar o 3-5-2 diante da equipa madeirense, este deverá ser o onze escalado. 

 

Morley é experiente

Quem é que o Marítimo deve ter debaixo de olho – David Morley 

Poderá ser entendida como bizarra a ideia do Marítimo ter de se preocupar com um defesa central, mas David Morley, aos 32 anos, é bem mais que isso nesta formação galesa. A sua experiência faz com que ele tenha a missão de comandar todo o sector recuado e preocupar-se em impedir a existência de erros posicionais graves, tendo, também, qualidade quando sobe no terreno, sabendo lançar o ataque sempre que tem oportunidade. Em suma, trata-se de um jogador com experiência e qualidade para a atenção de Mitchell Van der Gaag. 

As hipóteses maritimistas 

Se considerámos o Marítimo favorito diante dos irlandeses do Sporting Fingal, temos, também, de dar o favoritismo aos madeirenses nesta eliminatória com o Bangor City. O clube galês não passou do quinto lugar num campeonato que está a anos luz do português e tem uma equipa que tirando um ou outro jogador e uma enorme raça, tem pouco para dar. Assim sendo, espera-se um apuramento sem problemas da equipa madeirense para a eliminatória seguinte da Liga Europa.

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Cherrad falhou boa ocasião ao minuto 2

Foi um Marítimo personalizado e ambicioso aquele que subiu ao Dalymount Park, em Dublin, para defrontar o Sporting Fingal. Dominando quase sempre a partida, a equipa insular até podia ter terminado o desafio com um resultado mais folgado do que o 3-2 final, contudo, as dificuldades defensivas dos madeirenses continuam a ser visíveis e, caso não sejam corrigidas rapidamente, poderão ser fatais diante de adversários com outras soluções. Ainda assim, o mais importante foi o apuramento para a terceira pré-eliminatória da Liga Europa e um novo triunfo que garantiu pontos importantes para o ranking português na UEFA.

O Marítimo entrou muito forte no encontro e podia ter feito o golo logo na primeira vez em que chegou com perigo à baliza irlandesa, mas Cherrad, depois de passar o guarda-redes, viu um defesa do Sporting Fingal cortar um remate que tinha o fundo da baliza como destino.

Após esse lance, a equipa madeirense manteve o controlo do jogo, mas aos 18 minutos sofreu um susto quando o perigosíssimo Glen Crowe apareceu em boa posição para alvejar a baliza de Peçanha. Felizmente para o Marítimo, o atacante irlandês não conseguiu o remate.

Esta oportunidade dos irlandeses aliada à consciência de que um golo do Sporting Fingal colocava a equipa madeirense a perder na eliminatória, levou o Marítimo a arregaçar as mangas e a procurar mais intensamente um golo que lhe desse tranquilidade neste duelo europeu.

Curiosamente, não foi preciso esperar muito tempo, pois, no minuto seguinte à boa ocasião de Crowe, Alonso, de penalti, colocou os verde-rubros em vantagem (1-0).

Com uma vantagem mais gorda na eliminatória, os madeirenses acalmaram o jogo e, até final da primeira parte, conseguiram controlar a partida sem grandes problemas.

Após o descanso, os madeirenses continuaram a ser donos e senhores do jogo, com jogadores como Danilo e Marquinho a serem os elementos em destaque. Advinhava-se um golo da equipa portuguesa, que acabou por surgir aos 68 minutos, na sequência de um remate de Marquinho, num lance em que o guarda-redes irlandês ficou mal na fotografia.

Este golo acabava, praticamente, com a eliminatória e, assim, foi sem surpresa que os madeirenses abrandaram o ritmo de jogo. No entanto, esse abrandamento acabou por colocar a nu as deficiências defensivas do Marítimo que viu Zayed (81′) reduzir e Peçanha evitar o empate (83′) com a defesa da noite.

Assustados com o atrevimento do Sporting Fingal, os madeirenses voltaram a procurar o golo e Kanu, que havia entrado em campo a dez minutos do fim, falhou um golo de baliza aberta (84′). Ainda assim, o brasileiro redimiu-se três minutos depois com o 3-1, que acabava com quaisquer dúvidas sobre a equipa que iria seguir em frente.

Até final, ainda houve tempo para Zayed voltar a reduzir (2-3), mas já faltavam poucos minutos para o fim da partida e, assim, o Marítimo, além do apuramento para a eliminatória seguinte, garantiu uma importante vitória para as contas portuguesas no ranking UEFA.

Na próxima eliminatória, o Marítimo irá defrontar os galeses do Bangor City, que acabaram de eliminar os finlandeses do Honka (1-1 e 2-1).

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Poucos lusos viram o golo de Cherrad em directo

O Marítimo disputou, na passada quinta feira, um importantíssimo jogo diante dos irlandeses do Sporting Fingal, a contar para a Liga Europa. Tratou-se de um jogo intenso, disputado, com bastantes mudanças no marcador e que terminou com a vitória madeirense por três bolas a duas. Aqui, no “A Outra Visão”, fizemos a nossa parte, analisando o adversário dos verde-rubros e, depois do desafio, fazendo o rescaldo do jogo, dando ao Marítimo a dignidade que merece.

No entanto, se os jornais desportivos ainda deram alguma atenção ao pós-desafio, entendo que muito mais devia ter sido feito na antevisão do jogo. Não vi nenhuma tentativa de análise  ao clube irlandês e aos seus jogadores, ou uma reportagem na República da Irlanda, enfim, o que costumam fazer quando o jogo europeu é de algum dos três grandes do nosso futebol.

Para piorar o panorama, nenhuma televisão portuguesa se dignou a transmitir o desafio (tirando a regional RTP Madeira), apesar de, ao longo destes dias, não nos terem poupado ao visionamento de diversos jogos particulares de interesse reduzido das grandes equipas do futebol luso.

Estas situações não contribuem para melhorar o panorama desportivo nacional. Se já consideram que, em termos desportivos, o nosso país é refém do futebol (e com alguma razão), não o tornem, para além disso, refém dos três grandes, como se o futebol português não precisasse dos outros clubes para sobreviver.

Infelizmente, estas situações criam, no adepto mais desatento, a ideia de que jogos como o Marítimo-Sporting Fingal não têm importância e que são meros jogos de pré-época. A questão é que mesmo para um adepto dos três grandes, o resultado de jogos como este têm uma importância fulcral e que pode, num futuro próximo, significar importantes encaixes financeiros e, até, a evolução do futebol português.

Como sabem, existe um ranking da UEFA que define o número de participantes de cada país nas duas provas europeias de clubes. Esse ranking é obtido através de uma divisão simples dos pontos conquistados pelos clubes de um país a dividir pelo número de clubes desse mesmo país que disputaram naquela época, as provas da UEFA.

Portugal terminou a época passada na décima posição, o que lhe garantiu, nesta temporada, duas equipas na Liga dos Campeões e três na Liga Europa, contudo, como o ranking é definido pelos últimos cinco anos, deita-se fora, todas as temporadas, a quinta época mais distante e, assim, encontramo-nos, neste momento, em oitavo lugar, tendo o sexto lugar a pouco pontos de distância.

Ora esse sexto lugar seria extremamente importante para as contas lusas, pois, além de três equipas na Liga Europa, significaria três equipas na Liga dos Campeões, sendo que duas delas teriam acesso directo à fase de grupos. Essa situação, a concretizar-se, seria bastante benéfica para o futebol nacional, pois iria representar mais dinheiro para os clubes e a possibilidade de conjuntos que não os três grandes terem mais facilidades em chegarem à “Champions”.

No entanto, para isso acontecer, temos de fazer o maior número de pontos possível e, assim, todos os pontos são importantes, sejam conquistados pelo Benfica, FC Porto, Sporting, Braga ou… Marítimo.

Assim sendo, vamos passar a ver o futebol de outra forma, sendo menos sectaristas e percebendo que o futebol não se resume ou extingue nos três grandes. Percebam que apoiando o Marítimo ou qualquer outro dos chamados “pequenos clubes”, incentivando-o, e mesmo apoiando-o financeiramente com as verbas de uma transmissão televisiva, estão a criar condições para que ele fique mais forte e tenha mais condições de triunfar em qualquer jogo europeu.

Essa situação irá criar condições para que esses clubes façam mais pontos e, como tal, para que o ranking de Portugal na UEFA suba, permitindo que a Liga Portuguesa coloque mais clubes nas provas da UEFA e, por conseguinte, ganhe mais dinheiro.

Nada cresce unicamente pelo topo (três grandes) e só apoiando as bases (“pequenos clubes”) podemos criar condições para que todos saiam beneficiados com uma Liga mais forte, mais competitiva e com mais sucesso internacional.

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Cherrad festeja o segundo golo maritimista

Mitchell Van der Gaag alertou que o Sporting Fingal estava com maior ritmo de jogo e que o Marítimo tinha começado a trabalhar há apenas um mês. E a falta de ritmo dos madeirenses notou-se principalmente no primeiro tempo, mas também por mérito da estratégia dos irlandeses. O quinto lugar da época transacta foi muito saboroso e importante, mas teve a desvantagem da equipa ter de começar os trabalhos mais cedo e ter pouco tempo para construir um plantel.

Contudo, não foi esse o motivo do resultado magro alcançado diante de um total desconhecido do futebol europeu. O desfecho final deveu-se, sobretudo, a um problema que transita da época passada: a consistência defensiva. Na época transacta, a equipa sofreu 43 golos e, por isso, é estranho num sector cujo reforço era primordial, ver apenas um elemento que não transitou da temporada transacta. Este problema defensivo reside na falta de solidez dos centrais, que foi bem visível no primeiro golo adversário. Felizmente, continuamos a contar com bons executantes e o conjunto parece continuar com a mesma veia goleadora.

Perante um adversário fechado, os verde-rubros tiveram muitos problemas em encontrar espaços e as transições eram demasiado lentas. Os laterais, Ricardo Esteves e Alonso, tinham dificuldades em subir pelos flancos; Marquinho não se conseguia soltar; Kanu esteve perdido dentro de campo e Baba não era a referência atacante que a equipa precisava. Só através das linhas de passe encontradas por Tchô e alguns rasgos de Djalma é que o perigo rondava a baliza contrária.

Depois aconteceu o impensável: o golo do Fingal. Uma desatenção do flanco esquerdo, aliado à falta de agressividade dos centrais. Se os irlandeses já estavam a jogar fechado e sem pressas, então a vencer o ritmo ficou mais lento.

O técnico maritimista notou que era preciso maior rapidez e presença na área. Logo, lançou Cherrad e Danilo Dias no jogo. Os dois elementos entraram muito bem e deram maior velocidade ao jogo verde-rubro. O argelino foi a referência na área que a equipa precisava, enquanto o atacante brasileiro jogou mais como médio-atacante, recuando várias vezes em busca da bola.

No segundo tempo, os jogadores do Marítimo demonstraram garra e vontade de virar os acontecimentos, algo que foi compensado com a reviravolta no marcador. E quando tudo parecia resolvido e os madeirenses procuravam o golo da tranquilidade, Ricardo Esteves tem uma paragem cerebral e oferece o empate ao adversário. Até final, o Fingal voltou a ameaçar com uma bola na barra, mas um dos habituais choveirinhos foi parar miraculosamente aos pés de Tchô que garantiu a magríssima vantagem para a segunda-mão.

Dentro de uma semana, em Dublin, o Marítimo terá de jogar de forma cautelosa para garantir a passagem para a próxima eliminatória e espero que Rafael Miranda esteja totalmente recuperado. O trinco brasileiro é um bom recuperador de bolas e é rápido a fazer a transição para o ataque, algo que faltou no jogo da primeira-mão.

Queria ainda abordar a forma como foi feito o “empréstimo” do Estádio da Madeira ao Marítimo. O Nacional, na pessoa do seu presidente, Rui Alves, cedeu de forma contrariada as suas instalações e fez de tudo para prejudicar a prestação dos verde-rubros na Liga Europa. Quase impediram a equipa de treinar, cortaram diversos serviços logísticos e, no dia do jogo, encerraram o parque de estacionamento. Só faltou colocarem armadilhas no balneário … Não é novidade para ninguém a grande rivalidade dos dois principais dos clubes da Madeira, mas que ao menos haja cordialidade e bom senso, quando, em jogo, está também a promoção da ilha.

Por último, quero felicitar os cerca de três mil adeptos verde-rubros que se dirigiram à Choupana. A bancada destinada aos sócios, com capacidades para 2500 pessoas, estava quase lotada. No Estádio da Madeira estava o triplo da assistência nacionalista na época passada. É nestas alturas que se vêem os verdadeiros maritimistas e mostramos a mística do maior clube das ilhas. Em relação àqueles que ficaram em casa, porque se recusam a meter os pés no campo do rival, merecem o meu total desprezo e repúdio. Um emblema com o historial e a grandeza do Marítimo dispensa adeptos de conveniência.

Agora, é esperar que o clube alcance um resultado positivo na Irlanda, para dentro de duas/três semanas voltarmos a dar alegria à cinzenta Choupana. 

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O Marítimo estreia-se hoje para as competições europeias, disputando a primeira mão da segunda pré-eliminatória da Liga Europa diante de uma jovem equipa irlandesa, o Sporting Fingal. A equipa madeirense tem de ser considerada favorita, pois além de ser uma equipa com uma muito maior experiência europeia (O Sp. Fingal nunca participou em provas da UEFA), trata-se de uma equipa proviniente de um campeonato bastante superior ao irlandês. No entanto, todos os cuidados são poucos, pois a formação irlandesa tem tido uma ascenção meteórica desde que foi fundada em 2007 e está a meio do seu campeonato, o que lhe poderá dar alguma vantagem em termos de ritmo competitivo.

Quem é o Sporting Fingal

A equipa irlandesa foi fundada em 2007, mas apenas iniciou a prática de futebol competitivo em 2008, substituindo o Kilkenny City na Primeira Divisão (Liga de Honra da Irlanda). Apesar de ter sido apenas o ano de estreia, os irlandeses surpreenderam tudo e todos e terminaram o campeonato num bastante honroso quarto lugar.

No ano seguinte, a equipa aumentou o seu orçamento para o futebol e, após ter terminado no terceiro lugar da Primeira Divisão, eliminou Shelbourne e Bray Wanderers no playoff e assegurou, assim, a subida à Primeira Liga, o principal escalão do futebol da República da Irlanda.  Além desse feito, o Sporting Fingal ainda conseguiu outro ainda mais impressionante: conquista da Taça da Irlanda, após vencer o Sligo Rovers (2-1) na final. Foi esse título que garantiu a presença na Liga Europa ao clube irlandês.

Este ano, a meio da época, o Sporting Fingal encontra-se na terceira posição da Primeira Liga da Irlanda com 33 pontos em 20 jogos.

Como joga

A equipa irlandesa irá actuar num típicamente britânico: 4-4-2, mas poderão ficar algo surpreendidos com a capacidade técnica de alguns dos elementos do Sporting Fingal. Apesar de não fugir a uma génese de futebol directo, que procura colocar, com rapidez, a bola na frente de ataque, os irlandeses têm alguns jogadores de razoável recorte técnico. Se na defesa, o Sporting Fingal não é muito forte, temos de destacar a boa qualidade dos alas (Kirby e Byrne) e, principalmente, do atacante Glen Crowe, a quem não pode ser dado um centímetro de espaço.

O onze a apresentar pelos irlandeses durante o jogo de hoje não deve andar longe do seguinte:

Frio e letal

Quem é que o Marítimo deve ter debaixo de olho – Glen Crowe

O internacional irlandês de 32 anos é, sem dúvida, a estrela do Sporting Fingal. Trata-se de um atacante relativamente baixo (1,75 metros), mas que compensa a baixa estatura com uma enorme mobilidade e letal capacidade finalizadora. Ao longo da sua carreira, Crowe foi sempre um goleador, marcando mais de 150 golos ao serviço de clubes como o Bohemians, Shelbourne e Sporting Fingal.

Esperamos que Mitchell Van der Gaag tenha muita atenção a este elemento, pois qualquer desatenção na sua marcação poderá ser fatal ao Marítimo.

As hipóteses maritimistas

Apesar do Sporting Fingal não ser uma equipa de São Marino ou de Andorra, daquelas que apenas jogam para não ser goleadas, também está longe de ter o nível da equipa portuguesa. Se o Marítimo jogar concentrado e explorar as capacidades técnicas de alguns dos seus jogadores, poderá, facilmente, criar situações de desiquilibrio no último reduto irlandês e, assim, criar oportunidades de golo suficientes para uma viagem tranquila à República da Irlanda. No cômputo global da eliminatória, o Marítimo é claramente favorito a seguir em frente.

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