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Mattheus é um talentoso médio-ofensivo

Mattheus Oliveira é o curioso caso de um futebolista que se tornou conhecido ainda recém-nascido, fruto de um célebre festejo do seu pai, Bebeto, após ter marcado um golo à Holanda (3-2) em jogo dos quartos de final do Mundial 94.

Inegável, contudo, é que ser filho de alguém que marcou de forma tão acentuada o futebol brasileiro e mundial acabou por se revelar igualmente uma herança pesada para o médio-ofensivo, que desde cedo teve de lidar constantemente com a exagerada pressão de quem insiste em traçar paralelismos com Bebeto.

O jovem de 22 anos, ainda assim, tem sabido construir o seu percurso com critério, conseguindo agora um importante salto para um dos maiores clubes portugueses, afigurando-se o Sporting como o palco ideal para que Mattheus Oliveira consiga finalmente escrever uma história com nome próprio e se afaste, definitivamente, do sempre ingrato rótulo do “filho de Bebeto”.

Juventus e Real Madrid estiveram interessados

Mattheus de Andrade Gama de Oliveira nasceu a 7 de Julho de 1994 no Rio de Janeiro, Brasil, sendo um produto das escolas do Flamengo, emblema carioca onde foi evoluindo durante todo o seu percurso no futebol juvenil e pelo qual se estreou no futebol sénior, com apenas 17 anos, num duelo diante do Olaria.

Destaque das camadas jovens do Flamengo e com um percurso interessante nas selecções jovens do Brasil, foi então sem surpresa que o médio-ofensivo foi ganhando algumas oportunidades na equipa principal do “rubro-negro”, tendo feito 12 jogos oficiais em 2012.

Essa ascensão de Mattheus, aliás, levou grandes clubes europeus a sondá-lo, com a imprensa brasileira a chegar a ligá-lo ao interesse de gigantes como a Juventus (que terá estado mesmo perto de contratá-lo) e Real Madrid. A verdade, contudo, é que o jovem talento foi perdendo espaço no Flamengo, somando apenas mais oito jogos oficiais durante a época de 2014.

Estoril foi importante passo atrás

Sentindo que estava a estagnar no Flamengo, Mattheus Oliveira acedeu a mudar de ares, sendo que não se transferiu apenas de clube, mas igualmente de país, ou não tivesse rumado a Portugal e ao Estoril.

Ao clube canarinho, chegou em Janeiro de 2015, a título de empréstimo, ainda que essa transferência se tenha tornado definitiva um ano e meio depois, naquilo que se assumiu como a consequência lógica do seu excelente impacto no nosso campeonato.

Afinal, em dois anos e meio, o internacional sub-20 brasileiro somou um total de 60 jogos (seis golos, 12 assistências) pelo Estoril, destacando-se tanto na função de médio-ofensivo, médio-centro ou extremo.

Leão recebe um diamante para lapidar

É inegável que o Sporting contratou alguém que ainda deverá ser catalogado de “projecto de futebolista de topo”, mas é igualmente inegável que o que não falta é potencial para que Mattheus Oliveira se afigure como um excelente reforço para os verde-e-brancos.

Com um pé-esquerdo absolutamente fantástico, o jovem de 22 anos destaca-se pela excelente capacidade de passe (é fortíssimo no último passe), qualidade nas bolas paradas, visão de jogo e inteligência nas movimentações, sendo feito à medida para a posição “dez”.

Também podendo actuar como extremo (preferencialmente à direita, onde pode ser especialmente perigoso nas diagonais para o centro), o esquerdino deverá, todavia, encontrar maiores oportunidades no Sporting como alternativa a Adrien Silva na posição “oito”, curiosamente uma função que vem desempenhando nos últimos jogos que fez na Amoreira.

Aí, e mesmo que seja inclusivamente superior ao internacional português naquilo que pode oferecer ao processo ofensivo, a verdade é que o brasileiro terá ainda de evoluir no que toca ao momento defensivo, nomeadamente ao nível da intensidade de jogo, capacidade de recuperação e posicionamento. Ou seja, será necessário algum trabalho de laboratório antes que Mattheus Oliveira se possa assumir como um “oito” à imagem de Jorge Jesus.

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Piccini

Piccini é reforço do Sporting para 2017/18

Depois do defesa-central André Pinto (ex-Sp. Braga), surgiu a oficialização do segundo reforço do Sporting para 2017/18, tratando-se este do internacional sub-21 italiano, Cristiano Piccini, lateral-direito que vinha evoluindo no país vizinho, mais concretamente no Betis.

Nascido a 26 de Setembro de 1992 em Florença, Itália, Cristiano Piccini iniciou o seu percurso futebolístico ao serviço do modesto Sporting Arno, ainda que tenha chegado à bem mais emblemática Fiorentina com apenas dez anos de idade.

No clube toscano, o lateral-direito haveria de concluir o seu processo formativo, chegando inclusivamente a estrear-se na Serie A em 2010/11, com apenas 18 anos, quando foi suplente utilizado numa vitória diante do Cagliari (1-0).

Vários empréstimos em Itália

Muito jovem, foi sem surpresa que Cristiano Piccini não encontrou espaço na Fiorentina, tendo naturalmente iniciado um périplo de cedências por outros clubes italianos, claramente mais modestos.

Ainda assim, há que destacar que o lateral-direito foi sempre subindo um degrau evolutivo à passagem de cada temporada, surgindo em 2011/12 na Lega Pro (terceiro escalão), ao serviço do Carrarrese (32 jogos, um golo), isto antes de saltar para o Spezia (Serie B) na época seguinte, onde fez 30 jogos.

Em 2013/14, deu-se enfim o regresso ao principal escalão do futebol italiano, desta feita num empréstimo ao modesto Livorno, clube onde Cristiano Piccini haveria de somar 21 jogos, numa campanha que redundaria num último lugar na Série A e na natural descida de divisão.

Três anos na Andaluzia

Continuando a não contar para a Fiorentina, o jovem futebolista toscano haveria de aproveitar o Verão de 2014 para mudar não só de clube como de país, rumando a Espanha e ao Bétis, novamente por empréstimo do conjunto “viola”.

Na Andaluzia, a sua primeira temporada seria marcada por variadas lesões, situação que levou o lateral-direito a fazer apenas 15 jogos oficiais numa época que haveria de redundar na conquista da Segunda Liga espanhola por parte do Betis e no consequente regresso ao principal escalão.

Aí, Cristiano Piccini haveria de somar 39 jogos entre 2015 e 2017, sendo ainda necessário acrescentes mais quatro jogos para a Taça do Rei. Estes números, contudo, podiam ser muito melhores, não fosse o italiano ter sofrido mais um conjunto de lesões, sendo a mais grave a sofrida a 16 de Janeiro de 2016, quando fez uma rotura de ligamentos no joelho direito, maleita que o afastou dos relvados por seis meses.

Superior a Schelotto

É certo que Cristiano Piccini termina esta sua passagem por Sevilha sob um coro de críticas dos adeptos do Betis e, inclusivamente, como suplente do jovem Rafa Navarro, mas a verdade é que o italiano chegou a ter a cotação bastante em alta no país vizinho.

Aliás, basta pensar que, apesar de ter feito apenas 15 jogos oficiais em 2014/15, isso não impediu que o Betis tenha avançado para a sua aquisição definitiva por 1,5 milhões de euros, numa prova clara de que o lateral-direito mostrou imediatas qualidades nos (poucos) jogos que fez na sempre difícil Segunda Liga espanhola.

As lesões, afinal, têm sido o maior travão à ascensão de um futebolista que é muito forte no processo ofensivo, fruto da sua rapidez e boa qualidade técnica, talentos que permitem que seja forte no um contra um, competente a cruzar e dê bastante profundidade pelo seu flanco.

Defensivamente, e ainda que seja claramente superior ao seu futuro colega Schelotto, é certo que o jovem de 24 anos ainda terá que evoluir um pouco, uma vez que comete por vezes graves erros posicionais, algo que lhe causou alguns dissabores no Betis e que inclusivamente foram fulcrais para a sua queda de graça entre a afición verdiblanca.

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FC_Lokomotiv_Moscow_logo.svgDepois do confronto de má memória diante do CSKA, que o atirou para fora da Liga dos Campeões, o Sporting prepara-se para defrontar nova equipa russa, e também moscovita, mais concretamente o Lokomotiv, conjunto que terminou a última liga local na sétima posição, tendo chegado a esta Liga Europa em virtude de ter conquistado a Taça da Rússia. Algo distante do valor do CSKA Moscovo, tanto ao nível de palmarés como de qualidade do próprio plantel, a verdade é que o emblema orientado por Igor Cherevchenko poderá causar muitos problemas aos leões se estes não estiverem concentrados e inspirados.

O bonito Lokomotiv Stadium

O bonito Lokomotiv Stadium

Quem é o Lokomotiv de Moscovo?

O FC Lokomotiv de Moscovo foi fundado em 1922 com a designação de Kazanka Moskovskaya-Kazanskaya Zh.D, mas haveria de mudar o seu nome para o actual em 1936, ano em que haveria de conquistar o seu primeiro título relevante, a Taça da União Soviética, num feito que haveria de repetir em 1957.

Certo, contudo, é que o Lokomotiv de Moscovo nunca foi um clube muito relevante nos tempos da URSS, sendo sintomático que nunca tenha conquistado o campeonato desse extinto país, tendo a sua melhor campanha surgido em 1959, quando foi vice-campeão.

Diferentes, contudo, têm sido os tempos mais recentes, após o desmantelamento da URSS, uma vez que o Lokomotiv de Moscovo já conquistou dois campeonatos russos; seis taças da Rússia e duas supertaças.

Relevantes têm sido igualmente algumas campanhas europeias, sendo de destacar a presença em duas meias-finais da extinta Taça das Taças, nomeadamente em 1997/98 e 1998/99.

Niasse é o goleador do Lokomotiv

Niasse é o goleador do Lokomotiv

Como joga o Lokomotiv de Moscovo?

A equipa do Lokomotiv de Moscovo costuma actuar num 4x2x3x1 bastante claro, sendo que o principal perigo surge em zonas ofensivas, nomeadamente através da dinâmica e magia do tridente que actua nas costas do possante e excelente finalizador, Niasse.

Afinal, a secundar esse terrível ponta de lança senegalês, costumam actuar os perigosíssimos extremos: Kasaev (mais pela esquerda) e Samedov (mais pela direita), que tanto sabem oferecer profundidade e verticalidade ao respectivo flanco, como conseguem assumir igualmente posições mais interiores quando necessário. Depois, na posição “dez”, muita atenção ao grande talento deste Lokomotiv, mais concretamente o prodigioso construtor de jogo Miranchuk, de apenas 19 anos, que tem tudo para ser um dos grandes craques russos num futuro muito próximo.

Mais atrás, surge o duplo-pivot: N’Dinga/Tarasov, composto por dois elementos que se preocupam quase em exclusivo por fechar os caminhos para a defesa da equipa russa, esta composta pelo quarteto: Shishkin (direita); Denisov (esquerda); Corluka e Pejcinovic (centrais). Aqui, na verdade, poderá estar o segredo de uma eventual vitória verde-e-branca, uma vez que os laterais costumam dar muito espaço nas suas costas e, também por isso, os dois centrais terão certamente dificuldades em lidar com a dinâmica e velocidade que terá de ser imposta pelo ataque leonino.

Por fim, há ainda que falar do guarda-redes do Lokomotiv, o brasileiro Guilherme, que tem como pontos fortes a sua elasticidade e qualidade entre os postes, mas que não é muito forte nas saídas aos cruzamentos, num perfil curiosamente parecido ao “keeper” do Sporting, Rui Patrício.

Miranchuk é um verdadeiro prodígio

Miranchuk é um verdadeiro prodígio

Quem é que o Sporting deve ter debaixo de olho? Miranchuk

Com apenas 19 anos de idade, Aleksei Miranchuk é claramente a grande figura deste Lokomotiv de Moscovo, estando a viver uma ascensão verdadeiramente meteórica, isto ao ponto de já somar 44 jogos (quatro golos) pelo emblema da capital russa e duas internacionalizações A (um golo).

Nascido a 17 de Outubro de 1995 em Slavyansk-na-Kubani, Rússia, o jovem craque iniciou o seu percurso no Olymp Slavyansk-na-Kubani e ainda passou pelas camadas jovens do Spartak de Moscovo, onde foi chumbado por não considerarem que reunia as condições físicas ideais para a alta-competição.

Essa decisão do Spartak acabou por ser a sorte do Lokomotiv de Moscovo, que recebeu o jogador em 2011 e, desde 2013, tem o visto brilhar na equipa principal, sempre pautando as suas exibições pela sua superior visão de jogo e excelente qualidade técnica.

Aliás, será imperioso que o Sporting vigie constantemente as movimentações de Aleksei Miranchuk, porque cedo irá perceber que a maior parte do jogo ofensivo do Lokomotiv de Moscovo passa, efectivamente, pelo pés de veludo desta jovem promessa.

ELQuais são as possibilidades do Sporting?

É indesmentível que o Sporting tem melhor equipa do que o Lokomotiv de Moscovo, ainda que seja igualmente um facto que as ausências de Ewerton, William Carvalho, João Mário e André Carrillo aproximam mais o valor de verde-e-brancos e russos.

Nesse seguimento, o Sporting terá de ser uma equipa muito competente e equilibrada para levar de vencido o seu adversário, sendo imperioso saber explorar algumas lacunas que o Lokomotiv de Moscovo apresenta na sua defesa e controlar sempre muito bem as movimentações de Niasse e do trio de criativos que actua nas suas costas.

Certo, de qualquer maneira, é que este jogo será muito importante para as ambições do Sporting nesta Liga Europa, sendo que qualquer resultado que não seja a vitória verde-e-branca poderá complicar imediatamente as contas leoninas num agrupamento que também tem um forte Besiktas.

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Schelotto é internacional italiano

Schelotto é internacional italiano

Actualmente sem clube, o extremo Matias Ezequiel Schelotto tem sido falado como potencial reforço de Sporting e Benfica, ele que, aos 26 anos, já apresenta algum cartel, nomeadamente o de ser internacional A pela Itália e de já ter representado vários emblemas históricos transalpinos, como o Inter de Milão, o Parma ou a Atalanta.

Ainda assim, e mesmo que a sua carreira tenha sido passada quase toda em Itália, a verdade é que Ezequiel Schelotto nasceu a 23 de Maio de 1989 na Argentina, país onde envergou as cores do Velez Sarsfield e do Banfield, isto ainda nas camadas jovens.

2008, todavia, foi o ano da viagem para Itália, país onde começou por representar o Cesena entre 2008/09 e 2010/11, numa viagem marcada pela ascensão do terceiro ao primeiro escalão e pela realização de 66 partidas oficiais (oito golos).

Atalanta, Inter e muitos empréstimos pelo meio

Na temporada de 2010/11, contudo, Ezequiel Schelotto já representava o Cesena por empréstimo da Atalanta, sendo que o futebolista de origem argentina nem sequer haveria de terminar essa sua época de estreia na Série A nos “Cavallucci Marini”, acabando por ser cedido no Catania (14 jogos, um golo) na segunda metade dessa campanha.

Ora, a Atalanta, que havia contratado o internacional italiano no Verão de 2010, apenas o veria representar efectivamente o clube a partir de 2011/12, temporada que marcou o regresso do clube de Bérgamo à Série A, sendo que Schelotto haveria de criar um grande impacto nesse período, somando um total de 56 jogos (dois golos) e conseguindo mesmo o salto para o Inter de Milão.

Aos “nerazzurri”, aliás, esteve vinculado até ao último Verão, ainda que nem sempre os tenha representado, somando apenas um total de 13 jogos (um golo) e acabando nesse mesmo período por acumular cedências a emblemas como o Sassuolo (12 jogos, um golo – 2013/14); Parma (16 jogos, quatro golos – 2013/14); e Chievo (29 jogos – 2014/15).

Uma locomotiva que não é um prodígio técnico

Ezequiel Schelotto é um futebolista que actua preferencialmente como extremo-direito, tendo como principais valências a sua velocidade, explosividade e capacidade física, sendo acima de tudo um jogador especialmente perigoso quando embalado de trás e com espaço para progredir no terreno.

Apenas mediano em termos técnicos, tem por isso algumas dificuldades em criar desequilíbrios se não tiver esse mesmo espaço, parecendo mais indicado para explorar situações de contra-ataque, algo que já lhe mereceu o rótulo de não ser um “extremo de equipa grande”.

Nesse seguimento, talvez fosse como um lateral-direito de perfil ofensivo que talvez tivesse mais condições de vingar num emblema como o Benfica ou o Sporting, até porque à sua velocidade e envergadura física (1,87 metros, 81 quilos) há que acrescentar a natural inteligência táctica de quem actuou tantos anos no “calcio”.


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Capel estará prestes a despedir-se de Alvalade

Capel estará prestes a despedir-se de Alvalade

Multiplicam-se os rumores de que o internacional espanhol Diego Capel estará muito próximo de trocar o Sporting pelo Génova, supostamente numa transferência que não irá trazer aos verde-e-brancos qualquer mais-valia financeira, isto para além da óbvia poupança nos salários que teriam de ser pagos neste último ano de contrato.

Esta conclusão, mesmo tratando-se de um jogador que terminaria contrato em menos de um ano, e havendo a noção de que este pouco jogou na temporada transacta, não deixa, contudo, de surpreender um pouco, quanto mais não seja pelo facto deste ainda ser relativamente novo (27 anos) e de ter um interessante currículo, ao ponto de ter chegado inclusivamente a ser internacional espanhol.

Claro que os recentes investimentos em salários avultados de jogadores como Bryan Ruiz, Teo Gutiérrez ou Alberto Aquilani terão precipitado a necessidade do Sporting libertar Diego Capel, ou não fosse o extremo um dos mais bem pagos do plantel e excedentário, mas não posso deixar de pensar que todo a “partida de poker” que foi a gestão da situação do internacional espanhol acabou por prejudicar e muito o emblema leonino, que nunca viu grandes proveitos desportivos do extremo nas últimas duas temporadas e ainda acabou por ter prejuízos financeiros onde até poderia ter somado alguns milhões de euros.

Lembre-se que, no Verão de 2013, o primeiro defeso da “Era Bruno de Carvalho”, a comunicação social deu conta da chegada de algumas propostas a Alvalade pelo concurso do internacional espanhol, ainda que tenha reafirmado constantemente a vontade da SAD do Sporting em apenas libertar o atleta por valores a rondar os 6/7 milhões de euros, isto quando as ofertas rondariam os 3/4 milhões de euros, algo que ainda assim permitiria ao Sporting somar, a esse encaixe, mais quatro milhões de euros dos salários referentes a estas duas últimas temporadas em que Diego Capel se foi mantendo em Alvalade.

Nessa altura, ainda assim, e mesmo que já se mostrasse exibicionalmente a um nível bem longe do que o seu vencimento justificava, a verdade é que Diego Capel ainda foi bastante utilizado por Leonardo Jardim, terminando essa época de 2013/14 com 31 jogos (20 como titular) realizados.

Essa situação terá mantido pelo menos o valor de mercado de Diego Capel, sendo que o Verão seguinte, principalmente perante a chegada de Nani, desenhava-se como o momento ideal para a saída do internacional espanhol, abrindo-se assim espaço a uma importante poupança salarial e um sempre interessante encaixe financeiro que poderia certamente chegar aos quatro milhões de euros.

A verdade é que a direcção liderada por Bruno de Carvalho voltou a esticar a corda em demasia, isto num perfil que também já se notou este defeso nos processos de contratação de Ruiz e Gutiérrez (correndo bem) e de Mitroglou (correndo mal), acabando Diego Capel por ficar mais um ano em Alvalade, sendo que este último completamente sem espaço, ultrapassado naturalmente por Nani e André Carrillo e, até, Carlos Mané.

Ora, no futebol, os timings são tudo e, agora, apenas um ano depois, no rescaldo de uma temporada em que Diego Capel somou apenas cinco jogos como titular nos leões e terá custado mais dois milhões de euros aos cofres da SAD, a direcção leonina vê-se “obrigada” a transaccionar o seu passe a custo zero, limitando-se a ter a mais-valia de uma poupança de alguns meses de salários e de uma hipotética mais-valia de uma transferência futura.

Espera-se, assim, que isto sirva de exemplo para Bruno de Carvalho e respectiva direcção, que terá de perceber que a intransigência negocial nem sempre é a melhor solução para a gestão financeira e desportiva de um clube de futebol, sendo que o processo André Carrillo deverá assumir-se, agora, como um teste primordial para a capacidade do jovem presidente leonino em aprender com os próprios erros.

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JJ foi uma sombra que perturbou Rui Vitória

JJ foi uma sombra que perturbou Rui Vitória

Terminou a Supertaça com o triunfo da equipa que, ao longo da pré-temporada, pareceu claramente mais preparada para o início desta época desportiva, numa conclusão que, aliás, parecia prevista pela grande maioria da comunicação social, que de forma mais ou menos declarada colocou o Sporting como o grande favorito ao triunfo no primeiro jogo oficial da nova campanha.

Aliás, essa pressão imposta sobre os verde-e-brancos poderia até ter sido um grande trunfo para Rui Vitória, isto por forma a minimizar o facto de, nesta fase, o ex-treinador do Vitória de Guimarães ter de conviver com um plantel desequilibrado e, também, com as consequências de um demasiado longo périplo pela América do Norte. A realidade, contudo, foi que o novo timoneiro encarnado acabou por complicar ainda mais as possibilidades do Benfica vencer este troféu menor, mas que ganhou grande importância graças à alavanca Jorge Jesus.

Conhecedor de como funciona o clube onde foi treinador principal por seis temporadas, Jorge Jesus, como forma de aliviar a pressão sobre o Sporting e os seus jogadores, mas também de condicionar a própria actuação de Rui Vitória, veio a público dizer que o Benfica continuava a jogar à sua imagem.

A verdade é que essa estratégia de Jorge Jesus, e sabemos bem que tudo isto foi muito bem pensado pelo novo técnico do Sporting, acabou por correr às mil maravilhas: Em primeiro lugar, porque cedo se percebeu que os jogadores verde-e-brancos pareciam verdadeiramente libertos de uma pressão excessiva, algo que, a suceder até seria natural tendo em conta que os leões apenas haviam vencido o Benfica por uma ocasião nas últimas seis temporadas; depois, porque o próprio Benfica surgiu no relvado condicionado por essas próprias declarações de Jorge Jesus, tudo bem patente nas próprias escolhas de Rui Vitória.

Afinal, num esforço quase titânico para se desprender da colagem às ideias do novo treinador do Sporting, Rui Vitória acabou por proceder a inúmeras alterações no onze do Benfica, isto tanto ao nível dos jogadores que escolheu, assim como do próprio esquema táctico, chegando inclusivamente a optar por deixar Jonas sozinho na frente, sistema que não favorece minimamente o internacional brasileiro, talvez apenas para fugir à ideia de que poderia estar a replicar o 4x4x2 do antecessor.

Ora, essas decisões, aliadas a algumas lesões importantes (se bem que muito se tem esquecido que o Sporting também não tem Ewerton e William Carvalho pelo mesmo motivo) e à má preparação da pré-temporada, acabaram por precipitar o tal desaire que a maioria da comunicação social já vaticinava, sendo que o Benfica foi quase sempre uma equipa parca de ideias no Algarve, somando equívocos e até correndo o risco de “queimar” um jovem muito talentoso como Nélson Semedo, que, e ainda bem, acabou por resistir ao naufrágio.

Aliás, o momento de maior desnorte/naufrágio psicológico de Rui Vitória terá surgido na última vintena de minutos, quando decidiu ir ao banco buscar o recém-chegado Kostas Mitroglou, isto, talvez, numa tentativa de jogar com o psicológico do Sporting, que, como se sabe, também perseguia o internacional grego, mas que acabou por apenas tornar o ponta de lança vítima de mais um equívoco do novo treinador do Benfica e, também, mexer naturalmente com a confiança do outro “nove”, o uruguaio Jonathan Rodríguez, que faz toda a pré-época e, quando as coisas são a doer, é ultrapassado por um colega com um par de treinos.

É que esta Supertaça, quer queiram quer não, não se define apenas no troféu que foi para as vitrinas de Alvalade e não da Luz, mas por todos os efeitos psicológicos que giraram à volta do evento e que acabaram por fortalecer ainda mais a imagem de Jorge Jesus (em detrimento de Rui Vitória) e deixar a confiança dos jogadores do Sporting nos píncaros, enquanto os atletas do arqui-rival navegam num mar de dúvidas e nem sequer sabem se podem confiar num almirante, que parece, também ele, sem qualquer rumo definido.

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Aquilani é internacional italiano por 38 ocasiões

Aquilani é internacional italiano por 38 ocasiões

Frustrada a contratação de Kevin-Prince Boateng, a verdade é que o Sporting não perdeu tempo a recrutar outro jogador para o centro do meio-campo, surgindo a solução verde-e-branca em Itália, mais concretamente no ilustre Alberto Aquilani, futebolista que já vestiu a camisola de clubes como a AS Roma, o Liverpool, a Juventus, o AC Milan e a Fiorentina. isto sem esquecer obviamente a Squadra Azzurra.

Trata-se de um médio-centro nascido a 7 de Julho de 1984 em Roma, Itália, e que é um produto das escolas da AS Roma, clube onde fez a sua estreia no futebol sénior em 2002/03, iniciando um percurso que duraria até 2008/09, isto com um empréstimo ao modesto Triestina (2003/04) pelo meio.

Nesse período, o criativo italiano somou um total de 149 jogos e 15 golos pelo histórico da “Cidade Eterna”, merecendo inclusivamente uma milionária transferência para os ingleses do Liverpool, que pagaram cerca de 20 milhões de euros pelo seu concurso.

Sem sucesso na Premier League

A verdade, contudo, é que Alberto Aquilani nunca se impôs verdadeiramente no mais físico futebol inglês, somando apenas 28 jogos (dois golos) pelo Liverpool entre o Verão de 2009 e o de 2010, acabando naturalmente por iniciar um périplo de empréstimos a clubes do seu país natal, onde recuperou rapidamente o seu melhor futebol.

Afinal, tanto na Juventus (34 jogos e dois golos em 2010/11) como no AC Milan (31 jogos e um golo em 2011/12), o internacional italiano conseguiu voltar aos seus melhores dias, isto apesar de ter continuado vinculado ao Liverpool, uma vez que os ingleses foram sempre exigindo muito dinheiro para libertarem o seu passe.

Algo surpreendentemente, haveria de ser a Fiorentina a convencer o Liverpool a libertar Alberto Aquilani, tendo o internacional italiano representado o emblema de Florença nas últimas três temporadas, sendo de destacar essencialmente as primeiras duas, claramente as melhores desde que abandonou a AS Roma, uma vez que o centrocampista somou aí um total de 71 jogos e 14 golos. Já em 2014/15, o italiano perdeu algum fulgor, ainda que tenha terminado a campanha com 34 jogos (um golo).

Experiência, técnica e classe

Quanto ao que pode oferecer Alberto Aquilani a este Sporting, há que rapidamente sublinhar que, estando na plenitude das suas capacidades físicas, o internacional italiano de 31 anos será sempre uma clara mais-valia, oferecendo experiência, uma superior qualidade técnica e de passe, e uma visão de jogo apenas ao alcance dos predestinados.

Tendo representado a Squadra Azzurra em provas como o Euro 2008 e o Mundial 2014, outra prova da sua qualidade, Alberto Aquilani é preferencialmente um “oito” com boa chegada à área adversária, isto mesmo que nunca tenha sido jogador de correrias desenfreadas, apoiando-se quase sempre na sua inteligência na ocupação de espaços, na sua visão de jogo e na sua criatividade.

Sendo polivalente, o ex-jogador da Fiorentina também poderá actuar como “dez”, ainda que essa posição não pareça ser opção táctica para Jorge Jesus, e inclusivamente como “seis”, ainda que, neste caso, naturalmente num espectro mais “pirlesco”, algo que, a suceder, obrigará o treinador do Sporting a jogar muitas vezes com Adrien Silva quase a seu lado, uma vez que em jogos de alta exigência seria perigoso usar dois jogadores pouco intensos no trabalho defensivo como, por exemplo, Aquilani e João Mário.

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