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Rui Patrício será titular no Euro 2012

Muita coisa mudou desde a primeira participação de Rui Patrício num campeonato da Europa. Nessa altura, o actual titular indiscutível da selecção nacional surgiu no Euro 2008 como terceira opção para a baliza, atrás de Ricardo e Nuno, sendo ainda um jogador amplamente criticado pelas dificuldades que tinha nos cruzamentos e pelos “frangos” que, muitas vezes, dava ao serviço do Sporting Clube de Portugal. Agora, tudo é diferente, pois aquele que vai ser o guarda-redes mais novo de sempre a defender a baliza portuguesa numa grande competição internacional é um jogador que cresceu imenso, refinando as suas qualidades e corrigindo (quase) todos os seus defeitos, sendo honesto dizer-se, que muito do possível sucesso de Portugal no Euro 2012 terá de passar pelas luvas do ainda guarda-redes verde-e-branco.

Percurso desportivo

Rui Pedro dos Santos Patrício nasceu a 15 de Fevereiro de 1988 em Marrazes, Leiria, tendo iniciado a sua carreira nas camadas jovens do Leiria e Marrazes. Em 2001, transferiu-se para o Sporting, clube onde se encontra até ao momento actual.

No futebol sénior, a sua estreia deu-se em 2006/07, quando a 19 de Novembro de 2006, numa deslocação dos leões à Madeira para defrontar o Marítimo, substituiu a meio do jogo Ricardo e ainda foi a tempo de ser decisivo, defendendo uma grande penalidade.

A partir da temporada seguinte, beneficiou da saída de Ricardo para o Betis e dos problemas disciplinares de Stojkovic, para tornar-se o titular da baliza leonina, estatuto que mantém de forma indiscutível.

Ao serviço dos leões, Rui Patrício já efectuou 185 jogos, tendo, graças às suas boas exibições, atingido a titularidade da selecção nacional e granjeado o interesse de inúmeros clubes de nomeada no seu concurso.

Qualidades e Lacunas

No início da carreira, Rui Patrício tinha uma enorme lacuna que passava pela gritante dificuldade que tinha nas saídas aos cruzamentos. Apesar da sua altura (1,88 metros), o guarda-redes do Sporting era pouco efectivo a resolver essa situação específica do jogo, provocando constantes calafrios aos adeptos verde-e-brancos, sempre que a bola era bombeada para a área.

Ainda assim, com o passar do tempo e, principalmente, na actual época de 2011/12, o crescimento de Rui Patrício nesse capítulo específico do jogo foi fenomenal, sendo que, neste momento, o número um da selecção nacional já domina de forma extremamente positiva esse aspecto.

Para além disso, Rui Patrício é um guarda-redes que reúne inúmeras qualidades para a posição, destacando-se a velocidade de reacção (tanto aos remates como nas saídas aos pés dos avançados), elasticidade, coragem e inteligência entre os postes.

Como tal, o guarda-redes de 24 anos é, neste momento, uma das principais figuras da selecção portuguesa, sendo que o Euro 2012 deverá ser, efectivamente, a última montra para a transferência para um grande clube europeu.

 

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Liedson bisou diante do Gent

 

A carreira das equipas portuguesas nas provas da UEFA tem tido duas velocidades distintas. Na Liga dos Campeões, águias e arsenalistas têm tido dificuldade perante os seus adversários, encontrando-se, neste momento, com uma vitória e duas derrotas e, nesse seguimento, com grandes dificuldades para atingir a segunda fase da prova. Por outro lado, na Liga Europa, leões e dragões continuam a não dar tréguas aos adversários, somando por vitórias todos os jogos realizados e estando a um pequeno passo da próxima fase, passo esse que, inclusive, pode ser atingido na próxima jornada. Ainda assim, tratou-se de uma ronda globalmente positiva para Portugal, pois, tirando o desaire dos encarnados em Lyon (0-2), o Braga venceu o Partizan (2-0), em casa, o Sporting goleou o Gent (5-1) em Alvalade e, por fim, o FC Porto foi a Istambul vencer o Besiktas por três bolas a uma.

Ol. Lyon 2-0 Benfica

Pergunto-me onde anda o Benfica da época passada. Na quarta-feira, em Lyon, as águias nunca se encontraram, parecendo uma equipa encolhida e amedrontada, mesmo estando perante um adversário que, no máximo, ser-lhe à da mesma valia.

Na primeira parte, os encarnados entraram a falhar demasiados passes, sendo que, na sequência de um deles, perdido por Carlos Martins, surgiu o primeiro golo dos franceses, apontado por Briand (22′). Mesmo a perder, a génese do jogo não se alterou, pois o Benfica manteve-se amorfo e sem capacidade de penetração no último terço, sendo que, para piorar a sua situação, Gaitán acabou expulso em cima do intervalo e deixou as águias reduzidas a dez elementos.

Após o descanso, o Benfica, a perder por 1-0 e com dez elementos, tinha uma missão muito complicada, mas essa tornou-se quase impossível quando Lisandro (53′) fez o 2-0 para os gauleses.

A partir desse momento, o pouco Benfica que existia desapareceu por completo e o Lyon controlou e dominou até final, valendo Roberto para que o desaire dos encarnados não fosse mais pesado.

Esta derrota obriga o Benfica a vencer, na próxima jornada, o Lyon em casa, para poder continuar a sonhar com os oitavos de final da “Champions”.

Sp. Braga 2-0 Partizan

Se, no jogo com o Shakhtar, o Braga tinha sido uma equipa pouco eficaz e, inclusivamente, demasiado romântica, desta feita foi pragmática o suficiente para levar de vencida uma organizada mas pouco incisiva equipa sérvia.

Numa primeira parte equilibrada, os arsenalistas tiveram a felicidade de marcar no primeiro remate que fizeram à baliza. Um portentoso livre directo de Lima (34′) que Stojkovic não foi capaz de parar. Com este golo, os bracarenses foram para o intervalo com uma magra mas saborosa vantagem.

Depois do intervalo, a equipa arsenalista foi controlando a partida e até podia ter ampliado a vantagem aos 77 minutos, quando Matheus, isolado perante Stojkovic, não foi capaz de bater o guarda-redes sérvio.

Essa falha intranquilizou o Braga que, nos dez minutos finais, sentiu alguns sobressaltos, que só terminaram quando ao minuto 89, após excelente jogada de contra-ataque, Matheus fez o 2-0 final.

Com este resultado, o Braga abre, pelo menos, as portas do terceiro lugar e, com isso, a possibilidade de chegar aos dezasseis avos da Liga Europa.

Besiktas 1-3 FC Porto

O FC Porto demonstrou uma enorme capacidade de sofrimento e maturidade na deslocação ao sempre difícil Inonu em Istambul.

Depois de ter suportado um início forte do Besiktas, os dragões assentaram o seu jogo, começaram a criar oportunidades e, assim, foi com naturalidade que fizeram o 1-0, aos 26 minutos, na sequência de um cabeceamento de Falcao.

Até ao intervalo, tudo corria pelo melhor aos portistas que dominavam e ainda viram o árbitro anular um golo de forma errada a Falcao, todavia, em cima do descanso, Maicon travou Nihat quando este se isolava e viu o cartão encarnado, deixando o FC Porto com menos uma unidade.

Previa-se uma segunda parte terrível para os azuis e brancos, contudo, o FC Porto não só suportou a pressão turca, com foi capaz de marcar mais dois golos, sempre em lances de contra-ataque e sempre concluídos pelo génio de Hulk (59′ e 77′).

A vencer por 3-0, o FC Porto foi gerindo a partida com mais ou menos sobressaltos, sendo que ainda sofreu um golo (Bobô 90+2′), num momento em que até já jogava com nove unidades por expulsão de Fernando.

Com este triunfo (3-1), os dragões somam nove pontos em três jogos e encontram-se a uma vitória dos dezasseis avos de final da Liga Europa.

Sporting 5-1 Gent

A cara dos leões nas competições europeias tem sido uma cara feliz, eficaz e ganhadora e, ontem, em Alvalade, não foi excepção.

Na primeira parte, assistiu-se a um domínio absoluto dos leões que, além de terem sido donos e senhores do jogo, também foram extremamente eficazes, fazendo quatro golos em cinco oportunidades, com Diogo Salomão (7′), Liedson (13′ e 27′) e Maniche (37′) a concretizarem os tentos.

Na verdade, esses primeiros quarenta e cinco minutos só não foram perfeitos porque aos dezasseis minutos Hildebrand não agarrou uma bola fácil e deixou Wils (16′) marcar um golo para o Gent.

Ainda assim, o intervalo chegou com uma vantagem justa e gorda de quatro bolas a uma para os leões que, assim, tinham a perfeita consciência de que o jogo estava resolvido.

Na realidade, essa consciência estava mais do que correcta, porque, na segunda parte, foi mesmo o Sporting a marcar outro golo (Postiga 60′) e a estar sempre mais perto de marcar mais, perante uma equipa belga muito frágil para disputar esta fase da prova.

Quando o árbitro apitou para o final, os leões festejaram o cinco a um e, também, festejaram o facto de estarem a três pontos da fase seguinte, que é como quem diz, basta vencer em Gent, na próxima jornada, para que o Sporting alcance os dezasseis avos de final da Liga Europa.

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A última época do Sporting foi um autêntico desastre que se resumiu a uma total ausência de títulos e a um triste quarto lugar na Liga Portuguesa. Ainda assim, penso que o futuro pode ser risonho, pois os ajustes do inverno passado e deste verão permitem que os verde e brancos tenham uma equipa mais equilibrada e com condições de fazerem um campeonato bem melhor que o transacto. Com bastantes soluções no meio campo e com o problema do lateral esquerdo resolvido, a integração de Stojkovic será, assim, o passo seguinte para que os leões possam ombrear pelo título nacional.

Pensando nessa integração e analisando todo o plantel leonino, este seria, na minha opinião, o melhor onze do Sporting Clube de Portugal.

 

Na baliza iria optar por Stojkovic, um jogador rápido, ágil, muito seguro e corajoso, que é, de longe, o melhor guarda-redes do plantel leonino. Graças ao atleta sérvio, o Sporting iria, por certo, conquistar muitos pontos, que seriam muito importantes no percurso verde e branco.

Quanto à defesa, penso que não há grandes dúvidas. Evaldo e João Pereira, nas laterais, dão garantias de serem competentes a defender e, acima de tudo, inteligentes e incisivos no ataque. Estes dois jogadores garantem ao Sporting uma profundidade ofensiva que nunca poderia ser dada por Leandro Grimi e Abel, podendo ser importantíssimos na nova época do futebol leonino. Por outro lado, no centro do reduto defensivo, o Sporting continua a não ser muito forte. Ainda assim, Daniel Carriço, mais liberto de marcações e com a possibilidade de subir no terreno com a bola controlada e Tonel, central mais de choque e de marcação, continuam a ser os jogadores que dão mais garantias.

No meio campo, o Sporting tem muitas e boas alternativas. No centro, optaria pelo duplo pivot: Miguel Veloso-Maniche, dois jogadores que são competentes a defender (principalmente Maniche) e que sabem lançar o ataque com enorme qualidade, pois são jogadores de boa visão de jogo e técnica apurada. Ainda assim, em jogos mais complicados, talvez fosse mais seguro retirar Miguel Veloso e colocar Pedro Mendes, pois o ex-Rangers é um jogador mais raçudo, que ocupa melhor os espaços e defende melhor.

Nas alas, colocaria Izmailov na esquerda e Sinama-Pongolle na direita. O russo seria um extremo mais puro, que procuraria mais a linha, ainda que também fizesse bastantes diagonais para o centro, ou para combinar com Liedson ou para fazer uso do seu forte pontapé de meia distância. Já o francês funcionaria, no flanco oposto, como um falso extremo, aparecendo várias vezes ao lado de Liedson e usando o seu posicionamento no flanco, apenas como uma armadilha para aparecer embalado no um contra um com os adversários. Este esquema, sem extremos puros, aproveita o facto do Sporting ter laterais com capacidade de dar profundidade ao jogo ofensivo, pois sempre que João Pereira não possa jogar na direita, será mais inteligente usar Valdes no lugar de Sinama Pongolle.

Por fim, no centro do ataque, optaria por colocar Matias Fernandez na posição dez, dando ao chileno liberdade total para libertar o seu futebol criativo. O chileno teria poucas preocupações defensivas e teria a missão tanto de criar jogo como de funcionar como muleta para o ponta de lança Liedson, um jogador que pareceria, em primeira instância que estaria sozinho na frente de ataque, mas teria sempre a companhia ou de Pongolle ou de Fernandez, para fazer combinações que o deixassem em posições privilegiadas para finalizar.

Com bons suplentes como Vukcevic (para o lugar de Izmailov, Pongolle ou, até, Matias Fernandez) e Postiga (Tanto pode jogar como ponta de lança como avançado centro), o Sporting, com esta base táctica, seria sempre uma equipa com condições para discutir o título nacional e fazer uma boa campanha na Liga Europa.

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Esta vai ser a estreia da Sérvia, como país independente, num campeonato do mundo de futebol. Ainda assim, como herdeira natural da antiga selecção jugoslava, podemos dizer que a Sérvia tem uma história rica nos mundiais, pois a Jugoslávia participou em nove certames e conseguiu atingir as meias-finais em duas ocasiões (1930 e 1962). Ainda assim, e porque a última imagem é a que fica, a derradeira presença num campeonato do mundo foi em 2006, como Sérvia e Montenegro, resumindo-se a três jogos, três derrotas e uma viagem rápida para casa. Assim sendo, cabe agora aos sérvios, na África do Sul, tentarem corrigir essa má imagem e arrancarem para um bom Mundial. Num grupo com Austrália, Gana e Alemanha, os eslavos têm boas hipóteses de o fazer.

A Qualificação

Integrada no Grupo 7 da zona europeia de qualificação com França, Roménia, Áustria, Lituânia e Ilhas Faroé, a Sérvia teve um percurso brilhante. A equipa eslava venceu sete jogos, empatou um e perdeu dois, vencendo o agrupamento à frente da vice-campeã mundial, França.

Apesar de terem perdido no campo dos “bleus” (1-2) e na Lituânia (1-2), os sérvios fizeram resultados impressionantes como ganharem duas vezes à Roménia (3-2 e 5-0) e triunfarem no sempre difícil terreno da Áustria (3-1).

Assim sendo, foi de forma brilhante e justa que os sérvios conquistaram o direito em participarem no campeonato do mundo 2010 na África do Sul.

Grupo 7 – Classificação

  1. Sérvia 22 pts
  2. França 21 pts
  3. Áustria 14 pts
  4. Lituânia 12 pts
  5. Roménia 12 pts
  6. Ilhas Faroé 4 pts

O que vale a selecção sérvia?

A equipa sérvia é muito forte e tem qualidade em todos os sectores. A turma de Radomir Antic tem uma mistura muito positiva entre juventude e experiência, pois se, por um lado, apresentam atletas com muitos anos de alta roda do futebol como Stankovic, Pantelic ou Vidic, também apresentam jovens de pouca experiência mas muito talento como Kolarov, Kacar, Radosav Petrovic ou Kuzmanovic.

Na defesa, a equipa conta com um excelente guarda-redes, que não teve muita sorte no Sporting, mas que tem um enorme talento: Stojkovic. Depois, o quarteto defensivo é muito forte com o lateral esquerdo: Kolarov, que diz-se pretendido por Mourinho para o Real Madrid, a excelente dupla de centrais: Vidic-Lukovic e o lateral direito: Ivanovic. Trata-se de uma defesa com uma média de altura muito alta, com centrais quase intransponíveis e com dois laterais que são exímios a defender e que, principalmente no caso de Kolarov, atacam muito bem.

Depois, no meio campo, A equipa deve actuar com um duplo pivot de box to box: Milijas-Stankovic. Estes jogadores são muito importantes no esquema sérvio, pois atacam e defendem com a mesma intensidade, são muito inteligentes tacticamente e dão grande equilíbrio ao onze das águias brancas. Por outro lado, nas alas, devem jogar Jovanovic (na esquerda) e Krasic (na direita). Dois elementos que sabem procurar a linha, mas também fazem bem as diagonais para o centro para procurarem o remate. Nesta situação, Jovanovic é exímio.

Por fim, no ataque, é normal que Radomir Antic use a dupla: Zigic-Pantelic. Um duo que encaixa muito bem, pois Zigic é um atacante muito alto (2,02 metros), que joga fixo na área e é muito difícil de marcar, principalmente nas bolas áreas e Pantelic é um atacante mais móvel e desequilibrador que cai muito nas alas, sem descurar a procura do golo. Depois, a equipa, no banco, tem Lazovic, que pode substituir Zigic, em ocasiões que Antic prefira dois atacantes móveis em vez de um fixo e outro com maior mobilidade.

Assim sendo, com estes jogadores e num grupo com Alemanha, Austrália e Gana, a Sérvia tem boas perspectivas de alcançar a segunda fase.

O Onze Base

Partindo do principio que Radomir Antic irá apresentar um 4-4-2 clássico, a Sérvia deve actuar com Stojkovic (Wigan) na baliza; Um quarteto defensivo com: Kolarov (Lázio), Vidic (Manchester United), Lukovic (Udinese) e Ivanovic (Chelsea); Um meio campo com: Jovanovic (Liverpool), Milijas (Wolverhampton), Stankovic (Inter) e Krasic (CSKA Moscovo); E um ataque com a dupla: Zigic (Valência) e Pantelic (Ajax)

Classificação – Previsão “A Outra Visão”

O grande problema da Sérvia é a sua instabilidade competitiva, que a leva, muitas vezes, a falhar nos momentos chave, pois em termos de qualidade de jogadores esta equipa está quase ao nível da Alemanha. Se conseguir aliar capacidade táctica à qualidade técnica e se conseguir por todos estes jogadores a funcionar como equipa, a Sérvia tem grandes condições de alcançar o segundo lugar e, até, poderá surpreender a Alemanha no primeiro lugar. No entanto, se falhar nesse pressuposto, pode mesmo terminar abaixo do segundo lugar e voltar mais cedo para casa.

Calendário – Grupo D (Mundial 2010)

  • 13 de Junho: Sérvia vs Gana
  • 18 de Junho: Sérvia vs Alemanha
  • 23 de Junho: Sérvia vs Austrália

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No início da época 2007-08, chegava aquele que estava talhado para ser o substituto de Ricardo na baliza do Sporting: Stojkovic.
Começou a época com uma mistura de exibições geniais (recordo-me de um Dínamo Kiev-Sporting em que foi absolutamente fantástico) e alguns “frangos” comprometedores, situações normais num “keeper” jovem como era o caso de Stoj, todavia, conquistou rapidamente os adeptos que gostavam do seu estilo corajoso e aguerrido.
Ainda assim, um “erro” do sérvio na sequência de um pseudo-atraso de Polga num célebre FC Porto-Sporting, haveria de lhe custar a titularidade, situação que, por certo, poucos sportinguistas entenderam, até porque, posteriormente, repararam que Rui Patrício era protegido jornada após jornada dos erros que fazia (e que não eram poucos…).
A partir desse pseudo-atraso, Stojkovic foi completamente colocado de parte no Sporting, relegado para a humilhante posição de 4º guarda-redes e corrido do clube, sempre que possível, em empréstimos para outras equipas.
Muito se especulou do que realmente aconteceu: Agressão a Paulo Bento?, Agressão a Pedro Barbosa?, Invasão da SAD (olá Argel)?, mas nunca houve uma explicação nem do clube, nem do anterior treinador, perante a colocação do Sérvio como 4º guarda-redes, que não fosse a mera opção técnica.
Óbviamente que ninguém no seu perfeito juízo acha que Stoj é inferior a Tiago ou a Ricardo Baptista e, assim, todos sabemos que algo de grave se passou, principalmente porque Carvalhal chegou ao SCP a dizer que contava com ele e, devagarinho, foi se percebendo que a situação do guarda-redes não se iria alterar, culminando hoje num suposto empréstimo aos ingleses do Wigan.
Estranha-me, contudo, a relativa passividade como os sportinguistas vêem o seu melhor guarda-redes, titular da mundialista Sérvia, partir, mas a verdade vem sempre ao de cima, custe o que custar.

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