Feeds:
Artigos
Comentários

Posts Tagged ‘Stoke City’

O adversário do Sporting de Braga nos dezasseis avos de final da Liga Europa é um clube turco da parte europeia da cidade de Istambul, terceiro mais importante da Turquia e que tem feito um investimento fortíssimo nos últimos anos com a contratação de estrelas como Simão, Quaresma, Manuel Fernandes e o já entretanto retirado Guti. A onze pontos do líder Fenerbahçe no campeonato turco, o Besiktas tentará salvar a época com uma boa campanha nesta Liga Europa, sendo que a equipa da cidade mais importante da Turquia assume-se como favorita para este confronto diante dos arsenalistas.

O Besiktas actua no Estádio Inönü

Quem é o Besiktas?

O Beşiktaş Jimnastik Kulübü  foi fundado em 1903 ainda durante o Império Otomano, tendo conquistado treze campeonatos de Istambul antes da criação do campeonato nacional da Turquia.

Em 1956, criou-se uma Taça Nacional, que era a única competição que juntava todas as equipas da Turquia, sendo que o Besiktas foi o clube que a venceu durante as duas edições que ela durou, sendo o representante turco na Taça dos Campeões nessa altura.

Em 1958/59, criou-se finalmente o campeonato nacional, com o Besiktas a manter-se como um dos grandes clubes turcos desde essa data, conquistando mais onze campeonatos, nove taças da Turquia e oito supertaças, estando apenas atrás de Galatasaray e Fenerbahçe em títulos conquistados.

Carvalhal é o treinador do conjunto turco

Como joga?

O Besiktas actua normalmente num 4x2x3x1 de perfil bastante português, pois é treinado por Carlos Carvalhal e conta no seu habitual onze com jogadores como Manuel Fernandes, Simão, Quaresma e Hugo Almeida. Evoluída tecnicamente, a força da equipa turca está claramente no meio-campo ofensivo, onde conta com jogadores acima da média como os já referidos Simão, Quaresma e Manuel Fernandes.

O ponto mais fraco do conjunto de Istambul e que deverá ser aproveitado é a sua defesa, claramente a um nível inferior ao conjunto que os turcos têm do meio-campo para a frente, revelando-se um sector lento e que no campeonato turco sofre uma média de um golo por jogo.

O onze que os turcos deverão apresentar na Pedreira não deverá andar longe do seguinte: Gonen; Toraman, Sivok, Gulum e Korkmaz; Kavlak e Ernst; Quaresma, Manuel Fernandes e Simão; Hugo Almeida.

Os adeptos do Besiktas amam Quaresma

Quem é que o Braga deve ter debaixo de olho? Quaresma

A alma e poço de criatividade deste conjunto turco é o nosso bem conhecido Quaresma, jogador de 28 anos que se assume como a estrela da companhia, na forma como empurra a equipa para frente e, também, transforma os adeptos no décimo-segundo jogador, pois os fanáticos adeptos do Besiktas adoram-no.

Sem grande sucesso internacional após ter abandonado o FC Porto em 2008, o extremo lusitano reencontrou a alegria do seu futebol na equipa de Istanbul, sendo habitual titular desde que chegou ao Besiktas na temporada passada.

Ao Sporting de Braga, caberá ter o máximo de atenção ao que Quaresma possa fazer no flanco direito do ataque turco, sendo que o lateral-esquerdo escolhido por Leonardo Jardim (Miguel Lopes?) terá de ter atenções redobradas na anulação do perigoso internacional português, até porque anulando Quaresma, anula-se 50% do jogo ofensivo do Besiktas.

Como chegou aos 16/final?

Playoff: Besiktas vs Alania Vladikavkaz (RUS) 3-0 e 0-2

Fase de Grupos: 

  • Besiktas vs Dínamo Kiev (UCR) 1-0 e 0-1
  • Besiktas vs Stoke City (ING) 3-1 e 1-2
  • Besiktas vs Maccabi Telavive (ISR) 5-1 e 3-2
Classificação:
  1. Besiktas 12 pontos
  2. Stoke City (ING) 11 pontos
  3. Dínamo Kiev (UCR) 7 pontos
  4. Maccabi Telavive (ISR) 2 pontos

Confrontos com equipas portuguesas em provas da UEFA

Taça UEFA (2005/06): V. Guimarães vs Besiktas 1-3

Liga dos Campeões (2007/08): Besiktas vs FC Porto 0-1 e 0-2

Liga Europa (2010/11): Besiktas vs FC Porto 1-3 e 1-1

As possibilidades do Sporting Clube de Braga

O Besiktas é favorito para esta eliminatória, pois tem um plantel com jogadores de grande renome internacional e conta com um orçamento que não tem qualquer comparação com o arsenalista. Ainda assim, a equipa bracarense é muito matreira e cínica na forma como actua, podendo, dessa forma, aproveitar a menor qualidade do sector defensivo turco para surpreender com a velocidade de elementos rápidos como Lima, Mossoró ou Alan.

Se o Sporting de Braga conseguir vencer na primeira mão, nem que seja só por 1-0, poderá depois dar a machadada nas aspirações do Besiktas na segunda mão, jogando em contra-ataque em Istambul.

Anúncios

Read Full Post »


Berbatov foi o herói da jornada

Desde que se formou a nova Premier League, que apenas três jogadores tinham marcado cinco golos na mesma partida e, no passado fim-de-semana, foi a vez de Dimitar Berbatov se juntar a esta restrita elite. O Manchester United recebeu, venceu e humilhou o Blackburn por expressivos 7-1, com 5 golos do avançado búlgaro. A juntar a isto, o facto de que esta vitória valeu o primeiro lugar isolado. Esta situação, pode também ser um incentivo extra para o futuro próximo, pois avizinham-se jogos complicados para os homens de Alex Ferguson, nomeadamente os confrontos com Arsenal e Chelsea. Quanto ao jogo, não há muito a dizer, como se pode adivinhar pelos números foi um domínio absoluto do Manchester.

Em Villa Park, os locais parecem um pouco longe da forma que apresentaram na época passada, encontrando-se num modesto e um tanto desconfortável décimo quinto lugar. Defrontaram o Arsenal e acabaram por dar aos visitantes 45 minutos de avanço que estes aproveitaram para marcar 2 golos. Já na segunda parte, apareceram com outra disposição e quase faziam ao Arsenal o mesmo que o Tottenham. O resultado final de 2-4 não espelha as dificuldades que os Gunners passaram, valeram-lhes os primeiros 45 minutos e alguma eficácia nos segundos. Depois de uma semana amarga, com a derrota frente aos Spurs seguida de outra frente ao Braga, voltaram aos resultados positivos e estão colados ao Chelsea em segundo lugar.

No Manchester City mais do mesmo, com mais um empate e uma exibição pouco convincente. Em casa do Stoke, tiveram muitas dificuldades na etapa inicial e podem mesmo dar-se por satisfeitos pelo nulo ao intervalo. A segunda parte foi mais equilibrada com oportunidades para os dois lados. O City acabaria mesmo por marcar, aos 81 minutos, por Micah Richards e parecia ter sentenciado o jogo. No entanto, os homens da casa não baixaram os braços e, nos nove minutos que lhes restaram, marcaram o golo do empate. Teria sido muito injusto se o City tivesse levado os 3 pontos. Mancini que se cuide, pois esta equipa está muito longe do potencial que tem.

White Hart Lane, 90 minutos, Tottenham e Liverpool empatados a 1 golo após Martin Skrtel, defesa do Liverpool ter marcado os dois golos e Jermain Defoe ter falhado um penalti. Tudo parecia indicar um empate num jogo emotivo e de futebol espetáculo. Errado, Lennon já em tempo de descontos, trás injustiça ao jogo e marca o segundo para o Tottenham. A haver um vencedor seria o Liverpool que esteve muito perdulário. Mais uma boa exibição de Raúl Meireles que visou várias vezes a baliza adversária, parecendo estar a crescer a importância do português no Liverpool. Esta vitória deixa os Spurs ainda na luta pelo título.

Finalmente, o Chelsea, de visita a Newcastle onde a equipa local recém promovida tem dado bem conta de si. A provar o anterior, ficou a exibição e o resultado frente aos actuais campeões: 1-1. Na verdade, foi mais um empate decepcionante e comprometedor para Ancelotti que vê o primeiro lugar a fugir-lhe para os rivais de Manchester. Muito pouco fez esta equipa perante um Newcastle bem arrumado e combativo, valendo Kalou para evitar males maiores. Para quem parecia fugir isolado no inicio de época, tudo parece ter mudado em pouco tempo, não só o Chelsea perdeu a liderança mas parece ter perdido também a motivação. A ver vamos como seguirá a corrida para o título.

Read Full Post »


Sunderland fez a festa em Londres

A grande surpresa da última jornada em Inglaterra foi a derrota caseira do Chelsea frente ao Sunderland, maior ainda por ter sido por 0-3. O facto do Chelsea já não perder em casa desde Março e o Sunderland, em confrontos com os londrinos de Stamford Bridge, não pontuar há nove anos, tudo derrotas, deixava os visitantes com as probabilidades de vitória  nas apostas em 1/14.

Mas há mais a dizer, os homens de Ancelotti apenas esboçaram uma tentativa de domínio no inicio da partida e depois foram incapazes de contrariar os forasteiros. O Sunderland controlou o jogo e materializou esse controlo com três golos sem resposta. O todo poderoso Chelsea volta assim a ter uma exibição aquém do esperado e relança a corrida para o título. Perde terreno e sente já a pressão dos perseguidores.

O Liverpool que vinha a encetar uma recuperação muito boa, acabou por ser travado mais uma vez. Em casa do Stoke City, Raúl Meireles e companhia pareciam não estar preparados para a partida. Os da casa jogaram mais e melhor e nunca pareceram estar em risco de perder, ou sequer empatar. Apesar de já estarem em melhor posição e de obviamente ser muito difícil, nesta liga, ganhar sempre, esperava-se um pouco mais do Liverpool. Dois golos sem resposta, um no inicio e outro no fim da segunda parte, e as duas equipas seguem agora com os mesmos pontos no meio da tabela.

No Villa Park a 20 minutos do fim o jogo estava empatado a zero. Uma partida dividida, entre Aston Villa e Manchester United, onde os visitantes entraram a dominar e durante meia hora ameaçaram marcar por diversas vezes. Os da casa, com 9 jogadores indisponíveis, equilibraram e passaram também eles a criar perigo. E assim foi até aos 70 minutos, oportunidades de parte a parte, embora nesta fase um maior domínio do Aston Villa. Consequência? Em 3 minutos marcaram 2 golos. Primeiro de grande penalidade aos 72 minutos e outro aos 75 minutos. Um quarto de hora para jogar e a tarefa dos homens de Alex Ferguson parecia gigantesca, mas a inspiração dos red devils, levou-os a encostar o adversário na defesa e a reduzirem aos 80′ e empatarem aos 84′. Grande partida de futebol e muita emoção, no entanto, o Manchester acaba o fim-de-semana ultrapassado pelo Arsenal e está agora em terceiro a 3 pontos do primeiro.

Em Liverpool mas em casa do Everton, os blues, sem perder há sete jogos, recebiam o Arsenal que lutava para se aproximar do Chelsea e passar o Manchester United. O jogo foi, tal como esperado, muito renhido. Grandes oportunidades de parte a parte e sem nenhuma das equipas a evidenciar um dominio sobre a outra. Sagna com um potente remate de ângulo apertado abriu o marcador, ainda na primeira parte, e Fabregas pouco depois do reatamento aumentou a vantagem. O Everton viu-se obrigado a reagir e a atacar. David Moyes passou a jogar com 3 atacantes resultando numa série de oportunidades. No entanto, o melhor que conseguiu foi, ao cair do pano, reduzir para 1-2.

No Manchester City a pressão aumentou. Mancini viu a sua equipa empatar em casa contra o Birmingham e paira novamente no ar a incerteza da sua continuidade. Contra uma equipa da metade inferior da tabela, os da casa foram incapazes de quebrar a barreira defensiva. Com um futebol pouco atraente, os visitantes também não ajudaram, pois vieram para defender, sem soluções o empate acaba por se ajustar. Os citizens estão agora em quarto, mas com exibições muito decepcionantes. Espera-se muito mais desta equipa de estrelas.

O campeonato está neste momento muito emotivo, a tabela classificativa está muito compacta e com constantes alterações. O ponto comum este ano tem sido a de nenhuma equipa se estar a destacar. No início, o Chelsea parecia querer deixar todos para trás mas as 3 derrotas que sofreu voltam a coloca-los a escassos pontos dos perseguidores. O Arsenal parece estar a acertar mais mas, ainda assim, sem convencer muito. Os dois de Manchester estão a apostar na tentativa de pontapé na crise, mas sem grandes resultados. Tudo em aberto com muito campeonato pela frente.

Read Full Post »


Fernando Torres foi decisivo no triunfo dos reds

Um dos destaques do passado fim-de-semana em Inglaterra vai para a vitória do Liverpool. Ainda que, para já, insuficiente para tirar a equipa dos lugares de despromoção, pode ser no entanto um primeiro tónico para a tão desejada recuparação. Coincidência ou não, este triunfo é acompanhado do regresso de Fernando Torres aos golos. O espanhol não marcava há sete jogos e contra o Blackburn conseguiu finalmente fazer o gosto ao pé.

Um dos destaques do passado fim-de-semana em Inglaterra vai para a vitória do Liverpool. Ainda que, para já, insuficiente para tirar a equipa dos lugares de despromoção, pode ser no entanto um primeiro tónico para a tão desejada recuparação. Coincidência ou não, este triunfo é acompanhado do regresso de Fernando Torres aos golos. O espanhol não marcava há sete jogos e contra o Blackburn conseguiu finalmente fazer o gosto ao pé.

Com uma primeira parte invulgarmente dominadora, somente a inspiração de Paul Robinson na baliza dos Rovers manteve o marcador a zero. Três minutos após o reatamento veio o momento que tanto se esperava em Anfield Road, Kyrgiakos na marcação de um canto cabeceia para o fundo da baliza adversária provocando a explosão de alegria em todo o estádio. Desta vez os homens do Liverpool dominaram, mas ainda tinham que sofre um pouco mais. Steven Gerrard com um golo na própria baliza empatou o encontro e só depois, após inumeras tentativas, Torres encontrou o caminho para o golo. Já se respira um pouco melhor em Liverpool.

O outro destaque vai para o jogo grande da jornada, Manchester City contra Arsenal. A expectativa era grande, os citizens estão a fazer um bom campeonato e seguiam isolados em segundo lugar, eram também favoritos nas previsões para o jogo. O Arsenal, que volta a ter algumas oscilações nas suas performances, perseguia os dois da frente mantendo a esperança do título.

O favoritismo do City esbateu-se logo no inicio da partida após a expulão do jovem Dedryck Boyata. No entanto os da casa não esmoreceram e Tevez deu muita trabalho à defesa dos Gunners. O Arsenal acabou por equilibrar a partida e mais tarde desiquilibrar-la para o seu lado. Nasri, Song e Bendtner foram os marcadores com Fabregas pelo meio a falhar uma grande penalidade. Um jogo muito emotivo digno do lugar que estas duas equipas ocupam, agora juntos em segundo com os mesmos pontos.

O outro candidato, que também atravessa uma crise de resultados, o Manchester United visitou o sempre dificil terreno do Stoke City. Com o espectro da novela de Wayne Rooney, apesar de já resolvida e com este ausente a comemorar o seu 25 aniversário, ainda a pairar sobre o clube de Old Trafford assim como ânsia de retomar o caminho das vitórias e as aspirações ao titulo, os homens de Sir Alex Ferguson apareceram um pouco nervosos.

Mas o jovem Hernandez encontra-se neste momento a marcar a diferença na ausência de Rooney. O Stoke dominou durante algum tempo mas sem conseguir incomodar Van der Sar e no contra golpe “El Chicharrito“ abriu o marcador. O Stoke reagiu bem mas sempre sem grande eficácia. As mudanças na equipa trouxeram mais vigor ofensivo e, a menos de 10 minutos do fim,
chegou o empate. Este filme já passou pela equipa de Nani demasiadas vezes nos últimos tempos, mas o endiabrado Hernandez consegiu, 4 minutos depois do empate, repor a vantagem e não mais o United a perdeu. Os de Manchester juntam-se assim ao Arsenal e Manchester City no segundo lugar.

Último destaque para o empate do Tottenham frente ao Everton. Os Spurs que pareciam apostados em se tornarem na quarta melhor equipa inglesa parecem estar a perder essa aposta para o Manchester City, seguem em quinto lugar longe do fulgor da época passada.

Read Full Post »

A Dinamarca, até hoje, participou em apenas três campeonatos do mundo, mas, ainda assim, nunca foi eliminada na fase de grupos, passando sempre às eliminatórias. A equipa escandinava atingiu os oitavos de final em 1986 e 2002 e os quartos de final em 1998, provando que sempre que chega a uma fase final faz boa figura. Apurados para o Mundial da África do Sul, os dinamarqueses apresentam uma selecção sem estrelas, mas com o habitual rigor escandinavo. Um conjunto que, na qualificação, cometeu a proeza de ficar à frente de Portugal e Suécia e que não perdeu nenhum jogo contra essas selecções. Agora, veremos se diante de Holanda, Japão e Camarões, a tradição mantém-se e os vikings voltam a chegar à segunda fase.

A Qualificação

Integrada no Grupo 1 da zona europeia de qualificação com Portugal, Suécia, Hungria, Albânia e Malta, a Dinamarca fez uma excelente fase de apuramento, terminando no primeiro lugar com dois pontos de avanço sobre Portugal (2º).

A equipa dinamarquesa apenas perdeu um jogo, quando já se encontrava apurada (Hungria, em casa, 0-1) e teve resultados de grande nível como a vitória em Portugal (3-2) e o duplo triunfo diante da Suécia (1-0 e 1-0).

Em suma, tratou-se de uma fase de qualificação quase irrepreensível e que garantiu, justamente, o apuramento dos vikings para o Mundial 2010.

Grupo 1 – Classificação

  1. Dinamarca 21 pts
  2. Portugal 19 pts
  3. Suécia 18 pts
  4. Hungria 16 pts
  5. Albânia 7 pts
  6. Malta 1 pt

O que vale a selecção dinamarquesa?

A Dinamarca funciona como equipa, pois o colectivo superioriza-se sempre à influência individual de qualquer jogador. O futebol viking tem poucos rasgos, mas, por outro lado, é muito mecanizado, frio e objectivo, conseguindo, quase sempre, levar água ao seu moinho.

Na defesa, os dinamarqueses têm um guarda-redes com muita experiência e que garante grande segurança ao sector recuado: Sorensen. Depois, a dupla de centrais é de enorme qualidade, pois os vikings contam com Daniel Agger e Simon Kjaer. Duas torres, quase intransponíveis pelo ar e que são competentes no um contra um, tendo, também, um excelente posicionamento táctico. Por fim, os laterais são Simon Poulsen (defesa esquerdo), que é um atleta mais ofensivo e Lars Jacobsen (defesa direito), lateral mais defensivo e que garante solidez ao quarteto defensivo.

Num meio campo em linha, tradicional do 4-4-2 clássico, os escandinavos usam o duplo pivot: Christian Poulsen-Jakob Poulsen. Neste sistema, Christian é o médio mais defensivo, um destruidor de jogo com poucas ou nenhumas preocupações ofensivas e Jakob é o médio box to box, que, apesar de não poder descurar a defesa, também tem de subir no terreno e apoiar os dois atacantes da selecção dinamarquesa. Por outro lado, nas alas, actuam Martin Jorgensen (à esquerda) e Rommedahl (à direita). Jorgensen é um jogador que procura a linha, mas também as diagonais para dentro, ajudando a minimizar a ausência de um nº10 puro, enquanto Rommedahl, na direita, é quase um extremo, forte no um contra um e que procura sempre a linha para cruzar. No banco, os dinamarqueses se preferirem trocar Jorgensen por outro extremo puro têm ainda Gronkjaer.

Por fim, no ataque, deve actuar a dupla Tomasson-Bendtner. Mais do que jogarem um ao lado do outro, o que deve acontecer é Tomasson aparecer mais nas costas, como avançado de suporte e Bendtner surgir como ponta de lança puro. Além de Tomasson (um excelente avançado) ser quase perfeito a jogar dessa forma, isso também garante maior apoio a Bendtner, que, assim, tem condições facilitadas para fazer o que melhor sabe: golos. Ainda assim, se Morten Olsen preferir actuar com dois pontas de lança puros, pode sempre abdicar de Tomasson e lançar o forte e gigante atacante do Duisburgo: Soren Larsen.

Integrada no Grupo E com Holanda, Camarões e Japão, a Dinamarca terá no primeiro lugar uma missão quase impossível, mas a enorme qualidade táctica, mesclada com o talento de um ou outro jogador deve ser suficiente para alcançarem o segundo lugar.

O Onze Base

Como referido anteriormente, a equipa escandinava deve actuar num 4-4-2 com Sorensen (Stoke City) na baliza; Simon Poulsen (AZ), Kjaer (Palermo), Daniel Agger (Liverpool) e Jacobsen (Blackburn) na defesa; Jorgensen (AGF), Christian Poulsen (Juventus), Jakob Poulsen (Aahrus) e Rommedahl (Ajax) no meio campo; e a dupla: Tomasson (Feyenoord) e Bendtner (Arsenal) no ataque.

Classificação – Previsão “A Outra Visão”

Apesar se ser muito sólida tacticamente, a Dinamarca não deverá ter condições de disputar o primeiro lugar com a Holanda, pois a diferença de valores individuais é muito pronunciada para ser posta em causa pelo colectivismo escandinavo. Ainda assim, os dinamarqueses devem-se superiorizar a camaroneses e japoneses. Os vikings são muito melhores em termos tácticos e físicos que estes adversários e, mesmo em termos técnicos, apenas perdem para a selecção africana.

Calendário – Grupo E (Mundial 2010)

  • 14 de Junho: Dinamarca vs Holanda
  • 19 de Junho: Dinamarca vs Camarões
  • 24 de Junho: Dinamarca vs Japão

Read Full Post »

Bastava uma vitória pela margem mínima para que o Chelsea, diante do Wigan, na última jornada da Liga Inglesa, se sagrasse campeão. Contudo, os londrinos não fizeram por menos e venceram os pupilos de Roberto Martinez por oito bolas a zero, conquistando a Premier League em grande estilo. Este resultado, frustrou os desejos do Manchester United, que cumpriu a sua parte (venceu o Stoke City, em casa, por 4-0), mas acabou traído pela magnífica exibição dos “blues”; Em Espanha, por outro lado, Barcelona (venceu em Sevilha por 3-2) e Real Madrid (venceu o Athletic, em casa, por 5-1), continuam separados por um ponto, com vantagem catalã; Situação similar em Itália, onde o líder Inter venceu o Chievo, em casa, por 4-3 e a perseguidora Roma recebeu e venceu o Cagliari por 2-1. “nerazzurri” e “giallorossi” continuam, assim, separados por um ponto, com vantagem para os pupilos de José Mourinho.

Liga Inglesa – Ancelotti campeão na época de estreia

Muitos torceram o nariz perante a chegada de Carlo Ancelotti para treinar o Chelsea, todavia, a verdade é que logo na sua primeira época, o treinador italiano sagrou-se campeão. Diante do Wigan, bastava aos londrinos uma vitória por um a zero, mas os “blues” tinham outros planos e nomeadamente Drogba sentia que o título de melhor marcador estava à sua mercê. Assim sendo, o Chelsea entrou muito forte e rapidamente chegou ao golo por Anelka (6′). Posteriormente, Caldwell foi expulso no Wigan e o castelo de Martinez caiu, facilitando a tarefa dos londrinos que foram ampliando a vantagem com golos de Lampard (32′), Kalou (54′), Anelka (56′), Drogba (63′, 68′ e 80′) e Ashley Cole (90′). Assim sendo, os londrinos conseguiram a felicidade colectiva do título e individual por Didier Drogba ter sido o melhor marcador da Premiership. Este resultado impediu, assim, o tetra do Manchester United, que venceu o Stoke City (4-0), mas terminou em segundo lugar, a um ponto dos “blues”.

Dados finais da Liga Inglesa:

Campeão: Chelsea

Qualificados para a Liga dos Campeões: Chelsea, M. United, Arsenal e Tottenham

Qualificados para a Liga Europa: Manchester City, Aston Villa e Liverpool

Descem à “Championship”: Burnley, Hull City e Portsmouth

 

Liga Espanhola – Barça passa teste de Sevilha e aproxima-se do título

O Barça entrou forte na Andaluzia e, à meia hora, já vencia por 2-0 graças a golos de Messi e Bojan. A postura dominadora manteve-se e, a partir do minuto 56, as coisas tornaram-se ainda mais facilitadas com a expulsão de Konko. Beneficiando dessa superioridade numérica, o Barcelona haveria de ampliar a vantagem com um golo de Pedro (64′) e pensou-se que o jogo estaria irremediavelmente decidido. Contudo, de forma surpreendente, o Sevilha renasceu das cinzas e, mesmo com menos um elemento, fez dois golos (Kanouté (69′) e Luís Fabiano (71′)), colocando os “azulgrana” sob alguma pressão. Ainda assim, os catalães souberam segurar as rédeas do desafio e guardar a preciosa vitória (3-2) até final.

Com esta vitória, o Barça só não será campeão se não vencer o Valladolid, em casa, e o Real Madrid (ganhou ao Athletic nesta jornada por 5-1) vencer, fora, o aflito Málaga.

Liga Italiana –  Internazionale a uma vitória do título

Os pupilos de José Mourinho entraram para a recepção ao Chievo com a esperança de serem campeões já neste desafio. Para isso bastava vencerem a equipa de Verona e esperarem um desaire da Roma, em casa, diante do Cagliari.

Ainda assim, o jogo até começou mal para os “nerazzurri”, que entraram a perder com um autogolo de Motta. Todavia, o Inter soube reagir e transformou o 0-1 em 4-1 com golos de Mantovani (p.b.), Cambiasso, Milito e Balotelli. Passado algum tempo, o Cagliari marcava em Roma e foi o delírio no Giuseppe Meazza, um êxtase que colocou totalmente em segundo plano o golo de Granoche, para o Chievo a reduzir para 2-4. Nessa altura, sonhava-se com o título conquistado, nesse mesmo dia, mas a Roma soube dar a volta ao resultado com um bis de Totti e frustrou o sonho interista, que ainda sofreu o 4-3 (marcou Pelissier), tremeu, mas segurou o triunfo até final.

Assim sendo, à partida para a última jornada, o Inter necessita de vencer em Siena para ser campeão, enquanto a AS Roma necessita de vencer o Chievo (fora) e esperar que os “nerazzurri” não vençam o Siena.

Liga Alemã – Bayern limitou-se a confirmar o título

Com uma diferença de golos realísticamente inultrapassável, restava ao Bayern confirmar o título de forma matemática. Na deslocação a Berlim, para defrontar o relegado Hertha, os bávaros mostraram o seu poder e venceram por 3-1. Curiosamente, até podiam ter perdido pela inimaginável diferença de golos, pois o perseguidor Schalke 04 não foi além de um empate em Mainz (0-0).

Dados finais da Liga Alemã

Campeão: Bayern

Qualificados para a Liga dos Campeões: Bayern, Schalke 04 e Werder Bremen

Qualificados para a Liga Europa: Leverkusen, Dortmund e Estugarda

Joga o Playoff de permanência: Nuremberga

Desceram à 2ª Bundesliga: Bochum e Hertha de Berlim

 

Liga Francesa – Lille mais perto de ser segundo classificado

Com o título decidido e entregue ao Marselha, resta pouca coisa para lutar na Ligue 1. Ainda assim, um objectivo importante é o segundo lugar e consequente apuramento directo para a “Champions” e o Lille, após vencer, em casa, o campeão Marselha, por 3-2, aproximou-se desse objectivo, tendo agora dois pontos de vantagem sobre o terceiro, Auxerre.

Read Full Post »

A uma jornada do final da Premier League, os “blues”, ao vencerem o Liverpool em Anfield Road, aproximaram-se bastante da conquista do campeonato inglês. Bastará, agora, ao Chelsea, vencer o Wigan Athletic, em casa, na última jornada para se sagrar campeão; Por outro lado, em Espanha, o líder Barcelona (venceu em Villarreal por 4-1) e o segundo classificado Real Madrid (venceu o Osasuna, em casa, por 3-2) continuam separados por um ponto; Situação similar no Calcio, pois o líder Inter (venceu em Roma, a Lázio, por 2-0) e a perseguidora AS Roma (venceu em Parma por 2-1) também estão a um miserável ponto de distância.

Liga Inglesa – “Blues” perto de vencerem a Premier League

Num jogo muito intenso entre “reds” e “blues”, o Chelsea beneficiou de um erro de Gerrard, que, a tentar atrasar o esférico a Reina, ofereceu o golo a Drogba. Ora, esse golo apareceu um pouco contra a corrente do jogo, mas teve o condão para catapultar os londrinos para uma exibição segura e, perante um Liverpool em quebra física, Lampard, na segunda parte, fez o 0-2 final que coloca o Chelsea, a uma jornada do fim, a uma vitória de ser campeão.

Ainda assim, falta esse pequeno passo aos “blues” e, caso haja surpresa no Chelsea-Wigan, quem poderá aproveitar é o Manchester United, que continua na luta pelo título após ter vencido fora o Sunderland, graças a um golo de Nani. Foi um jogo que os “red devils” poderiam ter goleado, mas a falta de inspiração de Berbatov impediu resultado mais volumoso.

O Manchester United termina o campeonato, em casa, diante do Stoke City, tendo de ganhar e esperar, pelo menos, um empate do Chelsea para ser campeão.

Liga Espanhola – Barça e Real continuam sem vacilar

Barcelona e Real Madrid continuam a ultrapassar todos os obstáculos com maior ou menor dificuldade, mantendo a La Liga ao rubro. Em Villarreal, o Barça atropelou o seu opositor por 4-1, com golos de Messi (2), Xavi e Bojan, respondendo o Villarreal com um tento de Llorente.  Por outro lado, os madrilenos tiveram mais dificuldades, pois tiveram a perder por duas vezes com o Osasuna. Todavia, conseguiram sempre empatar e, sobre o minuto, 89, Cristiano Ronaldo, que já tinha feito um tento, bisou e deu a vitória ao Real Madrid por 3-2.

Com estes resultados e a três jornadas do fim, Barcelona (90 pts) e Real Madrid (89 pts) prometem muita emoção até ao final da Liga Espanhola.

Liga Italiana – Inter passa teste “laziale” e mantém Roma a um ponto

A Roma havia vencido com relativa tranquilidade, o Parma, fora, por duas bolas a uma e tinha esperança num deslize “nerazzurri na deslocação à capital italiana para defrontar a Lázio. Contudo, o Inter, diante de uma equipa que ainda luta pela manutenção, fez um bom jogo e acabou por vencer de forma fácil a Lázio por duas bolas a zero (golos de Samuel e Motta). Nesse encontro, foi curioso assistirmos aos adeptos “laziale” a torcer pelo Inter, pois, aparentemente, a possível descida é bem menos assustadora que a imagem do seu eterno rival a conquistar o “scudetto”.

Após a jornada 35 e a três jogos do final da Série A, o líder Internazionale e a segunda classificada AS Roma, continuam separados por apenas um ponto.

Liga Alemã – Bayern virtual campeão

O Bayern venceu o Bochum por 3-1 graças a  um hat-trick de Müller e, após o desaire caseiro do Schalke 04 diante do Werder Bremen (0-2), garantiu, a uma jornada do fim, três pontos de vantagem sobre a equipa de Genselkirchen. A equipa bávara só não pode festejar oficialmente o título, pois o critério de desempate é a diferença de golos, todavia, com 17 golos de vantagem sobre o rival, só um desastre de proporções inimagináveis pode tirar o título ao Bayern Munique.

Outras Ligas – Twente sagra-se campeão holandês

O Twente conquistou a Eredivisie pela primeira vez, após vencer, em Breda, o NAC, por 2-0. A equipa acabou assim o campeonato com mais um ponto que o Ajax, que, apesar de ter goleado fora o NEC Nijmegen (4-0), teve de se contentar com o segundo lugar; Por outro lado, em França, o Marselha empatou em Auxerre (0-0) e mantém-se, assim, na liderança, tendo mais cinco pontos que o segundo, curiosamente, o próprio Auxerre. 

Read Full Post »

Older Posts »