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Posts Tagged ‘Suécia’

Bahoui merece melhor palco que a liga sueca

Bahoui merece melhor palco que a liga sueca

Um dos mais fascinantes elementos da nova geração de futebolistas suecos é Nabil Bahoui, extremo-esquerdo que vai evoluindo no AIK Solna, um dos mais emblemáticos clubes daquele país escandinavo, e já merece o salto para um campeonato de outra nomeada.

Trata-se de um atleta que nasceu a 5 de Fevereiro de 1991, em Estocolmo, Suécia, filho de pais marroquinos, tendo passado pelas camadas jovens do Mälarhöjdens IK, IK Tellus, Hammarby IF e IF Brommapojkarna. Neste último clube, haveria de se estrear profissionalmente em 2008 e permanecido até 2012, ainda que, pelo meio, tenha vivido empréstimos a modestos emblemas como o Gröndals IK, Vasby United e Akropolis IF.

Explosão em 2012

A época em que Nabil Bahoui explodiu definitivamente com a camisola do IF Brommapojkarna foi precisamente a última, de 2012, quando foi peça fundamental na subida desse emblema à primeira divisão sueca, isto depois de ter somado 15 golos em 28 jogos.

Esse excelente desempenho, aliás, permitiu ao extremo-esquerdo o salto para o primodivisionário AIK, clube que representa desde 2013, e assumindo-se sempre como uma das principais figuras. Afinal, até ao momento, Bahaoui já soma 73 jogos e 30 golos pelo emblema de Estocolmo e chegou inclusivamente à selecção sueca.

Falso-extremo de qualidade

Nabil Bahoui é preferencialmente um extremo-esquerdo, ainda que também possa actuar no flanco oposto ou mesmo no eixo como avançado de suporte. Ainda assim, quando actua a partir dos flancos, prioriza as diagonais para o centro, até porque o seu perfil está longe daquele que costumamos encontrar num qualquer “extremo puro”.

Afinal, o internacional sueco destaca-se pela sua potência física (188 cm e 78 kg), explosividade e qualidade técnica, sendo especialmente perigoso em lances de um contra um e na capacidade de fazer movimentos interiores para criar desequilíbrios em zonas centrais.

De sublinhar, também, a excelente visão de jogo de Bahoui, que é fortíssimo no último passe, e também a finalização, sendo que a sua meia distância é excelente, seja em lances de bola parada ou corrida.


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O "Pelé Árabe"

O maior talento futebolístico da história do desporto rei da Arábia Saudita foi um avançado que jogou toda a sua carreira no Al-Nassr e que ficou com a sugestiva alcunha de Pelé Árabe: Majed Abdullah. Dono de uma longa carreira (jogou profissionalmente por 21 anos) e dotado de uma evoluidíssima técnica individual, o atacante conquistou inúmeros títulos nacionais e internacionais pelo Al-Nassr, tendo ainda a felicidade de participar no Mundial de 1994, campeonato do Mundo onde a Arábia Saudita fez a sua estreia e conseguiu a melhor participação de sempre, pois apenas foi eliminada nos oitavos de final.

21 anos de Al-Nassr

Majed Ahmed Abdullah Al-Mohammed nasceu a 1 de Novembro de 1959 em Jeddah, Arábia Saudita, e actuou no Al-Nassr em toda a sua carreira desportiva, marcando 320 golos em 455 jogos entre 1977 e 1998. Excelente finalizador e com uma muito evoluída técnica individual, o avançado saudita foi sempre idolatrado pelos seus conterrâneos, tendo granjeado a sugestiva alcunha de “Pelé Árabe.”

Durante o longo percurso no histórico clube da Arábia Saudita, Majed Abdullah conquistou cinco campeonatos, quatro taças do Rei da Arábia Saudita, uma Taça das Taças asiática, uma Supertaça asiática e duas taças dos clubes campeões do Golfo.

Esteve presente no Mundial dos Estados Unidos

Internacional por 139 vezes (67 golos), Majed Abdullah apenas participou num campeonato do Mundo aos 34 anos, disputando o Mundial dos Estados Unidos em 1994.

Nessa prova, um veterano “Pelé Árabe” fez dois jogos, ajudando a Arábia Saudita a conseguir atingir surpreendentemente os oitavos de final onde caiu diante da Suécia.

Antes disso, Majed Abdullah também tinha participado noutra grande competição: Jogos Olímpicos de 1984, mas, aí, apesar de ter marcado um golo em três jogos, viu a Arábia perder todos os desafio da fase de grupos e ser eliminada precocemente.

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Hiljemark é o novo Anders Svensson

Com apenas 19 anos, actua nos suecos do Elfsborg um jovem promissor médio-centro que já é considerado o novo Anders Svensson: Oscar Hiljemark.

Nascido a 28 de Junho de 1992 na Suécia, Oscar Hiljemark iniciou a sua carreira nas camadas jovens do Gislaved, tendo se transferido em 2008 para o Elfsborg.

No clube de Boras, o médio-centro estreou-se profissionalmente em 2010, mais precisamente a 26 de Setembro de 2010 num empate fora (2-2) diante do IF Brommapojkarna. Desde essa data, o médio-centro já soma 33 jogos e 3 golos pelo Elfsborg, assumindo-se como peça importante do clube sueco, mesmo tendo apenas 19 anos de idade.

Internacional em vários escalões pela Suécia

Oscar Hiljemark é internacional sueco desde o escalão de sub-17, tendo garantido internacionalizações também no escalão de sub-19 e sub-21. Na totalidade, ao nível das camadas jovens, o médio do Elfsborg soma 25 internacionalizações e sete golos, o que é o feito digno de registo.

No futebol sénior, o médio-centro também já deixou a sua marca, tendo se estreado há cinco dias numa vitória no Bahrein (2-0) e marcado, inclusivamente, um dos golos da selecção escandinava.

Médio-centro raçudo, veloz e cerebral

Hiljemark é um médio-centro “box to box”, sendo fortíssimo nas transições defesa/ataque e ataque/defesa e tendo a capacidade de pautar todo o jogo a meio-campo.

Com um pulmão impressionante e uma excelente capacidade de passe, o internacional sueco demonstra uma enorme maturidade para a sua idade, assumindo-se como um jogador com grande sentido de responsabilidade e vontade de vencer.

Estratégicamente, é ideal para ser o elemento mais avançado de um duplo-pivot em 4x2x3x1 ou para jogar a “oito” num 4x3x3, funcionando como o motor de qualquer meio-campo que se pretenda forte, raçudo e imaginativo.

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Gerndt festeja golo pelo HIF

No FC Utrecht da Liga Holandesa, actua um avançado sueco com grande talento e sentido de baliza que se sagrou o melhor marcador do campeonato do seu país em 2010: Alexander Gerndt.

Nascido a 14 de Julho de 1986 em Visby, Suécia, Alexander Gerndt iniciou a sua carreira futebolística no modesto Visby IF, onde, entre 2004 e 2006, apontou nove golos em trinta e nove partidas. Essas boas exibições ao serviço do clube da ilha de Gotland valeram-lhe uma transferência para o bem mais conhecido AIK Estocolmo, onde, contudo, não se conseguiu impor, não conseguindo fazer qualquer tento nos cinco jogos que efectuou pela equipa da capital sueca.

Demorou a explodir no Gefle 

Ao não se impor no AIK, o clube de Estocolmo preferiu emprestá-lo ao modesto IK Sirius, que representou com sucesso durante a primeira metade da temporada de 2008, marcando seis golos em catorze jogos.

Essas exibições valeram-lhe uma transferência na abertura de transferências do Verão de 2008 para o Gefle, onde pouco brilhou durante a primeira época e meia, não marcando mais que três golos.

Contudo, a época de 2010 haveria de ser uma temporada de transição para o atacante sueco, pois este haveria de fazer uma campanha de sonho. De facto, durante a primeira metade da época, Gerndt marcou oito golos em catorze jogos pelo Gefle, tendo, a meio da temporada, trocado essa equipa por outro clube mais emblemático do futebol sueco, o Helsingborgs.

Ano de luxo no Helsingborgs valeu-lhe transferência para a Eredivisie

No clube conhecido pelas iniciais de HIF, haveria de marcar 12 golos em 15 jogos até final da temporada de 2010, sagrando-se melhor marcador do campeonato sueco (20 golos) e jogador do ano dessa mesma liga.

Em 2011, haveria de continuar numa toada exibicional muito elevada e, assim, os responsáveis do clube sueco perceberam que seria impossível segurar o internacional sueco.

Assim sendo, no último Verão, Gerndt transferiu-se para os holandeses do FC Utrecht, onde ainda procura se assumir como o goleador de créditos firmados que deixou a sua Suécia natal, pois ainda só marcou um golo em nove partidas.

Avançado temível nas bolas paradas

Alexander Gerndt é um avançado que joga preferencialmente no centro do ataque, mas também pode ser adaptado ao lado direito do ataque sem qualquer problema. Em termos tácticos, é ideal para jogar no centro num 4x4x2, mas talvez se adapte melhor a falso extremo se o esquema preferencial for o 4x3x3 ou o 4x2x3x1.

Rápido, bom tecnicamente e muito inteligente nas movimentações, é um ponta de lança que se desmarca muito bem e aparece com facilidade na zona de tiro, onde prima pela frieza e pela potência do seu pontapé.

Outra característica do internacional sueco é a qualidade nos lances de bola parada, pois é um exímio marcador de livres, tanto em jeito como em força, tornando-se uma clara mais valia nesse capítulo específico do jogo.

Para além de tudo isto, trata-se de um jogador muito trabalhador e raçudo, o que faz do avançado de 25 anos num elemento que encaixava na perfeição no plantel de um clube português de ambições europeias.

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Paulo Bento levou Portugal ao Euro 2012

Após uma campanha sinuosa que começou pelo escândalo do empate caseiro com Chipre (4-4) e uma derrota pela margem mínima na Noruega (0-1), Portugal conseguiu finalmente o apuramento para o Euro 2012, após golear a Bósnia (6-2) no Estádio da Luz, no decisivo duelo do playoff. Tratou-se de uma vitória inequívoca, perante uma selecção que está em franca evolução, mas que, valha a verdade, ainda não está no nível da equipa portuguesa, que apesar de não ter um conjunto ao mesmo nível do passado recente, conta com alguns jogadores de classe mundial como Pepe, Fábio Coentrão e Nani, e um verdadeiro fora de série como é Cristiano Ronaldo. Ainda assim, após a ligeira euforia do quinto apuramento consecutivo para o campeonato da Europa, importa analisar os possíveis adversários portugueses no certame.

Subida ao Pote 3 poderá não ter trazido vantagens

Com a vitória diante da Bósnia, Portugal subiu do Pote 4 ao pote 3, o que, curiosamente, pode não ter trazido quaisquer vantagens à equipa das quinas. No Pote 3, Portugal fica automaticamente impedido de defrontar as  selecções da Suécia, Grécia e Croácia, mas passa a poder defrontar as equipas do Pote 4, onde existem três selecções equivalentes às anteriores: Dinamarca, República da Irlanda e República Checa e uma quarta, que, valha a verdade, os lusos quererão por todos os meios evitar: França.

Honestamente, deste último pote, Portugal deverá preferir os irlandeses ou os checos, pois são claramente as equipas mais frágeis, enquanto a Dinamarca, apesar da recente vitória em Copenhaga, também não poderá assustar a equipa das quinas. Por outro lado, a França, apesar da má forma recente, é uma equipa que tradicionalmente não vacila diante de Portugal e a sua colocação no mesmo grupo que o lusitano, criaria, quase de certeza, um grupo da morte no Euro 2012.

Parecem cabeças de série mas é apenas o Pote 2

O segundo pote poderia ser, claramente, um pote de cabeças de série. De facto, neste Pote 2 estão as selecções da Alemanha, Itália e Inglaterra, que perfazem oito títulos mundiais e uma Rússia, que, não sendo uma equipa frágil, será claramente a que todas as outras doze selecções vão desejar defrontar deste pote.

Tradicionalmente, Portugal dá-se melhor com a Inglaterra do que com Itália e Alemanha e, sendo assim, a equipa portuguesa deverá desejar os ingleses logo a seguir aos russos (de longe o fruto apetecido). Entre italianos e alemães, apesar do nome fortíssimo de ambos, temos que realçar que actualmente os germânicos estão bem mais fortes que os transalpinos e, a ter de escolher, seria mais “benéfico” a Portugal que lhe saísse a “squadra azzurra” que a “mannschaft”…

Pote 1: o pote dos desequilíbrios 

Apesar de tudo, o pote mais desequilibrado deste campeonato da Europa é claramente  o Pote 1, que tem as duas equipas mais fortes presentes na competição: Espanha e Holanda e, também, duas das mais frágeis: Ucrânia e Polónia.

Ainda assim, tirando a óbvia divisão “dois-dois”, há que realçar que entre espanhóis e holandeses, a preferência tem de ir para a selecção laranja, com quem nos damos tradicionalmente bem, enquanto entre ucranianos e polacos, a preferência acaba por ser indiferente, pois são ambos países organizadores e têm uma selecção de qualidade equivalente.

Haverá algum grupo de sonho ou de pesadelo?

Numa fase final de um campeonato da Europa nunca se pode falar em grupos de sonho, todavia, existem agrupamentos bem mais fáceis que outros e o melhor grupo para Portugal seria claramente algo parecido com isto:

Ucrânia/Polónia
Rússia
Portugal
República da Irlanda/República Checa/Dinamarca

Por outro lado, o oposto também existe, e existem combinações que poderão criar imensas dificuldades a que Portugal supere esta primeira fase do Euro 2012. Num caso de extrema falta de sorte, Portugal poderá encontrar algo semelhante a isto:

Espanha/Holanda
Alemanha/Itália/Inglaterra
Portugal
França

Taça Latina dentro do campeonato da Europa?

Curiosa a possibilidade da existência de uma mini Taça Latina na fase de grupos do campeonato da Europa, com Espanha, Itália, Portugal e França no mesmo agrupamento. Uma ideia interessante, mas que dificultaria e bastante a primeira missão portuguesa para este certame: apuramento para os quartos de final.

Apesar de tudo o que foi dito, só poderemos avançar com uma melhor análise aquela que vai ser a participação portuguesa após os resultados do sorteio da fase de grupos e, para isso, teremos de aguardar pelo dia 2 de Dezembro, onde tudo será decidido. Esperemos que, nesse dia, os deuses da fortuna estejam connosco e nos afastem dos maiores tubarões do futebol europeu.

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Farnerud num Sporting-Benfica

Pontus Farnerud não é aquele tipo de jogador que rapidamente encontramos defeitos, sendo que o seu principal problema é exactamente o facto de não ter nenhuma qualidade que se destaque. No seu futebol simples, sem arriscar e sem qualquer rasgo, ia fazendo desesperar os adeptos leoninos que sempre tiveram dificuldade em perceber como um dia o Sporting resolveu contratá-lo. Durante dois anos, o médio ainda fez 35 jogos pelos verde-e-brancos em todas as competições oficiais, contudo, pela palidez das suas exibições, duvido que algum adepto leonino se lembre verdadeiramente de algum.

Chegou à Ligue 1, depois de se destacar no Landskrona

Pontus Farnerud nasceu a 4 de Junho de 1980 em Helsingborg, Suécia, tendo iniciado a sua carreira bastante cedo, pois em 1996, aos 16 anos, já era elemento importante do Landskrona. Neste clube sueco, haveria de permanecer nas duas épocas seguintes, contabilizando 14 golos em 55 jogos, antes de, em 1998, com apenas 18 anos, se ter transferido para os franceses do Mónaco.

Aos monegascos  chegou rotulado de grande promessa do futebol europeu, todavia, a esperada explosão nunca aconteceu. Entre 1998 e 2005, Farnerud ainda fez 94 jogos (5 golos) pelo Mónaco, mas nunca se assumiu como titular indiscutível, tendo, dessa forma, saído para o Estrasburgo em 2005/06.

No “Le Racing”, onde já tinha actuado, por empréstimo do Mónaco em 2003/04,  actuou ao lado do irmão Alexander e foi finalmente titular indiscutível, todavia, o sucesso individual não foi acompanhado de sucesso desportivo, pois o Estrasburgo acabou por descer de divisão no final da temporada.

Duas épocas pálidas em Alvalade

Não pretendendo disputar o segundo escalão do futebol francês, Pontus Farnerud transferiu-se para Portugal e para o Sporting, onde permaneceu durante as temporadas de 2006/07 e 2007/08.  Durante esse período, o internacional sueco foi várias vezes utilizado, sendo muitas vezes elogiado pela sua inteligência táctica e capacidade de sacrifício, no entanto, nunca conquistou os adeptos verde-e-brancos que achavam que o escandinavo passava constantemente ao lado dos jogos.

Assim sendo, após duas temporadas e trinta e cinco desafios disputados, Pontus Farnerud deixou o Sporting, transferindo-se para os noruegueses do Stabaek, clube que ainda representa neste momento.

Desde que chegou à Noruega, Farnerud assumiu-se como peça importante do Stabaek, somando 63 jogos (7 golos) pelos norugueses e tendo sido peça importante na conquista do título em 2008.

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Noring com um prémio individual

No Trelleborgs do principal escalão do futebol sueco actua um guarda-redes muito promissor e que pode ser um dos grandes talentos suecos na posição: Viktor Noring.

Nascido a 3 de Fevereiro de 1991 em Malmö, Viktor Noring iniciou a sua carreira nas camadas jovens do Husie IF, tendo passado para o Trelleborgs em 2005, clube onde se mantém até hoje.

Na equipa principal do Trelleborgs desde 2009, ou seja, desde os 18 anos, tem se assumido como uma peça muito importante do clube sueco, tendo já realizado 37 jogos pelo Trelleborgs

Internacional sub-21 por duas vezes (estreou-se numa vitória por 2-0 diante Portugal), também já foi chamado à equipa principal da Suécia, ainda que não tenha jogado qualquer minuto.

Um guarda-redes completo

Viktor Noring é um guarda-redes que ocupa muito bem os postes, denotando excelentes reflexos e uma inata capacidade de se sair aos pés dos avançados.

Seguro nos cruzamentos e liderando bem a linha defensiva, é um guarda-redes que transmite uma enorme segurança ao sector recuado, sendo, aos 20 anos, uma enorme promessa do futebol sueco e europeu.

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