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Greaves era um prolífico goleador

Greaves era um prolífico goleador

Tal como sucedia com o germânico Gerd Müller, era um daqueles pontas de lança que valiam, acima de tudo, pelos golos que marcava, merecendo inclusivamente uma definição perfeita de Bill Nicholson: “Tudo o que ele fez esta tarde foi marcar aqueles quatro golos…” Aliás, é sintomático que tenha sido, na sua época, e com apenas 21 anos, o mais jovem futebolista a atingir os 100 golos na Liga, podendo ainda gabar-se de ter sido campeão do Mundo pela Inglaterra em 1966 e de ter participado num dos períodos mais gloriosos da história do Tottenham.

Explodiu no Chelsea

James Peter “Jimmy” Greaves nasceu a 20 de Fevereiro de 1940 em Essex, Inglaterra, tendo começado a sua carreira profissional no Chelsea, clube onde somou 132 golos em 169 jogos, isto entre 1957/58 e 1960/61.

Esse excelente desempenho no clube londrino, aliás, valeu-lhe o acesso à selecção inglesa e uma transferência para o AC Milan no Verão de 1961, ainda que Jimmy Greaves nunca se tenha adaptado verdadeiramente ao futebol italiano, abandonando os “rossoneri” após marcar “apenas” nove golos em 14 jogos.

Momentos de glória no Tottenham

Afinal, ainda a meio dessa temporada de 1961/62, Jimmy Greaves regressou a Inglaterra, mas para representar um grande rival do Chelsea, mais concretamente o Tottenham, clube no qual jogaria até 1969/70.

Nessa fase, aliás, contribuiu para uma época gloriosa dos “spurs”, somando 268 golos em 381 jogos e ajudando o emblema londrino a conquistar duas Taças de Inglaterra, uma Taça das Taças e duas Supertaças.

Campeão do Mundo pela Inglaterra

Nesse período em que se assumia como grande goleador do Tottenham, o ponta de lança viveu também momentos verdadeiramente épicos pela selecção inglesa, tendo ganho o Mundial 1966 e participado ainda no Mundial 1962 e no Euro 1968.

Ao todo, os seus números pela selecção dos “três leões” são mesmo impressionantes, uma vez que Jimmy Greaves somou 57 internacionalizações e apontou 44 golos, numa média de 0,77 golos/jogo.

West Ham e o declínio

Abandonando os “spurs a meio da temporada 1969/70, Jimmy Greaves rumou ao West Ham, onde na época e meia seguinte ainda haveria de somar 13 golos em 40 jogos.

Nessa fase, contudo, começou por perder a motivação para jogar futebol, acabando por retirar-se e enveredar pelo alcoolismo. Alguns anos mais tarde, ainda voltaria aos relvados, mas apenas em representação de clubes modestos como o Brentwood, Chelmsford City, Barnet e Woodford Town, e isto quando obviamente era apenas uma sombra do outrora grande goleador dos anos 60…


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O Arsenal é, claramente, um dos clubes mais importantes do actual contexto do futebol europeu, sendo uma das mais tituladas de Inglaterra, havendo vencido inúmeros títulos domésticos e internacionais e contando, historicamente, com alguns dos melhores jogadores do mundo como Ian Wright, Bergkamp ou Henry. Ainda assim, a equipa tem sofrido, nos últimos tempos, da ausência de títulos domésticos, não vencendo a Premier League desde 2004 e a Taça de Inglaterra desde o ano seguinte. Em termos europeus, até estiveram na final da Taça dos Campeões de 2006, todavia, o Barça foi mais forte no jogo decisivo e venceu por duas bolas a uma, negando a possibilidade dos “gunners” vencerem a primeira Liga dos Campeões da sua história.

Quem é o Arsenal

A equipa londrina foi fundada em 1886 como Dial Square por trabalhadores da Royal Arsenal em Woolwich, no sudeste de Londres, tendo alterado o nome para Woolwich Arsenal, em 1891, quando se tornou profissional.

Nos primeiros anos, o clube de Londres jogou na segunda divisão, apenas chegando à liga principal em 1904. Nessa fase, a sua situação geográfica resultava em baixas assistências e, assim, em 1910, o clube encontrava-se muito perto da falência, quando um empresário local (Henry Norris) pensou em mudar a localização da equipa. Assim sendo, em 1913, quando a equipa baixou à segunda divisão, Henry Norris mudou a equipa para Highbury (norte de Londres) e, no ano seguinte, retirou Woolwich do nome do clube, ficando simplesmente “Arsenal”, tal como é conhecido nos dias de hoje.

Apesar da alteração, tanto em termos de nome como geográfica, o sucesso não foi imediato e foi preciso esperar até à década de 30 para que o Arsenal começasse a conquistar títulos, sendo que, nessa década, a equipa londrina foi a grande dominadora do futebol inglês, conquistando cinco campeonatos e duas Taças de Inglaterra.

Curiosamente, o clube de Londres nunca mais teve uma década como essa, ainda que tenha conquistado inúmeros títulos, contabilizando, neste momento, 13 campeonatos ingleses, 10 Taças de Inglaterra, 2 Taças da Liga, 12 Supertaças, 1 Taça das Taças e 1 Taça das Cidades com Feira, tendo ainda perdido uma final da Taça dos Campeões, duas da Taça das Taças, uma da Taça UEFA e uma da Supertaça Europeia.

Na temporada passada, a equipa terminou a Liga Inglesa na terceira posição, contabilizando o sexto ano consecutivo sem ganhar a Premier League.

Como joga

O grande mérito de Arséne Wenger neste Arsenal moderno foi ter colocado a equipa londrina a jogar um futebol intenso, bonito e, muitas vezes, empolgante. Os “gunners” praticam um futebol entusiasmante e de perfil continental que se afasta claramente do “kick and rush” do típico futebol inglês.

Com inúmeros jogadores tecnicamente evoluídos como Van Persie, Arshavin, Walcott, Fábregas ou Nasri, o futebol espectáculo e de pé para pé é uma constante, sendo que a equipa londrina joga quase sempre num carrossel de constantes trocas de posição que, invariavelmente, baralham os adversários e permitem ao Arsenal criar inúmeras situações de golo. Em termos tácticos, a equipa tem variado entre o 4-4-2 losango e o 4-2-3-1, que tem utilizado ultimamente.

Na verdade, se a equipa não conquista títulos há muito tempo, isso deve-se a alguma falta de experiência dos seus jogadores, ao facto de a defesa não ter o mesmo nível do ataque e, acima de tudo, às constantes lesões graves que têm perseguido muitos dos seus principais jogadores.

Para terem uma ideia, neste momento, o Arsenal encontra-se privado de seis jogadores por lesão (Diaby, Van Persie, Walcott, Vermaelen, Bendtner e Ramsey).

Assim sendo, a equipa que o Arsenal deve fazer subir hoje ao Estádio Emirates não deve andar longe da seguinte:

Arshavin a jogar pelo Zenit

Quem é que os arsenalistas devem ter debaixo de olho – Arshavin

O polivalente jogador russo de 29 anos é, claramente, um dos jogadores mais perigosos deste Arsenal e terá, forçosamente, que merecer uma atenção especial de Domingos Paciência durante o jogo de hoje.

Criado nas escolas do Zenit de São Petersburgo, Arshavin estreou-se em 2000 por esse clube russo, permanecendo lá por oito anos. No Zenit, o internacional russo fez 281 jogos, marcou 71 golos e, colectivamente, conquistou um campeonato russo (2007) e uma Taça UEFA (2008).

Depois de ter feito um excelente Euro 2008, Arshavin acabou cobiçado por vários clubes europeus, sendo que acabou por assinar pelo Arsenal em Janeiro de 2009.  No clube londrino, o internacional russo adaptou-se de forma fácil e rapidamente se tornou num dos mais importantes jogadores da equipa londrina, tanto a jogar sobre as alas (preferencialmente a esquerda) como a segundo avançado, fazendo inúmeras assistências e marcando bastantes golos pelos “gunners”.

Jogador que alia a raça à sua grande velocidade e fantástica capacidade técnica, Arshavin é um jogador a quem não pode ser dado um milímetro de espaço, sendo imperioso que o Braga o saiba parar, pois, caso o consiga, um grande passo rumo a um resultado positivo estará dado.

As hipóteses bracarenses

Não alinhamos em utopias e temos consciência que, mesmo com todas as lesões que tem sofrido, o Arsenal é claramente favorito para os dois duelos europeus que vai disputar com o Braga. Mais experientes e com um plantel com mais qualidade e soluções, os “gunners” deverão, em teoria, superar os bracarenses com maior ou menor dificuldade.

Ainda assim, por tudo o que o Braga tem feito esta temporada, nomeadamente pelas duas vitórias que conseguiu diante do favorito Sevilha, não podemos colocar de parte a hipótese dos bracarenses, principalmente na Pedreira, fazerem um brilharete.

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