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Sérgio Conceição precisa inverter rapidamente o ciclo negro do Sp. Braga

Sérgio Conceição precisa inverter rapidamente o ciclo negro do Sp. Braga

O Sporting de Braga está a passar por um mau momento na Liga Portuguesa, estando a adiar constantemente a obtenção matemática do quarto lugar, classificação que lhe permitirá atingir automaticamente a fase de grupos da Liga Europa 2015/16.

Para essa quebra abrupta dos arsenalistas, muito se culpabiliza a final da Taça de Portugal, falando-se que os jogadores do emblema bracarense já só pensarão no Jamor, não conseguindo manter o foco nos jogos do campeonato nacional, mas a verdade é que a matemática prova que a queda da equipa orientada por Sérgio Conceição já vem de trás.

Afinal, se recuarmos à 23.ª jornada, um mês e uma semana antes da primeira mão das meias-finais da Taça de Portugal, percebemos que o Sporting de Braga, nessa fase, somava 46 pontos, encontrando-se, por exemplo, a apenas um ponto do Sporting (3.º) (curiosamente outro clube do qual os jogadores têm sido igualmente acusados de estarem a tirar o pé do acelerador em jogos da Liga).

Certo é que, nove jornadas depois, as diferenças entre leões e bracarenses são avassaladoras, com o Sporting a somar 23 pontos (sete vitórias e dois empates) nesse período e o Sporting de Braga a ficar-se pelos nove (duas vitórias, três empates e quatro derrotas).

Perante este cenário, os arsenalistas passaram a ficar a 15 longínquos pontos do Sporting, mas, mais preocupante que isso, com apenas mais cinco pontos que o Vitória de Guimarães (5.º), que até pode ficar somente a dois se vencer hoje o Nacional na Choupana.

Afinal, é inegável que a quebra de resultados começou bem antes do Sporting de Braga saber que ia disputar a final da Taça de Portugal, uma vez que os arsenalistas perderam oito pontos nos quatro jogos anteriores à primeira mão do duplo confronto com o Rio Ave e mais cinco nos três jogos antes da segunda mão.

Nesse seguimento, e não ignorando que existirá naturalmente a possibilidade do Jamor estar a rondar a cabeça dos jogadores do Sporting de Braga, é certo que o mau momento não passará apenas e só por esse factor, sendo crucial que Sérgio Conceição consiga inverter este ciclo rapidamente, sob pena do clube minhoto acabar mesmo por ser ultrapassado pelo arqui-rival Vitória de Guimarães, em algo que iria ferir bastante o seu ego e deixaria o acesso à fase de grupos da Liga Europa e consequente encaixe de 1,3 milhões de euros dependente de um triunfo diante do Sporting na final da Taça de Portugal.

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Taca-de-PortugalAo contrário do que sucede no campeonato nacional, competição condenada a ser dominada pelos grandes clubes portugueses, a Taça de Portugal sempre foi uma prova mais democrática e, pela sua génese, mais apetecível por clubes mais modestos, que viam nela a possibilidade de ganhar um troféu de relevo.

A contribuir para isso, aliás, o facto da competição, em Portugal, resolver-se sempre num só jogo, algo que ganhou ainda mais impacto com a abolição da disputa de um jogo de desempate quando a primeira partida acabava empatada no final dos 120 minutos.

Meias-finais protegem os grandes mas geram mais ganhos financeiros

É certo que, recentemente, surgiram as meias-finais a duas mãos, algo que acaba por proteger qualquer clube mais poderoso que chegue a essa fase da competição, uma vez que terá sempre a possibilidade de rectificar, num segundo jogo, uma primeira partida menos conseguida.

Ainda assim, há que compreender que esta é já uma fase bastante avançada da prova, sendo menos provável que surja aqui uma eliminatória demasiado desequilibrada e havendo ainda o outro lado da moeda, nomeadamente os ganhos financeiros para os clubes envolvidos por fazerem um jogo extra.

Mudanças recentes são boas

Recentemente, por outro lado, surgiu outra medida que visa acima de tudo reforçar o lado democrático da Taça de Portugal, nomeadamente o facto de na segunda eliminatória (altura em que entram as equipas da Segunda Liga) e terceira eliminatória (altura em que entram as equipas da Primeira Liga), passar a ser obrigatório que as equipas dos escalões profissionais joguem fora e diante de uma equipa de um escalão inferior.

Ou seja, ao contrário do que sucedeu na edição 2014/15, deixa de ser possível um FC Porto-Sporting logo a abrir a competição, sendo garantido que todas as equipas da Primeira Liga irão, em 2015/16, visitar uma equipa de um escalão inferior na sua estreia.

Alterações devem ser alargadas

Este bom princípio, ainda assim, deve ser apenas o início de um caminho que se pretende mais longo. Na minha opinião, as equipas de escalões superiores, quando sorteadas com equipas de divisões inferiores, devem sempre jogar fora de casa, permitindo a chamada “festa da taça” aos emblemas mais modestos. Por exemplo, esta temporada, quando o Sporting defrontou o Famalicão nos quartos de final da prova, a partida deveria ser disputada, isso sim, no recinto do emblema nortenho.

Afinal, alargando o princípio agora aplicado à 2.ª e 3.ª eliminatória da Taça de Portugal, à 4.ª, oitavos de final e quartos de final da prova, aumentava-se substancialmente a possibilidade de existirem surpresas e, naturalmente, garantia-se que a competição chegava mesmo a todo o país, reforçando a própria génese da competição.

Certo, de qualquer maneira, é que o primeiro passo está dado, percebendo-se claramente que a Taça de Portugal percorre um caminho rumo a um maior incremento de interesse na competição, algo que, infelizmente, surge em contraponto com a cada vez mais decrepita e desinteressante Taça da Liga.

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Fernando Gomes ainda pode vetar o alargamento

Uma vez mais pressiona-se pelo alargamento do principal escalão do futebol português. Após o chumbo de um campeonato sem descidas por parte da Federação Portuguesa de Futebol, hoje foi aprovada a liguilha entre os dois últimos da Liga Zon Sagres e o terceiro e quarto da Liga Orangina, como forma de aumentar o campeonato de 16 para 18 equipas como é pretendido de forma quase cega por inúmeros iluminados do nosso futebol.

Ainda a necessitar de validação por parte do organismo presidido por Fernando Gomes, este alargamento, na minha opinião, não vai beneficiar em nada o futebol português, pois o que se percebe é que existem cada vez menos clubes capazes para estarem no principal escalão do futebol luso como é fácil de perceber pela situação deplorável que vive a União de Leiria.

De facto, o campeonato beneficiava muito mais com uma redução e não com o alargamento, sendo que, na minha opinião, o melhor sistema contemplaria 12 equipas no principal escalão, disputando-se uma primeira fase a duas voltas (22 jogos) e uma segunda fase em que as equipas se dividiriam nos seis primeiros (iriam com metade dos pontos da primeira fase) para a luta pelo título e competições europeias e seis últimos (iriam também com metade dos pontos da primeira volta) para evitarem cair nos dois últimos lugares da tabela que garantiam descida de divisão.

Este modelo, garantia 32 jogos no principal escalão e, garantidamente, 12 jogos entre Benfica, FC Porto, Sporting , com todos os benefícios que isso traria. Para além disso, os outros clubes que conseguissem ficar entre os seis primeiros também garantiriam mais jogos com os “grandes” e, assim, mais receitas.

No segundo escalão, dividia a competição em duas zonas (norte e sul), cada uma com 10 equipas. Esta medida, diminuía o custo de deslocações aos clubes, além de que motivaria a existência de mais interesse na prova, pois motivaria mais rivalidades locais do que jogos entre clubes que têm pouca ligação entre eles como, por exemplo, Penafiel e Portimonense.

A prova disputaria-se a quatro voltas (36 jogos) subindo os líderes de cada zona à primeira divisão e descendo os dois últimos de cada zona à II divisão B. Essa II Divisão B, seria dividida em quatro zonas também (norte, norte-centro, centro-sul e sul-ilhas) subindo então o primeiro de cada zona ao segundo escalão. Terminavam-se os playoffs e sabia-se sempre que quem era campeão tinha o direito de subir.

Depois, optava-se pela reformulação da Taça de Portugal, transportando os patrocínios da Taça da Liga para a prova rainha do futebol português. A prova seria sempre disputada por eliminatórias de jogo único até aos quartos de final, altura em que a competição começaria a ser disputada a duas mãos. Os clubes da primeira e segunda divisão entrariam nos 32/final (32 apurados das II divisão B, III divisão e distritais +32 equipas do primeiro e segundo escalão), com a nuance de que nessa e nas duas eliminatória seguintes, jogaria sempre em casa a equipa da divisão inferior, a exemplo do que se faz em Espanha.

Perante as dificuldades do calendário, a Taça da Liga passaria a ser uma competição de início de época (disputada em finais de Julho e Agosto), numa medida que traria muitos benefícios para as equipas envolvidas, pois ao invés de estarem a disputar jogos de preparação sem importância competitiva, poderiam ter logo jogos importantes. Essa medida, seria especialmente benéfica para os clubes que disputassem os playoffs da Liga dos Campeões/Liga Europa, pois daria ritmo competitivo que, normalmente, nunca têm nessa fase da época.

Todas estas medidas, na minha opinião, potenciariam muito mais o futebol português do que qualquer alargamento que nos querem impor de forma cega e que, possivelmente, apenas irá criar mais tristes casos como o da União de Leiria.

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Ricardo Sá Pinto tirou o Sporting do poço

Devo, à priori, admitir que torci um pouco o nariz à contratação de Ricardo Sá Pinto para a posição de treinador principal do Sporting Clube de Portugal. Tratava-se de um treinador com pouca experiência e iria pegar num clube verde-e-branco que, valha a verdade, tem se assumido como um verdadeiro triturador de responsáveis técnicos.

Por outro lado, Ricardo Sá Pinto tinha uma vantagem, o Sporting estava muito perto de embater com estrondo no fundo de um poço competitivo. Eliminado da Taça da Liga e em quinto lugar no campeonato nacional, restava ao Sporting a consolação do apuramento para a final da Taça de Portugal e para os 16/final da Liga Europa, feitos, ainda assim, pouco relevantes, tendo em conta a (excelente) qualidade do plantel e as paupérrimas exibições que os leões realizavam desde há imenso tempo.

Consciente das dificuldades, o jovem treinador português teve a capacidade de compreender que o Sporting não poderia passar do 8 ao 80 de forma imediata e, assim, foi capaz de definir um caminho progressivo no seu percurso como treinador verde-e-branco. Primeiro, seria necessário devolver a confiança aos próprios jogadores e, depois, tentar-se ia melhorar de forma progressiva a qualidade futebolística.

Isso é notório nos próprios resultados. Tirando a estreia em Varsóvia, e onde o Sporting até foi feliz no empate (2-2) obtido, os leões nunca marcaram mais do que um tento até ao sétimo jogo de Sá Pinto (5-0 ao V. Guimarães), destacando-se, principalmente, por só terem sofrido três golos e por terem vencido quatro dos seis duelos, com realce óbvio para aquele que foi o jogo que provocou o ponto de viragem neste Sporting 2011/12: o 1-0 ao Manchester City.

De facto, num jogo em que até a maioria dos leões ficaria contente com uma derrota digna, o Sporting foi capaz de surpreender o então líder do campeonato inglês, criando as bases para outro “milagre” posterior: o 2-3 de Manchester que garantiu o apuramento leonino para os quartos de final da Liga Europa. Nesse duplo duelo com o Manchester City, também se percebeu outra coisa, o Sporting tinha encontrado o modelo perfeito para os confrontos com adversários iguais ou superiores: defender com bloco baixo, pressionar a zona de construção do oponente e desenvolver rapidamente o contra-ataque. Foi assim com os milionários ingleses, mas também foi assim que os pupilos de Ricardo Sá Pinto eliminaram o Metalist e superaram o Benfica.

Com o modelo defensivo praticamente definido e bem afinado (vejam o quanto melhorou Anderson Polga com a chegada de Ricardo Sá Pinto), caberá agora a Ricardo Sá Pinto fazer evoluir algo que ainda é uma grande lacuna deste Sporting: a dificuldade em ser incisivo e efectivo perante adversários que esperam pacientemente que os leões assumam as rédeas do jogo. Ou seja, o jovem treinador já tem a poção para quando o Sporting surge em campo como “lobo disfarçado de cordeiro”, mas tem ainda que encontrar o antídoto certo para quando são os adversários a encararem o conjunto verde-e-branco dessa forma.

Com poucos jogos até final da temporada e sendo muitos deles de grau de exigência muito elevado (FC Porto, Sporting de Braga, Athletic Bilbau (duas vezes) e, espera-se, final da Liga Europa), serão poucas as oportunidades de afinar essa nova concepção estratégica ainda em 2011/12, restando então a Sá Pinto manter a sua (eficaz) postura de “lobo na pele de cordeiro” na tentativa de obter títulos (lembre-se que o Sporting ainda está em duas frentes) e esperar a pré-época pacientemente, para, depois, afinar um Sporting de duas caras para enfrentar 2012/13.

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A festa bracarense da conquista da Taça de Portugal

A estreia europeia do Sporting de Braga deu-se no longínquo ano de 1966, o mesmo da primeira participação portuguesa no campeonato do Mundo e esse direito deu-se após os arsenalistas terem superado o Vitória de Setúbal (1-0) na final da Taça de Portugal de 1965/66, graças a um golo do argentino Perrichon. Era outro Braga, bem distante da qualidade do actual, mas, ainda assim, a equipa arsenalista arrancou para uma bela campanha na Taça das Taças de 1966/67, tendo mesmo conseguido alcançar a segunda eliminatória após eliminar de forma bastante surpreendente os favoritos gregos do AEK Atenas.

Dois triunfos marcaram superioridade bracarense sobre o AEK

O sorteio “uefeiro” colocou o Braga no caminho de um clube helénico na primeira eliminatória da Taça das Taças, no caso, o AEK Atenas. Na primeira mão, disputada na capital grega, esperava-se um jogo muito complicado para o conjunto arsenalista, todavia, a equipa bracarense surpreendeu tudo e todos ao alcançar um magro triunfo por 1-0, graças a um golo de Silva (24 min.).

Assim sendo, para a segunda mão, havia confiança que os bracarenses iriam conseguir chegar à fase seguinte e, de facto, assim foi. Na capital do Minho, o Sp. Braga superou o AEK por 3-2, graças a um golo de Estevão e bis de Perrichon, que contrariaram um golo madrugador de Papaioannou e um autogolo de Coimbra.

Arsenalistas não resistiram à força magiar

Na segunda eliminatória, calhou em sorte ao Sp. Braga um adversário húngaro, o Gyori ETO, clube que ninguém achava superior ao AEK e que, como tal, seria passível de ser superado pelos bracarenses. Contudo, na primeira mão disputada em Gyor, os arsenalistas não resistiram à superioridade húngara, acabando por sucumbir por 3-0.

Apesar do pesado desaire, o Sp. Braga não desistiu de procurar o apuramento na segunda mão, arrancando para uma grande exibição no seu Estádio. Ali, em Braga, os arsenalistas estiveram mesmo muito perto de igualar a eliminatória, todavia, acabaram por só ganhar por 2-0, graças a bis de Perrichon.

Assim sendo, pela falta de um miserável tento, terminava a saudosa primeira participação do Sporting Clube de Braga numa prova organizada pela UEFA.

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A melhor época de Igor Pita foi em Aveiro

No Belenenses da Liga Orangina actua um defesa-esquerdo com capacidade para evoluir no Mundo do futebol caso lhe dêem oportunidades: Igor Pita.

Nascido a 31 de Maio de 1989 na Camacha, Madeira, Carlos Igor Silveira Pita é um produto das camadas jovens do Nacional da Madeira, tendo se estreado profissionalmente em 2007/08, quando efectuou dois jogos oficiais pelo Nacional.

Na temporada seguinte, o lateral-esquerdo foi utilizado em dez partidas, mas acabou por abandonar a equipa madeirense no final da época, transferindo-se para o Beira-Mar. Na equipa aveirense, fez uma espectacular época de 2009/10, efectuando 33 jogos e sendo quase sempre titular na equipa que haveria de garantir a subida ao principal escalão do futebol português nessa temporada.

Não teve sucesso nem em Chipre nem no Marítimo

2010/11 foi uma temporada que começou em Chipre para Igor Pita, pois o lateral-esquerdo transferiu-se para o Doxa Katokopia. No clube cipriota, o defesa madeirense não se impôs e, a meio da época, voltou a mudar de ares, transferindo-se para o Marítimo.

No regresso à Madeira também não foi feliz, sendo apenas utilizado na equipa B do Marítimo, sendo natural que no final da época tenha abandonado a equipa insular e se transferido por empréstimo para o continente e para o Belenenses.

Na equipa lisboeta, o lateral-esquerdo não tem sido titular indiscutível (tem dez jogos realizados), mas sempre que foi utilizado demonstrou grande competência, destacando-se a exibição sóbria e segura que fez em Alvalade em jogo da Taça de Portugal.

Lateral-esquerdo sério e competente

Igor Pita é um lateral-esquerdo de 1,84 metros que se destaca pelo bom pulmão, velocidade e segurança e competência no processo defensivo da equipa que defende.

Ofensivamente, é um jogador que sabe subir no flanco sendo incisivo e inteligente na forma como o faz, pois nunca coloca em causa a segurança defensiva quando sobe no terreno.

Neste momento, com 22 anos, trata-se de um jovem jogaodr português com condições para evoluir no futebol português, até porque actua numa posição onde, normalmente, existe muita escassez de valores nacionais.

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Candeias ajudou madeirenses a gelar Alvalade

A excelente exibição que o Nacional efectuou em Alvalade fez perceber que a equipa madeirense podia e devia ter muito mais pontos que os quinze que soma neste momento no campeonato nacional. Com boa matéria prima em todos os sectores, principalmente no meio-campo e no ataque, o Nacional tem um plantel com capacidade para ficar tranquilamente na primeira metade da tabela e, caso surpreenda o Sporting nesta semi-final da Taça de Portugal, torna-se, automaticamente, na equipa com mais condições de conquistar a prova rainha do futebol indígena.

Luís Neto tem sido uma revelação

Uma defesa de qualidade à qual só faltará um defesa-esquerdo que dê mais garantias

A equipa madeirense conta com um excelente guarda-redes montenegrino (Vladan) que se destaca pela excelente ocupação dos postes, boa capacidade de saída aos cruzamentos, frieza e grande elasticidade que lhe permite fazer defesas quase impossíveis.

Na sua frente, optava por um quarteto defensivo com a dupla de centrais: Luís Neto e Danielson, um duo que combina muito bem, sendo o brasileiro um jogador mais fixo e poderoso fisicamente, que domina o seu sector tanto pelo ar como pelo chão, enquanto o ex-poveiro é um elemento mais rápido e que é preferencial para as dobras.

Por outro lado, nas alas, Claudemir é um lateral que fecha muito bem o seu flanco e sabe subir com critério pelo flanco, enquanto Stojanovic é um jogador com boa capacidade defensiva, mas que tem de corrigir a sua agressividade, pois vê demasiados cartões e acaba por correr muitas vezes o risco de expulsão. De facto, para a lateral-esquerda talvez fosse melhor o Nacional recrutar um elemento que lhe desse mais garantias (Terá Marçal, ex-Torreense, essa capacidade?), todavia, neste momento, não existe melhor alternativa que o croata.

Skolnik seria importante nesta táctica

Triângulo de meio-campo com capacidade de recuperação e construção ofensiva

No miolo, optaria por um duplo-pivot defensivo composto pelo recém-contratado Moreno, um elemento com excelente capacidade posicional e de recuperação de bolas e que tem a capacidade de colar aos centrais sempre que a equipa disso necessite, e pelo ex-bracarense Andrés Madrid, um jogador que sabe funcionar bem como “seis”, mas também tem a capacidade de subir no terreno, sendo bastante efectivo nas transições defesa/ataque.

Na frente da dupla, optaria pelo croata Skolnik, um jogador muito talentoso e tecnicista, que demonstra boa visão de jogo e capacidade de ser a ponte entre o meio-campo ofensivo e o ataque nacionalista.

O talento de Mateus seria imprescindível

Ataque rápido, móvel e letal

Na frente de ataque, optaria pela utilização de três elementos: Mateus, Mário Rondon e Candeias. Estes três jogadores, apesar de partirem das posições que estão definidas no gráfico táctico supra-citado, teriam bastante liberdade na frente de ataque, nomeadamente o angolano e o venezuelano que jogariam em constantes trocas de posição, tal como Rondon fez com Diego Barcellos no último Sporting-Nacional.

Na minha opinião, a velocidade e boa capacidade de construção de Mateus e Candeias semearia o pânico nas defesas contrárias, cabendo depois a Mário Rondon ser o finalizador de excelência que, valha a verdade, o venezuelano tem mostrado que pode ser.

Porquê este 4x2x1x3?

A grande qualidade do trio de ataque madeirense, claramente o ponto mais forte da equipa nacionalista, obriga o Nacional a nunca abdicar de um sistema com três avançados, seja contra uma equipa grande ou com uma equipa do seu campeonato.

A variação que pode surgir e consoante o grau de dificuldade do jogo, passa pela liberdade dada aos laterais e, também, ao duplo-pivot do meio-campo, sendo que obviamente num jogo diante de um “grande” terá de haver muito maiores cuidados defensivos desses elementos.

Nesta estratégia, o muito inteligente Skolnik também teria papel fundamental, pois terá de ser o elemento construtivo do meio-campo, mas, em muitos jogos, terá de ter também a capacidade para quase colar aos médios defensivos na ausência de posse de bola.

Usando este tipo de estratégia associada a uma defesa segura como a que o Nacional tem (tirando a nuance já referida do lateral-esquerdo), faria com que a equipa madeirense estivesse a lutar por um lugar europeu no campeonato sem qualquer problema.

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