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Posts Tagged ‘Taça dos Campeões’

Duckadam com a Taça dos Campeões

Existem jogadores que por maior que seja a sua carreira, ficam eternamente ligados a um momento único, um dia (ou noite) que lhes oferece a imortalidade pelo êxito que conseguiram naquele momento inédito de classe e inspiração. Para Duckadam, guarda-redes romeno de origem germânica, esse momento foi em Sevilha, na final da Taça dos Campeões de 1985/86 diante do super-favorito Barcelona. Num jogo desequilibrado e de domínio catalão, o Steaua soube sofrer e aguentar o 0-0 durante 120 minutos, esperando, depois, ser feliz no desempate por pontapés da marca da grande penalidade. Aí, os romenos tiveram a sorte que ansiaram, personificada na inspiração divina de Duckadam, jogador que cometeu a proeza de defender as quatro grandes penalidades apontadas pelos jogadores do Barça…

Chegou ao Steaua em 1982

Nascido a 1 de Abril de 1959, Helmuth Robert Duckadam actuou no Constructorul Arad e no UTA Arad, antes de se transferir para o Steaua Bucareste em 1982.

No clube da capital romena, o guarda-redes haveria de actuar até ao verão de 1986, tendo efectuado 80 jogos pelo Steaua Bucareste e conquistado dois campeonatos romenos, uma Taça da Roménia e, mais importante que isso, uma Taça dos Campeões.

Essa prova, conquistada em 1986 em Sevilha, foi vencida no desempate de grandes penalidades após um 0-0 durante os 120 minutos, num jogo em que o Barcelona foi sempre superior ao Steaua, mas esbarrou na capacidade de Duckadam que tudo defendeu durante o jogo e, principalmente, no desempate por grandes penalidades.

Apenas duas vezes internacional

Apesar dessa noite de glória em Sevilha, a carreira do romeno de origem germânica nunca pode ter esse grande momento como exemplo. De facto, o guarda-redes apenas foi internacional romeno por duas ocasiões e, após a vitória na final da Taça dos Campeões, foi desaparecendo da vista, primeiro por uma suposta lesão nas mãos e, depois, por um suposto problema no sangue.

Ainda tentou regressar ao futebol em 89, mas sem grande sucesso, dizendo-se que o seu súbito ocaso se deveu à inveja do filho do ditador Ceausescu, homem que, diz-se, lhe trucidou a carreira quando soube que o guarda-redes ousou criticar o regime do seu pai.

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Marius Lăcătuş com a camisola do Steaua

O grande símbolo futebolístico do Steaua de Bucareste  foi um avançado alto e esguio que serpenteava por entre os adversários e que dava pelo nome de Marius Lăcătuş. Um dos jogadores romenos mais credenciados das décadas de 80 e 90, somou 357 jogos e marcou 98 golos no campeonato da Roménia com a camisola do Steaua, o clube da sua vida, e no qual apenas não actuou durante cinco anos da sua carreira desportiva. Jogador de técnica refinada e de drible em corrida, fez com que o perfume do seu futebol se tornasse na imagem fiel do estilo de jogo romeno, sendo que os adeptos, ainda hoje, ecoam muitas vezes o seu nome no Arena Nationala.

Produto das escolas do FC Brasov, ajudou o Steaua a conquistar uma Taça dos Campeões

Marius Mihai Lăcătuş nasceu a 5 de Abril de 1964 em Brasov, Roménia, tendo iniciado a sua carreira nas camadas jovens do clube local, o FC Brasov.

No clube da Transilvânia, haveria de se estrear profissionalmente em 1981, tendo efectuado 45 jogos (5 golos) até se transferir para o Steaua de Bucareste em 1983. No gigante da capital romena, haveria de permanecer até 1990, fazendo 200 jogos (59 golos) e ajudando o Steaua a conquistar cinco campeonatos romenos, três taças da Roménia e, acima de tudo, uma Taça dos Campeões em 1985/86, vencida nas grandes penalidades diante do super-favorito Barcelona.

Sem grande impacto em Itália e Espanha

Em 1990/91, no rescaldo do Mundial 90, o avançado mudou-se de armas e bagagens para Itália, onde foi representar a Fiorentina. Todavia, após uma temporada apenas mediana ao serviço do clube de Florença, Marius Lăcătuş, transferiu-se para o Oviedo, onde haveria de permanecer durante duas épocas.

No clube asturiano, o internacional romeno foi utilizado em 51 jogos do campeonato espanhol, tendo marcado sete golos, mas nunca justificou o estatuto de estrela com que chegou ao país vizinho.

Regressou a Roménia para voltar a brilhar com intensidade

Em 1993/94, com 29 anos, Marius Lăcătuş regressou ao futebol romeno e ao seu Steaua Bucareste, na esperança de recuperar o brilho da sua carreira, algo perdido nos três anos em que andou pelo estrangeiro.

No clube da capital romena, o avançado voltou a não defraudar as expectativas dos adeptos do Steaua, tendo somado mais 157 jogos (39 golos) até 2000, altura em que deixou o histórico emblema. Nesse período, o internacional romeno conquistou mais cinco campeonatos da Roménia, três taças da Roménia e três supertaças locais.

Em 2000, ainda se transferiu para o National Bucareste, mas tratou-se duma curta experiência, pois o atacante retirou-se passado apenas 12 jogos pelo modesto emblema da capital romena.

Presente em dois campeonatos do Mundo e um campeonato da Europa

Marius Lăcătuş esteve presente nos Mundiais de 1990 e 1998, provas onde a equipa romena atingiu os oitavos de final da prova, estando ainda presente no Euro 96, competição onde a Roménia foi menos feliz, pois não passou sequer da primeira fase.

Internacional por 84 ocasiões (13 golos), o atacante actuou na selecção romena entre 1984 e 1998, sendo que nas grandes competições que a Roménia disputou nesse período, a lenda do Steaua apenas falhou o Euro 84 e o Mundial 94, assumindo-se, assim, como um dos melhores jogadores da sua geração.

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Veloso falha o penalti decisivo em Estugarda

Há 24 anos, em Estugarda, o Benfica disputou a sexta final da Taça dos Campeões da sua história, defrontando na final uma equipa que os analistas defendiam estar ao seu alcance, os holandeses do PSV Eindhoven. Apesar desse optimismo, nunca se verificou essa superioridade ao longo da final, pois o Benfica nunca conseguiu impor qualquer domínio ao longo dos noventa minutos ou do prolongamento, acabando, depois, por sucumbir nas grandes penalidades. No entanto, o que mais chamou à atenção nesse duelo decisivo foram vários acontecimentos bizarros que fizeram muitas pessoas recordarem a maldição de Béla Guttmann.

Partizani acessível, Aarhus surpreendentemente complicado

O Benfica começou a sua caminhada até à final da Taça dos Campeões com um adversário bastante acessível, o Partizani de Tirana. Curiosamente, os encarnados até só tiveram de disputar a primeira mão (venceram por 4-0), pois o comportamento negativo do Partizani no jogo da Luz, em que os albaneses acabaram com apenas sete jogadores, fez com que a UEFA cancelasse o segundo encontro e apurasse directamente o Benfica para a segunda eliminatória.

Na segunda ronda, o Benfica defrontou a equipa dinamarquesa do Aarhus, numa eliminatória que também era tida como fácil para a equipa portuguesa. Contudo, contra tudo o que se esperava, a equipa dinamarquesa revelou-se bastante complicada, tendo conseguido empatar a zero na primeira mão em Aarhus e, depois, no encontro decisivo na Luz, apenas caiu pela margem mínima, graças a um golo solitário de Nunes ainda na primeira parte.

Anderlecht e Steaua não contrariaram poderio da águia

Chegados a esta fase da prova, os encarnados sabiam que os adversários seriam de respeito e, na verdade, assim foi. Nos quartos de final, o Benfica defrontou o carrasco da final da Taça UEFA de 1982/83, o Anderlecht, superando a equipa belga por duas bolas a zero na primeira mão (golos de Magnusson e Chiquinho Carlos) e aguentando a pressão do Anderlecht em Bruxelas no encontro decisivo (perdeu por apenas 1-0).

Ultrapassado o conjunto belga, o adversário seguinte não era mais fácil, pois tratava-se do poderoso Steaua Bucareste, quase uma cópia da selecção romena da época. No entanto, apesar das dificuldades lógicas, o Benfica voltou a mostrar o seu poderio na Europa, aguentando o 0-0 em Bucareste e resolvendo a eliminatória na Luz, vencendo por 2-0, graças a bis de Rui Águas. Com este triunfo, o Benfica voltava a uma final da Taça dos Campeões vinte anos depois.

Terá sido a maldição de Guttmann o décimo segundo jogador do PSV?

A grande maioria dos analistas viam o PSV como uma equipa forte mas claramente ao alcance do Benfica, formação muito mais rodada na alta roda do futebol internacional, todavia, muitos acontecimentos bizarros ocorreram antes e depois da final e levaram as pessoas a recordarem a maldição de Guttmann…

1- A escassos três minutos do fim dum V. Guimarães – Benfica, Diamantino, pedra basilar dos encarnados, contraiu uma lesão grave e foi baixa de vulto para a final europeia.

2- Aos 55 minutos da final de Estugarda, Rui Águas lesionou-se e deixou o Benfica quase sem opções de ataque, tendo Toni sido obrigado a recorrer a jogadores como Vando ou Hajry para essas funções.

3- Aconteceu durante a final europeia algo de inédito e que intrigou espectadores e jornalistas: a facilidade com que as botas saiam projectadas dos pés dos jogadores benfiquistas. A justificação chegou mais tarde e supostamente estava nas meias que, confeccionadas em propileno, escorregavam dos pés quando se usam pela primeira vez…

Veloso falhou o penalti decisivo num duelo de Espingardas Mauser contra Raios Laser

No meio de tantos condicionalismos, o Benfica encarou o jogo à portuguesa, ou seja, com dignidade e o habitual conceito de: “quem não tem cão caça com gato.”

Perante tantos problemas, os encarnados foram montando armadilhas e foram passando incólumes durante 120 minutos num duelo em que Toni reconhecia ser de “Espingardas Mauser contra Raios Laser.”

Assim sendo, depois de 120 minutos de muita luta e nenhum golo, tudo seria decidido na marca de grandes penalidades. Durante a primeira série de cinco, ninguém falhou, mas, no sexto penalti, Veloso não imitou Jansen e permitiu a defesa de Van Breukelen, fazendo com que a maldição de Guttmann (segundo o húngaro, o Benfica nunca voltaria a ganhar uma Taça dos Campeões) continuasse a assombrar o coração dos benfiquistas.

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van Breukelen é uma lenda holandesa

Hans van Breukelen foi um guarda-redes holandês de grande qualidade e que criará sempre um travo amargo na boca dos portugueses, nomeadamente dos benfiquistas, pois foi ele que defendeu o penalti de Veloso, que havia de entregar a Taça dos Campeões, em 1988, ao PSV Eindhoven. Contudo, falar do internacional holandês e apenas nos lembrarmos desse momento fatídico para os encarnados é extremamente redutor e injusto. 73 vezes internacional pela Holanda, selecção pela qual venceu o campeonato da Europa em 1988, vencedor do campeonato holandês por seis vezes e da Taça da Holanda por três ocasiões, van Breukelen marcou uma era do futebol holandês, sendo, claramente, um dos melhores guarda-redes holandeses de todos os tempos.

Destacou-se no FC Utrecht

Johannes Franciscus “Hans” van Breukelen nasceu a 4 de Outubro de 1956 em Utrecht e iniciou a sua carreira profissional vinte anos depois no clube mais representativo da sua cidade natal, o FC Utrecht.

Entre 1976 e 1982, o lendário guarda-redes holandês efectuou 142 jogos pelo FC Utrecht, tendo sido titular absoluto entre 1978/79 e 1981/82. Ainda assim, durante esse período, van Breukelen não conquistou qualquer título, tendo como momento mais alto a final da Taça da Holanda em 1981/82, competição que o FC Utrecht acabou por perder para o AZ.

Substituiu Peter Shilton na terra de Robin Hood

Já com a época de 1982/83 em andamento, o internacional holandês acabou por trocar a liga holandesa pela inglesa, transferindo-se para o Nottingham Forest, onde teria a difícil missão de fazer esquecer Peter Shilton.

No clube da cidade popularizada por Robin Hood, van Breukelen haveria de fazer duas temporadas de bom nível em termos individuais, mas voltaria a não conquistar qualquer título colectivo, ainda que em 1983/84 a época tenha sido de muito boa qualidade, pois o Nottingham Forest foi terceiro no campeonato e alcançou as meias-finais da Taça UEFA.

Eternizou-se no PSV

Em 1984, van Breukelen regressou ao campeonato holandês e, desta feita, para actuar por um dos clubes mais representativos dos Países Baixos, o PSV.

No gigante de Eindhoven, o internacional holandês haveria de permanecer por dez temporadas, ou seja, até ao final da sua carreira desportiva, tendo sido sempre titular e tendo conseguido, finalmente, alcançar os tão ambicionados títulos colectivos.

De facto, no PSV, van Breukelen fez 308 jogos e conquistou seis campeonatos holandeses, três taças da Holanda e, acima de tudo, a Taça dos Campeões em 1987/88, quando o clube de Eindhoven superou o Benfica na final (0-0, 6-5 g.p.) após o guarda-redes holandês ter defendido o penalti decisivo do lateral Veloso.

Para além disso, o internacional holandês conquistou o título de melhor guarda-redes da Holanda por quatro ocasiões (1987, 88, 91 e 92).

Esteve numa fase dourada da Laranja Mecânica

van Breukelen actuou na selecção holandesa entre 1980 e 1992, tendo alcançado 73 internacionalizações e participado nos campeonatos da Europa de 1980, 88 e 92 e no Mundial de 1990.

O momento mais alto da sua carreira na Laranja Mecânica, foi, claramente, a conquista do Campeonato da Europa em 1988, em casa, quando a Holanda entrou mal (derrota com a União Soviética por 1-0), mas depois superou Inglaterra (3-1), Rep. Irlanda (1-0), Alemanha Ocidental (2-1) e União Soviética (2-0) para conquistar o ambicionado título continental.

Guarda-redes frio e muito seguro

van Breukelen era um guarda-redes que parecia ocupar toda a baliza, tal era a qualidade do seu posicionamento e a inteligência de movimentos entre os postes.

Líder dentro de campo, não se cansava de dar indicações aos companheiros de equipa, parecendo comandar todo o sector defensivo com um rigor inacreditável.

Apesar de toda a segurança e sobriedade, van Breukelen era muito elástico e conseguia, de quando em vez, efectuar defesas espectaculares, no entanto, foi na segurança e na eficácia de processos que o internacional holandês mais se destacou e, assim, garantiu um lugar na história do futebol.

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Coen Moulijn é uma lenda do Feyenoord

Uma das maiores lendas dos holandeses do Feyenoord, foi um extremo-esquerdo de enorme talento individual e que esteve presente em alguns dos mais bonitos momentos do gigante de Roterdão no contexto futebolístico internacional: Coen Moulijn. Avançado rápido, tecnicista e com enorme sentido de baliza, gostava de colar ao flanco esquerdo onde, invariavelmente, surpreendia constantemente os defesas contrários, graças ao seu enorme arsenal de fintas e inteligência no jogo. Falecido já durante este ano, pode ter abandonado fisicamente este planeta, mas nunca deixará de ter um lugar muito especial no coração dos adeptos do Feyenoord e da selecção laranja.

Uma vida ao serviço do Feyenoord

Coenraadt “Coen” Moulijn nasceu a 15 de Janeiro de 1937, em Roterdão, Holanda, e começou a jogar futebol num pequeno clube de Roterdão, o Xerxes. Nessa equipa modesta, estreou-se profissionalmente na época 1954/55, marcando quatro golos em 38 partidas oficiais.

As boas exibições ao serviço do Xerxes, valeram a Coen Moulijn a transferência para o Feyenoord, um dos maiores clubes de futebol da Holanda. Na equipa de Roterdão, haveria de permanecer entre 1955 e 1972, ou seja, até final da sua carreira, marcando 84 golos em 487 jogos e conquistando cinco campeonatos holandeses, duas taças da Holanda, uma Taça dos Campeões e uma Taça Intercontinental.

Nunca jogou uma grande competição pela Holanda

Coen Moulijn foi internacional holandês por 38 vezes (4 golos) entre 1956 e 1969, mas teve o azar de ser contemporâneo de uma das fases mais negativas do futebol das túlipas.

De facto, nesse período, a Holanda foi incapaz de se qualificar para o campeonato do Mundo ou da Europa, privando a lenda do Feyenoord de participar num grande certame internacional de selecções.

A personificação do futebol-arte

O extremo-esquerdo holandês era um avançado que gostava de colar à linha como o usual extremo da altura, mas já tinha a inteligência e a sagacidade de perceber que o seu enorme talento permitia-lhe aparecer noutras zonas para benefício da sua equipa.

De facto, Coen Moulijn foi dos primeiros extremos a saber fazer diagonais para o centro com qualidade e de forma efectiva, marcando inúmeros golos ao longo da carreira.

Com muita qualidade técnica e uma enorme classe e elegância, o internacional holandês era a personificação do futebol-arte, acabando por ser o primeiro rastilho daquela que seria a super-Holanda dos anos 70…

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Os adeptos do AEK Larnaca são entusiastas

Quando falamos do actual futebol cipriota é certo que os mais atentos vão reconhecer o nome do AEK Larnaca, equipa que, inclusivamente, chegou a defrontar o Barcelona numa eliminatória da Taça das Taças da temporada 1996/97, tendo empatado a zero em Chipre e perdido 2-0 no Nou Camp. No entanto, o AEK Larnaca é um clube extremamente recente, sendo o resultado da fusão de dois históricos clubes: Pezoporikos Larnaca e EPA Larnaca. Estes dois clubes marcaram uma época no futebol dessa ilha mediterrânica e importa que sejam lembrados.

Pezoporikos Larnaca – O clube do camelo

O Pezoporikos foi fundado em 1927 e as suas cores eram o verde e o branco, sendo que o seu emblemático símbolo era inconfundível pela presença de um camelo. Entre a sua fundação e o momento em que se fundiu com o EPA para formar o AEK Larnaca, o Pezoporikos conquistou dois campeonatos cipriotas (1954 e 1988) e uma Taça de Chipre (1970), sendo que foi segundo classificado do campeonato em oito ocasiões e finalista derrotado da Taça de Chipre em sete.

Sete vezes este clube cipriota participou nas competições europeias, sendo que nunca passou uma eliminatória ou, inclusivamente, ganhou um jogo. De facto, o melhor que este clube conseguiu nas provas da UEFA foram empates com o Slask Wroclaw, Malmö, Cardiff City e FC Zurique.

EPA Larnaca – O clube mais titulado de Larnaca

Fundado em 1930 e dissolvido em 1994  para dar lugar ao AEK Larnaca, o EPA continua a ser o clube que conquistou mais titulos em toda a cidade de Larnaca. Campeão por três ocasiões (1945, 46 e 70) e vencedor da Taça de Chipre por cinco (1945, 46, 50, 53 e 55), o EPA Larnaca foi ainda segundo classificado do campeonato cipriota por cinco ocasiões e perdeu três finais da Taça de Chipre.

Todavia, em termos europeus, o sucesso do EPA é ainda inferior ao do Pezoporikos, tendo apenas participado por três vezes nas competições da UEFA, sem nunca ter passado uma eliminatória e somando seis derrotas nos seis encontros realizados.

AEK Larnaca – Fusão não trouxe o sucesso esperado

Quando Pezoporikos e EPA se fundiram em 1994 e deram lugar ao AEK, esperava-se que Larnaca passasse a ter um clube que pudesse ombrear com os históricos Apoel, Omónia e Anorthosis, todavia, isso não veio a acontecer.

Desde que o AEK existe, o único título importante que a equipa conquistou foi a Taça de Chipre em 2004, quando superou o AEL Limassol na final por 2-1, tendo ainda perdido duas finais da taça em 1996 (0-2 com o Apoel Nicósia) e 2006 (2-3 também com o Apoel Nicósia).

A única consolação do AEK, é que a equipa já conseguiu algo que os seus antecessores nunca conseguiram: triunfos e apuramentos europeus.

Em 1996/97, na pré-eliminatória da Taça das Taças, eliminou o Kotaik Erevan (5-0 e 0-1) da Arménia, sendo depois eliminado na primeira eliminatória pelo Barcelona, ainda que tenha feito uma eliminatória muito digna (0-0 em casa e 0-2 em Nou Camp).

Depois, em 2004/05, na segunda pré-eliminatória da Taça UEFA, entrou muito bem ao vencer os israelitas do Hapoel Petach Tikva (3-0), mas depois acabou por ser eliminado após perder em terras hebraicas por quatro bolas a zero.

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Coluna levanta uma Taça de Portugal

Muito se fala de Eusébio da Silva Ferreira e, muitas vezes, se esquece de um médio-centro que, na altura, foi claramente um dos melhores jogadores do Mundo, pelo seu pulmão, qualidade técnica e posicionamento táctico perfeito. Enchendo o campo e nunca fazendo nada ao acaso, Mário Coluna, ou o “Monstro Sagrado” como ficaria eternamente conhecido, era um líder e um criativo, que equilibrava a sua equipa e desequilibrava o adversário, assumindo-se como um grande fenómeno futebolístico pela beleza e eficiência do seu futebol.

Um símbolo do Sport Lisboa e Benfica

Mário Esteves Coluna nasceu a 6 de Agosto de 1935 em Inhaca, Moçambique, tendo iniciado a sua carreira bem cedo no Desportivo de Lourenço Marques, clube histórico da antiga colónia portuguesa.

Em 1954/55, com 19 anos, transferiu-se para o Benfica, clube que representaria até 1969/70. Durante essas longas dezasseis épocas, o “Monstro Sagrado” efectuou 677 jogos (150 golos) pelos encarnados, assumindo-se como o grande líder do meio-campo das águias, ainda que nos primeiros tempos tenha sido testado como avançado-centro por Otto Glória.

Pelo Benfica, conquistou duas taças dos campeões, dez campeonatos nacionais e sete taças de Portugal, tendo estado também presente em outras três finais da Taça dos Campeões, perdidas para o Milan (1963), Inter (1965 e Manchester United (1968).

Após ter dezasseis anos de Benfica, Mário Coluna ainda actuou dois anos pelos franceses do Lyon, antes de se retirar definitivamente no final da temporada 1971/72, à beira de completar 37 anos.

Capitão da selecção nacional no Mundial 66

Entre 1955 e 1968, Mário Coluna efectuou 57 jogos (8 golos) pela selecção nacional portuguesa, tendo sido o capitão da equipa das quinas entre 1966 e 1968.

O seu momento mais alto ao serviço da equipa lusitana, foi ter capitaneado Portugal durante o Mundial 66, quando a equipa de todos nós alcançou o terceiro lugar na prova. Até hoje, a melhor classificação portuguesa num campeonato do Mundo.

Seria um “box to box” de eleição no futebol moderno

Mário Coluna era um médio-centro/interior-esquerdo de grande talento individual, que era capaz de manter os mesmos níveis físicos e exibicionais durante os noventa minutos do jogo. Rápido e com um posicionamento no terreno irrepreensível, era um atleta extraordinário nas transições defesa-ataque e ataque-defesa, sendo aquilo que hoje se chama usualmente de “box to box”.

Autêntico líder dentro de campo, criativo e com um excelente remate de meia distância, tratava-se de um fenómeno que, neste momento, encaixaria em qualquer equipa de topo do futebol mundial.

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