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Wass pode chegar a custo zero

Já dizem os populares que “Ano novo, vida nova”. E a direcção do Benfica parece que quis ouvir o povo e com o novo ano veio também uma nova política de contratações para o futebol profissional.

Depois de alguns anos a apostar em jogadores reconhecidos internacionalmente e caros, como Saviola e Aimar, e em jovens promessas, mas com passes valorizados em mais de 5 milhões de Euros, como Jara, Di Maria, Roberto, entre outros, parece que o Benfica mudou de política.

Neste mercado de Inverno vemos uma mudança mesmo analisando os pequenos ajustes feitos no plantel. As únicas contratações de Inverno foram o José Luiz Fernandez, médio-esquerdo vindo do Racing de Avellaneda, que custou cerca de 2 milhões de Euros (barato comparando com Jaras, entre outros) e Jardel, defesa-central ex-Olhanense, que custou quase 400 mil.

Mas o início do ano fica também marcado pela preparação da época 2011/2012, que está a ser pensada de forma completamente diferente do que fazia num passado recente.

Para a próxima época fala-se de muitas contratações (até demais). Fala-se do Nuno Coelho da Académica de Coimbra, Nolito do Barcelona B, Rodrigo Mora do Defensor Sporting, Carole do Nantes, Wendt do Copenhaga, Taiwo do Marselha, entre muitos outros.

Nestas contratações e possíveis contratações vemos algumas grandes diferenças em relação à política de contratações dos últimos anos: são jogadores jovens, em fim de contrato (estratégia muito utilizada pelo Sporting de Braga) e alvos apetecíveis a nível financeiro (apesar de jogadores como Nolito ou Taiwo exigirem grandes prémios de assinatura).

Outro sinal positivo é que o Benfica voltou a apostar timidamente no mercado português (Jardel e Nuno Coelho) e nas camadas jovens (Luís Filipe Vieira falou da hipótese de termos 4 a 5 jogadores formados no clube no plantel principal na próxima época).

Analisando então esta mudança repentina de política, penso que esta justifica-se por 2 motivos:

•  a direcção do Benfica percebeu que a situação económica que atravessa o futebol coloca novos desafios e os clubes portugueses só podem cometer loucuras se venderem muito ou se fizerem boas campanhas na Champions League (e a do Benfica foi péssima);
• a UEFA começa a apertar o cerco e “vai” implementar o fair-play financeiro a partir da época 2013/2014: vai proibir clubes que tenham dívidas de participar nas competições europeias.

Sejam quais forem os motivos, considero esta notícia bastante positiva para o Benfica, desde que o trabalho de prospecção seja feito com qualidade. Acredito que com um bom trabalho de prospecção é possível formar uma equipa forte, com capacidade para lutar pelo título nacional e fazer boa figura nas competições europeias sem gastar muito dinheiro.

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A Nigéria apresentou-se ao mundo do futebol no campeonato do mundo de 1994, disputado nos Estados Unidos. As super-águias tinham, então, uma selecção fantástica com Finidi, Amunike e Okocha e atingiram os oitavos de final, sendo apenas eliminadas, no prolongamento, diante da Itália. Quatro anos depois, com uma selecção mais madura, voltaram a cair nos oitavos de final, mas, dessa vez, com estrondo, pois perderam com a Dinamarca (1-4). A partir daqui, as super-águias entraram em declínio e, se em 2002 não passaram da 1ª fase, em 2006 nem sequer se apuraram para o Mundial. Assim sendo, de regresso ao campeonato do mundo, resta saber se a Nigéria regressa aos tempos de glória ou se, ao invés, prova que a geração de 1994/98 foi um fogacho sem continuidade. Jogadores como Martins, Odemwingie e Utaka irão dar a resposta nos relvados sul-africanos.

A Qualificação

Sendo surpreendida por Angola na qualificação para o Mundial 2006, os nigerianos, querendo prever outro dissabor do género, encararam todos os seus adversários na zona africana de qualificação com respeito. A prova disso é que, ao longo de duas fases de apuramento, conseguiram nove vitórias e três empates.

A primeira fase foi a mais impressionante, pois os nigerianos venceram todos os jogos de um grupo onde estavam África do Sul, Serra Leoa e Guiné Equatorial, terminando com mais onze pontos! que o segundo classificado.

Por outro lado, a segunda fase foi mais equilibrada, ainda assim, mesmo empatando os dois desafios com o grande rival do grupo (Tunísia) e empatando em Moçambique, as super-águias venceram o agrupamento com um ponto de avanço sobre os magrebinos.

Assim, sem qualquer derrota, os nigerianos qualificaram-se para o Mundial 2010.

2ª Fase: Grupo 4 – Classificação

  1. Nigéria 18 pts
  2. África do Sul 7 pts
  3. Serra Leoa 7 pts
  4. Guiné Equatorial 3 pts

3ª Fase: Grupo B – Classificação

  1. Nigéria 12 pts
  2. Tunísia 11 pts
  3. Moçambique 7 pts
  4. Quénia 3 pts

O que vale a selecção nigeriana?

A equipa nigeriana tem um conjunto com qualidade e com alguns bons valores individuais, todavia, globalmente, estão longe da qualidade das selecções de 94 e 98.

No baliza, têm um excelente guarda-redes: Enyeama. Um jogador com reflexos fantásticos e extremamente seguro que brilha nos relvados israelitas.

A defesa conta com um lateral mais ofensivo (Odiah) e um lateral mais defensivo (Taiwo), sendo que a dupla de centrais (Shittu e Yobo) é forte, mas, principalmente Joseph Yobo, é muito fraco quando apanha avançados rápidos pela frente. Na generalidade, é uma defesa que terá muitas dificuldades perante adversários matreiros e/ou com avançados de grande técnica individual.

Depois, no miolo, têm dois médios defensivos, muito fortes e que permitem aos avançados terem mais liberdade ofensiva: Etuhu e Kaita, ficando, posteriormente, Obi Mikel como médio mais ofensivo. Porém, o jogador do Chelsea, box to box por natureza, acaba por ser uma adaptação do seleccionador para o facto da Nigéria, neste momento, não ter nenhum 10 de eleição.

Por fim, no ataque, os nigerianos têm o seu ponto mais forte, pois têm um enorme leque de opções, tanto nas alas: Uche, Martins, Ogbuke e Odemwingie, como no centro: Yakubu, Utaka e Kanu. No entanto, o seleccionador deverá optar por Obasi Ogbuke na esquerda e Odemwingie na direita, ficando, no centro: Yakubu.

Integrados no Grupo B, com Argentina, Grécia e Coreia do Sul, as super-águias têm equipa para disputar o segundo lugar com asiáticos e europeus, tendo, inclusivamente, melhores individualidades que estes adversários. Todavia, a sua habitual indisciplina táctica e alguma fragilidade defensiva poderá ser fatal, nomeadamente no desafio com os helénicos.

O Onze Base

Os nigerianos deverão actuar num esquema de 4-2-1-3 com um duplo-pivot muito defensivo, dois extremos bem abertos e um ponta de lança muito forte fisicamente.

Na baliza, Enyeama (Hapoel Telavive) é indiscutível, ficando, depois, o quarteto defensivo entregue a Taiwo (Marselha), à esquerda, Odiah (CSKA Moscovo), à direita, e à dupla de centrais: Yobo (Everton) e Shittu (Bolton); No meio campo, Etuhu (Fulham) e Kaita (Alania) serão os trincos, enquanto Obi Mikel (Chelsea) será o médio ofensivo;  Por fim, no ataque, Obasi Ogbuke (Hoffenheim) deverá ser o extremo esquerdo, Odemwingie (Lokomotiv Moscovo) o extremo direito e Yakubu (Everton) deverá jogar no centro.

Classificação – Previsão “A Outra Visão”

Em termos de qualidade pura, seria a principal candidata ao segundo lugar do grupo B. Ainda assim, terá de corrigir alguma indisciplina táctica e tentar disfarçar algumas deficiências do seus centrais, pois, caso contrário, poderá ser surpreendida, nomeadamente pela matreira selecção grega.

 Calendário – Grupo B (Mundial 2010)

  •  12 de Junho – Nigéria vs Argentina
  •  17 de Junho – Nigéria vs Grécia
  •  23 de Junho – Nigéria vs Coreia do Sul

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