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Tote desesperado com mais um falhanço

Recordo-me como se fosse hoje. Num jornal desportivo surgia a notícia de Totti no Benfica e lembro-me como fiquei estupefacto. Na altura, apesar de ainda só ter 23 anos, o atacante transalpino já era internacional por Itália e um dos mais importantes jogadores da equipa da AS Roma. Por certo, todos os adeptos encarnados que viram essa notícia exultaram, mas essa sensação de júbilo durou pouco, porque, no dia seguinte, os jornais já referiam outro atleta, que não era o italiano, mas sim o espanhol Tote, um, na altura, promissor atacante do Real Madrid, que seria emprestado por uma temporada aos encarnados. Talvez também seja bom pensaram, mas cedo perceberam que seria bem pior do que sonhavam…

Jorge López Marco “Tote” nasceu a 23 de Novembro de 1978 em Madrid e passou as camadas jovens entre o Atlético de Madrid (1992/93) e o Real Madrid, onde cedo se tornou numa das promessas da equipa merengue.

Depois de ter passado pelas equipas C e B do Real Madrid, os responsáveis da equipa madrilena entenderam que seria boa ideia emprestá-lo a um clube primo-divisionário para que o avançado espanhol pudesse continuar a sua evolução. Surpreendentemente, foi o Benfica a chegar-se à frente e a assegurar o empréstimo de Tote.

Estávamos em plena época de 1999/00 e o Benfica vinha de uma temporada fraca, onde não tinha passado da terceira posição e acreditava, agora, que Tote podia ser uma excelente opção de ataque para fazer dupla com Nuno Gomes.

Contudo, com o desenrolar da temporada, percebeu-se que Tote não era jogador para fazer a diferença (pelo menos para melhor) e rapidamente foi caindo nas opções do treinador. Muito trapalhão e com um faro de golo que fazia Hélder Postiga ser um clone do Gerd Müller, o avançado espanhol foi um desastre durante toda a época, ficando na retina um Benfica-Dínamo Bucareste (0-1), na Luz, em que Tote, sozinho, falhou dois ou três golos feitos, impedindo a vitória dos encarnados.

Assim sendo, foi sem surpresa que, no final da temporada 1999/00, devolveram Tote a proveniência e, assim, o pobre atacante espanhol esteve uma época a passear por entre as bancadas do Bernabéu, até que, em 2001/02, voltou a ser emprestado, desta vez ao Valladolid, onde fez uma época interessante (36 jogos, 7 golos)

Devido à boa temporada no Valladolid, voltou a integrar a equipa principal do Real Madrid, mas, mais uma vez, o sucesso do atacante espanhol foi o mesmo (nulo). No entanto, desta feita, o Real Madrid já não alinhou em empréstimos e vendeu-o ao Betis que, surpreendentemente, o acolheu de braços abertos.

Em Sevilha esteve entre 2003 e 2005, fazendo 17 jogos e apenas dois golos, levando os responsáveis béticos a perceberem que, realmente, não tinha sido boa ideia a sua contratação e a emprestá-lo, em Janeiro de 2005, ao Málaga, onde Tote, mais uma vez, demonstrou todo o seu faro de golo (zero tentos em nove jogos).

De insucesso em insucesso, o atacante castelhano não desistia e, em 2005/06 transferiu-se para o Valladolid, que voltou a aguentá-lo como titular a época inteira, mas sem receber grande produtividade de Tote (3 golos em 30 jogos).

Cansado de andar de um lado para o outro, Tote decidiu que, desta vez, iria encontrar um clube que o acolhesse para a vida e, assim, surgiu o Hércules, onde permanece até hoje. No clube de Alicante, tem sido sempre titular e já contabiliza 140 jogos. Os golos, esses, é que continuam a ser poucos, pois apenas concretizou 27 golos desde que chegou ao Hércules.

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