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Tozé Marreco no Aves

Costuma-se dizer que não existem bons pontas de lança portugueses, mas isso, muitas vezes, é um desconhecimento fruto da falta de aproveitamento que é dado aos bons valores lusitanos nessa específica posição no terreno de jogo. Uma boa prova disso é o avançado-centro do União da Madeira, Tozé Marreco.

António José Marreco Gouveia nasceu a 25 de Julho de 1987 em Miranda do Corvo e esteve nas camadas jovens do Lousanense, U. Coimbra e Mirandense, antes de se fixar nas escolas da Académica de Coimbra.

Em 2006/07, na primeira época de sénior, transferiu-se para o Pampilhosa, onde não teve grande sucesso, emigrando na temporada seguinte para os holandeses do Zwolle. Nessa equipa da segunda divisão holandesa, Tozé Marreco brilhou a grande escala, ajudando o clube a atingir o playoff de promoção graças a obtenção de uns impressionantes 17 golos (38 jogos).

Após a má experiência na Bulgária, renasceu em terras helvéticas

Curiosamente, após a experiência holandesa, Tozé Marreco acabou por se transferir para um clube modesto da primeira divisão búlgara, o Lokomotiv Medzra, onde não foi feliz, não marcando qualquer golo nos nove jogos que disputou pelos búlgaros. Assim sendo, o avançado saltibanco voltou a mudar de ares e, em 2009/10, representou o Servette da Suíça, onde, na segunda divisão, fez nove golos em 26 jogos.

Apesar dos números interessantes no clube de Genebra, Tozé Marreco preferiu regressar ao futebol português e, depois de uma época de 2010/11 em que fez seis golos em 27 jogos pelo Aves, transferiu-se agora para o União da Madeira, onde, neste momento, soma três golos em nove jogos e, por certo, ambiciona igualar os números atingidos na brilhante época que fez no Zwolle.

O puro avançado que está no sítio certo para facturar

Tozé Marreco não é jogador para grandes rodriguinhos, pois, apesar de não ser um futebolista tosco, prefere a objectividade ao embelezamento do seu jogo. Rápido e raçudo, destaca-se, principalmente, pela capacidade de aparecer nas melhores zonas do terreno para finalizar as jogadas dos companheiros, sendo bastante frio na hora do remate, seja com os pés ou com a cabeça.

Jogador de equipa, sabe combinar com os companheiros sempre que a ocasião o favoreça, não sendo um futebolista egoísta e obcecado com números individuais.

Com estas características, é um elemento que tanto encaixa num sistema de dois pontas de lança, ou de apenas um, não se notando qualquer quebra de performance em nenhum dos esquemas.

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