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Posts Tagged ‘Uruguai’

Mauricio Pereyra tem muita qualidade

Mauricio Pereyra tem muita qualidade

Um dos jogadores que vão brilhando no principal campeonato russo é o médio-ofensivo Mauricio Ernesto Pereyra Antonini, jovem de 25 anos que vai pincelando de classe os gélidos relvados da prova, com a camisola do FC Krasnodar.

Trata-se de um futebolista nascido a 15 de Março de 1990 em Montevideu, Uruguai, e que começou a sua carreira no Nacional de Montevideu, clube onde somou 61 jogos e quatro golos entre 2009 e 2011.

Da Argentina para a Rússia

Em 2011/12, todavia, o jovem uruguaio mudou-se para a vizinha Argentina, onde foi representar o Lanús, tendo somado 53 jogos e três golos, isto antes de transferir-se para os russos do FC Krasnodar a 24 de Fevereiro de 2013.

Desde essa data, aliás, Mauricio Pereyra tem sido um futebolista fundamental, somando um total de 73 jogos e 18 golos pelo emblema que se encontra em terceiro lugar no campeonato russo.

“Box-to-Box” de perfil ofensivo

Mauricio Pereyra é preferencialmente um médio “box-to-box”, mas de perfil especialmente ofensivo, sendo muito forte nas transições e podendo naturalmente também ser utilizado como “dez” puro, assim como nos flancos do ataque.

Com um bom pulmão e boa capacidade de recuperação, o jovem uruguaio destaca-se pela velocidade, técnica apurada e visão de jogo, sendo ainda de realçar a sua estupenda qualidade no último passe e nas bolas paradas.

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Nasazzi foi líbero antes da invenção do próprio termo

Nasazzi foi líbero antes da invenção do próprio termo

Muitas vezes se aponta ao “Kaiser” Franz Beckenbauer como o verdadeiro inventor da posição de líbero no futebol, mas a verdade é que, muitas décadas antes, um futebolista uruguaio já se havia apropriado dessa forma de jogar, isto mesmo que o termo não tivesse sido ainda inventado. Intransponível no eixo defensivo, José Nasazzi era conhecido como o “defesa-vassoura” e o “gran mariscal” (grande marechal), tendo sido um dos melhores defesas da história do futebol mundial e, certamente, o melhor da história do desporto-rei no Uruguai.

Fez parte da “máquina branca”

José Nasazzi Yarza nasceu a 24 de Maio de 1901 em Montevideu, Uruguai, sendo filho de pai italiano e de mãe basca, tendo começado a sua carreira no modesto Lito, passando depois para o Bella Vista e, por fim, para o histórico Nacional de Montevideu.

Nesse clube da capital uruguaia, onde ingressou em 1933, haveria de participar naquela que ficou conhecida como a “máquina branca”, uma super-equipa que ganhou o título uruguaio em 1933 e 1934 e na qual José Nasazzi era o líder absoluto de uma defesa que também contava com o internacional brasileiro Domingos da Guia.

Inúmeros títulos pela “celeste”

Ainda assim, foi ao serviço da selecção uruguaia que José Nasazzi mais títulos coleccionou na carreira, sendo de destacar o Campeonato do Mundo de 1930, mas também o ouro olímpico em 1924 e 1928.

Em relação à Copa América, José Nasazzi participou em cinco edições da prova pela selecção “celeste” e venceu mesmo quatro das mesmas, nomeadamente em 1923, 1924, 1926 e 1935, algo que reforça claramente o seu estatuto de lenda do futebol uruguaio.

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Obdulio Varela confunde-se com a história do futebol uruguaio

Chamavam-lhe o “Chefe Negro” por ser um incontestável líder autoritário e para sempre será “El Gran Capitan”, jogador possuidor de enormes capacidades psicológicas e capaz de impor um espírito de vitória em toda a sua equipa que, por vezes, era cumprir metade do caminho até ao triunfo final. Médio-centro raçudo, era importantíssimo em todas as movimentações no miolo, fosse a defender ou a atacar, sendo o pêndulo de todo o jogo do Peñarol ou da selecção uruguaia. Campeão Mundial em 1950, vencedor da Copa América em 1942 e com inúmeros títulos domésticos no bolso, há quem diga que é impossível entender a génese do futebol uruguaio sem se conhecer a história e características de Obdulio Varela.

Começou no Deportivo Juventud mas os anos de ouro passou-os no Peñarol

Obdulio Jacinto Muiños Varela nasceu a 20 de Setembro de 1917 em Paysandú, Uruguai, no seio de uma família modesta e iniciou a sua carreira em 1936 no Deportivo Juventud. Dois anos depois, o médio-centro haveria de se transferir para o Montevideu Wanderers, clube por onde se manteve durante cinco anos e onde efectuou exibições que lhe valeram a chegada à selecção uruguaia em 1939 e a transferência para o Peñarol em 1943.

No histórico clube aurinegro, Obdulio Varela haveria de permanecer até ao final da sua carreira, ou seja, até 1955, tendo marcado uma época no seio do Peñarol, clube pelo qual conquistou seis campeonatos uruguaios, para além de inúmeros outros títulos domésticos de menor interesse desportivo.

Campeão mundial e sul-americano pelo Uruguai

Varela estreou-se pela selecção uruguaia em 1939, num duelo da Copa América diante do Chile e que o Uruguai venceu por 3-2, tendo disputado um total de 45 jogos e marcado nove golos pela “La Celeste.”

Participando em cinco copas América, foi finalista em 1939 e 1941, tendo conquistado a competição para selecções da América do Sul em 1942, numa prova disputada no Uruguai e em que a selecção celeste venceu todos os seis jogos do Torneio, superando Chile (6-1), Equador (7-0), Brasil (1-0), Paraguai (3-1), Peru (3-0) e Argentina (1-0).

Em termos de campeonatos do Mundo, Varela teve o azar de não poder ter participado em nenhum Mundial nos anos 40, pois, com o advento da Segunda Guerra Mundial, nenhuma competição se disputou nessa década. Contudo, no único campeonato do Mundo que disputou, em 1950, o médio-centro teria a suprema felicidade de se sagrar campeão mundial, depois de superar o Brasil no duelo decisivo (2-1). Esse jogo, conhecido internacionalmente por “Maracanazo” é tido, ainda hoje, como uma das maiores surpresas de sempre do futebol.

Um psicólogo e motivador nato

O internacional uruguaio conservou sempre a mesma postura imponente que incutia respeito a colegas e adversários, ficando célebre pelos seus encorajadores discursos. Na véspera do jogo decisivo com o Brasil para o Mundial 50, Varela ouviu um dirigente uruguaio dizer que uma derrota por 4-0 seria um resultado positivo, mas o médio-centro, consciente que era dos mais veteranos de uma equipa de jovens, disse aos colegas para não olharem para as bancadas (repletas com 200 mil brasileiros), pois o jogo disputava-se ali mesmo na relva.

Mais tarde, já com as equipas perfiladas no relvado, Varela notou que os fotógrafos uruguaios pareciam mais interessados em tirar fotografias aos jogadores canarinhos que aos próprios compatriotas e atirou, de raiva: “Deixem esses macacos. Os campeões do Mundo vamos ser nós! E foram. Era assim Obdulio Varela, “El Gran Capitan.”

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Bozsik com a camisola húngara

Uma das grandes lendas do futebol magiar cresceu ao lado Puskas no Bairro de Kispest, ainda que ao contrário do lendário ex-jogador do Real Madrid, tenha feito toda a sua carreira desportiva na sua Hungria natal ao serviço do mítico Honved. Médio-centro de grande qualidade técnica, inteligência táctica e com uma fantástica capacidade para rematar de longe, Josef Bozsik formou dupla de sonho no meio-campo da selecção húngara com o cerebral Hidegkuti, tendo se sagrado campeão olímpico em 1952, mas falhado o título mundial em 1954 numa das grandes surpresas de sempre do Mundo do futebol.

Uma vida no Honved

Josef Bozsik nasceu a 28 de Novembro de 1925 em Kispest, Hungria, e durante toda a sua carreira desportiva representou o Honved da capital húngara.

Entre 1943 e 1962, Bozsik efectuou 477 jogos e apontou 33 golos pelo Honved, tendo se sagrado campeão húngaro em 1950, 52, 54 e 55 e sendo dos poucos jogadores húngaros do Honved que escolheu voltar à Húngria após o clube ter estado exilado pela Europa no seguimento da Revolução Húngara de 1956.

Contudo, o sucesso que teve no Honved antes da revolução não foi o mesmo após a mesma, pois entre 1956 e o fim da carreira em 1962, o médio-centro húngaro só haveria de vencer mais um título, mais concretamente a Taça Mitropa (competição continental para equipas da Europa Central) em 1959.

Campeão olímpico e vice-campeão mundial

Boszik representou a selecção húngara entre 1947 e 1962, tendo participado nos Jogos Olímpicos de 1952 e nos Mundiais de 1954 e 1958.

Nas Olimpíadas de 1952, Bozsik ajudou a Hungria a conquistar a medalha de ouro, participando em cinco jogos, inclusive na final diante da Jugoslávia (2-0) e marcando um golo.

No campeonato do Mundo de 1954, efectuou 5 jogos, estando presente nas vitórias diante da Coreia do Sul (9-0), Alemanha Ocidental (8-3),  Brasil (4-2) e Uruguai (4-2), apenas baqueando surpreendentemente na final, diante da mesma Alemanha Ocidental (2-3) que a Hungria havia goleado na fase de grupos.

Quatro anos depois, o médio-centro voltou a estar presente num campeonato do Mundo, mas no Mundial da Suécia, tanto Boszik como a Hungria estiveram muito aquém do esperado, com a equipa magiar a não passar da fase de grupos da competição.

Médio-centro que apenas pecava por alguma falta de velocidade

Grande farol do meio-campo do Honved e da Hungria, Bozsik era um jogador com grande qualidade técnica e uma inteligência posicional que fazia com que parecesse omnipresente no miolo.

Com boa capacidade de recuperação e de desarme, Bozsik foi um dos primeiros grandes “box to box” do futebol mundial, apenas lhe faltando um pouco mais de velocidade de ponta para ser um jogador de uma dimensão ainda mais estratosférica.

Um enorme talento e exemplo de fidelidade ao clube e selecção que, por certo, irá ser sempre recordado por todos os amantes de futebol magiares.

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Ribas ao serviço do Dijon

Um dos novos reforços do Sporting Clube de Portugal é um avançado uruguaio que chega a Alvalade por empréstimo dos italianos do Génova: Sebastián Ribas.

Nascido a 11 de Março de 1988 em Montevideu, Uruguai, Sebastián Ribas iniciou a sua carreira no Juventud de Las Piedras do seu país natal, tendo brilhado no Torneio de Viareggio de 2006 ao serviço desse clube uruguaio, pois marcou o golo decisivo na vitória diante da Juventus na final (1-0) e ainda foi considerado o melhor jogador da competição.

Essas excelentes exibições no prestigiado torneio juvenil, valeu ao avançado-centro a transferência para o Inter de Milão, onde, na época 2006/07, esteve incorporado na equipa “primavera” do clube do norte de Itália. Nessa mesma temporada, o avançado uruguaio conseguiu ainda se estrear na equipa principal do Inter, tendo disputado um jogo da Taça de Itália diante do Empoli.

Em 2007/08, o atacante foi emprestado ao Spezia da Série B italiana, contudo, não se conseguiu destacar, não fazendo mais de quatro jogos. Essa performance pouco produtiva fê-lo regressar ao Inter a meio da época e pelo clube milanês voltou a vencer o Torneio de Viareggio, tornando-se o primeiro jogador a vencê-lo por duas equipas diferentes.

Explodiu no Dijon

No Verão de 2008, o atacante trocou o Inter pelos gauleses do Dijon, clube pelo qual permaneceu durante três épocas, sempre na Ligue 2, ou seja, o segundo escalão do futebol francês.

Durante esse período, o ponta de lança assumiu-se como uma das grandes figuras do Dijon, pois marcou 55 golos em 114 jogos, com destaque para a última temporada, em que somou 25 tentos em 40 partidas e foi fulcral para a subida do clube francês ao primeiro escalão.

Este excelente registo valeu-lhe o interesse de vários clubes estrangeiros no seu concurso no passado defeso, tendo acabado por escolher transferir-se para o Génova.

Em nova experiência italiana, o atacante voltou a não ser feliz, apenas surgindo num jogo da Taça de Itália e acabando por ser emprestado ao Sporting nesta paragem de Inverno.

Avançado-centro com grande presença na área

Com 1,89 metros e 86 quilos, Sebastián Ribas é um avançado que faz valer o seu imponente físico para garantir uma presença forte e eficaz na área.

Não sendo muito rápido, é um avançado muito oportuno que sabe aparecer na hora certa na zona de finalização, sendo aquilo que vulgarmente se chama de um “matador”, pois não é de grandes rodriguinhos ou preciosismos técnicos, preferindo dar primazia à eficácia.

Pelas suas características, encaixará perfeitamente na posição “nove” no 4x3x3 de Domingos Paciência, assumindo-se, claramente, como uma boa alternativa a Ricky van Wolfswinkel.

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Carlos Bueno não vingou em Alvalade

Foi uma passagem fugaz, de apenas uma época desportiva, e acabou por estar longe de cumprir com as elevadas expectativas que rodearam o avançado uruguaio à chegada a Portugal. Avançado de renome e que tinha se assumido como grande goleador no Peñarol, Carlos Bueno apostava forte neste empréstimo ao Sporting após o fracasso na primeira incursão no futebol europeu ao serviço do Paris Saint-Germain. No entanto, a temporada ao serviço do clube de Alvalade foi marcada por muitos golos desperdiçados e apenas uma noite de glória, diante do Nacional, quando marcou quatro golos e ficou conhecido, momentaneamente, por “Kinder Bueno!”

Produto das escolas do Peñarol

Carlos Heber Bueno Suárez nasceu a 10 de Maio de 1980 em Artigas, Uruguai, e iniciou a sua carreira desportiva no Peñarol, clube que representou até 2005.

No gigante de Montevideu, Carlos Bueno actuou na equipa principal durante seis anos, tendo apontado 73 golos em 135 jogos e assumindo-se como uma das grandes figuras do Peñarol. Essas boas exibições, valeram a transferência para o futebol europeu e para o PSG, clube que o anunciou como reforço para a época 2005/06.

Fracasso na Europa em PSG e Sporting

A experiência do internacional uruguaio em Paris foi um fracasso absoluto, pois Carlos Bueno apenas fez 12 jogos e não conseguiu marcar qualquer golo pelo clube gaulês. Assim sendo, entendeu-se por bem emprestar o avançado uruguaio e, assim, Carlos Bueno foi emprestado ao Sporting, que precisava de um goleador e não tinha dinheiro para se aventurar de forma mais efectiva no mercado de transferências.

Em Alvalade, todavia, o (in)sucesso foi o mesmo, com o jogador a destacar-se mais pelos golos que falhou que pelos que marcou, ainda que ao contrário da passagem pelos franceses, Bueno ainda tenha feito golos no Sporting.

No entanto, o “poker” ao Nacional, os dois golos ao Pinhalnovense para a Taça de Portugal e um golo diante do Spartak Moscovo, em jogo da “Champions”, foi manifestamente pouco para as expectativas que se criaram à volta do internacional uruguaio que, assim, abandonou a equipa portuguesa sem grande glória no final da temporada 2006/07.

Só o Peñarol fez renascer Carlos Bueno

Depois de uma má experiência no Boca Juniors, o internacional uruguaio regressou ao Peñarol, onde voltou a reencontrar o caminho do golo e do sucesso.

Entre Janeiro de 2008 e o Verão de 2009, Carlos Bueno marcou 17 golos em 35 jogos pelo gigante uruguaio, transferindo-se em 2009/10 para a Real Sociedad, então no segundo escalão do futebol espanhol.

No clube basco, Bueno foi importantíssimo na campanha que levou a Real Sociedad de volta ao primeiro escalão, marcando 12 golos em 33 jogos e tornando-se um dos preferidos dos adeptos donostiarras.

Depois do País Basco, o atacante actualmente com 31 anos ainda esteve seis meses no Universidad do Chile e, desde Dezembro de 2010, representa os mexicanos do Querétaro, onde já soma 12 golos em 22 jogos, mantendo a elevada veia atacante que o tem caracterizado nos últimos tempos.

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A selecção portuguesa que esteve na Colômbia

Depois da fraca prestação no Europeu de sub-19, onde a equipa portuguesa não passou da fase de grupos e, inclusivamente, foi goleada pela Croácia (0-5), as expectativas para esta participação no campeonato do Mundo eram bastante baixas, havendo mesmo pessoas quem duvidasse da possibilidade dos lusos chegarem aos oitavos de final. No entanto, apoiados numa equipa generosa e de grande entreajuda, os lusitanos foram ultrapassando todos os obstáculos até à final, surpreendendo um país que até foi privado de assistir à primeira fase da prova, tal era a descrença dos meios de comunicação social na equipa das quinas. Aí, no jogo decisivo, os canarinhos foram mais fortes, mas para a história fica uma equipa que provou que com motivação, força e querer, nada é impossível.

Portugal festeja vitória diante dos Camarões

Eficácia e calculismo no caminho até aos oitavos de final

Portugal foi uma equipa na verdadeira acepção da palavra, funcionando sempre como um bloco e abdicando de ser espectacular, para se impor como uma equipa extremamente calculista e eficaz.

De facto, na fase de grupos, a equipa portuguesa não foi além de um nulo com o Uruguai e de duas magras vitórias por 1-0 diante dos Camarões e Nova Zelândia, resultados pouco entusiasmantes, mas ainda assim suficientes para o apuramento para os oitavos de final como primeiro classificado do grupo e com direito a defrontar a pior equipa das dezasseis ainda em prova na fase de eliminatórias, a Guatemala.

Mika foi herói diante da Argentina

Uma equipa em crescendo nas eliminatórias

Curiosamente, diante da equipa da América Central, Portugal fez a pior exibição no torneio, não indo além de nova vitória por uma bola a zero e, inclusivamente, apanhando inúmeros sustos diante de uma equipa que havia perdido por 5-0 com a Nigéria e 6-0 com a Arábia Saudita na fase de grupos. Imediatamente, pensou-se que era o último obstáculo que a equipa das quinas ia ultrapassar,

Ainda para mais, o adversário nos quartos de final era a mais do que favorita Argentina, gerando-se uma descrença nos portugueses que, todavia, já valorizavam interiormente a prestação lusitana, pensando que termos chegado aos quartos de final já era um resultado de registo, até porque era a melhor participação da nossa selecção desde 1995.

Contudo, a equipa portuguesa voltou a surpreender positivamente os seus conterrâneos, equilibrando o jogo com os sul-americanos e até dispondo das melhores oportunidades para desfazer um nulo que, todavia, resistiu até ao final dos 120 minutos.

Nos penaltis, os portugueses chegaram a estar a perder por 3-1 e com os argentinos a terem dois “match-points” para vencerem a eliminatória. Todavia, Mika apareceu quando tinha de aparecer e Portugal deu a volta ao texto, eliminando os sul-americanos (5-4 nos penaltis) e seguindo para as semi-finais.

Por incrível que pareça, foi no último degrau até à final que a equipa das quinas acabou por vencer de forma mais confortável, superando a França por 2-0, graças a dois golos ainda na primeira metade. Esse resultado fez com que Portugal chegasse à final da prova sem sofrer qualquer golo, destacando-se pela inteligência táctica, capacidade de sofrimento colectivo, calculismo e eficácia.

Brasil foi mais feliz na final

E o título mundial ali tão perto…

Na final, Portugal sofreu um golo muito cedo e, pelas características da nossa equipa, pensou-se que a nossa selecção não seria capaz de dar a volta ao texto. No entanto, a equipa das quinas voltou a mostrar talentos que ninguém reconhecia até esta prova e fez questão de calar quem não acreditava no conjunto.

Com golos de Alex e Nélson Oliveira, Portugal entrou bem dentro do segundo tempo em vantagem (2-1) e ainda viu o avançado do Benfica desperdiçar uma oportunidade de fazer o 3-1 e matar definitivamente o encontro.

Infelizmente, Cedric havia saído da equipa por lesão e o adaptado Pelé estava com dificuldades para parar Dudu no flanco direito da defesa portuguesa. Assim sendo, após alguns sustos, foi sem surpresa que Dudu superou Pelé e cruzou para o empate de Óscar que obrigou o encontro a chegar ao prolongamento.

Nos trinta minutos suplementares, foi a vez de Caetano ser infeliz, falhando um chapéu que poderia ter devolvido a vantagem aos portugueses. Depois, com a equipa lusa de rastos (Danilo foi mesmo obrigado a sair, fazendo com que a equipa das quinas terminasse com dez), o Brasil haveria de ser extremamente feliz, chegando ao 3-2, graças a um cruzamento mal medido de Óscar que só parou no fundo da baliza de Mika.

Após esse tento canarinho, Portugal ainda tinha dez minutos para tentar chegar novamente ao empate, mas se a vontade e a crença eram enormes, a força era quase nula, fazendo com que a equipa das quinas fosse incapaz de regressar ao jogo.

Assim sendo, quando o árbitro apitou para o final da partida e enquanto os brasileiros festejavam o seu quinto título mundial, os portugueses entregavam-se a um choro incontrolável de quem percebeu que esteve a um pequeno passo de conquistar o título mundial de sub-20.

Nélson Oliveira confirmou todo o seu talento

O futuro da “Geração Coragem”

Poucos acreditavam na qualidade individual e colectiva desta selecção de sub-20, todavia, ao longo de sete desafios, Portugal fez questão de demonstrar que tem matéria prima para que o futuro do nosso futebol seja menos sombrio do que se chegou a temer.

Colectivamente, fiquei impressionado pela evoluidíssima inteligência táctica e capacidade de ocupação de espaços no sector recuado, porque defender bem também é uma arte e não é limitada a um autocarro à frente do guarda-redes. Na minha opinião, em termos de processo defensivo, Portugal roçou a perfeição e só isso explica que tenhamos atingido a final sem sofrer qualquer golo.

Ofensivamente, notou-se que faltou talento e criatividade à equipa portuguesa, demasiado dependente de um avançado-centro que ou muito me engano, ou vai ser o ponta de lança da selecção A durante anos a fio: Nélson Oliveira. Com um jogador de elevada criatividade na posição “dez”, a equipa das quinas poderia ter alcançado outra excelência no processo ofensivo, limitando a dependência do avançado do Benfica e tornando-se menos previsível no ataque.

Ainda assim, temos razões para estarmos bem satisfeitos e estou certo que jogadores como Mika, Cedric, Roderick, Nuno Reis, Danilo, Caetano e, acima de tudo, Nélson Oliveira, têm tudo para vingarem no futebol profissional e ajudarem e muito o futebol português.

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