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Danny é um produto do Marítimo B

Esta temporada de 2012/13 marcará o regresso em força de um projecto que foi iniciado há mais de dez anos, mas que acabou por redundar num fracasso (quase) total: as equipas B. De facto, no passado, Benfica, FC Porto, Sporting, Sp. Braga e Marítimo, entre outros casos menos emblemáticos, surgiram na II Divisão B com equipas secundárias que, invariavelmente, foram se extinguido por força de maus resultados que as relegavam para a III Divisão, ou por simples desinteresse na continuidade de projectos que não estavam a trazer mais-valias futuras para a equipa principal. Ainda assim, no meio do insucesso quase total, existe um caso de sucesso. Um clube que nunca abdicou da sua equipa B e que, neste momento, colhe os frutos dessa aposta, o Club Sport Marítimo.

Pepe começou no Marítimo B

Danny e Pepe foram os primeiros casos de sucesso absoluto

Quando a equipa B do Marítimo foi criada em 1999/00, o objectivo era formar jogadores com capacidade para serem elementos de qualidade para a equipa principal e pode-se dizer que os mais emblemáticos surgiram logo nas primeiras temporadas.

De facto, Danny e Pepe foram dos primeiros elementos a conseguirem criar um impacto que os levou a abandonar rapidamente o Marítimo B e a saltarem para a equipa principal verde-rubra, sendo que, posteriormente, o salto do Marítimo para um clube de maiores dimensões não tardou, com Danny a mudar-se para Alvalade e Pepe para o Dragão.

Ainda assim, nessa fase embrionária da equipa B madeirense, estes não foram os únicos exemplos de sucesso, sendo que futebolistas como Luís Olim ou Briguel também começaram por despontar no Marítimo B e, neste momento, ainda se encontram no plantel principal dos verde-rubros.

Fidélis marcou o primeiro golo do Marítimo em 2012/13

Sucesso recente é ainda mais acentuado

Depois de uma fase em que o sucesso foi mais limitado, mas em que ainda se verificavam casos de elementos que, na chegada ao Marítimo, alternavam entre a equipa principal e a B para uma evolução mais sustentada das suas capacidades como são os casos de Evaldo ou Olberdam, o Marítimo voltou a colher frutos da sua equipa secundária nos tempos mais recentes.

Djalma e Marcelo Boeck, agora a representarem FC Porto e Sporting, respectivamente, são outros exemplos de sucesso, mas que dizer da equipa madeirense que defrontou recentemente o Asteras Tripolis em jogo da Liga Europa? Nesse onze, actuaram Briguel, João Guilherme, Ruben Ferreira, João Luiz, Heldon, Sami e Fidélis, ou seja, sete jogadores com passagens fortes pela equipa B, sendo que Danilo Dias, ainda que por pouco tempo, também passou por essa equipa secundária madeirense.

Obviamente, que a crise financeira que grassa entre os clubes portugueses e que também afecta o Marítimo, ajuda a esta aposta na equipa secundária, todavia, não explica todo o sucesso apresentado pelos madeirenses, que, lembre-se, têm feito excelentes campeonatos nos últimos anos, garantindo apuramentos europeus com regularidade.

Assim sendo, estes resultados positivos só podem funcionar como motivação e um caminho a seguir por Benfica, FC Porto, Sporting, Braga e V. Guimarães, que, lembre-se reactivaram ou criaram as suas equipas B e, inclusivamente, têm a sorte de (re)começar o projecto nos campeonatos profissionais.

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