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Posts Tagged ‘Valdés’

Anselmo (à esq) festeja um dos seus dois golos

Na primeira jornada da terceira fase da Taça da Liga, o principal destaque vai para a surpreendente derrota caseira do FC Porto diante do Nacional (1-2), num resultado que, pelo regulamento da competição (só o primeiro de cada grupo se apura para as meias-finais), complica bastante as contas dos azuis-e-brancos na prova. De resto, tudo normal, com Benfica, Sporting e Sp. Braga a servirem-se do factor casa para superarem Marítimo, Naval e Vitória de Guimarães, respectivamente.

Grupo A: Primeira derrota portista com o carimbo de um velho conhecido

O FC Porto recebeu o Nacional e, sem fazer um jogo brilhante, ia levando a água ao seu moinho, colocando-se em vantagem com um golo de Hulk e controlando totalmente o desafio. Contudo, nos últimos minutos, Anselmo, que havia começado a partida no banco, entrou para decidir o encontro, marcando dois golos de oportunidade (o primeiro com colaboração decisiva de Kieszek) e garantindo um surpreendente triunfo para os madeirenses. Curiosamente, em 2006/07, noutra derrota caseira dos portistas, dessa vez com o Estrela da Amadora, foi também Anselmo a saltar do banco e a fazer a diferença com um golo decisivo.

Resultados do Grupo A

FC Porto 1-2 Nacional / Gil Vicente 2-1 Beira-Mar

Classificação

  1. Nacional 3
  2. Gil Vicente 3
  3. FC Porto 0
  4. Beira-Mar 0

Grupo B: Benfica superou tranquilamente o teste madeirense

A jogar em casa, os encarnados venceram com relativa facilidade o Marítimo, após uma primeira parte em que dominaram totalmente o jogo e materializaram esse ascendente com golos de Salvio e Saviola. Depois, na segunda metade, bastou ao Benfica controlar tranquilamente o desafio, sendo que os madeirenses apenas ameaçaram nos descontos quando o argelino Cherrad atirou ao poste da baliza. Em suma, vitória justíssima do Benfica, diante do adversário teoricamente mais difícil do grupo.

Resultados do Grupo B

Benfica 2-0 Marítimo / Desportivo das Aves 3-2 Olhanense

Classificação

  1. Benfica 3
  2. Desportivo das Aves 3
  3. Olhanense 0
  4. Marítimo 0

Grupo C: Braga supera clássico minhoto e aproxima-se das meias-finais

Num jogo marcado pelas picardias e pelas expulsões de dois jogadores do Vitória de Guimarães, o Sp. Braga não se abalou pelo golo madrugador de Toscano (3′) e deu a volta com tentos de Alan (21′), Lima (42′) e Meyong, este já nos descontos e com os vimaranenses reduzidos a nove unidades. Tratou-se de uma vitória justa da equipa que praticou melhor futebol no terreno de jogo do Estádio AXA em Braga e que aproxima os arsenalistas das meias-finais da Taça da Liga.

Resultados do Grupo C

Sp. Braga 3-1 V. Guimarães / Arouca 2-3 Paços de Ferreira

Classificação

  1. Sporting de Braga 3
  2. Paços de Ferreira 3
  3. Arouca 0
  4. Vitória de Guimarães 0

Grupo D: Entrada de Vukcevic foi decisiva na vitória leonina

O Sporting teve uma entrada muito pobre no jogo diante do lanterna-vermelha da Liga Zon Sagres: Naval. Depois de uma hora de futebol pouco incisivo e, muitas vezes, inconsequente, os leões acabaram por beneficiar bastante da entrada de Vukcevic e, também, de Jaime Valdés para passarem a ser uma equipa muito mais perigosa. De facto, pouco depois de entrar, o chileno atirou à trave da baliza da Naval e, logo a seguir, na sequência de um livre directo de Simon Vukcevic (69′), surgiu o primeiro golo dos verde-e-brancos. Até final, perante uma equipa visitante que não reagia, só deu Sporting e ainda deu tempo para Liedson (72′), com um golo de levantar o Alvalade XXI, fazer o 2-0 final.

Resultados do Grupo D

Sporting 2-0 Naval / Estoril 0-1 Penafiel

Classificação

  1. Sporting 3
  2. Penafiel 3
  3. Estoril 0
  4. Naval 0

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Walter marcou o primeiro golo portista

Este campeonato corre o risco de ser pouco mais que um passeio para uma equipa azul e branca que se recusa a vacilar e a perder pontos. Desta vez, mesmo sem acelerarem, os dragões venceram (2-0) um bem organizado Portimonense, que apesar do bom posicionamento táctico, nunca pareceu colocar realmente em perigo o triunfo portista. Com alguma esperança, mas remota, no título, continua o Benfica, que regressou às vitórias com uma goleada diante da Naval (4-0), mantendo-se a dez pontos do líder FC Porto e à espera de um colapso súbito dos azuis e brancos para reentrar na luta pelo bicampeonato.

FC Porto 2-0 Portimonense

Depois de terem vencido o Benfica por cinco bolas a zero, os dragões baixaram bastante a qualidade exibicional neste desafio diante do Portimonense. Num jogo calmo e pausado, os azuis e brancos entraram naturalmente mais fortes e, durante a primeira parte, criaram algumas oportunidades para marcar, sendo que facturaram por apenas uma vez, por Walter, ao minuto 30.

Na segunda metade, o Portimonense, muito adormecido nos primeiros quarenta e cinco minutos, chegou a assustar os azuis e brancos. Contudo, o FC Porto, com o seu estilo muito pausado e, por vezes, até pachorrento, foi controlando o jogo, vendo, inclusivamente, Otamendi voltar a ter um golo negado “in extremis” por Ricardo Pessoa, tal como havia acontecido uma vez na primeira metade.

Ainda assim, 1-0 é sempre um resultado perigoso e, como tal, os portistas apenas descansaram completamente sobre o minuto 90, quando Hulk, na marcação de um castigo máximo, não perdoou e garantiu a vitória portista por 2-0. Um triunfo que permitiu aos portistas manterem a enorme vantagem de dez pontos sobre o segundo classificado.

Benfica 4-0 Naval

O resultado gordo pode dar a ideia de um jogo fácil para os encarnados, todavia, a primeira parte foi tudo menos isso para o Benfica. Quando Kardec marcou o primeiro golo, aos 10 minutos, já a Naval tinha ameaçado algumas vezes a baliza de Roberto, sendo que, até ao intervalo, Hugo Machado (22′) e Carlitos (40′) acertaram nos ferros da baliza do Benfica. Assim sendo, o resultado ao intervalo era injusto e penalizador para a equipa da Figueira da Foz.

Ainda assim, um golo de Gaitán, logo aos dois minutos do segundo tempo, descansou os benfiquistas que, a partir daí, tranquilos com a vantagem de dois golos, embalaram para uma exibição segura e confiante, acabando por construir uma goleada de quatro bolas a zero, graças ao segundo golo de Gaitán (62′) e a um golo de Nuno Gomes (89′), que, emocionado, dedicou ao seu pai.

Com esta vitória, o Benfica mantém-se no segundo lugar, a dez pontos do líder FC Porto.

V. Guimarães 2-1 Sp. Braga

Pelo segundo jogo consecutivo, o Vitória beneficiou de uma expulsão na sua caminhada para o triunfo. Num desafio em que até começou a perder graças a um golo de Alan (19′), o Vitória, entre o minuto 44 e 45, acabou por ver a história do jogo levar uma grande cambalhota com o golo do empate apontado por Maranhão e a expulsão de Alan.

Em superioridade numérica, os vimaranenses dominaram a segunda parte, todavia, os arsenalistas foram segurando a igualdade até ao minuto 83, quando Miguel Garcia, num lance infeliz, fez autogolo a tentar cortar um cruzamento de Alex.

Com este triunfo, a equipa vimaranense mantém-se colada ao Benfica no segundo lugar, enquanto o Sp. Braga, que averbou a terceira derrota consecutiva, desceu à décima posição.

Académica 1-2 Sporting

Em Coimbra, o Sporting embalou para uma primeira parte de grande maturidade e capacidade competitiva, jogando bem e construindo uma vantagem de dois golos graças aos tentos de Valdés (10′), de penálti, e de Vukcevic (33′). Assim sendo, os leões chegaram ao intervalo com metade do trabalho concluído e, perante a forma tranquila como geriam o jogo, este parecia decidido.

No entanto, logo após o reatamento, Miguel Fidalgo, na sequência de um canto, fez o 1-2 e, de repente, pairou sobre os leões o fantasma do jogo com o V. Guimarães. Ainda assim, os leões, de fato-macaco vestido, souberam unir-se e, mesmo sofrendo ligeiramente aqui e ali, conseguiram segurar o triunfo até ao apito final.

Com esta vitória, os verde e brancos subiram ao quarto lugar, a três pontos de Benfica e V. Guimarães e a treze do FC Porto.

Nos outros encontros da jornada, destaque para o empate a zero no derbi madeirense, num jogo que fez o Nacional cair para a quinta posição e garantiu um importante ponto ao Marítimo na luta pela manutenção. Os outros resultados da jornada onze foram: Rio Ave 3 P. Ferreira 1, U. Leiria 1 V. Setúbal 0 e Olhanense 1 Beira-Mar 1.

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P. Mendes não tem substituto à altura

O novo treinador do Sporting chegou aos leões sob bons auspícios devido ao bom trabalho que desempenhou no Paços de Ferreira e do V. Guimarães, ainda que, ao serviço dos vimarenenses, tenha falhado o acesso à Liga Europa na última jornada, após perder, em casa, diante do Marítimo.

No entanto, os adeptos do Sporting ansiavam por um treinador mais conceituado, tendo ainda dificuldade em compreender a contratação de um treinador promissor para substituir outro treinador (Carlos Carvalhal) que, na verdade, preenchia exactamente os mesmos recursos de Paulo Sérgio, mas tinha uma experiência ligeiramente superior.

Ainda assim, foi dada a Paulo Sérgio alguma margem de manobra e o benefício da dúvida, percebendo-se que o novo treinador dos leões iria apostar num esquema: 4-4-2 clássico, algo que, valha a verdade, já não era utilizado pelo Sporting ou, inclusivamente, por um treinador de um grande português há uma boa quantidade de anos.

Durante a pré-época, o Sporting ainda se destacou, nomeadamente diante de equipas inglesas que, por estarem com os índices físicos bastante baixos (O Manchester City, então, jogava a passo) e por, tradicionalmente, darem bastantes espaços aos adversários, permitiram boas exibições aos verde e brancos.

Contudo, com o início da temporada e, principalmente, com a lesão do pêndulo do meio-campo (Pedro Mendes), percebeu-se que o Sporting iria ter muitas dificuldades na imposição do seu esquema de jogo e isso ficou notório pela dificuldade com que o Sporting superou o FC Nordsjaelland e o Brondby nas eliminatórias da Liga Europa e pela forma como perdeu em Paços de Ferreira.

Neste momento, após a derrota e, acima de tudo, a forma como os leões perderam no Estádio da Luz, confirmei uma série de ideias que devem preocupar os Sportinguistas:

  1. O Sporting não tem um substituto para Pedro Mendes, o único jogador que é capaz de funcionar como verdadeiro trinco, recuperando bolas e, ao mesmo tempo, ser fundamental na transição defesa-ataque.
  2. A dupla Maniche-André Santos é curta num 4-4-2 clássico, aparentando ser macia no processo defensivo e, ao mesmo tempo, faltando-lhe capacidade de se estender no relvado de forma a evitar uma grande distância entre os sectores. Em 4-2-3-1, essa situação é ligeiramente disfarçada, mas, ainda assim, sente-se sempre alguma falta de fibra no centro do meio campo do Sporting.
  3. O Sporting não tem um verdadeiro goleador neste momento, pois Liedson está num momento de forma deplorável e, aos 32 anos, já não é elemento para actuar sempre os 90 minutos, tendo de ser poupado em algumas partidas, onde poderia funcionar como arma secreta e entrar numa fase do jogo em que o adversário já está desgastado e mais propício a falhas.
  4. Os mecanismos de jogo do Sporting, ou ausência deles, são assustadores, sendo mesmo aflitivo ver o Sporting ter uma grande quantidade de posse de bola e, depois, ser incapaz de fazer uma jogada com conta peso e medida, limitando-se a trocar o esférico da esquerda para a direita, num vai e vem que alguns adeptos leoninos apelidam de “táctica do barco”, pois a bola vai variando de um flanco para o outro até os adeptos ficarem enjoados.
  5. Depois, a equipa leonina é de tracção defensiva, raramente arriscando, o que lhe poderá garantir bons resultados quando se coloca em posição de vencedora, pois defende razoavelmente bem em bloco baixo, mas raramente lhe garantirá triunfos quando sofre o primeiro golo da partida. Na verdade, o Sporting já esteve a perder por três vezes esta temporada e, em todos os jogos (Brondby (em casa), P. Ferreira (fora) e Benfica (fora)), acabou derrotado, sendo incapaz, inclusivamente, de marcar um único golo nesses encontros.
  6. Por fim, o critério da escolha do onze é sempre bastante dúbio, pois, por vezes, alguns jogadores fazem boas exibições e, no jogo seguinte, ou vão para o banco ou nem sequer são convocados. Um bom exemplo disso, foi a interessante exibição diante do Lille de Zapater, Postiga, Vukcevic e Salomão e o que é que aconteceu? Todos foram premiados com a ausência do onze no encontro diante do Benfica.

Por isto e muito mais, percebe-se que Paulo Sérgio tem de dar uma volta ao futebol do Sporting e, a partir dos jogadores que tem, tentar dotar o futebol leonino de maior intensidade competitiva e maior fluidez no processo ofensivo. Nesse seguimento, era importante que fizesse algumas alterações no onze base, que, pelo que conheço do plantel leonino deveriam ser as seguintes:

  1. Jogar, normalmente em 4-2-3-1 e usar o 4-4-2 losango como esquema alternativo.
  2. Optando pelo 4-2-3-1, usar o duplo-pivot: Zapater-Pedro Mendes, Maniche-Pedro Mendes ou, inclusivamente, André Santos-Pedro Mendes, mas o ex-Rangers tinha de jogar sempre que estivesse em condições para isso. Na ausência dele, a preferência teria de ser sempre para Zapater, que, não sendo a escolha ideal, é muito mais dotado para recuperador de bolas do que qualquer dos outros elementos.
  3. No esquema 4-2-3-1, pelo menos um dos extremos tem de flectir para o centro de forma a impedir que o ponta de lança fique sozinho na frente. Na minha opinião, o jogador ideal para o fazer é Vukcevic, que, aproveitando o pendor ofensivo que João Pereira imprime ao flanco direito, poderia ser letal nas diagonais para o centro.
  4. Continuando neste esquema, Matias Fernandez deveria ser o elemento a jogar nas costas do atacante, sendo que Postiga, pela sua inteligência táctica e boa ocupação de espaços, também seria uma boa opção.
  5. Em 4-4-2 losango, as alas deviam ser entregues a Maniche à direita (a sua experiência no posicionamento poderia permitir liberdade às subidas de João Pereira) e, na esquerda, a opção deveria tender em Valdés ou Salomão, os jogadores mais parecidos com extremos no plantel do Sporting.
  6. Neste mesmo esquema, os dois avançados deveriam variar nestas três duplas: Liedson-Vukcevic (a ideal, pois ambos são muito móveis e jogam bem no espaço.), Liedson-Postiga ou, inclusivamente, Vukcevic-Postiga.
  7. Por fim, principalmente em jogos em casa, a equipa tem de arriscar quando está a perder, sendo que, em 4-2-3-1, a opção terá de ser sempre a saída do parceiro de Pedro Mendes ou, na ausência do ex-Rangers, de Zapater para entrar outro atacante. Normalmente, estas alterações fazem-se quando o adversário abdicou do ataque e, assim, trata-se de um risco calculado e que não coloca em causa o equilíbrio táctico da equipa.

Na minha sincera opinião, este é o caminho para que o Sporting possa, até ao mercado de Janeiro, manter-se na luta pelas competições em que está envolvido sem que fique, invariavelmente, afastado das mesmas devido a maus jogos e, acima de tudo, pobres exibições. Veremos se Paulo Sérgio tem a capacidade de perceber o que está mal e de emendar os erros, enquanto ainda tem tempo.

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A festa do golo bracarense

Na Pedreira, o Sporting de Braga venceu o Sevilha (1-0) e deu um importante passo rumo à fase de grupos da Liga dos Campeões. Neste momento, os arsenalistas, se marcarem um golo na Andaluzia, até podem perder pela margem mínima que seguem em frente. Por outro lado, na Liga Europa, apenas os dragões deram aos portugueses razões para sorrir, após irem à Flandres, vencer o Racing Genk por 3-0, um resultado que deixa os portistas praticamente apurados  para a fase de grupos, pois Sporting (0-2, em casa diante do Brondby) e Marítimo (0-3, na Bielorrússia, diante do BATE) colocaram a sua vida nas competições europeias à beira do precepício.

Matheus voltou a ser decisivo

Braga 1-0 Sevilha

A primeira parte do jogo foi totalmente dominada pelo Sevilha que, em alguns momentos, chegou a massacrar a equipa portuguesa. Ainda assim, apesar de terem jogado quase sempre nas imediações da baliza de Felipe, a equipa espanhola apenas esteve realmente perto do golo por uma vez, quando Luís Fabiano, aos quatro minutos, num cabeceamento colocado, levou a bola a embater no poste.

No entanto, um lance de Matheus, em cima do intervalo, que, cara a cara com Palop, quase bateu o guarda-redes sevilhano, deu o mote para uma segunda metade, que apresentou duas equipas transfiguradas: a do Braga para melhor e a do Sevilha para muito pior.

O cariz do jogo, assim, sofreu uma viragem de 180º, com a equipa bracarense a passar a dominar o jogo e a beneficiar de uma alteração muito inteligente de Domingos, que retirou o amarelado e demasiado preso Miguel Garcia e colocou um bem mais desenvolto Sílvio.

Mais tarde, com a saída de Luís Aguiar e a entrada de Lima, Alan passou a organizar o jogo ofensivo dos arsenalistas e a equipa ganhou ainda mais profundidade ofensiva.

Passado poucos minutos, na sequência de um excelente cruzamento de Sílvio, Matheus, na recarga a um cabeceamento de Paulo César, fez o 1-0 e colocou o Sporting de Braga na frente.

Daqui até final, os bracarenses, sempre com muita cabeça, dominaram o jogo e até podiam ter feito mais golos, no entanto, Salino e Lima falharam boas oportunidades para ampliar a vantagem. Ainda assim, pela segunda parte e pelo triunfo, os arsenalistas abrem boas prespectivas para a segunda mão.

Falcao continua a ser decisivo

Racing Genk 0-3 FC Porto

A experiência europeia dos dragões e o nome FC Porto têm muita força na Europa do futebol e só isso explica a forma tímida e encolhida como o Genk encarou a primeira parte do encontro com os portistas.

Com um saldo de 19-1 em golos neste início de temporada, ninguém, por certo, esperava ver o Genk a actuar dessa forma, mas os dragões agradeceram, aproveitando para fazerem uma primeira parte muito tranquila em que trocavam a bola como queriam e criando algumas oportunidades de golo, sendo que, ainda assim, apenas conseguiram concretizar por uma vez, na sequência de um penalti transformado por Falcao, a meio da primeira parte.

Após o descanso, a equipa belga, a perder, passou a arriscar um pouco mais, começando a criar alguns problemas para o último reduto portista. Nessa fase, valeu Helton, com um punhado de excelentes defesas e, também, a expulsão de Matoukou, aos 66 minutos, que, colocando o Genk com menos uma unidade, matou, definitivamente, as hipóteses da equipa da Flandres.

A partir desse momento, o FC Porto sentiu que podia matar a eliminatória ali mesmo em Genk e após Villas Boas trocar o seu 4-3-3 por um 4-2-3-1, viu a equipa portista marcar mais dois golos (e que golos) por intermédio de Souza e Belluschi. Dois tentos que garantiram uma vitória por 3-0 e o apuramento mais que assegurado para a fase de grupos da Liga Europa.

Yannick é o rosto da desilusão leonina

Sporting 0-2 Brondby

Após a derrota com o Paços de Ferreira, esperava-se que o Sporting espevitasse neste compromisso europeu, no entanto, o que os adeptos leoninos viram foi apenas o prolongar do pesadelo.

Paulo Sérgio apostou num 4-4-2 clássico com Matias e Valdes nas alas e o duplo pivot (André Santos-Maniche), um sistema que teve velocidade e mobilidade durante cerca de cinco/dez minutos, mas, depois, veio a revelar-se num enorme equívoco, com destaque para a incapacidade de Matias e Valdes darem profundidade nas alas e para a ausência total de jogo de André Santos.

Dessa forma, o jogo avançava com um Sporting inoperante, desligado e sem qualquer fio de jogo, todavia, o pior ainda estava para vir, pois, aos 43 minutos, o Brondby colocou a vida do Sporting ainda mais difícil, após grande golo de Kristiansen, a premiar uma boa jogada de contra-ataque.

Após o intervalo, pensou-se que o Sporting viria de ideias mais vincadas e com outra mentalidade, todavia, o segundo golo do Brondby, apontado aos 53 minutos por Jallow, deixou os leões ainda mais desesperados.

Assim sendo, a reacção leonina foi sempre muito mais com o coração do com a cabeça e, quando a isso se associa a falta de sorte (remates ao poste de Liedson e Nuno André Coelho) e a má prestação do árbitro (penalti negado por falta clara sobre João Pereira) o destino é quase sempre a derrota e, neste caso, a quase certa eliminação precoce das competições europeias.

Baba lutou mas foi ineficaz

BATE 3-0 Marítimo

A deslocação madeirense à Bielorrússia conta-se em dois momentos completamente díspares: Uma excelente primeira parte e uma segunda parte que foi pouco menos que um pesadelo.

No primeiro tempo, o Marítimo jogou muito bem, criou algumas oportunidades de golo e, durante muito tempo, conseguiu empurrar o BATE para o seu meio campo. Nesse período, havia a clara noção de que os madeirenses podiam vencer na Bielorrússia e nem um remate ao poste de Rodionov em cima do intervalo punha em causa essa ideia.

Contudo, o segundo tempo foi um desastre. A equipa recuou no terreno e, após sofrer o primeiro tento (Olekhnovich, 57′), a equipa entrou em desnorte completo.

Aproveitou assim o BATE para fazer mais dois golos (Bressan e Pavlov) e deixou o Marítimo a precisar de um milagre na Madeira para seguir em frente na Liga Europa.

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Poderíamos pensar que com o mundial à porta e o final da época de clubes este seria um tempo mais calmo e com menos notícias. Um período para planear a próxima temporada e reflectir sobre a que passou. Parece que o Sporting está a fazer isso mesmo, mas a comunicação social montou um circo mediático que já vimos noutras paragens, não muito longe da nossa casa.

Comecemos pelo Sporting. Temos vindo a defender que o Sporting necessita de uma reformulação interna e parece que o presidente do nosso clube nos fez a vontade: primeiro um director desportivo a assumir as responsabilidades, depois um novo director de comunicação – há  muito sugerido no A Outra Visão, um novo responsável pelo marketing do clube e agora um nome que muitos sportinguistas ansiavam que caísse – Salema Garção. Uma saída que passou despercebida a alguns, mas caiu na boa graça de muito sportinguistas que já algum tempo pediam o seu afastamento. Sinais de mudança por Alvalade que começam pela base do clube e também sinais de que parece haver um esforço para criar uma nova estrutura directiva. Mas de reforços ainda nada se sabe.

No entanto, a comunicação social continua a “bombardear” o universo verde e branco com sucessivos nomes de possíveis reforços. Cada dia há um novo nome e com a quantidade de jogadores sugeridos o Sporting já poderia ter construído uma equipa.

Este fenómeno era comum do outro lado da segunda circular, que no final de uma temporada via, todos os dias, as capas dos jornais exibir nomes de jogadores referenciados para o seu clube. Assim foi durante anos a fio. De peito feito e cheios de orgulho, os adeptos do nosso rival diziam que era a grandeza do seu clube que fazia vender jornais e alimentava essa especulação. Pura ilusão. Não era nada mais do que um aproveitamento dos jornais das expectativas dos adeptos após o insucesso desportivo  e não a prova do valor de uma marca.

Não deixa de ser engraçado que se o Sporting vendesse todo o seu plantel e contratasse todos os jogadores que foram sugeridos nos media, teria um plantel bastante interessante. Vejamos a possibilidade de construir um plantel de 24 jogadores, que não sendo o mais equilibrado não deixa de ser um bom exercício:

Gr: Carrizo, Hilário, Benaglio

Defesas: Duda, Evaldo, Rodriguez, Lazzaretti, Geromel, José Castro, Ansaldi

Médios: Petrovic, Maniche, Diego Souza, Deco, Hugo Viana, Tiago, Luis Aguiar, Drenthe, Nuno Assis

Avançados: Quaresma, Alan, Milan Baros, Raffael, Valdes

Outras opções poderiam ter sido incluídas, como os casos de Lulinha, Mercado, Vitor Gomes, Pereya, Nilson, Marcos, Moreira, Nadir Belhadj, entre outros.

A especulação parece não ter limites e hoje, dia 20 de Maio, não consigo deixar de pensar quantos planteis poderão ser construídos no espaço de um mês, ou seja, a 20 de Junho. Parece-me que só há uma maneira de travar este circo: apresentar reforços o mais depressa possível. Até porque a nossa época começa cedo.

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Desalento Real após nova derrota com o Barça

O Barcelona, ontem, no Santiago Bernabéu, deu um passo decisivo rumo à conquista do título espanhol. Uma vitória por duas bolas a zero com golos de Messi e Pedro foi suficiente para colocar os catalães com três pontos de avanço (e vantagem no confronto directo) sobre o rival madrileno. Uma vitória saborosa e especialmente sentida, pois ontem, o Barça apresentou, em campo, oito jogadores das suas escolas: Valdés, Puyol, Piqué, Iniesta, Busquets, Xavi, Pedro e Messi.

Neste contexto particular, o Barça não tem rival na Europa. Os catalães, que também são treinados por alguém da casa (Pep Guardiola), são a melhor equipa da actualidade na fusão dos jogadores da cantera com grandes estrelas internacionais como Ibrahimovic ou Henry.

O Barcelona tem, neste momento, uma identidade própria e um estilo de jogo único. Podemos dizer que quando vemos o Barça jogar sentimos que não estão a jogar na Táctica A, B ou C, mas, ao invés, sentimos que estão a jogar à Barcelona e, isso, é meio caminho andado para o sucesso.

Na verdade isso é, neste momento, aquilo que os coloca um passo à frente do seu rival Real Madrid. Os madrilenos ainda tentaram, no passado, utilizar uma estratégia celebrizada por Florentino Pérez de: “Zidanes e Pavones”, todavia, a fraca qualidade de grande parte dos atletas das escolas do Real, aliada a conflitos de egos das suas principais vedetas gerou muitos problemas e insucesso desportivo.

Ao invés, o Barcelona consegue integrar essas estrelas na perfeição, parecendo que atletas como Ibrahimovic, que até era algo problemático, já jogava no Barça desde criança. Antes vimos Eto’o, Deco ou Larsson fazerem exactamente o mesmo.

Claro que ter talentos como Xavi, Iniesta, Bojan ou Messi ajuda nessa integração e na homogeneidade da equipa, mas esses talentos não nascem por acaso. São fruto de um projecto que não é mais que uma adaptação do projecto do Ajax e que esse grande senhor do futebol que se chama Johan Cruijff soube implementar no Barcelona.

Depois, os catalães, ao terem dinheiro para juntarem grandes estrelas internacionais à sua cantera, tornam o Barcelona, neste momento, uma equipa com condições para ter ainda mais sucesso do que o mítico Ajax dos anos 70 e tornar inúteis os muitos milhões gastos pelo Real Madrid.

O Barcelona é, assim, a prova que ter um milionário como presidente e gastar milhões de euros, por si só, não é suficiente. Só havendo uma identidade própria, um modelo de jogo enraizado e uma escola de qualidade permite a um clube tornar-se verdadeiramente gigante e almejar ganhar tudo como, na verdade, o Barça já ganhou.

Veremos se, no futuro, as equipas europeias pegam no modelo do Barça e tentam adaptá-lo à sua realidade ou se, ao invés, continuam a pensar que gastar milhões em meia dúzia de estrelas lhes garantirá sucesso imediato. Penso que os últimos dois anos de confronto: Real Madrid-Barcelona pode auxiliá-los na resposta…

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