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Nguette ainda tem muito que evoluir

Nguette ainda tem muito que evoluir

Um dos jogadores que é hoje apontado como possível reforço do Benfica é o jovem atacante Opa Nguette, futebolista de apenas 20 anos que vai evoluindo no Valenciennes, emblema que se encontra actualmente no segundo escalão do futebol francês.

Nascido a 8 de Julho de 1994 em Mantes-la-Jolie, França, Opa Nguette é um produto das escolas do modesto Mantes, tendo dado o salto para o Valenciennes em 2011/12, clube pelo qual se estreou pela equipa principal na temporada seguinte, na Ligue 1.

No primeiro escalão do futebol gaulês, haveria de actuar entre 2012 e 2014, somando um total de 31 jogos e três golos, ainda que apresentando ainda alguma intermitência exibicional própria da idade.

Certo é que isso, em 2014/15, num patamar competitivo menos exigente como é a Ligue 2, tem vindo a dissipar-se, com o internacional sub-20 francês a apresentar um rendimento bem mais consistente, somando 17 jogos e cinco golos pelo Valenciennes.

Faz todas as posições do ataque

Opa Nguette é o protótipo do avançado polivalente, uma vez que pode actuar como extremo (esquerdo ou direito) ou ponta de lança, ainda que seja encostado ao lado direito do ataque que mais vezes está a actuar ao longo da actual temporada.

Rápido, possante e com uma técnica individual muito apreciável, o jovem gaulês é muito forte no um contra um, ainda que um certo excesso de confiança o torne, por vezes, individualista em excesso, isto em prejuízo da sua equipa.

Em termos de finalização, por outro lado, nota-se também claramente a evolução do internacional sub-20 francês, embora este ainda tenha uma larga margem para progredir, isto, obviamente, se quiser atingir outros patamares de excelência.

Em suma, trata-se de uma pérola com elevada margem de progressão, mas ainda com muito por lapidar, sendo que uma eventual contratação do Benfica teria sempre de ser entendida como um projecto de futuro, nomeadamente a começar pela equipa B, e nunca num espectro imediatista.

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Cisowski brilhou no RC Paris

Um dos grandes goleadores de sempre do futebol gaulês foi um ponta de lança de origem polaca que se assumiu como grande matador ao serviço de clubes como o Metz e Racing Club de Paris: Thadée Cisowski. Três vezes melhor marcador da primeira divisão francesa e uma vez melhor marcador do segundo escalão, Cisowski era um goleador nato, que se movimentava muito bem entre os defesas e que se assumia como um verdadeiro oportunista na hora de atirar à baliza. Depois de se naturalizar francês, o Mundial 1958 podia ter sido o bonito palco da sua consagração internacional, todavia, as lesões já tinham deixado uma fatal marca no avançado-centro…

Destacou-se no Metz e explodiu no Racing Club de Paris

Thadée Cisowski nasceu a 16 de Fevereiro de 1927 em Lazki, Polónia, mas viajou para a França em 1947 para representar o Metz. Nesse clube, o atacante assumiu-se como grande goleador, marcando 69 golos em 119 jogos e tendo se consagrado melhor marcador da segunda divisão francesa em 1951 com 23 tentos.

Em 1952, transferiu-se para o Racing Club de Paris, clube que pagou a verba recorde de 13 milhões de francos para contar o seu concurso. Perante as pressão dos números envolvidos, Cisowski não tremeu, marcando 186 golos em 206 jogos pelo clube da capital francesa. No período em que representou o Racing (1952-1960), o avançado-centro foi três vezes melhor marcador do campeonato francês, mas nunca conquistou qualquer título colectivo de realce.

Lesões apressaram o final da carreira

Quando se transferiu para o Valenciennes em 1960, a carreira de Cisowski já estava em declínio devido às inúmeras lesões, tendo o atleta naturalizado francês falhado o Mundial 1958 devido a essa mesma situação.

Ainda assim, tanto no Valenciennes na época de 1960/61 (28 jogos, 9 golos), como no Nantes na temporada seguinte (19 jogos, 8 golos), o ponta de lança de origem polaca efectuou épocas dignas, terminando assim a sua carreira sem espectacular fulgor, mas com o respeito que o seu passado futebolístico exigia.

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Milla festeja golo diante da Colômbia

Aquele momento parece parado no tempo até hoje. Em plenos oitavos de final do Mundial 90, os Camarões defrontavam a Colômbia e, no prolongamento, venciam por 1-0. Desesperado, o guarda-redes colombiano René Higuita achou que podia fintar um camaronês de 38 anos a meio do seu meio campo. Todavia, esse mesmo “velhote”, que até já tinha sido o marcador do primeiro golo camaronês, roubou a bola ao pobre René e correu para a baliza deserta, fazendo o 2-0. Os Camarões haveriam de ganhar esse jogo por 2-1 e ser a primeira equipa africana a chegar aos quartos de final de um Mundial… Ah, o nome do velhote? Roger Milla!

Albert Roger Mooh Miller (o seu nome de baptismo) iniciou a sua carreira com 13 anos, em 1965, no Eclair Yaoundé. Ainda assim, foi apenas em 1971 que, ao assinar pelo Léopard, se começou a destacar, fazendo, em três anos e meio, 89 golos em 117 jogos. Depois, esteve três temporadas no Tonerre, onde marcou 69 golos em 87 jogos.

Como se costuma dizer, tantos golos nunca são marcados por acaso e, assim, foi sem surpresa que em 1977, com 25 anos, chegou à Europa para jogar no Valenciennes. Surpreendentemente, na primeira temporada, não fez qualquer jogo e, na segunda, em 27 jogos ficou-se pelos seis golos.

Em 1979, continuou em França, mas mudou de ares, assinando pelo Mónaco. No entanto, no clube do principado voltou a não ser feliz ficando-se pelos dois golos em dezasseis encontros disputados.

Ainda na Liga Francesa, Milla, aos 28 anos, na temporada 80/81, viajou para a Córsega e assinou pelo Bastia. Nesse clube conseguiu, finalmente, algum destaque, pois em quatro temporadas fez 35 golos em 113 jogos. Ainda assim, esperava-se mais de um camaronês que, no seu país natal, tinha uma média de quase um golo por jogo.

No meio da sua estadia na Córsega, esteve no Mundial 1982, onde, diante do Peru, teve um golo anulado. Os Camarões, nessa competição, foram eliminados após empatarem os três jogos da primeira fase, diante de Peru (0-0), Polónia (0-0) e Itália (1-1).

Depois da sua estadia em Bastia, Roger Milla assinou pelo Montpellier. Em 1986/87, na primeira temporada, fez 18 golos e ajudou o clube a subir à Ligue 1. Depois, nas duas temporadas seguintes, foi sempre um jogador muito regular, fazendo 19 golos em 62 jogos e ajudando o Montpellier a conseguir classificações dignas na primeira divisão francesa.

No entanto, no final da terceira temporada com o clube do sul de França, despediu-se do futebol europeu e foi jogar para o Saint Perroise do campeonato da… Reunião.

Estava, assim, nessa espécie de pré-reforma, quando em 1990 é surpreendentemente convocado para o Mundial de Itália. Nesse campeonato do mundo, fez dois golos à Roménia (na primeira fase) e dois golos à Colômbia (nos oitavos de final), ajudando a equipa africana a atingir os quartos de final, onde perdeu, de forma inglória, com a Inglaterra (2-3 a.p.). Nessa partida, os camaroneses chegaram a estar a ganhar 2-1, mas a experiência dos ingleses acabou por vir ao de cima. Ainda assim, foi um brilhante campeonato para os camaroneses e, acima de tudo, para um “velhote” de 38 anos, Roger Milla.

Quatro anos mais tarde, já de volta aos Camarões e, ainda a jogar futebol no Tonerre Yaoundé, Milla voltou a ser convocado para o campeonato do mundo, agora nos Estados Unidos. Pensou-se que Milla apenas ia para funcionar como uma motivação para o balneário, mas, mesmo numa péssima participação dos Camarões (eliminados na primeira fase), conseguiu fazer um golo numa derrota (1-6) diante da Rússia. O avançado africano tinha, nessa altura, 42 anos…

Depois desse Mundial, ainda esteve três anos a jogar na Indonésia, retirando-se com… 45 anos! Apesar disso, os adeptos dos Camarões, quando vêem a sua selecção, ainda fecham os olhos e tentam imaginar Roger Milla, correndo para a bandeirola de campo e fazendo a dança que o celebrizou no Mundial 90. Revejam-na no vídeo abaixo.

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Um hat-trick de Lionel Messi manteve o Barça colado ao Real Madrid no topo da Liga Espanhola. A equipa catalã venceu em Saragoça (4-2), enquanto os madrilenos também não vacilaram e venceram, em casa, o Sporting de Gijón (3-1); Em Itália, o Inter de Mourinho voltou a desiludir, pois não foi além de um empate em Palermo (1-1), todavia, continua líder, pois o Milan, em casa, não fez melhor (empatou 1-1 com o Nápoles); Na Premier League, o Manchester United venceu, em Old Trafford, o Liverpool por duas bolas a uma e continua líder isolado.

Liga Espanhola – Barcelona e Real Madrid continuam colados na liderança

Começam a faltar adjectivos para caracterizar a excelente época do argentino Messi. Esta jornada, o jogador a quem já comparam a Maradona fez mais três golos e foi o principal responsável pela vitória do Barcelona, em Saragoça, por quatro bolas a duas. Neste jogo, a equipa catalã foi sempre superior e venceu com justiça um adversário que luta pela manutenção na La Liga. Por outro lado, no Santiago Bernabéu, o Real Madrid venceu o Sp. Gijón por três bolas a uma. Ainda assim, os madrilenos ainda passaram por um susto, pois aos 53 minutos, Barral colocou os asturianos na frente. Todavia, golos de Van der Vaart, Xabi Alonso e Higuaín deram a volta ao marcador. Na La Liga, Real Madrid e Barça estão sozinhos na frente com 68 pontos, mas os madrilenos têm vantagem no goal average. O terceiro, Valência, está a 18 pontos…

Liga Italiana – Milan não aproveita novo deslize interista

Na jornada 29, o Inter voltou a perder pontos, pois não foi além de um empate, na Sicília, diante do Palermo (1-1). A equipa de Mourinho ainda saiu na frente com um golo de Diego Milito (10′ g.p.), mas, apenas 15 minutos depois, Cavani empatou. No entanto, o Milan falhou o assalto à liderança da Série A, pois, em casa, também não foi além de um empate com o Nápoles (1-1). Assim sendo, o grande vencedor da ronda foi a AS Roma, que venceu a Udinese, em casa, por quatro bolas a duas (golos de Vucinic (3) e Toni) e está agora a apenas quatro pontos do líder Inter e a três pontos do Milan (2º).

Liga Inglesa – Manchester United vence Liverpool e continua líder

Os “Red Devils” receberam o Liverpool e até começaram mal, pois, logo aos cinco minutos, Torres abriu o activo para a equipa da cidade dos Beatles. Todavia, o Manchester United voltou a demonstrar toda a sua força e Rooney (12′) e Ji-Sung Park (60′) deram a vitória à equipa de Alex Ferguson por 2-1. Por outro lado, o Arsenal continua na perseguição ao líder, pois, em casa, venceu tranquilamente o West Ham (2-0). Quem desiludiu foi o Chelsea que não foi além de um empate em Blackburn (1-1). Assim sendo, o Manchester United continua na liderança da Premier League com mais dois pontos que o Arsenal (2º) e quatro que o Chelsea (3º). Os “blues”, todavia, têm menos um desafio.

Liga Francesa – Em França a Ligue 1 continua ao rubro

Na Ligue 1, os três da frente venceram todos. O Bordéus (1º) venceu o Lille por 3-1 com golos de Ciani, Jussiê e Gourcuff; o Montpellier (2º) venceu com dificuldade o Valenciennes, em casa, por 2-1; e o Auxerre (3º) precisou de um golo de Pedretti, já nos descontos, para levar de vencido o Le Mans (2-1). Quem também continua a sonhar com o título é o Marselha que, em casa, venceu o Lyon por 2-1. Assim sendo, a Liga Francesa continua explosiva, pois o Bordéus (-1 jogo) lidera com os mesmos pontos do Montpellier e apenas mais um ponto que o Auxerre. O Marselha (-1 jogo), por sua vez, é quarto a três pontos do líder.

Outras Ligas – Bayern surpreendido em Frankfurt

O Bayern Munique foi surpreendentemente derrotado em Frankfurt (1-2), mas continua líder na Bundesliga. Os bávaros têm agora apenas um ponto de vantagem sobre o Schalke 04 (2º), que empatou 2-2 em Hamburgo e mantêm os três de avanço diante do Leverkusen (3º) que perdeu em Dortmund (0-3); Na Holanda, por outro lado, o Twente empatou com o PSV (1-1) em Eindhoven, mas continua lider isolado da Eredivisie. A equipa que foi eliminada pelo Sporting na Champions lidera com quatro pontos de avanço sobre o Ajax (2º) e cinco sobre o PSV (3º); Por fim, na Grécia, o PAOK continua a má fase e perdeu, em casa, com o AEK (0-1). A equipa de Salónica caiu, assim, para terceira, pois o Olympiakos venceu na casa do líder Panathinaikos por 1-0. O PAO lidera agora com quatro pontos de avanço do Olympiakos (2º) e cinco do PAOK de Fernando Santos. 

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