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Posts Tagged ‘van Wolfswinkel’

Viola é um atacante talentoso

Um dos novos reforços do Sporting surge em Alvalade para dar uma concorrência a van Wolfswinkel que Diego Rubio nunca conseguiu dar, falamos do promissor ponta de lança argentino: Valentín Viola.

Valentín Nicolás Viola nasceu a 21 de Agosto de 1991 em Moreno, Argentina, sendo um produto das escolas do Racing Club, equipa argentina onde se estreou na equipa principal em 2010. Desde essa data, o avançado sul-americano efectuou 46 jogos e marcou 6 golos, despedindo-se do clube de Avellaneda com um golo na final da Taça da Argentina que o Racing perdeu (1-2).

Depois disso, o jovem de 20 anos viajará até Portugal para representar o Sporting Clube de Portugal, sendo um reforço importante para criar concorrência a Ricky van Wolfswinkel.

Como joga?

Valentín Viola é preferencialmente um avançado-centro, ou seja, actua numa zona central do ataque, mas com grande mobilidade, deambulado por todo o último terço ofensivo. Rápido e tecnicista, trata-se de um jogador muito difícil de marcar, podendo também actuar como falso extremo num 4x3x3 de perfil assimétrico.

Apesar de muito jovem, já é um jogador com grande maturidade e frieza, sendo um excelente finalizador e um diamante por lapidar pelo Sporting Clube de Portugal.

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Ribas ao serviço do Dijon

Um dos novos reforços do Sporting Clube de Portugal é um avançado uruguaio que chega a Alvalade por empréstimo dos italianos do Génova: Sebastián Ribas.

Nascido a 11 de Março de 1988 em Montevideu, Uruguai, Sebastián Ribas iniciou a sua carreira no Juventud de Las Piedras do seu país natal, tendo brilhado no Torneio de Viareggio de 2006 ao serviço desse clube uruguaio, pois marcou o golo decisivo na vitória diante da Juventus na final (1-0) e ainda foi considerado o melhor jogador da competição.

Essas excelentes exibições no prestigiado torneio juvenil, valeu ao avançado-centro a transferência para o Inter de Milão, onde, na época 2006/07, esteve incorporado na equipa “primavera” do clube do norte de Itália. Nessa mesma temporada, o avançado uruguaio conseguiu ainda se estrear na equipa principal do Inter, tendo disputado um jogo da Taça de Itália diante do Empoli.

Em 2007/08, o atacante foi emprestado ao Spezia da Série B italiana, contudo, não se conseguiu destacar, não fazendo mais de quatro jogos. Essa performance pouco produtiva fê-lo regressar ao Inter a meio da época e pelo clube milanês voltou a vencer o Torneio de Viareggio, tornando-se o primeiro jogador a vencê-lo por duas equipas diferentes.

Explodiu no Dijon

No Verão de 2008, o atacante trocou o Inter pelos gauleses do Dijon, clube pelo qual permaneceu durante três épocas, sempre na Ligue 2, ou seja, o segundo escalão do futebol francês.

Durante esse período, o ponta de lança assumiu-se como uma das grandes figuras do Dijon, pois marcou 55 golos em 114 jogos, com destaque para a última temporada, em que somou 25 tentos em 40 partidas e foi fulcral para a subida do clube francês ao primeiro escalão.

Este excelente registo valeu-lhe o interesse de vários clubes estrangeiros no seu concurso no passado defeso, tendo acabado por escolher transferir-se para o Génova.

Em nova experiência italiana, o atacante voltou a não ser feliz, apenas surgindo num jogo da Taça de Itália e acabando por ser emprestado ao Sporting nesta paragem de Inverno.

Avançado-centro com grande presença na área

Com 1,89 metros e 86 quilos, Sebastián Ribas é um avançado que faz valer o seu imponente físico para garantir uma presença forte e eficaz na área.

Não sendo muito rápido, é um avançado muito oportuno que sabe aparecer na hora certa na zona de finalização, sendo aquilo que vulgarmente se chama de um “matador”, pois não é de grandes rodriguinhos ou preciosismos técnicos, preferindo dar primazia à eficácia.

Pelas suas características, encaixará perfeitamente na posição “nove” no 4x3x3 de Domingos Paciência, assumindo-se, claramente, como uma boa alternativa a Ricky van Wolfswinkel.

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Pereirinha não justifica estar no plantel do Sporting

Chegamos ao Natal e, tal como antes se tornou uma triste tradição para o clube verde-e-branco, o Sporting encontra-se uma vez mais numa posição difícil na luta pelo título nacional. Já a quatro pontos de distância do duo da frente, Domingos Paciência proibiu os seus jogadores de perderem pontos na deslocação a Coimbra, mas o certo é que os leões voltaram a tropeçar, muito por culpa dos falhanços de van Wolfswinkel (e também de um escandaloso de Onyewu…), mas também por terem dado novamente 45 minutos de avanço ao seu adversário. Uma parte inteira com Pereirinha no relvado em deterimento de um dos jovens jogadores mais talentosos do futebol actual, o peruano Carrillo.

Custa-me a entender essa insistência quase obsessiva pela utilização de um elemento que não vingou em clubes como o V. Guimarães e o modesto Kavala, mas que depois de não ter lugar em planteis leoninos bem mais fracos que o actual, foi incorporado por Domingos Paciência para esta temporada e até tem jogado com surpreendente regularidade.

Dirão, por certo, que jogadores como Izmailov, Jeffrén ou até Matías (outro erro de casting de Domingos, como extremo-direito) estão lesionados e isso diminui as opções do treinador leonino para essa posição, mas, quando há Carrillo, fará sentido a utilização de Pereirinha?

Muitos argumentarão que Pereirinha dá uma consistência defensiva muito mais acertada que o internacional peruano, mas custa-me compreender que num jogo com a Académica, seja Domingos Paciência a estar preocupado com Diogo Valente e não Pedro Emanuel a preocupar-se com Carrillo. Além disso, mesmo pensando que Domingos não queria arriscar e pretendia dar uma tracção mais defensiva a ala-direita, não seria mais lógico apostar no jovem Arias, do que insistir na utilização de alguém que nada acrescenta ao jogo verde-e-branco?

O empate que afasta ainda mais os leões do duo da frente, aliado à forma como a alteração de Pereirinha por Carrillo transfigurou para muito melhor o jogo dos leões deve servir de exemplo para que Domingos Paciência perceba que com todo o respeito pelo atleta Bruno Pereirinha, este não tem qualidade suficiente para integrar o plantel do Sporting, principalmente perante elementos que, actuando na sua posição, têm um rendimento incomparavelmente superior.

Para bem da equipa verde-e-branca e dos seus adeptos, é expectável que a última pobre exibição do jogador formado em Alvalade abra as portas da titularidade da extrema-direita leonina para outras opções, sendo que as iminentes recuperações de Izmailov e Jeffrén deverão dar uma ajuda decisiva a Domingos Paciência nesse capítulo.

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Malafeev segurou o nulo no FC Porto-Zenit

O FC Porto não conseguiu superar o Zenit de São Petersburgo em duelo da Liga dos Campeões e, dessa forma, ficou privado do apuramento para os oitavos de final da prova milionária, situação que para além do prestígio desportivo, também priva os dragões de conquistarem três milhões de euros. Todavia, tanto no plano desportivo como financeiro, será que se tratou de uma eliminação assim tão prejudicial?

Primeiro pensemos pelo plano desportivo. O FC Porto tem uma excelente equipa e, de facto, apenas Falcao está ausente da grande equipa que se exibiu por essa Europa fora na temporada transacta. Todavia, a saída do avançado colombiano não foi minimamente compensada pelos responsáveis azuis-e-brancos, que teriam ficado bem mais servidos com uma solução como a do Sporting (van Wolfswinkel), um atacante móvel, lutador, com sentido de baliza e capacidade de luta, do que com Kléber, que apesar do talento inegável, está a ter muitas dificuldades na transição psicológica de um clube médio para um clube de top.

Para além disso, Vítor Pereira também está a revelar-se um erro de casting, pois revela-se incapaz de motivar a equipa e impotente para oferecer ao FC Porto aquilo que de melhor os portistas ofereceram em 2010/11, uma excelente dinâmica posicional, que fazia com que todos os elementos soubessem o que fazerem dentro de campo. Ontem, diante do conjunto russo, o FC Porto até nem jogou propriamente mal, mas sentia-se que muitos elementos se escondiam do jogo, receosos, algo estranho e pouco habitual no clube azul-e-branco.

Nesse seguimento, partindo do princípio que Pinto da Costa não vai abdicar facilmente de Vítor Pereira e que, financeiramente, será difícil encontrar um avançado que faça a diferença neste mercado de Janeiro, dificilmente um apuramento para a fase seguinte da Liga dos Campeões garantiria um percurso muito longo, pois mesmo sendo primeiro do grupo (Curiosamente a derrota do Apoel Nicósia diante do Shakhtar garantia isso ao FC Porto), teria sempre a possibilidade de encontrar equipas complicadas como o Milan, Manchester United (se o Benfica vencer e não houver surpresa na Suíça), Nápoles/Manchester City, etc. E mesmo que tivesse fortuna no sorteio e passasse aos quartos de final, esse seria garantidamente o último degrau para os azuis-e-brancos, pois, aí, só um milagre os faria resistir a um Barcelona, Real Madrid, Bayern ou Chelsea.

Assim sendo, uma passagem para a Liga Europa é muito mais interessante do ponto de vista de crescimento da equipa, pois o FC Porto terá a possibilidade de defrontar equipas exigentes, mas que estão ao seu alcance, podendo, nessa competição, ambicionar perfeitamente o que fez em 2010/11, ou seja, vencer o ceptro.

Por outro lado, em termos financeiros, o desastre também pode não ser assim tão notório, porque vejamos: na Liga dos Campeões, se os portistas passassem aos oitavos de final, recebiam mais 3 milhões de euros, enquanto que se fossem eliminados nos quartos de final, receberiam mais 3,3 milhões de euros, ou seja, um total de 6,3 milhões de euros.

Na Liga Europa, caso o FC Porto chegue às meias-finais, a equipa portista receberá 1,6 milhões de euros, valor que passa para 3,6 milhões caso seja finalista e 4,6 milhões caso vença a Liga Europa. A isso, terá sempre que juntar as receitas de bilheteira e lembre-se que, caso chegue às meias-finais, fará sempre quatro jogos em casa, ao contrário de um jogo caso fosse eliminado nos oitavos de final da “Champions” e dois no caso de ser eliminado nos quartos de final dessa mesma prova.

Depois, há ainda as questões do ranking português na UEFA. A eliminação do FC Porto priva-o imediatamente de cinco pontos bónus, mas, continuando na Liga dos Campeões, dificilmente faria muito mais que isso, ao contrário da Liga Europa. Para terem uma ideia, em 2008/09 o FC Porto chegou aos quartos de final da “Champions League” e somou 17, 3570 pontos. O ano passado, na Liga Europa, somou 31, 7600, ou seja, quase o dobro.

Como tal, só no final da temporada poderemos perceber se este 0-0 diante do Zenit foi negativo ou uma benesse para os portistas que, caso as coisas corram bem na segunda prova mais importante do futebol europeu, ainda podem agradecer a todos os santinhos as grandes intervenções de Malafeev no Estádio do Dragão.

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Os adeptos leoninos voltam a acreditar

Depois de duas épocas desastrosas em termos desportivos, o Sporting procura reassumir-se como um grande de pleno direito no contexto actual do futebol português. Após a vitória nas recentes eleições de Godinho Lopes, o duo de directores gerais: Luís Duque e Carlos Freitas lançaram as mãos à obra, dispensando jogadores como Nuno André Coelho, Maniche, Pedro Mendes ou Vukcevic e adquirindo jogadores de renome como Diego Capel, Bojinov, Schaars, Rodríguez ou Rinaudo, numa enorme revolução, mas que se exigia, devido ao triste passado recente do clube verde-e-branco. Agora, num ano em que muitos julgavam de transição, o Sporting até parece em condições de lutar pelo título, mas a pergunta exige-se: Qual será o melhor onze do Sporting?

Rodríguez tem tudo para ser o líder defensivo

Uma defesa segura e com mais centímetros

Na baliza e nas laterais do sector recuado não haveriam alterações a 2010/11 nem poderiam haver. Rui Patrício (guarda-redes) e João Pereira (lateral-direito) foram dos melhores elementos verde-e-brancos da temporada passada e Evaldo, mesmo sem ter feito uma temporada brilhante, não tem um verdadeiro concorrente do lado-esquerdo da defesa, pois o francês Turan ainda está demasiado “verde” para tamanha responsabilidade.

No entanto, no centro da defesa, a entrada de Onyewu e de Rodríguez é exigível, pois a dupla irá acrescentar muita qualidade aos verde-e-brancos, pelo poder físico e competência no jogo aéreo do norte-americano e, também, pela velocidade, capacidade de desarme e superior leitura de jogo do internacional peruano. Na verdade, estes dois jogadores poderão ser a chave para uma época bem mais descansada que a transacta em termos defensivos.

Schaars é uma clara mais-valia

Um duplo-pivot que já conquistou os adeptos

Apesar de existirem outras soluções de qualidade para as posições “seis” e “oito” como André Santos e Luís Aguiar, a titularidade deverá ser entregue ao internacional argentino Rinaudo e ao internacional holandês Schaars.

O ex-Gimnasia é um puro médio-defensivo que tem um pulmão inesgotável e que disputa cada lance como se fosse o último momento da sua vida, usando e abusando de uma agressividade (não confundir com maldade intencional) que tanto escasseou na temporada anterior. Esse futebol de Rinaudo será importantíssimo para as rápidas recuperações do esférico e para a segurança nas transições defesa-ataque e ataque-defesa.

Depois, na transição ofensiva, o jogador chave será o esquerdino Schaars. Um internacional holandês com uma capacidade táctica e técnica acima da média, que prima por uma extraordinária visão de jogo e uma qualidade fantástica na marcação de bolas paradas. O antigo jogador do AZ fará a ligação entre o “seis” (Rinaudo) e o “dez” (Matías), não havendo no plantel nenhum jogador que o possa fazer com a mesma competência e qualidade.

Matias deve jogar mais próximo da zona de tiro

Um trio de médios-ofensivos de luxo

À frente do duplo-pivot: Rinaudo/Schaars, surge uma linha de três jogadores, sendo dois deles alas/extremos (Diego Capel e Izmailov) e o outro (Matías) um puro “dez”.

Nas alas, optaria por dois jogadores de características diferentes. Do lado esquerdo, e porque Evaldo está cada vez mais um defesa-esquerdo e cada vez menos um lateral-esquerdo, colocava Diego Capel, que é um extremo mais puro e que pela sua velocidade e qualidade técnica se preocuparia mais em dar profundidade ofensiva à equipa com poucas preocupações defensivas, pois Evaldo e mesmo Schaars (excelente nas dobras no flanco esquerdo) seriam suficientes para esse desiderato.

Por outro lado, no flanco direito, colocava Izmailov, um jogador que para além de todas as suas inúmeras qualidades técnicas, é muito inteligente em termos tácticos, sendo capaz de dar profundidade ao lado direito do ataque, mas, ao mesmo tempo, equilíbrio táctico ao centro, abrindo também espaços para as subidas do lateral-direito João Pereira.

Por fim, numa posição intermédia entre o “dez” e o “nove”, numa posição tantas vezes desempenhada por João Pinto no Benfica ou no Sporting colocaria Matías Fernandez. O chileno é um “dez” com bastante sentido de baliza e deve jogar mais próximo do ponta de lança do que nas temporadas anteriores. Ali, mais perto da zona de tiro, penso que a qualidade técnica e de remate do internacional chileno poderá ser bem melhor aproveitada.

van Wolfswinkel marcou 20 golos a época passada

Uma referência de área

A ponta de lança, não se limitando a esperar que a bola lhe chegue aos pés, mas sempre preocupado em ser um farol para todo o futebol ofensivo dos verde-e-brancos actuaria van Wolfswinkel. Apesar de muito jovem, o internacional holandês é um jogador com uma qualidade técnica apreciável e que sabe movimentar-se muito bem na zona de tiro, sendo frio e letal na hora de atirar à baliza, seja com a cabeça ou com os pés.

Depois, bem servido por jogadores como Schaars, Capel, Matías ou Izmailov, tem todas as condições para explodir já nesta temporada e assumir-se como o principal goleador do Sporting 2011/12.

Porquê o 4x2x3x1?

Fala-se muito do Sporting poder actuar em 4x1x3x2, mas sem colocar essa táctica de parte para certo tipo de jogos, nomeadamente os de grau de dificuldade mais baixo, penso que os leões têm tudo a ganhar se usarem este 4x2x3x1. É uma táctica equilibrada, que permite segurança defensiva e profundidade ofensiva e, acima de tudo, mantém a equipa sempre equilibrada, facilitando as transições defesa/ataque e ataque/defesa.

Por outro lado, o 4x1x3x2, muitas vezes, ou não garante segurança à frente da defesa, abrindo demasiados buracos entre a defesa e o meio-campo ou faz com que os dois médios-centro fiquem demasiado distantes dos dois avançados, obrigando a que um dos atacantes recue muito no terreno para ir buscar jogo e funcione quase como um dez. Quando isso acontece, a táctica acaba por se transformar num 4x2x3x1, mas muitas vezes com um “dez” a “oito” e um ponta de lança a “dez”… Lembram-se de quantas vezes isto aconteceu ao Sporting na temporada transacta?

Assim sendo, e tendo em conta o valioso banco que o Sporting teria, com jogadores do calibre de Luís Aguiar, Bojinov, Hélder Postiga ou André Santos, penso que este onze em 4x2x3x1 seria o mais indicado, ficando o 4x1x3x2 como esquema alternativo para quando a ocasião o exigisse.

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A "Era" Godinho Lopes tem surpreendido

Antes de mais, mas porque alguns sabem e outros suspeitam, eu sou sportinguista. Talvez não seja aquele sportinguista que estão habituados e que destila ódio no Benfica e, numa menor escala, no FC Porto, mas sou daqueles que sente o clube verde-e-branco desde tenra idade, seguindo o clube com paixão desde os seis anos de idade, ou seja, desde a temporada 1989/90.

Apesar de tudo, sempre tive a capacidade de analisar friamente o dia a dia dos leões, criticando sempre que havia algo para criticar, até porque é bem mais fácil criticarmos aquilo de que realmente gostamos, porque até é uma maneira de aliviar o stress e, de certa forma, lidar com a tristeza que isso nos transmite.

E vamos ser sinceros, as duas últimas temporadas foram um desastre e, mesmo o termo desastre, poderá ser entendido como um eufemismo…

Em apenas um par de épocas, conseguimos ficar a uma enorme distância do Benfica e do FC Porto, sendo que mesmo o Braga superou-nos largamente na temporada 2009/10 e, mesmo nesta, só nos cedeu o terceiro lugar, porque, valha a verdade, apostou tudo e mais alguma coisa na sua (excelente) campanha europeia.

Assim sendo, independentemente de termos ficado ligeiramente à frente dos bracarenses no campeonato transcato, penso que é honesto afirmar que pelo combinado das duas últimas temporadas, o Sporting parte no quarto lugar da grelha de partida. Triste? Sim, mas realista.

O plantel da última época, apesar de honestamente não ser tão mau como muitos o pintaram, era, ainda assim, demasiado curto tanto em quantidade como em qualidade para uma equipa do gabarito dos leões. Afinal, quantos jogadores do Sporting teriam lugar no onze do FC Porto ou no Benfica? Rui Patrício em ambos e, quanto muito, João Pereira e Izmailov nos encarnados.

Como tal, a tarefa de qualquer direcção que pegasse no Sporting Clube de Portugal seria sempre hercúlea e, em primeira instância, nunca poderá passar por muito mais que um afastamento valente em relação ao Sporting de Braga e uma aproximação ao Benfica e ao FC Porto. Porque, sinceramente, é extremamente difícil que os leões, em apenas uma temporada, consigam atingir o patamar de equipas que nas últimas duas épocas estiveram anos-luz à frente do Sporting.

Honestamente, o meu candidato preferido nem era Godinho Lopes. Pareceu-me demasiado inseguro e frágil e, sinceramente, pareceu-me perceber muito pouco de futebol. A lista de jogadores, como se veio a confirmar por só ter vindo Rodríguez, verificou-se rapidamente que era pouco fiável e apenas para granjear algumas centenas de votos de sócios mais iludidos e/ou aterrorizados com a ideia de Bruno de Carvalho ser um novo “Vale e Azevedo”…

Ainda assim, o facto de (aparentemente) perceber pouco de futebol acabou por ser um dos grandes trunfos do novo Presidente do Sporting, pois nota-se facilmente que apesar de Godinho Lopes afirmar que “tem sempre a última palavra”, as decisões do planeta futebol, tanto ao nível de dispensas ou contratações passam a 99,9% pela dupla Luís Duque/Carlos Freitas. 

Esta dupla, apesar de não ser perfeita, é um enorme avanço para o Sporting. São duas pessoas que têm um profundo conhecimento do mercado e, no caso de Luís Duque, trata-se de alguém que sabe o que quer e para onde vai, sendo um profissional que irá bater o punho na mesa sempre que verificar que o Presidente está, de certa forma, a limitar ou a condicionar a sua mentalidade de maior risco que quer incutir no Sporting.

Até agora e em poucos meses, a mudança tem sido radical. É verdade que as contratações não tem sido daquelas de chamar dezenas de milhares de jogadores ao estádio, mas têm sido inteligentes e criteriosas: Schaars e Rinaudo (penso que posso contar com o argentino) são dois excelentes médios e que vão dar outra dimensão ao anteriormente frágil miolo leonino; van Wolfswinkel é um “matador”, algo que o Sporting não tem desde a saída de Liedson, sendo também jovem e promissor e Rodríguez é, na minha honesta opinião, melhor que qualquer central do plantel.

Das outras contratações: Arias e Carrillo, vou esperar para ver, pois tratam-se de jogadores com muito potencial, mas que pela tenra idade e reduzida experiência serão sempre incógnitas na sua possível adaptação. Ainda assim, se for criado (como acredito que está a ser criado) um grupo forte e mais competitivo, estes jogadores terão uma possibilidade de sucesso muito maior.

Para além disso, o Sporting contratou um treinador muito competente e com margem de progressão (Domingos) e tem demonstrado uma política de comunicação muito diferente para melhor. Agora, as contratações apenas se sabem (quase) em cima da hora, aumentando exponencialmente a possibilidade de sucesso e, também, fazendo com que os negócios possam ser feitos por um valor bem mais baixo do que o que acontece quando o interesse é demasiado publicitado.

Assim sendo, tem sido um bom começo e, sinceramente, estou esperançado que esta nova direcção do Sporting volte a colocar os leões no caminho do sucesso. Veremos se os leões, finalmente, se aproximam de FC Porto e Benfica, pois isso, para além de ser bom para o Sporting e para os sportinguistas, também seria bastante positivo para dragões e águias e para o futebol português, pois quanto maior for a concorrência, maior é a possibilidade de evolução e competitividade além-fronteiras do nosso desporto rei.

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van Wolfswinkel é internacional pela Holanda

Na Liga Holandesa, mais concretamente no FC Utrecht, actua um dos mais promissores pontas de lança do actual futebol holandês e europeu: Ricky van Wolfswinkel.

Criado nas escolas do Vitesse e do AGOVV, o avançado holandês estreou-se a 5 de Abril de 2008, com apenas 19 anos, pela equipa principal do Vitesse, fazendo ainda mais uma partida pelo clube de Arnhem nessa época de 2008/09.

Na temporada seguinte, integrado desde o início da época no plantel principal do Vitesse, van Wolfswinkel começou a assumir-se como um avançado temível, participando em 32 jogos da Eredivisie e marcando oito tentos, o que, para um jovem de 19 anos, são números muito interessantes.

No defeso da época 2009/10, transferiu-se para o FC Utrecht e, na temporada de estreia nesse clube holandês, van Wolkswinkel fez 12 golos em 36 jogos. Este ano, nos poucos meses que a temporada leva, o avançado internacional holandês já fez os mesmos doze golos, mas, desta feita, em apenas nove partidas…

Ponta de lança com um fantástico faro de golo, boa capacidade de desmarcação e frieza absoluta na hora de atirar à baliza, o internacional holandês não é um prodígio de técnica, mas também não precisa, pois a sua única missão no relvado é fazer golos e, isso, fá-lo como ninguém. Jogador talhado para jogar ao lado de um segundo avançado num 4-4-2, também pode jogar sozinho na frente, tanto num 4-2-3-1 como num 4-3-3.

Neste momento, o internacional holandês de 21 anos está numa fase de crescimento e, por certo, o seu potencial irá fazê-lo evoluir ainda mais do que fez até aqui. Assim sendo, se algum clube português estiver interessado num atacante que irá, provavelmente, ser um dos grandes pontas de lança do futuro, convém tentar a aquisição de van Wolfswinkel rapidamente, enquanto o seu preço de mercado não dispara.

Se quiserem conhecer melhor o atacante holandês, aconselho-vos a procurarem um jogo do FC Utrecht na Liga Europa, mas, até lá, deixo-vos um vídeo com alguns golos de van Wolfswinkel.

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