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Posts Tagged ‘Varela’

Polga foi decisivo na vitória 100 dos leões na Europa

Se os leões, em casa, diante do Lille, mostraram as garras, vencendo por 1-0 e conquistando o primeiro lugar no Grupo C da Liga Europa, os dragões, numa Viena coberta de neve, não se ficaram atrás, aquecendo os corações dos portistas com mais uma vitória (3-1) e consequente primeiro lugar no grupo L. Graças a este posicionamento, Sporting e FC Porto serão cabeças de série no sorteio dos 16/final, situação que, em teoria, será benéfico para as equipas portuguesas. Para além deste factor, estes excelentes resultados de leões e dragões, aliado às prestações de Benfica e Sp. Braga na Liga dos Campeões, já garantiram 9,400 pontos a Portugal, o que nos coloca em terceiro lugar no ranking UEFA referente a esta temporada e mantém-nos no sexto lugar do ranking UEFA referente às últimas cinco épocas. Se mantivermos este posicionamento até ao final desta temporada, conseguiremos colocar três equipas na Liga dos Campeões 2012/13.

Sporting 1-0 Lille

Em Alvalade, o Sporting não fez uma exibição de encher o olho, mas venceu, justamente, um Lille que também não mostrou muito em Lisboa.

Durante a primeira parte, os leões foram quase sempre a melhor equipa, ainda que tenham jogado de forma algo lenta e sem qualquer criatividade. Nesses primeiros quarenta e cinco minutos, o Sporting acabou por fazer um golo, por Anderson Polga (28′), ver um cabeceamento do mesmo Polga embater no poste e ser-lhe negado um claro penálti sobre Hélder Postiga. O Lille, que se pode queixar da ilegalidade do golo de Polga (Postiga tocou com a mão na bola antes desta chegar aos pés do central brasileiro), pouco fez durante o primeiro período, com excepção para alguns cabeceamentos perigosos de Túlio de Melo.

Na segunda parte, o Sporting, sabendo que o empate lhe garantia o apuramento, recuou linhas e convidou a equipa francesa a assumir o controlo do jogo. Durante esses segundos quarenta e cinco minutos, com maior ou menor dificuldade, os leões conseguiram suster os ímpetos do Lille e, assim, conquistar a vitória 100 em jogos das competições europeias.

Rapid Viena 1-3 FC Porto

Em Viena, a enfrentar um forte nevão e um campo a roçar o impraticável, o FC Porto voltou a mostrar o seu poderio e venceu o Rapid por 3-1, num jogo em que, injustamente, teve de esperar pelos últimos minutos para garantir o triunfo.

Entrando forte e parecendo imune às más condições atmosféricas, o FC Porto foi esbanjando oportunidades até que, aos 39 minutos, contra a corrente do jogo, Trimmel fez o 1-0 para os austríacos.

O FC Porto, porém, reagiu de pronto e, depois de Varela ter desperdiçado um golo feito, o inevitável Falcao (42′) não falhou uma oportunidade sozinho perante o guarda-redes local e repôs a igualdade no desafio.

Na segunda metade, parecendo satisfeitos com a igualdade, os azuis-e-brancos recuaram ligeiramente e o jogo tornou-se menos interessante do que nos primeiros quarenta e cinco minutos. Ainda assim, após a entrada de Belluschi, o FC Porto voltou a assumir as rédeas do jogo e, após um aviso de Guarín (79′), Falcao (86′) colocou o FC Porto em vantagem no marcador.

Até final, ainda houve tempo para o 3-1, novamente da autoria do avançado colombiano que, assim, completou o hat-trick. Com esta vitória, o FC Porto garantiu, tal como o Sporting, a liderança no seu agrupamento.

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Jorge Jesus vive dias difíceis na Luz

Ao intervalo do jogo de Domingo eu já pouco acreditava na reviravolta, já ficava satisfeito de perder “apenas” por três. Esta é a pior crítica que posso fazer ao Benfica 2010/2011.

Já se sabia que o Benfica estava mal, que este Porto era favorito, estava muito forte e que Belluschi, Falcao, Varela e Hulk (que fenómeno) estavam em grande forma. E para ajudar à festa Jorge Jesus decidiu inventar e jogar da mesma forma que jogámos contra o Liverpool, onde perdemos por 4-1. Os 3 primeiros golos nasceram do espaço entre David Luís e Sidnei. Porque será? Mas mesmo assim, nada justifica este resultado.

Depois de uma época em que o Benfica dominou, praticou bom futebol e ganhou, vemos o Benfica actual e pensamos: O que se passa?

Podem dizer que saiu Di Maria e Ramires e que o Benfica se ressente dessas ausências, o que é verdade mas não justifica este descalabro. O ano passado também jogámos muitos jogos sem esses jogadores e a dinâmica da equipa era totalmente diferente.

O que se passa é que temos uma equipa que vive do passado. Uma Direcção que continua a vender a ideia que o Benfica é o maior porque é o campeão em título. Jogadores que pensam que não precisam de correr. Um treinador que foi campeão a jogar de uma forma, mas não percebe que com jogadores diferentes não pode jogar exactamente da mesma forma. Na minha opinião a grande diferença está mesmo no treinador.

O Benfica deixou de ter um treinador motivador, muito exigente e emocional, e tem agora um treinador passivo e muito apático. Deixámos de ver um treinador a gritar  “$”#$%&”, a ralhar com os jogadores, a festejar cada golo como se de uma final se tratasse, a picar os adversários e vemos actualmente um treinador que não sabe o que fazer, que está completamente à deriva.

Continuo a confiar no Benfica e no seu treinador, mas é com tristeza que digo que apesar de ser possível ganhar o campeonato, os objectivos do Benfica este ano devem passar por ganhar a Taça de Portugal, conseguir o 2º lugar na Liga e passar aos Oitavos de final da Champions League.

É triste ver este Benfica, mas este é o Benfica a que nos habituámos nas últimas duas décadas.

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Valdés foi decisivo em Leiria

Quase nem se deu por ele e é certo que ainda continua a longínquos dez pontos do líder FC Porto (venceu em Coimbra, nesta jornada, por 1-0), mas o certo é que o Sporting, com duas vitórias consecutivas, alcançou o terceiro lugar no campeonato. Nesta jornada, num jogo em que podiam ter goleado, os leões acabaram por ser perdulários e terem de sofrer até ao fim para conquistarem uma magra vitória diante do U. Leiria (2-1). Nesta nona jornada, destaque, também, para a quinta vitória consecutiva das águias (2-0 na Luz ao Paços de Ferreira) e para a terceira derrota dos bracarenses (0-2 diante do Rio Ave), um resultado que, em caso de vitória do Guimarães, os pode empurrar para um inesperado sexto lugar na Liga Zon Sagres.

Académica 0-1 FC Porto

Num duelo patrocinado por uma intensa chuva que transformou o relvado em algo de quase impraticável, o FC Porto manteve a senda vitoriosa, ao ultrapassar a Académica por uma bola a zero.

Numa primeira parte em que foram inteligentes, frios e calculistas, os dragões conseguiram colocar-se em vantagem graças a um enorme golo de Silvestre Varela (42′) num remate à meia volta. Nesses primeiros quarenta e cinco minutos, o campo quase parecia uma piscina, mas o FC Porto foi a equipa que mais procurou a baliza contrária e, assim, chegou ao descanso com o prémio da vantagem mínima.

Após o intervalo, a equipa portista continuou a controlar o jogo, mas, desta feita, perdeu frieza em relação à primeira metade. Na verdade, os azuis e brancos perderam mesmo algumas soberanas oportunidades, com destaque para uma grande penalidade desperdiçada por João Moutinho (75′).

Assim sendo, os portistas foram obrigados a sofrer nos últimos momentos, assistindo, inclusivamente, a uma bola a embater na trave da baliza de Helton. Ainda assim, os pupilos de Villas Boas souberam  aguentar o assédio da equipa de Coimbra e assegurarem a oitava vitória no campeonato, mantendo o Benfica a uma distância de sete pontos.

Benfica 2-0 Paços de Ferreira

Os encarnados conquistaram a quinta vitória consecutiva no campeonato após superiorizarem-se, em casa, ao Paços de Ferreira (2-0) num jogo marcado por um enorme golo de Pablo Aimar.

Curiosamente, o Benfica até entrou lento e pachorrento no desafio, permitindo, inclusivamente, que os visitantes fossem criando algum perigo, sempre superiormente rechaçado pelo guarda-redes Roberto.

Ainda assim, depois dos avisos pacenses, Pablo Aimar decidiu pegar na bola, passar por uma legião de defesas vistiantes e, ainda de longe, desferir um pontapé forte e indefensável que só parou no fundo das redes do Paços. Estavam decorridos catorze minutos e, contra a corrente do jogo, o Benfica colocava-se em vantagem.

A partir do golo, o filme do jogo sofreu uma viragem e, a partir deste momento, o Benfica passou a ser dono e senhor do desafio, criando e desperdiçando oportunidades, contudo, o segundo golo não surgiu e, assim, o Paços voltou a ganhar confiança, terminando a primeira metade a pressionar os encarnados.

Este filme inesperado (superiorização do Paços em pleno Estádio da Luz) manteve-se no início da segunda metade, todavia, o Benfica aguentou bem o assédio pacense e, aos 65 minutos, Kardec descansou as águias, após marcar uma grande penalidade que castigou falta sobre Fábio Coentrão.

A perder 2-0, o Paços de Ferreira baixou os braços e, assim, o jogo teve sentido único até final, apenas não se avolumando mais o resultado para os encarnados, porque a frente de ataque do Benfica esteve incrivelmente perdulária nos momentos finais.

Com esta vitória, o Benfica mantém-se a sete pontos do líder FC Porto.

U. Leiria 1-2 Sporting

O Sporting está a crescer e, ontem, voltou a demonstrar isso mesmo após vencer a União de Leiria (2-1), num jogo em que até podia ter goleado.

Numa primeira parte globalmente equilibrada, o Sporting colocou-se em vantagem com um grande pormenor técnico de Jaime Valdés (14′), que matou a bola no peito e rematou sem deixar cair o esférico para o fundo da baliza leiriense.

A perder, a U. Leiria reagiu bem e acabou por chegar à igualdade num lance em que a defesa leonina teve muitas culpas, pois Panandetiguiri passou por uma legião de leões sem que ninguém lhe tirasse a bola e, depois, serviu Carlão para este repor a igualdade. Estavam decorridos 22 minutos no Municipal de Leiria.

Com o jogo empatado e a partida equilibrada, seria necessário um momento de grande inspiração para quebrar o marasmo e foi exactamente isso que aconteceu. Aos 41 minutos, descaído para o flanco esquerdo e ainda fora da grande área, Valdés fez um magnífico remate cruzado e marcou o segundo golo da noite, provando que, talvez, seja homem para jogar nas costas do atacante e não num dos flancos. O Sporting chegava assim ao descanso em vantagem (2-1).

Nos segundos quarenta e cinco minutos o jogo foi totalmente dominado pelos leões que, inclusivamente, falharam golos que podiam ter levado à goleada. De todos os lances desperdiçados pelos verde e brancos, destaque para um cabeceamento de Vukcevic salvo, sobre a linha, por… Hélder Postiga.

Ainda assim, o mais importante (a vitória e os três pontos) foi conseguido e, assim, o Sporting subiu à terceira posição do campeonato.

Rio Ave 2-0 Sp. Braga

A história do jogo entre vilacondenses e bracarenses teve na expulsão de Moisés (27′) o seu capítulo principal. Reduzidos a dez e com um penalti contra, a vida dos arsenalistas não se previa nada fácil e, na verdade, não foi.

Curiosamente, Felipe ainda defendeu o penalti de João Tomás, mantendo, ao menos, o equilíbrio no resultado, todavia, a inferioridade numérica sentiu-se e os bracarenses foram sempre incapazes de discutir o resultado.

Assim sendo, a única dúvida seria descobrir se o Braga iria, ao menos, suster a pressão vilacondense e, assim, segurar um precioso ponto. O tempo foi passando e os arsenalistas foram-se aguentando com maior ou menor dificuldade até que, aos 71 minutos, Zé Gomes, com um remate cruzado, fez o 1-0 para o Rio Ave.

A perder, o Braga ainda se lançou ao ataque em desespero, mas o melhor que conseguiu foi um remate de Elderson (82′) ao poste. Pouco depois, João Tomás fez o segundo golo do Rio Ave e colocou um ponto final no desafio, que terminaria, assim, com uma vitória dos vilacondenses por 2-0.

Com este desaire, o Sp. Braga caiu para a quinta posição, podendo, inclusivamente, descer ao sexto lugar, caso o V. Guimarães vença, esta noite, o Portimonense.

Nos outros jogos da nona ronda, destaque para o empate do Marítimo em Olhão (1-1) que demonstra a retoma madeirense e para os triunfos caseiros de Nacional (1-0 ao V. Setúbal) e Beira-Mar (3-1 à Naval). A jornada só se conclui hoje com o V. Guimarães-Portimonense.

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Moutinho tem sido um dos esteios do FC Porto

A jornada cinco correu extremamente bem aos portistas que acabaram por beneficiar de uma combinação de resultados que coloca o melhor classificado dos mais directos rivais a incríveis sete pontos de distância. Cumprindo com a sempre difícil missão de vencerem na Choupana (2-0), os dragões beneficiaram do empate dos bracarenses na deslocação a Paços de Ferreira (2-2) e do triunfo dos encarnados sobre o Sporting por duas bolas a zero. Assim sendo, a equipa que, neste momento, está mais próxima dos azuis e brancos é o V. Guimarães, que venceu o U. Leiria (1-0) e encontra-se a quatro pontos do FC Porto.

Belluschi esteve muito bem com o Nacional

Nacional 0-2 FC Porto

A equipa portista deslocou-se a um campo tradicionalmente difícil, mas acabou por triunfar num jogo em que aliou a sua superior capacidade técnica e táctica a uma excelente capacidade de aproveitamento do erro do adversário.

Num jogo que se iniciou bastante equilibrado, os azuis e brancos, aos 22 minutos, colocaram-se em vantagem, graças a um duplo erro de João Aurélio que, em primeira instância, colocou a mão à bola nas imediações da área e, depois, foi infeliz na sequência do livre de Belluschi, acabando por fazer autogolo.

A partir da vantagem, o FC Porto começou a gerir o encontro, mas sempre com o controlo do mesmo, jogando com os timings da partida e sabendo sempre o que fazer no terreno. Assim sendo, parecia que os azuis e brancos apenas esperavam outro erro dos madeirenses para darem a machadada fatal no Nacional e, valha a verdade, foi exactamente isso que aconteceu, ainda que apenas à segunda tentativa.

Isto porque em cima do intervalo, Falcao falhou um penalti a castigar falta de Tomasevic sobre Varela, num lance que podemos caracterizar como uma espécie de “match point” desperdiçado pelos azuis e brancos.

Contudo, este FC Porto continua a insistir em não se abater pelos momentos infelizes e, assim, manteve os equilíbrios e soube esperar por outro erro do adversário que acabou por surgir no minuto 56, quando após erro de Stojanovic, Varela correspondeu, de cabeça, a cruzamento de Hulk.

Após o 2-0, o jogo ficou invariavelmente decidido e, até ao apito final, foi mesmo o FC Porto que esteve mais perto de ampliar a vantagem no marcador, ainda que o resultado acabasse por não sofrer mais alterações, terminando numa justíssima vitória dos azuis e brancos por duas bolas a zero.

Braga não segurou vantagem diante do Paços

P. Ferreira 2-2 Sp. Braga

Este Sporting de Braga não está a passar por uma boa fase e esta deslocação a Paços de Ferreira foi a prova clara e inequívoca dessa situação.

Num jogo em que os bracarenses entraram praticamente a ganhar, graças a um golo de Moisés (10′) na sequência de um canto milimétrico de Luís Aguiar, nunca se vislumbrou a segurança e a tranquilidade que costuma pautar as exibições dos arsenalistas desde a temporada passada.

Na verdade, durante grande parte da primeira parte, o Sp. Braga passou por vários calafrios, ainda que a ineficácia local tenha permitido aos arsenalistas irem para o intervalo em vantagem no marcador.

Após o descanso, a eficácia voltou a premiar o Braga que chegaria ao 0-2 na sequência de um lance em que o uruguaio Luís Aguiar demonstrou toda a sua classe, marcando um golo de excelente nível num remate de primeira e sem deixar cair a bola no relvado.

Apesar da tremideira evidenciada até ali, pensou-se que a vantagem de dois golos acalmasse o Braga, mas foi puro engano, pois a equipa recuou em demasia e começou a garantir demasiados espaços ao Paços de Ferreira, convidando a equipa local a acercar-se com perigo da baliza de Felipe.

Assim sendo, foi sem surpresa que, aos 69 minutos, Baiano fez o 1-2, na sequência de um excelente remate. Esse golo animou ainda mais os castores, que iam somando oportunidades para empatar, apenas esbarrando na ineficácia e na boa exibição do guarda-redes Filipe.

Ainda assim, no último acto do desafio, Cohene, na sequência de um canto de Maykon, fez o 2-2, garantindo a divisão de pontos e alguma justiça no marcador.

Cardozo foi o herói do derby

Benfica 2-0 Sporting

Num duelo em que estava obrigado a ganhar devido à precária situação em que se em encontrava na tabela classificativa, o Benfica acabou por não vacilar, vencendo os leões por 2-0, num jogo que foi bem mais simples do que se poderia esperar.

Os encarnados entraram bem e foram somando lances de bola parada nas imediações da grande-área leonina. Sabendo-se do poder do Benfica nas bolas paradas e, ao mesmo tempo, da fragilidade leonina nesse aspecto do jogo, foi sem surpresa que, aos 13 minutos, Cardozo, na sequência de um canto de Aimar, fez o 1-0.

A perder, o Sporting tentou reagir, chamando a si as despesas do jogo. Todavia, apesar de ter mais posse de bola, a equipa verde e branca foi sempre muito passiva e careceu de intensidade ofensiva, sendo incapaz de colocar a baliza de Roberto em perigo até ao intervalo.

Após o descanso, o filme do jogo estava destinado a ser uma cópia fiel do final da primeira metade, até porque o Benfica parecia confortável na expectativa, tal era a incapacidade leonina de esboçar uma movimentação ofensiva que fosse capaz de levar algum perigo à baliza de Roberto.

No entanto, aos 49 minutos, Saviola combinou com o Cardozo e o paraguaio, num remate de primeira e de belo efeito, fez um golo de belo efeito, colocando o Benfica a vencer por 2-0 e ainda mais confortável no jogo.

A partir daqui, o Sporting finalmente foi capaz de se libertar um pouco das amarras que quase sempre o prenderam no relvado da Luz. Ainda assim, e até final da partida, apenas por uma vez esteve perto de reduzir as distâncias, quando Liedson, após bom trabalho individual, atirou a centímetros da baliza encarnada.

Em suma, vitória justíssima do Benfica que parece em crescendo de forma, perante um Sporting que insiste em alternar boas exibições como a de Brondby e a de Lille com jogos muito fracos como este no Estádio da Luz.

Nos outros duelos da jornada, destaque para os triunfos de V. Guimarães (1-0 ao Leiria) e Olhanense (2-0 ao Portimonense) que continuam invictos no campeonato. Os outros resultados da jornada foram o Beira-Mar 1 Marítimo 1, o Rio Ave 2 Académica 2 e o Naval 0 V. Setúbal 0.

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Hulk esteve muito bem diante do Braga

O FC Porto continua a demonstrar que é a equipa em melhor forma nesta fase do campeonato e, desta feita, passou o difícil teste bracarense, vencendo, no Dragão, por três bolas a duas. A equipa portista continua a só saber vencer em competições oficiais e, assim, irão encarar o compromisso europeu desta semana diante do Rapid Viena com moral em alta. Por outro lado, as duas equipas lisboetas continuam a dar passos em falso, com o Benfica a perder em Guimarães (1-2) e o Sporting a não passar do nulo, em casa, diante do Olhanense.

Golo de Aguiar não impediu derrota do Braga

FC Porto 3-2 Sp. Braga

Dragões e arsenalistas protagonizaram um jogo que nem parecia originário da Liga Zon Sagres, tal a emoção e velocidade que pautou o encontro.

A equipa portista entrou a perder, pois o Braga, graças a um excelente livre convertido por Luís Aguiar (16′) soube se colocar em vantagem e todos sabemos como os arsenalistas são perigosos quando se colocam em vantagem no marcador. Nessa fase, os adeptos portistas temeram o contra-ataque bracarense, mas este FC Porto de Villas Boas tem demonstrado grande inteligência e, durante os primeiros quarenta e cinco minutos, nunca deu veleidades ao Braga, conseguindo, inclusivamente, chegar ao empate, aos 33 minutos, quando Varela empatou a contenda.

Na segunda metade, o FC Porto voltou a sofrer um soco no estômago, quando Lima, a meia hora do final, em outro excelente pontapé dos bracarenses, fez o 1-2. No entanto, os portistas voltaram a saber reagir e, assim, foi com alguma naturalidade que conseguiram dar a volta ao marcador com golos de Hulk (63′) e Varela (70′).

Os arsenalistas ainda procuraram chegar à igualdade tendo, inclusivamente, terminado o jogo em cima dos dragões. Contudo, o FC Porto soube segurar a vantagem e, assim, garantir cinco pontos de avanço sobre Braga e Sporting e nove sobre o Benfica.

Liedson não esteve inspirado

Sporting 0-0 Olhanense

Em Alvalade, leões e algarvios fizeram um jogo muito pobre e que até podia ter terminado num contexto mais sombrio para os sportinguistas caso o árbitro não tivesse anulado um golo aparentemente limpo do Olhanense. Durante os noventa minutos da partida, o Sporting nunca revelou intensidade de jogo para levar de vencido um conjunto algarvio que não é brilhante na abordagem ao jogo, mas que sabe se posicionar no relvado e ser perigosa no contra-ataque.

Na primeira parte, o Sporting podia, caso Liedson estivesse ao seu nível, ter-se colocado em vantagem, mas a Olhanense também podia ter feito o 0-1, caso o árbitro não tivesse anulado um golo limpo a Jardel por alegada falta sobre André Santos.

Por outro lado, na etapa complementar, o jogo teve sentido único, ainda que isso nunca tenha resultado num domínio absoluto dos leões. O Sporting teve mais bola, procurou mais a baliza, mas fê-lo sempre com pouca velocidade, inteligência e discernimento. Assim sendo, dava a ideia que os algarvios nem precisavam de fazer muito para irem segurando o zero a zero.

Para piorar o contexto leonino, os avançados sportinguistas não andam a acertar com a baliza, assitindo-se, uma vez mais, a falhanços que fariam corar um jogador distrital, como um lance em que Saleiro, na pequena área, não superou Moretto.

Assim sendo, o zero a zero é inteiramente justo, punindo um Sporting que tem de evoluir muito para se poder considerar um candidato ao título e premiando uma Olhanense que, neste campeonato, ainda não perdeu.

Fábio Coentrão lutou mais do que jogou

V. Guimarães 2-1 Benfica

Num jogo em que o Benfica tem razões para se queixar da arbitragem (2 foras de jogo mal tirados e dois lances muito duvidosos na área do V. Guimarães), há também que realçar que a sorte (ou falta dela) também foi importante para o desfecho negativo dos encarnados. Ainda assim, o Benfica continua a léguas de distância da temporada passada, numa letargia tão contagiante como inacreditável para quem conheceu a versão 2009/10 desta equipa lisboeta.

As águias entraram a perder, graças a um golo de Edgar (16′) mas souberam reagir, empatando por Saviola (32′) e criando outras situações de golo, num jogo que se desenrolava a um excelente ritmo e que se traduzia num bonito espectáculo.

Na segunda metade, os encarnados continuaram a procurar a vantagem, mas o V. Guimarães tentava equilibrar as operações, situação que, com os passar dos minutos, tornou-se mais notória.

O tempo passava e as equipas e os adeptos começavam a resignar-se ao empate, quer dizer, todos menos Rui Miguel que, aos 80 minutos, antecipou-se a David Luiz  e fez o 2-1 para os vimarenenses.

Com pouco tempo para jogar e a capacidade anímica a roçar o zero, o Benfica foi incapaz de reagir à desvantagem, permitindo que o V. Guimarães conseguisse que o jogo fluísse para o seu final sem grandes problemas.

Assim sendo, com esta vitória, o Guimarães isolou-se na segunda posição (oito pontos) e o Benfica, com três pontos (quem o diria no início da época?), encontra-se na décima terceira posição…

Nos outros jogos da ronda, destaque para a vitória da Académica sobre a Naval (3-0) que deixou a equipa de Coimbra na terceira posição da tabela e menções honrosas para as primeiras vitórias de Portimonense (3-1 ao Rio Ave) e U. Leiria (2-1 ao Nacional). Quem também está muito bem no campeonato são os pacenses que, com o empate  no campo do Marítimo (1-1), mantêm-se sem conhecerem o sabor da derrota na Liga Zon Sagres.

A quarta jornada termina hoje, em Setúbal, num duelo entre o Vitória local e o Beira-Mar.

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Dragões festejam vitória na Supertaça

O FC Porto entrou da melhor maneira na época 2010/11, após vencer o Benfica (2-0) e conquistar, em Aveiro, a primeira competição oficial da temporada, a Supertaça Cândido de Oliveira. A equipa nortenha, tirando a parte final da primeira metade, foi sempre superior, imprimindo uma pressão alta e tendo em Varela, que esteve endiabrado, o seu elemento de destaque, colocando a defesa do Benfica em perigo constante. Os encarnados, por sua vez, estiveram irreconhecíveis e ontem, na verdade, a única coisa que lembrou o Benfica (2009/10) foi mesmo o esquema táctico de Jorge Jesus porque o resto foi completamente diferente e para bem pior…

 

 Azuis e brancos entram praticamente a ganhar

A equipa portista entrou muito forte no desafio e colocou-se em vantagem logo ao minuto quatro, quando na sequência de um pontapé de canto de João Moutinho, Rolando, no centro da pequena área encarnada, cabeceou sem oposição e fez o 1-0.

Apesar de terem chegado rapidamente à vantagem, os dragões mantiveram o ascendente e, até aos últimos dez minutos da primeira parte, os portistas tiveram as melhores oportunidades de golo, com destaque para um excelente remate de Sapunaru (23′). A excepção foi um livre de Carlos Martins (20′), negado superiormente por Helton com uma defesa junto à relva.

Nesta fase, o Benfica tinha dificuldade em lidar com a pressão alta dos portistas e, ao mesmo tempo, sofria com a velocidade de Varela que ia colocando constantemente a defesa das águias em sentido.

Ainda assim, na última dezena de minutos da primeira metade, o Benfica esboçou uma reacção, todavia, a melhor oportunidade desse período até pertenceu ao FC Porto, que viu Luisão negar, com as pernas, um golo certo de João Moutinho.

Domínio portista intensificou-se na segunda parte

Os últimos minutos dos encarnados na primeira parte davam, aos seus adeptos, esperança na reviravolta, todavia, o Benfica voltou a entrar mal na segunda metade.

O FC Porto entrou personalizado, foi controlando o desafio e começou a dispor de algumas oportunidades, com destaque para um cabeceamento de Falcao, que saiu ligeiramente ao lado.

Apesar de estar irreconhecível, o Benfica até teve uma grande oportunidade para igualar o desafio, no entanto, Saviola, na recarga a um remate de Carlos Martins, enviou a bola por cima da trave.

Este lance até podia ter servido de catalisador para o resto da partida, pois, na verdade, faltavam 24 minutos e ainda muita coisa podia acontecer. No entanto, no minuto seguinte à perdida de Saviola, o FC Porto haveria de dar uma machadada final no desafio, quando Varela, após jogada fenomenal pelo flanco esquerdo, serviu, na área, Falcao e este, antecipando-se aos centrais do Benfica, fez o 2-0.

A partir deste momento, o FC Porto controlou o jogo até final, mantendo a sua superioridade e sofrendo apenas um susto, quando Saviola, aos 85 minutos, se isolou, mas permitiu uma excelente defesa a Helton.

Em suma, vitória justa dos dragões, que foram sempre a melhor equipa e deram excelentes indicações para a época que começou. O Benfica, por sua vez, pareceu longe da forma ideal e demasiado órfão de Ramires e Di Maria.

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O Mundial 1954, disputado na Suíça, parecia destinado à magnífica selecção magiar, uma equipa que foi, sem dúvida, a mais extraordinária da primeira metade dos anos 50. A Hungria não perdia desde Junho de 1950, havia vencido os Jogos Olímpicos de 1952 e cometido a proeza de golearem os ingleses por 6-3 (em Wembley) e 7-1 (em Budapeste). Depois de ter vencido a Alemanha Ocidental na primeira fase por 8-3, os magiares voltaram a encontrar os germânicos na final e ninguém acreditava noutro resultado que não uma nova vitória da grande selecção de Puskas, Kocsis e Hidegkuti. Todavia, em Berna, um novo país, acabado de renascer das cinzas da 2ª Guerra Mundial acabava com o reinado daqueles que eram considerados os deuses do futebol. A Alemanha Ocidental vencia a Hungria por 3-2 e sagrava-se campeã do mundo de futebol.

Primeira Fase

O Mundial 1954 teve uma primeira fase no mínimo curiosa. As 16 selecções participantes foram divididas, naturalmente em quatro grupos de quatro, contudo, em vez de jogarem todos contra todos, criou-se um sistema de dois cabeças de série e dois não cabeças de série que não jogavam entre si. Assim, num grupo de quatro equipas, cada uma apenas fazia dois jogos. Depois, se o segundo e terceiro classificado acabassem empatados, teriam de fazer um jogo de desempate, mesmo que já tivessem jogado entre si. Isto explica o facto de RFA e Suíça terem jogado e vencido, por duas vezes, turcos e italianos para seguirem para os quartos de final.

No Grupo A, os cabelas de série foram Brasil e França, que defrontaram Jugoslávia e México. Neste agrupamento, apuraram-se o Brasil que empatou com a Jugoslávia (1-1) e venceu o México (5-0) e os jugoslavos que, além do empate com os canarinhos, surpreenderam a França (1-0). Neste grupo aconteceu uma história curiosa. O Brasil e a Jugoslávia qualificaram-se empatando entre si, mas os sul-americanos não sabiam que o empate lhes bastava e foram chorar para o balneário até que alguém lhes explicou que, afinal, tinham passado aos quartos de final.

No Grupo BHungria e Turquia defrontaram RFA e Coreia do Sul. Os magiares limitaram-se a passear superioridade e golearam a RFA (8-3) e a Coreia (9-0). No entanto, os turcos, que também golearam os coreanos, mas por 7-0, perderam com a Alemanha Ocidental (1-4) e, assim, tiveram de defrontar novamente os germânicos num jogo de desempate. Aí, os alemães voltaram a ser mais fortes, goleando os turcos (7-2) e acompanhando os hungaros no apuramento para a fase seguinte.

No Grupo C, Uruguai e Áustria, cabeças de série, confirmaram o favoritismo e superiorizaram-se à Escócia e à Checoslováquia. Os uruguaios venceram a Checoslováquia (2-0) e a Escócia (7-0) e os austríacos venceram os escoceses por uma bola a zero e os checoslovacos por cinco bolas a zero. Assim sendo, com duas vitórias e sem sofrerem qualquer golo, Uruguai e Áustria seguiram para os quartos de final.

Por fim, no Grupo D, A Inglaterra e a Itália foram designados como cabeças de série e defrontaram Suíça e Bélgica. Os britânicos apuraram-se em primeiro lugar, após um empate com a Bélgica (4-4) e uma vitória diante da Suíça (2-0). No entanto, a squadra azzurra, perdeu com os helvéticos (1-2) e, assim, mesmo tendo vencido os belgas (4-1), tiveram de jogar com a Suíça um duelo para desempate. Nesse encontro, os anfitriões supreenderam os italianos (4-1) e seguiram em frente.

Quartos de Final

A primeira partida dos quartos de final foi o ÁustriaSuíça, em Lausana. A equipa anfitriã entrou muito bem e, aos 23 minutos, já vencia por três bolas a zero. Contudo, até ao intervalo, os austríacos conseguiram dar a volta e chegaram ao descanso a ganhar 5-4… Na segunda metade, a Áustria manteve a superioridade e acabou por vencer o encontro (7-5).

Em Basileia, o Uruguai, que continuava imbatível em campeonatos do mundo, defrontou a Inglaterra e continuou a mostrar ser uma selecção de topo, pois venceu os britânicos por quatro bolas a duas.

Intenso foi o duelo entre Hungria e Brasil, que terminou com a vitória magiar por quatro bolas a duas. Um húngaro (Bozsik) e dois brasileiros (Nilton Santos e Humberto) foram expulsos e o jogo ficou conhecido como “A batalha de Berna”. A pancadaria chegou mesmo às cabinas onde os seleccionadores se agrediram e Puskas acertou com uma garrafa no brasileiro Pinheiro, que, por isso, teve de levar três pontos na cabeça.

Por fim, a Alemanha Ocidental venceu a Jugoslávia (2-0) e também garantiu o bilhete para as semi-finais.

Meias-Finais

Na primeira semi-final, começou a pairar a ideia que a Hungria estava tão convencida da sua superioridade sobre todos os adversários, que poderia vir a ter um dissabor. No duelo diante do Uruguai, chegaram ao 2-0 no início da segunda metade e começaram a descansar. Aproveitando esse factor, os sul-americanos que, lembre-se, ainda não haviam perdido nenhum jogo em campeonatos do mundo, apoiaram-se na raça do seu futebol e empataram graças a um bis de Holberg. Com o desafio empatado nos noventa minutos, foi necessário jogar o prolongamento e, aí, os magiares foram mais fortes, vencendo por 4-2. Era o primeiro aviso que os húngaros poderiam, afinal, descer à terra.

Pouca história teve a segunda meia-final. Em Basileia, a Alemanha Ocidental, em claro crescente de forma, goleou a Áustria (6-1) e seguiu calmamente para a final do Mundial.

Terceiro e Quarto Lugar

O Uruguai, desiludido pela impossibilidade de disputar a final, teve pouca motivação para a disputa deste encontro e, assim, foi sem surpresa que acabou por perder com a Áustria (1-3), terminando o Mundial 1954 na quarta posição. Por outro lado, a Áustria, graças a estre triunfo, conseguia a melhor classificação de sempre, o terceiro lugar.

Final* RFA 3-2 Hungria

A Hungria entrou neste jogo motivada, mas com uma grande preocupação. Puskas, que havia falhado os jogos com o Brasil e Uruguai, após ter sido lesionado pelos alemães no jogo da primeira fase, continuava diminuido. No entanto, o “Major Galopante”, mesmo coxo, pediu para jogar o encontro decisivo.

Tudo começou bem para os magiares que, aos oito minutos, já venciam por 2-0, graças aos golos de Puskas (6′) e Czibor (8′), contudo, demorou pouco a felicidade da Hungria, pois a Alemanha Ocidental rapidamente empatou com golos de Morlock (10′) e Rahn (18′).

Apesar de, tecnicamente, os hungaros serem muito superiores ao seu adversário, os alemães mostravam uma forma física impressionante, que, na altura, levantou tantas suspeitas que a FIFA, a partir do mundial seguinte, passou a instaurar o controlo anti-doping.

Com o passar do tempo, a sua superioridade física foi se tornando decisiva e, aos 84 minutos, Rahn bisou e fez o 3-2. Pouco depois, terminou a partida com a surpreendente vitória da República Federal da Alemanha.

Quem assistiu a este Mundial e teve o prazer de ver jogar a Hungria, afirma que o futebol cometeu a proeza de não coroar os deuses do jogo. No entanto, a história tem sido mais generosa e a equipa magiar continua a ser lembrada como uma das equipas mais inovadoras e geniais de todos os tempos.

Números do Mundial 1954

Campeão: RFA

Vice-Campeão: Hungria

Terceiro Classificado: Áustria

Quarto Classificado: Uruguai

Eliminados nos Quartos de Final: Suíça, Inglaterra, Brasil e Jugoslávia

Eliminados na Fase de Grupos: França, México, Turquia, Coreia do Sul, Checoslováquia, Escócia, Itália e Bélgica

Melhor Marcador: Kocsis (Hungria) – 11 golos

Equipa do Mundial 1954: Grocics (Hungria); Santamaria (Uruguai), Varela (Uruguai e Andrade (Uruguai); Bozsik (Hungria), Liebrich (RFA) e Czibor (Hungria); Kocsis (Hungria), Fritz Walter (RFA), Rahn (RFA) e Hidegkuti (Hungria). 

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