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Neto nos tempos do Varzim

Uma das atracções da actual edição da Liga Zon Sagres é um jovem defesa-central português ex-Varzim e que tem brilhado com a camisola do Nacional: Neto.

Nascido a 26 de Maio de 1988 na Póvoa de Varzim, Portugal, Luís Carlos Novo Neto é um produto das escolas do Varzim, clube que representou entre 1998/99 (escolas) e a temporada transacta e onde efectuou um total de 53 jogos (3 golos) na Liga de Honra.

Após ser titular na equipa poveira que acabaria por descer de divisão em 2010/11, Neto transferiu-se para o Nacional, clube onde se estreou, esta época, no primeiro escalão do futebol português.

Nos madeirenses, o internacional sub-21 não tem sentido o choque do principal escalão, garantindo rapidamente a titularidade ao lado de Danielson e somando 32 jogos (1 golo) em todas as competições oficiais.

Defesa-central rápido e agressivo

Neto é um defesa-central com excelente presença na área, sendo inteligente na ocupação de espaços e efectivo tanto no capítulo da antecipação como do desarme.

Rápido e agressivo (no bom sentido), é um defesa muito forte nos duelos um contra um, sendo extremamente difícil de ultrapassá-lo em drible ou em velocidade.

Depois, com 1,86 metros, trata-se de um jogador que domina muito bem o jogo aéreo, limpando facilmente os lances de cabeça e sendo muito importante no controlo desse capítulo defensivo do jogo.

Por todas estas características, surge com naturalidade o interesse de clubes como o FC Porto no seu concurso, sendo previsível que dê um salto na carreira já no próximo defeso.

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Frédéric Maciel nos tempos do Sporting

Na equipa de Juvenis do FC Porto actua um extremo de enorme potencial e que é, pelo estilo, comparado a Ricardo Quaresma, o luso-francês: Frédéric Maciel.

Nascido a 15 de Março de 1994 em Grenoble, França, Frédéric Ferreira Maciel está em Portugal desde os sete anos, tendo iniciado a sua carreira desportiva no Esposende com apenas sete anos.

Depois, entre 2005 e 2007, representou os infantis do Varzim, onde foi quase sempre titular, sendo nesta fase da carreira que passou a jogar na posição actual (extremo), pois quando representava o Esposende jogava no sector recuado.

Após a experiência na Póvoa, esteve um ano nos iniciados do Sp. Braga, antes de rumar a sul para representar o Sporting Clube de Portugal. Nos leões, esteve pouco mais de um ano e destacou-se pela sua qualidade individual, ainda assim, preferiu regressar ao norte, transferindo-se para o FC Porto no defeso de 2009/10.

Nos portistas, começou por fazer uma temporada no Padroense (clube satélite dos azuis-e-brancos), antes de chegar à equipa de Juvenis do FC Porto na actual época, onde se tem destacado como um extremo talentoso e desequilibrador.

Ala/extremo que motiva comparações com Ricardo Quaresma

Frédéric Maciel é um jogador que actua prefencialmente a ala/extremo direito, onde desenvolve o seu futebol desequilibrador, tecnicista e com sentido de baliza.

Rápido e incisivo, Frédéric Maciel é um elemento ideal para actuar a extremo num 4x3x3, ainda que pelas características do seu futebol, seja aconselhável que lhe seja dada liberdade para que possa fazer constantes diagonais para o centro do terreno, pois o jovem avançado é um jogador com excelente capacidade finalizadora.

Neste momento, com 17 anos acabados de fazer, trata-se de um jogador que devem procurar num dos próximos jogos dos Juvenis do FC Porto.

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Tito (à esq.) num duelo com o Gondomar

No Varzim actua, desde 2004, um médio-defensivo de grande pulmão e que se assume como a alma do meio-campo poveiro, falo, obviamente, de Tito.

Nascido a 19 de Novembro de 1980, Bruno Miguel Areias de Sousa “Tito”, foi formado nas escolas do Varzim, ainda que os seus primeiros passos no futebol profissional tenham sido feitos ao serviço de clubes como o Trofense, Marinhais e Famalicão.

Regressou ao Varzim em 2004

No início da temporada 2004/05, Tito regressou ao Varzim e rapidamente pegou de estaca no meio-campo defensivo dos poveiros. Titular absoluto, Tito já soma 165 jogos (2 golos) ao serviço do Varzim, tendo sido peça fundamental de uma equipa que, desde 2003/04, tenta, sem sucesso, o regresso ao principal escalão do futebol português.

Médio-defensivo incansável

Com 1,75 cm e 77 kg, Tito é um médio-centro bastante inteligente em termos posicionais e que recupera bastantes bolas, sendo conhecido por ser dotado de um grande pulmão que lhe permite jogar sempre em alta rotação.

Pouco indicado para missões mais ofensivas, é um jogador ideal para ser o elemento mais recuado do meio-campo num 4-3-3 ou 4-4-2 losango, podendo, também, formar um duplo-pivot com um jogador de perfil mais ofensivo num 4-4-2 clássico.

Neste momento, com 30 anos, ainda acredito que facilmente teria lugar em muitos clubes da principal liga do futebol português.

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José Postiga com o irmão Hélder

Na equipa de Iniciados do Sporting Clube de Portugal, actua um atleta que se esforça por provar que, mais do que ser irmão de um ponta de lança bastante conhecido do mundo do futebol, é, ele próprio, um grande talento do futebol português: José Postiga.

Nascido a 3 de Maio de 1996, José Manuel Marques Postiga, começou, tal como o irmão Hélder Postiga, nas camadas jovens do Varzim, onde se destacou pelas boas exibições e pelos muitos golos apontados.

Depois, no defeso de 2009/10, transferiu-se para o Sporting, onde se encontra até hoje na equipa de Iniciados. Lá, assume-se como um ponta de lança que, a espaços, lembra o irmão mais velho, mas que, ao contrário de Hélder, se revela um avançado-centro mais puro, ou seja, menos de recuar no terreno e de fazer tabelinhas, mas muito mais efectivo nas movimentações ofensivas, sendo inclusivamente melhor finalizador.

Titular indiscutível dessa equipa leonina, José Postiga também revela uma excelente cultura táctica e uma maturidade muito evoluída para a idade, sendo que é bastante credível que o avançado-centro evolua para ser um dos grandes valores do futebol sénior português.

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A célebre mão de Vata

O Benfica havia perdido, em Marselha, por 2-1 na primeira mão da meia final da Taça dos Campeões (89/90) e, assim, tudo estava em aberto para a segunda mão a disputar em Lisboa. Num Estádio da Luz com 120000 espectadores, com aqueles ambientes que, dizia-se, faziam qualquer adversário encolher-se, o Benfica, ainda assim, via o tempo passar sem surgir o golo que lhes garantiria o apuramento para a final de Viena. Do outro lado, a equipa gaulesa havia chegado pleno de confiança, com o seu presidente Bernard Tapie a afirmar que, caso fosse eliminado, até lhe podiam chamar “Bernardette”. Pois bem, tudo correu bem a Tapie até ao minuto 83, quando, após um canto de Valdo, Vata, no centro da área e na ânsia de marcar o golo, meteu à bola o que estava mais à mão e, com a mão direita, fez o 1-0. Esse tento, além de colocar os encarnados na final europeia, eternizou-o como uma das figuras mais míticas de sempre do Sport Lisboa e Benfica. 

Vata iniciou a sua carreira no Progresso Sambizanga em 1980, quando tinha apenas 19 anos, permanecendo no clube angolano por três temporadas, destacando-se o suficiente para, em 1983, assinar contracto com o Recreio de Águeda, recém-promovido à primeira divisão portuguesa. 

Na estreia na primeira divisão, o internacional angolano jogou pouco e foi incapaz de evitar a descida do Águeda. Ainda assim, no final da época, os responsáveis do Varzim entenderam que o seu talento merecia permanecer na primeira divisão e, como tal, Vata foi adquirido pelo clube da Póvoa. 

No Varzim, Vata destacou-se durante quatro temporadas e tornou-se num dos jogadores mais importantes do clube poveiro. Essas exibições, chamaram a atenção do Benfica que o contratou para a época 88/89, convencido que o angolano podia ter um grande impacto na sua equipa. 

Três épocas durou a estadia de Vata no Benfica. Uma estadia que lhe rendeu 2 campeonatos portugueses, 1 final da Taça dos Campeões e um título de melhor marcador (logo na primeira época, com 16 golos), além de lhe ter garantido o estatuto de lenda após o célebre golo, marcado com a mão, que valeu ao Benfica a presença na final da Taça dos Campeões de 1990. 

Trabalhador, raçudo e com algum faro de golo, Vata não era um portento de técnica, mas era um daqueles avançados que, mesmo quando se atrapalhava, era complicado de marcar. Um jogador útil e que provava que, muitas vezes, não é preciso ser-se um génio da bola para se ser importante, mesmo num clube de topo. 

Após sair do Benfica, Vata passou, sem sucesso, por E. Amadora e Torreense, seguindo depois para Malta, onde teve relativo sucesso nos poucos meses que passou no Floriana. 

De Malta seguiu para a Indonésia, onde voltou a encontrar-se com o sucesso e, mesmo numa idade avançada, (jogou até aos 38 anos) fez imensos golos pelo Gelora Dewata, onde até foi o melhor marcador do campeonato indonésio em 1995/96. 

Após retirar-se em 1999, Vata treinou várias equipas da Indonésia e, neste momento, tem um projecto nesse mesmo país chamado: Bali Beach Soccer (um projecto de futebol de praia na Ilha de Bali), tendo outro na Austrália, onde treina jogadores das camadas jovens. 

Ainda hoje, o internacional angolano continua na dúvida se marcou ou não com a mão… “Eu digo que não marquei com a mão, mas o lance foi tão rápido, estava tanto vento, que é melhor ficar o ponto de interrogação.” Revejam esse mítico lance no vídeo abaixo e tirem todas as dúvidas. 

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No passado, existiram clubes em Portugal que atingiam a notoriedade, graças ao apoio de uma grande empresa da região. O exemplo mais emblemático, até pelo grande sucesso alcançado em tempos idos, tem de ser dado à CUF, mas, ainda assim, existiram outros casos de relativo sucesso em terras lusitanas como o Riopele. Um clube de Vila Nova de Famalicão que participou uma vez no principal campeonato português (foi 15º em 77/78, descendo de divisão no final da temporada) e onde jogaram atletas como Messias, Fonseca, Vítor Paneira e… Jorge Jesus.

Mais que um clube, um formador de homens

O Grupo Desportivo Riopele foi fundado em 1958 pelos proprietários e um grupo de trabalhadores de uma grande empresa têxtil chamada Riopele.

Muitos dos funcionários da empresa fizeram história ao serviço daquele clube, havendo outros, que chegavam ao Riopele, essencialmente para jogar futebol, mas que também encontravam naquela unidade fabril um emprego e melhores condições de vida. Durante toda a sua história, o Riopele ficou conhecido não só por formar jogadores de futebol (Vítor Paneira foi provavelmente o jogador mais emblemático a sair do clube nortenho), mas também por formar homens, sendo importantíssimo na vida social daquela zona minhota.

O forte apoio da administração levou o Riopele à 1ª Divisão

 A equipa verde e branca esteve imensos anos nos escalões regionais do nosso futebol e, inicialmente, era destinada aos trabalhadores daquela empresa ou habitantes da região, todavia, com o passar dos anos, passou a ser fortemente apoiada pela administração da empresa têxtil e começou a coleccionar sucessos, até que atingiu a segunda divisão nacional.

Depois de alguns anos no escalão secundário e de, em 71/72, ter falhado a promoção por um triz, o Riopele haveria de subir ao primeiro escalão em 76/77, após vencer a Zona Norte da Segunda Divisão, superando o grande favorito: Sporting de Espinho.

Um dos onzes que disputou a 1ª Divisão

Na primeira divisão, foi incapaz de pontuar diante dos grandes, no entanto, a equipa nortenha conseguiu resultados bastante interessantes como as vitórias caseiras diante de Belenenses (1-0), Académica (2-0) e V. Setúbal (2-1), assim como um triunfo no campo do Varzim (2-1).

Com jogadores como Messias, Matos, Joca, Vitorino, Fonseca, Jorge Jesus, António Luís, entre outros, o Riopele encheu várias vezes o Parque de Jogos José Dias de Oliveira, que, com capacidade para 25000 espectadores, foi palco de tardes memoráveis do clube nortenho.

Ainda assim, o Riopele foi incapaz de assegurar a permanência, terminando na penúltima posição do campeonato com 21 pontos, a apenas dois pontos da linha de água.

A descida foi o primeiro passo até à extinção

A queda à segunda divisão levou a administração da empresa a cortar, em muito, os fundos para a equipa de futebol e esta ressentiu-se. Apesar de se ter mantido alguns anos no segundo escalão, o Riopele acabou por, em 1981/82, descer à terceira divisão nacional.

A descida a esse escalão fazia prever o pior e, em 1985, o Riopele fechou definitivamente as portas ao futebol profissional. A extinção do clube verde e branco tornou as grandes tardes de futebol no Parque de Jogos José Dias de Oliveira em meras memórias que desaparecem, devagarinho, do imaginário futebolístico nacional.

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