Feeds:
Artigos
Comentários

Posts Tagged ‘Vitoria de Setubal’

Penafiel e Gil Vicente não têm qualidade suficiente para uma Primeira Liga

Penafiel e Gil Vicente não têm qualidade suficiente para uma Primeira Liga

A necessidade de reintegrar o Boavista no principal escalão do futebol português levou a Liga a optar pelo alargamento do campeonato nacional, voltando a Primeira Liga a apresentar as 18 equipas que haviam sido a sua imagem de marca entre 1991/92 e 2005/06.

Saindo automaticamente do terceiro para o primeiro escalão do futebol luso, pensou-se que o emblema axadrezado poucos pontos conseguisse fazer neste seu regresso à elite, mas a verdade é que o conjunto orientado por Petit segue para já num tranquilo 12.º lugar, a cinco pontos da linha de água, em algo que se traduz em mérito do jovem técnico, mas, também, num problema estrutural da Liga Portuguesa e que passa pela pouca competitividade que existe ao nível de muitas das equipas do principal escalão.

Ontem, por exemplo, quem assistiu ao Penafiel-Benfica, percebeu que um conjunto encarnado desfalcadíssimo e com uma exibição extremamente desinspirada, conseguiu ainda assim vencer por 3-0 e isto sem passar por praticamente nenhum calafrio. Era o mesmo conjunto duriense, que, por exemplo, havia perdido em casa por 4-0 e 6-1, com Sporting e Sporting de Braga, respectivamente.

12 equipas seriam suficientes para o nosso campeonato

O Penafiel, ainda assim, está muito longe de ser exemplo único num campeonato nacional onde também equipas como o Gil Vicente, Vitória de Setúbal e o próprio Boavista (independentemente do excelente pecúlio pontual) estão muito longe do nível desejado para um primeiro escalão, isto numa análise que ainda se deve alargar a outros emblemas que, apesar de estarem uns ligeiros furos acima dos clubes citados, como Arouca e Académica, também não parecem reunir o desejável para uma prova de elite.

Esta análise, à primeira vista, convida-nos a definir facilmente a quantidade de equipas que deveriam disputar a Primeira Divisão, sendo que me parece que 12 emblemas seriam suficientes para uma prova mais competitiva e imprevisível, que potenciaria as receitas televisivas e a exportação do nosso futebol, em virtude do maior incremento de jogos de qualidade.

12 clássicos por época

O mais adequado modelo a implementar, na minha opinião, passaria por uma Liga dividida a duas fases, com uma primeira fase de 22 jornadas, ou seja, de todos contra todos, enquanto a segunda fase seria então dividida em dois grupos, com os primeiros seis a jogarem para o título e competições europeias, enquanto os últimos seis tentariam evitar os dois últimos lugares, que dariam direito à despromoção.

Para essa segunda fase, cada equipa levaria metade dos pontos averbados nas 22 primeiras jornadas, sendo que, ao jogarem todos contra todos em cada grupo, isso proporcionaria mais 10 jornadas a cada um dos emblemas, o que garantiria um total de 32 jornadas (apenas menos duas que actualmente) e muito mais jogos de qualidade, sendo relevante perceber que, em condições normais, teríamos sempre 12 clássicos por época a envolver FC Porto, Benfica e Sporting.

Segunda Liga dividida por zonas

O mesmo modelo (22 jornadas + 10 jornadas), aliás, seria implementado na Segunda Liga, ainda que, aqui, com uma nuance muito importante e que passaria pela divisão do segundo escalão em Zona Norte e Zona Sul, ambas com 12 equipas, isto numa medida que além de diminuir a distância das deslocações e, por conseguinte, dos gastos a serem feitos pelos clubes, também fomentaria maiores rivalidades locais.

Quanto às subidas e descidas, tudo muito simples, subindo ao primeiro escalão o líder de cada uma das zonas e descendo ao Campeonato Nacional de Seniores os dois últimos de cada agrupamento, num total de duas subidas e quatro descidas. É tão fácil melhorar o futebol português…

Read Full Post »

Eduardo será o nº2 para a baliza

Provável segunda escolha para a baliza de Portugal no campeonato da Europa, é um dos casos mais curiosos nesta convocatória, pois trata-se de um guarda-redes que mal jogou ao longo da época 2011/12, devido a estar tapado no Benfica pelo brasileiro Artur Moraes. Ainda assim, mereceu a confiança de Paulo Bento para estar no Euro 2012, talvez por este ainda se recordar das brilhantes actuações de Eduardo ao longo do Mundial 2010, competição onde o ainda guarda-redes encarnado fez a totalidade dos 360 minutos que Portugal somou na África do Sul e apenas sofreu um golo, fatídico, diga-se, de David Villa.

Percurso desportivo

Eduardo dos Reis Carvalho nasceu a 19 de Setembro de 1982 em Mirandela, Portugal, e é um produto das escolas de formação do Sporting Clube de Braga. Entre 2000/01 e 2005/06, o guarda-redes português foi conquistado o seu espaço no Braga B, clube secundário dos arsenalistas onde Eduardo efectuou 110 jogos, tendo, nessa fase, se sentado no banco da equipa principal dos bracarenses várias vezes.

Em 2006/07, os responsáveis do Sp. Braga, perceberam que Eduardo já não poderia continuar a competir convenientemente numa pouco exigente II Divisão nacional e, como tal, emprestaram-no ao Beira-Mar, clube onde o guarda-redes somou 20 jogos oficiais. Na temporada seguinte, Eduardo voltaria a ser cedido, desta feita ao Vitória de Setúbal, onde, sob o comando de Carlos Carvalhal, fez a sua primeira grande época, somando 41 jogos e sendo peça fundamental na conquista da Taça da Liga, após defender três grandes penalidades na final diante do Sporting.

Essa excelente época, valeu-lhe o regresso ao Sp. Braga, clube onde durante duas temporadas foi titular indiscutível, destacando-se a segunda, onde apenas sofreu 20 golos no campeonato, contribuindo para o excelente segundo lugar dos bracarenses nessa edição da Liga Zon Sagres.

No defeso de 2010/11, transferiu-se para o Génova, onde jogou com regularidade durante a época transacta (37 jogos), mas onde nunca convenceu verdadeiramente responsáveis e adeptos do clube da Ligúria. Essa falta de confiança nas suas qualidades foram decisivas para o empréstimo de Eduardo ao Benfica, todavia, aí, o guarda-redes português não foi feliz, tendo somado apenas um jogo no campeonato e oito nas taças domésticas.

Qualidades e Lacunas

Curiosamente Eduardo é um guarda-redes parecido com Rui Patrício, nomeadamente na principal lacuna, pois, tal como o guarda-redes leonino, Eduardo sempre teve problemas com os cruzamentos. A principal diferença é que, ao contrário do habitual titular verde-e-branco, Eduardo nunca conseguiu corrigir tão bem esta deficiência.

Pouco espectacular mas eficaz entre os postes, Eduardo é um guarda-redes que responde com rapidez e eficiência aos problemas que lhe são postos, pois, não sendo especialmente elástico, sabe ocupar com mestria a sua zona de acção, acabando por ser efectivo na defesa da baliza.

Para além disso, trata-se de um líder que sabe comandar muito bem o sector recuado e partilha com Rui Patrício uma especialidade: a defesa de grandes penalidades, sendo, por tudo isto, uma alternativa válida para a baliza caso Rui Patrício se magoe ou seja castigado ao longo do campeonato da Europa.

Read Full Post »

Saganowski era a estrela deste Vitória

A única vez em que os vimaranenses participaram na fase de grupos de uma grande competição europeia foi em 2005/06, quando alcançaram a fase de grupos da Taça UEFA. Num ano em que Sporting, Sp. Braga e Vitória de Setúbal foram eliminados no playoff de acesso a essa mesma fase de grupos, coube aos minhotos defenderem a honra portuguesa, ainda que o agrupamento, com Bolton, Besiktas, Zenit e Sevilha previsse dificuldades que, valha a verdade, se concretizaram, pois o conjunto de Guimarães acabaria por ser incapaz de superar os adversários e passar à fase seguinte da prova.

Wisla de Cracóvia foi um obstáculo bastante acessível

Para chegar à fase de grupos da Taça UEFA, o Vitória de Guimarães teve de ultrapassar o conjunto polaco do Wisla Cracóvia, equipa se previa difícil para os minhotos. Contudo, na primeira mão disputada no Minho, os vimaranenses mostraram um poderio muito superior ao Wisla e venceram por 3-0 (golos de Cléber, Mário Sérgio e Benachour), deixando a eliminatória quase sentenciada.

Na segunda mão, disputada em Cracóvia, o conjunto polaco cedo percebeu ser incapaz de dar a volta aos acontecimentos, baixando os braços e facilitando a vida ao conjunto português. De facto, o Vitória até foi capaz de vencer na Polónia, graças a um golo de Saganowski já perto do apito final.

Grupo mostrou-se demasiado forte para os vitorianos  

Superado o obstáculo polaco, o V. Guimarães ficou integrado num grupo com Zenit, Bolton, Sevilha e Besiktas, adivinhando-se muitas dificuldades para o conjunto português.

No primeiro jogo, disputado em São Petersburgo, o Vitória até fez uma boa exibição, no entanto, quando estava por cima do jogo, um penalti deitou tudo a perder, permitindo a vantagem russa. Mais tarde, o Zenit ainda aumentou para 2-0, sendo que o golo solitário de Neca apenas minimizou a derrota (1-2).

Com uma derrota no primeiro jogo, o Vitória era obrigado a superar o Bolton na segunda partida, sendo que o golo de Saganowski a seis minutos do fim parecia aproximar os vimaranenses desse objectivo. Todavia, um grande golo de Vaz Té três minutos depois garantiu o empate (1-1) aos ingleses e deixou a equipa portuguesa quase eliminada.

Com apenas um ponto em dois jogos, o Vitória precisava de um milagre, que passaria por vencer o Sevilha em Espanha. Todavia, na Andaluzia, o conjunto português perdeu por 3-1, tornando o último jogo com o Besiktas um mero cumprir de calendário. Nessa partida, um conjunto português bastante desmotivado havia de perder com os turcos por 3-1, terminando assim sem grande glória o Grupo H e surgindo um mau pronúncio para o que vinha aí de temporada doméstica: a surpreendente descida de divisão.

Read Full Post »

Frechaut com a camisola das quinas

Presente no histórico e inédito título boavisteiro e peça importante na ascensão do Sporting de Braga no espectro futebolístico português, Frechaut chegou mesmo a representar a selecção nacional por dezassete vezes, tendo estado presente no Mundial 2002 e nos Jogos Olímpicos 2004, duas provas de má memória para a equipa das quinas. Defesa-direito ou médio-defensivo, Frechaut era um jogador rápido e raçudo mas também mostrava excelente posicionamento e uma técnica apreciável, cotando-se como uma mais valia significativa para qualquer clube que representou.

Campeão no Bessa é um produto das escolas sadinas

Nuno Miguel Frechaut Barreto nasceu a 24 de Setembro de 1977 em Lisboa, tendo iniciado a sua carreira futebolística no V. Setúbal, clube pelo qual se estreou profissionalmente em 1996/97. No Vitória, Frechaut havia de permanecer até 1999/00, tendo efectuado 76 jogos e dois golos pelo clube sadino.

Em 2000/01, transferiu-se para o Boavista, clube onde se sagrou campeão nacional logo na primeira temporada. Nos axadrezados, havia de se manter até 2004/05, tendo passado no Porto os melhores momentos da sua carreira desportiva, pois, além de campeão nacional, foi também no Bessa que iria garantir o direito a chegar à selecção nacional.

Peça importante na ascensão bracarense 

Em 2005, trocou o Boavista pelo Dínamo Moscovo, mas não foi muito feliz na experiência russa, tendo regressado a Portugal a meio de 2005/06 para representar o Sp. Braga.

Nos arsenalistas, impôs se rapidamente, tendo-se assumido como peça regular do onze bracarense durante a segunda metade dessa época e nas três temporadas seguintes. Ao todo, fez 76 jogos (4 golos) pelo Sp. Braga.

Já no decorrer da temporada 2009/10, Frechaut trocou a equipa minhota pelos franceses do Metz, clube da Ligue II que representou nas últimas duas temporadas, mas sem se conseguir assumir como titular absoluto.

No último dia de mercado do defeso de Verão, Frechaut, então com 33 anos, transferiu-se sem custos para a Naval, clube que tem representado com dignidade, mas onde demonstra estar bastante longe dos seus tempos áureos.

Read Full Post »

Kazmierczak com a camisola do FC Porto

Chegou a Portugal para representar o Boavista no Verão de 2006, assumindo-se durante 2006/07 como uma das grandes figuras de um conjunto axadrezado que não haveria de passar da décima posição no campeonato nacional. Apesar do insucesso colectivo, as boas exibições ao serviço do Boavista, valeram-lhe, no defeso seguinte, a transferência para o FC Porto, contudo, ao serviço do clube azul-e-branco, o internacional polaco nunca se viria a impor, acabando por se arrastar em empréstimos até desaparecer da vista do amante do futebol português sem qualquer rasto…

Produto das escolas do LKS Lodz

Przemysław Tadeusz Kaźmierczak nasceu a 5 de Maio de 1982 em Łęczyca, Polónia, tendo iniciado o seu percurso futebolístico nas escolas do LKS Lodz.

Em 2000, estreou-se profissionalmente ao serviço do modesto Piotrcovia, tendo também representado o GKS Bogdanka Łęczna, antes de se transferir em 2003 para o Pogon. No clube de Szczecin, o médio-centro haveria de fazer três temporadas de grande qualidade, somando 72 jogos e 10 golos e conseguindo inclusivamente chegar à selecção da Polónia.

O Boavista abriu-lhe as portas do futebol português

Em 2006/07, o médio-centro polaco teve a primeira experiência noutro campeonato que não o polaco, transferindo-se para Portugal e para o Boavista. No clube axadrezado, numa época que nem correu assim tão bem ao Boavista (terminou na 10ª posição), Kazmierczak efectuou 32 jogos e marcou 6 golos, chamando a atenção de vários clubes de maior nomeada e acabando por se transferir para o FC Porto.

Nos dragões, o internacional polaco estaria entre 2007 e 2010, ainda que só tenha estado no plantel portista na temporada de 2007/08. Nessa época, Kazmierczak nunca mostrou qualidade suficiente para ser titular dos azuis-e-brancos, acabando por apenas fazer 19 jogos em todas as competições, sendo apenas nove como titular.

Emprestado até ao regresso à Polónia

Ainda ligado contratualmente aos portistas, o internacional polaco haveria de ser emprestado ao Derby County e ao Vitória de Setúbal nas temporadas seguintes. Nesses dois clubes, o médio-centro assumiu-se como figura importante e conseguiu mesmo garantir a titularidade em ambos os conjuntos, o que não surpreende, pois o nível de exigência era muito inferior em comparação ao FC Porto.

No Verão de 2010, Kazmierczak viu o seu contrato com o FC Porto terminar, transferindo-se definitivamente para o futebol polaco e para o Slask Wroclaw. Nesse clube, o internacional por nove vezes pela Polónia actua até este momento, procurando voltar aos tempos de glória que, num passado já algo distante, o levaram a ser pretendido por grandes clubes do futebol europeu.

Read Full Post »

Marco Tábuas sofreu sete em Roma

Treinado por Carlos Cardoso, o Vitória de Setúbal havia feito um excepcional campeonato nacional de 1998/99, garantindo o quinto lugar na classificação, apoiado por jogadores da qualidade de Chiquinho Conde, Pedro Henriques, Toñito, Hélio ou Frechaut. Essa excelente campanha, garantiu à equipa sadina uma presença na Taça UEFA da temporada seguinte, um regresso às competições europeias após vinte e cinco anos de ausência e que enchia de orgulho toda a nação sadina. Infelizmente, o sorteio não foi simpático e o primeiro adversário foi logo a poderosa Roma,  equipa que esmagou os sadinos logo na primeira mão e decidiu imediatamente o destino da eliminatória…

Goleada da primeira mão ofuscou triunfo em Setúbal

Sabia-se da dificuldade da deslocação do Vitória ao Olímpico de Roma, mas ninguém esperava um desastre daquele nível. Na capital italiana, os sadinos nunca se encontraram e a AS Roma parecia actuar sozinha em campo, tais foram as facilidades oferecidas pela equipa portuguesa.

De facto, a Roma venceu por sete bolas a zero, cabendo os tentos ao bem conhecido Alenichev (3) e a Aldair, Montella, Delvecchio e Assunção. Este resultado tirava quaisquer hipóteses ao Vitória de Setúbal para a segunda mão, além de que lhe manchava bastante a imagem de clube poderoso na Europa dos anos 70.

Ainda assim, na segunda mão, quando apenas a dignidade estava em jogo, o conjunto português, consciente que não tinha como dar a volta a eliminatória, ainda deu um ar da sua graça, vencendo a poderosa equipa italiana por uma bola a zero, graças a um tento solitário do nigeriano Maki. Um triunfo saboroso, mas que esteve longe de ofuscar a pesada derrota averbada em terras italianas.

Read Full Post »

Marcelo Labarthe no Grémio

No Verão de 2005, no rescaldo da temporada do “quase”, o Sporting foi ao Rio Grande do Sul adquirir aquele que se dizia ser uma das grandes promessas do Internacional de Porto Alegre e, mais do que isso, o novo “Deco”: Marcelo Labarthe. Rotulado de grande talento, mas com apenas 21 anos, o Sporting entendeu que era melhor emprestá-lo a outros clubes portugueses, para que, futuramente, explodisse nos verde-e-brancos. Todavia, os leões rapidamente perceberam que alguém que não se impõe no Beira-Mar ou no Vitória de Setúbal dificilmente será uma mais valia para o Sporting Clube de Portugal…

Produto das escolas do Internacional

Marcelo Martini Labarthe nasceu a 12 de Agosto de 1984 em Porto Alegre, Brasil, e frequentou as escolas de um dos grandes clubes do Estado do Rio Grande do Sul, o Internacional de Porto Alegre.

Após alguns jogos pela equipa principal do “Colorado”, começou-se a falar do talento do jovem “dez”, que se dizia reunir as características de outro jogador que havia brilhado em Portugal: Deco.

Assim sendo, o Sporting avançou para a sua contratação em 2005, emprestando-o, nessa temporada de 2005/06 ao Beira-Mar, onde Labarthe não conseguiu confirmar tudo o que se dizia sobre si, efectuando apenas 13 jogos num clube que, na altura, estava no segundo escalão do futebol português.

Apesar da desilusão na experiência em Aveiro, o Sporting entendeu dar mais uma oportunidade ao criativo brasileiro, emprestando-o, em 2006/07, ao Vitória de Setúbal. Nos sadinos, todavia, o sucesso voltou a ser o mesmo, ou seja, (quase) nulo, com Marcelo Labarthe a não fazer mais do que onze jogos de futebol pálido e pouco inspirado.

Nunca confirmou o seu potencial

Após o empréstimo ao Vitória de Setúbal, o Sporting percebeu que Labarthe nunca seria uma mais-valia e deixou de ter um vínculo contratual com o brasileiro.

Assim sendo, em 2007, o canarinho regressou ao Brasil e ao Rio Grande do Sul, para representar o Grémio, todavia, não criou qualquer impacto, mudando-se, dois anos depois, para o Japão, onde representou o Ventforet Kofu.

Após novo insucesso, desta vez em terras nipónicas, Marcelo Labarthe regressou ao Brasil, onde já representou clubes modestos como o Uberlândia, Caxias do Sul e, neste momento, já com 26 anos, o São José.

Read Full Post »

A supertaça 2007/08 foi o último título dos leões

Terminou mais uma temporada infeliz do Sporting Clube de Portugal, sendo que este mediano terceiro lugar não pode esconder uma época deplorável que viu o Sporting perder todas as competições que disputou, sendo que as eliminações da Taça de Portugal e da Liga Europa, diante de duas equipas (V. Setúbal e Glasgow Rangers) claramente inferiores aos leões são reveladoras do mau momento que se vive para os lados de Alvalade.

O Sporting acabou o campeonato a, imagine-se, 36 pontos do FC Porto, sendo que os dragões terminaram a competição com mais do dobro das vitórias (27) obtidas pelos verde-e-brancos (13). Mesmo o Benfica, que terminou o campeonato em desaceleração e perdendo pontos surpreendentes, conseguiu terminar a prova com mais quinze pontos que os leões.

Assim sendo, parece lógico que o Sporting precisa de preparar muito bem 2011/12 e, nesse seguimento, é necessário uma análise cuidada ao actual plantel, dividindo os elementos desse mesmo grupo de trabalho em indispensáveis, transferíveis, emprestáveis e dispensáveis.

Na minha opinião, e começando pelos dispensáveis, optava pelos seguintes elementos:

  • Hildebrand
  • Tiago
  • Abel
  • Grimi
  • Anderson Polga
  • Nuno André Coelho
  • Maniche
  • Tales
  • Cristiano
  • Carlos Saleiro

 Obviamente que as razões da dispensa destes elementos depende de factores diferentes. Anderson Polga, Tiago e Abel foram excelentes profissionais, mas estão no fim da linha do seu percurso nos verde-e-brancos, já não acrescentam grande coisa ao plantel em termos de qualidade, sendo que Abel (João Gonçalves) ou Tiago (Vítor Golas) têm soluções internas bem menos onerosas e sem défice em termos de qualidade individual. Quanto a Anderson Polga, até podia falar de Nuno Reis, contudo, o defesa-central emprestado ao Cercle Brugge ainda precisa de rodar pelo menos mais um ano para se poder começar a pensar num regresso a Alvalade.

Quanto a Hilderbrand e Maniche, tratam-se de dois jogadores demasiado caros para o rendimento que apresentaram ao serviço do Sporting, não se justificando a sua continuidade, sendo que tanto o internacional alemão como o internacional português devem ser substituídos por elementos de qualidade, mas necessariamente mais baratos a nível de ordenados. Vicent Enyeama (guarda-redes do Hapoel Telavive) e Rafael Robayo (Médio-centro do Millionarios) são bons exemplos.

Por fim, Nuno André Coelho, Grimi, Tales, Cristiano e Carlos Saleiro não parecem ter qualidade suficiente para se manterem no plantel leonino e devem ser dispensados, sendo que a situação mais simples a de Tales e Cristiano, pois terminam contracto com os verde-e-brancos. Já no caso de Nuno André Coelho, Grimi e Carlos Saleiro, deve ser encontrada uma solução que satisfaça clube e atletas, que poderá passar por um empréstimo ou, até, por um acordo de rescisão, pois dificilmente estes atletas terão mercado, à excepção, talvez, do lateral-esquerdo argentino.

Passando aos emprestáveis, optava por estes dois elementos:

  • Cedric Soares
  • Diogo Salomão
Tanto o lateral/ala-direito como o extremo-esquerdo são elementos que parecem ter condições para serem mais valias no Sporting Clube de Portugal, todavia, acredito que Cedric Soares e Diogo Salomão irão ter muito poucas oportunidades para jogar na próxima temporada e, na minha opinião, ambos os atletas precisam de minutos de jogo para que possam continuar a sua evolução futebolística. Assim sendo, aconselho um empréstimo dos dois a um clube médio/médio-baixo do principal escalão do futebol português.
.
Dos emprestáveis, sigo para os transferíveis, ou seja, jogadores com valor para se manterem no plantel do Sporting, mas que, na presença de uma boa proposta, deve ser ponderada a sua saída:
  • Daniel Carriço
  • Yannick Djaló
  • Zapater
  • Simon Vukcevic
Estes três elementos estão nesta lista por situações diferentes. Daniel Carriço é um defesa de qualidade e com mercado, mas, na minha opinião, a sua baixa estatura e fraca impulsão que lhe garantem dificuldades no jogo aéreo, irão impedi-lo sempre de ser o tal patrão da defesa leonina. Assim sendo, uma proposta que supere os 10/12 milhões de euros deve ser imediatamente considerada.
.
Yannick Djaló, por sua vez, é um jogador com talento, mas parece-me pouco constante e nunca explodiu da maneira que se esperava, sendo que uma boa  proposta, na ordem dos 8/9 milhões de euros, deve ser suficiente para se negociar a sua saída.
.
Depois, apesar de não achar que é o péssimo jogador que muitos vêem em Zapater, entendo que facilmente se encontraria uma jogador de nível superior, sem ser necessário gastar muito dinheiro. Assim sendo, e sabendo que o espanhol tem mercado, aconselhava a venda do aragonês, desde que o valor da transferência não fosse inferior a dois milhões de euros.
.
Por fim, Simon Vukcevic é um caso diferente e representa um jogador muito talentoso e com condições para ser dos melhores da Europa, mas que é demasiado problemático e inconstante, sendo que poderá, inclusivamente, ser um destabilizador de balneário. Assim sendo, e apesar de toda a sua qualidade incontestável, penso que o Sporting o deveria vender pelo seu preço de custo e, assim, prescindir de um atleta que pode continuar a revelar-se um problema bicudo.
.
Para finalizar, os elementos imprescindíveis, ou seja, os elementos que devem continuar no plantel do Sporting e assumirem-se como a base 2011/12, porque mesmo numa grande revolução de plantel, há que garantir um nível mínimo de continuidade.
  • Rui Patrício
  • Evaldo
  • Torsiglieri
  • João Pereira
  • André Santos
  • Pedro Mendes
  • Izmailov
  • Jaime Valdés
  • Matías Fernandez
  • Hélder Postiga
Assim sendo, chegamos a uma lista de dez jogadores (14, caso não se consiga vender os tais quatro elementos que entendo como transferíveis) +1, que, neste caso, não é um chinês, mas o peruano Carrillo, já contratado pelo Sporting.
.
Partindo do princípio que Daniel Carriço, Yannick Djaló, Vukcevic e Zapater ficam no plantel e que Vítor Golas e João Gonçalves regressam de empréstimo, o Sporting fica com 17 jogadores, faltando nove para a tal lista de 23+3 promessas de que falou Godinho Lopes.
.
Nesse caso, seriam necessários nove jogadores e, como tal, pensando que os leões avançarão para um 4-3-3/4-2-3-1, acho que o Sporting devia tentar as seguintes contratações:
  • Um guarda-redes de valor para ser o concorrente de Rui Patrício. O referido Enyeama seria uma excelente opção.
  • Um lateral-esquerdo (Wendt é uma possibilidade, Sílvio, pela polivalência, seria o ideal)
  • Dois defesas-centrais de altíssima qualidade (Rodríguez do Sp. Braga e outro, que fosse experiente, uma clara mais-valia e necessariamente mais alto)
  • Um médio-centro de grande pulmão e qualidade que pudesse jogar tanto a “seis” como a “oito”. Rafael Robayo, já referido, seria uma boa aquisição.
  • Um extremo puro, ou seja, um verdadeiro flanqueador, que desse a largura de jogo ao Sporting que a equipa tanto precisa e que fosse uma clara mais valia para o plantel.
  • Dois avançados, sendo um mais posicional e referência atacante (ao que tudo indica, o ex-Besiktas Bobô) e outro mais polivalente e que pudesse jogar sozinho na frente, mas também como avançado de suporte num alternativo 4x4x2 e, se possível, descaído numa das alas na táctica 4x3x3.
  • Por fim, um jogador jovem, tal como Carrillo e que se juntasse a João Gonçalves e ao peruano (não incluo Vítor Golas por se tratar de um guarda-redes e, como tal, uma situação diferente) como uma das três promessas que o novo presidente do Sporting quer ter no plantel.
Na minha opinião, este será o caminho que o Sporting tem de fazer para que possa ser mais competitivo em 2011/12. Dificilmente dará para ser campeão já na próxima temporada, mas pode ser fulcral para que os leões comecem a construir uma equipa que, num futuro próximo, ombreie com dragões e águias pelo lugar mais alto do pódio do futebol nacional.

Read Full Post »

Liedson quererá despedir-se com vitória

A principal atracção da ronda 18 do campeonato nacional é a mais que previsível despedida de Liedson que, possívelmente, irá fazer o último jogo de verde-e-branco, em Alvalade, diante da Naval, ainda que os leões ainda tentem prolongar a sua estadia até ao final de Fevereiro, em virtude do Corinthians ter sido eliminado precocemente da Taça dos Libertadores. Nos outros jogos da jornada, destaque para a recepção do líder FC Porto ao aflito Rio Ave a para a deslocação do Benfica a Setúbal para defrontar os pupilos de Manuel Fernandes.

FC Porto – Rio Ave

Apesar da excelente campanha no campeonato nacional, o percurso do FC Porto nas taças não tem sido tão famoso, pois os dragões já foram eliminados da Taça da Liga e, com a derrota caseira (0-2) diante do Benfica na primeira mão da meia-final da Taça de Portugal, também estão bem perto de abandonarem a prova rainha do futebol português. Assim sendo, perante um aflito Rio Ave, torna-se importantíssimo para que o FC Porto vença para manter os níveis de confiança elevados e impedir que o Benfica se aproxime na luta pelo título nacional.

V. Setúbal – Benfica

Moralizado pelo recente triunfo no Dragão (2-0), o Benfica desloca-se a Setúbal, onde irá defrontar uma equipa relativamente tranquila pelos sete pontos que tem de avanço em relação à linha de água. Trata-se de um jogo complicado para os encarnados, mas o Benfica é obrigado a vencer para continuar a ter hipóteses de revalidar o título nacional, pois, apesar de ter uma partida a menos, as águias já estão a onze pontos do FC Porto.

Sporting – Naval

Ao Sporting já pouco mais resta que defender o terceiro lugar e terminar o campeonato com o máximo de dignidade possível. Neste jogo com a equipa da Figueira da Foz, o principal motivo de interesse é mesmo a mais do que provável despedida de Liedson, que deverá querer despedir-se de Alvalade e do Sporting com um triunfo perante uma equipa da Naval que pena no último lugar da tabela classificativa.

Os outros jogos da jornada 18

Outro dos grandes jogos da ronda dezoito é a recepção do V. Guimarães, quarto classificado, ao Nacional, sexto. Um jogo entre duas equipas separadas por três pontos e que lutam pelo acesso às competições europeias. A jornada conclui-se com o Marítimo-Sp. Braga, Portimonense-Paços de Ferreira, Académica-Beira-Mar e União de Leiria-Olhanense.

Read Full Post »

Mozer tentará surpreender no Dragão

Uma das curiosidades da primeira jornada da segunda volta é que, no Dragão, defrontam-se primeiro e último classificado, num duelo em que os portistas são claramente favoritos perante uma Naval que, ainda assim, vem de uma surpreendente vitória em Guimarães (2-1). Por outro lado, os encarnados, terão que passar um difícil teste em Coimbra ainda que, ao contrário das águias, a Académica, que já foi uma das surpresas do campeonato, está a passar por uma má fase, pois só somou um ponto nos últimos três encontros.

FC Porto-Naval

Se este jogo tivesse surgido uma jornada antes, poucos arriscariam algo que não fosse uma vitória dos dragões e por margem folgada. Contudo, a entrada de Carlos Mozer na equipa da Figueira da Foz mudou bastante a imagem da Naval, ao ponto de esta, mesmo com dez unidades, ter dado a volta no campo do V. Guimarães e garantido uma surpreendente vitória (2-1).

Ainda assim, a diferença de qualidade dos planteis mantém-se abismal e o líder incontestado FC Porto continua super favorito para este duelo. Veremos, no entanto, se a estrelinha de Mozer (só perdeu uma vez em jogos com os portistas) surge no Estádio do Dragão.

Prognóstico “A Outra Visão”: Vitória do FC Porto (80%) – Empate (15%) – Vitória da Naval (5%)

Académica-Benfica

Em Coimbra, defrontam-se duas equipas em estados anímicos completamente díspares. A equipa local não ganha a três jogos e, em dois deles, sofreu cinco golos, mostrando que, depois de um bom início de campeonato, se encontra em surpreendente queda livre. Por outro lado, o Benfica vem de cinco vitórias consecutivas e com um fantástico saldo de golos (17-3).

Assim sendo, grande curiosidade por saber se a Académica quebra com o seu mau momento e, dessa forma, põe um travão ao excelente momento dos encarnados, ou, ao invés, se tudo se mantém como está e o Benfica, vencendo novamente, continua a morder os calcanhares ao FC Porto e aumenta ainda mais a crise dos estudantes.

Prognóstico “A Outra Visão”: Vitória da Académica (15%) – Empate (25%) – Vitória do Benfica (60%)

Sporting-Paços de Ferreira

Nos últimos cinco jogos a contar para a Liga Zon Sagres, o Sporting venceu quatro e apenas empatou um, mostrando que está num bom momento, sendo que, por certo, quererá manter essa boa fase, vencendo um Paços de Ferreira que, na primeira volta, venceu os leões na Capital do Móvel (1-0).

No entanto, os leões terão de ter cuidado, porque, para além do facto de terem perdido em Paços de Ferreira, também devem ter em conta que, nos últimos dois jogos fora (Guimarães e Coimbra), os castores conseguiram abandonar o relvado com um ponto conquistado.

Prognóstico “A Outra Visão”: Vitória do Sporting (65%) – Empate (30%) – Vitória do Paços de Ferreira (5%)

Os outros jogos da jornada 16

Nas outras partidas da primeira jornada da segunda volta, destaque para a deslocação da grande desilusão do campeonato (Sp. Braga) ao recinto de um Portimonense que está completamente obrigado a ganhar, pois já se encontra cinco pontos abaixo da linha de água.

A ronda conclui-se com o V. Guimarães-Olhanense, Nacional-Rio Ave, V. Setúbal-Marítimo e U. Leiria- Beira Mar.

Read Full Post »

Older Posts »