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Posts Tagged ‘Wigan Athletic’

Pongolle surpreendeu-se com a qualidade da Liga

O atacante francês Florent Sinama-Pongolle, atleta que ainda está para justificar o elevado valor (6,5 milhões de euros) que o Sporting pagou pelo seu passe, deu uma interessante entrevista ao Top Mercato, onde, para além de dizer que está bastante confiante para a nova época, afirmou que os adeptos e jogadores de futebol, nos outros países, não têm uma real noção da qualidade do futebol português, desafiando mesmo outros jogadores a virem a Portugal fazer um jogo e tirar as suas próprias ilações.

À primeira vista, podemos entender que o internacional gaulês apenas pretende arranjar uma desculpa para o insucesso dos seus primeiros seis meses com a camisola verde-e-branca, todavia, após uma análise mais cuidada e tentando abstraírmo-nos de destruir tudo o que é português (esse hábito tão lusitano…), temos de compreender e, até, dar razão às afirmações do avançado leonino.

A Liga Portuguesa não é a melhor do mundo, nem sequer estará no Top 5 europeu, onde colocaria Espanha, Inglaterra, Itália, Alemanha e França, por esta ordem, mas está, certamente, logo a seguir, tanto pelos resultados europeus, como pela qualidade das suas equipas.

No entanto, sempre foi um campeonato que, muito por culpa da falta de divulgação e pela imagem de estádios muitas vezes vazios, criou, no exterior, uma ideia negativa, apenas atenuada por alguns bons resultados europeus das nossas equipas.

Na realidade, muitas vezes a imagem é tudo e é fácil dar um exemplo. Um Wolverhampton-Wigan Athletic, por norma, não é um jogo que tenha mais qualidade que um Paços de Ferreira-Olhanense, no entanto, o jogo da Premier League, tem um Estádio de qualidade, cheio de adeptos que cantam o jogo inteiro, um relvado em condições e, acima de tudo, um mediatismo incomparável. Depois de tudo isto, o adepto de futebol mais desatento nem se vai aperceber que a qualidade dos jogadores dos clubes ingleses será igual ou pior que a das equipas portuguesas.

Sendo realista, os clubes portugueses não têm capacidade para competir com os clubes milionários das grandes ligas do futebol europeu, o que acaba por ser normal, pois as diferenças orçamentais são, muitas vezes, gigantescas, o que permite aos clubes de topo da Premier League, La Liga, Serie A, ou Bundesliga, comprarem jogadores que nunca estariam ao alcance dos clubes mais abastados da Liga Sagres. Ainda assim, a discrepância entre os campeonatos não é aquela que muitas vezes tentam fazer crer que existe e as eliminatórias europeias provam isso.

O ano passado, por exemplo, o FC Porto atropelou o Atl. Madrid, o Benfica esmagou o Everton e o Sporting, mesmo num dos piores anos de sempre, eliminou o Everton e não perdeu qualquer jogo com o “atleti”. Podia ainda continuar com a boa campanha de um dos nossos clubes de média dimensão (Nacional) na Liga Europa, mas penso que perceberam onde quero chegar.

O grande problema do futebol português é estrutural e nunca da qualidade dos intervenientes e do próprio desporto rei. O problema são alguns vícios que estão enraizados há imenso tempo e não são combatidos em prol da evolução do futebol indígena.

É necessário promover o futebol português lá fora. A ligação emocional que temos com as antigas colónias africanas e a elevada fama que a selecção portuguesa tem, principalmente no Médio Oriente e na Ásia, é meio caminho para introduzirmos a nossa Liga nesses mercados, expandido os horizontes da mesma e gerando dinheiro para a Liga e para os clubes que nela participam.

É preciso voltarmos a apostar forte nas camadas jovens (Riade 89 e Lisboa 91 já parecem tão distantes…) e lutarmos pela implementação do sistema 6 locais + 5 estrangeiros em todos os onzes na da nossa Liga. Só assim teríamos a certeza que os estrangeiros seriam contratados com maior critério de qualidade e, mais importante do que isso, saberíamos que os nossos jovens tinham mais hipóteses de chegarem ao futebol sénior luso.

Por outro lado, temos de, uma vez por todas, deixar de fazer negócios televisivos com intermediários e passar a fazer negócios globais e directamente com as televisões, obedecendo a um valor mínimo que seria pago a todos os clubes e a um valor variável que obedeceria a dois factores (audiência e prestação desportiva). Este sistema iria criar uma distribuição financeira mais justa e iria dar, certamente, desafogo financeiro aos clubes mais modestos do panorama futebolístico nacional.

Depois temos de criar condições para que mais pessoas possam ir aos estádios. Tanto baixando o valor dos bilhetes que, muitas vezes, não estão minimamente de acordo com a realidade portuguesa, como criando promoções para jovens e idosos. Será que financeiramente não é melhor ter 10000 pessoas num estádio a pagarem uma média de 5 euros por bilhete do que 1000 a pagarem 15 euros?

Na verdade, todas estas “pequenas” implementações iriam fazer toda a diferença, tanto por aumentarem a qualidade real do nosso futebol (curiosamente, o menor dos nossos problemas) como por darem uma imagem muito melhor do mesmo, aproximando-o da imagem que têm as melhores ligas do futebol internacional.

Tenho a certeza que, se isso for feito, a surpresa que têm jogadores como o Sinama-Pongolle irá começar a desvanecer-se e a nossa liga irá, certamente, atrair muitos jogadores estrangeiros de renome, subindo em termos de qualidade, fama e reconhecimento externo.

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A uma jornada do final da Premier League, os “blues”, ao vencerem o Liverpool em Anfield Road, aproximaram-se bastante da conquista do campeonato inglês. Bastará, agora, ao Chelsea, vencer o Wigan Athletic, em casa, na última jornada para se sagrar campeão; Por outro lado, em Espanha, o líder Barcelona (venceu em Villarreal por 4-1) e o segundo classificado Real Madrid (venceu o Osasuna, em casa, por 3-2) continuam separados por um ponto; Situação similar no Calcio, pois o líder Inter (venceu em Roma, a Lázio, por 2-0) e a perseguidora AS Roma (venceu em Parma por 2-1) também estão a um miserável ponto de distância.

Liga Inglesa – “Blues” perto de vencerem a Premier League

Num jogo muito intenso entre “reds” e “blues”, o Chelsea beneficiou de um erro de Gerrard, que, a tentar atrasar o esférico a Reina, ofereceu o golo a Drogba. Ora, esse golo apareceu um pouco contra a corrente do jogo, mas teve o condão para catapultar os londrinos para uma exibição segura e, perante um Liverpool em quebra física, Lampard, na segunda parte, fez o 0-2 final que coloca o Chelsea, a uma jornada do fim, a uma vitória de ser campeão.

Ainda assim, falta esse pequeno passo aos “blues” e, caso haja surpresa no Chelsea-Wigan, quem poderá aproveitar é o Manchester United, que continua na luta pelo título após ter vencido fora o Sunderland, graças a um golo de Nani. Foi um jogo que os “red devils” poderiam ter goleado, mas a falta de inspiração de Berbatov impediu resultado mais volumoso.

O Manchester United termina o campeonato, em casa, diante do Stoke City, tendo de ganhar e esperar, pelo menos, um empate do Chelsea para ser campeão.

Liga Espanhola – Barça e Real continuam sem vacilar

Barcelona e Real Madrid continuam a ultrapassar todos os obstáculos com maior ou menor dificuldade, mantendo a La Liga ao rubro. Em Villarreal, o Barça atropelou o seu opositor por 4-1, com golos de Messi (2), Xavi e Bojan, respondendo o Villarreal com um tento de Llorente.  Por outro lado, os madrilenos tiveram mais dificuldades, pois tiveram a perder por duas vezes com o Osasuna. Todavia, conseguiram sempre empatar e, sobre o minuto, 89, Cristiano Ronaldo, que já tinha feito um tento, bisou e deu a vitória ao Real Madrid por 3-2.

Com estes resultados e a três jornadas do fim, Barcelona (90 pts) e Real Madrid (89 pts) prometem muita emoção até ao final da Liga Espanhola.

Liga Italiana – Inter passa teste “laziale” e mantém Roma a um ponto

A Roma havia vencido com relativa tranquilidade, o Parma, fora, por duas bolas a uma e tinha esperança num deslize “nerazzurri na deslocação à capital italiana para defrontar a Lázio. Contudo, o Inter, diante de uma equipa que ainda luta pela manutenção, fez um bom jogo e acabou por vencer de forma fácil a Lázio por duas bolas a zero (golos de Samuel e Motta). Nesse encontro, foi curioso assistirmos aos adeptos “laziale” a torcer pelo Inter, pois, aparentemente, a possível descida é bem menos assustadora que a imagem do seu eterno rival a conquistar o “scudetto”.

Após a jornada 35 e a três jogos do final da Série A, o líder Internazionale e a segunda classificada AS Roma, continuam separados por apenas um ponto.

Liga Alemã – Bayern virtual campeão

O Bayern venceu o Bochum por 3-1 graças a  um hat-trick de Müller e, após o desaire caseiro do Schalke 04 diante do Werder Bremen (0-2), garantiu, a uma jornada do fim, três pontos de vantagem sobre a equipa de Genselkirchen. A equipa bávara só não pode festejar oficialmente o título, pois o critério de desempate é a diferença de golos, todavia, com 17 golos de vantagem sobre o rival, só um desastre de proporções inimagináveis pode tirar o título ao Bayern Munique.

Outras Ligas – Twente sagra-se campeão holandês

O Twente conquistou a Eredivisie pela primeira vez, após vencer, em Breda, o NAC, por 2-0. A equipa acabou assim o campeonato com mais um ponto que o Ajax, que, apesar de ter goleado fora o NEC Nijmegen (4-0), teve de se contentar com o segundo lugar; Por outro lado, em França, o Marselha empatou em Auxerre (0-0) e mantém-se, assim, na liderança, tendo mais cinco pontos que o segundo, curiosamente, o próprio Auxerre. 

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O Barcelona não foi além de um nulo no desafio, fora, diante do Espanhol. Este resultado, aliado ao triunfo do Real Madrid, em casa, diante do Valência, por 2-0, diminiu a vantagem catalã, em relação aos madrilenos, para apenas um ponto; Em Itália, a Roma venceu o derbi romano por duas bolas a uma e manteve o ponto de vantagem sobre o Inter (recebeu e venceu a Juventus por 2-0); Na Premier League, o líder Chelsea perdeu na deslocação ao campo do Tottenham (1-2) e o  Manchester United (venceu o derby de Manchester por 1-0) está agora a apenas um ponto.

Liga Espanhola – Barcelona perde margem de erro

Após a vitória diante do Real Madrid, os catalães sabiam que se podiam dar ao luxo de empatarem ou perderem um jogo que seriam campeões na mesma. Contudo, o Barça não esperava esgotar essa margem de erro logo ao primeiro obstáculo, ou seja, no derbi catalão com o Espanhol. Foi um jogo extremamente desinspirado do Barcelona que nunca se conseguiu superiorizar ao seu adversário e acabou com uma unidade menos no relvado. Por outro lado, quem não vacilou foi o Real Madrid que recebeu o Valência e venceu por 2-0, num jogo em que demonstrou ser sempre superior. Higuaín e Ronaldo fizeram os golos que colocam os madrilenos a apenas um golo do Barça e deixam a La Liga ao rubro.

Liga Italiana – Roma mantém liderança e Milan despede-se do título

A Roma até começou mal o derbi romano, pois, aos 15 minutos, Rocchi abriu o activo para a Lazio. O eterno rival da Roma continuou mais forte e Floccari ainda falhou um penálti. Contudo, na segunda parte, os pupilos de Ranieri encheram-se de brio e deram a volta ao marcador com um bis de Vucinic. Com este resultado, a AS Roma manteve a liderança com um ponto de vantagem sobre o Inter (2º), que venceu, com toda a justiça, em casa, a Juventus (2-0) com golos de Maicon e Eto’o. Fora da luta pelo título está o Milan que deslocou-se a Génova, perdeu com a Sampdória (1-2) e está agora a sete pontos da Roma.

Liga Inglesa – Chelsea perde em White Hart Lane e relança Premier League

Os “blues” tinham um difícil teste no campo do Tottenham e acabaram por chumbá-lo. No White Hart Lane, os “spurs” foram sempre superiores e, ainda na primeira parte, chegaram ao 2-0 com golos de Defoe e Bale. Na segunda metade, o Chelsea reagiu mas só fez um golo, mesmo ao cair do pano, por Lampard. Com esta derrota (1-2), os londrinos ficaram com apenas um ponto de vantagem sobre o segundo classificado Manchester United, que venceu o derbi de Manchester diante do City, com um golo no último minuto de Scholes. Por outro lado, o Arsenal perdeu em Wigan (2-3) e despediu-se definitivamente da luta pelo título inglês.

Liga Alemã – Bayern esmaga Hannover e mantém Schalke 04 a dois pontos

O líder do campeonato alemão recebeu o Hannover e não fez por menos, pois ganhou 7-0. Robben (3), Olic (2) e Müller (2) fizeram os golos da goleada bávara. Por outro lado, o Schalke também não vacilou e venceu, em casa, o Borussia de Monchegladbach por três bolas a uma. Com estes resultados, o Bayern mantém a liderança da Bundesliga com mais dois pontos que o segundo classificado Schalke 04.

Outras Ligas – Anderlecht sagrou-se campeão belga

O Anderlecht venceu em Brugge por 2-1 com golos de Van Damme e Suarez e conquistou o campeonato belga com quatro jornadas de avanço; Por outro lado, em França, o Marselha ganhou em Boulogne (2-1) e tem agora cinco pontos de avanço sobre o segundo classificado Auxerre, que venceu o Lorient, em casa, por 4-1; Por fim, na Holanda, o campeonato continua ao rubro, pois, a uma jornada do fim, Twente e Ajax continuam seperados por um ponto. O Twente venceu, em casa, o Feyenoord (2-0) e o Ajax goleou, também em casa, o Heracles por 4-0. Emoção até ao fim na Eredivisie.

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Uma imagem rara: Mahon a festejar um golo

Chegou ao Sporting no início da época 2000/01 como um promissor médio esquerdo internacional irlandês. Curiosamente, veio a custo zero e o seu rendimento desportivo nos leões foi proporcional, pois resumiu-se a ser suplente utilizado num jogo no Santiago Bernabéu, diante do Real Madrid, que o Sporting perdeu por 4-0 e, também, num jogo do campeonato nacional.

Assim sendo, foi sem surpresa que, em Dezembro, o Sporting colocou o “fantasista” irlandês a andar dali para fora. Surpreendentemente o Blackburn Rovers recebeu-o de braços abertos por empréstimo e até o utilizou por 18 vezes até ao final da época. No entanto, boquiabertos devem ter ficado os responsáveis leoninos quando o clube inglês avançou para a contratação definitiva do Alan, no final da época, por 2,5 milhões de euros.

Após esse momento, as carreiras de Sporting e Alan Mahon desencontraram-se. O dinheiro da venda do irlandês deu jeito ao Sporting para a contratação de Mário Jardel, enquanto o pobre Mahon caía em desgraça em Blackburn e era emprestado a clubes como o Cardiff City ou o Ipswich Town.

Posteriormente, o ala esquerdo ainda tentou relançar a carreira no Wigan Athletic e no Burnley, mas depois de bons inícios acabou sempre por desiludir e acabar emprestado a clubes mais pequenos.

Neste momento, aos 31 anos, e cansado de estar sempre a ser emprestado, foi jogar para o Tranmere Rovers, da League One (uma espécie de II divisão de Inglaterra). Até este momento, o internacional irlandês (sim é verdade ele conseguiu jogar pela selecção) é titularíssimo e deve mostrar aos seus colegas as fotos dele ao lado de João Pinto e P. Schmeichel, insistindo que não se tratam de montagens.

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