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Saganowski era a estrela deste Vitória

A única vez em que os vimaranenses participaram na fase de grupos de uma grande competição europeia foi em 2005/06, quando alcançaram a fase de grupos da Taça UEFA. Num ano em que Sporting, Sp. Braga e Vitória de Setúbal foram eliminados no playoff de acesso a essa mesma fase de grupos, coube aos minhotos defenderem a honra portuguesa, ainda que o agrupamento, com Bolton, Besiktas, Zenit e Sevilha previsse dificuldades que, valha a verdade, se concretizaram, pois o conjunto de Guimarães acabaria por ser incapaz de superar os adversários e passar à fase seguinte da prova.

Wisla de Cracóvia foi um obstáculo bastante acessível

Para chegar à fase de grupos da Taça UEFA, o Vitória de Guimarães teve de ultrapassar o conjunto polaco do Wisla Cracóvia, equipa se previa difícil para os minhotos. Contudo, na primeira mão disputada no Minho, os vimaranenses mostraram um poderio muito superior ao Wisla e venceram por 3-0 (golos de Cléber, Mário Sérgio e Benachour), deixando a eliminatória quase sentenciada.

Na segunda mão, disputada em Cracóvia, o conjunto polaco cedo percebeu ser incapaz de dar a volta aos acontecimentos, baixando os braços e facilitando a vida ao conjunto português. De facto, o Vitória até foi capaz de vencer na Polónia, graças a um golo de Saganowski já perto do apito final.

Grupo mostrou-se demasiado forte para os vitorianos  

Superado o obstáculo polaco, o V. Guimarães ficou integrado num grupo com Zenit, Bolton, Sevilha e Besiktas, adivinhando-se muitas dificuldades para o conjunto português.

No primeiro jogo, disputado em São Petersburgo, o Vitória até fez uma boa exibição, no entanto, quando estava por cima do jogo, um penalti deitou tudo a perder, permitindo a vantagem russa. Mais tarde, o Zenit ainda aumentou para 2-0, sendo que o golo solitário de Neca apenas minimizou a derrota (1-2).

Com uma derrota no primeiro jogo, o Vitória era obrigado a superar o Bolton na segunda partida, sendo que o golo de Saganowski a seis minutos do fim parecia aproximar os vimaranenses desse objectivo. Todavia, um grande golo de Vaz Té três minutos depois garantiu o empate (1-1) aos ingleses e deixou a equipa portuguesa quase eliminada.

Com apenas um ponto em dois jogos, o Vitória precisava de um milagre, que passaria por vencer o Sevilha em Espanha. Todavia, na Andaluzia, o conjunto português perdeu por 3-1, tornando o último jogo com o Besiktas um mero cumprir de calendário. Nessa partida, um conjunto português bastante desmotivado havia de perder com os turcos por 3-1, terminando assim sem grande glória o Grupo H e surgindo um mau pronúncio para o que vinha aí de temporada doméstica: a surpreendente descida de divisão.

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A primeira e única presença dos eslovenos num campeonato do mundo não deixou boas memórias ao pequeno país da ex-Jugoslávia. No Mundial 2002, integrado num grupo com Espanha, África do Sul e Paraguai, a Eslovénia perdeu todas as partidas e regressou a casa sem honra nem glória. Oito anos depois, os eslovenos regressam a um campeonato do mundo após terem surpreendido a poderosa Rússia no playoff de apuramento. As expectativas não são muito grandes, pois a Eslovénia não tem uma equipa muito forte, mas, ainda assim, têm uma grande motivação. Afinal, fazer melhor do que fez no Mundial 2002 não parece ser tarefa difícil…

A Qualificação

Integrados no Grupo 3 da zona europeia de qualificação com República Checa, Eslováquia, Irlanda do Norte, Polónia e São Marino, previam-se dificuldades para os eslovenos.

Contudo, beneficiando da enorme quebra das selecções da Polónia e da Rep. Checa, os eslovenos acabaram por conseguir discutir o primeiro lugar com a outra grande surpresa do grupo, a Eslováquia. Chegados à última jornada a dois pontos dos eslovacos, mas com vantagem no confronto directo, bastava-lhes vencer São Marino e esperar que a Polónia não perdesse, em casa, com a Eslováquia.

Contudo, os eslovacos venceram por uma bola a zero e empurraram a Eslovénia para o segundo lugar e um difícil playoff de apuramento com a fortíssima selecção russa.

Nesse duelo decisivo, os russos eram favoritos e, no primeiro jogo, a Rússia chegou ao 2-0 com um bis de Bilyaletdinov. A jogar em casa, a equipa russa continuou a carregar na busca do terceiro golo e da morte precoce da eliminatória. Todavia, aos 88 minutos, contra a corrente do jogo, Pecnik, médio do Nacional, fez o 2-1, que deu esperanças aos eslovenos para o jogo da segunda mão.

Na partida decisiva, em Maribor, a Eslovénia acabou por ser mais feliz e, graças a um golo de Dedic em cima do intervalo, venceu 1-0 a Rússia e apurou-se para o campeonato do mundo.

Grupo 3 – Classificação

  1. Eslováquia 22 pts
  2. Eslovénia 20 pts
  3. Rep. Checa 16 pts
  4. Irlanda do Norte 15 pts
  5. Polónia 11 pts
  6. São Marino 0 pts

Playoff

Rússia 2-1 Eslovénia / Eslovénia 1-0 Rússia

O que vale a selecção eslovena?

A equipa eslovena não tem grandes individualidades e vale essencialmente pelo colectivo. Trata-se de uma equipa mediana que dificilmente se apurará no Grupo C do Mundial 2010.

A defesa é provavelmente o sector mais forte da equipa da ex-Jugoslávia. A Eslovénia apenas sofreu seis golos na fase de qualificação e isso é a prova da sua boa qualidade defensiva. Neste sector, temos de destacar os laterais Jokic e Brecko que defendem muito bem, mas também são competentes a atacar e, também, uma dupla de centrais que revela segurança e entendimento quase perfeito: Suler/Cesar.

No meio-campo, os eslovenos têm, talvez, o sector mais frágil da equipa. Normalmente jogam com o trinco do Larissa: Radosavljevic e o médio box to box: Koren. Depois, na ala esquerda aparece o jogador do Auxerre: Birsa e, na direita, o médio do Wisla: Kirm. Aqui o único destaque vai para o jogador do Auxerre, um atleta criativo e que cria desequilíbrios com facilidade.

Por fim, na frente, os eslovenos costumam jogar com a dupla: Dedic e Novakovic. São dois avançados que se completam, sendo Novakovic um puro homem de área e Dedic um jogador que actua como avançado de suporte. Esta dupla não é brilhante, mas é bastante competente, não sendo aconselhável dar um milímetro de espaço a Novakovic, pois este, quando aparece uma boa oportunidade, raramente perdoa. No banco, os eslovenos contam ainda com um jogador imaginativo que pode substituir Dedic, quando o treinador optar por um 4-2-3-1, o médio ofensivo do Nacional: Pecnik.

Apesar da competência e do espírito de equipa, a equipa eslovena não aparenta ter condições para surpreender a Inglaterra e, até, os Estados Unidos, restando-lhe tentar vencer a Argélia.

O Onze Base

A equipa da Eslovénia costuma actuar num 4-4-2 clássico com Samir Handanovic (Udinese) na baliza; Um quarteto defensivo com Jokic (Chievo), à esquerda, Brecko (Colónia), à direita, ficando Suler (Gent) e Cesar (Grenoble) no centro; Depois, Radosavljevic (Larissa) é o trinco, Koren (WBA) é o box to box, surgindo Birsa (Auxerre) como ala esquerdo e Kirm (Wisla Cracóvia) como ala direito; Por fim, o ataque é composto pelo avançado de suporte: Dedic (Bochum) e o finalizador: Novakovic (Colónia).

Classificação – Previsão “A Outra Visão”

Teoricamente, os eslovenos devem terminar o Grupo C na terceira posição, pois são (muito) inferiores aos ingleses, ligeiramente inferiores aos norte-americanos e superiores aos argelinos. Todavia, se conseguirem demonstrar uma grande disciplina táctica e tiverem um pouco de sorte, poderão, inclusivamente surpreender os americanos e apurarem-se para os oitavos de final.

Calendário – Grupo B (Mundial 2010)

  • 13 de Junho: Eslovénia vs Argélia
  • 18 de Junho: Eslovénia vs EUA
  • 23 de Junho: Eslovénia vs Inglaterra

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